Posts Populares:

Postado por: Ryu sexta-feira, 5 de junho de 2015


Lembra daquele jogo chamado Hatred que foi anunciado há um bom tempo atrás e causou uma treta desgraçada pela internet afora por ser edgy e violento demais? Pois é, ele foi lançado esses dias e, pra surpresa de ninguém, recebeu uma caralhada de críticas negativas da mídia e causou ainda mais polêmica agora que o povo jogou e ficou chocado com tamanha violência ali mostrada, chegando até a exigir que o jogo fosse removido da Steam. Mas será mesmo que Hatred é um jogo tão abominável assim?

Violência em video games é uma coisa que vem incomodando os outros desde quando Mortal Kombat surgiu com os seus Fatalities e chamou atenção de várias pessoas por aí, e a partir daí, video games começaram a ficar timidamente violentos, começando com um pouco de sangue aparecendo aqui e ali até existirem certos jogos criados apenas com a intenção de matar os outros violentamente. Há quem diga que esses jogos violentos podem tornar as pessoas violentas, mas eu acho isso uma grande bobagem porque eu mesmo jogava Mortal Kombat antes da minha pré-adolescência e nem por isso eu tô arrancando espinhas dos outros aí... Ao menos não quando outras pessoas estão olhando.

Mas de qualquer forma, eu já disse antes que pessoas que se tornam violentas por causa de jogos violentos poderiam se tornar igualmente violentas vendo um filme violento ou até ouvindo uma música que faça apologia á violência. Porque isso é coisa da cabeça da pessoa, o que esse maluco precisa é de um psiquiatra antes que ele faça alguma merda que o jogo que ele tava jogando o "influenciou" a fazer. Eu mesmo duvido que os parentes/amigos dessas pessoas aí que cometeram barbaridades por "influência" de video games ao menos se importaram em dar uma olhada no que esse pessoal tem de errado e tentar ajudar de alguma forma.

Enfim, Hatred, o jogo que te bota pra matar um monte de pessoas inocentes aí porque o protagonista aparentemente odeia o mundo. O que dizer sobre isso? Provavelmente muitas coisas, mas eu vou tentar ser o cara positivo dessa vez e dizer por que Hatred não só é um jogo que não merece a negatividade que está recebendo como também é literalmente o momento Cidadão Kane dos video games, uma verdadeira obra de arte moderna incompreendida pelas pessoas. Daqui a uns anos, vocês verão Hatred sendo visto como um clássico injustiçado da sua época, e aí vocês se lembrarão deste texto aqui e dirão que eu estava certo o tempo todo.

Então vamos lá, embarque nessa cruzada genocida comigo!

O protagonista é especial, único e diferente

Começando pelos básicos, Hatred tem um dos protagonistas mais ousados e distintos que um jogo já teve até hoje. Em um mundo onde os protagonistas de jogos são bons mocinhos ou até mesmo levemente vilanescos, porém com uma necessidade de justificar suas atitudes mais negativas, Hatred nos apresenta Not Important, o cara que simplesmente quer chutar o pau da barraca porque odeia todo mundo e pronto. O Not Important não tem nenhuma historinha clichê de fundo, nenhum mimimi de "minhas ações estão certas porém incompreendidas", nada do que você vê por aí, é apenas um cara cheio de ódio que quer matar a todos porque sim.

Qual é o problema disso? Quando o Kefka destruiu o mundo inteiro e matou milhões de pessoas em Final Fantasy VI sem motivo algum, vocês o aplaudem e dizem que ele é um dos melhores vilões que a Square já criou. Agora Hatred, um jogo inovador que te coloca na pele de um personagem com mentalidade parecida, que só quer matar todo mundo porque ele pode, te permitindo ver tudo do seu ponto de vista, é ruim por causa disso? Que tipo de padrões duplos são esses afinal de contas?

