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Archive for Junho 2015

Protótipos: Katawa Shoujo

By : Ryu
Uma sopa pa nois...
Pois bem... Quando eu escrevi uma review sobre Katawa Shoujo há uns tempos atrás, eu mencionei a versão Beta em alguns momentos, mas nunca me aprofundei muito nesse assunto porque a minha intenção desde o início era analisar o jogo full. Porém eu disse que talvez eu faria um post separado sobre a Beta que na verdade era uma Alpha e eu confundi no post anterior... Bem, aqui estou eu cumprindo o que eu meio que prometi naquele post. E sim, isso é mais um novo tipo de coluna do blog onde eu olho os protótipos dos jogos que me interessarem, porque isso sempre foi uma das coisas que eu mais gostava de fazer quando tinha tempo livre e preguiça de jogar alguma coisa.

Nesse caso, Katawa Shoujo tem uma versão Alpha que nem mesmo o pessoal da Four Leaf Studios queria que as pessoas vissem. Mas como a internet basicamente quer mais que a sua privacidade se foda, essa versão Alpha foi vazada e teve toda uma guerra por causa disso, o povo da Four Leaf ficou muito puto e outras pessoas defendiam enquanto algumas bisbilhotavam a Alpha e queriam recuperar tudo dela pra poder criar um novo jogo baseado apenas nela. O projeto de restauração da Alpha continua até hoje e as histórias em si já estão completas, só faltam alguns sprites e CGs pra ficar totalmente completo, caso você queira baixar por si mesmo e dar uma olhada, é só clicar aqui.

Antes de mais nada, a versão Alpha tem duas rotas que se destacam por serem bem diferentes da versão final: Hanako e Shizune. As outras são em maior parte as mesmas da versão final com uma ou outra alteração nos diálogos, porém as histórias em si são as mesmas com os mesmos finais e tudo. Isso aconteceu porque Katawa Shoujo teve umas tretas internas no meio do seu desenvolvimento e aí alguns roteiristas saíram e foram trocados por outros, o roteirista original da Hanako era o cpl_crud e o da Shizune eu juro que procurei por toda a parte qual diabos seria o nome/apelido do maldito e nunca achei... Mas os dois saíram e aí quem ficou com a Hanako foi o Suriko, que foi o roteirista da Lilly, e o Anonymous22 ficou com a Shizune.

Eu nem preciso falar que caso você queira jogar a Alpha "cegamente" sem nenhuma ideia do que diabos te aguarda, você não precisa ler esse post aqui, né? Afinal de contas, a intenção é explorar esse negócio e spoilear a Alpha pra mostrar as diferenças entre ela e a versão final... Claro, assumindo que você já tenha jogado a versão final toda, ou pelo menos as rotas da Hanako e da Shizune que são as mais diferentes. Então o aviso tá dado: Se você quer ler a Alpha sem ser spoileado, não leia o resto do post. Se você tá com preguiça de ler e quer ver tudo resumido logo, então vem comigo.

Caso você tenha lido a review, a rota da Shizune foi a que eu menos gostei na Visual Novel toda, e agora que eu fui ver do que diabos o desenvolvimento disso se tratava com mais clareza... Faz sentido que a rota da Shizune tenha sido meh em comparação com as outras. O Anonymous22 aí não gostava da Shizune, ele só virou o roteirista dela porque o resto da equipe tava de mãos cheias com outras coisas, então foi algo forçado em cima dele e eu imagino que ele não tenha realmente escrito isso com algum tipo de paixão ou coisa do tipo. Sobre a rota da Hanako... Eu sempre achei algumas coisas meio esquisitas nela, em maior parte o modo como o Hisao de repente começa a ir full White Knight pra cima dela depois do Act 2, e aquela cena de sexo que foi meio repentina. No entanto, eu gostei da rota da Hanako mesmo assim, diferente da Shizune que eu realmente achei bem meh na maior parte do tempo.

Já que a da Hanako é a mais "complicada" das rotas Alpha, acho melhor começar com a da Shizune.


A rota da Shizune até o Act 2 é quase a mesma coisa, aliás, o Act 1 em si é exatamente o mesmo que a versão final em todos os casos. Mas enfim, o Act 2 é em maior parte o mesmo que o da versão final: Hisao passou o festival com a Misha e a Shizune, eles ficaram mais próximos, inicialmente eles têm problemas em se comunicar porque a Shizune é surda e fala por gestos, então ele começa a aprender a e comunicar assim enquanto vai trabalhando pro Conselho Estudantil junto com as duas, começa a gostar da Shizune e vice-versa.
Honestamente, eu não sei por que ele começou a gostar da Shizune quando a Misha é bem mais legal.

As pequenas diferenças nisso é que ao invés de tomar aulas de linguagem de sinal com os próprios professores da Yamaku, quem dá as aulas disso pro Hisao são as próprias Shizune e Misha porque as aulas na escola em si já ficaram lotadas. Isso é uma diferença aparentemente pequena, mas eu gostei bem mais assim porque as duas outras protagonistas da história passam a ter mais importância pro desenvolvimento do Hisao e algumas cenas onde elas ensinam linguagem de sinais pra ele são divertidas. O modo como a versão final mostra o Hisao aprendendo linguagem de sinais é meio sem graça porque... Bem...Ele não mostra muito dele aprendendo em si porque ele só começa a atender aulas na Yamaku e isso é geralmente pulado, quando ele começa a falar com a Shizune e a Misha, ele já tá sabendo boa parte de linguagem de sinais.

Outra coisa que a versão Alpha faz melhor é... Bem... Dar escolhas pra você fazer, coisa que na versão final não acontece, só existe uma única escolha lá e eu absolutamente detesto as duas opções dela. Aqui quando a Shizune uma hora pega o Hisao pela gola da camisa pra dar uma bronca de uma forma meio esquisita, você pode escolher entre afastar ela ou então tentar beijá-la, por exemplo, e algumas outras escolhas que resultam em cenas diferentes ou têm resultados engraçadinhos até. Uma das escolhas que também muda só um detalhe, mas eu ainda gostei bastante é que uma hora a Shizune pergunta qual é a sua cor favorita e aí a que você responder vai determinar a cor do kimono que ela usar no festival Tanabata.

Então a história no Act 2 é a mesma em vários sentidos, até o Hisao confessa pra Shizune e pede ela em namoro nesse festival da mesma forma que na versão final, só que essas mudanças sutis tornaram ela bem mais agradável de acompanhar, e eu não faço ideia do porquê delas não terem sido mantidas na versão final pra ser honesto. Mas enfim, é a partir daí que a história começa a mudar de verdade... E é bem menos feliz do que você imagina que seja, especialmente caso você goste muito da Misha.


Lembra que na versão final durante o Act 3, a Misha começa a ficar meio deprimida porque na verdade ela é lésbica e apaixonada pela Shizune desde muito tempo atrás? Bem, aqui na Alpha, ela na verdade vai ficando progressivamente deprimida na medida em que a rota vai avançando, e é um ponto bem mais presente na história em comparação. O Hisao tem umas conversas com a Misha, percebe que ela tá agindo esquisito e algumas vezes até parecendo forçadamente feliz, até que eventualmente ela confessa essa história toda sobre amar a Shizune, mas não ter seu amor correspondido porque a Shizune não é lésbica também. Resultado: Misha decide que quer ajudar Hisao e Shizune a ficarem felizes na sua relação, porque se os dois estiverem felizes, ela também fica feliz.

Enquanto Hisao e Shizune vão se encontrando mais vezes, ficando cada vez mais próximos e tudo mais, quem acaba "ficando pra trás" é a Misha, e apesar de ficar feliz pelos dois, ela percebe que é muito dependente da Shizune e ainda ama ela mesmo assim. Quando eles vão visitar a mansão onde a família da Shizune mora, novamente a Misha começa a ficar deprimida, e dessa vez é o pai da Shizune quem fala pro Hisao prestar atenção porque ela tá claramente deprimida e simplesmente ignorar isso. Depois de mais uma conversa com a Misha abordando essa depressão dela, tudo parece ter sido resolvido, ela definitivamente pareceu mais feliz depois do Hisao acalmá-la e dizer que ele vai cuidar da Shizune e tudo mais.

