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Archive for Outubro 2015

Sonic Colors

By : Ryu

Pra quem é fã de Sonic, 2010 foi um ano bem... Esquisito. Primeiro, a Sega anunciou Sonic 4: Episode I e o jogo rendeu uma das maiores tretas entre fãs de Sonic na história da internet, tinham fãs que não gostaram do que os trailers/vídeos mostravam, outros que jogaram a demo do jogo na E3 e em outros eventos e não gostaram, e também tinham aqueles que defendiam o jogo e os dois lados ficavam horas e mais horas brigando na internet por isso... Até Sonic 4: Episode I lançar, agradar algumas pessoas por causa do hype de sequência dos clássicos e aí duas semanas depois todo mundo pensa "Peraí... Esse jogo é uma merda!" e vai lá pro fórum da Sega xingar, ou no caso dos críticos, colocar Sonic 4: Episode I nas suas listas de "jogos mais decepcionantes de 2010" no fim do ano pra compensar.

Aí no meio disso, do nada aparece um jogo chamado Sonic Colors e o trailer dele mostra o Sonic correndo com uns bichos coloridos aí... O nome inicialmente me fez pensar que era algum jogo infantil do Sonic sobre colorir imagens relacionadas à série. Então começaram as piadas de "Ih, alá! Sonic Colors, que negócio mais gayyyy, ui", "Sonic Colors, tá mais pra Sonic Restart, hahaha", "Lá vai a Sega querer fazer jogo pra quem usa calça colorida", "Moh viadão esse Sonic" e no fundo se ouvia o Ricky Martin dizendo "Ah, gente, eu curti". Mas pois é, ninguém levou essa porra a sério, o pessoal ficou fazendo pouco caso até a piada com o nome e a relação com Restart e homossexuais perder a graça no dia seguinte pra depois voltarem a se matar por Sonic 4: Episode I.

Mas aí saíram mais trailers e vídeos de gameplay e de repente todo mundo agora queria jogar Sonic Colors, especialmente porque os anos anteriores foram bem amargos e Sonic Unleashed foi geralmente considerado como um jogo "metade bom e metade ruim", quase todo mundo gostou das fases do Sonic e odiou o Werehog. Pois Sonic Colors parecia ser literalmente Sonic Unleashed no espaço sem o Werehog e com aliens coloridos em forma de Power-Ups, então de repente Sonic 4: Episode I virou a coisa mais irrelevante da história da irrelevância e os olhos de todos se voltaram pra Sonic Colors, principalmente depois do lançamento dos dois jogos... Sonic 4: Episode I depois de lançar ficou sendo comentado pelas pessoas por umas duas semanas até chegarem no consenso de que o jogo foi uma bosta e esquecerem que ele foi uma coisa que existiu, e Sonic Colors foi o jogo que o povão aplaudiu e apresentou como o grande salvador do Sonic.

De fato, Sonic Colors foi o primeiro jogo do Sonic em anos a ser realmente bem recebido pela crítica, sem opiniões misturadas e nem nada do tipo, a reação da maioria foi tão positiva que vários críticos disseram que é o melhor jogo 3D do Sonic ou até mesmo um dos melhores Platformers do Wii. Pois é, você esperava essa lá em 2010? Eu também não. E agora 4 anos desde a última vez em que eu joguei Sonic Colors, aqui estou eu jogando esse bagulho de novo e postando aqui, eu sentia bastante falta desse jogo até e com certeza não me decepcionei ao rejogá-lo.

... Ah é, 2010 também teve Sonic Free Riders, mas quanto menos a gente falar desse jogo, melhor.

Piadas engraçadas de Sonic que vai fazer vc morrer de rir


O Dr. Eggman criou um parque de diversão no meio do espaço porque agora ele sente remorso por todas as coisas ruins que fez no passado, mas obviamente isso é parte de algum plano maligno dele, porque afinal de contas ele é o vilão dessa franquia e no dia em que ele ficar bonzinho mesmo a Sega vai lançar um jogo do Sonic Clássico tão bom quanto os do Mega Drive. Portanto, Sonic e Tails foram explorar esse parque temático espacial maluco e, pra surpresa de ninguém, encontram os robôs do Eggman perseguindo uns aliens coloridos por aí, no fim das contas um desses aliens se junta com o Sonic e dá um poder maluco pra ele.

Uma fase depois, Sonic e Tails descobrem que esses aliens são de uma raça conhecida como Wisp e que eles possuem energia pra caralho, tanta energia que o Eggman quer capturar todos e usá-los como baterias pras suas máquinas e pra colocar em prática seu plano maligno que provavelmente envolve usar a energia dos Wisps em um canhão e atirar na Terra... Sei lá, eu seriamente não prestei muita atenção nessa história nem na primeira vez que joguei esse jogo e menos ainda o rejogando agora, e daqui a pouco eu digo o porquê disso. Mas aí então o Sonic e o Tails partem nessa aventura pelo parque junto com o Wisp chamado Yacker pra libertar os Wisps e acabar com os planos do Eggman.

... É isso, eu fiz o resumo da premissa da história, mas parece até que eu contei uns 50% dela aqui, mas vamos agora falar sobre como ela se desenrola ou por que ela é boa/ruim. Apesar que se você leu a parte logo ali acima onde eu disse que não prestei atenção direito nessa história, você já deve imaginar que eu não acho ela boa. Sim, é uma história simples, e geralmente isso é um ponto positivo pra mim porque pra Sonic eu prefiro histórias simples ao mesmo tempo que bem escritas... O problema é a parte de ser bem escrita mesmo.

Pra dar algum crédito pelo menos, essa história é tão simples que ela não tem nenhum buraco de verdade, é só o Eggman indo atrás de aliens bonitinhos, dominando o planeta natal deles e os escravizando e aí o Sonic chega e os resgata, não tem nem algum monstro gigante genérico que trai o Eggman e leva um chute na bunda do Super Sonic no final. Mas em contrapartida... Esse jogo tem novos roteiristas: Ken Pontac e Warren Graff, responsáveis pelos roteiros de um jogo bem maneiro da Platinum Games chamado MadWorld que a Sega publicou e Happy Tree Friends, um desenho que eu nunca entendi por que acham engraçado, mas ok.

Qual é o problema desses dois roteiristas? Basicamente, aqui a Sega disse que quer fazer um jogo do Sonic mais direcionado ao público infantil, mas parece que a imagem deles do público infantil do Sonic é algo mais ou menos assim, então o Pontac e o Graff escrevem uns diálogos pras cutscenes que seriosamente fazem com que eu me sinta insultado por eles. A tentativa desses caras de transformarem Sonic em uma comédia infantil é tão horrenda que eu ainda não sei por que eles não foram demitidos logo depois desse jogo, o próprio Sonic é irritante nesse jogo porque quase toda vez que ele abre aboca, é pra contar alguma piada que só uma criança de 6 a 8 anos de idade acharia engraçada e olhe lá. Em uma cena o Eggman fala algo como "Nothing will stop me now!" e aí o Sonic aparece e diz "Who are you calling 'nothing'?", depois virando a bunda pro Eggman e batendo nela como se fosse uma criança mesmo...

E o pior de tudo é que eles perdem tempo em botar os robôs do Eggman lá pra explicar essa porra de piada que nem foi engraçada pra início de conversa! Como se estivessem falando "Ei, audiência! Talvez vocês sejam retardados demais pra terem entendido essa piada besta, mas o Sonic quis dizer que o Eggman tá chamando ele de nada pq ele disse "nada vai me parar" e o Sonic sempre para ele, sacou?". Em partes como essas eu me sinto insultado pelas cutscenes desse jogo e até prefiro pular elas, inclusive toda vez que eu rejoguei esse jogo depois da época em que ele saiu, eu simplesmente ignorava as cutscenes porque os diálogos delas eram horríveis, pulava tudo sem dó. Outro momento "memorável" do Sonic aqui é quando ele gasta quase um minuto inteiro conversando com a nave do Eggman e falando coisas provocativas enquanto se alonga, depois vendo que a nave não responde porque obviamente é uma nave, e aí diz algo tipo "You don't talk much, do you?" e mais umas outras idiotices aí até a luta começar.