Sabe o que pode te fazer apoiar a decisão do Not Important de vez? É que as pessoas no geral realmente são escrotas, ser humano só faz merda! Veja aí no seu dia-a-dia como ninguém respeita ninguém, pessoas matam e roubam, algumas vezes se agridem ou até maltratam animais por puro prazer, a polícia é corrupta e não faz praticamente nada a respeito, todo mundo se odeia, existem vários tipos de preconceitos... Então por que não acabar com esse sofrimento todo de uma vez? O que o Not Important está fazendo é apenas reflexo do que as pessoas já fazem consigo mesmas todo santo dia, exceto que na verdade ele vai colocar um fim definitivo nessa palhaçada.

Um jogo mais profundo do que você pensa...

O ponto anterior relacionado ao Not Important e o seu enredo evidentemente mostra que Hatred é um jogo com uma profundidade ainda maior do que a de outros jogos Indie extremamente profundos e inteligentes como FEZ, The Graveyard, Depression Quest e Revolution 60. E olha que eu estou usando padrões altos aqui, os jogos anteriormente citados aí foram aqueles que revolucionaram video games e o modo como os vemos, hoje em dia jogos são considerados como arte por causa dessas obras aí. Obrigado, Phil Fish!

A mensagem que Hatred passa é curta e grossa: O ódio vai matar a todos nós se continuar. Um homem cheio de ódio pode ser levado à loucura e simplesmente matar todo mundo porque quer, e a única maneira de impedir que tal barbaridade aconteça é parar com o ódio que as pessoas têm umas pelas outras na vida real e disseminar o amor, afinal pelo mundo amor não pode faltar.

Talvez o Not Important seria uma pessoa amorosa como mostra esse outro jogo que na verdade é uma versão alternativa de Hatred, se passando em uma realidade onde o mundo é cheio de amor e ninguém morre.

Reflita bem sobre as suas atitudes e as das pessoas ao seu redor, vocês podem não ser muito diferentes do Not Important, e isso é o que o torna o protagonista mais humano e relacionável de toda a história dos video games. E de quebra, no final do jogo, Not Important acaba morrendo enquanto alcança seu objetivo de causar uma explosão nuclear, mostrando que não só ele matou todos os pecadores, mas também morreu pelos seus pecados.

Hatred nem é tão violento assim pra falar a verdade

Na boa... O trailer realmente pareceu chocante, mas agora que o jogo saiu, você pode ver que ele passa longe de ser o jogo mais violento de todos os tempos como as pessoas têm hypado, tampouco é o shooter mais violento de todos. Diabos, Mortal Kombat X saiu no mesmo ano que esse jogo! Dá só uma olhada naqueles Fatalities grotescos e detalhadamente brutais, agora tente me dizer com uma cara séria que Hatred é um jogo extremamente violento e chocante... Você não consegue, né? Eu compreendo.

A verdade é que Hatred não é nem tão violento quanto Bulletstorm, que é um FPS que te recompensa por matar seus inimigos de várias formas diferentes, e até mesmo Gears of War é um jogo mais violento do que Hatred, e olha que eu poderia citar mais uns 10 jogos mais violentos fora desse gênero. Se eu fosse comparar Hatred com algum jogo "violento" no mesmo nível, esse seria Call of Duty: Modern Warfare 2, que tem uma missão na Rússia onde você mata uma caralhada de pessoas inocentes junto com a equipe do antagonista do jogo. O choque maior está no fato de que você matou um monte de pessoas inocentes e não na violência em si, Hatred talvez seja mais impactante por ser mais realista sobre o modo como as pessoas se portam.

Mas como eu disse no ponto anterior, você está matando pessoas que já cometeram inúmeros pecados, então é perfeitamente ok nesse contexto. Quer um exemplo? Eu tenho certeza que 90% das pessoas que são mortas nesse jogo deram dislike no vídeo da propaganda da Boticário lá, mostrando que são homofóbicas. Já os outros que não são homofóbicos... Bem... Eles provavelmente odiavam os homofóbicos, então também estão errados de qualquer forma. A violência realística, sem coisas absurdas como o Not Important arrancar cabeças com as próprias mãos ou ter poderes faz com que Hatred se torne acreditável, aumentando ainda mais a imersão que já era um ponto extremamente forte aqui.