Novamente, tudo pareceu ter voltado ao normal, a Misha até parece mais feliz depois disso e tem uma conversa com o Hisao onde ela age que nem ela age normalmente, sendo hiperativa, rindo de tudo e por aí vai. Então o jogo corta pra uma cena que na verdade é contada através do ponto de vista da Misha, ela chama a Shizune pra sair porque fazia um bom tempo que elas não faziam isso juntas, e enquanto as duas saíam, a Misha meio que ficou tentando se aproximar da Shizune sem muito sucesso porque ela não reagia muito bem ás brincadeiras que ela andou fazendo nisso.

Na volta, a Misha começa a pensar sobre como ela nunca vai ser a pessoa certa pra Shizune e todo aquele mimimi melodramático de adolescente apaixonada, daí enquanto as duas atravessavam uma rua, a Shizune foi andando na frente sem perceber que a Misha ficou lá parada enquanto um carro se aproximava e acabou se jogando nele com a intenção de ser atropelada e morrer. O que dói mais nessa cena é que momentos antes de morrer, a Misha tem contato direto com a Shizune, deitada na cama do hospital, ela vê a Shizune chorando lá e percebe a merda que fez, mas agora é tarde demais porque ela tá gravemente ferida e não resiste a esses ferimentos no fim das contas.

Agora eu vou resumir bem resumido mesmo... Durante o Act 4, a Shizune também fica deprimida, especialmente depois de ler o diário da Misha que dizia mais coisas ainda sobre esse interesse amoroso todo que resultou no suicídio dela, começando a se culpar por isso. Tanto o Hisao quanto o irmão da Shizune tentam conversar com ela, mas na maioria das vezes acaba sendo em vão, e no fim das contas você tem uma escolha que determina se você vai pegar o final bom ou ruim: Ir até o quarto da Shizune ver como ela tá ou deixar que ela passe um tempo sozinha por enquanto.

Escolhendo a segunda opção, você pega o final ruim onde a Shizune vai parar no hospital porque na verdade nesse tempo todo em que ela passou sozinha, ela não comeu/bebeu nada e ficou desidratada. Quando o Hisao vai visitar ela no hospital, ele tenta conversar com a Shizune, mas pelo visto ela não responde, então ele acaba saindo, prometendo que vai voltar depois... E aí no outro dia, ele recebe a notícia de que a Shizune morreu porque ela continuou desidratada já que tirou o aparelho que transmitia aqueles fluídos malucos de hospital lá pra impedir que a desidratação dela piorasse, ela não respondeu ele antes porque nem sequer tinha forças pra sinalizar nada.

Escolhendo a primeira opção, o Hisao vai lá pro quarto da Shizune e consegue fazer com que ela parasse de se culpar por isso, e no fim das contas os dois continuam juntos e prometem que se tiverem uma filha garota, o nome dela vai ser Shiina. Caso você não saiba, o nome da Misha é Shiina Mikado, então...É, agora você entendeu, homenagens e tal.

Eu não sei se é porque a rota final da Shizune é muito meh, mas eu realmente gostei bem mais dessa versão, simplesmente acontece mais coisa nela enquanto nada de interessante acontece por boa parte da final e o Hisao e a Shizune agem como se fossem namorados e não dois "amigos coloridos" como na final... Sim, a Misha morre e isso é meio que uma merda, você pode falar que é edgy, melodramático ou o que for, mas isso não pareceu tão absurdo assim ao meu ver. A Misha tem provavelmente uns 18 anos, é praticamente uma adolescente ainda, e você sabe como adolescente em crise emocional é, cheio de melodrama, choro, posta imagem deprimente em preto e branco no Tumblr, fica ouvindo Evanescence, fala que vai se matar pelas coisas mais triviais... Adolescente no geral é edgy por padrão, e nos casos mais extremos, a pessoa realmente acaba se matando caso ela não receba ajuda de seja lá quem for, a própria Misha antes de morrer sentiu arrependimento por isso depois, mas aí já era tarde demais.

O que me incomoda é que talvez a Misha não precisava morrer, isso ser inevitável é meio que filha da putice pra quem gosta dela, e eu tô incluído nesse meio, a Misha é uma personagem pra quem eu inicialmente nem liguei muito, mas depois comecei a gostar bem mais dela enquanto continuava jogando Katawa Shoujo... Diabos, boa parte das cenas da rota final da Shizune que eu gosto envolvem a Misha! Então realmente é uma merda que ela morra assim e não tenha nada que você possa fazer pra impedir isso.

Sabe o que eu faria? A morte da Misha seria algo evitável dependendo de alguma escolha que você fosse fazer com o Hisao depois dessa última conversa com ela, você poderia escolher ficar de olho discretamente ou só confiar que ela vai ficar bem. Daí se você escolhesse ficar de olho, talvez o Hisao poderia acompanhar tudo e aí conseguir salvar ela do carro de alguma forma... Sei lá, eu não sou muito criativo, mas o que eu queria era um modo de impedir que a Misha morresse e aí levando a um final bom onde o Hisao e a Shizune continuam juntos enquanto a Misha eventualmente supera isso e os três continuam com as suas vidas. O final onde a Misha morre, mas o Hisao e a Shizune continuam juntos poderia ser o neutro e aí o final ruim seria esse outro em que a Shizune e a Misha morrem.

Eh... De qualquer forma, isso aí é a rota Alpha da Shizune, provavelmente se você realmente gosta da Misha, você não vai ficar feliz com isso. Eu acho melhor do que a versão final, mas confesso que até mesmo essa rota meio que deixa um gosto amargo, poderia usar umas mudanças aqui e ali, mas pois é... Eu fiquei com sentimentos misturados sobre isso.


No entanto, se você achou a rota Alpha da Shizune edgy, a da Hanako então provavelmente vai cortar o seu dedo fora se você estiver lendo ela e apertando a tecla de seguir nos diálogos... É provavelmente a coisa mais CRAWLING IN MY SKIN que eu já vi em um bom tempo, seriosamente falando.

Pois bem... Assim como a rota da Shizune, até o Act 2 é relativamente similar à versão final, e dessa vez é bem mais similar mesmo, não existem escolhas extras e nem nada do tipo, é praticamente a mesma coisa, talvez com uma ou outra frase diferente aí. O que acontece é que no Act 3, em certo momento o Hisao vai sair junto com a Hanako e a Lilly pro Shanghai, e então quando eles chegam lá, o local acaba ficando cheio, alguns adolescentes aí reparam na Hanako e fazem piada com as cicatrizes dela. Nisso, o Hisao pega a Hanako e leva pra longe de lá, mas tem um ataque cardíaco no meio do caminho e fica desacordado, com a Hanako desesperada tentando fazer massagem cardíaca nele enquanto chama a ambulância.

Como era de se esperar, o Hisao vai parar no hospital e aí ele descobre que a Hanako acidentalmente quebrou as costelas dele porque colocou força demais na massagem cardíaca que ela tava fazendo, mas ainda assim conseguiu salvar ele a tempo da ambulância chegar. Então ele recebe umas visitas da Lilly, dos seus parentes, colegas de escola e parece tudo ok, mas então é descoberto que a Hanako também tá internada, mas em uma outra divisão desse hospital pra pessoas com problemas psicológicos, porque graças a alguns eventos no passado dela, ela tem um trauma psicológico e ficou abalada com esses últimos eventos. Apesar do doutor dizer que é melhor ver a Hanako umas semanas depois, você pode escolher ir ver ela nesse momento com a Lilly.

E aí vem o final ruim da rota da Hanako... O Hisao e a Lilly conseguem entrar no hospital onde a Hanako tá internada e vão discretamente pra sala dela, então encontrando ela toda abalada dizendo "I killed him" ou algo assim. Quando o Hisao tenta acalmar a Hanako, ela fica completamente maluca quando tem contato visual com ele, no meio disso, ela dá um empurrão na área do peito dele onde as costelas quebradas ainda tão se recuperando, e isso faz com que os ossos quebrados acabem indo pra dentro e causando uma hemorragia interna no Hisao. Você já deve imaginar o que acontece, mas... Sim, o Hisao morre nesse final, ela até chega a dar outro empurrão quando ele tenta se aproximar, e a última coisa que ele vê antes de morrer é a Hanako arranhando a própria cara e berrando.

... Talvez era melhor ter ouvido o doutor então, né?

Bem, ok, voltando pra essa escolha, você escolhe esperar a hora certa pra se encontrar com a Hanako de novo, e então o tempo passa, o Hisao se cura, a Hanako volta pra ele e tudo parece voltar ao normal. Só que a Hanako age de forma esquisita por boa parte do tempo, ela parece completamente sem emoção, se comportando de forma bizarramente fria... Até que ela vai pro quarto do Hisao e pergunta se ele realmente ama ela, quando ele diz que sim, ela pergunta o porquê, ele não sabe responder e aí ela tira a roupa na frente dele e basicamente fala como se ele só quisesse meter a rola nela e nada mais... Acredite se quiser, você pode escolher aí entre realmente fazer sexo com a Hanako ou mandar ela se vestir. Eu nem preciso dizer qual é a escolha errada aí, né?

Pois bem, você escolhe fazer sexo com a Hanako porque o Hisao não conseguiu controlar o seu tesão desenfreado e foi lá plantar a semente da putaria nela. Só que ela não reage, provavelmente porque o Hisao é japonês e... Bah, qual é? Piada com pinto de japonês? Puta que pariu, eu tô em decadência mesmo...

Enfim, a Hanako não reage, o Hisao começa a ficar arrependido do que fez e se afasta, mas aí ele esquece de subir suas calças e por isso tropeça com elas e cai de mau jeito no chão, quebrando o pescoço no processo... Eu não tô brincando, isso é realmente uma coisa que tá aí, se quiser pode baixar a Alpha e ler por si mesmo. Meio previsivelmente, o Hisao morre aí também, mas antes de morrer ele consegue ouvir a Hanako dizer "Disgusting..." enquanto a tela escurece.

Por que diabos a Hanako tá agindo assim afinal de contas? É resultado dos medicamentos que ela andou tomando, pelo visto, eles tão alterando ela ao ponto de desenvolver uma personalidade meio yandere ou sei lá... É meio retardado até, mas sim, a Hanako basicamente tá drogada. E escolhendo a opção de mandar a Hanako se vestir nessa cena faz o Hisao depois jogar fora essas pílulas que ela tá tomando. Então depois a Hanako parece estar voltando ao normal, mas aí ela fica deprimida porque se sente culpada por todos esses problemas que ocorreram... E nesse final, quando os dois vão passear de trem, a Hanako acaba pulando na frente do trem quando o Hisao se distrai e é atropelada.

"Mas que porra é essa? Os três finais da Hanako são finais ruins onde o Hisao ou ela morre? O que tá acontecendo?"

Bem... A Hanako tem um final bom, só que não tá na própria rota dela... Ou ao menos não na rota inicial, isso aí que eles fizeram foi uma espécie de armadilha pra tirar onda com quem tivesse jogando a rota da Hanako esperando algum final bom. Francamente, seria uma bosta se fosse só isso, mas como a Hanako tem uma rota boa, eu vou deixar passar.

Como eu acesso essa rota boa da Hanako? Primeiro você tem que terminar essa rota ruim aí com um dos finais, então na rota da Lilly depois vai chegar uma hora em que ela vai pro hospital porque tá com amigdalite. Tendo feito um dos finais ruins da Hanako, você vai ter uma escolha lá enquanto visita a Lilly no hospital, uma delas é só o Hisao dizendo que se preocupa com a Lilly ou algo assim, mas na outra ele se põe a cuidar da Hanako... E aí você meio que oficialmente entrou na rota boa da Hanako.


Só acho meio esquisito porque isso meio que acontece no Act 3 da Lilly, o que significa que provavelmente o Hisao já tinha antes algum tipo de interesse amoroso nela... Mas ok, agora ele tá apaixonado pela Hanako então.

Não é bem assim também, você tem umas cenas com a Hanako, eles começam a se interagir mais na ausência da Lilly, a Hanako aos poucos começa a se abrir mais pro Hisao e a ficar menos tímida com as outras pessoas. Muita coisa acontece nisso pra falar a verdade e eu gastaria muito texto se pegasse os mínimos detalhes, mas eventualmente, eles desenvolvem sentimentos amorosos um pelo outro e a Hanako acaba confessando pro Hisao, dizendo que ela antes teve um amigo que já se apaixonou por ela, só que ela meio que saiu correndo com vergonha, ele foi correr atrás e acabou morrendo atropelado por um carro ou algo assim. Isso explica parte do trauma psicológico na rota ruim onde ela provavelmente pensava que o Hisao morreu "por culpa dela".

Então agora oficialmente numa relação amorosa, Hisao e Hanako fazem sexo pela primeira vez, os dois começam a se preparar pros exames finais da escola, tem mais umas cenas de sexo aí, a Hanako resolve convidar todas as outras personagens principais disso pra todo mundo estudar junto, tudo parece lindo e maravilhoso... Então na festa que eles acabam dando na sala do Conselho Estudantil depois dos exames, todo mundo fica bêbado e doidão da cabeça, daí a Misha meio que do nada vem com uma espécie de teoria maluca sobre a Hanako já ter sido molestada antes... E sim, isso é uma coisa, depois que os pais da Hanako morreram no incêndio lá na casa dela, a Hanako foi adotada por uma mulher aí que molestou ela por um tempo.

Depois da graduação, todo mundo segue o seu caminho, incluindo o Hisao, que resolve levar a Hanako pra sua casa pra apresentar pros seus pais como namorada e toda aquela frescura de sempre. Só que ele resolve levar a Hanako pra onde a casa antiga dela que foi incendiada se localizava, e lá ela se lembra de tudo, começa a chorar porque ela se arrependia de ter odiado o seu próprio pai esse tempo todo mesmo ele a tendo salvo, porque ela odiava a vida dela depois disso e queria morrer. Percebendo que isso era totalmente errado, ela agradece o Hisao por ter levado ela lá e o pai dela por ter salvo ela ao invés de si mesmo... Daí os dois voltam pra casa do Hisao e vivem felizes para sempre, provavelmente.

Eu... Não sei dizer se a rota Alpha boa da Hanako é melhor ou pior do que a final. Eu gosto do fato de que nessa rota a relação amorosa dela com o Hisao é melhor explorada e os dois se compreendem melhor em comparação com a versão final onde a relação em si não começa até chegar no final bom que acaba literalmente assim que a relação começa. Gosto de como o incidente que causou o incêndio lá na casa antiga da Hanako e a morte dos pais dela é melhor explorado aqui, também gosto do fato de que não só a Lilly como a Emi, a Rin, a Shizune e a Misha participam mais dessa rota do que na versão final onde a maioria das garotas são meio que ignoradas, algumas cenas com elas são legais, e o modo como a Hanako se abre e fica menos tímida no decorrer da rota também me agrada mais do que o desenvolvimento dela na versão final.

Só que essa coisa da Hanako ter sido molestada pela madrasta dela surgiu literalmente do nada e nem sequer tem nenhum efeito na história toda... Sério, pra que isso? E eu achei meio esquisito ter tantas cenas de sexo nessa rota, a Hanako meio que vira uma ninfomaníaca quando começa o relacionamento dela com o Hisao. Ok, você pode dizer que talvez ela sempre foi meio ninfomaníaca, mas nunca teve a chance de mostrar esse lado dela por causa dessa timidez toda e tal, mas ainda assim é meio esquisito. Bem, é melhor do que aquela cena de sexo desajeitada e totalmente fora de lugar da versão final ao menos.

A versão final parece mais "polida" quanto ao roteiro em si, mas a Alpha tem uma representação melhor de como o Hisao e a Hanako são como um casal romântico. Bem, acho que se uma ou outra é melhor é subjetivo mesmo, eu acho que as duas têm lá suas falhas, mas são boas de qualquer forma e cumprem seu papel, então qualquer uma das duas tá valendo.

Vish...

E assim eu encerro esse post que provavelmente vai iniciar mais uma coluna do blog que vai ter um post por ano porque a minha criatividade pra fazer posts que não são reviews ou listas é extremamente limitada... Mas é isso aí, Katawa Shoujo Alpha é no mínimo intrigante pela direção que a Visual Novel tava tomando antes dessa reforma nos roteiristas, e olha que existe uma versão mais arcaica onde as personagens têm visuais totalmente diferentes do que elas têm agora, porém eu só achei imagens dela, então acho que é só isso mesmo.

Agora posso enterrar Katawa Shoujo de vez, fico mais do que feliz em ter conhecido essa Visual Novel, e eu não falo isso da boca pra fora, foi realmente uma experiência que até me afetou emocionalmente e me motivou a pelo menos tentar me auto-aceitar e virar uma pessoa melhor. Se você não conhece ou nunca leu/jogou, você provavelmente deveria, a história é uma das mais honestas, maduras e emocionais que eu já vi até então.

O que eu tenho que fazer é começar a ler outras Visual Novels que me foram recomendadas e eu até já baixei aqui, porém ainda não tive tempo pra me dedicar a ler elas. Só posso dizer que eu vou ler elas sim, algumas como Grisaia no Kajitsu, Clannad e If My Heart Had Wings me parecem legitimamente interessantes, então pretendo começar alguma dessas aí o mais cedo que puder.

Mas a Rin sempre vai ser a minha waifu, não importa qual outra personagem eu veja em outras Visual Novels!

... Ok, chega de postar por hoje.

Top 10: Os piores tipos de jogadores

By : Ryu

Eu originalmente ia colocar "Os piores tipos de gamers" como título, mas "gamer" virou um termo tão banalizado e risível que eu não consigo mais usá-lo seriamente. Tem tanta gente tentando ditar o que é e o que não é "gamer" que simplesmente perdeu o sentido, sem falar daquele povo que posta umas bobagens tipo "Eu sou gamer, não porque não tenho vida, mas porque escolhi ter várias." em redes sociais achando que é a pessoa mais incrível do mundo. Se você é um desses... Pare, sério mesmo, você tá fazendo papel de ridículo.

Mas sabe o que é pior do que ter que aturar esses "gamers" aí? É ter que aturar gente que realmente tá no meio dessa putaria sem ordem que é a comunidade de video games e se porta de maneira tão vergonhosa quanto ou talvez até pior do que os citados acima. Nem sempre pessoas que jogam video games são legais, especialmente hoje em dia, e é por isso mesmo que eu acabei tendo a brilhante ideia de criar um post falando sobre os piores tipos de jogadores da cena de video games atual, todos os presentes nessa lista são pessoas que você deve evitar a todo custo caso queira ter uma boa experiência no meio dessa comunidade.

É até meio impressionante como várias pessoas com um gosto em comum, que no caso seria jogar video games, podem ser tão negativas umas com as outras. Mas eu tô parecendo hipócrita também com essa conversa, eu jogo video games e sou negativo sobre várias outras pessoas que jogam também e a minha intenção com esse post é simplesmente mostrar quais são as mais chatas/irritantes. Se você é um desses abaixo... Toma vergonha na sua cara e vira gente, eu te odeio e você nunca vai ser meu amigo, seu cara de mamão!

10ª posição: O casual

Talvez esse não devia estar aqui porque não é exatamente parte da comunidade de video games, considerando que o próprio nome já diz que é um jogador casual, porém seria burrice dizer que eles não "influenciam" certas desenvolvedoras. Eu não me refiro a desenvolvedoras que fazem jogos com foco em atrair casuais, não me importo com a existência desses Angry Birds e Colheita Feliz da vida, mas sim de desenvolvedoras que faziam jogos pro público principal que joga video games de verdade e aí começaram a tentar apelar pra esse público casual na intenção de vender mais.

Qual é o resultado disso? Essas desenvolvedoras acabam pegando suas franquias populares já estabelecidas e tornando mais "acessíveis" pro povo, e por "acessíveis" eu quero dizer casualizadas mesmo. A Team Ninja tentou fazer isso com Ninja Gaiden 3, a Nintendo fez isso com Mario Kart Wii e aquela merda de casco azul, a Capcom foi fazendo isso timidamente com Devil May Cry até chegar no 4,  depois a Ninja Theory criou DmC que consegue ser ainda mais casualizado do que o 4... Ou que tal eu mencionar o gênero de shooters no geral? Eu não sou o maior fã de shooters, mas antes da 7ª geração eu me lembro muito bem que a maioria deles não chegava nem perto de ser tão lineares e gentis quanto eles são, jogue Duke Nukem 3D, Doom ou Quake II e depois jogue Call of Duty 4 e perceba a diferença entre um e o outro.

Isso foi tudo pra fazer com que esses jogos apelassem pra públicos casuais que antes nem ligavam pra eles pra início de conversa... E os casuais obviamente engolem essas merdas que nem aqueles filhotes de pássaro de boca aberta esperando a mãe alimentar. Então eu acredito que casuais estão lentamente arruinando a indústria dos video games, o fato de que os jogos mais vendidos do Wii foram casuais, FPS faz muito mais sucesso agora com toda a simplificação do que antes, o Kinect ao menos ter vendido bem ao ponto de que a Microsoft passou o começo da 8ª geração tentando enfiar ele nas goelas de todo mundo... Jogos casuais estão rendendo mais dinheiro pras desenvolvedoras na maioria dos casos, e isso é uma coisa alarmante, porque vai sempre passar pela cabeça de alguma de que esse público casual também poderia comprar jogos de tal franquia mais renomada dela.

9ª posição: O metido a hardcore

Agora vejamos o oposto negativo dos casuais: Os metidos a hardcore.

Não, não estou falando de pessoas que realmente são jogadores hardcore de video games que realmente gostam de jogos desafiadores e botam em dificuldades altas e tal. O "metido a hardcore" a que me refiro é aquele tipo de jogador que parece ter algum tipo de insegurança sobre si mesmo e sempre tem que ficar afirmando pra Deus e o mundo que ele é hardcore e que todo mundo que não joga video games na dificuldade mais alta ou que não zerou Ninja Gaiden do NES é bebê casual que não aguenta jogar video games.

Pior ainda é se você por acaso reclamar sobre a dificuldade de algum jogo "hardcore" por achar ela questionável ou injusta, aí você desperta a fúria desse cidadão e ele passa horas e mais horas falando sobre como o jogo é difícil demais pra você e como ele é superior porque jogou esse jogo trocentas vezes e memorizou tudo. Mas tome cuidado, porque talvez esse cara até esteja mentindo sobre ele ser hardcorezão... Na hora de provar a habilidade dele depois dessa falação toda, o cara simplesmente é tão "ruim" no jogo quanto você e aí ele provavelmente vai botar a culpa no controle, ou no emulador, ou no console, ou no seu cachorro... A culpa é de tudo, menos dele.

Ele pode não arruinar jogos como os casuais fazem, porém ele consegue ser insuportável ao ponto de eu preferir os casuais que ao menos em maioria são pessoas tranquilas e tal.

8ª posição: A "garota gamer"

Na época em que eu era mais novo, eu me lembro que você jogar video games diminuía dramaticamente as chances de você dar uns pegas em uma garota. Jogar video game faziam as pessoas te olhar estranho, pensar coisas tipo "Olha lá o esquisitão que fica mexendo com joguinho." e basicamente você era visto como o perdedor de qualquer lugar pra onde você ia. Garota que joga video game? Uma raridade, mas até mesmo as garotas que jogavam video game eram mais quietas e tal, geralmente isso nunca te dava uma boa cara, assim como ser nerd, geek e derivados.