Também existem aquelas cenas onde o Yacker fala alguma coisa pro Sonic e o Tails tenta traduzir com um aparelho que ele construiu lá especificamente com essa função... Aí antes de traduzir as coisas certas, ele diz umas frases lá que não fazem sentido ou algumas piadas tipo dizer que os aliens chamam o Eggman de Baldy Nosehair, ou uma tradução errada que dizia que o Eggman usava arrotos pra capturar os aliens... É, piadas de arroto! Comédia no seu absoluto pináculo, senhoras e senhores!

Eu não entendo... Isso era pra ser engraçado? Eu não tô rindo, é irritante, a maioria das piadas que o Sonic ou o Tails contam nesse jogo me dão vergonha e algumas cenas parecem totalmente inúteis, tipo aquela em que o Eggman atira no Tails com um raio lá e controla a mente dele por uns segundos e depois a energia do raio acaba e o Tails volta ao normal. Tá... Qual foi o ponto dessa cena? E eu também não gosto de como o Eggman é retratado pelo Pontac e o Graff, é engraçadinho algumas vezes, mas ele é só isso... Engraçadinho. Não é um vilão único que conseguia ser uma espécie de comic relief ao mesmo tempo que ainda conseguia representar alguma ameaça pros heróis, que nem ele era retratado nos jogos anteriores, é só um cientista maluco que só serve pro Sonic fazer piadas sobre como ele é incompetente, porque ele sempre estraga os planos dele e bla bla bla.

Viu só por que eu prefiro só pular as cutscenes desse jogo e ignorar a história? Ela parece inofensiva quando você vê a premissa, mas assim que o Sonic abre a boca pra falar alguma coisa ela já começa a ficar progressivamente irritante de acompanhar... Claro, crianças podem gostar disso, mas crianças gostam de qualquer coisa, quando elas crescerem, elas provavelmente vão olhar pras cutscenes desse jogo, dizer "Echhh..." e esquecer, assim como muitas crianças crescem, olham pros Teletubbies ou praqueles programas "de bebê" hoje em dia e acham bestas. Você pode fazer alguma coisa que consiga agradar crianças assim como agrada pessoas de qualquer idade, e não precisa ser exatamente uma comédia também, não sei de onde diabos surgiu essa mentalidade atual de que se uma coisa tem que agradar o público infantil, só pode ser comédia e mais nada. Um monte de desenhos que eu mesmo assistia e gostava quando era criança nem sequer eram de comédia, ao mesmo tempo que alguns eram sim... Mas Sonic não é uma comédia, ver uma coisa dessas é embaraçoso

Mas olha só... Pra dizer alguma coisa positiva, essa história ainda é melhor do que a do jogo do Shadow ou Sonic '06, mas isso porque é meio difícil surgir uma história de Sonic que seja pior que essas aí.

... Não, Sonic Boom: Rise of Lyric não conta. E se você quer insistir que conta, então eu vou dizer que só tô ignorando esse jogo ou qualquer coisa relacionada a Sonic Boom, porque eu quero mesmo. Já tô dando mais atenção pra Sonic Boom do que esse arremedo de série merece só mencionando alguma coisa dela nesse texto.

Como o Wii não explodiu com isso?


Sonic Colors é o jogo mais bonito do Wii.

É, eu disse isso mesmo. Não gostou? Me processa então, filho da puta!

Agora falando sério... Quando eu joguei Sonic Colors pela primeira vez, o que mais me impressionou de longe foram os gráficos, e eu nem sou um desses que diz que o Wii reproduzia gráficos ruins porque era "ultrapassado", sempre consegui apreciar os gráficos dos jogos do Wii em maioria pelo que eles eram, e jogos como Mario Galaxy, Donkey Kong Country Returns, Zelda: Skyward Sword e afins sempre me foram muito bonitos. Mas o único jogo que eu coloquei no Wii, olhei e pensei "Isso não é um jogo do Xbox 360?" foi Sonic Colors.

Claro, eu não me referia a achar que isso era um jogo do Xbox 360 de 2010, mas sim um lá dos primórdios, em 2006 mais ou menos... Diabos, Sonic Colors tem modelos de personagens, texturas e efeitos visuais melhores e mais ricos em detalhes do que Sonic '06, que é uma porra de um jogo do Xbox 360 lançado em 2006! Não que ser graficamente melhor que Sonic '06 seja algum grande feito, muitos outros jogos do Wii também são melhores graficamente do que aquilo, mas foi uma comparação pra ilustrar mais ou menos meu ponto, Sonic Colors é um jogo que se alguém me dissesse que foi lançado pro PS3 e pro Xbox 360 em 2005 ou 2006, eu acreditaria.

No entanto, essa aqui não é a Hedgehog Engine, é uma espécie de imitação muito bem feita dela feita especificamente pra poder rodar gráficos de qualidade similar no Wii. Apesar de não ter os mesmos efeitos de sombra/luz ou o mesmo nível de detalhamento em tudo, esse jogo ainda é bonito e detalhado pra caralho no seu próprio direito, os personagens são bem animados nas cutscenes, apesar que o Sonic tem umas animações reusadas do jogo anterior aqui, mas tudo bem considerando que elas são boas. E outra coisa impressionante é que, ao contrário do Unleashed, aqui eu não cheguei a notar nenhuma queda de frame rate, o jogo roda liso  do começo ao fim, e considerando o quão absurdos os gráficos são pro Wii, isso é realmente algo a se admirar.


Enquanto Sonic Colors pode até ter gráficos tecnicamente inferiores aos do seu antecessor, o jogo mais do que compensa isso com provavelmente uma das melhores direções artísticas dos jogos 3D do Sonic. Aqueles cenários realísticos de antes praticamente não existem nesse jogo, o que faz sentido considerando que o Sonic tá em uma aventura pelo espaço e passando por planetas diferentes da Terra, isso significa que a Sonic Team tem muito mais liberdade pra fazer o que diabos der na telha dela quando se trata dos cenários desse jogo.

Qual é o resultado disso afinal de contas? Cenários cartunescos e coloridos? Sim, esse jogo praticamente inteiro é caricato e vibrante, alguns cenários lembrando um pouco jogos clássicos do Sonic, a Tropical Resort tem um ar meio "Sonic CD", a Planet Wisp é mais ou menos uma "Green Hill" exceto que com uma atmosfera totalmente diferente, similar ao modo como a Angel Island era em Sonic 3. Essa fase em particular me remete àquele tema de Natureza vs Tecnologia que os jogos clássicos tinham, você começa naquela área mais verde e limpa e na medida em que progride vai vendo que a fase fica cada vez mais mecanizada e poluída, inclusive as águas cristalinas do começo do Act 1 nos Acts seguintes ficam roxas.

Mas não é só cartunesco, Sonic Colors também traz uma coisa que Sonic precisava há um bom tempo: Ambientações novas. Nos jogos 3D anteriores, haviam sim alguns lugares diferentes do usual, porém geralmente era sempre seguindo aqueles tropes de fases já manjados: Ilha tropical, cidade, ruínas, base do Eggman, deserto, área de neve, vulcões e por aí vai. Sonic Colors resolve aproveitar que o Sonicão visita áreas totalmente inéditas até no seu próprio universo e bota ele correndo por áreas com comidas gigantes, montanhas russas espaciais, um parque aquático com temática oriental, a Starlight Carnival que eu nem ao menos sei como descrever... Enfim, praticamente todas as fases desse jogo visualmente são uma lufada de ar fresco mais do que necessária em Sonic, a direção artística aqui é uma das minhas favoritas da série toda e eu espero que no futuro a Sonic Team seja ainda mais criativa com os locais por onde o Sonic pode se aventurar por aí.

... Finge que eles não lançaram Sonic Lost World, ok?

Uma grande melhora... Na maioria dos aspectos ao menos


Assim como os vídeos de gameplay já indicavam, esse jogo é montado em cima do gameplay das fases diurnas de Sonic Unleashed, mas não é exatamente igual também apesar de muitos fazerem parecer que é. Teoricamente, você pode fazer quase tudo que podia antes aqui, pode correr rápido, dar Boost, Homing Attack, Wall Jump e essas coisas que já tinham no jogo anterior, mas o Sonic não é tão duro de controlar quanto nas poucas vezes em que você tem controle total sobre ele nas seções 3D, o Boost não é tão absurdamente rápido quanto no Unleashed, o que pra mim não é uma coisa ruim e o Sonic tem um pulo duplo. Ao invés de dar um dash no ar caso não haja alvo pro Homing Attack, o Sonic dá um pulo duplo pra estender saltos e basicamente fazer qualquer coisa que pulos duplos fazem em jogos, é uma adição decente pra mim, eu constantemente me via usando esse pulo duplo no jogo e ele até serve melhor pra consertar saltos errados do que o dash aéreo, então não vejo problema algum por aqui.

Voltando pro Boost um pouco, ele é mais balanceado nesse jogo, não só pela velocidade mais dosada, mas também porque você não pega energia pro Boost até se peidar que nem no Unleashed, matar inimigos não te dá energia pro Boost e nem anéis te dão, você pega energia quebrando cápsulas com Wisps brancos ou então derrotando alguns inimigos que têm Wisps brancos dentro deles. Honestamente, eu acho essa a melhor versão do Boost em um jogo 3D do Sonic, Sonic Colors não te deixa abusar do Boost porque dá um pouco mais de trabalho juntar energia pra poder sair dando Boost pela fase, e muitas vezes é até melhor guardar a energia do Boost e não usar no momento pra você depois fazer um uso melhor dele e algumas vezes até alcançar outro caminho na fase dessa maneira. Até porque convenhamos, o Boost é um recurso absurdamente overpowered, você literalmente ganha velocidade instantânea enquanto fica invencível contra qualquer inimigo que estiver no seu caminho, tem que dar um jeito de balancear isso de alguma forma se não o jogo meio que perde boa parte do seu desafio.

No entanto, o que me incomoda um pouco é como os controles funcionam durante aquelas seções automáticas de Quick Step. Se você acha que é igual Sonic Unleashed onde você corre automaticamente, mas pode usar o analógico pra movimentar o Sonic e dois botões pra ele usar o Quick Step pros lados, você tá redondamente enganado. Na verdade virar o analógico pros lados faz o Sonic usar o Quick Step, o que significa que não tem como movimentar ele mais livremente com o analógico, seu único movimento pra desviar das coisas e posicionar o Sonic é o Quick Step, e tem horas que isso meio que me deixou desorientado porque eu queria só mexer o Sonic um pouco pro lado e acabo virando o analógico pro lado por costume de usar esse logo pra movimentar o Sonic livremente que nem eu faço fora dessas seções. Não é uma reclamação tão grande assim e dá pra acostumar, até porque essas seções foram feitas com esse controle em mente, mas ainda prefiro o modo como elas são controladas no Unleashed.

Felizmente, não existe Werehog em Sonic Colors, então você não vai precisar temer que fique de noite pro ritmo do seu jogo ser quebrado e você ter que jogar God of War por 10-20 minutos até voltar a jogar Sonic. Dessa vez, as gimmicks são os Wisps, os aliens coloridos bonitinhos lá que dão Power-Ups pro Sonic... Sim, Power-Ups em Sonic, o pessoal da Sega havia dito que queriam expandir o público de novo, só que dessa vez queriam pegar fãs do Mario, afinal de contas não existe outro personagem de platformer que tenha tantos Power-Ups quanto o Mario tem. Mas pois é, aliens coloridos multi-uso, além dos Wisps brancos que te dão energia pro Boost, os que agem como Power-Ups no jogo são sete: Laser, Drill, Spike, Frenzy, Rocket, Cube e Hover.

O Laser Wisp basicamente te deixa mirar em alguma direção pro Sonic se transformar em um laser e sair ricocheteando por aí enquanto mata inimigos no seu caminho, mas geralmente ele tem uns locais específicos pra ser usados pra acessar caminhos diferentes ou pegar atalhos pelas fases. O Drill Wisp, como indica o nome, transforma o Sonic em uma furadeira e permite que ele se locomova por debaixo da terra também, podendo pegar umas coisas escondidas por lá. O Spike Wisp transforma o Sonic em uma bola de espinhos que pode meio que usar o Spin Dash e também pode grudar em paredes e outros terrenos diferentes. O Frenzy Wisp transforma o Sonic em um monstro roxo que aparentemente é muito fã do Pac-Man e sai comendo qualquer coisa que ele encontra por aí sem nenhuma preocupação em mente. O Rocket Wisp transforma o Sonic em um foguete, fazendo ele ir pra cima e depois cair em queda livre por um tempo. Por último têm o Cube Wisp que meio que transforma o Sonic em um cubo que cai e assim transforma moedas azuis pelas fases em cubos que servem como plataformas pra você passar, ou vice-versa, e então tem o Hover Wisp que... Bem, transforma o Sonic em uma espécie de fantasma que flutua por aí e pode seguir trilhas de aneis, tipo o Lightspeed Dash... Meh, honestamente, eu ia preferir ter o Lightspeed Dash em si ao invés disso, mas ok.

Pois bem, por mais que pareça loucura dizer que um jogo do Sonic não força a sua gimmick nova no cu do jogador até ele ficar mais relaxado do que as minhas cuecas velhas... Sonic Colors de fato não faz isso com a sua gimmick nova, ele não vira Aliens Coloridos e às Vezes o Sonic: O Jogo, como você esperaria que fosse. O jogo na verdade começa até sem nenhum Wisp mesmo, e o primeiro que você abre é apenas o Laser Wisp, cada planeta que você visita te faz abrir um Wisp novo pra usar nas fases, e boa parte das fases não exige o uso dos Wisps pra serem completas, você pode jogar grande parte disso aqui só correndo e fazendo o que o Sonic normalmente faz se assim desejar, mas é claro que se você quiser uma experiência mais completa, vai ter que usar os Wisps sim já que as fases são montadas com eles em mente ainda. Não vejo nada de errado com isso, na verdade muito pelo contrário: Eu aplaudo o level design desse jogo por conseguir balancear o uso dos Wisps com o gameplay normal do Sonic.

Existe até um fator replay nas fases porque muitas delas têm caminhos percorridos com Wisps que você provavelmente ainda não tem, e elas indicam isso botando uma silhueta da cápsula do Wisp que você ainda não tem naquela área. Então não é como se cada Wisp fosse uma gimmick restrita atpenas ao planeta em que ele é destravado, esses bichos têm utilidades em praticamente todas as fases desse jogo, o que apenas ressalta que eles são uma parte integral do gameplay ainda sem chegarem a se tornar gimmicks forçadas. Na época, muita gente, inclusive eu mesmo, comparou Sonic Colors com Mario Galaxy por causa de algumas similaridades nos conceitos dos Power-Ups... Talvez eu seja xingado por alguns ao dizer isso, mas... Sonic Colors meio que faz um uso melhor dos seus Power-Ups do que Mario Galaxy o faz, considerando que aquele jogo trata até mesmo a Fire Flower como uma gimmick temporária pra ser usada só em umas situações específicas aí. Pois é, eu acabei de falar que um jogo pós-Mega Drive do Sonic faz alguma coisa melhor do que Mario Galaxy, podem apontar suas espadas pro meu pescoço se quiserem.

... Não me entenda errado, Mario Galaxy ainda é o jogo superior entre os dois, obviamente. Só quis dizer que por todas essas comparações na época, Sonic Colors meio que fez essa coisa dos Power-Ups melhor e os concretiza mais dentro do jogo, mas é só isso mesmo.


Já que não existe nenhum hub fora os mapas de cada planeta que funcionam que nem qualquer mapa de jogo 2D do Mario aí onde você só vai de uma fase pra outra e entra nela... Isso já torna o texto mais simples de escrever, me permitindo focar já nas fases propriamente ditas. Sobre as fases... Geralmente o Act 1 é a parte principal delas, ou pelo menos a mais robusta, depois tem uns Acts adicionais que vão até o 6 e um boss te aguarda no final do determinado planeta onde você tá. Parece bem básico até então, né? E pra ser honesto, é sim, você até pode escolher qual em ordem quer visitar determinados planetas que já estão abertos e isso pode te dar Wisps diferentes pra ter outras aproximações com eles nos planetas seguintes ao invés de passar e depois revisitar as fases dele com aquele Wisp que você ainda não tinha.

Sonic Colors é aquele tipo de jogo que é 3D e não é 3D ao mesmo tempo. "Como assim?" você diz. Acontece que assim como Sonic Unleashed, esse jogo também alterna entre seções 3D e 2D, mas ao contrário do seu antecessor... As seções 3D aqui são meio que decepcionantes, mesmo nos Acts 1 das fases elas costumam não ter muita coisa interessante acontecendo, você meio que só corre pra frente seguindo o caminho do jogo e uma vez ou outra tem uns inimigos pra você usar Homing Attack ou um daqueles mini-bosses pra você correr contra e usar o Quick Step/Boost pra destruir eles, umas seções de drift, mais tarde aparecem umas seções de platforming 3D aqui e ali, mas... Eh, geralmente essas seções não têm tanta coisa assim a oferecer. Claro, Sonic Unleashed não era tão diferente assim em vários momentos, mas pelo menos lá nas partes 3D ainda tinha um bocado de platforming, o jogo começava meio "tímido" com isso e a partir da metade esse aspecto ia ficando mais presente dentro do jogo, apesar dele ainda focar bem mais em velocidade.

Em Sonic Colors, as seções 3D meio que só estão lá pra servir mais como uma transição de uma seção 2D pra outra 2D do que como uma parte da fase também, outra coisa que torna isso meio que aparente é que alguns dos Wisps não são tão legais assim de usar nessas seções. A Asteroid Coaster tem uma seção 3D bem decente até, mas nas partes quando você tem que usar o Frenzy Wisp... Os controles dele são bem ruins, ele fica sempre indo pra frente e não responde tão bem assim aos comandos do analógico. Mas então ok, fora disso... As seções 3D desse jogo funcionam, apesar de serem bem rasas, e o Sonic tem controles decentes nelas, então é meio decepcionante sim, mas podia ser pior também. E se for pra dar mais crédito, algumas seções 3D têm uns caminhos alternativos dependendo de como você usar o Boost pra alcançar outros locais das fases de um modo parecido como o que o jogo anterior fazia.

Mas no fim das contas, a "carne" desse jogo se encontra nas seções 2D, que aqui existem aos montes e são geralmente bem extensas, os Wisps funcionam melhor nessas partes, você faz outras coisas além de só ficar correndo nelas e a maioria dos desafios do jogo estão aqui. Nos Acts 1, as seções 2D podem geralmente ser completas tanto só correndo por aí com o Sonic normal quanto explorando com os Wisps pra achar caminhos alternativos ou coisas escondidas como vidas e Red Rings, que aliás têm 5 em cada fase. No mais, geralmente esses Acts 1 das fases são bem decentes em juntar velocidade com platforming e exploração bem como os jogos clássicos do Sonic faziam, são as melhores fases desse jogo e eu não chego a desgostar de nenhuma em particular... Talvez eu goste menos da Starlight Carnival do que das outras porque literalmente todas as seções 3D dela são automáticas com seções de Quick Step e Boost, e o platforming dela é meio genérico, mas eh, pelo menos visualmente ela é um espetáculo.

Ahh sim... Sonic Colors tem seções aquáticas! É isso aí, porra, finalmente o Sonic não morre ao tocar na água que nem ele andou fazendo desde sua estreia 3D, aqui você pode jogar debaixo d'água também, em especial na Aquarium Park. Nessas horas, o Sonic tem um pulo ilimitado e pode usar o Drill Wisp pra nadar por aí da mesma forma que ele sai furando a terra enquanto dura. Mas caso você não esteja afim de ir por debaixo d'água, basta ter energia sobrando pro Boost que você corre por cima da água e pula essas partes, fiquei até surpreso com o quão robusto é o level design dessa fase quando eu resolvi não dar Boost por cima da água e ver o que tem lá por baixo. Só fiquei um pouco decepcionado por não ter seções aquáticas em 3D, mas espero que no futuro isso aconteça, eu tô perfeitamente ok com essa maneira como as fases aquáticas nos jogos modernos do Sonic podem funcionar.

Só que depois dos Acts 1 das fases, esse jogo começa a ficar meio "Sonic 1" no modo como ele resolve lidar com as estruturas e o ritmo dos Acts 2-6 no geral. Lembra de quando eu comentei na review do primeiro Sonic que o pessoal da Sonic Team meio que dividiu as fases lá de uma maneira que era tipo "essa fase aqui é rápida" e "essa fase aqui é lenta"? Eles meio que fazem isso de novo com Sonic Colors, alguns Acts são bem mais rápidos enquanto outros são extremamente lentos e cheios de platforming,umas vezes criativo e outras vezes bem genérico com aquelas estruturas de blocos por aí que acabam por tirar um pouco aquela sensação de estar jogando um jogo do Sonic aqui. Gosto da maioria, mas tem uns casos, como um Act da Sweet Mountain onde eu tenho que esperar constantemente ficando em pé em cima de um botão praquelas máquinas quentes girarem lentamente e abrirem caminho pra mim, que me matam de tédio... E alguns Acts também ou acabam cedo pra caralho, ou então simplesmente são preguiçosos, um Act da Asteroid Coaster é literalmente ficar correndo por volta daquele anel de Saturno lá e destruindo inimigos com o Boost ou o Quick Step até o Goal Ring aparecer.

Alguns desses Acts também meio que tornam o uso de uns Wisps mandatórios, mas nunca me incomodei tanto assim com essas ocasiões porque não são tão frequentes assim, e até em outros casos você também pode visitar um Act além do 1 e descobrir um uso pra um outro Wisp que você não tinha lá, te levando então pra um outro caminho diferente também. Algumas pessoas podem se incomodar com o quão lentos os Acts adicionais podem ser, eu não me incomodei demais, mas fica aí a reclamação. Fora isso, os Red Rings meio que me decepcionaram um pouco... São 180 no total, muitos deles estão bem escondidos e dão um trabalho dos infernos de achar, e a sua recompensa por coletar eles é só abrir fases na Game Land, que é um "simulador" virtual de Sonic no parque do Eggman que pode ser jogado tanto com um jogador quanto dois, com umas fases que são legaizinhas de jogar uma vez ou outra, mas não são muito interessantes tanto visualmente quanto no level design em si. Algumas fases têm umas referências aos clássicos, tipo uma que tem um level design um pouco parecido com um trecho da Green Hill Act 1 do primeiro Sonic... Mas eh, eu seriamente não me empolgo com essas coisas, parece até meio preguiçoso ter feito elas do modo como fizeram, dá a impressão de serem fases de teste pra engine do jogo.

