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Postado por: Ryu sexta-feira, 11 de setembro de 2015


Bem... É isso aí, inevitavelmente eu teria que continuar a postar sobre a série Megaman Zero aqui, e agora é a vez do terceiro jogo dessa saga ter os holofotes neste humilde recinto.

Como eu disse na minha review de Megaman Zero 2, eu fui jogar o 3 com expectativas baixas pra diabo, até porque eu sou daqueles que acreditam que se dois jogos de uma franquia não me convenceram a gostar tanto assim dela, então provavelmente eu não vou gostar se jogar outros jogos seguintes já que a esse ponto as fundações da mesma já teriam sido estabelecidas. Mas como eu ainda estava parcialmente interessado nessa série e também preciso postar sobre os quatro jogos dela aqui, então botei Megaman Zero 3 no emulador e esperei pelo melhor... Ou pelo pior, sei lá, eu seriamente não sabia o que caralhos esperar desse jogo considerando os dois anteriores.

Eu sei que nem todo mundo ficou feliz com o que eu falei sobre Megaman Zero 2, mas eu já disse antes e vou repetir de novo: Eu posto o que eu realmente penso de tal jogo aqui e não o que você quer ler sobre ele. Não é porque você me recomendou tal jogo que eu vou automaticamente amar ele e fazer um post ultra positivo aqui com uma nota 8/9/10 no final, se eu achar que algo sobre ele não é muito bom, eu vou apontar e dizer o porquê de eu pensar isso. Concordar ou discordar já vai de você, e caso você acredite mesmo que eu esteja errado e possa dizer como de forma convincente, fique à vontade pra fazê-lo e assim eu possa ou defender meu ponto ou então acabar vendo que o seu realmente é mais plausível, afinal eu também sou um ser humano e posso estar errado sobre muitas coisas.

Com isso fora do caminho... Como diabos eu vou falar sobre Megaman Zero 3 agora? É um jogo bom? É um jogo mediano? É um jogo ruim? Honestamente, eu achei esse ainda pior do que o 2.

...

HA! PARECE QUE VOCÊ FOI VÍTIMA DO MEU JOGO DE PALAVRAS!

Agora que você se desfez dessa cara de indignação aí, eu vou poder prosseguir com esse post sem o risco de ser linchado, o que é sempre bom. Então sem mais enrolação, vamos ver como diabos o Keiji Inafune e o pessoal da Inti Creates continuou a saga do Zero depois daquele desfecho abismal do segundo jogo, e que os deuses nos ajudem...

Aliás, falando no Inafune, eu deixo aqui minhas condolências pro pessoal que deu dinheiro pra ele fazer Mighty No. 9 no Kickstarter, nem eu mesmo esperava que o jogo fosse parecer tão meh com um orçamento de praticamente 4 milhões de dólares. Bem, quando sair pro PS2 eu compro pra jogar no meu aqui e faço um post, mas enquanto não sai, vamos voltar a falar sobre Megaman Zero 3 então.

Isso escalou rápido...


Dois meses após os eventos do jogo anterior, a Resistência continua na sua luta contra contra Neo Arcadia porque até então nada foi devidamente resolvido, exceto que agora a Ciel conseguiu completar o seu projeto de criar uma fonte de energia, que ela mesma nomeou de Ciel System. Nem um pouco narcisista essa Ciel, né? Que amorzinho de menina.

Pois bem, eles querem oferecer o Ciel System pra Neo Arcadia, entrando num acordo onde essa guerra toda chegaria a um fim e a crise de energia seria resolvida, já chegaram a contatar Neo Arcadia e tudo mais, porém não tiveram uma resposta até então. Certo dia, uma nave misteriosamente caiu em uma área nevosa e a energia emitida por ela é similar á da Dark Elf, e isso fez com que nossos heróis fossem investigar tal nave por motivos meio que óbvios pra caralho. Zero sentiu como se houvesse algo dentro dessa nave chamando por ele e resolve investigar mais a fundo, até descobrir que o local tá cercado por tropas de Neo Arcadia também e até mesmo os guardiões do Copy X estão envolvidos no meio dessa treta.

Chegando lá, Zero encontra Fefnir e Leviathan levando um sacode de um lendário Reploid gigante diabólico conhecido como Omega, Zero enfrenta o bichão aí por um tempo até a luta ser interrompida pela chegada de ninguém menos do que o Dr. Weil, aquele mesmo cientista que começou as Elf Wars no passado que agora está de volta e tem total controle sobre o Omega. Então aparece o Copy X também, que foi reconstruído pelo Weil e aparentemente não foi muito bem reconstruído porque voltou meio gago, mas tá valendo, eu acho... Copy X ordena que Harpuia e os outros guardiões continuem a procurar pela Dark Elf porque precisa dela pra colocar seus planos em prática, e apesar de questionar o fato de que seu mestre está trabalhando com um cara que matou mais humanos do que a Ebola, Harpuia acaba obedecendo as ordens.

Nisso, agora Zero e a Resistência estão em uma espécie de competição pra ver quem acha a Dark Elf primeiro, e isso leva ele a fazer uma série de missões que envolvem derrotar quatro chefes... Você já sabe como funciona isso, né? Pois bem, no meio disso tudo, Zero encontra as duas Baby Elves, Crea e Prea, que também estão procurando pela Dark Elf já que ela é a mãe delas, mas elas são acolhidas pelo Weil, que diz ser o avô delas. Como Crea e Prea são  meio que estúpidas por serem crianças, elas acreditam nisso e que o Zero é um Reploid malvadão sem muitos problemas.

Crianças...

