Posts Populares:

Postado por: Ryu terça-feira, 6 de janeiro de 2015


Então estamos em clima de férias, yay! Nada melhor do que continuar a maratona do Mario, eu infelizmente acabei demorando um pouco pra fazê-lo porque eu teria que jogar Mario Sunshine aqui e pra isso precisaria de um Wii pra rodar minha cópia do jogo já que eu não tenho mais o console e tampouco um GameCube. Então me desculpem, apesar que eu avisei que talvez poderia demorar por isso, mas peço desculpas mesmo assim porque continua sendo um saco de uma forma ou de outra.

Longa história resumida: Consegui pegar um Wii emprestado e finalmente agora pude continuar essa merda. Deu tempo de terminar Mario World quase que completamente explorando o mapa inteiro e de pegar quase todas as estrelas em Mario 64 até eu finalmente poder avançar pro próximo jogo. Foi basicamente isso o que me empacou esse tempo todo, e eu demorei um bocado também pra terminar Mario Sunshine, no entanto não fiquei tanto tempo assim jogando esse jogo por motivos que direi logo adiante.

Mas ok, eu tô indo um pouco à frente demais, o último jogo do qual eu falei aqui foi Super Mario Bros. 3. Depois desse jogo, aconteceu uma porrada de coisas fora ele ter sido um gigantesco sucesso.. Começaram os anos 90, as modinhas do momento eram outras, a Sega de repente surgiu com um console 16-bit chamado Genesis (ou Mega Drive), fazendo um marketing consideravelmente agressivo com aquela coisa de "Genesis does what Nintendon't" e com isso era só uma questão de tempo até o NES ficar ultrapassado e a Nintendo perder espaço pra concorrência. Pra quem não sabe, a Sega antes tinha o Master System, que concorreu com o NES, mas acabou sendo quase totalmente ofuscado, o Mega Drive foi o que acabou fazendo eles subirem realmente na fama.

Pra falar a verdade... O que faltava pra Sega era um mascote decente, visto que o Mega Drive ainda não alavancou muito mesmo sendo um console superior ao NES, mas isso foi resolvido com o Sonic depois e aí começou a guerrinha de consoles 16-bit dos anos 90 lá. Nisso, a Nintendo fez o SNES e nada mais apropriado do que um jogo do Mario como título de lançamento do novo console deles, não é? Bem... De acordo com Shigeru Miyamoto, esse jogo ficou exatamente três anos sendo feito e com uma equipe de apenas 16 pessoas participando de todo o processo criativo do mesmo...


Claro, eu estou falando de nada mais e nada menos do que Super Mario World! O primeiro jogo com o qual eu tive contato na minha vida e até hoje meu jogo favorito do Mario. Eu sei, o fato de Mario World ter sido o meu primeiro jogo me torna suspeito pra fazer uma comparação entre ele e outros jogos do Mario. Mas quer saber? Eu não ligo, eu posso dizer perfeitamente o porquê de eu considerar esse como o melhor jogo do Mario e nenhum outro até hoje ter chegado perto de ser tão bom quanto, mesmo nenhum jogo principal dele sendo particularmente ruim.

Aliás, já que eu falei do Miyamoto mais uma vez e acabei trazendo esse lance de jogo favorito e tal... Eu acabei descobrindo que Super Mario 2 é o jogo favorito do Mario dele. Huh... Isso é meio estranho, mas o motivo é justamente o fato do jogo ser diferente de todos os outros da série. Bem... É um motivo tão válido quanto qualquer outro, eu acho. Quem sou eu pra tentar questionar o cara que criou o Mario, né?

De qualquer forma... Mario World é mais um jogo que eu nunca realmente parei de jogar, assim como os jogos clássicos do Sonic. Desde quando eu tinha um SNES até quando conheci emualdores e tal, eu sempre acabava jogando Mario World de vez em quando e conheço esse jogo como a palma da minha mão. Me pergunte sobre qualquer segredo desse jogo e é bem provável que eu saiba responder sem nem precisar pensar muito pra lembrar.

Agora deixando essa história toda de lado, o que se passa nesse jogo? É só a Peach sendo sequestrada de novo ou tem mais alguma coisa?

Você já sabe a resposta, mas tudo bem. O que acontece é que depois de salvar o Mushroom Kingdom mais uma vez, Mario, Luigi e Peach resolveram tirar umas férias e irem pra outro lugar, e então o melhor lugar que eles concluíram que poderia ser pra passar as férias é um local remoto chamado Dinosaur Land. Sabe, uma terra cheia de dinossauros, mansões mal assombradas, cavernas escuras com lava por toda a parte, monstros que cospem fogo, florestas labirínticas onde é ridiculamente fácil ficar perdido... O local perfeito pra se tirar férias!

Mario e Luigi resolvem tirar um cochilo porque... Ficaram cansados da viagem, eu acho. Mas isso acabou sendo uma má ideia porque a Peach sumiu e agora eles precisam procurar por ela, e então enquanto andava por aí com o Luigi e dizia "Ma que caralho, hein? Não posso nem dormir que essa puta arruma um jeito de ser raptada, aposto que foi o Bowser de novo!", Mario acabou se trombando com um ovo que se quebrou e de dentro dele saiu um dinossauro verde chamado Yoshi. Esse dinossauro diz que ele tem outros amigos que foram selados dentro de outros ovos por tartarugas gigantes.

E aí isso vira uma história de um jogo do Mario: A Peach foi sequestrada e o Mario e o Luigi precisam salvá-la.

Que foi? Você tava esperando alguma coisa diferente à essa altura?

Mas bem... De qualquer maneira, Mario World marca a primeira aparição do Yoshi, que é um dos meus personagens favoritos da série e de longe a melhor coisa desse jogo inteiro. Na verdade o Miyamoto queria colocar um animal pro Mario montar desde o primeiro Super Mario Bros., porém as limitações técnicas do NES impediam que isso acontecesse e então essa ideia foi deixada na gaveta até o SNES poder realizar tal coisa. Pois é, você não pode condenar esse cara por falta de criatividade, ele pensa em coisas que até não poderiam ser feitas na sua própria época quando se trata de desenvolver jogos.