O que você ganha coletando todos os 180 Red Rings e terminando as fases da Game Land? O Super Sonic jogável nas fases normais, o que é... Legal, mas não acho que valha todo esse esforço. Gosto do fato de que a Sonic Team tentou colocar mais exploração no meio do jogo aqui, e felizmente essa exploração não é forçada que nem a das Sun e Moon Medals do Unleashed, mas com esse número fodidamente absurdo de coisas coletáveis, eles bem que podiam dar uma recompensa maior do que só um Super Sonic que ainda por cima se destransforma toda vez que um Wisp é usado. Podiam abrir mais Acts dentro dos planetas do jogo que vão se destravando na medida que você vai coletando quantidades específicas de Red Rings, ou abrir um último mundo que a conclusão verdadeira da história do jogo que nem pegar todas as Chaos Emeralds em Sonic 3 abria a Doomsday.


Acho que a única coisa que sobrou pra falar sobre aqui são os bosses, e você já deve adivinhar o que eu tenho a dizer sobre eles... Isso é um jogo do Sonic, né, pessoal? Claro que os bosses não vão ser exatamente o ponto forte aqui, ainda mais no caso desse jogo onde muitos deles são repetidos e a maioria se consiste em esperar uma brecha do boss pra usar o Wisp específico que o jogo te dá naquele momento pra matar ele. Em falta de criatividade pra bosses, o povo da Sonic Team dessa vez conseguiu até se superar, e olha que eles já não eram tão criativos assim com bosses antes.

Existem exceções? Bem... Existem, o boss da Starlight Carnival é legal, a luta tem um ritmo rápido e é até um pouco desafiadora, lembra um pouco uma versão 3D de um boss de Sonic Advance 2. E até mesmo a versão repetida desse boss que tem na Asteroid Coaster é um pouco mais interessante do que as outras porque realmente existem diferenças notáveis, tem mais seções em 2D, o boss tem uns ataques mais perigosos e sair correndo e atacando nem sempre é uma boa ideia. A outra exceção seria o Final Boss, que é mais uma luta do Super Sonic contra outro monstro gigante que toma o lugar do Eggman como vilão no finalzinho e...

... Peraí, não é não? Oh, que coisa.

Pois então, o Final Boss desse jogo é só uma batalha do Sonic contra o Eggman no seu Egg Nega Wisp, um robô que obviamente tem os poderes dos Wisps que ele absorve e os usa no meio da batalha. Eu gosto de como ele tem vários ataques diferentes, cada um com um modo específico de lidar, algumas vezes ele até mistura o ataque de um Wisp com o outro, tipo usar o Cube pra posicionar uns cubos pra você desviar e ao mesmo tempo usando o Laser pra atirar um raio que reflete nesses cubos. Essa luta nunca ficou repetitiva pra mim justamente porque ela sempre tinha alguma coisa nova pra me jogar, e o padrão dele ia ficando mais perigoso na medida em que levava mais dano também. Also, a música desse boss, principalemente a Phase 1, é a minha música de Final Boss favorita de qualquer jogo do Sonic... Sim, qualquer um.

Talvez essa luta final daqui não seja tão climática quanto... Sei lá, a luta contra o Dark Gaia ou o Final Hazard, mas eu gosto mais dessa como boss do que gosto das outras anteriores, e o ato final do jogo ainda é bem climático se você contar a última cena onde você corre de um buraco negro enquanto desce pela Terminal Velocity. Eu sugeri que esse jogo poderia ter um mundo extra com algum tipo de final verdadeiro justamente porque talvez tenha gente que queria uma luta do Super Sonic, e considerando que ele é jogável pelas fases normais aqui, não veria problema em ter uma batalha de final 100% usando ele. Mas conhecendo a Sonic Team, eles provavelmente teriam que fazer um monstro gigante aparecer pra poder encarar o Super Sonic... Porque mesmo o Eggman até já tendo derrotado o maldito antes no jogo anterior simplesmente o enganando, pelo visto ele não consegue mais construir um robô que lute de igual pra igual com ele.

Não deixe a música tema te enganar


Caso você assista a intro do jogo, vai perceber que tem uma música chamada Reach for the Stars tocando no fundo, a banda que toca essa música é o Cash Cash, basicamente um Restart gringo com Autotune... E é horrível, essa é de longe a pior música tema cantada de... Sei lá, toda a história do Sonic? Odeio essa música desde que ouvi ela pela primeira vez em um mero trailer de Sonic Colors, e hoje em dia não odeio ela nem um pouco menos, os vocais são irritantes e a música em si é repetitiva pra caralho, esse "turururu ruru ruru" que fica no fundo quase a música inteira fica cansativo depois de 1 minuto... Ainda bem que essa porra só toca na intro.

Pois bem, caso você tenha sobrevivido à intro e não colocado o jogo no mudo, vai descobrir que na verdade Sonic Colors tem uma trilha sonora altamente tesuda, diria que é até uma das melhores dos jogos 3D da série. O estilo aqui é bem similar ao que tinha nos jogos clássicos do Sonic, aquele rock 'n roll que dominava a maioria das trilhas sonoras dos jogos modernos ficou mais dosado, apesar que ele ainda continua aqui nas músicas da Asteroid Coaster e da Terminal Velocity, ambas fenomenais e até reminiscentes do estilo de música do Jun Senoue lá nos Adventure. A maioria das outras geralmente têm uma aproximação mais pop enquanto ainda continuam sendo bem agitadas e se encaixando perfeitamente com as atmosferas das fases, as que eu mais gosto são a Planet Wisp, a Aquarium Park e a Starlight Carnival.

As músicas de bosses... Bem, eu gosto bastante da que toca no primeiro, mas a da maioria dos outros eu não me lembro tanto assim porque acho elas bem genéricas, mas isso é mais do que compensado pelas músicas do final boss. Eu gosto mais da música da primeira fase do final boss que é minha orquestra favorita em um jogo do Sonic até agora, ela transmite uma sensação ameaçadora até maior do que a que o próprio boss representa e aqueles corais com as batidas fortes são uma delícia, mas a da segunda fase que toca logo no final do boss quando ele tá perto de ser derrotado também é fantástica, sendo ela uma versão orquestrada da Reach for the Stars, porque alguém tinha que salvar essa música da atrocidade que o Cash Cash fez.

... E o Cash Cash tem mais uma música cantada que toca nos créditos do jogo. Mas quem liga? Uma grande prova do quão boa essa trilha sonora é seria justamente isso, ela é tão boa que nem o Cash Cash consegue arruinar.

Já a dublagem... Eh, no começo eu não gostei muito dela, mas agora ela meio que cresceu em mim. O elenco da 4Kids foi trocado por dubladores novos, com exceção do Mike Pollock porque ele é literalmente o melhor Eggman, a nova voz do Tails soa que nem um garoto dessa vez, e o Sonic... Bem, o Roger Craig Smith é inquestionavelmente um bom dublador, mas eu ainda não acho que a voz dele se encaixa bem com o Sonic, por mim o Jason Griffith continuaria sendo o Sonic como outro membro do elenco da 4Kids a ter continuado na dublagem. Eh, de qualquer maneira, o Roger é ok pelo que tenta fazer, eu acho.

Considerações finais

Até hoje há quem diga que Sonic Colors é o melhor jogo pós-Mega Drive do Sonic, o que é uma afirmação meio que compreensível, mas eu não necessariamente concordo. O que eu concordo é que esse é um dos melhores jogos do Sonic Moderno, o que talvez não seja grande coisa a se dizer, mas na época em que esse jogo saiu quase ninguém realmente esperava muita coisa de algo relacionado ao Sonic, então foi uma surpresa agradável ter um jogo como esse no meio de toda a mediocridade que o Sonic andou apresentando anteriormente.

