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Postado por: Ryu sexta-feira, 2 de dezembro de 2016


Já que este blog está passando por uma nova fase, creio que não há nada mais lógico do que falar sobre o assunto que deu a ele boa parte da pequena notoriedade que conseguiu: God of War.

Ah... God of War... Há quanto tempo essa franquia não era um assunto central em um post desse blog? Mais ou menos uns três anos provavelmente, mas o que todos os posts anteriores sobre o Bom de Guerra, que em maioria foram deletados, tinham em comum é que nenhum deles era positivo. God of War é uma franquia pela qual eu tinha um ódio tão vicioso que parecia que o pessoal envolvido com esses jogos cometeu um genocídio aqui na minha cidade e a minha família foi pega no meio do massacre. Pra mim God of War simbolizava tudo o que havia de errado com video games naquela época: História ruim, foco maior em espetáculo visual pra mascarar o quão raso o gameplay realmente é, um monte de QTEs, desafio que ou é quase nulo ou então é ridiculamente artificial... Enfim, eu via God of War como o Diabo dos video games, mesmo as menções a qualquer coisa dessa série normalmente eram pra falar mal e ridicularizar quem gosta.

Não, eu ainda não gosto de God of War hoje em dia... Mas acho que agora que eu amadureci pra caralho comparado com 2010, é possível que eu fale dessa franquia aqui de uma forma menos imbecil. Se fosse pra falar de Hack 'N Slash, eu diria que Devil May Cry, Ninja Gaiden, Onimusha, Bayonetta, Genji e Metal Gear Rising são franquias/jogos que fazem God of War passar vergonha em matéria de desafio, profundidade de combate e level design em alguns casos... Diabos, até Dynasty Warriors tem mais coisas pra eu tirar proveito que God of War! Isso porque eu nem tô citando os Beat 'Em Up, que são essencialmente Hack 'N Slash exceto que com socos e chutes... Você sabe que são, agora cala essa boca.

Então... Não suponha coisas erradas sobre o rumo desse post, eu não estou aqui pra elogiar God of War, ainda acho uma infinidade de outros jogos e franquias do mesmo estilo muito melhores e isso nunca vai mudar. Porém, quero falar sobre essa série, a minha história com ela, o porquê de eu não achar ela lá grandes coisas, o que exatamente eu gosto sobre ela... Há um bocado de coisas a se falar. Tenha em mente que eu terminei de jogar o primeiro God of War até o final antes de fazer o texto aqui, não tenho intenção de jogar os próximos porque eu meio que já sei como eles são, mesmo tendo os jogado há muitos anos, e esses jogos raramente mudam algo significativo de um pro outro. Originalmente eu ia fazer uma review do primeiro God of War, mas resolvi abandonar a ideia e fazer um post da série toda do meu ponto de vista, então hora de começar logo.


Meu primeiro contato com God of War foi mais de 10 anos atrás, cheguei na casa do meu primo e ele simplesmente tava jogando um jogo que eu nunca vi antes no PS2. Na época eu tinha jogado Devil May Cry pouco tempo antes e achei God of War parecido, logo o jogo pegou meu interesse e quando eu joguei foi bem empolgante, me senti um badass matando todos aqueles monstros, fazendo finalizações brutais, aqueles ângulos de câmera cinemáticos e aquela trilha sonora tocando no fundo fazia tudo parecer épico... Realmente, minha primeira experiência com God of War foi bem positiva, assim como foi a da sua sequência.

Quando eu comprei meu PS2, God of War e God of War II foram alguns dos jogos que eu peguei praticamente de cara, agora podendo jogá-los quieto no meu quarto, prestando mais atenção nas coisas. Aí que de repente esses jogos não me empolgavam tanto quanto naquela primeira vez, os gráficos, a trilha sonora e a cinematografia passaram a perder a graça enquanto o gameplay mesmo foi se revelando, percebi que a maioria dos combates não tinham muita tensão porque poucos inimigos realmente proporcionavam um desafio grande... Então terminar os dois God of War novamente acabou sendo algo meio... Sem alma, eu não me senti exatamente satisfeito com isso, até porque a história também não me cativou, na verdade essas segundas jogatinas só me fizeram ver que o Kratos é um babaca.

Pior ainda é que na época do PS2 tinha muito jogo tentando copiar God of War porque foi uma fórmula de sucesso, e isso só contribuiu cada vez mais pra eu passar a ter ódio dessa série, até que então mesmo franquias que eu gosto como Castlevania e Sonic começaram a tentar imitar God of War. Todo mundo só sabia falar de God of War, todo mundo tentava copiar God of War, jogos de Hack 'N Slash mais desafiadores eram criticados por jogadores casuais por serem "piores" que God of War, e por aí vai. Não conseguia suportar mais God of War e seus fanboys chatos e clones sem graça, então comecei a condenar qualquer coisa relacionada a essa série, e assim fiquei durante anos e mais anos.

Até que uns anos atrás o David Jaffe, que é essencialmente o criador da série, admitiu que os jogos de God of War são rasos mesmo. Sim, mas eles são intencionalmente dessa forma porque têm o objetivo de ser acessíveis pra qualquer um, pra impressionar as pessoas com os tais espetáculos visuais e etc... O que funcionou comigo sim, mesmo que por curto prazo. De qualquer maneira, isso foi um tapa na cara dos fanboys que ficavam negando isso esse tempo todo, o próprio criador já admitiu e esse pessoal teve que simplesmente aceitar no fim das contas... Ainda que exista um ou outro que queira discutir, mas geralmente acabou se tornando aceito que God of War é um Hack 'N Slash casual em sua essência.

Depois dessa notícia e a aparente perda de relevância da série depois do III, eu fui ficando menos negativo sobre God of War... De fato, eu até passei a respeitar os desenvolvedores desse jogo por serem honestos e não tentarem fazer esse negócio parecer mais grandioso do que realmente é, ao contrário dos fãs. Então com o passar dos anos eu fui percebendo que eu não realmente odeio God of War, a série só não apela pra mim, mas os jogos em si são pelo menos competentes. Ao menos os que eu joguei, que foram God of War, God of War II e God of War III... Não, não joguei God of War: Ascension, caralho! Aquele post foi uma piada... A porra de uma piada! Você entendeu agora ou quer que eu desenhe, criatura de Zeus???

Pois bem... Isso foi um resumo da minha história com God of War: A princípio eu gostei, mas os jogos foram parecendo cada vez menos interessantes pra mim e acabei tomando ódio dessa franquia porque ninguém calava a boca sobre ela por um segundo e ela estava criando uma onda irritante de casualização de Hack 'N Slash. Agora vamos dar uma olhada nos aspectos da série, fazendo algo parecido com aquele falecido post odioso, porém eu vou falar também sobre certas coisas que eu gosto sobre o primeiro God of War, assim como as suas duas sequências, apesar dessas duas serem mais com base na minha memória do que uma jogatina recente.


Por que não começar pela história, não é mesmo? Por incrível que pareça, esse é um dos pontos sobre os três jogos que eu me lembro com bastante clareza... Não porque a história desses jogos era boa, mas sim porque ela era tão estúpida que eu sempre me perguntei se o pessoal que citava "história boa" quando falava de God of War estava sendo irônico ou não. Essa provavelmente vai ser a única parte predominantemente negativa desse post porque... Jesus, God of War tem uma história extremamente retardada! E não ajuda muito que o Kratos é literalmente o personagem mais sem carisma e impossível de relacionar que eu já vi em um jogo de Hack 'N Slash, tanto que isso é outra coisa que a própria Sony admitiu e tentou torná-lo mais carismático no Ascension. E enquanto eu não joguei o Ascension pra saber se eles conseguiram esse feito ou não, baseado apenas nos três principais... O Kratos é um cuzão, simples assim.

Na verdade, quase todos os personagens dessa franquia parecem um bando de cuzões sem qualquer traço de bom senso, se você for parar pra olhar direito... Mas eu tô me adiantando demais agora. Pra que possamos ver como a história dessa série é idiota, vamos ter que dar uma olhada desde o primeiro jogo até God of War III onde tudo tecnicamente acabou, então bora lá. Antes de mais nada... Sim, eu pretendo spoilear essa história, então se você por algum motivo se importa com spoilers de God of War, esteja avisado.

A história se passa em uma versão diferente do universo da Mitologia Grega, e eu quero deixar isso claro pra que vocês não pensem que eu vou criticar essa história com base no quão fiel ela é ou não é à Mitologia Grega. Eu não poderia me importar menos com isso, tô avaliando God of War como uma história no seu próprio direito que toma liberdades criativas quanto ao material base, e espero que esteja claro.

Agora sim, nosso protagonista é Kratos, um guerreiro Espartano atormentado por pesadelos relacionados a um evento do seu passado. Durante a sua época de capitão do Exército Espartano, acabou tendo suas vitórias quebradas por uma guerra contra os Bárbaros que estava quase resultando em uma derrota pro seu exército, porém ele vendeu a alma pro Deus da Guerra, Ares, e conseguiu virar o jogo. Só que aí ele teve que pagar um preço por isso: Se tornar um servo de Ares e matar a sua própria família, esposa e filha pra ser mais específico. Não, ele não matou as duas por querer, só acabou acontecendo por acidente porque Ares fez com que ele fosse até uma cidade pra matar todo mundo lá em seu nome, ao mesmo tempo que transportou as duas até lá pra que Kratos possa matá-las no meio da sua fúria em batalha.

Sim... O Kratos literalmente mata a sua família por acidente, porque... Por algum motivo, ele não consegue ver quem diabos ele tá atacando. Então não me impressiona que o exército dele tenha sido derrotado pelos Bárbaros antes do pacto, pelo menos umas 1000 baixas devem ter vindo dele atacando inimigos e aliados dele ao mesmo tempo sem perceber. Pois bem, Ares manipulou Kratos a matar sua família, acreditando que assim ele se tornaria o guerreiro perfeito a servi-lo, mas como Kratos não é retardado a esse ponto, ele renunciou sua posição de servo de Ares e foi amaldiçoado pela oráculo da vila a viver o resto da sua vida com as cinzas de sua família na pele, assim ganhando o título de "Ghost of Sparta". O resto da vida de Kratos foi sendo vivido com os já mencionados pesadelos por causa dos seus atos horríveis do passado, e a sua única esperança é servir aos outros Deuses do Olimpo para que seus pecados sejam perdoados e ele pare de ter os pesadelos.

Cansado de servir os deuses sem resultado nenhum, Kratos acaba exigindo que Atena dê a ele uma missão que possa finalmente livrá-lo dessas memórias horríveis. Nisso, Atena disse que se Kratos matar Ares, os pecados dele serão perdoados... Por que? Simples, Ares resolveu guerrear contra Atena simplesmente por inveja dela ser a filha preferida do Papai Zeus (é sério, essa é a motivação dele) e agora ele precisa ser morto por alguém forte o suficiente. Agora você deve perguntar: Por que diabos a Atena ou os outros deuses não atacam o Ares e assim acabam com ele? Com certeza vários deuses são mais poderosos do que um só, até onde eu sei.

O motivo disso é que Zeus proíbe intervenção divina em guerras, deuses não podem guerrear um contra o outro... E é por isso que ele e os outros deuses chamam o Kratos, dão poderes pra ele e o ordenam a matar Ares. Porque aparentemente mandar um guerreiro pra matar seus inimigos e no fim de tudo matar o líder deles de repente não é guerrear mais, afinal o comandante de um exército obviamente não tem envolvimento nenhum e nem qualquer influência em uma guerra... Não, de jeito nenhum. Não foi o Hitler que causou o Holocausto e sim as pessoas que foram lá matar Judeus seguindo ordens dele, mas é claro!

Sério, que lógica de Final Fantasy XIII é essa? Os deuses não podem interferir e deter Ares por si mesmos por causa de uma regra arbitrária que o Zeus criou, mas podem dar poderes pra um mortal e mandarem ele ir lá matar Ares em nome deles? O que diabos é isso? De uma forma ou de outra eles estão intervindo sim! O Kratos ganhar poderes é uma intervenção dos deuses, assim como ele ser guiado na sua jornada é uma intervenção dos deuses que estão o guiando... Qual é, caras? Isso é estúpido, não é quase nada diferente dos próprios deuses matarem Ares por si mesmos. E aliás, o Ares foi quem quebrou essa regra primeiro, então mesmo que os deuses atacassem ele, seria simplesmente uma punição justa pelo que ele fez. Quer dizer então que se ninguém puder ir lá matar o Ares, ele vai poder ficar destruindo tudo e guerreando contra outros Deuses por aí? Cristo, essa lei do Olimpo pra punir quem a desobedece consegue ser pior do que a do Brasil! Não há motivo algum pra eles terem mandado o Kratos ir lá fazer isso quando eles mesmos poderiam tê-lo feito.

Mas ok, o Kratos abriu a Caixa de Pandora, ficou fortão e conseguiu matar o Ares... Yay! Agora ele vai ser perdoado? Sim, mas não quer dizer que ele vai parar de ter os pesadelos... Porque os deuses são babacas, sim. Então com nenhuma esperança sobrando, Kratos resolve pular de uma montanha pra se matar... Exceto que não, os deuses o transportaram pro Monte Olimpo pra o tornarem no próximo Deus da Guerra. Eu não sei vocês, mas acho que colocar um cara que odeia os deuses como um deles provavelmente não é a melhor ideia que alguém poderia ter... Mas quem sou eu pra questionar os Deuses do Olimpo, né?

Então God of War II começa a partir daí: Kratos é o novo Deus da Guerra, porém ele tá guerreando contra outras cidades da Grécia e os deuses agora querem se livrar dele. O que caralhos eles esperavam? Eu não sei, mas o Kratos também é um imbecil por ter pensado que o Zeus tava simplesmente dando a Blade of Olympus pra ele de graça, com a "pequena condição" de que ele teria que abrir mão de seus poderes de Deus da Guerra pra manuseá-la. Sério, eu não sei quem é mais burro nessa história, tanto o Kratos quanto os deuses fazem muita força e competem acirradamente nesse quesito de tomar decisões estúpidas.

Então depois de tirar os poderes de Kratos, Zeus usa a Blade of Olympus pra matá-lo. Exceto que o Kratos não exatamente morreu, ele foi resgatado do inferno pela Gaia, uma Titã que odeia Zeus, porque ele basicamente foi um babaca com os Titãs no passado, e agora quer vingança. Então com a ajuda de Gaia, Kratos viaja até a ilha das Irmãs do Destino, porque elas têm o poder de viajar no tempo e com isso Kratos pode voltar no tempo pra antes de Zeus matá-lo, impedir a sua própria morte e assim matar Zeus. Aliás, a Atena foi quem tirou o status de deus do Kratos no meio da guerra... Zeus não disse que não pode haver intervenção divina em uma guerra? Então por que ela pôde... Argh, esquece... Agora vamos voltar pro elemento das Irmãs do Destino...

... Então quer dizer que o Kratos obtém o poder de viajar no tempo matando as Irmãs do Destino, pode viajar no tempo pra literalmente qualquer momento que quiser... E ele escolhe impedir que Zeus o mate pra se vingar dele? Puta que pariu, Kratos! Você pode viajar na porra do tempo, seu asno! Por que você não voltou no tempo pra quando você ia matar a sua família e impediu a morte delas lá? Ou melhor: Por que você não voltou pra antes de guerrear contra os Bárbaros, preparou melhor seu exército se baseando nos resultados que você sabe que vão acontecer na guerra e assim ganhando sem precisar vender a alma pra Ares? A fonte de todos os seus problemas não era essa merda toda? Então por que diabos você não foi pra lá ao invés de ir atrás de Zeus? Isso não faz sentido, viagens no tempo sempre fodem com a sua história caso seja um elemento mal executado na mesma, e isso aqui é narrativa de viagem no tempo nível Sonic '06. Sim, pessoal, é tão estúpido assim.

E não, esse argumento de que "Se o Kratos mexer com o passado, podem haver consequências ruins" não cola porque ele volta mais ainda pro passado, lá pra época onde os Titãs tavam guerreando contra Zeus e traz eles pro presente! Ele não consegue matar Zeus porque a Atena entra na frente e toma o golpe em seu lugar, revelando que Kratos é o filho de Zeus e que ele fez isso tudo por medo de ser usurpado da mesma forma que ele usurpou seu pai, Cronos... Então por que caralhos Zeus deu ao Kratos o poder de Deus da Guerra? Eu sei lá, os deuses podiam muito bem ter deixado ele se matar que provavelmente não daria problema pra eles... Mas não, eles são burros, igual o Kratos é.

Concluindo tudo temos a história de God of War III, que pode ser resumida com: Kratos entra em guerra contra os deuses e mata eles, também mata os Titãs, mata o Zeus, mata... Tudo, até a si mesmo no final! O mundo inteiro foi destruído no final desse jogo e o Kratos se mata pra poder espalhar o elemento de esperança da Caixa de Pandora pra humanidade ou alguma merda do tipo, tudo isso porque os deuses são estúpidos e o Kratos também, um fim que podia ter sido prevenido de várias formas diferentes.

Eu nem vejo muita utilidade em descrever a história do III em detalhes, ela é basicamente só um epílogo da história do segundo exceto que com o plot twist totalmente inesperado de que a Gaia e os Titãs também só tavam usando o Kratos pra matar Zeus e depois pretendiam se livrar dele. Wow, ninguém esperava essa... Claro... Outro twist notável é que aparentemente os deuses ficaram vilanescos assim porque o Kratos abriu a Caixa de Pandora, que apesar de tê-lo tornado mais forte, espalhou o mal por todo o lado e isso corrompeu os deuses. Mais um motivo pra eles terem lidado com o Ares por si mesmos ao invés de mandar o Kratos fazer o serviço, ele só abriu a Caixa de Pandora porque era o único jeito dele ter chance de matar Ares... Puta merda! Por que todo mundo em God of War é tão burro?

Mas ok, vamos falar do Kratos, afinal eu disse que ele é um personagem terrível. Ele quer vingança contra os deuses... Ok, eles foram babacas mesmo, mas ele também foi porque vendeu a alma pra Ares, matou um monte de inocentes a mando dele, matou a sua família por estupidez e por fim ele coloca a culpa disso inteiramente nos deuses. Aliás, os deuses talvez não sejam tããão babacas assim, porque eles disseram que os pecados do Kratos seriam perdoados, não que ele estaria livre dos pesadelos. Mas se eles tinham capacidade pra livrá-lo dos pesadelos e não quiseram fazer isso, então eles são cuzões também.

Basicamente, o Kratos só sabe berrar, botar a culpa de todos os seus problemas nos deuses e em qualquer outra coisa que puder... Menos em si mesmo. Além disso, ele toma atitudes "badass" no meio dos jogos, como matar gente inocente que precisa de ajuda simplesmente por matar, e ainda por cima God of War III fica tentando me enfiar essa ideia de que "Awww, o Kratos é um humano apesar de tudo..." como se fosse justificável ele fazer umas merdas desse tipo só porque agora ele se importa com a Pandora e ainda sente a dor da perda da sua família. Não é, ele é literalmente o modelo "edgy" de personagem que todo mundo critica hoje em dia, que toma atitudes forçadas pra parecer malvadão e na verdade é um personagem inacreditavelmente mal escrito.