As conquistas têm nomes extremamente criativos

Apesar de ser arte, Hatred também lembra que na verdade é um jogo eletrônico e aí os desenvolvedores resolvem brincar um pouco com as coisas, fazendo referências a outros jogos que potencialmente os influenciaram e coisas da cultura pop atual. Como mostra a imagem acima, as conquistas se baseiam em imitar coisas que outros jogos fizeram antes, como a conquista de queimar 500 pessoas chamada "Postal Dude Would Be Proud", obviamente referenciando Postal, a Grand Theft Hatred que você consegue explodindo 10 carros em 10 segundos, ou a They Didn't Play COD-MP, explodindo várias pessoas junto com os carros.

Quando você vê essas referências nas conquistas, só dá mais satisfação ainda cumprir os requisitos e ver essa conquista na sua página da Steam pra esfregar na cara de todos os que achavam que você não conseguiria. E se você conseguiu e entendeu as referências, parabéns, você é um gamer de verdade, porque Hatred é um jogo de gamers pra gamers!

E caso você não seja gamer, também pode jogar Hatred baseado nas suas crenças, se você for feminista, vai poder matar 2000 homens e ganhar a conquista Feminist, e se você for misógino ou machista, vai poder matar 2000 mulheres e ganhar a conquista Misogynist. Hatred não só é um jogo para gamers, mas também expande seu público e alcança novos horizontes nunca antes vistos, um feito que poucos jogos conseguem fazer com sucesso.


Dá pra matar hipsters

Qualquer jogo que dê pra matar hipsters já sobe no meu conceito, eles são as únicas pessoas pelas quais é aceitável sentir ódio porque são irritantes e metidos, se acham especiais porque odeiam qualquer coisa que o resto do mundo gosta, daí idolatram umas merdas obscuras pras quais ninguém liga e se acham especiais por isso. Ninguém gosta de hipsters, e se você estiver dizendo que é contra essa conquista, você ou é um hipster, ou então está claramente mentindo e tentando pagar de bom mocinho.

GTA V deu o primeiro passo nesse grande avanço para a indústria de video games, Hatred segue a linha e coloca esses malditos nos seus devidos lugares!


A minha conclusão é que Hatred já é o GOTY de 2015, realmente duvido que algum outro jogo que sair esse ano vai conseguir ser tão impactante, emocional e reflexivo quanto este. Não escute as críticas negativas, são apenas pessoas com mente fechada que estão tentando fazer a injustiça de colocar Hatred pra baixo por motivos mesquinhos, não gostam de nada que seja diferente, que fuja da sua zona de conforto e mostre a realidade nua e crua como ela é!

Compre Hatred, e se puder, compre para os seus amigos da Steam também, mesmo que eles não queiram, eles precisam jogar isso para se tornarem pessoas melhores. Certamente este jogo vai inspirar vários outros a virem e tentarem quebrar barreiras e mudar as vidas das outras pessoas, os caras da Destructive Creations foram enviados de Deus com a missão de passar uma mensagem poderosa sobre ódio, amor e morte através de video games, e funcionou muito bem.

Encerrando por aqui, eu dou nota 10/10 pra Hatred, é como se fosse um Skyrim com ódio.

{ 39 comentários }

  1. Not important para personagem do ano JÁ!

    ResponderExcluir
  2. Eu tava acreditando que esse post era sério até chegar nessa parte

    "O ponto anterior relacionado ao Not Important e o eu enredo evidentemente mostra que Hatred é um jogo com uma profundidade ainda maior do que a de outros jogos Indie extremamente profundos e inteligentes como FEZ, The Graveyard, Depression Quest e Revolution 60. E olha que eu estou usando padrões altos aqui, os jogos anteriormente citados aí foram aqueles que revolucionaram video games e o modo como os vemos, hoje em dia jogos são considerados como arte por causa dessas obras aí. Obrigado, Phil Fish!"

    ResponderExcluir
  3. e no caso de hipsters é verdade, eu hoje em dia sinto vontade de matar youtubbers hipsters os 3 maiores deles e acho que voce entendeu, esse jogo no final das contas é bem impressionante pois ele deixa matar quem quiser

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Youtubers hipsters? Eu pensava que os youtubers jogavam jogos mainstreams por visualizações.