Sim, a história não é lá essas coisas e o jogo algumas vezes é um pouco lento e com seções 2D em excesso, mas isso é perdoável porque todo o resto é bem feito, as fases são únicas, o jogo é bem polido, os controles são bons o suficiente e parte das minhas reclamações sobre as fases de dia do Unleashed foram atendidas aqui. Isso é uma das raras ocasiões onde a Sega ouve o feedback do seu público e faz alguma coisa boa com ele ao invés de fingir que ouviu e continuar fazendo merda ou então interpretar errado e fazer merda. O resultado é um jogo que agradou os críticos, tal como agradou a maioria dos fãs do Sonic e quebrou aquela coisa do Sonic Cycle que rodava por aí na internet desde 2006.

Viu só? Não é tão difícil assim agradar um "hater" de Sonic como eu ou qualquer outra pessoa que pense de modo parecido, na verdade tudo o que eu quero é um jogo que não seja uma merda, ou que ao menos tenha uma qualidade aceitável. Eu gosto da maioria dos jogos 3D do Sonic por causa de uma mistura esquisita de nostalgia com eu legitimamente me divertir com certos momentos/fases deles, mas eu nunca disse que Sonic Adventure 1 e 2, Sonic Heroes e Sonic Unleashed são jogos bons, justamente porque apesar de eu gostar desses jogos, eles têm muita coisa que eu simplesmente tenho que tolerar pra eu poder jogar as partes que eu gosto deles. Nenhum jogo deveria fazer isso, jogos que eu tenho que separar entre "essa grande parte eu gosto" e "essa parte igualmente grande eu não gosto" nunca vão ser considerados bons por mim mesmo eu gostando deles, tanto é que eu só recomendo a maioria dos jogos 3D do Sonic pra quem tem paciência pra lidar com as falhas deles.

Agora Sonic Colors não é esse caso, eu posso recomendar pra qualquer pessoa que não tenha jogado Sonic antes porque é um jogo consistentemente bom do começo ao fim... Com uns momentos fracos aqui e ali, mas os pontos positivos são mais do que o suficiente pra compensar esses momentos fracos, então eu não tenho medo de dizer "Jogue Sonic Colors" pra uma pessoa que nunca jogou Sonic, ou pelo menos nunca jogou nenhum jogo pós-Mega Drive dele. Se querer jogos de qualidade alta pra poder não só jogar se sentindo bem mas também mostrar que Sonic não é uma merda pra quem não conhece direito é ser "hater" nos olhos de certos fãs de Sonic, então eu devo dizer que eu sou "hater" mesmo, ou seja lá como você quiser definir isso.

Só mais um jogo do Sonic pra falar sobre aqui e eu finalmente vou poder dar um tempo pra ele nesse blog... Porque até eu mesmo tô ficando enjoado.

Prós:
+ O gameplay base é ao todo uma versão melhorada do Unleashed com Boost balanceado.
+ Wisps são uma ótima adição à fórmula do Sonic.
+ Level design bom na maior parte do tempo.
+ Os gráficos são alguns dos melhores que um jogo do Wii já teve.
+ Trilha sonora tão boa que nem o Cash Cash conseguiu estragar com a música deles.
+ Finalmente o Tails não tem mais voz de menininha.

Contras:
- Muitas seções 2D, e nas 3D geralmente não tem muita coisa acontecendo.
- Alguns dos acts adicionais são curtos e/ou lentos demais.
- Não, as piadas nas cutscenes não são e nunca foram engraçadas.

Gráficos: 10/10
Enredo: 5/10
Gameplay: 8/10
Som: 9/10
Conteúdo extra: 6/10

Veredicto:

Seria Call of Duty pior que Hitler?

By : Ryu

Call of Duty... Qual melhor exemplo pra se usar de franquia de video games que estagnou há tempos e mesmo assim continua meramente porque ainda vende e a empresa responsável por ela precisa encher a cueca de dinheiro, não é mesmo? Muita gente vê Call of Duty como um compilado de absolutamente tudo o que há de mais terrível com a indústria dos video games hoje em dia, uma franquia mainstream nojenta e sem substância que apela pro mais baixo denominador comum do público dessa área.

Ou seja: Call of Duty é basicamente o Nickelback dos video games. E outra franquia que tá construindo (ou até já construiu a esse ponto) essa mesma reputação com a comunidade no geral é Assassin's Creed que conseguiu a proeza de saturar exatamente na mesma geração em que se iniciou... Mas como o post é sobre Call of Duty especificamente, então vou deixar Assassin's Creed pra falar sobre algum outro dia.

Mas pois é, Call of Duty é o Nickelback dos jogos. Vende muito porque apela pra pessoas que nem têm padrões tão altos assim e se agradam com relativa facilidade, porém o público mais "expert" na área despreza a série com todas as forças principalmente na internet. Duvida? Vai no Youtube e pesquisa algum vídeo bem assistido relacionado a algum jogo popular antigo, pode ser pro SNES, pro PS1, pro Mega Drive ou o que for. As chances de você achar um comentário dizendo "Esse jogo é melhor que aquele lixo de Call of Duty" com likes pra caralho são absurdamente altas, e até fora do Youtube geralmente quando alguém fala mal de algum jogo que todo mundo gosta, alguém seeeempre chega e responde "APOSTO QUE VC GOSTA DE COWADOODY HAR HAR HARRR" como se isso tivesse alguma relevância.

Eu não tenho nenhum histórico ou nenhuma relação grande com Call of Duty, só conheci a série na geração passada, joguei uns jogos, gostei de uns e não gostei de outros e... Meio que não me mantive interessado o suficiente nela pra querer jogar tudo. Mas por acaso eu acho que Call of Duty merece o ódio que recebe do povão todo aí? Merece essa comparação com Nickelback? A resposta é meio que sim mas meio que não também, mas pra que isso faça algum sentido, a gente tem que olhar todo o contexto em volta dessa bendita franquia e o que aconteceu depois que ela ficou popular.

Agora a comparação com Nickelback eu já acho que meio que não merece porque apesar de realmente apelar pro menor denominador comum e tal... Call of Duty pelo menos tem algum crédito e até já foi bom em algum momento. Nickelback, por outro lado, sempre foi uma boa bosta de banda mesmo, então por esse lado a comparação tem uma metade não merecida também.


Como eu havia dito, Call of Duty já foi bom, ou ao menos mais respeitável do que é hoje em dia. E eu não estou falando dos Call of Duty pro PS2, nunca joguei nenhum dos três lá e nem sequer conhecia essa série na época, foi em 2007 com a chegada do PS3 e do Xbox 360 que eu de fato comecei a ver essa série ganhando atenção de revistas, do público, de sites na internet e a porra toda. O jogo em questão que pegou todos esses holofotes foi Call of Duty 4: Modern Warfare, desenvolvido pela Infinity Ward e publicado pela Activision.

Eu não sou nenhum expert em FPS ou até shooters em geral, mas os poucos jogos do gênero que eu joguei até então geralmente eram mais abertos, você explorava os cenários e achava um bocado de armas diferentes, atirava nos outros (duh), algumas vezes até chegava a ficar perdido, tinham bosses que geralmente eram monstros ou aquele personagem mais forte/resistente por ser um principal da história do jogo, o filho da puta levava 500 tiros na cabeça e mesmo assim não morria, tava lá te saraivando de tiro de volta. Em resumo, os jogos FPS que eu joguei eram bem "video game" mesmo, e não tinha nada de errado com isso pra ser honesto... Ah, e uma caralhada deles era baseado na Segunda Guerra Mundial também.