Só que aí de repente a partir de 2011 ser "gamer" virou a nova modinha do momento, o povo começou a se interessar mais por video games e aí começaram a surgir os papos de "sou gamer com orgulho" e coisas que você nunca sonharia em falar há uns 5 anos. Nada necessariamente errado, na verdade essa apreciação por video games até é um incentivo pra quem já jogava antes se sentir mais confortável sobre seu hábito e tudo mais... Só que nem todo mundo que se diz "gamer" necessariamente joga video games porque realmente gosta e sim porque virou a modinha de agora, e entre esse povo tem as famosas "gamer gurls" que viram nisso a oportunidade de usar video games pra chamar atenção dos homens que jogam video games.

Como essas garotas fazem isso? Bem, elas pega uma capa daqueles jogos que literalmente todo mundo conhece, como Call of Duty, Battlefield, Mario, Assassin's Creed, etc, e tiram fotos com esses jogos e o controle do console na mão insinuando que vão jogar esses jogos, ou então só tiram fotos com o controle mesmo. Daí vem aquele papo de "sou gamer e nerde e muito rara e única, basinga" que faz um monte de marmanjo babar em cima dessas garotas e efetivamente selarem seu destino como escravos delas. A maioria dessas garotas nem jogam video games, elas só pegam esses jogos/consoles do irmão ou de alguma outra pessoa e aproveitam a oportunidade pra tirar fotos, tanto é que as mesmas raramente falam sobre os próprios jogos ou se mostram jogando ou coisa do tipo.

Sabe... Eu não tenho nada contra garotas que realmente jogam video game, que gostam dos jogos, não ficam tentando fingir que são especiais e tudo mais, na verdade eu até admiro esse tipo de mulher porque é meio que raro hoje em dia, por incrível que pareça. Mas essas attention whores aí têm meu desprezo eterno, antes olharem pra quem joga video game como "perdedor" do que fingir que ama video games só porque ninguém quer te comer ou te dar atenção e aí o desespero chega a esse ponto.

7ª posição: Vadias de gráficos

Eles eram mais comuns antes porque agora a nova frase chata do momento é "Gráficos não importam e sim a diversão", mas como eu já falei sobre diversão e de como essa frase é estúpida por si só em outro post, vou focar essa parte no povo dos gráficos. Você conhece, eu conheço, todo mundo conhece aquele pessoal que olha a parte gráfica de um jogo e basicamente dizem que tal jogo é bom/ruim apenas com base nisso, independente de todos os outros aspectos desse jogo também existirem, ele só quer mesmo é apreciar os visuais.

Não, não tô negando a importância que os gráficos têm em um jogo, até porque eu estaria me contradizendo aqui se dissesse que gráficos não importam, eles importam porque tornam um jogo mais chamativo, bonito de assistir, impressionam com efeitos visuais ou direções artísticas únicas e coisas do tipo. Mas vadias de gráficos falam como se esse fosse o único aspecto de um jogo, só dá pra apreciar alguma coisa se tiver gráficos deslumbrantes, e até mesmo jogos antigos que tinham gráficos bons pras suas épocas são atacados por esse pessoal por terem "gráficos ruins". Tá certo, alguns jogos 3D iniciais não envelheceram tão bem assim se tratando de gráficos, vide Final Fantasy VII, Mario 64, Tomb Raider, Tekken e outros... Mas esses jogos aí não são ruins, né? Bem, pras vadias de gráficos eles são, e o argumento deles são só os gráficos "ruins" mesmo.

Isso faz com que muitas pessoas acabem não só odiando as vadias de gráficos em si como também desmerecendo o fato de que gráficos têm sim importância, então de certa forma esse pessoal dos gráficos aí é culpado pelo lance da "diversão" ter ganhado forças. A chatice desses caras é tanta que outras pessoas acabaram resolvendo ser chatas de outras maneiras e aí criou mais um grupo de gente chata pra encher o saco de quem joga video games.

Mal posso esperar pra quando surgir um "Diversão não importa e sim a história.", aí sim a coisa vai ficar feia.

6ª posição: O hater

Eu não tô falando do "hater" a que o povo se refere quando começa a chorar falando "AINNNN ELE FALOU QUE AQUELE JOGO RUIM É RUIM, É HATER" e ironicamente é o termo mais usado por aí na comunidade brasileira de video games. Não ter medo de falar que jogos ruins são ruins independente de qual seja a franquia ou a desenvolvedora não é ser hater, é simplesmente ter padrões, não se agradar com qualquer bosta que as desenvolvedoras mandam independente da qualidade, gostar incondicionalmente de qualquer jogo que faça parte da sua franquia favorita só te torna um fanboy cego... E eu já já chego nessa parte.

Mas pois é, eu sou um "hater", quem acompanha isso aqui há mais tempo sabe que geralmente eu sou difícil de agradar e até mesmo quando eu dou uma nota 10 pra um jogo, eu passo horas/dias/semanas me perguntando se o jogo realmente mereceu essa nota 10, que nem GTA V. Não me entenda errado, GTA V é um jogo fantástico, mas na época em que eu fiz a review lá eu tava bem hypado, hoje em dia eu já rejoguei GTA V pela 4ª ou 5ª vez e posso dizer que não é digno de nota 10, já existem umas coisas que me incomodam sobre ele que passaram batidas antes... Pois é, eu sei que alguns de vocês devem estar me achando chato por isso, talvez eu seja chato mesmo.

O hater de quem eu tô falando, no entanto, é um cara bem mais chato do que eu ou qualquer outro "hater" aí, é o hater que realmente é negativo sobre qualquer coisa, o cara que parece que vive em função de reclamar dos jogos ou franquias inteiras que ele odeia e infernizar a vida de quem gosta desses jogos ou franquias. Pra não soar muito hipócrita, eu já agi como um hater aqui sim, antigamente eu não perdia uma oportunidade de falar mal de God of War e seus fãs, tudo acabava me fazendo mencionar God of War em um tom negativo e os posts em que essa série era um assunto, eu era o mais obnóxio e ofensivo que eu poderia ser. Claro, isso atraiu atenção negativa pra mim por um bom motivo, mas me fez ficar auto-consciente com o tempo ao menos, eu consigo falar sobre God of War e o porquê de eu não gostar da série sem parecer um moleque arrogante de 14 anos agora.

Tem gente que acaba não "evoluindo" e só fica nisso, cria tempestades de merda uma seguida da outra toda vez que vê tal jogo/franquia sendo mencionado. Não confunda isso com discutir e argumentar o porquê dessa atitude negativa, o que o hater faz é simplesmente dizer "ESSE JOGO É UMA MERDA" ou "ESSA FRANQUIA É UM LIXO" sem demonstrar nenhum motivo convincente, e quando questionado ou refutado, ainda fica nervoso e parte pra ofensas pessoais. Então aprendam a diferença, isso é um hater, o que a maioria de vocês chama de "hater" é só uma pessoa que tem exigências pros jogos que ela joga, e não tem nada de errado com isso.

5ª posição: O hipster pseudo-intelectual

Eu já falei no post anterior que ninguém gosta de hipsters, e o motivo disso é que eles odeiam jogos conhecidos e endeusam jogos Indie ou aqueles jogos obscuros pros quais ninguém liga/ligava nas épocas em que lançaram. Por acaso você gosta de GTA? O hipster odeia GTA e vai te falar que Saints Row ou algum outro Sandbox menos conhecido aí é melhor. Você gosta de Mario? O hipster odeia Mario porque "é tudo a mesma coisa" e vai te falar que algum outro Platformer aí é muito melhor e merecia ter feito mais sucesso, ou talvez até vai dizer que Sonic é melhor porque os jogos 3D dele são geralmente criticados e o hipster sente a necessidade de gostar deles pra ser diferente. Na verdade, agora eu me lembrei de quando eu fui dar uma olhada no /v/ do 4chan e tinha um maluco lá que tava tentando convencer o povo em uma thead que Red Dead Revolver é "infinitamente superior" a Red Dead Redemption, e isso diz muita coisa sobre esses caras.

Existem vários hipsters, mas os mais chatos são os hipsters de jogo Indie... E eles ainda são contraditórios porque jogos Indie agora tão ficando populares, o que significa que outras pessoas estão jogando esses jogos e gostando, e isso dá brecha pro hipster agora passar a odiar o jogo que ele gostava antes, só porque todo mundo também gosta agora. Mas enquanto o jogo Indie ainda tá na obscuridade, o hipster vai ficar falando sobre como esse jogo é profundo, superior aos jogos "comuns" que as desenvolvedoras grandes lançam, que as pessoas que talvez não tenham gostado desse jogo Indie que ele gosta não têm inteligência pra "entenderem" o jogo... Eu mesmo acho Journey um saco e até hoje não entendo o que esse pessoal vê demais nesse jogo, mas toda vez que eu menciono isso pra alguém que diz ter curtido Journey, é o mesmo papo: "Ah, mas é porque Journey é profundo, tem que refletir e bla bla bla."

O maior argumento dos hipsters de jogos Indie é que os jogos que eles gostam são "artísticos", mesmo jogos como Shadow of the Colossus, Metal Gear Solid 2, The Last of Us e outros vindo de desenvolvedoras grandes já existindo e sendo frequentemente usados em debates relacionados a jogos podendo ser usados como forma de arte... Pro hipster não interessa, porque esses jogos já estão nas graças do povão e por isso não são dignos de ser considerados como arte. Ah é, o hipster acha esses jogos aí superestimados e vai tentar te convencer de qualquer forma que eles são medíocres ou que não são nada especial, tudo isso porque ele acha que aqueles jogos menos conhecidos ali são muito melhores. Talvez até sejam mesmo, eu posso dizer que prefiro vários jogos "obscuros" ou menos famosos a muitos mainstream de hoje em dia, porém é a chatice do hipster que algumas vezes até te dá raiva desses jogos.

4ª posição: O fanboy

Se eu coloquei o hater nessa lista, é claro que eu ia ter que colocar o fanboy também, são praticamente duas metades de uma maçã podre cheia de vermes por dentro. Se o hater é chato porque odeia qualquer coisa irracionalmente, o fanboy é chato porque ama qualquer coisa irracionalmente e ainda quer te obrigar a amar o jogo ou a série que ele ama da mesma forma que ele o faz. Um fanboy quando vê alguém dizendo qualquer coisa negativa sobre seus jogos/franquia favoritos, passa a ter um ataque de nervos e a falar demais ao mesmo tempo que não diz nada que realmente defenda o que a outra pessoa esteja criticando, geralmente partindo pra ataques pessoais ou então pra dizer que a pessoa é "hater" porque não gosta daquele jogo.

O pior é que algumas vezes você gosta da franquia em questão, porém acha aquele jogo uma merda, ou então até mais alguns outros, porém gosta da franquia ao todo... Pro fanboy não tem essa, ou você gosta de tudo que tenha o nome da sagrada franquia ou então você não é um fã de verdade dela, e ele vai usar todos os recursos que tem por baixo da manga pra te vencer pelo cansaço. Entrar em uma discussão com um fanboy é o maior erro que você poderia cometer na internet, não importa o quanto você argumente, deixe seus pontos contra o jogo ou a série claros e justifique o porquê da sua visão negativa, ele vai ignorar ou interpretar tudo o que você diz errado, vai continuar a dizer a mesma coisa que você já refutou antes, vai insistir, vai continuar fingindo que é tudo perfeito e que você é um "hater" que só sabe reclamar e que não vê os pontos positivos no jogo (mesmo sendo poucos) e então você vai ficar cansado e vai simplesmente largar ele de lado porque não vale a pena continuar. Daí ele vai pensar que ganhou a discussão e defendeu sua série favorita de mais um hater, quando na verdade só foi ignorado porque é estúpido demais.

Aliás, não é só fanboys de franquias de jogos, existem também fanboys de desenvolvedoras como nintendistas, sonystas, caixistas e por aí vai... E não tem nada de errado ter uma preferência por uma plataforma ou por uma desenvolvedora, mas quando você é um babaca obnóxio que só abre a boca pra falar sobre o quanto a Sony é melhor do que a Microsoft ou do que a Nintendo ou vice-versa, o quanto o PC mestre corrida aí é infinitamente superior aos consoles, o quanto jogos japoneses são superiores a jogos ocidentais ou qualquer coisa do tipo... Você tá sendo um fanboy irritante. E aqui é o mesmo caso do hipster, você pode até estar certo, mas as pessoas vão te odiar,  não porque você tá totalmente errado, mas porque você é chato pra caralho mesmo.

3ª posição: O papagaio

Tudo bem, existe o hater, existe o fanboy, existe o hipster, existem as vadias de gráficos e todos os anteriores ali... Eles são chatos? Com certeza, mas eles têm opinião própria ao menos... Sabe quem é mais chato ainda do que eles? Os papagaios!

... Não esse bichinho fofinho da imagem acima aí, ela é meramente ilustrativa, mas os jogadores papagaios que não têm opinião própria e estão sempre repetindo as coisas que eles ouvem os outros falarem sobre algum jogo. Algumas vezes eles até gostavam de algum jogo, porém ouviram outro cara que eles conhecem falar mal desse jogo, ou até mesmo alguma celebridade da internet como o Egoraptor, o Angry Joe, o JonTron, o AVGN ou qualquer outro youtuber de jogos aí fazendo a mesma coisa. Então o que eles fazem pra tentar se encaixar no meio dos círculos dos fãs desses caras? Ficam repetindo o que eles dizem sobre algum jogo ou uma franquia no geral, tanto os que ele jogou e gostou como os que ele nem sequer conhecia.

Não confunda papaguear com concordar com as opiniões alheias ou até mesmo tirar conclusões parecidas baseado no que você jogou ou até mesmo viu sobre a história e o resto do jogo nos gameplays normais. Dá pra ter uma noção se um jogo é bom ou ruim se você der uma olhada em alguns gameplays ou uma review que seja pelo menos informativa e convincente sobre o mesmo, mas agora se você não tinha absolutamente nada contra tal jogo ou até gostava dele, mas aí de repente agora odeia porque alguma outra pessoa também odeia... Cara, qual é o seu problema? Você por acaso é algum tipo de fantoche das suas celebridades favoritas ou o que? Esse cara aí mostrou por A + B que o jogo que você gostava é ruim? Ok, ele tem um ponto e foi convincente no que diz. Mas você não precisa odiar esse jogo porque esse cara mostrou que é ruim... E eu sei do que eu tô falando porque eu já fui assim, eu já deixei muita gente fazer minha cabeça sobre um monte de jogos, até que eu parei pra pensar e vi que na verdade eu não odeio/gosto daquele jogo, mas compreendo por que alguém poderia gostar/odiar ele.

Existem também aqueles jogos que eu joguei durante um tempo, passei alguns meses/anos sem jogar e aí quando fui revisitar, eles eram muito piores (ou até melhores) do que eu me lembrava e aí minha opinião sobre eles muda drasticamente e fica mais negativa ou positiva. Isso não tem nada a ver com papaguear e sim mudar de opinião baseado na própria experiência... Talvez até com alguma influência de alguma análise positiva/negativa de alguma outra pessoa que você tenha assistido/lido por aí e te fez enxergar um pouco o tal jogo de um ângulo diferente. Mas eu nunca vou ficar repetindo exatamente o que outro reviewer diz sobre o mesmo jogo, porque isso não é expressar sua opinião, é deixar esse reviewer opinar pra você. Então não seja um papagaio, se você concorda com outra pessoa ou até mesmo seu ponto de vista mudou por causa dela, saiba demonstrar isso de maneira decente, papaguear só vai te fazer parecer um babaca facilmente influenciável ou desesperado pra se encaixar em algum grupinho pop da internet.