Mas pois é, essa é a premissa dessa história, basicamente... E eu até tenho um bocado a comentar sobre a história em si, mas vou tentar não soltar spoilers demais sobre ela.


Em primeiro lugar... Sim, essa história é muito melhor do que a do jogo anterior, é talvez até a melhor história dessa saga. Cheguei a fazer um resumo do resumo das Elf Wars quando falei sobre o primeiro Megaman Zero pro meu resumo da história daquele jogo não ficar confuso demais, porém é aqui onde esse assunto acaba sendo relevante de verdade e recebe um olhar mais aprofundado, literalmente tudo aqui tá relacionado às Elf Wars, desde o Zero até os antagonistas principais, em especial o Dr. Weil e o Omega, ambos foram os vilões principais da guerra e aqui talvez não-surpreendentemente eles se tornamos vilões principais também.

Outra coisa que me agradou sobre os antagonistas foi o Copy X ter voltado, ainda continuo achando ele o melhor antagonista da série Zero, em um momento ele tenta negociar com o pessoal da Resistência pra darem o Ciel System pra Neo Arcadia e eles cessariam essa briga toda, porém a Ciel acaba não confiando nele graças a uma coisa que ocorre na parte intermediária da escola. Isso só reforça o que eu disse antes sobre o Copy X não ser exatamente um vilão vilão e sim uma espécie de antagonista trágico que por infortúnio acabou sendo do jeito que é, existe algum tipo de compaixão nele ao menos pela sua própria criadora e ele realmente acredita que tá fazendo a coisa certa e sendo um herói protegendo os humanos de ameaças possíveis, só é extremista pra caralho sobre isso graças à programação que deu errado no processo da criação ele.

Honestamente... Eu queria mesmo que o Copy X continuasse sendo o antagonista principal desse jogo, porque acho ele muito mais interessante do que qualquer um dos outros da série Zero (e boa parte de Megaman no geral), mas infelizmente não acontece, depois da metade da história quem passa a ser o vilão mesmo é o Weil. É, uma coisa até previsível, mas não é de todo mal também... Sendo honesto, o Weil pra mim não chega nem perto de ser tão único quanto o Copy X como antagonista, superficialmente ele é só outro cientista malvado que quer dominar o mundo porque é malvado e bla bla bla... Mas eu gosto dele também, de alguma forma ele consegue ser bem intimidador e até mais competente do que o Sigma ou o Wily, só não acho ele muito carismático, mas ainda assim é um bom antagonista, especialmente junto com o Omega e toda a história do passado do Zero nas Elf Wars também complementa isso muito bem.

Mas como eu sou muito chato, eu também tenho umas reclamações a fazer sobre essa história... Em primeiro lugar, eu preciso explicar que o X aparece durante ela como Cyber-elf já que o corpo dele foi destruído da maneira mais patética e anti-climática possível no jogo anterior, e ele aparentemente sabe da história toda das Elf Wars e principalmente o que aconteceu sobre o passado do Zero. Talvez isso fica extremamente óbvio no decorrer da história quando o Weil começa a falar vagamente fazendo implicações de que o Zero ter um corpo falso e coisa e tal, mas o X também resolve tocar nesse assunto e durante uma conversa com o Zero na metade do jogo, ele diz que o que realmente conta é o que tem dentro ou algo assim.

Naturalmente, o Zero fica confuso e pergunta "De que merda cê tá falando, X?" e então o X simplesmente larga o assunto de lado e cai fora que nem aquele babaca do Mestre dos Magos faz nos episódios de Caverna do Dragão depois de falar alguma coisa críptica que obviamente os protagonistas querem saber mais sobre. O que eu não entendi é... Por que o X não falou logo pro Zero o que realmente aconteceu com o Zero e esclarece essa coisa toda do corpo real e o falso de uma vez? Na primeira vez que vi essa cena, eu pensava que o X tinha algum motivo pra não ter falado, mas não, ele não fala porque não quis mesmo e quem revela a verdade toda é o Weil, perto do final do jogo. Apesar de ter ficado óbvio pra caralho depois de um tempo, eu ainda acho estúpido que o X tenha deixado o Zero confuso lá simplesmente por deixar, isso é tão fora de personagem vindo dele...

Essa não é a minha única reclamação sobre a história, eu também tenho uma coisa a reclamar sobre o final dela... Não o ato final todo, mas sim o desfecho mesmo, a última cena dela. Pra você ter uma ideia, acontece coisa pra caralho durante a batalha final desse jogo, bem mais do que acontecia no anterior, muita coisa é revelada, muitos personagens entram em cena, outros personagens morrem, tudo explode, acontece um sacrifício no final... Tudo bem, isso geralmente é sinal de que o ato final desse jogo deve ter sido bem intenso e climático, né? Certamente foi, mas na última cena mesmo quando o Zero acorda lá na base da Resistência, parece que tudo isso que aconteceu é meio que jogado de lado ou esquecido, o jogo meio que termina abruptamente e eu fiquei pensando "Ok, mas... E aí?" ao invés de pensar "Wow, terminei o jogo!".

Qual caralhos é o problema da série Zero em fazer desfechos bons pros seus jogos afinal? O único que realmente foi satisfatório até agora foi o do primeiro jogo da série, e isso talvez porque foi um cliffhanger intencional que dava aquela sensação de "Isso foi só o começo!" e me deixou empolgado pra jogar o 2 quando havia terminado lá. Mas o desfecho do 2 foi uma bosta e o desse aqui, apesar de não ser tão ruim quanto, ainda é bem decepcionante e me dá a impressão de que foi um final feito ás pressas por algum motivo misterioso.