Ele toma trocentas atitudes estúpidas por todo o decorrer da história e os deuses que eram pra ser os seus guias/vilões conseguem ser tão idiotas quanto, essa mensagem de esperança que o III passa é estúpida porque ela implica que ele esteve com o elemento da esperança da Caixa de Pandora desde que a abriu, como oposto do elemento de medo de Zeus... Até onde eu sei, esperança não te torna um babaca homicida com sede de vingança, deveria ser exatamente o contrário! O "desenvolvimento" do Kratos como personagem no III é tão absurdamente forçado e fora de lugar com o resto dos jogos que parece até algum tipo de piada, a Sony decidiu tentar transformar ele em algum tipo de anti-herói simpatizável tarde demais, quando ele já havia sido estabelecido como um protagonista-vilão desde o primeiro jogo. Tem mais furos nessa história toda do que nas ruas das estradas daqui, ela é horrível e eu não consigo imaginar uma pessoa que realmente tenha analisado ela sem nenhum tipo de tendência dizendo que é boa de verdade.

Agora chega, falar da história desses jogos me faz ficar sem esperança no nosso mundo, então encerro essa parte do texto aqui.


Eu juro que o resto desse texto não vai ser tão negativo quanto a parte da história... É que eu precisava falar do quanto a história dessa série é mal pensada, considerando a quantidade ridícula de gente que eu vejo por aí falando que God of War tem uma história boa. Mas esqueçamos isso agora, pois eu vou falar do que exatamente me agrada sobre God of War, e ter rejogado o primeiro jogo da série até me fez reparar em mais umas coisas que eu considero como legais sobre o gameplay da série ao todo.

O primeiro e mais óbvio ponto seria a parte visual. Sem brincadeira, God of War tem visuais incríveis, os do primeiro jogo eram vislumbrantes pra época e só foi ficando cada vez melhor nas sequências, até chegar a God of War III que é um dos jogos mais bonitos da geração passada, talvez até um dos jogos mais bonitos que eu já vi até hoje. O pessoal que trabalhou nessa parte do jogo tá de parabéns, a direção de arte, os designs dos personagens e principalmente dos monstros, todos baseados na Mitologia Grega com certas liberdades criativas tomadas... Que nem todo mundo vai gostar, mas honestamente eu não ligo. A diferença mais óbvia seria no modo como eles fizeram as Irmãs do Destino, que na mitologia original são assim e em God of War... Caralho, olha só pra Clotho (terceira da imagem), que coisa tenebrosa!

Tudo nesses jogos parece tão grandioso e épico que eu até consigo ver por que tanta gente se atrai por God of War baseado quase unicamente em gráficos, as batalhas contra os monstros gigantes realmente brilham por causa dos ângulos de câmera cinemáticos e os efeitos visuais. Me lembro até de ter ficado legitimamente impressionado com a luta contra o Cronos em God of War III, simplesmente porque o Kratos parece uma formiga perto dele, a luta em si foi meio Shadow of the Colossus também e provavelmente uma das melhores partes daquele jogo. As texturas de quase tudo têm um nível altíssimo de detalhamento, as animações do Kratos são muito bem feitas e fluídas, os efeitos vibrantes e over-the-top dos ataques dele meio que são de fato um espetáculo na tela. O mais impressionante sobre isso é que eu não me lembro de algum God of War ter quedas de frame rate, ou pelo menos não com frequência... Então é impossível eu negar que esses jogos são bem produzidos nesse departamento, os gráficos talvez sejam a melhor parte deles.

As músicas e a dublagem também são boas, eu realmente gosto de orquestras bombásticas que vão junto com cenas de batalha destrutivas e nesse aspecto God of War não decepciona nem um pouco. Normalmente eu gosto dos bosses dessa série mais por causa do set-up das lutas junto com a trilha sonora do que as lutas em si, que em muitos casos nem são nada especial, é simplesmente a emoção dos visuais junto com a música épica de fundo que faz com que essas batalhas pareçam muito mais incríveis do que elas realmente são. Sobre a dublagem... Apesar do Kratos gritar demais e isso ser irritante, eu estaria mentindo se dissesse que o dublador dele faz um mau trabalho. A voz que ele faz pro Kratos é provavelmente a melhor que alguém poderia colocar em um personagem como ele, o tom agressivo que ele usa pra 90% das falas até fazem alguns dos diálogos do Kratos parecerem ótimos só pelo modo como eles são dublados.

Enfim... Em matéria de escala, valores de produção, dublagem, cinematografia e essas coisas, God of War é sem dúvidas uma série AAA que faz um excelente uso dos recursos que tem em mãos em todos esses três jogos. Mesmo eu que não sou graphics whore algumas vezes até me deixei levar por essas coisas jogando God of War III pela primeira vez, naquela época eu não havia visto nenhum jogo que conseguisse ser tão bonito quanto.


No entanto, gráficos só me impressionam de verdade até certo ponto, eles nunca foram um fator definitivo pra me fazer gostar ou desgostar de um jogo, apesar de eu defender que certamente eles podem enriquecer a experiência quando são bem feitos. Trilha sonora também cai no mesmo padrão: É muito bom quando um jogo tem uma ótima trilha sonora, mas tem muito jogo ruim com trilha sonora boa por aí, vide Sonic '06, Silver Surfer de NES, Castlevania II, Megaman X6 e por aí vai. Então você sabem onde eu quero chegar, né? Sim, o gameplay que acaba por fim sendo a parte mais importante de um jogo, ainda que eu aprecie os outros aspectos quando bem feitos também.

Antes de falar qualquer coisa, vamos ter em mente a proposta de God of War: Ser uma experiência cinemática, com um gameplay inspirado em Devil May Cry e Ico. Porém obviamente a intenção dos desenvolvedores é que os jogadores sejam atraídos pela apresentação cinemática do que as mecânicas, por isso as mesmas são relativamente simples e fáceis de dominar pra qualquer pessoa que for jogar God of War pela primeira vez. O jogo simplesmente quer que você solte a besta brutal dentro de si mesmo e saia matando todo mundo, se sentindo a pessoa mais foda do mundo por retalhar seus inimigos de caralhocentas formas diferentes, transformar todo mundo em picanha grega sem precisar se preocupar demais em aprender mecânicas complexas.

Isso é uma coisa que os gráficos e as músicas realmente complementam e ajudam God of War a se tornar uma experiência atrativa pras pessoas, graças à violência exagerada, as animações das brutais finalizações que Kratos executa nos seus oponentes, os truques de câmera que tornam o impacto dos QTEs ainda maiores... Eu particularmente achei genial aquela finalização do Poseidon em God of War III, onde a câmera muda pro ponto de vista dele enquanto é surrado por Kratos, te dando mais ou menos a sensação de como é ser uma vítima do nosso espartano raivoso de saia favorito.

Aliás, me adiantando um pouco aqui, eu gostaria de dizer que a câmera em God of War é ótima, e isso é um legítimo cumprimento a essa série porque jogos de Hack 'N Slash costumam ter câmeras tão boas quanto levar uma picada de marimbondo no saco. Mas não com God of War, mesmo jogando o primeiro de novo a câmera se manteve consistentemente boa em me dar uma boa visão de onde ir, de onde os meus inimigos estão, indicar algumas divisões nos caminhos que possam levar a itens secretos... E isso sem nem precisar ser ajustável com o analógico direito que aí funciona como esquiva. A câmera simplesmente se coloca em ângulos bons e sabe a hora certa de mudar de ângulo sem atrapalhar o gameplay e nem nada, conseguindo acompanhar tudo sem maiores problemas. Minha única leve reclamação é que algumas vezes a câmera parece ficar longe demais do Kratos e da ação em si, mas não é nada grave mesmo, quando ela faz isso em locais mais vazios até dá umas vistas bem bonitas dos cenários do jogo.

Seguindo essa proposta, God of War tem um combate que já causou muito mais polêmica na comunidade do que você imaginaria que fosse causar. Há gente que diz que o combate é uma merda, que não passa de um button masher com visuais bonitos que enganam os jogadores e fazem as mecânicas rasas passarem despercebidas, há quem defenda e diz que o jogo na verdade tem um combate extremamente profundo e desafiador, especialmente se você colocar em dificuldades mais altas no menu... Francamente, acho que os dois lados estão errando o ponto do jogo e dos desenvolvedores do mesmo.

Sim, God of War é um jogo fácil, e não me venha com essa de que "se você colocar no Super Ultra God Hard ele fica difícil" porque a princípio qualquer jogo deveria ficar difícil se você colocar no nível de dificuldade mais alto, a dificuldade padrão do jogo, que é o Normal, é bem fácil sim. Em maior parte, a facilidade de God of War se dá ao fato de que o combate do jogo simplesmente passa a mão na cabeça do jogador até demais... Pra você errar um combo em God of War, você tem que ser o pior jogador de video game que existe ou então uma criança de uns 4 anos de idade, porque o jogo tem tantos combos que mesmo se você não fizer exatamente a combinação que quer, as chances de você realizar um outro combo no seu erro e causar um dano grande nos seus oponentes são enormes. E como se isso não fosse fácil o suficiente, você ainda tem uma quantidade de tempo ridiculamente grande pra dar sequência aos seus ataques, chega a ser uns 2 segundos de tempo pra você apertar o próximo botão e o Kratos resumir seu combo. Enquanto em um jogo como Devil May Cry, ou você faz o combo certo ali na hora, ou então você erra e fica exposto a levar uma porrada de um dos inimigos pelo seu desleixo.

Os inimigos também não costumam lutar muito, a maioria deles atacam o Kratos bem ocasionalmente, o que te dá tempo o suficiente pra provavelmente finalizar um combo em um dos inimigos enquanto o resto fica lá olhando e pensando se devia atacar Kratos ou não. Os inimigos maiores são um pouco mais complicadinhos, mas só porque eles meio que são esponjas de dano e por isso podem contra-atacar no meio do seu combo já que não exatamente reagem a levar seus ataques, mas aí você ataca eles e uma vez ou outra desvia quando eles dão seus ataques que são bem telegrafados. Só lembro que alguns monstros como Cerberus e Ciclopes podem até ficar meio cabeludos se você não souber o que diabos está fazendo contra eles, mas não é nada que seja impossível de reverter caso a situação acabe ficando ruim. Aqueles arqueiros também, dependendo da posição, podem vir a ser irritantes, mas isso é mais uma irritação mesmo do que um desafio, como eles te atacam de longe pode acontecer de te atrapalharem a fazer algum puzzle ou interromperem seu combo, mas há meios de lidar com eles também.