2ª posição: O White Knight

Voltando ao assunto das mulheres que jogam video game... Eu reclamei das attention whores que usam video games pra chamar atenção porque a falta de pica tá falando mais alto, mas agora eu vou falar de uma coisa pior do que elas que tem uma espécie de relação tanto com elas quanto com as garotas que realmente jogam video game e gostam: White Knights. Esses caras geralmente fazem de tudo pra agradar tanto as attention whores quanto as garotas que realmente curtem video games, e fazem isso da maneira mais desagradável e vergonhosa possível.

Quando as attention whores fazem o que elas fazem de melhor, os White Knights são os primeiros a dar toda a atenção que elas querem e ainda por cima defendê-las quando são questionadas por alguma outra pessoa. Mas por que eles fazem isso? White Knights não sabem que as attention whores não dão uma foda pra video games e na verdade só querem atenção? Nah, talvez eles até saibam, mas eles querem uma "namorada que joga video game" tão desesperadamente que mesmo com a enorme possibilidade de que ela não jogue, ele não liga e quer acreditar que ela joga e que vai passar a amá-lo se ele defendê-la e der atenção o suficiente. Como a attention whore percebe que arrumou um novo escravo, o que ela vai fazer é explorar o máximo desse cara até ele acordar pra vida ou então ela mesma enjoar dele e aí largar de lado, e essa cena é muito triste... O White Knight simplesmente não se importa com toda essa humilhação pela qual ele passa, desde que a sua "amada" esteja junto com ele, e por "estar junto" eu quero dizer abusar da sua ignorância mesmo.

Mas ok, existem também aqueles White Knights que sabem que as attention whores são attention whores e não dão uma foda pra elas. Qual seria o problema deles então? É simples, quando aparece alguma mulher que realmente joga video games, eles começam a perseguir ela por todos os cantos, tentam dar em cima, dão presentes pra ela nos jogos online... É uma bagunça do caralho. Toda vez que aparece uma voz feminina em algum chat de jogo online ou até mesmo em algum grupo de uma rede social relacionado a video games, brota uma mulher no meio do negócio e aí todos os marmanjos perdem a cabeça e ficam se matando pra conquistar o coração dela, muitas vezes sem ela nem estar interessada em nenhum deles ou em ter toda essa atenção, só queria simplesmente jogar e interagir com algumas outras pessoas que também joguem.

Eu nunca tive nenhum problema em me dar bem com alguma garota que jogasse video game, simplesmente porque eu nunca dei a mínima pro fato de que é uma garota que jogue video game... E daí que ela joga? Que bom, ela tá sendo feliz fazendo o que ela gosta de fazer, espero que ela se divirta com o jogo em questão e que a gente se dê bem um com o outro. Você não vai a lugar algum babando pelas attention whores e muito menos pelas mulheres que jogam, pode até acontecer das que jogam de verdade só te usarem pra conseguir presentinhos em jogos online enquanto você tá lá pensando que ela tá totalmente na tua... E ela não tá errada em fazer isso, você que é um imbecil e teve o que mereceu por agir que nem um White Knight mesmo, toma vergonha nessa sua cara gorda que mais parece um biscoito Trakinas logo, caralho!

E se você não é um White Knight gordo, então... Toma vergonha na sua cara de... Uhh... Estúpido!

Ha! Nailed it!

1ª posição: O cara que cria blog de video games

Ah sim, esse sem dúvidas é O pior de todos, ninguém merece um zé ninguém que não tem nada pra fazer da vida criando blog pra fazer posts de reviews de jogos e outras coisas relacionadas ao assunto. Isso é só um meio de fazer ele se sentir importante e fingir que a sua opinião dele tem alguma grande importância, mas até ele próprio sabe que não passa de um sub-humano nojento que não sai do quarto nem pra fazer suas necessidades básicas. O teclado desse cara é totalmente melado e o controle é daqueles que parecem até que foram lubrificados, só que nesse caso com gordura de Doritos e outros alimentos que fazem mal pra saúde, mas ele come mesmo assim porque tanto faz.

Você pode ser qualquer um dos jogadores anteriormente citados nessa lista, mas... Não seja esse aqui, tenha um pouco de auto-respeito. Existe um futuro brilhante te aguardando aí, mas quando você vira um cara que cria blog de video games, esse futuro vai ficando cada vez mais distante até sumir junto com o resto da sua vida e qualquer possibilidade que existia de você ter uma namorada e construir uma família, a única coisa que resta na sua "vida" são video games e o seu blog... É isso que você quer? Hein? É pra isso que você passou boa parte da sua vida na escola aprendendo sobre as matérias e os valores morais da nossa sociedade? Pra jogar tudo fora numa porra dum blog escroto de joguinhos eletrônicos? Você é patético e deveria se sentir patético, seu lixo humano!

... Ok, agora eu vou lá tentar fazer alguma coisa útil com a minha vida, depois eu volto aqui porque provavelmente falhei no meu objetivo e farei um post fingindo que nada demais aconteceu e que eu estou feliz da vida.

Ou não.
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Por que Hatred é o Cidadão Kane dos video games

By : Ryu

Lembra daquele jogo chamado Hatred que foi anunciado há um bom tempo atrás e causou uma treta desgraçada pela internet afora por ser edgy e violento demais? Pois é, ele foi lançado esses dias e, pra surpresa de ninguém, recebeu uma caralhada de críticas negativas da mídia e causou ainda mais polêmica agora que o povo jogou e ficou chocado com tamanha violência ali mostrada, chegando até a exigir que o jogo fosse removido da Steam. Mas será mesmo que Hatred é um jogo tão abominável assim?

Violência em video games é uma coisa que vem incomodando os outros desde quando Mortal Kombat surgiu com os seus Fatalities e chamou atenção de várias pessoas por aí, e a partir daí, video games começaram a ficar timidamente violentos, começando com um pouco de sangue aparecendo aqui e ali até existirem certos jogos criados apenas com a intenção de matar os outros violentamente. Há quem diga que esses jogos violentos podem tornar as pessoas violentas, mas eu acho isso uma grande bobagem porque eu mesmo jogava Mortal Kombat antes da minha pré-adolescência e nem por isso eu tô arrancando espinhas dos outros aí... Ao menos não quando outras pessoas estão olhando.

Mas de qualquer forma, eu já disse antes que pessoas que se tornam violentas por causa de jogos violentos poderiam se tornar igualmente violentas vendo um filme violento ou até ouvindo uma música que faça apologia á violência. Porque isso é coisa da cabeça da pessoa, o que esse maluco precisa é de um psiquiatra antes que ele faça alguma merda que o jogo que ele tava jogando o "influenciou" a fazer. Eu mesmo duvido que os parentes/amigos dessas pessoas aí que cometeram barbaridades por "influência" de video games ao menos se importaram em dar uma olhada no que esse pessoal tem de errado e tentar ajudar de alguma forma.

Enfim, Hatred, o jogo que te bota pra matar um monte de pessoas inocentes aí porque o protagonista aparentemente odeia o mundo. O que dizer sobre isso? Provavelmente muitas coisas, mas eu vou tentar ser o cara positivo dessa vez e dizer por que Hatred não só é um jogo que não merece a negatividade que está recebendo como também é literalmente o momento Cidadão Kane dos video games, uma verdadeira obra de arte moderna incompreendida pelas pessoas. Daqui a uns anos, vocês verão Hatred sendo visto como um clássico injustiçado da sua época, e aí vocês se lembrarão deste texto aqui e dirão que eu estava certo o tempo todo.

Então vamos lá, embarque nessa cruzada genocida comigo!

O protagonista é especial, único e diferente

Começando pelos básicos, Hatred tem um dos protagonistas mais ousados e distintos que um jogo já teve até hoje. Em um mundo onde os protagonistas de jogos são bons mocinhos ou até mesmo levemente vilanescos, porém com uma necessidade de justificar suas atitudes mais negativas, Hatred nos apresenta Not Important, o cara que simplesmente quer chutar o pau da barraca porque odeia todo mundo e pronto. O Not Important não tem nenhuma historinha clichê de fundo, nenhum mimimi de "minhas ações estão certas porém incompreendidas", nada do que você vê por aí, é apenas um cara cheio de ódio que quer matar a todos porque sim.