Reza a lenda que Megaman Zero 3 era pra ser o último jogo dessa série e que tudo ia se concluir aqui, mas resolveram esticar a história pra durar mais um jogo e por isso fizeram esse cliffhanger pelas coxas aí. Tudo bem em não dar uma conclusão apropriada em prol de fazerem uma sequência, mas... Sério, não precisava fazer um final onde quase tudo o que aconteceu no último confronto do jogo é totalmente ignorado pelos personagens como se nada tivesse acontecido, ao menos coloquem alguma emoção nisso tudo, a batalha final com o Omega lá tinha potencial pra resultar em um final muito mais impactante do que isso.

Não teve muito acréscimo nos visuais, mas são decentes


Os dois jogos anteriores tinham gráficos bem impressionantes pros anos em que foram lançados, mas no caso do terceiro... Bem, ele não é tão diferente assim graficamente dos outros dois, e talvez seja esse o "problema" com os gráficos desse jogo. A maioria dos modelos dos personagens principais são reciclados dos jogos de onde eles vieram, com exceção dos "novatos" que seriam o Weil, o Omega e os oito Mavericks que você tem que enfrentar no decorrer do jogo, e eles novamente são bem feitos e as animações fluem perfeitamente na maioria dos casos, os designs deles geralmente são bons também, os meus favoritos são o Omega na sua forma inicial robusta e o Weil que tem um visual bem creepy com aquela cabeça envolvida por um vidro de picles.

A direção artística no geral é decente, apesar que ela não tem tanto daquele tom pós-apocalíptico e sombrio que os jogos anteriores, principalmente o primeiro, tinham... Pra ser honesto, esse é provavelmente o Megaman Zero com os visuais mais vibrantes, algumas vezes parece até mais Megaman X do que Megaman Zero, mas não é algo que me incomode demais, só uma coisa que eu meio que notei porque eu noto coisas... E quando as coisas são notadas eu comento sobre, porque notei elas... Ok?

Ok, agora indo pro que realmente me incomoda sobre esse jogo é o modo como ele não parece que evolui muita coisa com relação aos anteriores graficamente. Sabe quando você sente que os gráficos em si não parecem ter ganhado muitos detalhes? Eu sinto isso com esse jogo, especialmente comparando ele com outros jogos pro GBA que saíram em 2004 e tinham gráficos com um nível de detalhamento indiscutivelmente superior tanto nos cenários em si quanto nos backgrounds, como Metroid: Zero Mission ou Zelda: The Minish Cap. Mas em defesa desse jogo, ele traz umas ambientações meio que únicas pra série, tipo uma biblioteca subaquática, ou uma fábrica de cópias da Dark Elf, então pelo menos tem alguma criatividade aqui.


Mas não que isso seja horrível, os visuais desse jogo são decentes do modo como são, a maioria das fases são bonitas o suficiente, as animações ainda são muito boas e... Bem, dando crédito onde ele merece, esse jogo tem bem mais cutscenes com imagens desenhadas à mão do que os outros dois, existem uma caralhada dessas no decorrer da história do jogo e eu nem preciso falar que as imagens em si são bem feitas, né? Sempre achei isso bem melhor do que só mostrar os sprites dos personagens parados lá enquanto rola um monte de texto com falas e bla bla bla.

Hmm... Acho que é só isso que eu tenho a dizer sobre esse jogo se tratando de gráficos, você pode encher linguiça até certo ponto quando fala sobre os visuais de um jogo de uma série que não necessariamente mudam muito a cada jogo. Novamente, não que isso seja um ponto absurdamente negativo, mas eu apreciaria se dessem um upgrade nesses gráficos, ou pelo menos trouxessem mais ambientações inéditas ao estilo da série, meio que parecido com Megaman 6 trazendo fases baseadas no mundo real ainda com cara de Megaman, foi algo novo e bem vindo depois dos cinco jogo anteriores terem visuais bem parecidos entre si.

De qualquer forma, tá ok do jeito que tá apesar dos pesares, então tudo bem pra mim.

Agora vai!


Em ambos os Megaman Zero anteriores, eu sempre reclamei de alguma coisa quando o assunto era o gameplay... Me diga agora, qual seria a coisa recorrente nesses dois jogos que foi alvo de críticas minhas em ambos os casos apesar de eu até ter compreendido que exista no primeiro?

Isso mesmo, o grinding, no segundo era ainda mais estúpido porque você tinha que grindar as suas armas sem motivo algum, o Zero aparentemente lá tinha esquecido como dar um combo de três hits com o Z-Saber ou como dar tiros super carregados, ou como dar um quarto tiro com o seu Buster. A primeira coisa que eu pensei quando fui colocar Megaman Zero 3 pra jogar aqui é "Ah, que saco, já sei que vou ter que ficar matando um monte de inimigos em uma área pra evoluir minhas armas porque provavelmente o Zero vai esquecer magicamente as habilidades dele de novo..." e já comecei a jogar esse jogo com a cara emburrada. Pra minha surpresa, logo na Intro Stage eu percebi que podia fazer combos de três hits com o Z-Saber, podia dar tiros super carregados... E aí descobri que nesse jogo eu não vou precisar grindar armas.

Se você pudesse ver o tamanho do sorriso que surgiu no meu rosto quando toda essa informação acabou de registrar, você provavelmente ficaria contagiado por ele... Ou não. Mas o que importa é que NÃO TEM GRINDING NESSA PORRA! AEEEEEEE, CARALHO! É TETRAAAAA! VAI PRO INFERNO, GRINDING, VOCÊ NÃO VAI FAZER FALTA ALGUMA!