      Excluir
    2. eu falo do pc segueira, felipe nelson e cue moura

      Excluir
  4. "Dá pra matar hipsters"

    Nem precisava postar o resto, só essa parte aí já faz o investimento valer a pena.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade, mas eu queria reafirmar a importância que esse jogo tem pra indústria contemporânea de video games e deixar tudo o mais claro possível.

      Excluir
    2. O Ryu é o mais hipster de todos, ele odeia God of War, curte uns jogos obscuros estranhos e é tão hipster que odeia hipsters porque eles ficaram conhecidos.

      Você não engana ninguém. :v

      Excluir
    3. Então arruma um outro termo pra mim porque hipster é ofensivo.

      Excluir
    4. ''é como se fosse um Skyrim com ódio.''

      No meu caso essa parte é que foi suficiente para me convencer de jogar esse jogo.

      Excluir
    5. "O Ryu gosta de uns jogos obscuros estranhos"
      FALA ISSO DE KLONOA DE NOVO QUE EU TE ARRANCO OS OSSOS.

      Excluir
  5. meh, nem da pra matar crianças nesse jogo

    4/10

    ResponderExcluir
  6. Já percebeu que o logo do Hatred é parecido com o do Doom?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu nem tinha notado isso pra falar a verdade.

      Realmente um jogo pros verdadeiros gamers.

      Excluir
  7. Mano, adorei esse vídeo do first person lover.
    AHUEHAUEHAUHEUAHEUAHEUAHEUH

    ResponderExcluir
  8. Se jogos violentos tornassem as pessoas violentas, então visual novels deveriam transformar os homens que leem em pegadores.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como assim? Depois de jogar Katawa Shoujo, eu virei o maior garanhão do meu bairro aqui.

      Excluir
    2. Oh, imagino... HAUHAUAHAUAHUH

      Excluir
    3. Ainda mais KS, o Hisao só dá bola fora.

      Excluir
    4. Não sei do que você tá falando, o Hisao é o verdadeiro mestre do romance.

      Excluir
  9. "A mensagem que Hatred passa é curta e grossa: O ódio vai matar a todos nós se continuar. Um homem cheio de ódio pode ser levado à loucura e simplesmente matar todo mundo porque quer, e a única maneira de impedir que tal barbaridade aconteça é parar com o ódio que as pessoas têm umas pelas outras na vida real e disseminar o amor, afinal pelo mundo amor não pode faltar."

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    ResponderExcluir
  10. Excelente matéria, mas eu odeio vc tbm

    ResponderExcluir
  11. Eu vou ser zoado aqui se eu disser que eu gostei desse jogo sem ironia?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu não vi nada demais nesse jogo, ganhou a atenção que quis com toda a falação e a polêmica pra no fim das contas nem ser tão violento assim. Como o Ryu disse, existem jogos muito mais violentos do que isso, e apesar de não ter jogado, os vídeos mostram que é só um shooter isométrico repetitivo.

      Excluir
    2. Eu curti também :v

      Excluir
  12. Respostas
    1. @Natalia Nee-Sama, Não é edgy suficiente pra ser Shadow the Hedgehog 2, faltam muitos damns e most powerfull hedgehog in the world.

      Excluir
  13. Na parte que você elogiou FEZ, eu tive certeza que era zoeira. Quando você falou da Boticário, eu cai da cadeira de dar risada.
    11/10
    Essa review é que é GOTY.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. No dia em que você me vir elogiando FEZ não-ironicamente, você pode ter certeza de que:

      1- Esse cara não sou eu, ele provavelmente tá tentando se passar por mim, mas já se entregou com isso.

      Ou...

      2- Eu tô bêbado.

      Excluir
  14. Eu acho que a parte dos hipsters não foi zueira...

    ResponderExcluir
  15. Que texto ridículo e cheio de contradições, não é de se admirar que venha de alguém que defenda esse jogo lixo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. http://i3.kym-cdn.com/photos/images/original/000/654/097/bd3.jpg

      Excluir

- Copyright © Blog do Ryu - Date A Live - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -