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Postado por: Ryu sexta-feira, 1 de maio de 2015


Cara... Na boa, acho que esse foi o post mais chato e difícil de escrever desde o que eu fiz antes sobre Katawa Shoujo, mas não porque eu tive que "me abrir" um pouco pra poder dizer o quanto eu gostei de um jogo e sim porque certa parte desse aqui eu tive que reescrever mais vezes do que o Didi contou a história do menino que perguntou se no céu tem pão. Por que eu tive que reescrever isso tanto assim? Bem... Porque faz uma caralhada de tempo que eu não jogo Mario 3D World e tava difícil pra caralho falar desse jogo de forma satisfatória, então eu sempre escrevia, mas não achava bom e apagava pra tentar de novo.

De qualquer maneira, eu consegui... O que é óbvio, caso contrário esse post não estaria publicado aqui neste momento, mas detalhes. Não necessariamente rejoguei Mario 3D World inteiro, mas eu consegui jogar um bocado numa Lan House por aqui perto que eu nem sabia que existia, mas tinha uns jogos de consoles da nova geração pra jogar lá. E essas duas ou três horas que eu passei jogando Mario 3D World acabaram fazendo as minhas memórias de quando joguei em 2013 voltarem rapidamente.

Mas isso é assunto pra depois, porque eu tenho que falar sobre os dois Mario Galaxy primeiro... Sim, vamos falar deles então, porque eu tenho até um bocado de coisas pra falar sobre os dois. Mais do primeiro do que o segundo, mas ok, um passo de cada vez.

Olhar como o primeiro Super Mario Galaxy veio a ser uma coisa é um tanto interessante, o primeiro sinal de vida da ideia do jogo em si não vem de 2007 e sim de muito mais tempo atrás, com a tech demo de um projeto cancelado que ficou conhecido como Super Mario 128. O vídeo da tech demo mostrava um monte de Marios caminhando e fazendo um monte de coisa em uma espécie de disco, e na época o diretor da demo, Yoshiaki Koizumi, queria um jogo em que o Mario pudesse caminhar livremente por plataformas esféricas, porém isso era meio que difícil de fazer tecnicamente e o projeto acabou sendo cancelado.

Só que anos depois, o próprio Shigeru Miyamoto continuou interessado nesse conceito e reuniu o pessoal da divisão EAD Tokyo da Nintendo, que recentemente tinha feito Donkey Kong: Jungle Beat, pra fazer um novo jogo baseado naquele conceito da plataforma esférica. A decisão acabou sendo de que esse jogo seria do Mario e que seria um título de lançamento do Wii onde o encanador se aventuraria no espaço e as plataformas em questão seriam planetas por onde ele passaria. Todo esse desenvolvimento sendo supervisionado pelo Miyamoto e sendo frequentemente testado por vários beta testers por aí, os caras realmente não tavam de brincadeira com essa porra aí.


Então nasceu Super Mario Galaxy, que teve todo aquele hype, se tornou um dos system-sellers do Wii e foi considerado como um dos melhores jogos da geração passada. Eu não necessariamente joguei Mario Galaxy em 2007 quando foi lançado, mas com certeza eu não conseguiria ignorar esse jogo nem se eu estivesse tentando, ele tava literalmente por toda a parte, em capas de revistas de jogos, em vários sites relacionados a isso na internet, as reviews eram quase unanimemente positivas e... Bem, eu só decidi comprar um Wii bem depois lá na metade de 2010, então Mario Galaxy foi uma das minhas prioridades junto com Donkey Kong Country Returns, Sonic Colors e Super Smash Bros. Brawl... O último citado por algum motivo não funcionava nem a pau, a propósito.

Mas ok, eu tenho que falar da história, né? Depois daquela obra de arte da narrativa que foi Mario Sunshine, eu me pergunto de que maneira estúpida o Bowser vai raptar a a Pea- Digo... A história vai se desenrolar dessa vez.

O que acontece é que Mario Galaxy... Meio que tem uma backstory.

"Peraí... O que? Backstory num jogo do Mario? Tu tá dando ideia errada de novo né, Vanderlei?"

Pois é, acredite... E a história aqui é que a cada 100 anos, um cometa misterioso atravessa os céus de Mushroom Kingdom e faz com que estrelas mágicas caiam sobre o planeta dos nossos heróis. Em celebração desse evento relativamente fantástico, ocorre um festival conhecido como Star Festival, organizado por ninguém menos do que a Princesa Peach, que então convida Mario pra se juntar à comemoração e ir a seu castelo porque ela quer dar alguma coisa ambiguamente especial pra ele... Considerando que a última vez em que ela chamou ele pra dentro do castelo pra dar alguma coisa, isso só pode significar que ela vai ser raptada pelo Bowser daqui a pouco.

E é exatamente isso que acontece: Bowser aparece, fode com o festival todo e sequestra não só a Peach como também leva o castelo dela junto... Como caralhos esse maluco faz isso? Ele tem uma nave espacial nova que consegue cortar o pedaço de terra onde o castelo tá, aparentemente, e agora tem uma galáxia própria pra onde ele levou a Peach e o castelo dela. O Mario bem que tentou salvar, mas então é interceptado pelo Magikoopa, Kamek, que faz com que ele caia do castelo e vá parar num lugar bem longe dali... Ah é, e uma estrela viva [?] que a Peach carregava esse tempo todo consegue escapar antes do castelo ser transportado e voa por aí à procura do Mario.

Quando Mario acorda em um planeta desconhecido, ele acaba conhecendo os Lumas, criaturas coloridas espaciais que se parecem com estrelas, podem se comunicar e se transformar em planetas/galáxias diferentes, um deles é justamente o que a Peach carregava antes. Isso depois leva o encanador a conhecer Rosalina, uma mulher misteriosa que se porta como "mãe" dos Lumas e também protetora das galáxias, e ela precisa de ajuda porque a sua nave, Comet Observatory, teve suas Power Stars e Grand Stars roubadas pelo Bowser, o que significa que ela tá sem energia e não pode se locomover por aí. O resto você já sabe, Mario entra numa aventura pra coletar Power Stars, viajar pra galáxias diferentes e derrotar as forças do MAAAAAAL até chegar no Bowser, derrotar ele e resgatar a Peach... Mas dessa vez com a ajuda da Rosalina, e do Luma que dá a ele a habilidade de imitar o Crash Bandicoot e meter um ataque giratório com os braços nos inimigos.

Então a única backstory do jogo é sobre esse cometa? Bem... Não.

A Rosalina, que é uma personagem (até então) nova, possui também uma backstory que é contada através do livro de história da própria, falando sobre uma garota jovem que encontrou um Luma perdido e saiu em busca da mãe dele e toda a sua trajetória até ir parar no espaço e se tornar a "mãe" dos Lumas... E por incrível que pareça, a história da Rosalina que começa como uma historinha genérica pra boi dormir acaba se tornando algo meio que triste envolvendo perdas e melancolia. Talvez não seja graaaande coisa assim, mas é surpreendentemente tocante considerando que isso se encontra em uma franquia que tem tanta história quanto Ren & Stimpy.

Foi legal ver que o pessoal da Nintendo dessa vez se importou em colocar um pouco mais de história em um jogo do Mario, algo além do Bowser sequestrar a Peach, existe mais coisa a ser explorada nesse mundo todo, e com a adição de novos personagens e um conceito diferente que se expande pela porra do espaço sideral, seria meio decepcionante não fazer nada mais interessante do que o usual. De fato, essa história toda me fez gostar da Rosalina, ela é a minha personagem feminina favorita dessa franquia toda, a história dela é tão boa assim, diferente do padrão da série, mas ao mesmo tempo pertence a ela porque é relativamente simples e não tenta ser mais do que realmente é.

Sim, um jogo principal do Mario com uma história decente! Deus realmente existe afinal de contas!

Sabe o que precisa agora? A Peach largar de ser uma donzelinha imprestável do caralho e parar de ser raptada pelo Bowser. Sério, ela já provou que sabe se virar em Super Mario Bros. 2 e no seu próprio jogo solo se for enfiar spin-offs no meio disso também, ver ela sendo raptada tão facilmente depois dessas coisas é inconsistente pra diabo. Você pode fazer histórias simples sem ficar repetindo a mesma coisa o tempo todo, sabia?

Bem... De qualquer forma, eu só falei isso porque Mario Galaxy é provavelmente o jogo do Mario com mais história até então, achei apropriado comentar um pouco mais sobre isso tudo mesmo história não sendo o foco dos jogos principais do Mario.


A primeira coisa que você nota assim que começa a jogar Mario Galaxy... Fora a animação meio que imbecil do Mario correndo em direção ao castelo da Peach durante o começo... É que esse jogo é bem "glorioso", e eu não falo exatamente da qualidade do próprio jogo e sim da combinação dos visuais e das músicas dele. Praticamente tudo nisso é acompanhado por músicas orquestradas que são tão poderosas que até o Mario coçando o próprio saco sentado numa cadeira na frente do PC enquanto pensa no que digitar em um artigo pra um blog de jogos pode parecer a coisa mais épica da história das coisas épicas ao som de tais composições.

Essa é possivelmente a minha trilha sonora favorita dos jogos 3D do Mario, e olha que apesar de eu adorar músicas orquestradas, eu sei quando uma trilha sonora é orquestrada só por ser, porque fazem isso com aquela mentalidade de que orquestra automaticamente torna tudo épico e grandioso. Mas não, aqui as composições não só soam tão grandiosas quanto tentam ser como também são memoráveis, as melhores músicas são as da Battlerock Galaxy, Spacejunk Galaxy, Gusty Garden Galaxy, a música da batalha final contra o Bowser, o tema principal, a música do Star Festival, sem falar dos remixes de músicas já passadas que em maior parte são até melhores do que as originais ou os remixes passados... Caralho, essa OST é muito pica grossa, eu tenho ela baixada aqui e sempre ouço várias músicas dela em sequência quando tô com humor pra ouvir OSTs de jogos.

Os gráficos definitivamente não fazem feio, especialmente considerando que Mario Galaxy foi um dos primeiros jogos que saíram pro Wii e mesmo depois de vários anos continuou sendo um dos mais bonitos que já saíram pro console. Podem não ser gráficos HD como os do PS3 e do Xbox 360, mas os detalhes dos planetas, os modelos de inimigos como o Major Burrows que tem pelos incrivelmente bem feitos, os efeitos de água e a iluminação por si só são incríveis. As animações também são bem feitas, o jogo se mantém consistentemente a 60fps sem ter um mísero slowdown e os gráficos são consistentes também, eu não me lembro de ter visto algo que parece fora de lugar ou menos detalhado do que o resto das coisas nesse jogo. Mario Galaxy é realmente bem produzido e o pessoal da Nintendo usou bem pra caralho o que eles tinham em mãos nesse aspecto.

Isso complementando a arte única do jogo, que é o que você já conhece do Mario, porém com essa pegada espacial, com planetoides espalhados por aí, pedaços de terra flutuantes e alguns cenários simplesmente malucos. Enquanto Mario Sunshine tentava ser mais "real" e usava essa ambientação de praias ao ponto de encher o ravioli até mesmo de uma pessoa como eu, que gosto de fases de praia e cidades costais, Mario Galaxy tem cenários variados e ridiculamente imaginativos, desde as típicas planícies verdes até colmeias de abelhas, pistas aquáticas flutuando no ar, comidas gigantes, uma espécie de lixão espacial... Então sim, ambientações variadas e algumas inéditas pra franquia, coisa que tava realmente precisando depois do excesso de praias e dos cenários mais tradicionais dos dois jogos anteriores.

E como é o gameplay desse negócio? Bem, você controla o Mario com o analógico do Nunchuck, aperta A no Wii Mote pra ele pular, tem o pulo triplo com o timing certo e a maioria das outras ações estão nos botões que você faz ideia que estejam se por acaso já jogou outros jogos 3D do Mario. Mas como eu disse antes, o Mario agora ganhou a habilidade de infringir os direitos autorais do Crash, e pra ele usar esse ataque giratório você só tem que dar uma chacoalhada no Wii Mote... Quando eu ouvi falar disso, eu meio que fiquei com medo porque controles de movimento geralmente acabam fodendo com um jogo de uma forma ou de outra, mas nesse caso o ataque responde bem melhor do que eu imaginava, ele pode ser usado pra derrotar inimigos e pra estender o salto do Mario tanto em largura quanto em altura, o que significa que você pode pegar uma caralhada de atalhos pelas fases se for bom o suficiente em usar esse ataque em conjunto com o Wall Jump ou o pulo longo que felizmente voltou aqui e é tão útil quanto era no jogo do N64.

No entanto, eu posso admitir que o Mario é bem mais lento e menos acrobático aqui do que ele era no Sunshine, ele corre mais devagar, não tem aquele movimento de "mergulhar" no ar que era uma boa maneira de fazer ele ganhar mais impulso enquanto corre e até mesmo usando o pulo longo esse jogo passa essa impressão de ser mais lento. Por acaso isso me incomoda? Não, os controles funcionam e fazem o que se propõem a fazer, isso só foi uma coisa que eu acabei reparando depois de jogar os dois jogos em seguida.

Agora voltando praquele lance dos controles de movimento... Bem... Eles não estão só no moveset do Mario, em algumas fases você tem que controlar ele em cima de uma bola, e você controla ele com o Wii Mote apontado pra cima mexendo ele levemente enquanto o Mario se equilibra. Eu nunca gostei dessas fases, os controles de movimento várias vezes me faziam cair num abismo ou então errar algum pulo porque eu acabei mexendo acidentalmente o Wii Mote pra outra direção enquanto apertava o botão do pulo, o negócio é meio sensível e geralmente eu nem me importava em fazer as partes mais precisas dessas missões.

Pelo menos o resto das coisas que envolvem o Wii Mote e os movimentos dele são simples, as corridas em arraias naquelas belas pistas aquáticas são legais e bem menos irritantes do que as fases das bolas, as seções onde eu tenho que apontar pra certos lugares e "agarrar" eles com o cursor do Wii Mote são inofensivas e coletar Star Bits dos inimigos derrotados também funciona normalmente, então... Tá ok, eu acho, já vi uso pior de controles de movimento em outros jogos do Wii, ou em outras aberrações que lançaram pro Kinect, que por si só já é um desastre imenso.

No entanto, o Mario não é tão "sadio" quanto ele é nos jogos 3D passados, a barra de vida dele dessa vez tem meramente 3 hits até ele morrer, e se você quiser moedas pra recuperar sua vida, vai ter que pular num inimigo pra ter uma dessas, é a maneira mais fácil porque elas são bem mais raras aqui do que nos outros jogos. Derrotar inimigos com o golpe giratório só faz com que eles dropem Star Bits, que podem ser ou jogados em outros inimigos (eu meio que nunca faço isso na verdade), a cada 50 coletados você recebe uma vida extra, ou então dados pros Lumas em quantidades específicas pra que eles se transformem em alguma coisa que varia de terrenos/planetas extras nas fases ou galáxias inteiras através do Comet Observatory.

Aliás... O Comet Observatory é meio que sem graça como um hub, não tem muita coisa pra fazer nele fora ir de uma galáxia pra outra ou alimentar Lumas, só é meio legal ver ele ficando mais "vivo" na medida em que você coleta Power Stars, mas... Só isso mesmo. Existe até um modo de fazer o Mario voar pelo observatório, mas não serve pra literalmente nada fora pegar uma Power Star no hub, depois disso é só pra admirar a paisagem toda, o que é meio decepcionante considerando que o hub do castelo da Peach no 64 tinha coisa pra caralho e até o do Sunshine também tinha mais conteúdo, isso aqui é bem tedioso e pequeno em comparação.


Hub sem graça aparte, pelo menos as fases/galáxias em si são boas e se aventurar por aí é legal em maior parte do tempo? Sim, certamente.

Apesar dos controles/movimentos familiares, as fases são bem diferentes de essencialmente qualquer outra coisa relacionada a Mario 3D que surgiu até então e a progressão é o que Mario Sunshine deveria ter feito pra início de conversa. Você não é forçado a pegar todas as Power Stars, só 60 delas são obrigatórias pra ter acesso à fortaleza do Bowser, porém a estrutura das fases ainda é relativamente linear considerando que você escolhe uma Power Star a ser coletada e já existe uma rota ou trecho da fase especificamente feito pra você percorrer ele e pegar a Power Star no final. Não é um mundo aberto onde você pode explorar livremente que nem os dois jogos anteriores, mas... Qual é, caras? Entre isso e as fases enormes, abertas e 80% vazias do Sunshine, eu fico com isso aqui mesmo sem medo de ser feliz, obrigado.

De qualquer forma, o level design desse jogo é um dos melhores que eu já vi em Platformers 3D, é variado, os desafios são bem únicos, as gimmicks são inteligentes e raramente ficam tediosas ou se repetem demais e é um dos poucos casos onde platforming focado em gravidade não é uma bosta desorientadora com controles confusos e ângulos de câmera que mais atrapalham do que ajudam. Na verdade Mario Galaxy tem uma das melhores câmeras desse gênero, simplesmente por ela ser quase totalmente scriptada, te mostrar o que você tem que fazer e pra onde você tem que ir, e dificilmente eu tenho a minha visão atrapalhada por ela. Apesar que nos planetoides ocasionalmente acontecia dos meus controles com o analógico serem meio "fodidos" porque a câmera muda de ângulo e aí eu fico tendo que parar pra tudo se reajustar apropriadamente, mas isso não acontece taaaanto assim ao ponto de virar um problema grave.

Pois bem, você vai destravando as galáxias principais e as extras coletando Power Stars, inicialmente as principais tem 3 Power Stars que são pegas nas missões principais delas, que em maior parte são sobre passar por rotas diferentes com seus próprios desafios e a terceira sendo uma fase normal até o boss de tal galáxia. As galáxias extras são abertas pegando números específicos de Power Stars ou alimentando Hungry Lumas com Star Bits no hub, elas costumam só ter uma Power Star que você pega cumprindo o desafio único em cada uma delas, geralmente são minigames focados em alguma gimmick do Wii mote como a Loopdeloop, a Rolling Green ou a Bubble Breeze por exemplo. Também tem aquelas com desafios mais focados em um platforming mais típico, sem tanta influência assim da gravidade, como a Sweet Sweet ou Honeyclimb, e também algumas mais "Puzzle" como a Flipswitch ou a Hurry-Scurry.

A parte mais legal é que, novamente, você não precisa passar por tudo se quiser terminar o jogo, caso você não seja muito fã dos minigames com controles de movimento ou do cursor do Wii Mote, é só ignorar e fazer as outras missões.

Olha... Se eu fosse falar sobre cada fase desse jogo, esse post ia ficar ginorme porque esse jogo tem coisa pra caralho: Tem isso que eu já falei, tem as missões de Prankster Comet que são basicamente revisitar as galáxias e completar as missões delas em circunstâncias diferentes como correr até o fim antes do tempo acabar ou derrotar o boss sem levar nenhum hit, correr contra o Cosmic Mario ou coletar moedas roxas, que são o equivalente das missões de 100 moedas nos jogos anteriores, porém muito melhores porque elas são mais simples de coletar, tem as Green Stars escondidas nas fases que abrem o Planet of Trials, tem também as Powers Stars que tu pega com a ajuda do Luigi depois de salvar ele na Ghostly Galaxy... E de quebra, caso você consiga 120 Power Stars, você ainda destrava o Luigi como personagem jogável com suas próprias 120 Power Stars pra serem coletadas no modo Super Luigi Galaxy, que é basicamente o jogo sendo repetido, só que o Luigi sendo o protagonista ao invés do Mario.

Não dá pra reclamar de falta de conteúdo nesse negócio, né? Eu no máximo ignoro as fases alternativas com o Wii Mote porque não costumo ser muito fã desse tipo de gimmick, assim como alguns Prankster Comets eu ignoro porque acho isso filler tosco a nível de missões alternativas de alguns jogos 3D do Sonic. Mas a maioria das outras eu sempre jogo assim que libero... Meu save mais antigo tinha o Luigi liberado até, porém eu nunca cheguei a zerar o jogo todo com ele porque na época meio que deu preguiça e eu tinha outros jogos do Wii pra jogar, e agora não deu tempo de liberar ele.

De qualquer forma... Sim, tem coisa pra caralho pra se fazer aqui apesar dos fillers, e de quebra as galáxias principais também são bastante variadas, a maioria tendo tendo aquela estrutura cilíndrica e todo o level design e os desafios montados em cima disso, em especial a Good Egg, a Battlerock, a Dusty Dune, a Gusty Garden e a maioria das fases "finais" de cada "canto" do hub são as mais criativas com isso. Algumas outras têm seções um pouco mais parecidas com algo que viria de um jogo como Mario 64, a Honeyhive é a primeira que me vem na cabeça quando falo disso e eu vejo que tem gente que não gosta tanto assim dela porque não parece muito uma "galáxia" como as outras, mas eu nunca me incomodei com isso, até porque ela se porta como uma fase de um jogo 3D comum do Mario, podia ser muito pior considerando certas missões estúpidas obrigatórias que tinha no Sunshine.

Eu vou dizer, no entanto, que novamente eu tô meio que decepcionado com os Power-Ups... Pra falar a verdade, não é exatamente com a existência deles ou o modo como eles funcionam, pelo menos melhores do que os Power-Ups do 64 eles são, muito melhores até. Só que eu ainda prefiro muito mais o modo como eles são usados nos jogos clássicos do que nos 3D até então, Mario Galaxy novamente trata esses Power-Ups como gimmicks temporárias que só têm utilidade pra serem passadas em trechos específicos das fases ao invés de serem uma extensão do que o Mario pode fazer.

Por acaso você consegue ver utilidade no Bee Mario fora daquelas seções onde você escala paredes com mel ou é obrigado a voar pra alcançar lugares mais altos com ele? Já imaginou uma utilidade pro Boo Mario fora da Ghostly Galaxy? O Ice Mario fora da Beach Bowl, da Freezeflame ou da Deep Dark em suas respectivas missões ou trechos em que você TEM que usar ele pra surfar na lava/água ou não dá pra progredir?

É, foi o que eu pensei... Os Power-Ups em si não são o problema porque a ideia deles é muito criativa e se fosse usada que nem nos jogos clássicos, seria verdadeiramente incrível e adicionaria ainda mais profundidade ao gameplay desse jogo. Não que as seções onde você usa os Power-Ups sejam mal feitas ou coisa do tipo, a maioria delas são boas e te botam pra usá-los de formas inteligentes dentro da própria seção, mas eu não consigo não imaginar as possibilidades do level design ser ainda melhor e mais criativo caso os Power-Ups não fossem tratados como gimmicks pra passar de trechos específicos das fases... Certamente seria muito melhor fazer uso deles pra pegar mais Power Stars escondidas ou coisa assim do que enfiar coisas como as missões dos cometas lá.

Até mesmo a Fire Flower só é usável por uns 20 segundos quando você pega ela, depois ela some e você volta a ser o Mario normal... Isso é tão sem graça! E o jogo certamente não ficaria pior ou tão mais fácil assim se a Fire Flower fosse permanente a menos que você fosse atingido, porque os inimigos apesar de serem um pouco mais perigosos/agressivos não são exatamente difíceis de lidar, então... Pra que isso?

Eh, pelo menos a Rainbow Star que é basicamente a já conhecida estrela de invencibilidade ainda é legal de usar enquanto dura, e o Life Mushroom que dá mais 3 pontos de vida adicionais pro Mario sempre é uma coisa boa quando eu encontro por aí.

Os bosses e minibosses em maior parte também não são muito perigosos, mas eu admito que pelo menos as lutas são mais interessantes porque eles ficam um pouco mais chatinhos quando ficam "nervosos", então já é meio caminho andado, eu acho... Tem um boss em específico que é bem diferente do que o resto dos jogos do Mario já fizeram até então, no caso esse seria o Megaleg. A luta em si não é difícil e dá pra passar dela em menos de um minuto se você for bom no jogo e souber o que tá fazendo, mas só o fato de que após o Bowser Jr. se mandar eu descobrir que o planetoide em que eu tava logo se tornou o campo de batalha contra um boss gigante no qual eu tenho que escalar pra poder lutar apropriadamente já deu uma escala épica pra essa luta, e a música obviamente contribui enormemente pra isso. A luta em si me lembra um pouco de Shadow of the Colossus também, então tem isso.

Pois é, nenhum outro boss me impressionou tanto quanto o Megaleg e em partes o Mecha Bowser que é um pouco parecido, e até esses dois bosses não são tão desafiadores assim, porém essa porra tem potencial, ah se tem!


Com um bocado de dedicação, Mario consegue restaurar ao menos 60 Power Stars e pegar todas as Grand Stars menos uma, que está em posse de ninguém menos do que o Bowser. Então vamos lá acabar com esse bastardo mais uma vez pra pegar a última Grand Star e botar essa merda toda em ordem!

... Ah é, eu tenho que salvar a Peach também, tava meio que esquecendo disso.

Assim chegamos à última fase do jogo: Bowser's Galaxy Reactor. Isso mesmo, um reator de galáxias, o Bowser com uma máquina ou sei lá o que que consegue gerar galáxias no centro do universo ainda consegue ser derrotado por um encanador gordo de bigode e seu irmão que parece o Freddie Mercury... Mas não vou julgar ele porque o Dr. Eggman com seus 300 de QI e invenções de inúmeros tipos até hoje se fode nas mãos de um ouriço de 15 anos de idade que corre rápido.

E é bem possível que a Bowser's Galaxy Reactor seja a minha fase final favorita de todos os jogos do Mario... Sim, todos, incluindo os clássicos. Ela segue aquele padrão de fases finais de Platformers que incorporam elementos de outras fases em si, só que tornando eles mais desafiadores, e faz isso majestosamente bem, cada parte da fase é um planeta baseado em um elemento de algumas galáxias passadas, o planeta de fogo tem umas coisas da Bowser Jr.'s Lava Reactor e da Melty Molten, o planeta desértico tem coisas da Dusty Dune, o de gelo tem da Freezeflame, apesar dos blocos de gelo se portarem como aqueles que se montam na medida em que você progride na Space Junk... E a própria área baseada na Space Junk também tem isso... Enfim, é uma fase bem desafiadora e mesmo com a base em outras fases passadas, ela também tem a sua própria gimmick, que seriam os holofotes de gravidade, o platforming em vários trechos é baseado no uso dele, e aquelas de direção de gravidade da Bowser's Dark Matter Plant também voltam. Tudo isso acompanhado por uma música orquestrada que consegue soar triunfante e ameaçadora ao mesmo tempo.

Por outro lado... A luta com o Bowser ainda é bem fácil apesar da música ser uma das melhores do jogo todo, especialmente a da fase final da luta. Mas bem... Basicamente, ele fica rolando pra lá e pra cá, na primeira parte ele se transforma em uma daquelas rochas que rolam por aí e são quebráveis quando você acerta a parte não-rochosa delas... E funciona da mesma forma aqui, você acerta o Bowser, ele fica girando pra lá e pra cá e aí basta você dar uma pancada nele enquanto isso acontece, repete isso duas vezes e aí vai pra segunda parte que é quase a mesma coisa, porém você tem que evitar o Bowser rolando dessa vez na sua forma normal, até bater em uma daquelas plantas que esticam pra que elas acertem ele, depois dá porrada nele enquanto ele gira de novo... E a terceira parte que é no próprio reator de galáxias que tem lava dentro e uns pontos nos lados por onde a lava escorre, só muda um pouco que antes de girar, o Bowser pula e causa umas ondas no planetoide que você pode simplesmente dar pulos sobre com o timing certo, daí quando ele estiver rolando você desvia, fica perto de um desses pontos e o Bowser vai tentar te esmagar pra então queimar sua bunda escamosa se você desviar. Daí ele gira, você bate nele e repete... Meh, é melhor do que o final boss do Sunshine pelo menos, mas ainda assim nada especial.


No entanto, o final sem dúvidas é algo bem climático... O que também é incomum em jogos do Mario, porém aconteceu. Bowser foi derrotado, o sol que ele criou acabou ficando instável e se tornando um buraco negro gigante que começa a sugar/destruir tudo, e a única coisa que pode parar esse buraco negro gigante são os Lumas, que começam a voar até o buraco negro pra que ele possa ser neutralizado, incluindo o Luma que tava com o Mario esse tempo todo e se despede no momento. Essa cena é bem mais efetiva do que a "morte" da FLUDD porque é uma porra de um ser vivo que tá "morrendo" dessa vez afinal de contas.

Uma explosão enorme engole tudo, porém a Rosalina explica que isso não significa que é o fim e sim o começo de um novo universo que foi recriado, porém que não é exatamente igual ao anterior porque nem tudo o que se repete se repete exatamente da mesma forma. Nisso, Mario e os outros são mandados de volta pro Mushroom Kingdom e tudo volta a ficar de boa, com o Mario dizendo "Welcome new galaxy!" no fim com a câmera dando um zoom out mostrando mais do novo universo.

Se você tiver 120 Power Stars, aparece uma cena adicional depois dos créditos com a Rosalina agradecendo, dizendo que vai olhar tudo através das estrelas, o que é um toque legal, eu acho... Enfim, eu quase havia me esquecido de como o ato final desse jogo é brilhante, poucos Platformers me deram tanta satisfação assim de passar pelos momentos finais, enfrentar o final boss e assistir ao final. De fato, eu ainda tô aguardando mais Platformers causarem esse mesmo impacto, até agora Mario Galaxy é um dos três que eu joguei e tiveram atos finais bons assim, os outros dois sendo Sonic 3 e Klonoa. Não que os finais dos outros jogos do tipo sejam ruins, mas certamente esses foram os que mais me marcaram e deixaram uma grande impressão final sobre os jogos em questão.