No decorrer da jornada, Kratos ganha poderes e upgrades novos que são dados pelos próprios Deuses do Olimpo ou então porque você coletou orbs vermelhos o suficiente pra dar upgrade em uma das suas armas e assim liberar mais combos pra ela. No primeiro God of War, que foi o que eu joguei recentemente, a outra espada que foi dara pela Artemis, que era mais lenta porém causava mais dano, não era tão eficiente quanto as Blades of Chaos que já causavam um dano decente, tinham um alcance longo e eram rápidas de usar, portanto eu mal usei aquela direito. A outra espada é dada lá pro final do jogo quando eu tenho que enfrentar o Ares, então basicamente foi só lá que eu a usei. Os poderes... Bem, o Poseidon's Rage é legal de usar quando tem vários inimigos te cercando porque você eletrocuta todo mundo ao seu redor, a habilidade da Medusa de transformar os inimigos em pedra é situacional e geralmente sair dando porrada nos inimigos é mais rápido, a do Hades de invocar almas do submundo pra lutar ao seu lado também é situacional, a do Zeus de soltar raios nos inimigos é... Ok, eu suponho... Mas você sabe o que eu tô querendo dizer, né? Nenhuma dessas armas ou upgrades extras é bom o suficiente pra eu trocar o bom e velho método de esmagar botões com as Blades of Chaos por eles, até mesmo os combos extras das armas são simplificados com um simples comando de L1 + Quadrado/Triângulo/Círculo pra ver o Kratos executando uma animação badass e matando um monte de inimigos.

Não joguei God of War II e III recentemente, e faz muitos anos que eu não jogo, mas lembro que os jogos sofriam com esse mesmo problema: Os upgrades e armas extras são menos eficientes do que as espadas com as quais você já começa o jogo. Eu nunca me senti desafiado a ficar trocando de armas ou usando poderes diferentes pelo jogo, usava o Poseidon's Rage simplesmente porque gostava do efeito do ataque de torrar tudo ao meu redor, mas precisar mesmo da técnica pra me salvar de uma situação crítica era extremamente raro. Então... God of War faz tudo isso sim, é um jogo fácil feito especificamente pra qualquer um poder jogar, se sentir incrível sem precisar de esforço demais e apreciar os visuais majestosos que os jogos oferecem. Você pode usar o argumento de subir o nível de dificuldade, mas God of War não faz isso muito bem, nem o primeiro e nem o II... Não sei se o III cai na mesma categoria porque não cheguei a jogar ele em uma dificuldade acima do Hard, mas é aquela coisa: A única diferença entre uma dificuldade e outra é o dano que os inimigos causam.

Como os desenvolvedores sabem que a IA dos inimigos dos dois jogos não é particularmente agressiva ou desafiadora, eles resolveram que nos níveis mais altos de dificuldade eles devem arrancar mais da metade de barra de vida do Kratos com um peido. Isso é uma maneira horrível de deixar um jogo mais desafiador, God of War II é tão ruim com isso que alguns ataques até viram insta-kill, independente de quantos upgrades você já fez na sua barra de vida ou não. Compara isso com o modo como Devil May Cry, que afinal foi uma das inspirações da Sony, lida com essas configurações de dificuldade, os inimigos até causam mais dano no Hard sim, porém eles também ficam mais agressivos, alguns inimigos que deveriam aparecer depois aparecem antes e outros até chegam a mudar seus padrões de ataque. Isso é uma maneira inteligente de aumentar o desafio do jogo, não parece que é a mesma coisa com umas programações de dano diferente, em alguns casos até chega a parecer outro jogo por causa do quanto uma seção específica mudou.

O meu ponto é que God of War não é um jogo ridiculamente desafiador, ele já te põe nas botas de badass desde o começo e tudo o que você tem que fazer é sair esmagando botões por aí pra destruir seus inimigos e no meio desses combates passar por umas seções simples de platforming ou resolver uns puzzles, que eu admito ser mudanças de ritmo decentes apesar de nenhum ter me feito quebrar a cabeça demais. Onde esses jogos realmente brilham ao meu ver é nos bosses, aquela Hidra do primeiro God of War mesmo é um ótimo primeiro boss, você tem que fazer mais do que só ir lá e atacar ela, as duas outras cabeças precisam ser despachadas usando o cenário e depois você vai lá encarar ela, desviando dos ataques e aproveitando as brechas, e tem mais uma penca de bosses assim por esse e os outros dois. Nem todos os bosses dessa série são incríveis, tem um bocado que só chama hordas de inimigos enquanto fica no background fazendo alguma coisa, e então depois você volta a enfrentar ele... Isso é chato, mas da maioria dos outros eu gostei sim, com QTEs e tudo.