Assim como toda transição de 8-bit pra 16-bit, Mario World pega os visuais típicos da série que a gente conhecia e injeta mais detalhes, mais cores, mais vida, mais... Essencialmente tudo. O Mario agora tem um sprite melhor animado e mais detalhado, os Koopas agora estão de pé e... Bem, o Luigi ainda é só um Mario verde. Por que? Eu não faço ideia, não é como se o SNES não permitisse fazer um sprite diferente pro Luigi ou coisa do tipo, o NES já fazia isso com o Luigi sendo claramente diferente do Mario lá em Super Mario 2. Então qual seria a justificativa aqui?

Bem, apesar desse jogo ser o que acabou sendo, o Miyamoto disse que ele ainda tava "incompleto" e que o desenvolvimento dele no fim foi um pouco corrido. Talvez isso tenha algo a ver? Sei lá, e não importa muito de qualquer forma. Tirando esse pequeno detalhe, Mario World é um jogo bastante bonito, os cenários são mais coloridos do que nunca, os backgrounds são mais profundos e variados e todo aquele papo que você já sabe sobre esse tipo de jogo. Não considero ele como o jogo mais bonito do SNES ou da era 16-bit no geral, mas me dê um chute nas bolas se você não consegue abrir um sorriso no seu rosto com todo o charme da arte desse jogo!

E é claro que não é só isso, eu não poderia deixar de falar sobre a trilha sonora que é de fato a minha favorita dos jogos 2D do Mario. Não existe uma música que venha desse jogo que eu não me lembre, eu considero a música do Overworld desse jogo como a melhor da série de novo... É, eu sei que eu disse que a do segundo Super Mario era melhor que a desse, mas que se foda, agora que eu tô rejogando Mario World eu engulo minhas próprias palavras. Mas literalmente todas as músicas desse jogo são memoráveis, desde a já citada do Overworld até a do mapa da Yoshi's Island até a do mapa do mundo do jogo, a música do mapa da Vanilla Dome que já teve remixes em outros jogos do Mario, a música de boss que é bem agitada e intensa e a minha favorita que é a do Valley of Bowser.

Mas ok, músicas e tudo mais... Mario World tem a grande responsabilidade de ser o sucessor de um grande jogo como Super Mario Bros. 3, e fazer uma sequência pra jogos que são geralmente considerados pontos altos de tal franquia é um trabalho realmente difícil. A boa notícia é que ele não só consegue carregar esse fardo como também supera Super Mario 3 em quase todos os sentidos.

... Já pararam de vaiar? Ótimo.

Eu sei que isso é um assunto meio delicado e eu talvez esteja sendo tendencioso porque Mario World foi o primeiro jogo que eu joguei na minha vida... Diabos, até hoje eu discuto com um amigo meu porque ele prefere o 3 a esse jogo. Mas eu vou tentar mostrar os meus pontos direitinho aqui e dizer por que Mario World é tão especial assim pra mim enquanto o 3 é um jogo bom, mas não chega no mesmo nível... Se vocês prometerem que não vão me xingar e nem nada do tipo.

Pra início de conversa... O Mario pode fazer tudo o que ele fazia antes aqui, ele pode andar, correr, pular em cima dos outros, etc e tal. O que já começa como um ponto positivo é que esse jogo finalmente tem controles de pulo perfeitos pra um jogo do Mario, se você leu o post passado da maratona viu que eu reclamei que os pulos dos jogos anteriores eram meio flutuantes demais e demorava um pouco pra se acostumar... Mas Mario World finalmente conserta isso e te dá um pulo que tem peso, você sente o Mario subindo e caindo de uma forma muito mais natural do que nos outros jogos, os pulos são bem mais precisos e eu posso correr e pular aqui sem ter medo de errar as plataformas porque eu sempre consigo calcular bem como o salto em si vai acontecer. E o pior é que dos jogos 2D do Mario que eu joguei, esse é o que tem os melhores controles justamente por isso, até mesmo os New Super Mario Bros. parecem ter resolvido adotar o pulo lunar dos 8-bit ao invés desse.

De qualquer forma... Sim, o Mario finalmente tem um pulo mais controlável, e não só isso como ele também tem um pulo giratório que a princípio parece ser inútil por ser mais baixo do que o pulo normal e só servir pra quebrar blocos ou matar Koopas instantaneamente ao invés de pular e eles saírem do casco e tal. Mas esse pulo é uma das melhores coisas desse jogo quando você sabe usar ele direito, com ele o Mario pode quicar em certos inimigos que não podem ser mortos com o pulo normal ou até Stage Hazards... E nas mãos de um jogador habilidoso isso pode ser incrível, você pode quicar em Thwomps, pode quicar em serras, pode quicar naqueles inimigos chatos com espinhos que os Lakitus ficam jogando, pode quicar naquelas gosmas verdes estranhas das mansões mal assombradas, em Piranha Plants...

Isso pode ser usado pra manter o ritmo constante já que é uma opção fora ficar esperando tal inimigo perigoso passar ou fazer a coisa dele pra você poder progredir. E dependendo do obstáculo "quicável", você pode até usar ele pra sair se movendo pelo cenário se ele percorrer uma rota fixa na tela, coisa que muita gente abusa, mas é realmente satisfatório fazer quando você consegue pegar o jeito, e quicar nos inimigos continuamente com esse negócio é uma coisa que eu provavelmente nunca conseguiria fazer nos outros jogos 2D do Mario justamente pelo fato dos controles de pulo desse aqui serem tão bons.


Mas tá bom, tanto eu quanto você sabemos qual é a grande adição de Mario World à fórmula da série... Maior do que o pulo giratório ou os controles melhores, que na verdade eram obrigação da Nintendo já que esse jogo era pra uma porra dum console superior ao NES. A verdadeira grande adição desse jogo é obviamente o Yoshi, o dinossauro verde que o Mario usa como montaria e também como mais uma caralhada de coisas durante a sua jornada. Se você por acaso não sabe por que diabos as pessoas gostam tanto do Yoshi, jogue Mario World, mas jogue compreendendo o uso dele e depois venha me dizer que você também ama o Yoshi.

Começando a falar sobre a multi-utilidade do Yoshi... Eu gostaria de ressaltar que o Mario quando leva algum hit ou perde o Power-Up que ele tem e volta a ficar pequeno até pegar algum outro no cenário ou pegar o que cair do slot reserva que fica logo acima ali na tela. Então pois é, ao contrário dos jogos do Sonic onde você leva porrada, perde uns anéis mas é só pegar pelo menos um que tá tudo bem, jogando Mario você realmente não quer levar hit de jeito nenhum, a punição é bem severa e você se sente muito mais vulnerável assim. Isso é importante de ressaltar porque agora que você tem o Yoshi, Mario pode sempre levar um hit enquanto monta nele que ele no máximo só vai perder o Yoshi que vai sair correndo por aí que nem um atleta com formigas dentro do sapato e na maioria das vezes dá pra recuperar simplesmente alcançando e montando nele de novo.

Mas não é só isso, o Yoshi também pode comer seus inimigos, e alguns cascos de Koopas podem dar habilidades diferentes pra ele. O casco verde não faz nada além de poder ser cuspido da mesma forma que o Mario jogaria um casco, mas o vermelho faz ele cuspir bolas de fogo, o casco azul permite que ele voe pelo cenário, o amarelo faz ele dar um... Piso mais forte ou algo assim... E o casco superpoderoso da epilepsia que vive mudando de cor faz ele voar e dar esse piso mais forte aí. Mas é claro que esses efeitos não são permanentes, o Yoshi engole o casco depois de uns segundos, ou então você pode simplesmente cuspir o mesmo e assim o efeito acaba, mas acredite, é mais útil do que parece.

Eu não acabei ainda, o pulo do Yoshi tem as mesmas propriedades do pulo giratório do Mario, o que significa que ele pode quicar em praticamente as mesmas coisas que o Mario quica quando ele usa esse pulo. Aliás, o Yoshi pode andar em Munchers, já que o Mario normalmente recebe dano quando tenta isso por motivos óbvios, então qualquer desafio envolvendo esses bichos é meio que trivializado pelo Yoshi... E de quebra, você também pode usar o Yoshi como impulso pra estender seus saltos desmontando dele no ar. Isso é uma coisa que eu creio que todo mundo já fez, né? Vocês tão prestes a cair num abismo por terem errado o pulo ou algo assim e então se salvam por terem pulado do Yoshi enquanto o coitado cai e morre.

Seus porcos ingratos! Eu nunca faria isso com o Yoshi que sempre ficou do meu lado esse tempo todo!

... Bah, mentira, eu sempre faço isso, depois ele aparece de novo mesmo.

Mas então, percebe como o Yoshi é simplesmente incrível mesmo parecendo que ele nem faz tanta diferença assim se você enxergar de uma maneira superficial? Quem diz que ele é só uma montaria pro Mario que come coisas simplesmente quer que o Yoshi seja apenas isso, porque utilidades ele tem um monte, principalmente quando você libera os Yoshis de cores diferentes através do Star World, cada um com um tipo de habilidade especial predominante pros casos como o Yoshi azul poder voar com qualquer casco, o vermelho cuspir bolas de fogo com qualquer um, etc.

Eu gastei tanto texto assim só pra falar do Yoshi porque ele realmente é uma adição tão grande assim, você se sente seguro com ele, ele aumenta a possibilidade de movimentos e estratégias que você pode usar pra passar das fases e deixa o Mario com uma mobilidade incrível ao mesmo tempo que o jogo ainda consegue ser desafiador já que você pode perder o Yoshi com certa facilidade e algumas fases são ridiculamente difíceis de se manter sem levar nenhum hit, isso tudo depende da sua habilidade como jogador. Mario World tem um level design excelente que consegue acomodar todas essas coisas, você joga as fases da maneira que quiser e é realmente satisfatório se desafiar e usar o Yoshi pra alcançar saídas alternativas nas fases.

Sim, eu disse saídas alternativas, porque ao contrário dos jogos passados, Mario World tem fases com mais de uma saída e um foco bem maior em exploração enquanto os outros tinham fases com estruturas bem mais simples de só ir até o final e pronto. Mas pra poder explicar isso, eu vou ter que explicar primeiro como a progressão no geral pelo mapa do mundo funciona.


Lembra que Super Mario Bros. 3 tinha um mapa do mundo todo bonitinho lá por onde você se movia de fase em fase e tal? Então, digamos que Mario World pegou isso e deu uma puta expandida enorme. Você começa na Yoshi's Island, um mapa relativamente simples, mas já indicando que o seu progresso não vai ser muito linear porque entre a casa do Yoshi existem duas fases introdutórias que você pode jogar na ordem que quiser, e assim que você passa da fase que tem na esquerda e sobe pra passar do Yellow Switch Palace, você já vê um mundo gigantesco logo na mesma área, mas você ainda não pode acessá-lo porque precisa passar da Yoshi's Island primeiro.

Então você passou da Yoshi's Island, derrotou o Iggy Koopa lá no castelo dele e se vê na primeira fase das Donut Plains... E essa fase introduz a Cape Feather que dá ao Mario uma capa que ele pode usar pra voar, e a fase tem vários trechos mais abertos justamente pra você aprender a voar. E então perto do final tem a saída convencional e uma logo acima que tem uma chave que você tem que colocar num buraco de fechadura e assim finalizar a fase também. O que acontece é que cada saída acaba abrindo um novo caminho no mapa, se você passou pela saída normal, você vai pro caminho que dá na caverna logo a frente, e se você passou pela saída da chave, você vai pra fase aquática no lago.

Nessa primeira fase é simples, mas as saídas alternativas vão ficando mais difíceis de achar na medida em que você progride, mas ainda assim as localizações são intuitivas o suficiente pra você conseguir achar se explorar as fases, ou então algumas são visíveis, porém requerem um pouco mais do jogador pra conseguir alcançá-las. Isso é útil tanto pra você pegar atalhos caso não goste de alguma fase ou seção do jogo e queira pular porque não quer fazer 100% como também pra quem gosta de explorar as fases e ser recompensado com isso.

E não é só por isso também, Mario World tem um mapa de mundo tão bem feito que desde criança eu ficava observando ele, passava pelos lugares, ficava me perguntando se por acaso existe alguma passagem secreta aqui ou ali, se aquela ilha remota ali no mar por acaso tinha alguma fase que eu tenho que liberar, se embaixo da Cheese Bridge tinha alguma fase já que aparentemente tinha um caminho lá... Eu simplesmente explorei cada canto desse jogo, com isso eu abri o Star World, descobri uma maneira de chegar ao Valley of Bowser e "zerar" esse jogo em um pouco mais do que 40 minutos, descobri o mundo especial com aquelas fases ridiculamente difíceis...

... Pau no cu de quem fez a Tubular, só digo isso. Essa fase me fez criar um ódio de abismos em platformers que até hoje eu tenho.

Enfim, eu poderia continuar falando disso, mas você já entendeu o ponto. Mario World é um jogo que você pode jogar da maneira que você quiser, é ótimo de qualquer uma das formas e explorando tudo você simplesmente ganha mais recompensas, nada mais justo. Meu SNES tinha um save 100% completo desse jogo que infelizmente se foi junto com o próprio SNES que parou de funcionar lá em 2004, mas valeu cada segundo que eu passei explorando a Dinosaur Land e ficando cada vez mais surpreso com as coisas lá escondidas.

Ok, ok... Nem todas as fases me agradam muito, por um lado eu nunca fui fã das mansões assombradas porque sempre achei que elas meio que quebravam o ritmo do jogo. Você tinha que resolver puzzles, passar por umas seções de platforming meio "eh" e não chegava nem perto de me empolgar tanto quanto as outras fases normais, os puzzles eram simples demais e é basicamente só achar a porta certa que leva pra saída, mas talvez isso seja secretamente um ponto positivo já que quando eu vou nessas fases eu costumo querer passar rápido. Também não gosto muito das fases de autoscroll basicamente pelos mesmos motivos de eu não gostar delas em Super Mario 3, e algumas fases parecem meio "filler" como algumas da Chocolate Island e da Forest of Illusion, mas ainda assim não tem nada ofensivamente ruim nelas, só são meio supérfluas em comparação com as melhores fases do jogo.

Uma coisa que eu concordo é que esse jogo não tem tantos Power-Ups quanto Super Mario 3 tinha... Sim, isso é inegável, você só tem a Fire Flower e a Cape Feather, a segunda mencionada é uma versão muito melhorada do Raccoon Mario já que você pode voar continuamente pela fase abaixando e levantando assim como também o ataque giratório é bem melhor já que ele não tem um delay estranho como o do Raccoon Mario. Mas ok... Eu realmente acho que Mario World podia ter mais Power-Ups e sinto falta daquela roupa de Hammer Bro que destrói tudo, mas ele mais do que compensa isso com o Yoshi e com a evolução do conceito do mapa do mundo que foi introduzida no seu antecessor.

Os bosses também não são lá essas coisas, você derrota eles com algumas pancadas, outros são até repetidos com uma ou duas coisas diferentes, mas no geral as lutas são fáceis pra diabo e você derrota todos eles com três pancadas. Mario realmente não é conhecido por ter bosses extremamente desafiadores ou criativos, mas se eu consigo relevar esse mesmo problema na maioria dos jogos do Sonic, não vejo por que eu não relevaria aqui também, só estou citando pra não dizerem que eu tô pelando saco demais desse jogo.


Então ok... Você controla o Mario por toda essa aventura, passa pelos cenários mais bizarros possíveis e chega no Valley of Bowser que é aberto após passar por uma fase em um navio submergido que muita gente diz ser uma das fortalezas aéreas de Super Mario 3 que veio parar aqui por algum lugar. Essa fase... É um saco, principalmente por causa daquela parte onde fantasmas ficam aparecendo aleatoriamente e você leva uma caralhada de cheap hits. De qualquer forma, Mario consegue passar por isso e descobre o Valley of Bowser onde a Peach está trancafiada.

Essas são as fases mais difíceis do jogo se você não contar as do mundo especial, mas ainda assim eu não acho elas tããããão difíceis pra falar a verdade, nem mesmo o castelo do Larry. Se você tomar cuidado, souber o que você tá fazendo e usar o Yoshi, você não vai ter problemas na maioria dessas fases, e o próprio castelo do Bowser é meio que uma repetição dos castelos passados com os desafios mais "tunados". Você escolhe uma porta indicada pelo número de tal castelo e aí passa por um trecho feito especificamente com o design desse castelo em mente, você tem que escolher do 1 ao 5 na primeira metade e do 6 ao 8 na segunda antes de progredir pra última parte da fase que tem a batalha contra o Bowser no final.

A luta contra o Bowser... Bem... É mais difícil do que as anteriores, mas ainda assim não é nada absurdamente impossível. O Bowser fica voando por aí na sua nave-palhaço [?] e tentando te acertar com razantes até acabar mandando seus Mecha Koopas que você usa pra pular em cima e depois jogar contra ele. Na segunda fase da luta ele joga uma bola que você tem que pular por cima com o timing certo pra não ser atingido por ele voando logo ali em cima e depois repetir a mesma coisa dos Mecha Koopas, e aí na terceira fase a nave começa a quicar por aí e fica mais difícil acertar ele, mas nada que pegar o padrão e jogar os Mecha Koopas na hora certa não resolva.

Após essa batalha, Bowser sai voando por aí e agora a Peach finalmente está salva... De novo.


Então o jogo termina com a Peach sendo salva por Mario e Luigi e eles voltando pra Yoshi's Island junto com o próprio Yoshi e os ovos dos seus amigos que foram capturados. Lá eles veem os ovos sendo quebrados e nascendo Yoshis novos enquanto fazem uma festa ou coisa do tipo.

É legal que diz aí no texto que eles vão tirar umas férias, sendo que a intenção deles de ir pra Dinosaur Land era tirar férias. Imagino como deve ter sido a conversa depois da Peach ter sido salva.

Mario: Mamma mia, agora isso tudo finalmente acabou.
Luigi: Piores férias ever...
Peach: Que bom que tudo terminou bem, não é? Que tal a gente tirar umas férias depois dessa confusão toda?
Mario: Sim, mas dessa vez EU escolho o lugar, você teve a ideia de vir pra cá e olha só a merda que deu!
Peach: Ah, desculpa aí, não sabia que o Bowser coincidentemente viria pra Dinosaur Land e me sequestraria de novo.
Mario: Ele te sequestra toda hora, quero um aumento no meu salário!
Luigi: Tá bom, gente, já passou. Pelo menos vocês não aparecem só se por acaso tiver um segundo jogador nisso aqui.
Mario: Cala a boca, Luigi, você é o Player 2! Você nem precisou se mexer direito porque quem tava jogando esse jogo era um anti-social sem amigos!
Yoshi: Também gostei de conhecer vocês...
Peach: Quem é esse?
Mario: Ah, um bicho aí que eu joguei em abismos pra poder pular mais alto, agora monta nele e vamo cair fora daqui.

Mas agora falando sério... Super Mario World é um jogo fantástico mesmo depois de todos esses anos, é outro exemplo de jogo antigo atemporal, não importa se você vai jogar daqui a 5 ou 10 anos, vai continuar sendo exatamente como você se lembra há anos atrás. Isso não é nostalgia, não é tendência porque é o primeiro jogo que eu joguei na minha vida, porque apesar disso eu mesmo prefiro Sonic 3 & Knuckles por outros motivos, mas não é por isso que eu vou deixar de reconhecer que Mario World é um jogo mais do que digno de ser colocado na mesma categoria. É o melhor jogo do Mario, um dos melhores jogos do SNES assim como também é um dos melhores jogos de todos os tempos, eu posso recomendar esse jogo pra literalmente qualquer pessoa que goste pelo menos um pouco de video games e por algum motivo conseguiu nunca ter jogado isso na vida.

No fim das contas, Super Mario World foi o jogo mais vendido do SNES e um dos jogos mais merecidamente aclamados da época. Anos depois recebendo um port pro GBA que te deixa jogar com o Luigi tendo seu próprio pulo flutuante que já foi estabelecido nos jogos passados assim como tem algumas adições extras, apesar da paleta de cores mais feinha e das músicas pioradas, coisa que acontecia com quase todo port de jogo do SNES pro GBA. Mas esse port ainda assim vale a pena, é bem próximo do original e as adições o tornam revigorado de certa forma.

Mario não teve nenhum jogo principal além desse pro SNES, mas teve Super Mario All-Stars que eu já mencionei antes, alguns spin-offs como Super Mario Kart e Super Mario RPG, e também uma "sequência" conhecida como Super Mario World 2: Yoshi's Island que é um jogo protagonizado pelo Yoshi. Teve gente me perguntando se eu falaria sobre Yoshi's Island aqui, mas eu optei por não fazer porque esse jogo é consideravelmente diferente dos jogos tradicionais do Mario e nessa maratona eu quero me focar neles. Então um dia eu jogo Yoshi's Island e faço uma review separada quando me sentir animado pra isso.

O próximo jogo do Mario abordado nessa bagaça aqui é...


... Super Mario 64!

Ok, não é tão simples assim, afinal se trata não só de um jogo pra um outro console como também se trata daquela época onde video games estavam evoluindo pra terceira dimensão e jogos 2D estavam ficando ultrapassados. Sim, é a temida era 3D que foi responsável por uma outra leva de jogos incríveis ao mesmo tempo que também foi responsável por ter matado ou piorado várias franquias que tinham jogos 2D e se perderam tentando fazer essa transição.

Mario 64 começou a ser feito não pro Nintendo 64 que foi o novo console da Nintendo na época, mas sim pro SNES com o chip Super FX que a Argonaut Games criou e foi usado pra desenvolver o primeiro Star Fox junto com a Nintendo. Pra quem não sabe, Star Fox tecnicamente era um jogo 3D, com gráficos e visuais tridimensionais, assim como o gameplay também era um shooter 3D on-rails. Então Miyamoto e sua turma da pesada inicialmente iriam fazer o primeiro jogo 3D do Mario usando esse chip, porém a era 16-bit já estava acabando à essa altura e o jogo enfrentava problemas de controles já que o D-Pad do SNES não é exatamente confiável pra controles totalmente 3D.

O que aconteceu foi que esse jogo do Mario foi movido pro Nintendo 64 definitivamente e em 1996 todo mundo finalmente pôde jogar um jogo 3D do Mario! Na época, Mario 64 foi um jogo praticamente impecável no sentido de que foi o primeiro platformer 3D realmente decente e praticamente reinventou seu próprio gênero, então ele recebeu elogios até o talo e foi o jogo mais vendido do Nintendo 64.

Porém falar de jogos 3D antigos é sempre uma complicação dos diabos... Porque boa parte deles não envelheceram tão bem assim e até mesmo os que envelheceram bem hoje em dia têm seus problemas bem mais expostos em comparação com antigamente onde quase tudo passou batido. Então Mario 64 é provavelmente o jogo do qual eu mais vou ter dificuldades pra falar sobre aqui porque ele é um caso bem complicado hoje em dia... Mas não, antes que você assuma que eu vou dizer que Mario 64 envelheceu mal e que hoje em dia é difícil jogar com tantos platformers ou até jogos 3D do Mario tecnicamente melhores, eu não vou.

De qualquer forma... Chega de enrolação, vamos ver no que isso vai dar.

Mario 64 na verdade até colabora um pouco comigo porque ela consegue ser até mais simples de resumir do que as dos outros. Veja só: A Peach mandou uma carta pro Mario convidando ele pro castelo dela porque ela preparou um bolo pra ele, mas quando o nosso herói chega lá pronto pra comer aquele bolo esperto... Adivinha só o que aconteceu.

É isso mesmo que você tá adivinhando, Bowser, Peach raptada, etc. E agora o Bowser roubou as Power Stars do castelo, estrelas que dão... Poder pro castelo, eu acho. Sei lá, nunca entendi esse negócio, essas estrelas devem fazer um trabalho bem vagabundo em dar poder pro castelo então se o Bowser conseguiu entrar lá de boa e sequestrar a Peach... Mas ok.

Bem... É um jogo do Mario, o que você esperava? Alguma história inédita onde algo imprevisível acontece? Meua migo... Você só vai achar isso jogando os RPGs do Mario mesmo.

Aliás, onde diabos o Luigi foi parar?


Rapaz... Eu me lembro que quando eu vi Mario 64 em ação pela primeira vez quando era bem mais novo e tava na casa de um amigo meu que tinha conseguido um Nintendo 64 na época, eu tinha ficado boquiaberto com os gráficos desse jogo, pensei que fossem perfeitos e que não teria como ficar muito melhor do que isso. Nós trilhamos um looooongo caminho desde isso aí, não é mesmo?

De qualquer forma, Mario 64 sem dúvidas quer mostrar que é um jogo 3D, a primeira tela do jogo já mostra a cabeça do Mario toda 3D dando um oi e aí você tem a opção de só apertar Start e ir pro jogo ou então mexer com a cabeça do Mario usando um cursor aí pra puxar o nariz, a boca, as orelhas, o boné e por aí vai. Eu sempre achei isso uma das distrações mais legais que já fizeram pra um jogo, mexer com o Mario nessa tela de título sempre me deixava com um humor um pouquinho melhor. Ela na verdade foi reusada num jogo educacional chamado Mario Teaches Typing 2 que tinha uma cabeça falante do Mario falante também, mas... Errrrr... Nesse jogo era perturbador.

Já os gráficos in-game são... Bem decentes pra falar a verdade, considerando que a maioria dos primeiros jogos 3D têm visuais que envelheceram que nem leite. Ok, o modelo do Mario não é tão impressionante assim já que ele é bem simplista, não tem muitos detalhes e as animações não são as mais fluídas que existem, mas vou dar um desconto porque Mario 64 veio numa época em que jogos 3D não eram muito melhores visualmente. O que tínhamos antes de Mario 64? Tekken e Virtua Fighter com seus personagens mais quadrados do que qualquer coisa de Minecraft? Daytona USA com carros que mais parecem caixas de sapato com rodas? Pois é, você me entendeu agora. No entanto, o modelo do Bowser é realmente hediondo, aquilo eu não defendo de maneira alguma.

Os cenários são meio poligonais demais e têm texturas que na melhor das hipóteses conseguem fazer seu trabalho, mas não acho que eles sejam tão ruins assim. Talvez porque a arte do jogo acaba tornando isso um pouco mais tolerável já que é bem mais fácil engolir um jogo cartunesco e colorido com esses gráficos antigos do que um que tenta ser realístico e acaba só parecendo estranho pelos recursos da época não permitirem isso. Mas sim, é o estilo artístico que você esperaria de um jogo do Mario trazido pra um contexto 3D, tem a fase inicial em campos verdes, tem a fase de neve, a fase de lava, a fase aquática, a fase em uma caverna escura... E outras destraváveis dentro do castelo da Peach que são até meio difíceis dizer o que diabos elas são.

As músicas... Bem... Na primeira vez em que eu joguei, eu confesso que não liguei muito pra elas e antes de rejogar Mario 64 pra essa maratona eu só me lembrava da música da tela de título por ser um remix da música de Overworld do primeiro Super Mario Bros., da música do Bob-Omb Battlefield e da música do castelo da Peach. Tendo rejogado agora prestando mais atenção, eu comecei a gostar um pouco mais da trilha sonora, a maioria das músicas desse jogo seguem um caminho mais atmosférico e condizente com as ambientações das fases. A Shifting Sand Land tem uma música com aquele ar meio "indiano" que transmite a sensação de que você tá num lugar deserto e caloroso, a Haunted Mansion tem uma música levemente sutil com uns sons meio arrepiantes que vão ficando mais fortes enquanto a música começa a ter um ritmo mais presente... E por aí vai.

Isso acabou dando uma certa atmosfera pras fases, coisa que era meio raro nos jogos passados considerando que a maioria das músicas lá se preocupavam mais em ser cativantes do que combinar mesmo com as fases nas quais elas tocam, ao mesmo tempo que ainda existem músicas "felizes" que lembram mais o estilo dos anteriores. Não é exatamente a minha trilha sonora favorita da série, porém eu aprecio o fato de que o Koji Kondo dessa vez tentou algo diferente.

E olha só, o Mario agora tem uma voz! Logo no começo você vê ele falando "It's-a-me, Mario!", mas isso é a única frase real que ele solta, porque fora isso ele só dá uns gritos/gemidos e fala "Mamma mia." ocasionalmente, mas de qualquer forma... Foi legal jogar isso e finalmente ver como a voz do Mario soa, o Charles Martinet consegue soar tão perfeitamente como o Mario tanto na voz quanto no sotaque e na dublagem em si que desde então ele nunca deixou esse posto de ser a voz do Mario e eu não consigo imaginar outro cara que entrasse no lugar dele fazendo um trabalho tão bom quanto... Aliás, eu também não consigo imaginar outro cara fazendo a voz do Luigi, do Wario e do Waluigi já que eles também são dublados por ele.

E enfim agora falemos do gameplay que, obviamente, é diferente dos jogos passados do Mario em uma porrada de aspectos. Pra início de conversa, tem um hub que basicamente é o castelo da Peach e toda a área em volta dele, e esse hub tem um monte de portas pra salas com quadros que servem de entradas pras fases do jogo, assim como também tem suas próprias passagens secretas e desafios que te dão Power Stars. Cada sala requer um número determinado de Power Stars pra ser aberta e você pega essas nas fases normais ou então nas ditas passagens secretas explorando o castelo... Eu não sou muito fã de hubs, mas engulo esse aqui porque pelo menos as áreas secretas dele que te dão Power Stars ainda possuem desafios focados em platforming, o que é o elemento principal de um platformer afinal de contas.


Você controla Mario com o analógico, que inclusive na verdade não foi necessariamente criado pra jogos do Nintendo 64 em geral e sim pra esse jogo em específico porque o Miyamoto tava tendo problemas em conseguir fazer o Mario ser controlável de maneira decente pelo D-Pad quando o projeto tava no SNES. Então o que ele fez foi usar o analógico pra que se possa ter mais precisão movimentando o nosso amigão aí pelos cenários, coisa que acabou virando padrão de jogos 3D com o tempo por motivos óbvios.

Controlar o Mario normalmente funciona bem e dá pra passar pela maioria dos locais mais abertos sem maiores problemas, assim como pular nos inimigos também é fácil e só requer um pouco de prática pra quem não tem costume com isso. Porém... Em alguns locais mais apertados como plataformas pequenas ou caminhos estreitos, esses controles acabam sendo não tão eficientes assim porque o Mario vira de uma forma meio estranha. Tem hora que eu quero virar ele pra direção contrária e aí é só eu puxar o analógico pra direção oposta à que ele tá virado, certo?

Bem... Não exatamente, porque tem hora que isso funciona e ele só muda pro outro lado, mas tem hora que ele resolve literalmente dar uma volta de 90 graus andando/correndo e aí acaba caindo pra fora da plataforma porque dando essa volta ele já tem que andar por um local além da beirada da plataforma. E eu não sei se isso é coisa do Project 64, mas é estranho virar o Mario nesses caminhos estreitos também porque o analógico é sensível demais, você tem que dar uma empurrada milimétrica nele pro Mario caminhar ao invés de correr, qualquer mexidinha além do mínimo possível faz com que ele já comece a correr e assim acabe caindo.

Tirando essas partes específicas, os controles são bons o suficiente na maior parte do tempo e dá pra passar da maioria das seções de platforming sem muitos problemas... Quando a câmera colabora pelo menos, porque assim como todo santo platformer 3D dos anos 90... A câmera é uma merda. Logo no começo desse jogo você vê um Lakitu segurando uma câmera com uma vara de pescar, indo na direção do Mario e filmando ele, o jogo todo basicamente se passa como se o Mario estivesse sendo filmado por esse Lakitu, até nas salas com espelhos dá pra ver o bicho logo na cola dele com essa câmera.

E isso não poderia ser mais apropriado, a câmera desse jogo parece exatamente estar sendo segurada por uma criatura flutuante usando uma vara de pescar. Em alguns casos ela é ok, mas por algum motivo em umas seções de platforming mais preciso, ela se recusa a posicionar a si mesma em um ângulo confortável e quase toda hora eu tenho que ficar girando ela manualmente com os botões C, e algumas vezes nem assim o problema é resolvido porque a câmera tem uma mobilidade limitada em alguns desses locais. Isso quando ela não fica presa nas áreas mais apertadas do jogo e me faz morrer porque a minha visão foi bloqueada e aí eu perdi totalmente o Mario de vista até perceber que ele foi atingido ou que ele caiu em algum abismo.

A pior parte é que nas fases do Bowser, a câmera pode girar totalmente e na maioria das vezes nem é necessário ficar mexendo porque ela sempre se posiciona em ângulos decentes, isso é parte do motivo de eu achar essas as melhores fases do jogo. Por que diabos só nessas fases ela é assim e aí durante as outras ela resolve dar uma de câmera de Sonic Adventure e me atrapalhar?

Eh... Mas ok, eu acho que tô sendo negativo demais sendo que eu nem odeio Mario 64 pra início de conversa. Então vou dizer o que mudou além dos controles e da câmera... Bem, o Mario agora tem uma barra de vida que permite que ele leve 8 hits e seja recuperada coletando moedas, o que é estranhamente indulgente em comparação com os outros, mas eu estou perfeitamente ok com isso. Ele também tem uns movimentos novos além de só correr e pular.

Mario pode dar saltos mais altos quando você consegue dar três pulos consecutivos com o timing certo, pode fazer um mortal pra trás agachando e apertando o botão de pulo, pode dar um pulo longo agachando enquanto corre e apertando o botão de pulo, pode dar um wall jump, pode dar um Ground Pound e... Bem, ele tem umas porradinhas caso você não queira ficar pulando em cima dos inimigos, mas eu pessoalmente acho isso bem inútil já que o pulo normalmente faz um bom trabalho, a menos que eu esteja me trombando com Bullies, aí eu uso os golpes porque é necessário pra empurrar eles pra trás e tal. O "mergulho" que o Mario dá pra frente quando você tá correndo e aperta o botão de dar golpes no entanto é bem legal, então tem isso.

Pois é, Mario agora é um cara bem mais acrobático do que antes, e eu adoro a maioria desses movimentos novos porque você pode usar eles de várias maneiras diferentes por causa do design da maioria das fases que é um outro ponto forte do jogo. Mario 64 segue um estilo mais aberto em cada uma das fases, você não tem mais que só ir do começo ao fim de uma fase relativamente linear e sim realizar uma série de missões em cada fase que é basicamente um mundo aberto pra você explorar e ganhar as Power Stars quando completar essas missões. Na Bob-Omb Battlefield você pode chegar no topo e derrotar o boss, ou pode  libertar aquele Chain Chomp gigante e conseguir a Power Star atrás das grades perto dele, ou pode coletar as oito Red Coins, ou pode apostar corrida com o Koopa the Quick, e também pode alcançar a ilha flutuante ali pra pegar uma Power Star... Além de outras missões, são 6 em cada fase mais uma que você consegue pegando 100 moedas em cada fase.

Nem todas as fases têm esse mesmo tipo de missão, a Whomp Fortress já tem missões diferentes que envolvem o Mario sendo atirado pra uma parede e quebrando ela pra revelar uma Power Star dentro, chegar ao topo da fortaleza e tal. No máximo alguns tipos de missões como enfrentar bosses ou coletar Red Coins se repetem, mas não são executadas da mesma maneira, na Whomp Fortress mesmo você tem que coletar elas enquanto  passar por plataformas flutuantes, e só vai complicando cada vez mais. Eu gosto da maioria dessas fases porque elas te deixam jogar o jogo como você quiser, você pode usar os movimentos do Mario pra chegar aos locais de outras maneiras se for habilidoso o suficiente, pode pegar uma outra Power Star que não é a da missão principal mesmo você tendo escolhido ela, pode atravessar os locais de várias maneiras diferentes... As fases são tão rejogáveis que eu nem me importo muito quando acabo morrendo porque normalmente eu acabo voltando pro meu caminho rápido.

Mas nem de todas as fases eu gosto, por um lado eu não gosto da Jolly Roger Bay e nem da Dire Dire Docks porque são fases aquáticas e eu não consigo gostar dos controles aquáticos desse jogo, e também porque não gosto da maioria das missões da Jolly Roger Bay em si, principalmente aquelas de ficar abrindo baús de tesouro e levando choque até achar o certo, fico entediado jogando essa fase de uma forma surpreendente. Eu também não gosto da Hazy Maze Cave porque fases labirínticas demais nunca foram minha praia e a Big Boo's Haunt também me deixa entediado. Essas missões chatas são normalmente a minoria e a maioria das missões nas fases no entanto me agradam, principalmente a Bob-Omb Battlefield, a Whomp Fortress, a Wet-Dry World, a Snowman's Land, a Lethal Lava Land e praticamente todas as fases do Bowser... Que no final sempre têm lutas contra ele que são bem sem graça, mas isso é Mario, então bosses sem graça viraram meio que um padrão da série.

No entanto, é por isso que eu gosto do design desse jogo: Você não é obrigado a passar por todas as missões e nem jogar todas as fases. Pra passar da história principal, você só precisa de 70 Power Stars, e você pode conseguir esse número sem problemas simplesmente fazendo todas as missões de cada uma das fases que você gosta, alguma missão inofensiva de uma fase que você não gosta talvez, e explorar o castelo também te recompensa com Power Stars, essas coisas estão por toda a parte e você só vai ter problemas com a quantidade coletada se não for muito de explorar.

Agora se você quiser fazer 100% em Mario 64... Esse jogo vira uma tortura porque não só você tem que fazer um monte de missões chatas como também tem as de pegar 100 moedas que possuem um ritmo horrível porque as moedas nas fases são escassas demais e você ainda por cima tem que tomar cuidado com a última moeda que você pegar pra Power Star não acabar spawnando num lugar ruim de alcançar. Você pega sua 100ª moeda e aí a Power Star aparece bem em cima do Mario, só que em alguns lugares ele não pode pegar elas, como se ele estiver pendurado em uma grade e aí a estrela aparece e fica na parte de cima dessa grade, ou em algum lugar onde tentar pegar é praticamente suicídio.