Caham... Pois bem, remover o grinding foi uma das melhores coisas que esse pessoal da Inti Creates fez pra esse jogo, tanto que já me deixou bem mais empolgado pra jogar ele logo de cara quando tava dando uma jogada nele pela primeira vez. Com isso fora do caminho, tudo o que você podia fazer nos outros dois jogos, você pode fazer exatamente da mesma forma aqui, os controles são praticamente inalterados e a estrutura do jogo em si é praticamente a mesma: Intro Stage, chefe, base da Resistência pra explorar, missões que consistem em passar por fases até enfrentar os chefes nos finais delas, depois uma fase no meio, aí mais chefes, depois as últimas fases e o último chefe. Provavelmente essa review vai ser até mais curta porque não tenho tanta coisa assim pra falar sobre Megaman Zero 3 quando se trata do gameplay base do jogo ou da estrutura em si, ele segue a tradição da sua série à risca, o que não é nem de longe uma coisa ruim, especialmente quando não tem necessidade de mexer no que não precisa ser mexido.

Felizmente, Megaman Zero 3 mexe justamente nas áreas dessa série que realmente precisavam de umas alterações e ajustes, uma delas sendo justamente o novo sistema dos Cyber-elves. Dessa vez você não simplesmente alimenta/usa Cyber-elves e os mata no processo, pois existem dois tipos de Cyber-elves agora: Os Cyber-elves Satellite e os Cyber-elves Fusion. Os Fusion funcionam que nem os Cyber-elves comuns dos jogos anteriores da série, você usa eles uma vez, eles morrem e isso afeta o seu Rank geral no jogo, sem muita coisa nova aí. Porém os Satellite são Cyber-elves especiais que têm seus efeitos permanentes e o uso deles não afeta o Rank do jogo em nada, desses apenas dois podem ser equipados, o que significa que você pode agora ter um Cyber-elf Animal ou Hacker te ajudando no combate e uma Cyber-elf Nurse te curando sem precisar se preocupar com Rank.

Você pode fazer upgrade em qualquer um dos Cyber-elves usando os Energy Crystals, tanto Fusion quanto Satellite pra eles ficarem mais eficientes nas suas funções, as Nurse podem te curar em quantidades maiores ou então te darem mais vidas extras, enquanto o Animal que te ajuda atirando projéteis nos inimigos por exemplo pode receber um upgrade que faz com que ele deixe de só atirar direto pra frente e passe a mirar nos inimigos pra atirar neles de qualquer direção, o que é extremamente útil. Minha combinação favorita de Cyber-elves Satellite é esse Animal que atira nos inimigos e a Nurse que dropa cápsulas de recuperar vida, ela também pode receber um upgrade pra começar a dropar as cápsulas mais frequentemente. Existem também alguns Cyber-elves que te dão habilidades adicionais com as armas, porque apesar de não precisar grindar pra usar os combos básicos, coisas como carregar tiros mais rápido ou o Rolling Slash são conseguidas por Cyber-elves. De resto, tá tudo aqui, é o mesmo sistema dos Cyber-elves que foi introduzido nos jogos anteriores, porém com melhoras muito bem vindas, e claro, eles são opcionais, você pode simplesmente não usar se achar que esses bichos facilitam o jogo demais.

Mas se você for ruim pra caralho nesse jogo e conseguir ter grandes dificuldades mesmo com os Cyber-elves Satellite, existem portas para o Cyberspace em praticamente todas as fases desse jogo. O Cyberspace é basicamente um espaço onde a fase continua a mesma, mas com uma coloração verde, tudo fica fácil pra caralho porque aparecem menos inimigos na tela e os que aparecem dropam sempre cápsulas de recuperar vida, sem falar que certos Cyber-elves se ativam automaticamente enquanto você tá no Cyberspace, não morrendo quando eles o fazem, te tornando praticamente um deus dentro dessas áreas. Geralmente eu nem uso muito Cyberspace porque acho que ele facilita demais as coisas, mas tá aí pra quem de alguma forma julgar necessário o uso dele.

Cyber-elves geralmente são encontrados no meio da fase através dos Secret Disks que ficam espalhados por aí, eles não te dão só Cyber-elves, podem também te dar dados sobre personagens do jogo, ou podem te dar Chips pra equipar no Zero ou então Energy Crystals, o que significa que não vai ser necessário ficar grindando eles demais caso queira evoluir Cyber-elves, basta ter sorte com os Secret Disks e pronto. Uns você pode simplesmente abrir assim que terminar a fase, desde que tenha pego eles, mas outros que você acha por aí na base da Resistência ou revisitando fases ficam fechados até você ir na sala do Cerveau e abrir eles lá falando com ele, é um modo bem esperto de tornar as fases do jogo mais rejogáveis e exploráveis, principalmente considerando que os Secret Disks que te dão os Cyber-elves mais raros ou os Chips mais fortes geralmente são bem escondidos.

Falando em Chips... Sim, é um outro sistema novo desse jogo, tomando o lugar das Forms do jogo anterior. Dessa vez, os Chips não são só elementais que você consegue derrotando bosses e usando como fraqueza dos outros, esses também estão aqui, mas no geral os Chips são divididos em: Chip de cabeça, corpo e pés. Os Chips elementais são os de corpo, além de que existe o Light Chip que te permite ignorar areia movediça ou terrenos que esteja prestes a cair, ou o Absorber Chip que acaba com aquele knockback chato ao levar algum hit. Tem Chips de cabeça que podem fazer com que você carregue as armas automaticamente, outro que te faz recuperar sua vida automaticamente quando fica parado, ou um que torna o tempo de carregamento das armas menor. Pros pés tem um Chip que te faz andar em chãos escorregadios normalmente, um que te faz correr mais rápido, um que te dá pulo duplo, outro que te deixa pular na superfície da água com o timing certo... E por aí vai, você pode customizar o Zero de várias maneiras com esses Chips, e dessa vez são habilidades/atributos realmente únicos que ele ganha com eles e não só downgrades disfarçados de habilidades novas que nem aconteciam com as Forms do jogo anterior, eu usei pelo menos 90% desses Chips e sempre tinha um set adaptado pra um tipo de fase ou alguma situação específica.