Mas pois é... Isso de te fazer se sentir foda sem exigir esforço demais é uma espada de dois gumes, porque ao mesmo tempo que um jogador mais casual pode achar isso incrível, o jogo também pode facilmente ser acusado de ser raso. E de fato, God of War não ficou tão satisfatório assim a partir da metade porque eu não senti que aprendi muita coisa com o jogo... Comparando novamente com o primeiro Devil May Cry, esse jogo chutou a minha bunda na primeira vez que eu o joguei, o primeiro boss mesmo foi um inferno, eu tive que decorar padrões, tomar muito cuidado porque ele causa um dano bem alto, alguns inimigos davam mais trabalho do que deviam... Foi um jogo difícil de só pegar pra jogar, mas depois que eu dominei as mecânicas foi extremamente satisfatório fazer uso dos combos, das armas diferentes, bolar estratégias variadas pra lidar com inimigos e tal. God of War não foi assim porque eu me senti como se já tivesse dominado o jogo só um pouco depois do começo, ainda mais quando a maioria das outras armas e poderes não são tão eficientes quanto o método simples e prático de esmagar botões.

Não me entenda errado, God of War não é um jogo ruim, na verdade nenhum dos três jogos são, eles são bem feitos e cumprem com a proposta que a série adotou. Mas não é uma franquia pra mim, eu não gosto de ter essa satisfação de ser um badass no jogo praticamente dada pra mim de bandeja, é muito mais satisfatório quando eu tenho que trabalhar pra merecer ela. O motivo de eu gostar tanto dos dois primeiros jogos do reboot de Ninja Gaiden, por exemplo, é justamente o fato de que eles são jogos difíceis, você vai apanhar bastante neles se não tomar cuidado ou se não souber o que está fazendo, os inimigos desses jogos não perdoam as suas falhas e têm maneiras diversas de te atacar. Só que quando eu realmente fiquei bom, aprendi a fazer uso das armas e habilidades que fui ganhando, conseguia pegar os padrões dos inimigos... Cara, até hoje tá pra nascer um Hack 'N Slash que me faça sentir a mesma sensação fantástica de dominar um jogo e ser um badass dentro do mesmo igual Ninja Gaiden Black ou Ninja Gaiden II fizeram.


O novo God of War que foi anunciado na E3 desse ano e causou uma certa divisão nas opiniões dos fãs da série, ou pelo menos dos fãs que eu conheço, e por outro lado ele me chamou atenção. O gameplay que foi mostrado não pareceu ser exatamente desafiador também, mas foi só uma demo curta que durou alguns minutos, então não vou julgar muito com base nisso. Mas eu gostei desse visual do Kratos com barba, gostei da ideia de ser baseado na Mitologia Nórdica, apesar de estar decepcionado por ser uma sequência de God of War III ao invés de um reboot ou versão alternativa da série abordando o unverso nórdico, com um Kratos diferente do imbecil que a gente conhece, seria a oportunidade perfeita deles consertarem o personagem como andaram tentando fazer nos últimos jogos. Ainda assim, a ideia de que o Kratos tem um filho que o ensina a ser mais humano enquanto ele ensina o moleque a ser um Bom de Guerra me parece bem interessante.

Podem acusar esse jogo de fugir da "essência" da série ou o que for, ele provavelmente foge mesmo. Mas como a "essência" de God of War nunca apelou pra mim, eu como uma pessoa de fora da fanbase fiquei intrigado com o que eles vão fazer agora e já acho que esse novo jogo parece mais chamativo do que qualquer um dos anteriores. Posso estar enganado depois e o jogo acabar sendo no mesmo nível que os anteriores ou até pior, qualquer coisa é possível... No entanto nada que eu vi sobre esse novo God of War me pareceu exatamente ruim, então fico no aguardo de mais coisas relacionadas a ele, certamente no dia em que eu tiver acesso a um PS4 eu darei uma chance a esse título sem hesitar muito.

No fim das contas, é isso. God of War não é uma franquia ruim, é perfeitamente ok se você gosta desses jogos por qualquer motivo que seja, mas eu particularmente não me vejo jogando eles com uma frequência alta demais. Podem até ser jogos que me divertem de vez em quando e têm seus momentos fortes sim, mas ao todo eles não apelam pra mim, a proposta em si é obviamente direcionada a um público onde eu não me encaixo e isso não é necessariamente ruim ou bom, vai variar de pessoa pra pessoa. A história é estúpida? É, mas pra ser justo, nenhum Hack 'N Slash tem uma história que fosse algum tipo de obra de arte. Eu só resolvi dar essa atenção pra God of War porque não só os fanboys adoram falar sobre como a história desses jogos é fantástica como as histórias desses jogos se levam bem a sério, e eu até hoje não sei qual diabos é esse God of War com história boa... De uma coisa eu tenho certeza: Não é nenhum dos três principais. O novo? Pode ser que sim.

Mas tá, foda-se a história. God of War é uma franquia que eu posso no mínimo respeitar agora, e respeitar a mim mesmo também por finalmente conseguir falar sobre ela de forma decente, e é só isso mesmo que eu queria dizer pra concluir o post.

E aquele post do Ascension continua ficando lá.

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