Qual é o problema disso? Quando o Kefka destruiu o mundo inteiro e matou milhões de pessoas em Final Fantasy VI sem motivo algum, vocês o aplaudem e dizem que ele é um dos melhores vilões que a Square já criou. Agora Hatred, um jogo inovador que te coloca na pele de um personagem com mentalidade parecida, que só quer matar todo mundo porque ele pode, te permitindo ver tudo do seu ponto de vista, é ruim por causa disso? Que tipo de padrões duplos são esses afinal de contas?

Sabe o que pode te fazer apoiar a decisão do Not Important de vez? É que as pessoas no geral realmente são escrotas, ser humano só faz merda! Veja aí no seu dia-a-dia como ninguém respeita ninguém, pessoas matam e roubam, algumas vezes se agridem ou até maltratam animais por puro prazer, a polícia é corrupta e não faz praticamente nada a respeito, todo mundo se odeia, existem vários tipos de preconceitos... Então por que não acabar com esse sofrimento todo de uma vez? O que o Not Important está fazendo é apenas reflexo do que as pessoas já fazem consigo mesmas todo santo dia, exceto que na verdade ele vai colocar um fim definitivo nessa palhaçada.

Um jogo mais profundo do que você pensa...

O ponto anterior relacionado ao Not Important e o seu enredo evidentemente mostra que Hatred é um jogo com uma profundidade ainda maior do que a de outros jogos Indie extremamente profundos e inteligentes como FEZ, The Graveyard, Depression Quest e Revolution 60. E olha que eu estou usando padrões altos aqui, os jogos anteriormente citados aí foram aqueles que revolucionaram video games e o modo como os vemos, hoje em dia jogos são considerados como arte por causa dessas obras aí. Obrigado, Phil Fish!

A mensagem que Hatred passa é curta e grossa: O ódio vai matar a todos nós se continuar. Um homem cheio de ódio pode ser levado à loucura e simplesmente matar todo mundo porque quer, e a única maneira de impedir que tal barbaridade aconteça é parar com o ódio que as pessoas têm umas pelas outras na vida real e disseminar o amor, afinal pelo mundo amor não pode faltar.

Talvez o Not Important seria uma pessoa amorosa como mostra esse outro jogo que na verdade é uma versão alternativa de Hatred, se passando em uma realidade onde o mundo é cheio de amor e ninguém morre.

Reflita bem sobre as suas atitudes e as das pessoas ao seu redor, vocês podem não ser muito diferentes do Not Important, e isso é o que o torna o protagonista mais humano e relacionável de toda a história dos video games. E de quebra, no final do jogo, Not Important acaba morrendo enquanto alcança seu objetivo de causar uma explosão nuclear, mostrando que não só ele matou todos os pecadores, mas também morreu pelos seus pecados.

Hatred nem é tão violento assim pra falar a verdade

Na boa... O trailer realmente pareceu chocante, mas agora que o jogo saiu, você pode ver que ele passa longe de ser o jogo mais violento de todos os tempos como as pessoas têm hypado, tampouco é o shooter mais violento de todos. Diabos, Mortal Kombat X saiu no mesmo ano que esse jogo! Dá só uma olhada naqueles Fatalities grotescos e detalhadamente brutais, agora tente me dizer com uma cara séria que Hatred é um jogo extremamente violento e chocante... Você não consegue, né? Eu compreendo.

A verdade é que Hatred não é nem tão violento quanto Bulletstorm, que é um FPS que te recompensa por matar seus inimigos de várias formas diferentes, e até mesmo Gears of War é um jogo mais violento do que Hatred, e olha que eu poderia citar mais uns 10 jogos mais violentos fora desse gênero. Se eu fosse comparar Hatred com algum jogo "violento" no mesmo nível, esse seria Call of Duty: Modern Warfare 2, que tem uma missão na Rússia onde você mata uma caralhada de pessoas inocentes junto com a equipe do antagonista do jogo. O choque maior está no fato de que você matou um monte de pessoas inocentes e não na violência em si, Hatred talvez seja mais impactante por ser mais realista sobre o modo como as pessoas se portam.

Mas como eu disse no ponto anterior, você está matando pessoas que já cometeram inúmeros pecados, então é perfeitamente ok nesse contexto. Quer um exemplo? Eu tenho certeza que 90% das pessoas que são mortas nesse jogo deram dislike no vídeo da propaganda da Boticário lá, mostrando que são homofóbicas. Já os outros que não são homofóbicos... Bem... Eles provavelmente odiavam os homofóbicos, então também estão errados de qualquer forma. A violência realística, sem coisas absurdas como o Not Important arrancar cabeças com as próprias mãos ou ter poderes faz com que Hatred se torne acreditável, aumentando ainda mais a imersão que já era um ponto extremamente forte aqui.

As conquistas têm nomes extremamente criativos

Apesar de ser arte, Hatred também lembra que na verdade é um jogo eletrônico e aí os desenvolvedores resolvem brincar um pouco com as coisas, fazendo referências a outros jogos que potencialmente os influenciaram e coisas da cultura pop atual. Como mostra a imagem acima, as conquistas se baseiam em imitar coisas que outros jogos fizeram antes, como a conquista de queimar 500 pessoas chamada "Postal Dude Would Be Proud", obviamente referenciando Postal, a Grand Theft Hatred que você consegue explodindo 10 carros em 10 segundos, ou a They Didn't Play COD-MP, explodindo várias pessoas junto com os carros.

Quando você vê essas referências nas conquistas, só dá mais satisfação ainda cumprir os requisitos e ver essa conquista na sua página da Steam pra esfregar na cara de todos os que achavam que você não conseguiria. E se você conseguiu e entendeu as referências, parabéns, você é um gamer de verdade, porque Hatred é um jogo de gamers pra gamers!

E caso você não seja gamer, também pode jogar Hatred baseado nas suas crenças, se você for feminista, vai poder matar 2000 homens e ganhar a conquista Feminist, e se você for misógino ou machista, vai poder matar 2000 mulheres e ganhar a conquista Misogynist. Hatred não só é um jogo para gamers, mas também expande seu público e alcança novos horizontes nunca antes vistos, um feito que poucos jogos conseguem fazer com sucesso.


Dá pra matar hipsters

Qualquer jogo que dê pra matar hipsters já sobe no meu conceito, eles são as únicas pessoas pelas quais é aceitável sentir ódio porque são irritantes e metidos, se acham especiais porque odeiam qualquer coisa que o resto do mundo gosta, daí idolatram umas merdas obscuras pras quais ninguém liga e se acham especiais por isso. Ninguém gosta de hipsters, e se você estiver dizendo que é contra essa conquista, você ou é um hipster, ou então está claramente mentindo e tentando pagar de bom mocinho.

GTA V deu o primeiro passo nesse grande avanço para a indústria de video games, Hatred segue a linha e coloca esses malditos nos seus devidos lugares!


A minha conclusão é que Hatred já é o GOTY de 2015, realmente duvido que algum outro jogo que sair esse ano vai conseguir ser tão impactante, emocional e reflexivo quanto este. Não escute as críticas negativas, são apenas pessoas com mente fechada que estão tentando fazer a injustiça de colocar Hatred pra baixo por motivos mesquinhos, não gostam de nada que seja diferente, que fuja da sua zona de conforto e mostre a realidade nua e crua como ela é!

Compre Hatred, e se puder, compre para os seus amigos da Steam também, mesmo que eles não queiram, eles precisam jogar isso para se tornarem pessoas melhores. Certamente este jogo vai inspirar vários outros a virem e tentarem quebrar barreiras e mudar as vidas das outras pessoas, os caras da Destructive Creations foram enviados de Deus com a missão de passar uma mensagem poderosa sobre ódio, amor e morte através de video games, e funcionou muito bem.

Encerrando por aqui, eu dou nota 10/10 pra Hatred, é como se fosse um Skyrim com ódio.

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