No mais... Mario Galaxy é um puta jogo, certamente um avanço monstruoso em comparação com o Sunshine na maioria dos aspectos, de longe um dos Platformers 3D mais únicos que existem e também um dos melhores jogos que a Nintendo já fez. Talvez eu não concorde sobre ser O melhor jogo da geração passada como indica a votação da IGN, mas não fica muito longe disso, Mario Galaxy certamente merece a maioria dos elogios que recebe.

Com todo o sucesso crítico e comercial do jogo, pela primeira vez até então, a Nintendo faz uma sequência direta de um jogo 3D do Mario...


Super Mario Galaxy 2! Sim, finalmente um jogo 3D do Mario que gerou um sucessor com um "2" no seu título!

Bem, pra ser justo, Mario 64 não tinha como ter um título assim, a menos que você vá usar o modo imbecil da Square Enix de nomear sequências e chamar a hipotética sequência dele de "Super Mario 64-2". Mas Mario Sunshine já tava sujeito a isso... E eu não sei se fico triste ou feliz que ele não tenha ganhado uma sequência, acho que indiferente é a melhor palavra pra me descrever com relação àquele jogo e a possibilidade dele ganhar uma sequência.

Na verdade, Mario Galaxy 2 seria apenas uma espécie de expansão/versão nova do primeiro chamada de "Super Mario Galaxy More", porém o projeto tava com uma caralhada de ideias e elementos novos, então Miyamoto decidiu que seria uma sequência real. Eu bem que me lembro de toda a especulação em volta desse jogo antes de lançar, tinha até um rumor sobre uma galáxia baseada em Sonic chamada Green Hill Galaxy estar no jogo e o próprio Sonic participar dela... Infelizmente, isso não aconteceu, seria legal pra caralho se acontecesse e esse rumor até me deixou mais animado na época do que o anúncio de Sonic 4: Episode I que já me fez perder vontade de jogar só com o primeiro trailer. Mas pois é, não foi o caso, por mais triste que seja.

Agora chega de enrolação, vamos ver do que exatamente Mario Galaxy 2 se trata... Considerando que o primeiro teve uma história meio que boa, imagino que o 2 vá entregar algo no mesmo nível.

Lembra do final do primeiro Galaxy? Então, isso aqui é basicamente o tal universo recriado, e... Bem, a Peach convida o Mario pra ir até o castelo dela comer bolo enquanto o Star Festival acontece, no meio do caminho o bigodudo encontra um Luma que acaba se dando bem com ele e assim os dois passam a andar juntos, surgindo assim a nova desculpa pro Mario ter o ataque giratório do Crash. Então o festival novamente é interrompido pela invasão do Bowser, que dessa vez tá enorme porque usou o poder das Power Stars pra crescer, e ele sequestra a Peach... Claro que ele tinha que sequestrar a Peach...

Então bla bla bla, o Mario entra em uma aventura espacial pra pegar Power Stars de novo, dessa vez com a ajuda de um Luma gordo chamado Lubba que constrói uma nave com a cara do Mario que pode viajar pelo espaço. A Rosalina meio que não participa muito da história dessa vez, ela tá mais narrando as coisas que acontecem, então... Eh.

Quem por acaso gostou da história do primeiro esperava que Mario Galaxy 2 fosse ter uma história tão boa quanto provavelmente vai ficar decepcionado, e eu falo isso porque eu mesmo fiquei. Mas então tá, eu nem tenho muito mais o que comentar sobre isso aqui porque eu já disse o que tinha que dizer e não é como se essa história adicionasse algo novo ao mundo do Mario mesmo, então... Meh, ela é uma coisa.


De um ponto de vista técnico, Mario Galaxy é meio que extremamente próximo do original se tratando de gráficos, talvez só com as texturas um pouco mais "limpas" e os personagens tendo modelos melhores. Não tenho muito mais o que comentar aqui, os visuais são bem parecidos exceto que esse jogo é curiosamente mais colorido e "vivo" do que o seu antecessor que era mais escuro e só ocasionalmente tinha uns backgrounds que não fossem o vasto espaço sideral ao redor. E até mesmo o espaço nesse jogo tem umas auroras que quase sempre pegam minhas vistas uma vez ou outra.

Eu acho que nem preciso falar da trilha sonora, né? A do primeiro Mario Galaxy ainda é a minha favorita das duas, mas essa também é excelente, seguindo o mesmo estilo de orquestras que conseguem engrandecer literalmente qualquer momento do jogo e também ter músicas mais simples e com mais cara de video game. As minhas favoritas são as músicas da Melty Monster, Battle Belt, Sky Station, Bowser's Lava Lair que tecnicamente é um remix da música tema do Bowser do 64, mas ainda assim é melhor do que a original em todos os sentidos e por isso eu cito ela aqui... E tem mais, porém eu não quero estender isso demais, só gosto mais da OST do primeiro por ser mais atmosférica mesmo, mas em matéria de qualidade as duas são quase no mesmo nível.

Mas então... Como diabos Mario Galaxy 2 continua o que o seu antecessor iniciou? É só uma expansão fingindo ser sequência ou o jogo tem méritos próprios? Bem... Talvez possa parecer uma mera expansão do primeiro à primeira vista, o Mario tem exatamente os mesmos controles e os mesmos movimentos de antes, sem nada a mais e nem nada a menos, e eu tô ok com isso, em time que tá ganhando não se mexe afinal de contas, especialmente quando platformers raramente precisam mudar quanto aos básicos de como os personagens se movem/controlam. Claro, movimentos novos sempre são bem vindos quando bons, porém as adições aos movimentos do personagem ou vêm como algo que ele já pode fazer, ou então como algum Power-Up ou animal montável.

E pois é, falando de animais montáveis... O Yoshi tá de volta, e é com muita felicidade que eu digo que ele não é uma adição redundante dessa vez, pois ao contrário do Sunshine, aqui o Yoshi de fato expande o moveset do Mario ao invés de limitá-lo. O Yoshi pode dar aquele pulo flutuante típico dele como é de se esperar, mas ele também pode usar a sua língua de um modo diferente do usual, porque o cursor do Wii Mote funciona agora como mira da língua do Yoshi, e ela pode ser usada pra comer inimigos, pra comer certos projéteis e lançar de volta, pra balançar em flores específicas... Tudo isso ao mesmo tempo que você pode estar andando, pulando ou o que for, o que torna isso um dos melhores usos do Wii Mote em qualquer jogo, mesmo que relativamente simples.

Não para por aí, o Yoshi também tem seus próprios Power-Ups, que no caso seriam as frutas que ele pode comer pra mudar de forma e ganhar uma nova habilidade temporária. Comendo a Dash Pepper, o Yoshi fica vermelho e sai correndo em velocidades altas podendo subir morros ou até correr na água, comendo a Blimp Fruit o Yoshi vira uma espécie de balão que vai indo pra cima e se esvaziando até o efeito da fruta acabar, e a Bulb Berry serve pro Yoshi ficar amarelho brilhante e revelar caminhos escondidos. Mas sim, todos os efeitos dessas frutas acabam depois de uns segundos e o Yoshi volta ao normal, que nem os Power-Ups do próprio Mario, esses aqui também são tratados como gimmicks... Mas quer saber? Esses eu não me importo que sejam assim, até porque o próprio Yoshi já é uma puta adição aos movimentos do Mario, então ter umas pequenas adições momentâneas aos dele parece mais lógico do que limitar os Power-Ups que o próprio Mario consegue.

E... É, os Power-Ups do Mario aqui continuam não sendo exatamente Power-Ups e sim gimmicks, todos os do primeiro Galaxy estão presentes aqui e alguns novos também. Mas em defesa de Mario Galaxy 2, os Power-Ups novos dessa vez são um pouco mais legais e o uso deles é mais criativo, em especial o Spin Drill que faz com que o Mario cave o chão de um dos planetoides e vá parar do outro lado dele, e a Cloud Flower que é de longe o melhor, ela torna o pulo do Mario um pouco mais flutuante e a cada uso do ataque giratório você cria uma plataforma de nuvem. Claro, você pode dizer que ele não é usável fora das fases em que é mandatório, mas se você for bom, dá pra fazer uns atalhos bem maneiros com ele e usar fora das seções mandatórias dentro dessas fases, o que é bem legal.

Por último, tem o Rock Mushroom que permite que o Mario se transforme numa rocha redonda e dessa vez pegue uma habilidade do Sonic: O Spin Dash. Bem, não é literalmente o Spin Dash, mas é bem parecido: Você carrega, daí solta indo em velocidades altas nas pistas. É legal de usar, mas é o único Power-Up que eu realmente não consegui usar muito fora de quando era mandatório... Meh, poderia ter sido bem melhor do que isso, mas é ok, as seções com ele nas pistas da Boulder Bowl e da Melty Monster geralmente são boas.

Você também pode ocasionalmente jogar com o Luigi quando ele fala com você no meio de algumas fases, ao invés de ter que pegar 120 Power Stars pra isso. Pra jogar com o Luigi em todas as fases, aí você tem que terminar o jogo principal, o que significa pegar 70 Power Stars e derrotar o Bowser na galáxia dele. Considerando a penca de coisas que adicionaram só ao gameplay principal, eu já posso dizer que pelo menos nesse departamento, Mario Galaxy 2 é bem como eu esperava de uma sequência de um platformer, e mesmo o lance dos Power-Ups serem gimmicks não me ofende muito porque eu meio que esperava isso já que jogos do Mario costumam ser consistentes com certas coisas.


Uma coisa que eu já vou dizer que é melhor que o primeiro é o hub... Ou melhor: A quase-ausência do hub. Convenhamos, o Comet Observatory não tinha quase nada de interessante e era meio que chato ter que ficar indo de um lugar pro outro só pra acessar as galáxias diferentes, então a Starship Mario aqui é bem mais conveniente e não só navega por um mapa mais parecido com os mapas do mundo dos antigos como também você nem precisa perder tanto tempo assim nela entre as fases, só selecionar uma, ir pro leme e pronto. Se um hub não tem muita coisa pra explorar, então eu não vejo por que o jogo ficar me fazendo perder tempo nele, então sim, isso é uma melhora.

Então esse papo me leva a como Mario Galaxy 2 faz com relação ao level design que no primeiro era relativamente linear e tinha um bocado de platforming, mas tinha um bocado de exploração e tinha um certo foco no lance da gravidade, passar por lados diferentes dos locais e tudo mais. Mario Galaxy 2 é meio que o oposto disso no sentido de que ele tem muito mais platforming tradicional e menos exploração e desafios envolvendo a gravidade, apesar que essa ainda tem uma certa relevância no jogo. O pessoal da Nintendo quis fazer esse pro povão que achou o primeiro Mario Galaxy fácil demais, e isso é bem aparente porque o risco de você cair em algum abismo e morrer nesse jogo é bem maior do que no primeiro que geralmente só tinha uns buracos negros usados como abismos em certas partes.

Dá pra fazer uma comparação entre a primeira missão da primeira fase desse jogo, Sky Station, com a primeira do anterior, no caso a Good Egg. Na Good Egg você meio que passava por um monte de terrenos cilíndricos, voava por aí, tinha uma seção pra achar pedaços de estrelas por um terreno cilíndrico enquanto desvia daquelas rochas, isso pra poder liberar a estrela que te atira pra próxima parte da fase e por aí vai. Já a Sky Station não, ela começa com uma área meio aberta só pra você meio que pegar os movimentos do Mario, mas assim que você é lançado pra segunda parte, você já vê que essa fase é meio cilíndrica, mas não é focada nisso, já tem uma porrada de plataformas, locais onde você tem que pular e até nos planetoides você precisa pular de um pro outro, e logo na última seção que também é cilíndrica você pode explorar pra achar a Comet Coin que libera o Prankster Comet na fase, mas não sem passar por umas plataformas que ficam girando ao redor do local por cima de abismos.

Dá pra ver a diferença? Enquanto o primeiro tinha um foco maior em explorar enquanto o platforming ainda que presente era mais uma parte do desafio do que o aspecto principal, Mario Galaxy 2 algumas vezes junta as duas coisas e em algumas galáxias destraváveis como a Flip-Swap, a Beat Block ou a Sweet Mystery é algo puramente platforming. As partes mais abertas que eu mencionei sobre o primeiro que até se encaixariam no 64 são bem mais raras aqui, de fato, eu só me lembro da Fluffy Bluff no momento, mas deve ter mais uma ou outra sim. E ainda assim eu poderia citar um monte de fases que são o exato oposto: Puzzle Plank, Hightail Falls, Tall Trunk, Supermassive, Haunty Halls, Flipsville... A maioria ou é platforming tradicional ou então mistura isso com gravidade de uma forma que o platforming ainda seja o foco maior, o que torna Mario Galaxy 2 um jogo um bocado mais desafiador do que o primeiro ao mesmo tempo que faça com que ele realmente pareça uma evolução do conceito.

Os Prankster Comets também são melhor executados aqui, os de Speedrun agora te dão um tempo mais limitado e você precisa coletar relógios por aí pra aumentar o tempo, o que te faz jogar a fase diferente do primeiro que te dava um tempo consideravelmente generoso pra passar das fases e passar correndo por tudo era sempre a melhor solução. Ao invés de correr contra o Cosmic Mario, o que também é uma corrida contra o tempo disfarçada, você tem os Cosmic Clones te atrapalhando pelas fases, o que também te faz jogar elas de modo diferente já que você tem que progredir enquanto toma cuidado com eles. E por último, mas não menos importante, as moedas roxas agora estão confinadas em seções pequenas das fases, e nem todas as fases têm missões de moedas roxas, até porque só um Prankster Comet comum existe em cada uma delas e precisa ser liberado pegando uma Comet Coin. Outros nas fases extras também deixam os inimigos ou obstáculos se movendo mais rápido, o que deixa elas ainda mais complicadinhas de passar.

Sim, ainda é meio que filler, mas pelo menos é melhor executado do que o primeiro Galaxy... E caso você esteja tendo dificuldades não só com isso como com outra fase normal específica, tem o Cosmic Guide que basicamente te leva até o fim de uma das fases e aí você pega uma Bronze Star ao invés de uma Power Star que originalmente seria dada se tu completasse a fase ocasionalmente. Eu nunca usei esse negócio porque... Qual é? Esse tipo de coisa derrota o propósito de eu estar jogando o jogo pra início de conversa, porém é opcional, então tanto faz, eu acho... Só espero que você não seja casual a esse ponto, por favor.

Existem também os minigames que nem no primeiro, o de fazer o Mario rolar aquela bola com o controle de movimento do Wii Mote voltou, porém ironicamente, é mais fácil porque as áreas são mais abertas enquanto no primeiro requeriam muito mais precisão. E considerando que o Wii Mote não proporciona exatamente a precisão que você precisa pra passar confortavelmente por essas fases, isso foi uma boa decisão... Só que o minigame de planar com o Fluzzard ainda é meio que um saco pra controlar, especialmente quando você tem que pegar um coletável como uma Green Star ou coisa do tipo. Bem, os outros minigames são inofensivos de qualquer maneira, então não tenho tantas reclamações assim sobre isso tudo.

Mas e aí? Se você pegar 120 Power Stars, o que diabos Mario Galaxy 2 te dá como recompensa além de te deixar jogar com o Luigi em qualquer fase? Ehhh... Esse jogo te dá mais estrelas pra coletar, mas dessa vez são as Green Stars que estão escondidas nas fases, três na maioria das fases pra ser mais exato, e é meio que só isso... As fases em si não mudam de nenhuma forma e nem têm partes novas com Green Stars, é só... Procurar Green Star. E enquanto algumas vezes elas têm um posicionamento inteligente, em certos casos você tem que literalmente dar saltos da fé pra chegar na Green Star que você tá procurando e não consegue ver no momento, o que significa tentativa e erro até você conseguir a maldita estrela... Não é mesmo, Flipsville Galaxy?

Ou que tal a Green Starda Boulder Bowl? Aquela animação mostra o Rock Mushroom, que eu suponho que vá ser útil pra alguma coisa, porém na verdade se você usar ele pra destruir aquelas pontes levantadas, você perde a Green Star que tá bem acima de uma delas e só é alcançável se você pular nas paredes pra chegar no topo dessa ponte e pegar a Power Star de lá... Ou então uma das Green Stars da Slipsand Galaxy que você tem que pegar naquele tobogã de areia [?], mas a câmera tá virada pra frente do Mario e você não tem como pegar a Green Star a menos que já saiba onde exatamente ela vai passar, o que significa que você já vai ter que repetir a fase de qualquer forma ou então morrer pra parar no checkpoint anterior. Tem mais, mas as que me vêm na cabeça são essas... E eu nem preciso falar que eu não gosto dessas missões, né?

Eu também não sou muito fã da recompensa que você consegue completando elas, porque é só a Grandmaster Galaxy no fim do mundo especial... Sim, só uma fase e mais nada. O mundo especial você abre depois de derrotar o Bowser, mas ele só tem fases recicladas de jogos passados do Mario e não adiciona nada muito relevante a elas em maior parte, talvez só a primeira é um pouco diferente e a Roller Coaster é só um minigame. Mas depois vem réplicas exatas de uma das fases especiais do Sunshine, de um trecho da Beach Bowl Galaxy, uma boss rush onde você enfrenta bosses do primeiro Galaxy de novo... Eu tô ok com reusar algumas fases passadas, gostei da Throwback Galaxy no World 6 aqui, mas... Pra tudo tem limite, né, caras? Deviam ter deixado o mundo especial só com fases originais e aí liberar ele só se coletar todas as Green Stars, pelo menos eu me sentiria um pouco mais recompensado com isso tudo.

Os bosses... Bem, eu continuo não sentindo nada sobre a maioria deles, porém algumas lutas são boas, eu gosto do Digga-Leg apesar dele nem se comparar com o Megaleg do jogo anterior... Mas é legal usar o Spin Drill contra ele. O Gobblegut é um daqueles casos em que a luta em si não é difícil, até porque os pontos fracos dele são óbvios demais, porém a escala da luta faz ela ficar empolgante com o tamanho do boss que é uma serpente gigante que sai comendo o pequeno planeta onde você tá, e a música é bem "Caralho, fodeu!", o que ajuda com isso. Mas sim, foi  meio que preguiçoso da parte da Nintendo reciclar alguns bosses também, como o da Honeyhive Galaxy que volta aqui na Puzzle Plank e é literalmente a mesma coisa que antes.

Mas então tá, depois de passar das fases principais e coletar 70 Power Stars, você pode ir lá enfrentar o Bowser e salvar a Peach outra vez.


Tecnicamente, você já enfrenta o Bowser antes, mas ok, essa é a batalha final... E a Bowser's Galaxy Generator é certamente mais difícil do que a fase final do jogo anterior, já começa colocando o Mario pra enfrentar Hammer Bros. que são meio que um saco de derrotar, e a fase também traz elementos de galáxias passadas, apesar de eu achar que a do primeiro faz isso de formas mais criativas. No entanto, sem dúvidas essa é mais difícil, tem mais inimigos, mais seções de platforming preciso e se você tentar coisas arriscadas sem ter habilidade pra isso, provavelmente ou vai queimar sua bunda na lava ou então vai cair num abismo e morrer.

A batalha contra o Bowser aqui é mais desafiadora do que a do primeiro e você pode morrer sim se por acaso não tomar cuidado. A primeira fase é uma versão mais difícil das lutas anteriores com ele onde você fica num planetoide e tem que desviar dos socos dele, que dessa vez causam ondas de energia. Esperando os... uhh... Aerolitos [?] caírem pra que eles sejam levantados pelo soco do Bowser, e até mesmo os próprios Aerolitos aí podem te machucar por causa das ondas que o impacto da queda deles provocam. Mas assim que levantados, dê um Ground Pound neles enquanto mira no Bowser, na segunda vez fica um pouco mais chatinho porque o Bowser começa a voar e soltar fogo por aí, e ele tem uma péssima mania de fazer isso enquanto os Aerolitos caem e eu já tenho que me desviar das ondas deles... Então sim, é meio que difícil de desviar, mas não impossível.

Daí vem a segunda parte da luta, tudo parecia ok depois do Bowser ser derrotado, até que o infeliz consegue sobreviver e come a Grand Star que o Mario iria coletar, ficando gigante de novo e isolando ele pra uma área do espaço que só tem Aerolitos voando por aí. O que você tem que fazer? Jogar os Aerolitos no Bowser enquanto ele te persegue, e é um pouco mais tenso do que parece, porque qualquer errinho seu faz o Bowser se aproximar um pouco mais e é meio que fácil de errar essas coisas quando você não tem prática. Então sim, a luta ao todo é perigosa, provavelmente a luta mais difícil contra o Bowser... Ainda que isso não seja grande coisa considerando que o Bowser nunca foi exatamente difícil nos jogos passados. Mas ei, eles conseguiram deixar ele desafiador dessa vez!


Então no final tudo explode e outra galáxia é recriada?

Nah, a Peach é resgatada, depois aRosalina aparece, agradece o Mario por isso, se reune com o Luma que vai embora com o boné do Mario e aí todo mundo volta feliz pra casa. Como eu imaginei, o final desse jogo não seria tão climático quanto o do primeiro, mas pelo menos é um final mais feliz e conclusivo, então acho que tá valendo.

Mario Galaxy 2 pode não ter aquele fator "Wow!" do primeiro que introduzia toda uma mecânica única na série e não ser tão interessante quanto sobre a história, mas é um jogo melhor sem dúvidas porque faz exatamente o que sequências boas fazem: Expandem os conceitos do original, adicionam elementos novos e melhoram o que precisa melhorar. Eu prefiro esse level design mais focado do que o do original, os Power-Ups também são melhores, o Yoshi é útil de novo e apesar dos fillers aqui e ali, a parte principal do jogo é fantástica, é o meu Mario 3D favorito e eu diria que quase um jogo 3D perfeito do Mario... Quase, chega bem perto, mas ainda não.

Depois disso, o Wii não teve mais jogos principais do Mario, porém o 3DS teve Super Mario 3D Land, que eu nunca joguei porque não tenho um 3DS e nem conheço alguém que tenha, especialmente agora que eu tô mais isolado do resto da população do que nunca. Digo... Sim, eu tô trabalhando, mas eu só saio pra trabalhar mesmo, chego aqui em casa mais ou menos umas 19:30 ou 20h e fico jogando ou mexendo no computador até ficar com sono.

Enfim... Chega de enrolação, o próximo jogo principal do Mario a sair foi o título 3D de estreia dele no Wii U, que é meio que uma continuação do 3D Land.


Sim, Super Mario 3D World... E agora mesmo você está lendo a versão reescrita Nº 16 dessa parte do post. É, eu contei...

Como eu disse, eu só joguei Mario 3D World uma única vez quando meu primo passou uns dias aqui e trouxe o Wii U dele, e foi apenas a parte principal do jogo, não tive tempo pra explorar o resto e foi isso que me impediu de escrever uma review inteira desse jogo na época em que saiu. Eu não gosto de terminar jogos de qualquer jeito e escrever reviews rasas deles, principalmente quando o jogo é bom, porque se for ruim eu quero mais é terminar e largar logo mesmo. Mas obviamente não é o caso aqui, Mario 3D World não é um jogo ruim.

Eu meio que tô me adiantando demais aqui, então... Pois é, eu não sei muita coisa sobre o desenvolvimento desse jogo e nem me empolguei tanto assim quando vi os trailers antes, talvez porque eu esperava um Mario Galaxy 3 ou algo do tipo, e inicialmente eu não liguei muito pra roupa de gato que parecia que a ser o foco do jogo também. Então minha reação foi um "meh", e o segundo trailer que já empolgou todo mundo também não me hypou tanto assim, mas o jogo não parecia ruim. Eu não imaginei que fosse jogar Mario 3D World tão cedo, até que o meu primo que queria comprar um PS4 decidiu comprar um Wii U ao invés disso porque queria jogar esse jogo, Smash Bros. e mais uns outros, então os primeiros jogos que ele arrumou pro Wii U dele foram New Super Mario Bros. U, Mario 3D World e Sonic Lost World. E assim que terminei o último citado e expressei minha decepção com ele, eu fui jogar Mario 3D World e consegui terminar a parte principal.

Sem mais conversa... Agora vamos pra história, que dessa vez não poderia ser sobre a Peach sendo sequestrada considerando que ela é uma personagem jogável aqui. Então do que diabos esse negócio se trata?

Mario, Luigi, Peach e Toad tavam andando por aí apreciando os arredores do Mushroom Kingdom em uma época de algum outro festival aí que dessa vez não envolve cometas e estrelas. Mas então eles descobrem um cano transparente que parece quebrado, e aí pela primeira vez na vida, Mario e Luigi fazem trabalho de encanador e consertam o cano... Demorou anos pra isso, mas aconteceu, finalmente os encanadores foram de fato encanadores! E depois de consertar o cano, sai um monte de coisa esquisita de lá e por último uma fada verde que explica que ela é uma das Sprixie Princess que vivem no Sprixie Kingdom e conseguiu escapar por pouco da invasão do Bowser ao reino dela, e ele raptou todas as outras princesas de lá com a exceção dela.

Mas aí o Bowser surge do cano transparente coloca a Sprixie Princess dentro de um pote de vidro e cai fora... Porque quando o Link faz isso de colocar fadas em potes de vidro, é heroico, mas quando o Bowser faz, é errado... Vai entender as morais da Nintendo, né?

Então, a Peach pula no cano transparente tentando ir atrás do Bowser e acaba caindo, com o Mario e os outros indo atrás... E enquanto eles vão indo pro Sprixie Kingdom escorregando no cano, o Mario pôde ver a calcinha da Peach de graça já que ela tá passando bem na frente dele e os outros ainda tão muito atrás pra apreciar isso. Não é como se a Peach fosse mostrar voluntariamente mesmo, então... Já é melhor do que a bitoquinha no nariz que ela deu lá no 64...

É isso aí: Mario, Luigi, Peach e Toad agora tão no Sprixie Kingdom e precisam salvar as princesas e mandar o Bowser pros quintos dos infernos de novo... Não acho que apenas eu queria que essa história trouxesse o Wart e o Subcon de volta, mas de qualquer forma... É uma história, e ela é tão inofensiva e quase irrelevante quanto a maioria das que têm nos outros jogos do Mario.


Considerando que Mario 3D World é o primeiro jogo 3D do Mario a ter gráficos HD (já não era sem tempo também) e que é pra um console mais potente do que o Wii... Acho que ele é o que eu esperava que fosse ser graficamente. Os cenários são extremamente ricos em detalhes, os modelos do Mario e do resto dos personagens são bonitos apesar de algumas vezes eu ter a leve impressão de que eles parecem feitos de borracha, mais ainda com alguns inimigos, mas não é nada que me incomode demais.

O que me faz não ficar totalmente "encantado" com os visuais desse jogo é que a direção artística dele é bem mais simplista do que a que os Galaxy tinham. De fato, Mario 3D World é provavelmente o Mario 3D mais "tradicional" dos que eu joguei até agora, você tem o World 1 que visualmente é uma versão HD do World 1 de... Sei lá... New Super Mario Bros.? O World 2 que é um mundo de deserto que me lembra um pouco o World 2 de Super Mario Bros. 3, e também um mundo de gelo, depois um de montanhas, praias... Você entendeu agora, né? Mario 3D World não é necessariamente único nesse aspecto, mas eu ainda dou créditos a esse jogo porque as fases não são tão "presas" aos temas dos mundos assim... Muitas são, mas existem aquelas que se passam em trechos diferentes, como a World 1-5 que pouco tem a ver com os visuais do mapa em si e se passa em um circo em contraste com o cenário mais natural das outras fases.

E não é como se esses cenários não fossem bonitos por si só, especialmente os dos Worlds 3, 5, 6 e os dois últimos, fora os mundos secretos que também são deslumbrantes... Mesmo não ganhando tantos pontos assim por originalidade, eu ainda acho que esse jogo tem alguns dos melhores visuais da série toda, em grande parte talvez pela qualidade técnica dos gráficos mesmo, é o primeiro jogo 3D do Mario com visuais HD afinal de contas.

As músicas já não são mais orquestradas e eu não acho essa OST tão boa quanto a dos dois jogos anteriores, porém eu gosto dessa pegada mais Jazz que a maioria das músicas desse jogo têm. As faixas parecem bem coisa dos anos 80 mesmo, porém você não venha mentir pra mim dizendo que não ficou acompanhando o ritmo da música batendo o pé ou balançando a cabeça enquanto jogava a World 1-1 pela primeira vez ou que não sentiu vontade de sair dançando por aí com a música da Bowser's Highway Showdown. É uma OST bem cativante e talvez até combine mais com os jogos tradicionais do Mario do que uma orquestrada, certamente eu não me importaria se os jogos futuros que não fossem no estilo do Galaxy seguissem esse modelo de músicas aqui.

Agora sobre o gameplay... Em partes, eu meio que fiquei decepcionado com os controles desse jogo, porque se você por acaso achava que os Galaxy tornavam a movimentação do Mario mais simplificada em comparação com o Sunshine, você vai se chocar quando for dar uma jogada em Mario 3D World, porque esse jogo simplifica as coisas ridiculamente além do necessário e adiciona certas coisas que até hoje eu ainda não entendi. Por que diabos tem um botão de correr justamente em um jogo 3D do Mario? Caso você não se recorde muito bem, a Nintendo criou o analógico do Nintendo 64 em grande parte porque precisavam de um modo confiável de controlar a movimentação do Mario, se você quer correr, você só segura o analógico pra direção que você quer, e se quiser andar, é só mexer o analógico mais levemente. Sempre foi assim e sempre funcionou perfeitamente bem dessa forma, então... O que diabos?

E não é como se o botão de correr fosse exatamente bem implementado também... No single player? Bem, sim, você pode correr/andar sem muitos problemas, mas no momento em que você joga Mario 3D World no Multiplayer... Tente tomar uma dose de pinga pra cada vez em que você acabar carregando um dos seus aliados só por estar correndo segurando X ou Y e acidentalmente passar perto dele. Você vai pegar cirrose em 2 horas e provavelmente vai morrer... E a Record vai fazer questão de botar o Marcelo Rezende pra mostrar uma matéria no Cidade Alerta sobre como um video game matou uma pessoa de cirrose.

Mas ok, no Single Player o botão de correr é inofensivo... Desnecessário? Sim, mas não me atrapalha tanto quanto no Multiplayer, que já é desajeitado só com dois jogadores e vira uma bagunça total com três ou quatro, a menos que todo mundo que tá jogando seja bom pra caralho, o que é possível, porém meio difícil de acontecer... Especialmente porque só dá pra jogar no Multiplayer com amigos próximos e não online por algum motivo que eu não faço ideia de qual seja... Mas ainda assim se todo mundo for bom, a câmera pode foder com as coisas porque tem hora que ela quer focar em jogadores aleatórios e a mudança de ângulo pode me fazer morrer caso o outro jogador esteja relativamente longe de mim e eu esteja passando por uma seção de platforming ou alguma parte mais perigosa da fase... Então sim, eu não acho o Multiplayer desse jogo tão divertido assim, quando eu joguei com o meu primo foi até frustrante nas fases depois do World 3 que começavam a ficar mais "apertadas" pros jogadores.

Fora isso, eu também não faço ideia do porquê do pulo triplo ter sido removido do jogo... Não, sério, por que? Isso é uma coisa que existe desde Mario 64 e foi trazida até pros New Super Mario Bros., era uma das melhores coisas que tinham nos jogos 3D do Mario, pular com o timing certo e alcançar lugares mais altos ou simplesmente usar sua criatividade pra fazer atalhos pelas fases... Aliás, eles não só fizeram isso como deram um downgrade inexplicável no pulo longo e no salto pra trás, o que eu também não entendo... O pulo longo só vai um pouco mais distante que o pulo normal e o salto mortal pra trás quando você freia e pula na direção oposta nem parece muito diferente do pulo normal. Qual é, Nintendo? Por acaso isso foi pra impedir que os jogadores fizessem manobras ou pegassem atalhos com esses movimentos pra chegar em lugares que eles não "deveriam" antes? Se sim, então por que caralhos tem a roupa de gato que te deixa escalar paredes e chegar em lugares mais altos de qualquer forma?

Não existe motivo pro moveset do Mario (e dos outros personagens também) ter ficado desse jeito, e mesmo se fosse o caso, só jogadores habilidosos fariam essas coisas com os movimentos anteriores... E isso era um modo do jogo recompensar o jogador por sua habilidade ao invés de prender ele a um único modo de jogar porque sim. Mas ok, pelo menos os controles funcionam, respondem decentemente e as fases não ficam muito piores só por causa disso, até porque o level design delas ainda acomoda as habilidades do jeito que são, então é um pouco mais tragável dessa forma.

Agora indo pro lado positivo das coisas... Sim, novamente Mario, Luigi, Peach e Toad são todos jogáveis em um jogo que não fosse um Spin-Off! Considerando que isso é um dos motivos de eu gostar de Super Mario Bros. 2 um pouco mais do que a maioria das pessoas gostam, o retorno desse conceito me deixou feliz. Eles eram similares no sentido de como se controla, mas cada um tinha seus próprios atributos que o diferencia de outro, e Mario 3D World é exatamente assim. O Mario é o personagem "balanceado", o Luigi demora um pouco mais pra correr rápido, mas tem um pulo mais alto, a Peach é uma lesma, porém pode planar, e o Toad é o mais rápido apesar de ter um pulo ridiculamente baixo e demorar mais ainda do que o Luigi pra começar a correr mais rápido quando segura X... E caso você passe do World Star 2, a Rosalina é jogável, o que eu não consegui fazer, porém ouvi dizer que ela tem o ataque giratório dos Galaxy surpreendentemente sem nenhum downgrade, e isso é legal.

Você pode escolher entre os quatro (ou cinco se tu tiver a Rosalina) personagens jogáveis toda vez que estiver pra acessar uma das fases, sem nenhum tipo de restrição e nem nada do gênero. Geralmente eu uso o Mario ou o Luigi, mas a Peach é útil quando uma fase tem umas seções de platforming mais perigosas e eu tento usar o movimento de planar dela pra passar com mais facilidade... Só o Toad que eu meio que raramente uso, de novo. Mas fazer o que, né? Pelo menos pra quem gosta dele, tá aí, e existem também as missões do Captain Toad que são basicamente um minigame onde você passa por uma maze e chega até o fim com uma Green Star te aguardando, mas tem um foco maior em puzzles e estratégia pelo fato de que o Captain Toad não pode pular. Existe um jogo novo baseado nessas seções chamado Captain Toad: Treasure Tracker, mas isso é pra quem gosta, eu não sou tão fã assim desse tipo de coisa, então eu procuro evitar quando posso.

E felizmente eu posso, porque o mapa dos mundos é que nem os dos clássicos exceto que com movimentação totalmente 3D, mas as fases são marcadas lá, completar elas abre caminhos diferentes, te deixando ignorar umas ou então pegar uns caminhos diferentes com outras fases e uns minigames de bonus aqui e ali.


Em contraste com os Galaxy, algo que realmente me deixa feliz é que agora os Power-Ups são Power-Ups de verdade! Sim! Já não era sem tempo, caralho! Se eu pego uma Fire Flower, eu posso sair fritando o cu de todo mundo sem medo de ser feliz e a única coisa que destruiria a minha felicidade seria algum inimigo ou projétil me atingir... Ou eu morrer, mas ok, o que importa é que a Fire Flower não acaba depois de 20 segundos, obrigado! E apesar de ser visualmente tosca pra diabo, a roupa de gato é bem útil dentro do contexto do jogo pra escalar paredes, pegar caminhos alternativos ou acessar salas de bonus que te dão trocentas vidas, assim como também serve pra arranhar inimigos, fazer um ataque aéreo onde você avança na direção deles ou então aumenta a distância dos seu saltos, ou também serve pra consertar saltos errados. Até alguns Goombas depois vêm com esse Power-Up equipado e fazem esse movimento, o que é um detalhe bem legal, e se eu não me engano, os Banzai Bills também podem vir com roupas de gato... O que torna eles uns 60% menos intimidadores, mas ok.

A Super Leaf que dá a roupa de Tanooki também tá de volta aqui, e apesar de não conseguir voar, esse Power-Up é útil pra estender pulos como sempre, especialmente quando usado em conjunto com a habilidade de planar da Peach, e a cauda dele agora é bem mais útil como método de ataque do que era antes considerando que não tem nenhum atraso no comando que nem Super Mario Bros. 3 tinha nesse aspecto do Power-Up. A Boomerang Flower também tá aqui e o personagem equipado com ela é basicamente o que você imagina que seria: O Mario/Luigi/Peach/Toad com roupa de Boomerang Bro podendo jogar bumerangues nos inimigos. Eu ia preferir o Mario Hammer Bro se fosse tão bom quanto a sua contraparte clássica, mas eu tô ok com o Boomerang Mario.

E assim como Mario World, os Power-Ups em maior parte ficam permanentemente com você e podem ser colocados na reserva, então a única coisa que pode te tirar um Power-Up realmente é você ser atingido... E você não quer ser atingido muitas vezes porque o sistema de vida aqui é o mesmo que o dos clássicos: Você é atingido uma vez com Power-Up e perde o Power-Up, se você for atingido de novo e tiver com o Mario normal, vai virar o Mario pequeno e aí mais um hit e RIP in Pepperoni pra você.

Os Power-Ups temporários são a estrela de invencibilidade, uma versão avançada do Cat Bell que te dá dinheiro pra caralho, o Mega Mushroom que transforma o Mario em um gigante que fulmina tudo no caminho dele que nem nos New Super Mario Bros.... E a Double Cherry, que basicamente multiplica o Mario em dois, com você controlando as duas cópias dele e pegando mais pode ter até 5 Marios por aí, e equipados com Fire Flowers, dá pra você destruir o mundo e tudo o que há nele com essa porra, de longe o meu Power-Up temporário favorito desse negócio. Só tem uma coisa meio esquisita... Quando você pega uma dessas Double Cherries e tem um outro Mario surgindo aí, se por acaso você morre com o Mario "original", o clone ainda continua indo pelo resto da fase.

Isso significa que... O Mario real na verdade morreu em Mario 3D World e a partir de agora o que temos aqui é um clone que decidiu seguir o legado do original???

DEEPEST LORE!!!

Pois é, viu só que diferença um uso mais prominente dos Power-Ups faz em um jogo do Mario? Mesmo eu não gostando dos movimentos padrão dos personagens aqui, o uso dos Power-Ups me faz perdoar isso quase que inteiramente, e eu só consigo lamentar mais ainda o fato dos Galaxy não fazerem o mesmo... Aqueles jogos ficariam melhores ainda se os Power-Ups fossem aplicados que nem são aqui. Eles tornam o jogo mais robusto, a exploração das fases fica muito melhor especialmente quando é com o uso dos Power-Ups que você pega Green Stars pra abrir fases secretas ou selos caso você se importe em ficar fazendo posts bonitinhos no Miiverse usando eles.

E por incrível que pareça, Mario 3D World tem essa exploração toda ao mesmo tempo que é um jogo relativamente linear, até mais do que os Galaxy, ele é literalmente uma versão 3D de um jogo 2D do Mario ao invés de um jogo 3D como os anteriores. Você começa uma fase, tem um monte de obstáculos/inimigos/etc e no fim tem um poste com uma bandeira pra você pegar uma vida chegando no topo... Ou usando a Cat Suit você também pode ser um trapaceiro maldito e subir o poste lá sem esforço. Não é exatamente único, mas eu gosto dessa estrutura, considerando que há uns anos atrás eu me perguntava como seria um Mario 3D que fosse mais fiel aos clássicos, mas acostumei tanto com os 3D com o tempo que quando Mario 3D World apareceu com essa proposta eu não me interessei muito até pegar pra jogar e ver que é bem melhor do que eu imaginava que poderia ser.

Até mesmo das fases mais "gimmicky" eu consigo gostar, desde as que usam o Gamepad do Wii U pra criar plataformas como o microfone pra você assoprar e fazer plataformas moverem. Também gosto das fases do Plessie, um dinossauro que você pode usar como montaria e controlar ele enquanto passa correndo pelas fases ou seções de fases onde você desvia de obstáculos e pula, similar a umas seções que Mario Galaxy 2 tinha, aquelas onde o Mario ia escorregando por tubos, só que sem serem tubos, obviamente... No entanto, eu gosto dessas fases. O World 3 também tinha uma fase que se inspirava em Mario Kart e era tipo uma fase rítmica onde você ia correndo, umas "boost pads"  te empurravam pra frente e você só matava inimigos ou então pulava pra passar por seções de platforming ou então pegar alguns bonus com os jump pads... Quando eu joguei essa fase pela primeira vez, eu tive que repetir porque foi muito boa, tinha até um remix de uma música do primeiro Mario Kart lá.

Sobre os bosses... Eh. Enquanto os Galaxy tentaram tornar eles mais memoráveis e ao menos um pouco estratégico, depois da primeira luta com o Bowser esse jogo repete a mesma sem gracisse dos bosses dos jogos 2D do Mario: Desvia dos ataques que eles dão e pule na cabeça deles quando derem a brecha óbvia pra isso. Nenhuma das lutas com os bosses exceto o último é muito memorável, e algumas dessas lutas ainda são repetidas no decorrer do jogo pelo que eu me lembro... Justo quando eu pensava que os Galaxy já tavam começando a abrir caminho pra bosses um pouco melhor pensados em jogos do Mario. Bem, quem sabe no próximo jogo, né? Talvez...


Do último mundo eu tenho lembranças meio vagas, só que a transição do penúltimo pro último era... Interessante. Digo, o penúltimo mundo tinha cara de último mundo com aquele tema de lava, castelos, fogo e tal, quando eu tava jogando pela primeira vez eu até pensei que aquilo era o último mundo, mas aí eu vou e descubro que tem mais e o último mundo da campanha principal é um... Parque de diversões do Bowser? Isso é... Estranho, mas não vou negar que o lugar é absolutamente fabuloso de olhar. E de fases... Eu lembro que tinha uma cheia de plataformas com espinhos que era meio irritante com os outros personagens e mais fácil com a Peach, uma fase do Plessie num tobogã de areia, mas eram as fases mais desafiadoras do jogo fora dos mundos especiais, como esperado.

Viu só por que eu tava pensando em deixar Mario 3D World fora desse post? Eu realmente tive dificuldades pra escrever sobre esse jogo porque eu tenho que contar mais com a minha memória que na maioria das vezes é uma merda do que com uma experiência recente com o jogo. Mas agora vai, eu cheguei até esse ponto e não vou apagar o texto todo e reescrever de novo, já me lembrei de como os personagens se controlam, de como os Power-Ups funcionam, de como as fases geralmente são estruturadas... Não é porque o mundo final me foge um pouco da memória que eu vou parar aqui, essa merda vai sair do jeito que sair e pronto!

Apesar de tudo, eu me lembro claramente da luta contra o Bowser, justamente por ser o único boss realmente memorável do jogo todo, como eu havia dito antes. Ela começa com o Bowser pegando um dos Super Bells e usando pra se transformar no Cat Bowser... E eu juro que eu tentei levar ele a sério nessa forma, mas não consegui. Talvez até a Nintendo saiba o quão ridículo isso é, porque o nome que eles deram pra essa forma do Bowser é "Meowser", e isso é quase um trocadilho de jogo do Bubsy. Enfim, você sobe uma torre enorme enquanto uma tempestade acontece, e o Bowser enquanto escala a torre sente a necessidade de te atrapalhar, obviamente. Na primeira parte não é muito difícil, mas assim que você chega no topo da metade [?] da torre e usa o bloco de POW pra mandar o Bowser pra próxima terça-feira... Ele volta usando a Double Cherry.

Daí a porra começa a ficar mais séria porque agora tem dois "Meowsers" te atrapalhando e se você não tomar cuidado, um deles pode te pegar de surpresa e te fazer cair pra sua morte... E aí começam a aparecer mais Bowsers na medida em que você vai chegando mais alto e você começa a ficar meio paranoico sobre onde cada um deles vai aparecer pra te atrapalhar e você mal pode esperar pra chegar até o topo da torre onde o Bowser tá convenientemente em cima de um bloco POW enorme que com três porradas manda ele pra longe definitivamente. Realmente essa é uma das melhores lutas com o Bowser, é intensa, perigosa, empolgante e chega até a ser meio cinemática, foi uma boa maneira de finalizar o jogo.

E... Isso acaba aqui, porque eu ainda não pude jogar os mundos extras, infelizmente, tem conteúdo que eu perdi por falta de tempo e é muito difícil eu ter acesso a esse jogo ou qualquer outro do Wii U hoje em dia. Um dia eu compro um Wii U só por esses jogos exclusivos, mas por agora eu tenho outras prioridades mesmo.


Como Mario 3D World acaba depois dessa luta extremamente climática? Meio que anti-climaticamente, as Sprixie são resgatadas, daí no fim das fase rola uma animação de comemoração com elas e depois mostra o Mario e os outros voltando pro Mushroom Kingdom e comemorando porque... Bem, eles tavam comemorando alguma coisa antes, mas pelo visto é bem comemorativa considerando que até agora tão soltando foguetes e tudo mais.

Pelo que eu joguei da parte principal, Mario 3D World não me deixou com uma impressão tão forte quanto os Galaxy, mas eu gostei desse jogo durante o tempo em que eu o joguei. Os Power-Ups, os outros personagens jogáveis e a estrutura mais direta das fases foram coisas bem vindas, e mesmo esse jogo sendo menos "ousado" e optando por ir mais seguro, é um jogo bem feito que até pode ter certos aspectos usados como exemplo pra como os próximos jogos 3D do Mario poderiam executar alguns dos seus elementos. O jogo foi bem recebido pela crítica e ajudou um pouco as vendas do Wii U a subirem. Por acaso eu compraria um Wii U só por ele? Nah, não é TÃO bom assim, porém agora que o Wii U já tem mais uma porrada de jogos de peso, um próximo jogo 3D do Mario pode realmente me convencer a querer comprar um.

Como eu havia dito, eu pensei que eu ia conseguir ser consistente com esses posts, mas não consegui porque os jogos após Mario 64 não são muito acessíveis pra mim, o 3D World principalmente. Talvez tenha sido uma burrice imensa da minha parte começar isso nessas condições, mas agora não importa porque acabou... E por mais que eu tente manter isso mais vivo, agora tá mais difícil do que nunca.

De qualquer maneira, foi legal revisitar os jogos principais do Mario, apesar de não ser necessariamente a minha franquia favorita, eu não vejo problema em admitir que é uma das melhores se tratando de Platformers. Mario World ainda é o meu jogo favorito do Mario e um dos meus jogos favoritos de todos os tempos, assim como na transição pro 3D a Nintendo não só conseguiu reinventar Mario de forma satisfatória como também ditou regras que outros jogos do gênero vieram a seguir, e até hoje Mario serve de inspiração pra outras desenvolvedoras até mesmo já estabelecidas.

Talvez atualmente a Nintendo esteja meio que jogando seguro ao invés de explodir as mentes de todo mundo novamente, mas eu realmente acho que não vai demorar muito até surgir um novo jogo 3D do Mario que cause o mesmo impacto que o 64 ou o Galaxy em suas épocas. Seria esse um Mario Galaxy 3? Um jogo que segue a estrutura do 64 de forma mais fiel? Um outro Mario 3D que tenta seguir o rumo do 3D World de ser mais fiel aos clássicos? Ou um outro jogo totalmente novo com outra proposta diferente do que já vimos antes?

Só o tempo nos dirá, e até lá eu só espero ao menos ter algum console novo da Nintendo.

E como eu costumo finalizar todas as maratonas, vai aí a avaliação de cada jogo que eu joguei:

Super Mario Bros. - 7/10
Super Mario Bros. 2 - 6/10
Super Mario Bros.: The Lost Levels - 4/10
Super Mario Bros. 3 - 8/10
Super Mario World - 9/10
Super Mario 64 - 7/10
Super Mario Sunshine - 6/10
Super Mario Galaxy - 9/10
Super Mario Galaxy 2 - 9/10
Super Mario 3D World - 8/10

{ 68 comentários }

  1. Eu sou um dos que acham que os jogos do Mario precisam voltar a ser inovadores, a gente já teve reciclagem demais pro meu gosto. Qualquer NSMB depois do primeiro é desnecessário, o 3D Land é só um Mario 3D em 2D e o 3D World é uma versão HD dele, nenhum desses jogos me deram vontade de repetir depois de acabar ou de fazer 100% que nem os Galaxies.

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    1. Bem... Em defesa do 3D World, ele meio que é diferente dos outros jogos 3D da série, só não reinventa a fórmula que nem o Galaxy fez.

      Agora os New Super Mario Bros. eu sempre vi como cash grabs mesmo, só jogue o do DS e o do Wii e nunca senti nenhuma vontade imensa de jogar os outros.

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    2. Certo, só que o 3D World ainda é muito derivativo, ele mais pega elementos dos 2D e 3D passados do que cria um novo tipo de maneira de jogar Mario. O Mario 3D que eu quero é um que seja ousado, como você disse, que tenha mais ambição do que só ficar na zona segura como o 3D World.

      Não um Galaxy 3, pra mim não é necessário isso, mas um jogo tão marcante quanto, sacas?

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    3. Isso eu também quero, mas não dispensaria um Mario Galaxy 3.

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    4. O Takashi Tezuka disse que tinha interesse em fazer uma sequência do Sunshine, acho mais provável do que um Galaxy 3.

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  2. Eu falo que gosto da Rosalina e os cara tudo diz que é porque eu bato punheta pra ela

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    1. Algumas vezes

      Pra fapar eu prefiro a Daisy kk

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  3. AEEEEEEEEEEEW, O RYU AINDA VIVE!!! :v

    Valeu a pena esperar pelo post, só não concordo que o 3D World ser mais simplificado nos controles seja uma coisa ruim, as fases foram feitas com os controles limitados dele em mente, então eu aceito do jeito que tá.

    E que bom que eu não sou o único que notou como é nonsense a Peach ser jogável em outros jogos podendo lidar com inimigos e mesmo assim ser tão facilmente capturada pelo Bowser, parece até que agora a Nintendo só faz isso pra manter tradição.

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    1. Sim, o jogo foi projetado com esses controles em mente, mas é o que eu disse antes, o jogo nem ficaria pior se esses movimentos estivessem lá. Continua sendo desnecessário, mas realmente não incomoda tanto assim por causa do level design.

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  4. Pensei que teria Super Mario Land, uma pena. Da para ver porque Sonic Lost World é tão medíocre se analisarmos Super Mario Galaxy, é pura cópia lixosa.

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    1. Quis pegar só os principais pra consoles de mesa mesmo, mas acho que nunca joguei Super Mario Land com muita atenção.

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    2. Um dia se puder, jogue Wario Land 4, foi um dos melhores jogos de plataforma que já joguei, fortemente recomendável.

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    3. Wario Land eu lembro que tinha começado, mas foi antes de eu formatar o meu PC e o meu save dele misteriosamente sumiu que nem o resto.

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  5. Ryu,voce vai contiuar fazendo analises dos jogos do Sonic?

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    1. Sim, eu tô tentando terminar Sonic Heroes quando tenho tempo pra fazer o post.

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    2. Vai ser só até o jogo do Shadow?

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    3. Não, até o Generations mesmo, porém ignorando Sonic '06 porque eu não quero jogar isso e também porque eu não tenho mais o que acrescentar sobre esse jogo.

      Todo mundo já falou o que tinha que falar, todo mundo já criticou ao mesmo tempo que já apontou as (poucas) coisas positivas sobre esse jogo... O que mais eu poderia dizer que já não foi dito antes?

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    4. Sonic Heroes e Shadow são quase tão ruins quanto o 2006, eu nunca jogaria algum desses três de novo.

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  6. Sera que voce poderia fazer uma maratona de todos dos jogos principais do Crash Bandicoot?
    E que eu queria ver sua opiniao sobre esses jogos

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    1. Tá na minha lista de reviews/maratonas futuras, porém os do PS2 vão ser meio difíceis pra eu jogar a menos que eu dê um jeito de emular PS2 aqui.

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  7. Dahora né, eu tava jogando Luigi's Mansion no Dolphin e lembrei daqui, fui abrir pra ver se tinha post novo e vem esse do Mario.

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    1. Nunca joguei Luigi's Mansion, mas tenho uma leve vontade.

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  8. Hey Ryuster, você não estaria pensando em fazer uma maratona dos ispinoffs da Mario??? Mas nada daqueles minigames meia boca. Você poderia pegar, por exemplo, o principal RPG do Mario, um Mario Kart antigo e um recente (o de Wii já tava de bom tamanho), um Luigi's Mansion e falar das principais experiencias do Mario fora do mundo dos platformers.
    O propósito, você não poderia postar uma análise que eu estou fazendo aqui no blog??? eu leio o seu blog desde a época do Cresus e ver você refazendo alguns posts me deu vontade de fazer uma análise de um jogo que eu gosto. Não precisa nem levar como ultimato. Eu apenas envio ela para você. Se você gostar você posta, se não gostar, tudo bem ;) Apenas leia ela em consideração desse velho leitor assíduo.

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    1. Os spin-offs são ainda mais difíceis pra eu jogar atualmente, então não me comprometo muito exceto que eu posso falar dos que eu jogar separadamente pra não ficar bagunçado demais.

      E tá ok quando terminar envie, mas eu não vou dar nenhuma garantia porque tem sempre aquele risco de virar festa e aí todo mundo querer fazer a mesma coisa, por mais que eu leve tudo em consideração.

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    2. BLZ Ryuster. Passa seu e-mail para mim te enviar o que já tenho.
      E dude, olhar para a situação da SEGA depois de um post desses chega a ser triste.

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    3. Tem esse e-mail que eu criei antes pra usar aqui, mas acabei esquecendo que existia até agora.

      avgb22@hotmail.com

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  9. Klonoa é a melhor série de platformers em matéria de história.

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    1. E gameplay, e gráficos, e trilha sonora, e personagens, enfim, Klonoa é a melhor série de platformers do mundo.

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    2. Eu pensei q essa merda fosse so um fan character de sonic quando eu vi ele pela primeira vez

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    3. ESTÁ INSULTANDO O KLONOA? VOCÊ VAI MORRER SEU DESGRAÇADO, TE PEGO NA HORA DA SAÍDA!

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  10. Uma coisa que eu acharia interessante é que Sonic Adventure 3 fosse uma espécie de continuação e reboot da franquia (como MK9),então a Sega poderia voltar a fazer jogos decentes do Sonic tanto em 3d quanto em 2d,como a Nintendo faz com o Mario.

    Qual a sua opinião,Ryu?

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    1. Mas MK rebootou desde o primeiro, tentar fazer isso a partir do Adventure 2 provavelmente só bagunçaria mais ainda essas coisas.

      Ia preferir rebootar tudo mesmo, se o reboot em si for bom, claro.

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    2. Sonic adventure 3 tentou reebotar a franquia mas falhou miseravelmente (sonic 06)

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  11. Ryu,minhas franquias favoritas do Ps2 são Jak and Daxter,Ratchet and Clank e Sly Cooper,você poderia fazer analise dos jogos dessas sagas no futuro,se você tiver disposto?

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    1. Eu poderia jogar, mas o meu PS2 tá bem imprevisível, tem hora que ele não funciona e não lê nada, mas tem hora que ele de repente resolve funcionar direito.

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  12. Se o Galaxy 2 não tem uma historia a altura do Galaxy 1, agradeça ao Titio Miyamoto.

    Ele disse que historias em videogames não assim tão importantes assim para o time de desenvolvimento perder tempo tentando deixar elas boas.

    Sem duvidas o cara é um genio, mas de vez em quando ele fala essas porcarias ai.

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    1. Eu diria que ele não deixa de estar certo.
      Levando-se em conta que contar estória NUNCA foi o propósito dos jogos do Mario que ele faz, e que o jogo não sofreu e deixou de ser excelente por conta disso, eu diria que ele esta sendo consistente, coisa que muitas produtoras hoje em dia sofrem para ser.

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    2. Ele não tá errado, mas depende muito do jogo. Jogos de plataforma como Mario, Sonic e companhia nunca me atraíram por história, mas claro que não dispensaria um roteiro bom ou divertido de acompanhar.

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    3. Eu também não acho que história em Mario seja muito importante, porém eu admito que me incomodo com essa repetição da Peach sendo sequestrada e como isso é inconsistente com outros jogos que tiveram ela como personagem jogável. História nem sempre é necessária, mas quando bem feita acaba enriquecendo qualquer tipo jogo.

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    4. Eu não concordo porque nós não estamos nos anos 90 mais.

      No passado, tinha a desculpa de faltar espaço para dialogos e cenas, ou mesmo tempo para enquadrar uma historia no jogo, mas hoje, qual é a desculpa?

      Até mesmo jogos que luta, que nunca tiveram uma historia tão produnda, agora tem. Veja Mortal Kombat 9 e 10, com story mode e tals.

      Eu apenas acho que nessa altura do campeonato, não podemos dizer que historia não é importante. Na minha percepção, acho os conceitos do Miyamoto em relação a isso muito antiquados.

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    5. "Eu não concordo porque nós não estamos nos anos 90 mais."

      Nós não estamos mais no século XIX, mas nem por isso as orquestras foras substituídas por um único músico com um sintetizador que pode reproduzir qualquer instrumento se ele quiser.
      Nós não estamos mais no século XV, mas nem por isso as pinturas foram substituídas por telas digitais de alta definição e as esculturas por hologramas 3D.
      Nós não estamos mais nos anos 60, mas os filmes ainda tem atores de carne e osso e cenários reais invés de simplesmente fazer tudo em CG.

      No passado existia a realidade da falta de espaço dos cartuchos e disquetes. Mas isso não era usado como desculpa caso a produtora quisesse contar mais sobre o jogo. Vide o próprio Super Mario Bros. do Nes, que possui uma back history quase do nível da back history da Rosalina, mas só quem teve acesso ao muito bem feito manual do jogo conheceu.
      O que entra em jogo aqui é a definição da própria palavra "jogo".
      Os jogos dos anos 80 continuam sendo tão "jogos" quanto qualquer super produção "profunda e sentimental" moderna, com história ou sem. Assim como jogos seculares como o xadrez, por exemplo. Tendo-se em vista o que faz de um jogo, um jogo, Miyamoto continua sendo um produtor tão bom quanto qualquer outro.
      É por isso que eu gosto de analisar as coisas de acordo com a proposta delas. Se um jogo se propõe a contar uma história, é isso que eu espero dele. Se um jogo se propõe a ser desafiador, é isso que eu vou procurar. Se um jogo quer exigir do jogador raciocínio lógico e estratégico, se o jogo conseguir cumprir isso, para mim ele foi bem feito.
      É claro que cada um esta livre para ter seus gostos pessoais. eu gosto de jogos de estratégia. Outra pessoa pode gostar de RPG's, que foram feitos para contar história. O fulaninho pode gostar de jogos de tiro frenéticos. Mas usar o meu gosto pessoal para cagar regra no processo criativo dos outros é um tanto quanto infantil.
      Ate porque foi exatamente essa imposição de "oque um jogo moderno deve ser" que foi uma das responsáveis por muitas produtoras estragarem franquias clássicas tentando agradar um público moderno cheio de frescuras.

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    6. Eu acho que isso vai de jogador pra jogador, eu gosto de histórias e por isso não sou muito fã do Mario, vejo todos esses personagens legais e fico querendo contextos bons pra eles.

      Mas sou só eu.

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    7. Não to falando de "super produções" e melodrama, eu falo de conteudo.

      Você fala que 'videogames podem ser apenas gameplay porque eles nasceram assim" é o mesmo que falar "filmes podem ser mudos porque eles nasceram assim".

      Assim como os filmes, videogames evoluiram tecnologicamente para ser um veiculo artistico, e como tal, deve entreter e interagir com o telespectador em mais maneiras do que uma so.

      Miyamoto não fala que "historia não é importante" só para o Mario, mas fala para series que necessitam de historia, como Zelda e Metroid, que possuem um universo bem amplo. Zelda tem até linhas do tempo.

      Do jeito que ele fala, chega até a parecer desleixo.

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    8. "Você fala que 'videogames podem ser apenas gameplay porque eles nasceram assim"

      Sim, é exatamente isso que eu estou falando.

      Jogos PODEM ter apenas gameplay, e continuar tão bons quanto jogos que possuem gameplay e história.
      Assim como músicas PODEM ter apenas sons e continuar tão boas quanto musicas com letras.

      É ai que eu quero chegar. O que eu quero dizer é que você PODE fazer um jogo apenas com gameplay que seja tão bom quanto qualquer outro. Eu não estou dizendo que apenas jogos focados em gameplay podem ser bons, eu estou dizendo que não existe essa de "uma mídia DEVE fazer isso porque é o que todo mundo faz hoje em dia".

      E videogames e filmes não precisaram evoluir tecnologicamente para se tornarem formas de expressão de arte. Eu considero qualquer filme do George Melies, um dos primeiros diretores artísticos da história do cinema, uma expressão artística mais genuína que qualquer franquia comercial enlatada "moderna e evoluída".
      E se você realente acha que a finalidade da arte é entreter um espectador de todas as formas possíveis, olha, isso sim é uma visão extremamente pobre e pouco construtiva do que é arte.

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    9. E não apenas pobre e pouco construtiva, mas também potencialmente auto destrutiva. Como eu já comentei, foi justamente essa mentalidade de "dever se adequar ao moderno e evoluído" que fez muitos jogos, filmes, séries e bandas que estavam indo muito bem fazendo o que sabiam fazer irem pelo ralo.

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    10. "Você fala que 'videogames podem ser apenas gameplay porque eles nasceram assim" é o mesmo que falar "filmes podem ser mudos porque eles nasceram assim".

      Por acaso existe uma lei internacional que proíba filmes de serem mudos??? Ou por acaso você virou a dona da definição da palavra "filme"??? Ou por acaso o SEU gosto pessoal virou o manual universal de como as pessoas devem fazer arte???
      Continuo não trocando o meu Tempos Modernos por nenhum Velozes e Furiosos por ai.
      Pufffff...

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    11. Você anda muito irritado. Estamos apenas conversando. Não estou aqui para nenhum bate peito. Afinal, não acho que o Ryu quer que seus comentários se transformem em campos de guerra.

      Enfim, pelo que deduzi sobre seus posts, tenho duas teorias:

      1- Você não entendeu o foco dos meus argumentos.

      2- Você possui um saudosismo cego, que vai pela linha do raciocineo de que "tudo que é velho, é melhor", e por isso usa de generalização, como dizer "nenhum filme moderno é bom", como basicamente você disse.

      Se minha dedução numero 1 é correta, vou explicar melhor o que penso: Filmes, assim como toda uma mídia de entretenimento, tiveram seus períodos de desenvolvimentos que basicamente pode ser divididas em "fases", como um ser humano:

      Babe, Criança, Adolescente, Adulto, Velho.

      Posso escrever uma biblia explicando como cada fase influencia sua midia, mas irei ir direto ao ponto.

      Meu ponto é: A midia se torna cada vez mais complexa e a demanda reflete esse complexíssimo. Não porque isso é ruim, mas significa que a midia esta evoluindo com o passar do tempo, saindo de conceitos simplistas para algo mais complexo e com mais conteudo no total.

      Da mesma forma que a gente não bate duas pedras junto para fazer fogo hoje em dia, um filme mudo e em preto e branco não ira atrair tantas audiências como um filme com um enredo muito forte e boa cinematografia. Tente criar um filme assim, com um enredo simples, mudo, e em preto e branco, e tente ser um Senhor dos Anéis. Você não ira conseguir.

      Entendeu meu ponto? Não é porque algo nasceu assim que assim deve ser eternamente. Tudo no universo evolui de alguma forma para algo mais complexo e com mais conteúdo, e isso se torna a norma. Banjo-Kazooie tem um enredo que considero muito bom, apesar de ser bem direto, porque os dialogos são bem escritos. Então a questão não é ser "Super Psicologico Complexo e possuir uma historia profunda", a questão é criar algo que pode ate ser simples, mas com a intenção de entreter o jogador. Mostra que você liga.

      Agora, se a dedução correta é a numero 2, não tenho mais nada a dizer, simplismente porque não gosto de conversar sobre coisas que não se pode ter um debate.

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    12. “Você anda muito irritado. Estamos apenas conversando. Não estou aqui para nenhum bate peito. Afinal, não acho que o Ryu quer que seus comentários se transformem em campos de guerra.”

      Desculpe, mas eu, como um aspirante a artista, realmente não aquento ver gente cagando regra no processo criativo dos outros

      “2- Você possui um saudosismo cego, que vai pela linha do raciocineo de que "tudo que é velho, é melhor", e por isso usa de generalização, como dizer "nenhum filme moderno é bom", como basicamente você disse.”

      Não. Eu NUNCA disse que tudo o que é velho é bom, e que tudo o que é moderno é ruim.
      Eu apenas disse que o simples fato de algo ser “velho” não automaticamente o invalida perante o que é tido como “moderno”, ainda mais quando nós estamos falando de algo tão subjetivo quanto arte. E para exemplificar isso eu apenas dei um exemplo especifico de um filme “velho” que continua tão bom e atual quanto nunca (a critica apresentada por Chaplin em Tempos Modernos nunca fez tanto sentido), e um exemplo de um filme “moderno” que já esta mais batido do que pano de chão (Velozes e Furiosos já passou do ponto faz tempo).

      “Meu ponto é: A midia se torna cada vez mais complexa e a demanda reflete esse complexíssimo. Não porque isso é ruim, mas significa que a midia esta evoluindo com o passar do tempo, saindo de conceitos simplistas para algo mais complexo e com mais conteudo no total.”

      Discordo categoricamente. É um erro extremamente comum confundir “evolução” com “complexidade”. Evolução significa mudança. Seja o tipo de mudança que for.
      Muitas vezes a evolução leva algo a se tornar mais simples. Quer um exemplo disso? Pegue uma partitura de uma música do Chopin escrita no século XIX e compare com a partitura de qualquer música pop moderna. Qual você acha que vai parecer mais “complexa”???
      Novamente, eu não estou querendo generalizar e dizer que isso torna música antiga automaticamente melhor que a moderna. Eu particularmente prefiro Queen a Beethoven. E a música moderna com certeza representa uma evolução na forma da música, talvez simplesmente pelo fato dela representar uma liberdade criativa muito maior que me permita não seguir as “regras antiquadas do passado” se eu não quiser, eu apenas estou dando um exemplo para contrapor o seu argumento.

      Outro erro é confundir complexidade com conteúdo bruto. E achar que a demanda popular/comercial corre em favor da complexidade. AI depende do aspecto ao qual você se refere. Visualmente falando, qualquer filme moderno pode ser mais complexo que um filme em branco e preto, mas qual filme você acha que expressa mais idéias, Cidadão Kane ou American Pie??? O que eu quero dizer é, um artista bom pode usar pouco e expressar MUITO, já um artista ruim pode ter todos os recursos do mundo e nunca conseguir materializar uma idéia de forma clara.

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    13. “Da mesma forma que a gente não bate duas pedras junto para fazer fogo hoje em dia
      , um filme mudo e em preto e branco não ira atrair tantas audiências como um filme com um enredo muito forte e boa cinematografia.”

      Primeiro, o fato de um filme ser mudo e em preto e branco não automaticamente faz dele um filme sem enredo e com cinematografia fraca. Vide os exemplos que eu já citei (exemplos, e não generalizações).

      “Tente criar um filme assim, com um enredo simples, mudo, e em preto e branco, e tente ser um Senhor dos Anéis. Você não ira conseguir.”

      Você por acaso já assistiu todos os filmes do mundo ou conhece o processo de produção de todos os cineastas que já existiram para afirmar isso??? Acho que não. Inclusive, o Senhor dos Anéis, que é baseado em um livro antigo, no seu ver “velho e antiquado”, apesar de ser genial em algumas coisas comete muitos erros em outras.

      “Entendeu meu ponto? Não é porque algo nasceu assim que assim deve ser eternamente.”

      Concordo plenamente. Assim como não é só porque algo “evoluiu” e possui um formato “moderno” que todo mundo é obrigado a fazer igual para ser bom.

      “Tudo no universo evolui de alguma forma para algo mais complexo e com mais conteúdo,”

      Já falei sobre isso, evolução não é sinônimo de complexidade, que por sua vez não é sinônimo de conteúdo.

      “e isso se torna a norma”

      Se todo mundo pensasse assim, “é a norma e tem que fazer igual para ser bom”, as rádios só tocariam música clássica ate hoje. Os museus só exporiam arte ultra realista até hoje. E os jogos seriam apenas gameplay ate hoje.

      “Banjo-Kazooie tem um enredo que considero muito bom, apesar de ser bem direto, porque os dialogos são bem escritos. Então a questão não é ser "Super Psicologico Complexo e possuir uma historia profunda", a questão é criar algo que pode ate ser simples, mas com a intenção de entreter o jogador. Mostra que você liga.”

      Agora você chegou na raiz na questão. Não possuir um enredo sólido realmente é um problema... SE, E APENAS SE, você parte do principio que todos os game designers do mundo querem, e DEVEM, ter esse objetivo em mente. Pois aqui vai uma dose de realidade. Um artista deve ter como objetivo O QUE ELE QUISER. Se um game designer que fazer um jogo para contar uma história, é isso que eu vou exigir desse jogo, afinal, é a presença desse elemento que vai definir se ele foi bem sucedido em seu papel como artista e o jogo foi bem feito. Se um game designer que fazer um jogo para desafiar o jogador, é uma gameplay desafiador que eu vou exigir para definir se o jogo foi bem feito.

      É obvio que conteúdo bruto independe disso, e que algo pode sim se tornar cansativo ao ficar repetitivo. Mas julgar todo uma categoria, ou cagar regra no processo criativo dos outros e desmerecer todo um formato de expressão só porque eu não fui com a cara dele... Por favor.

      O que eu quero dizer é que não existe um formato que todo mundo é obrigado a seguir para ser bom. Simples assim.

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    14. Assim como você pode dizer que a forma de contar histórias evolui e jogos como Mario estão sendo medíocres e antiquados porque não querem se adequar a essa evolução, eu posso muito bem dizer que a interação nos videogames evoluiu com os sensores de movimento e óculos de visão e esta todo mundo sendo medíocre e antiquado porque não quer se adequar a essa evolução. Assim como fulaninho pode dizer que a música evoluiu com os instrumentos sintéticos e estilos modernos e esta todo mundo sendo medíocre e antiquado por ainda usar trilhas sonoras orquestradas invés de musica eletrônica remixada.
      Uma moeda, várias faces. E todas relativas ao gosto pessoal de quem vê.

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    15. A pessoa não precisa ser um cineasta para comentar filmes, da mesma maneira que e não preciso ser um Desenvolvedor de Jogos para fazer Reviews de videogames.

      Você fala sobre liberdade artistica. Muito bem. Porem, a três maneiras que um artista trabalha em seu produto:

      1- Ele faz coisas para si proprio: Seu objetivo é fazer coisas que o agrade. O lucro é derivado de possiveis fans que dividem o gosto do artista.

      2- Ele faz em nome da arte: Faz coisas para os outros. Porem, assim como a numero 1, o lucro não é visado, e sim sua inspiração.

      3- Ele faz em nome do consumo: Faz coisas em uma industria que visa dinheiro.


      Hoje em dia, somente Indies (e muito raramente, grandes desenvolvidoras) trabalham com a opção 2, e raramente, a 1.

      O mais comum é trabalhar com a opção 3. E na opção, meu amigo, O ARTISTA "QUER" POUCA COISA. Você esta trabalhando com um mercado competitivo e que esta cada vez mais apresentando mais meios, e se você não oferecer mais que a concorencia, nem todo senso artistico do mundo vai te salvar.

      Você tem que ter idea que quando você trabalha em algo que pretente por a venda, seus gostos tem que se dividir com os gostos dos consumidores, afinal, você quer vender algo que os outros comprem.

      Então, é poetico dizer "O artista faz o que ele quer", mas a vida real, no mundo industralizado, se o artista está fazendo algo em que ele procura lucro, isso não passa de poezia.

      Desde que os videogames evoluiram e mostraram que pelo menos um pingo de historia ele deve ter, historia é SIM importante para QUALQUER jogo. Com esses tempos de crise, se eu paguei 150 reais por um jogo, não to nem ai para o que o artista quer. Se ele quer meu dinheiro, ele tem que dar o que EU quero, e o que eu quero é ver exforço em TODAS as areas de um jogo.

      Afinal, eu me exforçei para conseguir os suados 150 reais, porque o desenvolvedor não pode se exforçar tambem e me dar dialogos enteressantes enquanto eu descanço do gameplay?

      Lembra daquele ditado? "O cliente tem sempre a rasão"? Ele tem a rasão porque é ele que dita as cartas em um jogo aonde dinheiro é o alvo. Então, meu argumento é correto simplemente porque a Nintendo QUER meu dinheiro, e se ela quer meu dinheiro, ela tem que dar o que eu quero.

      Simples assim.

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    16. "Desde que os videogames evoluiram e mostraram que pelo menos um pingo de historia ele deve ter, historia é SIM importante para QUALQUER jogo."
      "Então, meu argumento é correto simplemente porque a Nintendo QUER meu dinheiro, e se ela quer meu dinheiro, ela tem que dar o que eu quero."

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    17. http://www.vgchartz.com/game/44118/mass-effect-3/

      http://www.vgchartz.com/game/70350/the-last-of-us/

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    18. http://www.vgchartz.com/game/70766/new-super-mario-bros-u/

      http://www.vgchartz.com/game/35084/super-mario-galaxy-2/

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    19. Esta preparada para a bomba???

      Então la vai...

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    20. http://www.vgchartz.com/article/258836/angry-birds-stella-hits-30-million-downloads/

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    21. Novamente você esta usando o SEU gosto pessoal para cagar regra na produção dos outros. E ainda esta tentando (miseravelmente) usar o apelo a maioria a seu favor.
      Repetindo, mesmo se você partir do principio que nós estamos falando de um produto, um bem de consumo, e que por visar lucro deve seguir regras de oferta e demanda, não possuir um enredo "evoluído" continua sendo um problema SE você parte do principio que todo o resto do mundo quer apenas jogos com enredo igual você.
      Bom, as vendas de Angry Birds, Candy Crush, do próprio Mario, e muitos outros jogos "antiquados" por ai falam por si.

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    22. E eu não estou nem querendo entrar no mérito da qualidade desses jogos que eu acabei de citar. Angry Birds é um dos physic puzzle mais genéricos e forçados que eu já joguei. E Candy Crush possuí uma direção artística hedionda. Eu apenas estou contrapondo a sua linha de raciocínio.

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    23. Jogos de luta vendem porque tem história, OK. Não é por que se tornaram e-sports, não é? Não é por que eu jogo para vencer meus amigos e me divertir, né?

      Sinceramente, eu ia escrever um puta texto para levantar minha tese, mas já vi que não preciso. Mesmo porque o consumidor reclama de DLCs e as compra, logo ele está certo. Condena a prática, mas a alimenta...Consumidor tem sempre razão, né? Vai nessa...

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    24. Agora estou com mais tempo livre para debater, vamos lá...Parte 2.

      A linha de tempo da série TLoZ é desprezível, não é essencial para entender os jogos da série. Posso jogar A LINK TO THE PAST, depois Majora's Mask, e por último Skyward Sword que os jogos continuarão tendo uma história por jogo e a mesma não precisa de 939493 sequências que nem Kingdom Hearts, Metal Gear Solid e cia fazem.

      Os jogos hoje, de um modo geral, não são construídos em "HISTÓRIA PROFUNDA, DEEPEST LORE", mas no multiplayer. Os jogos como COD, Battlefield, Mario Kart, FIFA e diversos vendem por causa do MULTIPLAYER (local e online), e não porque adicionaram uma história profunda. Similar aos jogos de luta, não é? Mais outro exemplo: Pokémon. A grande parcela ou compra porque ama os monstrinhos e quer simplesmente se divertir ou compra para ter monstrinhos prontos para batalhar no competitivo. O que anda crescendo mais são os e-sports, campeonatos e temos a EVO para provar isto, onde até um jogo sem sal como Divekick tem jogadores profissionais e sérios.

      A história não é um critério que diz:" olha, este jogo é moderno". Não. O que define isto são os visuais, a trilha sonora. Tem muita história em jogo moderno que é hilária pelos motivos errados, assim como existem as boas. E todo enredo quase é construído em cima da MECÂNICA do jogo em si. Mecânica e história geralmente se casam, mas nem sempre é o caso. Mencionei jogos de luta porque a história está ali para enriquecer o universo do jogo, mas por exemplo, nunca vi uma pessoa dizer: "VOU COMPRAR STREET FIGHTER PORQUE A HISTÓRIA ESTÁ FODA". Eu não vejo isto ocorrer e eu pago para poder jogar com meus lutadores favoritos e porque SIMPATIZO com a série.

      Jogos de plataforma podem ser DEEPEST LORE, mas não é prioridade. Quem joga estes jogos, os joga para passar de fase, para testar suas habilidades, reflexos e coisas do tipo. Agora que uma história bem casada com uma mecânica boa são combinações lindas, nisto eu concordo. Caso enredo fosse mandatório para todo tipo de jogo, não teríamos simuladores de corrida e etc.

      E parabéns, você paga pelos jogos para ter DEEPEST LORE / HISTÓRIA, eu pago por eles se gostar da premissa, jogabilidade, ambientação e o conjunto da obra. E falando em gostos, não é só para a maioria que vende. Existem nichos de mercado, porque há pessoas que só compram tal estilo de jogo, e etc. A Microsoft mesmo disse que ninguém queria platformers 3d collec-a-thon com uma indireta no começo do BANJO-KAZOOIE NUTS AND BOLTS e sabe o que ocorreu estes dias? O Kickstarter do Yooka-Laylee está bombando e sendo um enorme sucesso! Não existe só a maioria que consome COD e derivados.

      A arte não é algo ditado pelo mercado, e sim por quem produz o jogo. Se ele quiser ir na zona de conforto, ele escolhe um visual cinzento e genérico, se não, ele faz algo chamativo ou diferente, ou ao menos tenta. Fazer jogos de acordo com o que só a maioria quer deixaria a indústria obsoleta. Só jogos com história profunda, só jogos com isto, não é o caminho. É bom que um espaço seja aberto para ideias novas e mais criativas, ao invés de estagnar e ter uma potencial crise. Em time campeão, não se altera jogador. Se a fórmula de Mario faz sucesso, eles não precisam alterar, mas eu gostaria de algo diferente tipo a Peach não ser raptada.

      Novamente, concluido isto tudo: se você acha que alguém não tem direito de fazer um filme de cinema mudo só porque a tecnologia demanda isto e aquilo, desculpa dizer, mas isto é matar a liberdade artística. O cara escolhe como fazer o filme e arcará com as consequências.

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    25. /\Isso arremata bem a linha de raciocínio que eu segui. Algumas coisas que eu revisaria aqui e ali, mas é basicamente por ai.
      Mesmo se enredo fosse um elemento moderno na história da industria (o que já é uma suposição falha por si), e que apenas produções que obedeçam tal elemento pudessem ter qualidade em potencial como produções modernas (o que também é outra suposição falha), enredo não é a único elemento que evoluiu nos jogos eletrônicos digitais desde que a brown box foi lançada. Então tratar produções como sendo "modernas" ou "obsoletas" apenas pela presença ou ausência de um enredo significa dizer que enredo é o único elemento substancial que um jogo pode ter. O gameplay evoluiu, as trilhas sonoras evoluíram, os gráficos evoluíram, tanto em aspectos meramente técnicos quanto em conceitos visuais.
      E ai??? Vamos sair por ai dizendo que apenas jogos com enredo sólido, controles com sensores de movimento, óculos de realidade aumentada e telas sensíveis ao toque, trilha sonora orquestrada ou licenciada e gráficos ultra realistas e super pesados são produções válidas???
      E você pode até apelar ao mercado dizendo que a Nintendo deve seguir o que o consumidor quer, porque ele sempre tem razão, mas quem te nomeou representante de todos os consumidores de jogos do mundo para você poder falar que jogos com enredo é o que todo o mercado quer??? Pelo que os números tem indicado, ninguém.
      E mesmo se a "norma" dos jogos no passado era não ter enredo (e não era), e que todo mundo seguia uma norma (e não seguia), pense que os jogos só poderiam ter evoluído justamente porque alguém decidiu fazer diferente, "desrespeitar" a norma que era tida como "evoluída" para a época e experimentar. E assim continua sendo.

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    26. Usando Metacritic para falar sobre algo que não tem nada a ver com Metacritic? Não é porque algo é mais popular que significa que seja melhor. Procure por "Ad Populum" no Google, e você vai entender.

      Caso você ainda não entende, então, pelos numeros, Justin Biebier é melhor que qualquer compositor de musica classica, simples porque ele vendeu mais, não é?

      Você realmente está doido para "ganhar" o argumento como see isso fosse uma competição, fazendo spam de posts e perdendo a compostura? Não precisa ficar desesperado, não estou aqui para humilhar ninguem ou fazer uma competição de "meu pinto é maior que o teu!", porque acho isso uma perca de tempo na internet. Eu particularmente estou aqui para trocar ideas.

      Então, vou cortar nossa partida de tenis por aqui. Apenas deixo aqui minha ultima linha de pensamento:

      Rosalina é popular por causa de ela ser um "personagem velho classico, que não precisa de historia porque é um icone do videogame", ou ela é popular porque "o pessoal gostou da personalidade dela, da sua historia, e se simpatizou por ela"?

      Reflita sobre isso, e me diz se ela não tivesse nenhuma backstory ou personalidade, se ela seria tão popular como ela é agora, que supera até de personagens antigos da franquia.

      Pense nisso, e me diga novamente que "historia não é importante", como você defende.

      Sem mais.

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    27. “Usando Metacritic para falar sobre algo que não tem nada a ver com Metacritic?”

      Não, meu amor, eu linkei o metacritic porque evocou o argumento que, a Nintendo sendo uma empresa capitalista, ela é obrigada a produzir enredos nos jogos porque é isso que o mercado demanda. E não é (apenas) isso.

      “Não é porque algo é mais popular que significa que seja melhor.”

      Concordo plenamente. E foi exatamente por isso que eu disse que não queria nem entrar no mérito da qualidade dos jogos que linkei. Eu apenas contrapus seu argumento de que enredo é uma exigência de todo o mercado... MOSTRANDO NÚMEORS DO MERCADO.
      Eu não gosto de fazer suposições sobre o entendimento alheio como você fez, mas de duas, uma:
      Ou você não leu meus últimos comentários, ou você não lembra nem o que você mesma comentou... Foi você que começou com esse papo de mercado...
      Eu, em...

      “Caso você ainda não entende, então, pelos numeros, Justin Biebier é melhor que qualquer compositor de musica classica, simples porque ele vendeu mais, não é?”

      Como eu já disse, a qualidade dos jogos que linkei não foi o mérito que eu quis entrar.
      Adequando essa analogia ao SEU comentário, seria como dizer que o Justin Biebier é obrigado a compor músicas com partituras complexas porque é isso que o mercado atual demanda...
      Compreende a problemática???

      “Você realmente está doido para "ganhar" o argumento como see isso fosse uma competição, fazendo spam de posts e perdendo a compostura? Não precisa ficar desesperado, não estou aqui para humilhar ninguem ou fazer uma competição de "meu pinto é maior que o teu!", porque acho isso uma perca de tempo na internet. Eu particularmente estou aqui para trocar ideas.”

      Me desculpe se eu pareci ofensivo. Em momento nenhum eu o fui. A seqüência de comentários foi uma piada da minha parte. Bom, realmente pareceu mais engraçado na minha cabeça. Me desculpe se pareço insistente, mas eu realmente gosto de ver ate aonde uma pessoa agüenta ir argumentando. Sabe qual a melhor forma de testar uma idéia??? Arrebentar ela com um taco de baseball. Eu já fiz isso com as idéias que te apresentei, inclusive não comentei boa parte das notas mentais que já fiz sobre o assunto por não considerar elas boas o suficiente. E essa nossa conversa aqui foi um tanto produtiva para mim. Você me fez considerar aspectos que eu ainda não havia considerado devidamente.

      “Rosalina é popular por causa de ela ser um "personagem velho classico, que não precisa de historia porque é um icone do videogame", ou ela é popular porque "o pessoal gostou da personalidade dela, da sua historia, e se simpatizou por ela"?”

      Obviamente a história possui um peso maior. Mas eu diria que a aparência delicada dela é um aspecto considerável. Eu tenho uma amiga que adorou ela logo no começo do jogo e só foi descobrir a biblioteca quase no meio dele. Assim como o Toad em treasure tracker, que não possui uma única fala ou back history, mas chama a atenção pelo apelo visual. Se você levar em consideração Que Rosalina é uma personagem não controlável e sem vós, a aparência e sua história são os únicos elementos substanciais que ela apresenta. E como eles são bem feitos, eles funcionam. Agora, você acha que ela seria tão chamativa se tivesse uma back history de merda??? Isso apenas enfraqueceria a atenção inicial que ela recebeu por sua aparência.
      Assim como, na maioria dos jogos de luta, os personagens com mais apelo são aqueles com os quais as pessoas se identificam mais com as habilidades, e também um pouco por causa do visual. Como camarada comentou, eu não vejo ninguém escolhendo o Scorpion “porque o papel dele na história foi o máximo!!!” , mas sim “porque os golpes dele são os melhores!!!”

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    28. Seria ótimo se a Nintendo desse um tempo no kidnaped Peach de sempre, mas se você for polarizar a questão é querer partir disso para que agora TODOS os jogos devam ter enredo, e os puzzles, como ficam??? E os simuladores??? E os jogos de estratégia??? E olha que Angry Birdis possui uma modo historia, mas ela é tão dispensável quanto todo o resto do jogo.

      “Pense nisso, e me diga novamente que "historia não é importante", como você defende.”

      Não, eu defendo a idéia de que historia não é >>OBRIGATÓRIA<< ~virgula~ DEPENDENDO DO JOGO ~virgula~ E DEM QUE ESTA JOGANDO. E que se for fazer uma história ruim, nem faça. Assim como se for colocar um personagem com controles de merda, não ponha, se for colocar um cenário mal desenhado, não ponha e se for colocar uma trilha sonora sofrível, não ponha (eu ouvi um “SONIC”???). Afinal, a ausência de um elemento pode ser menos prejudicial que a falta de qualidade do mesmo...

      ... A não ser, é claro, que nós estejamos falando de um elemento que é essencial para a própria idéia do jogo.
      Quem, em sã consciência, tentaria fazer um RPG com uma história ruim??? Ou um jogo de ação frenética/precisa com controles mal feitos??? Ou um jogo musical sem uma boa trilha sonora???
      Novamente, o que eu quero dizer é que você não deve julgar um jogo de maneira binária apenas por um dos muitos aspectos que um jogo pode ter.
      Resumindo, a importância da história é algo relativo. E são muitas as variáveis a considerar.
      Para um puzzle??? Não, a história não é obrigatória, mas é importante caso contar uma história seja a intenção do jogo para começo de conversa. Nada impede alguém de fazer um puzzle com uma boa história , e se fizer, pode estar enriquecendo ainda mais a experiência de quem joga, vide a série Professor Layton. Mas, no caso de um Doctor Kawashima's, em que a proposta do jogo é única e exclusivamente testar a habilidade dos jogadores, alguém vai morrer se não encontrar história nele???
      Para um RPG??? O próprio nome do tipo de jogo já diz tudo, “Jogo de Interpretação”. Um RPG com um bom gameplay, mas sem história não é uma RPG, é apenas um jogo de estratégia.

      E o mercado dos jogos eletrônicos, cheio de nichos, nunca foi tão inconsistente. Como o camarada comentou, todo mundo condena alguma prática comercial mas a maioria as alimenta. Eu vi um sujeito que abominava a Nintendo por uma suposta falta de originalidade e inovação, mas IDOLATRAVA CoD, Batlefield, FIFA e afins. É a vida...

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  13. Eu li "Destruir o mundo e tudo o que há nele" com a voz do Stink...

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