Então aparece Call of Duty 4, um FPS que tira proveito do poder dos consoles da então nova geração pra fugir quase totalmente desse formato mais "video game" que os jogos mais antigos do gênero tinham e entregar uma experiência mais cinemática, mais realística e contida, de certa forma. Quando eu o joguei pela primeira vez em 2008, admito que fiquei bem impressionado com quase tudo que esse jogo fazia, a ambientação moderna talvez não era muita novidade, porém ela nunca tinha sido representada de uma maneira tão imersiva quanto a que Call of Duty 4 apresentava. Os ambientes eram realísticos, mas também eram sombrios, intimidadores, uns locais devastados pelas guerras que ocorreram durante a história do jogo, claro que isso também se deve aos gráficos que pra época eram impressionantes e bem detalhados, mas ainda assim foi uma coisa bem única ao menos pra mim.

Mapas abertos? Você não vai encontrar nenhum na campanha desse jogo, é tudo linear, você tem que ir onde o jogo quer que você vá e na maioria dos casos já tem um set de armas que o jogo te dá no começo da sua missão e provavelmente não vai se esgotar até o final dela, assim como talvez você nem precise das outras armas dos inimigos ou que você ocasionalmente encontra por aí também. A intenção disso tudo é pra que você entre mais na pele do protagonista do jogo, um sargento da SAS Britânica chamado Soap MacTavish, e sendo parte de uma unidade de operações especiais, você obviamente tem a sua missão pra cumprir e o equipamento necessário pra fazer isso, não tem tempo pra ficar andando pra lá e pra cá em um mapa aberto.

Então isso meio que torna Call of Duty 4 um jogo "menos" do que um FPS comum já que você só fica andando e atirando nos outros enquanto segue a sua missão extremamente linear? Não necessariamente, porque as missões também se certificam de compensar esse sacrifício da exploração e da liberdade do jogador sendo memoráveis por si só, na verdade a história do jogo no geral é cheia de momentos e personagens memoráveis, por incrível que pareça. A primeira missão onde a SAS invade um navio do Exército Russo já é bem intensa, principalmente quando o navio em questão começa a explodir e todo mundo tem que dar no pé pra não morrer enquanto o navio afunda, aquela cena onde você tá na pele do presidente de um país do Oriente Médio sendo levado pra execução por um dos antagonistas do jogo também é memorável, a missão no passado do Capitão Price, aquela missão no Oriente Médio que termina com uma explosão nuclear... Enfim, várias reviravoltas acontecem durante essas missões.

Quando eu terminei de jogar Call of Duty 4, até mesmo o final desse jogo me deixou apreensivo pra sequência dele, eu fiquei legitimamente interessado naquela história, queria saber o que iria acontecer depois já que tudo termina em um cliffhanger justo quando as coisas não pareciam muito boas. Minha experiência com esse jogo na época foi fantástica, e apesar de eu não tê-lo jogado desde então, eu ainda tenho um grande respeito por esse jogo, foi diferente do usual, foi atmosférico, foi imersivo, foi... Bem, um monte de coisa. E o jogo nem era só a campanha também, tinha um modo de Multiplayer online/offline com mapas abertos, modos diferentes e tudo isso que você encontra em FPS online, aparentemente isso foi o que atraiu todo esse público pra Call of Duty, o povo ama jogar esses jogos online... Eu? Meh, eu nunca liguei muito pra Multiplayer em jogos, menos ainda pra online, então o que eu realmente tive contato jogando Call of Duty 4 e gostei bastante foi da campanha principal, que hoje em dia parece que tem sido a parte menos importante pros desenvolvedores dos jogos da série.

Existe algo que eu não tenha gostado sobre esse jogo? Bem... Até que sim, admito que nem todas as missões são tão empolgantes assim, algumas eu até achei meio repetitivas, e eu ainda acho aquela mecânica do personagem tomar tiros e "regenerar" a vida dele estúpida. Pode parecer nitpick, mas eu nunca consegui engolir isso totalmente, uma barra de vida com você tendo kits médicos ou até podendo achar esses por aí nas fases talvez até contribuiria mais pro realismo e a sensação de perigo que o jogo geralmente passa. Essa vida regenerativa só me deu a impressão de que na verdade o Soap MacTavish aí era secretamente o Wolverine e tinha um fator de cura o tempo todo... Mas quer saber? Eu acho que tolero essa mecânica se o jogo for bom o suficiente, e Call of Duty 4 é bom o suficiente pra isso, só ainda tenho um pouco de ressentimento porque esse jogo criou essa mecânica estúpida e ela foi parar em outros shooters subsequentes.

Mas é isso aí, Call of Duty 4 é legitimamente um ótimo jogo no meu conceito, até considero esse como um dos "clássicos" da geração passada, provavelmente daria uma nota 8 se eu o jogasse de novo e escrevesse uma review aqui. O problema é que como esse jogo fez um sucesso tão estrondoso na geração passada, ele acabou influenciando outras desenvolvedoras a criarem seu próprio "Call of Duty" na intenção de conseguir um pedaço daquele bolo de dinheiro que a Activision ganhou com seu jogo. O resultado é algo parecido com o que houve durante os anos 80 e 90 quando Mario e Sonic ficaram populares, um monte de outras desenvolvedoras quiseram fazer igual e raramente alguma coisa boa saía disso, o gênero de platformers em si ficou meio que saturado também naquela época, mesmo existindo outros excelentes jogos do gênero.

Então quando Call of Duty virou uma franquia influente na geração passada, surgiram vários e vários FPS genéricos com propostas parecidas, mas poucos eram realmente bons, uns até eram competentes, porém eram dolorosamente derivativos e por isso falharam em causar alguma impressão. Muita gente tomou ódio de FPS por causa disso, e como Call of Duty foi a franquia que originou esse formato de jogo, esse ódio acabou sendo direcionado quase que inteiramente a essa franquia e a Activision. Não instantaneamente, mas aos poucos esse foi sendo o caso, e não ajudou muito que praticamente todo ano tinha um Call of Duty sendo lançado, isso sempre acaba atraindo alguma negatividade hoje em dia.

Call of Duty 4 saiu em 2007, em 2008 saiu Call of Duty: World at War, que já era mais baseado na 2ª Guerra Mundial que nem vários FPS anteriores e feito pela Treyarch, então em 2009 surgiu Call of Duty: Modern Warfare 2, que é de fato a sequência. Eu lembro de ter gostado do World at War porque ele fazia algo parecido com a 2ª Guerra Mundial e a retratava de uma maneira mais sombria e imersiva, porém... É só disso mesmo que eu lembro.

Modern Warfare 2, por outro lado, eu joguei com bem mais atenção e poderia dizer que achei até melhor do que o primeiro em vários aspectos. A história continuava ganhando proporções maiores, os vilões já eram mais interessantes do que os do primeiro, as cenas de ação eram bem mais intensas, um uso mais frequente de veículos, um foco maior em trabalho em equipe nas missões com direito até a Co-Op caso você queira jogar com alguém na campanha, tinha aquela missão polêmica do "No Russian" lá, o final ainda é o meu favorito dos jogos da série que eu joguei... Enfim, esse foi um resumo bem mais curto em comparação com o primeiro logo acima, mas é porque minha memória sobre ele não é tão forte quanto a do primeiro, mesmo eu tendo achado esse um jogo melhor. No fim das contas, Modern Warfare 2 também foi geralmente bem recebido, apesar que eu ouvi dizer que muita gente não gostou porque o Multiplayer online não é muito balanceado ou sei lá... Mas meh, já disse que não ligo pra essa parte dos jogos.