Nisso, faltou falar sobre as armas fora o Buster e o Z-Saber... Então, tem o Boomerang Shield que, de novo, eu acho extremamente situacional, e a arma nova que é a Recoil Rod. O que exatamente essa arma faz? Ela é meio que uma variação Tonfa do Z-Saber e pode ser usada pra atacar mais rápido em várias direções, assim como o ataque carregado dela também serve não só pra quebrar coisas nas fases como também pra resolver uns puzzles relativamente simples nelas, e você também pode usar a Recoil Rod carregada pra quicar no chão e dar saltos altos pra caralho, ou pode quicar em algum inimigo também com o timing certo. De todas as armas alternativas da série Zero, essa é provavelmente a que eu mais usei, ainda que também não tanto quanto o Buster ou o Z-Saber, mas mesmo assim usei porque gostei da arma e também porque certas vezes era mais favorável ter ela tanto pra explorar quanto pra algumas situações específicas de combate.

... Ah é, os bosses também te dão EX Skills caso você termine as fases deles com um Rank A ou S, eu meio que tinha esquecido disso, que coisa. Mas sim, EX Skills existem, algumas eu acho úteis, mas com tanta coisa que o jogo já me dá pra passar pelas coisas, eu meio que não ligo muito pra essas EX Skills, sendo brutalmente honesto.


Outra coisa que Megaman Zero 3 tem é um level design que é anos luz melhor do que os dos seus dois antecessores combinados, coisa que eu até confesso que não esperava também. As fases desse jogo são maiores do que as dos outros dois, mas essa escala maior é bem usada pra favorecer gente que gosta de explorar, com alguns Secret Disks e Sub Tanks escondidos em áreas mais difíceis de chegar, inclusive na Old Residential mesmo já tem um uso pra Recoil Rod em uma área onde aparecem uns inimigos que vêm das janelas no background e jogam bombas, você tem que dar um pulo com dash e usar a Recoil Rod carregada pra dar um salto lá pra cima e chegar até um Sub Tank. Isso sendo um exemplo mais simples, porque você também pode usar o Fire Chip pra queimar a vegetação e achar Secret Disks ou caminhos/atalhos escondidos, e isso vale pra usar Chips de outras partes em outras fases também.

No geral, é bem mais consistente do que nos jogos anteriores, as fases fluem bem melhor, os inimigos têm um posicionamento bem melhor colocado dessa vez, sem muitas ocasiões onde você leva porrada de surpresa sem tempo de reação que nem acontecia em Megaman Zero 2... Ou dar pulos cegos que terminam em espinhos ou outros hazards também. Aqui geralmente quando eu levo algum hit, a culpa costuma ser minha mesmo, ou quando eu erro algum pulo e caio pra minha morte, geralmente também fui eu que errei o pulo e não fui dando um pulo cego sem saber onde eu ia cair pra me dar de cara com a minha morte sem mais e nem menos, é bem mais satisfatório ficar bom nessas fases porque a maioria delas flui bem e quando você pode passar rápido por elas cortando/explodindo tudo no seu caminho, é bem badass. Uma das minhas fases favoritas de fazer isso é a Aegis Volcano, ela é perigosa, tem lava pra um monte de lado e várias seções de platforming baseadas nisso, principalmente lá pela metade onde você tem que ir saltando em uns containers que vão derretendo na lava pra chegar do outro lado, no começo eu morria bastante nessas partes, mas agora eu passo delas rápido sem nem dar a mínima pra nada, e é ótimo mandar um dedo do meio pra essa parte dessa maneira.

Também gosto de como as fases desse jogo continuam criativas com as gimmicks, algo que o jogo anterior meio que começou, mas aqui é mais forte ainda, na Oceanic HWY Ruins você aposta uma espécie de corrida com o boss da fase (ainda não memorizei o nome desses bosses da série Zero) e tem que apertar uns botões escondidos por lá pra diminuir o nível da água e consequentemente tornar a luta contra o próprio mais fácil. Mas é uma corrida porque caso ele passe perto de algum desses botões, ele destrói esse botão e aí já era, você não vai poder apertar esse botão e diminuir o nível da água com ele, a menos que tu morra e volte lá pro começo da fase assim. Tem uma outra fase, dessa vez uma que muita gente não gosta, mas eu mesmo acho ótima é a Sunken Library, além dela ter aquelas seções onde você tem que tomar cuidado com o timing porque a água sobe até uma fiação elétrica e assim você passa a receber dano se tocar nela, a segunda parte onde você tem que entrar nas portas certas marcadas pela tela da sala do computador lá e recuperar os dados sobre as Elf Wars, Omega, Weil, etc também me agrada. Muita gente diz que é confusa, mas... Meh, eu só fui olhando as cores das portas e depois vi qual era parecida com a que foi mostrada na tela, não tem nenhum segredo nisso.

Bem... Sabe quando eu disse que esse jogo segue exatamente a mesma estrutura dos outros dois? Então, digamos que eu estava mentindo, um pouco. Digo, ele ainda segue praticamente a mesma estrutura, mas quando você termina de matar os quatro primeiros Mavericks, tem uma fase intermediária como era de se esperar e aí depois dessa fase a porra fica toda séria na história. E então a partir daí você enfrenta mais quatro Mavericks e então vai pra última fase do jogo, né? Não necessariamente, na verdade você enfrenta três Mavericks que foram tirados do primeiro Megaman Zero: Aquele Anubis, o Not Blizzard Buffalo e o macaco de fogo, cada um com uma fase... Então depois desses, você vai até a fase do Copy X, enfrenta ele e o jogo continua com os próximos quatro Mavericks pra você enfrentar e depois chegar até a fase que de fato é a última do jogo.

Então sim, Megaman Zero 3 é um jogo bem mais longo do que os outros dois, ou até mais longo do que a maioria dos outros Megaman até então, mas isso não necessariamente significa que essa tenha sido lá a melhor das decisões. Quer dizer... A decisão em si é boa, porque tem mais fases pra jogar, mais longevidade pro jogo e etc e tal, mas o caso é que essas fases intermediárias são bem chatinhas, são as menos interessantes dentro do jogo, muita coisa delas é reciclada dos dois jogos passados da série e as lutas contra esses bosses são praticamente as mesmas que você já encarou no primeiro Megaman Zero. Na melhor das hipóteses, eu consigo achar a fase do Anubis e a do Not Blizzard Buffalo legaizinhas até porque pelo menos elas são curtas mesmo não tendo muita coisa interessante, mas a fase do macaco lá me irrita um bocado porque dentro das ruínas da floresta começam a surgir umas metralhadoras na parede que aparecem sem nenhuma indicação e provavelmente você vai ficar levando hit ao tocar nelas justamente por isso, elas aparecem na sua cara sem mais e nem menos, essa é a pior fase do jogo pra mim, praticamente a única que eu não gosto nem um pouco.

O resto das fases são ótimas em maioria, o desafio nelas é muito mais balanceado, mas continuam sendo desafiadoras, tanto que eu ainda me vejo usando uns Cyber-elves Satellite pra me ajudar em algumas ocasiões, e caso você esteja tendo dificuldades demais o jogo ainda te dá outros recursos pra poder passar delas. Isso é o tipo de dificuldade que um Megaman geralmente tem, e quanto melhor você fica no jogo, menos aparente essa dificuldade fica, coisa que sempre me atraiu na série e também me atraiu nesse enquanto os outros dois apesar de decentes tinham uns trechos de designs que eram muito mal feitos, Megaman Zero 3 já tem um design bem mais sólido e consistente do começo ao fim da aventura, e isso admitidamente não é uma coisa muito fácil de fazer.



Claro que eu não podia deixar de mencionar as lutas contra os bosses, que novamente são um ponto forte no jogo, devo dizer que alguns bosses desse jogo até chutaram a minha bunda uma penca de vezes até pegar o padrão deles direito. Uns como o da Aegis Volcano são meio difíceis de prever, enquanto outros simplesmente têm ataques difíceis de desviar, como é o caso do boss da Weapons Factory, aquele robô-morcego que te joga um monte de ondas sonoras que quicam pra vários lados e também joga uns morcegos que você tem que ter timing pra passar por baixo dele antes que ele os jogue, tem também o Cubit Foxtar (por algum motivo desse eu lembrei o nome) que tem aqueles ataques meio irritantes com fogo, principalmente quando ela se divide em vários "pedaços" de fogo e sai vagando pela tela.

Pelo menos eu achei os bosses desse jogo bem mais difíceis do que os dos outros dois, mas não é nada que eu não possa lidar assim que entender o modo como as lutas funcionam. No geral, as lutas mantém o padrão da série Zero de serem mais sobre você ter reflexos bons pra desviar enquanto acerta os bosses do que ter as fraquezas deles e poder spammar elas até o bicho morrer sem muito esforço... Apesar que em alguns casos dos bosses serem grandalhões, eu ainda acho eles meio que fáceis por demorarem demais pra fazer alguma coisa e até lá eu já posso dar trocentos tiros/cortes carregados no meio da cara dele e tirar boa parte da sua vida. Mas isso também acontecia com a maioria dos bosses grandões da série X, então vou deixar passar dessa vez.

Caso você use o Cyberspace em uma das fases finais, você pode enfrentar o Phantom, porque o Cyberspace aparentemente também é o lugar pra onde Reploids mortos vão... Ok. De qualquer maneira, isso é uma luta opcional, mas ainda assim bem legal, até porque eu achei que o Phantom tinha morrido e saído de cena meio cedo demais, sempre gostei bem mais dele do que do Fefnir ou da Leviathan pra ser honesto. O diálogo com ele é meio que interessante também, mas eh, isso é só uma das coisas que eu gosto sobre as fases finais desse jogo.

A outra sendo o último boss, ou basicamente o ato final do jogo todo é meu momento favorito da série Zero... Tá bom que eu mencionei que o final em si é decepcionante. Mas a luta e todo o processo de chegar até lá e enfrentar o final boss são fantásticos, principalmente a última parte do final boss onde você enfrenta o Omega na sua forma verdadeira numa luta de igual pra igual (literalmente) até um dos dois cair. Só acho meio que filho da puta que se você morrer, tem que enfrentar as fases anteriores do Omega de novo até chegar nessa última, mas ok, tá tudo bem pra mim porque qualquer coisa eu tenho Sub Tanks ou Cyber-elves pra impedir que isso aconteça, e eu vou precisar porque essa luta é bem complicadinha sim e você pode levar uma surra de pau mole do Omega se não souber o que tá fazendo.