Então... O que aconteceu depois desses dois Call of Duty consecutivos que me agradaram? É aí que geralmente as pessoas começaram a acusar os jogos dessa série de não terem esforço colocado neles, que os lançamentos anuais eram feitos pelas coxas sem muita coisa nova pra acrescentar nos jogos e algumas vezes até sem muito polimento. Então o jogo dessa série que eu joguei e comecei a notar isso foi o que saiu em 2010, Call of Duty: Black Ops, nesse caso foi a Treyarch que fez e ele é uma sequência direta do World at War se passando na época da Guerra Fria. Não me lembro muita coisa da história pra ser honesto, não jogo esse jogo desde 2010 e minha experiência com ele não foi lá das mais positivas.

O que eu me lembro é que... Bem, esse jogo tem muito mais cenas scriptadas do que os outros e uma vez ou outra ele te deixa pilotar um veículo aqui e ali, mas no geral ele já não era tão diferente assim do que eu já joguei antes nessa série. O problema é que, ao contrário dos outros, ele já é bem menos polido mesmo, me lembro de várias vezes ter atirado em cheio nos meus inimigos e aparentemente a colisão do tiro não ter contado, ou o meu personagem ter ficado preso em alguma cobertura do cenário sem mais e nem menos. A pior parte foi em uma missão lá onde eu tinha que pilotar um helicóptero e evitar aquelas anti-aéreas que soltam mísseis quando detectavam um alvo no ar, eu não tô nem brincando, uma vez uma dessas coisas mirou em mim, atirou um míssil, eu fui esconder atrás da montanha pro míssil acertar ela e aí parar... Mas o míssil atravessou a montanha e me acertou. Fiquei tão frustrado jogando esse jogo que nem tive o interesse de terminar ele, e é uma pena porque apesar de tudo a história até que parecia interessante pelo pouco que eu me lembro dela.

Em 2011 saiu Call of Duty: Modern Warfare 3 e eu já fiquei mais animado porque pelo menos essa parte da série ainda não havia me decepcionado até então... Aí quando eu pego o jogo pra jogar, descubro que ele também é mais uma atualização do anterior do que um jogo novo de fato, e eu só o terminei porque fiquei curioso pra ver como a história se desenrolava, a conclusão dela é decente, eu acho. Mas tá aí, esse é o jogo que o povo que odeia Call of Duty sempre usa como argumento pra falar que os jogos da série são lixos reciclados sem substância e bla bla bla... E eu meio que concordo, ao menos sobre esse jogo ou até mesmo o Black Ops, eles podiam ter feito muito melhor, e olha que parece que até mesmo fãs de Call of Duty não gostaram do Modern Warfare 3 porque até foderam com o Multiplayer online dele ou algo assim.

Depois desses dois jogos, eu meio que fiquei desinteressado em Call of Duty e até passei sim a odiar a série por um tempo, mas quando esse ódio passou, eu só vi ela com indiferença. A crítica continuou adorando cegamente esses jogos enquanto a comunidade de video games foi odiando Call of Duty cada vez mais, e com motivos bem aceitáveis a esse ponto. Não joguei nenhum outro Call of Duty depois desses, saiu Call of Duty: Black Ops II e eu deixei passar, saiu Call of Duty: Ghosts e eu deixei passar também, saiu Call of Duty: Advanced Warfare e eu também não liguei, e provavelmente não vou ligar pros próximos a menos que alguém realmente me convença que valeria a pena jogar.

Um amigo meu me fala bem do Black Ops II, porém como eu não terminei o primeiro e nem lembro de muita coisa da história dele, não quero jogar esse porque provavelmente vou ficar perdido no meio da história e isso é basicamente o motivo principal de eu odiar jogar sequências sem ter jogado os antecessores. Aí eu ouvi falar que pelo visto nem a crítica gostou do Ghosts e o povo disse que esse aí é ainda mais reciclagem do que os outros dois últimos que eu joguei, o que me tirou até a mínima vontade de jogar. Tem o Advanced Warfare que parece que uns falam muito bem e outros falam muito mal, mas pelos vídeos que eu vi, ele parece pelo menos fazer coisas diferentes com essa fórmula de Call of Duty que tava ficando cansativa nos anteriores.

Então apesar de ter chegado sim a um ponto onde os jogos estavam sendo reciclagens descaradas, eu tô começando a acreditar que essa época já passou e que estão tentando tornar Call of Duty algo mais único novamente. Talvez não mereça mais tanto ódio assim e...


... Ei, pra onde diabos você vai? Volta aqui e termina de ler, caralho!

Enfim... Talvez Call of Duty mereça parte do ódio que recebe sim por essa época de títulos reciclados que tornaram a série não muito diferente dos FPS genéricos que tentaram copiá-la, mas ao mesmo tempo talvez não mereça também. O fato de que Call of Duty 4 influenciou um monte de jogos do seu gênero e acabou estagnando ele no processo não é necessariamente culpa da série Call of Duty ou da Activision, isso é como se eu falasse que Sonic é uma merda porque um dos jogos que ele influenciou foi Bubsy e passar a odiar a Sega como se todos os funcionários dela tivessem mijado fora da privada do meu banheiro por isso. Não que a Sega ou a Activision não mereçam ser odiadas por outros motivos hoje em dia, com a Activision eu não sou muito familiar fora de Call of Duty e os jogos mais antigos em que ela se envolveu, mas a Sega... A Sega fez tanta cagada que até ela mesma já admitiu isso e tá aí tentando ganhar o público de volta.

Mas se tratando de Call of Duty apenas... Sei lá, eu realmente não vejo tantos motivos pra odiar essa série hoje em dia, até mesmo essa saturação de FPS já passou, de certa forma. Mas caso você realmente odeie Call of Duty ou a Activision por causa dessa série... Não compra as porras dos jogos então, meu filho! 

Sério, eu tô cansado de ver gente que diz abertamente que odeia Call of Duty e reclama de todo jogo dessa série que sai, mas comprou todos eles pelo preço full nas épocas em que eles saíram. Se vocês realmente querem que Call of Duty passe a os agradar, então mostrem a sua insatisfação não comprando os jogos, pirateando eles, alugando, esperando o preço abaixar, sei lá, qualquer coisa, mas reclamar ao mesmo tempo que você compra os jogos originais cegamente assim que saem é muito retardado. Você tá reclamando e dando dinheiro pra Activision mesmo assim, é tipo brasileiro reclamando de governo corrupto e elegendo os mesmos filhos da puta do PT ou do PSDB pra governar o país aqui há anos, os mesmos políticos de quem eles passam o tempo todo reclamando todo dia são sempre eleitos. Será que cês não percebem como isso é estúpido?

No mais... Call of Duty é um alvo extremamente fácil de odiar sim e existem muitos motivos válidos pra fazer isso, mas eu sinto que muita gente odeia mais do que a série merece ou então simplesmente odeia por motivos bestas mesmo. Andei querendo fazer esse post desde quando apaguei os poucos posts sobre Call of Duty que tinham aqui porque não gostava deles, e também porque até hoje eu vejo gente culpando Call of Duty por tudo o que há de ruim nos video games hoje em dia, muitas vezes até em assuntos onde essa série nem ao menos se enquadra. Engraçado que eu meio que fazia isso com God of War também, sempre que eu tinha uma oportunidade de falar mal de God of War nos posts mais velhos daqui, eu falava nem que fosse só uma mera menção negativa a essa série, mesmo muitas vezes ela não tendo nada a ver com o assunto principal do post.

Agora que eu já banquei o advogado do diabo o suficiente e acho que falei tudo o que eu tinha ou queria falar sobre Call of Duty nesse post, acho que vou encerrando por aqui mesmo. Até mais, e não seja como meu eu de 2010-2011, mesmo caso você realmente odeie Call of Duty ou qualquer outra franquia tanto assim.

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