Bem, caso você ainda não esteja contente com o jogo normal, você pode dar uma espécie de New Game+ onde você retem o que você conseguiu/aprendeu no jogo anterior, mas com uma dificuldade mais elevada. No meu caso, eu já fico contente em terminar o jogo uma vez porque ele já é longo o suficiente e também só um modo extra com dificuldade elevada e nada mais não é muito incentivo pra eu jogá-lo de novo, mas pra quem gosta, tá aí. E... Bem, eu não tenho muito mais o que comentar, só que esse jogo sem dúvidas tem uma qualidade bem superior à dos dois anteriores.

Não deveria esperar menos


Na review do jogo anterior, eu havia mencionado que ele tinha a minha trilha sonora favorita da série Zero... Bem, em um segundo pensamento, acho que acabei gostando mais da trilha sonora desse aqui mesmo, mas não muuuuuito mais também, só gosto de como essa tenta variar um pouco mais e ser atmosférica ao mesmo tempo que ainda mantém aquele som mais "guitar-driven" da série, tem músicas como a Aegis Volcano, Weapon Factory e Old Redisential são aquele metal loco de sempre. Mas também tem parte das músicas da segunda metade do jogo que são geralmente mais dramáticas e têm um tom mais misterioso, como a da Energy Facility e da Sunken Library, enquanto a da Snowy Plains até parece um pouco uma música de um Megaman clássico.

A música de boss é a minha segunda favorita da série, perdendo apenas pra do primeiro, que também é remixada aqui e apesar do remix ser bem mais fraco que a original, eu continuo gostando dele também. E eu nem preciso falar da música do final boss desse jogo, né? Provavelmente é uma das mais populares da série e merece todo esse reconhecimento que tem, as duas fases dela são absolutamente brilhantes. Não que eu esteja surpreso com essas músicas serem boas como elas são, considerando que isso é Megaman e tal, mas ainda assim... É uma das melhores trilhas sonoras da série, e isso é dizer muita coisa.

Os efeitos sonoros... Bem, eles continuam sendo os mesmos de sempre, não vejo por que mudar isso afinal de contas, mas se vocês quiserem me ver reclamando de alguma coisa, eu acho aqueles barulhinhos que a Prea e a Crea fazem irritantes. Só isso mesmo, chega.

Considerações finais

Demorou exatamente dois jogos, mas tá aí, finalmente um Megaman Zero que de fato não me deixou com a impressão de que podia ter sido um jogo muito melhor do que acabou sendo. Megaman Zero 3 foi uma surpresa pra mim, e nesse caso seria uma surpresa agradável, porque eu nem esperava mesmo que esse jogo fosse acabar me agradando mais do que só um pouco, mas aqui estou eu terminando esse texto e sendo bastante positivo nele até. É um jogo mais acessível do que os seus antecessores, balanceando muito melhor o desafio e as mecânicas no geral enquanto ainda assim consegue ser desafiador como esperado dessa série, a fórmula da série Zero em si foi praticamente aperfeiçoada nesse jogo. E caso você ainda queira mais alguma certificação de que eu gostei mesmo de Megaman Zero 3, saiba que eu terminei ele muito mais vezes do que o necessário, por um lado porque eu queria pegar os detalhes direito pra esse post, e por outro lado porque eu realmente gostei do jogo ao ponto de querer rejogá-lo várias vezes.

Os outros dois? Eh, o primeiro Megaman Zero eu terminei só uma vez antes de fazer a review aqui e não joguei outra vez mais, o 2 eu só terminei uma segunda vez porque nem lembrava muito dele direito e joguei de novo só  porque queria ter um veredicto mais sólido dele. Megaman Zero 3? Rejoguei exatamente 5 vezes desde que joguei pela primeira vez, puramente porque eu quis. Eu podia muito bem ter jogado umas 2 vezes e feito uma review aqui, mas na medida em que o post foi atrasando pra ser feito por causa das minhas ocupações aqui, eu fui revisitando esse jogo mais e mais e ele não pareceu nem um pouco pior em cada vez que fui o fazendo, isso é sinal de um jogo verdadeiramente bom pra caralho.

No mais... Megaman Zero 3 é o meu jogo favorito da série Zero e atualmente um dos meus títulos de Megaman favoritos também, talvez eu o tenha conhecido meio tarde porque agora todo mundo já jogou esse jogo, mas antes tarde do que nunca, é o que dizem... Por isso acabo sentindo que valeu a pena ter dado uma olhada nessa série relativamente polêmica do Zero. E pra você aí que ainda pensava que eu tinha alguma tendência já estabelecida contra essa série por não gostar do visual do Zero e boa parte dos visuais dos outros personagens também, espero que você engula esse texto e pare de encher o saco a partir de então.

Pro resto das pessoas que estão lendo isso, Megaman Zero 3 é um jogo fantástico que eu nem esperava que fosse ser fantástico e que me deixou empolgado pra jogar o próximo e ver como isso tudo termina. Agradeço desde já a sugestão de olhar esses jogos e... Bem... Até o próximo post, que eu espero que não demore dois séculos pra sair também. Mas a esse ponto eu nem vou ficar fazendo promessas também, sou mais inconsistente com essa bosta de blog do que a Sega é com o canon do Sonic.

Prós:
+ Uma das melhores histórias em um Megaman.
+ Finalmente aquela retardadice de grindar foi extinta dessa série.
+ Bosses empolgantes como sempre.
+ Level design bem mais inteligente do que os dos seus antecessores.
+ O novo sistema de Cyber-elves e Chips é mais do que bem vindo.
+ Visuais bonitos.
+ Trilha sonora fantástica.

Contras:
- As fases intermediárias são bem meh em comparação com as outras.
- O final do jogo seriamente pareceu apressado.

Gráficos: 7/10
Enredo: 9/10
Gameplay: 9/10
Som: 8/10
Conteúdo extra: 7/10

Veredicto:

{ 25 comentários }

  1. Eu tenho uma pergunta melhor sobre a história

    Por que o X não apareceu pros guardiões de neo arcadia lá e falou de uma vez que o Copy não é ele?

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    1. Acho que porque ninguém acreditaria nele.

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    2. Ué, como não?

      Se fosse o caso, ele realmente poderia ter aparecido desde o começo e mostrado o corpo dele lá que tá sendo usado pra manter a Dark Elf selada.

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    3. Na história desse jogo, o corpo do X foi destruído pelo Elpizo, então mesmo se ele pudesse aparecer pros guardiões, ele não poderia provar que é ele mesmo e que o Copy X é um clone. :v

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    4. Por isso eu disse "Desde o começo", tava me referindo até antes da história do 3 acontecer.

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    5. o negocio do x nao ter aparecido é porque ele gasta energia pra ficar naquela forma, uma energia que nao da pra recarregar lógico, e ele nao pode ficar gastando ela a toa

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  2. Suas analises são boas,cara.
    Parabens!!!

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  3. "Bem, quando sair pro PS2 eu compro pra jogar no meu aqui e faço um post"

    hsudhsaudihsaudhs MN9 parece feio mesmo, mas eu até que gostei de algumas fases que mostraram

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  4. Cara,como a Capcom não faz questao nenhuma de fazer um jogo novo do Megaman,eu jogar Mighty no 9 mesmo com os graficos de Ps2...e provavelmente vou gostar do jogo!

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    1. Eu não abaixo meus padrões só porque a Capcom não tá fazendo um Megaman novo, o Inafune poderia ter feito algo bem mais impressionante com todo o recurso que ele conseguiu nessa campanha toda. Até então esse jogo não me impressionou nem um pouco pelos vídeos que saíram, mas vou jogar de qualquer forma mesmo que por curiosidade a esse ponto.

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    2. Acho que em 2017, vai ter um jogo novo do Megaman...já que serão 30 anos da franquia.

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  5. MMZ3 era pra ser a conclusão da série Zero sim, mas era pra ter acabado do modo como acabou mesmo, o 4 foi criado porque vários fãs queriam saber o que aconteceu com o Weil e com a Neo Arcadia que tava sob o comando dele.

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    1. Nossa, então ainda bem que o 4 existe, porque se a série toda acabasse com um finalzinho tão meh como esse, ia torná-lo mais decepcionante ainda.

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  6. Ryu,voce ta ansioso com o lançamento de Ratchet e Clank Ps4?
    Provavelmente sera o melhor lancamento da Sony em 2016.

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    1. Nunca joguei Ratchet & Clank, mas sempre ouvi falar por aí.

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    2. Eu joguei todos e todos são muito bons, eu recomendo que voce começe pela triologia Future no Ps3 ,é onde a franquia mostro todo o apice!!

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  7. Megaman X5 pra mim é o melhor jogo da franquia!!

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  8. Esse é o único Mega Man Zero que eu gosto.

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  9. Nossa, obrigado, eu achava que só eu tinha problemas com o final desse jogo. Sei lá, ele parece tão feito pelas coxas, acaba sem nenhuma conclusão de vdd fora "Eu sou o Zero" e no MMZ4 quase nada disso exceto o X é mencionado de novo.

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  10. Ironicamente, é o único Mega Man Zero que gostei de jogar.

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  11. Bom... Você tem que entender que os finais de cada série refletem a personalidade de seu protagonista.

    O pequeno Rock tinha finais bem alegres na maioria dos seus jogos.

    Jogos da série X tinha aquele clima "Épico Aventureiro Preocupado e pensando em filosofias".

    Legends tinha finais emocionantes mas também com acréscimo de situações cômicas pastelonas, afinal, Volnutt passava muito por isso.

    A série Zero meio que não é diferente disso... Percebo que você não se chateou muito com a mudança de personalidade do Zero nessa série. Mas convenhamos que o Zero aqui tem uma personalidade entre "Edgy" e "Nula". Se ele não demonstrou muita emoção ao ver o corpo do amigo sendo destruído, ele não vai demonstra emoção em qualquer outra situação. Então ele acaba sendo um personagem bem Anti-Climático quando se trata dessas coisas emotivas mesmo.

    Bom, agora é esperar pelo quarto jogo e seu enredo Filler focado desnecessariamente em romance porque o Inafune era fã de Novelas Mexicanas do SBT. Só digo uma coisa... Boa sorte. (Bom... O que a história tem de fraca ela tem de bom no Gameplay, já que volta com 8 Boss e ganhar armas).

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    1. Por falar em personalidade do Zero. O Inafune o fez ficar assim porque de acordo com ele, isso torna o personagem "Cool". Já pra mim apenas o torna babaca.

      Na série X ao menos ele ainda podia ter sua vibe Vegeta da vida mas sabia ser um cara moral na hora certa (Principalmente no X1 e X8).

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    2. Interessante, nunca parei pra olhar os finais da série Zero por esse lado antes. De fato, a personalidade do Zero ser mais apática aqui não foi algo que me incomodou tanto, provavelmente porque eu engoli que é um Zero com amnésia e mesmo assim até no final da série toda ele ainda não tem as memórias exatas do passado dele.

      Por incrível que pareça, o meu ato final favorito da série é exatamente o do 4, não só por ele ser um final climático, mas porque eu notei que o Zero ficou um pouco mais próximo do que ele era lá na série X ao mesmo tempo que ele ainda manteve a personalidade "edgy" da série Zero. Ainda prefiro o da série X ao todo, mas esse híbrido dos dois que foi mostrado na história do quarto Megaman Zero foi bem melhor do que o dos outros três pra mim.

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