E acredite... Não vale a pena pegar 120 Power Stars, a única coisa que você ganha com isso é o Yoshi aparecendo no telhado do castelo da Peach, falando com o Mario e indo embora. Se você pelo menos pudesse usar o Yoshi nas fases e o jogo desse mais umas Power Stars que você precisa coletar usando o Yoshi, aí sim realmente seria uma recompensa legal.

E olha... Seria legal mesmo se o Yoshi voltasse, porque os Power-Ups desse jogo são tão situacionais e tediosos que não tem nem graça usar eles. O Winged Cap faz o Mario planar pela fase por um tempo com controles aéreos horríveis que tornam quase uma luta pegar Red Coins no ar, o Vanish Cap e o Metal Cap então só são úteis pra pegar uma ou duas Power Stars e depois você nunca mais vai precisar deles. Por que diabos eles fizeram isso? Cadê a Fire Flower? Cadê algum Power-Up que me faça voar? Cadê os Power-Ups maneiros e úteis que Super Mario 3 e Mario World tinham?

Bah, tanto faz...


Após coletar 70 Power Stars e passar por um monte de fases aí, Mario finalmente chega na última área onde o Bowser o aguarda pra batalha final... Ao menos desse jogo, porque é claro que a gente vai enfrentar esse filho da puta de novo no futuro. Mas a fase é que nem as outras duas, só que mais difícil, tem uma porrada de platforming, você tem que dar saltos precisos, a câmera felizmente é boa do começo ao fim da fase e ela pode te matar se você não tomar muito cuidado com o que diabos você faz. Não que essa fase seja muito difícil, porém ela é meio perigosa sim, só tomar cuidado e saber pular com o timing certo que você vai estar ok, creio eu.

Então a última luta com o Bowser é quase exatamente igual às outras duas, com a diferença que ele agora destrói a plataforma onde a luta ocorre até ela ficar em forma de estrela por algum motivo, e algumas bolas de fogo te atrapalham a agarrar ele pelo rabo e jogar nas bombas ao redor enquanto o Mario diz "So long, gay Bowser." a cada arremesso. Mas não é nada que você não consiga passar facilmente tomando cuidado e conseguindo lutar contra a câmera enquanto gira o Bowser pra que ela mostre onde caralhos você tem que jogar ele pra início de conversa.

Então Bowser é derrotado novamente e dá um discurso sobre como ele foi derrotado novamente, como ele odeia a paz no mundo e que ele vai voltar no futuro porque aparentemente esse puto nunca morre... Ah é, e ele me disse pra fumar o meu controle também ou algo assim.


Então o jogo acaba com a Peach dando uma bitoquinha no nariz do Mario e fazendo o tal bolo que ela prometeu, que você pode ver na imagem acima. Wow, ela sabe fazer bolo! E conseguiu fazer sem ser sequestrada pelo Bowser no processo! Isso foi realmente um milagre, final realmente digno de comemoração.

Mas então... Isso foi Mario 64, um jogo que revolucionou os platformers 3D e serviu de modelo pra vários jogos futuros assim como o primeiro Super Mario Bros. fez com os 2D. Na época esse jogo era visto como algo quase impecável, sendo universalmente aclamado pela crítica e tudo mais. Mas hoje em dia Mario 64 tem suas falhas bem expostas assim como vários outros jogos da mesma época, por isso eu disse que falar de platformers 3D dos anos 90 hoje em dia é uma coisa difícil, você fica parecendo um babaca injusto por comentar sobre as falhas que esses jogos tinham que hoje em dia são mais aparentes pelo quanto os video games avançaram tecnicamente com o tempo.

Por mais que eu tenha sido negativo demais sobre algumas coisas, eu realmente gosto de Mario 64, foi um jogo importante não só pra sua própria franquia como também pra indústria de video games no geral em uma época onde várias desenvolvedoras não sabiam o que fazer com essa onda toda do 3D. E mesmo nesse contexto de jogar atualmente, Mario 64 ainda é um dos platformers 3D que envelheceram relativamente bem e ainda é bem jogável apesar de requerir um pouco de costume pra quem não jogou na época, o que foi o meu caso porque eu não tive tanto contato assim com esse jogo fora jogar ocasionalmente no Nintendo 64 do meu amigo.

Mario 64 é um jogo bom, por tudo o que ele conseguiu cumprir dentro da sua época e mesmo depois de anos ter conseguido passar razoavelmente bem pelo teste do tempo, eu ao menos tenho bastante respeito com esse jogo, assim como também respeito Ocarina of Time pelo mesmo motivo mesmo ele não sendo meu Zelda favorito. Eu só não recomendo mesmo jogar Mario 64 com a intenção de fazer 100%, o jogo vira um teste de paciência com isso e você pode acabar sentindo uma certa raiva dele enquanto tenta, não é como Mario World que é excelente tanto pra completar a história principal quanto pra fazer 100%.

De qualquer forma... Mario no N64 foi basicamente a mesma coisa que no SNES no sentido de que esse foi o único jogo principal dele e os outros foram spin-offs, então o que a gente vai fazer é pular pro GameCube com o segundo jogo 3D do Mario e provavelmente o mais controverso deles.

E lá vamos nós...


Super Mario Sunshine... Há uns anos atrás, a mera menção desse jogo em algum lugar da internet onde as pessoas falem sobre Mario ou sobre jogos no geral já era o suficiente pra todo mundo começar e avançar pra cima um do outro em flamewars que duravam horas e mais horas. Acontece que quem gosta de Mario Sunshine realmente gosta pra caralho desse jogo, ama de coração e está disposto a defendê-lo contra qualquer coisa, mas quem não gosta desse jogo o odeia com tanta força que o jogo parece pior do que qualquer coisa cometida pelo Hitler.

Bem, antes desse jogo, a ideia era produzir uma sequência direta de Mario 64, começando com um jogo chamado Super Mario 64 2 que seria lançado pro Nintendo 64DD, mas foi cancelado porque o 64DD acabou sendo um fracasso comercial. Então primeiro o pessoal da Nintendo teve a ideia de fazer um jogo do Mario no qual ele usava uma bomba hidráulica, mas acabaram descartando porque acharam que esse conceito parecia fora de caracterização. A ideia de usar água como um elemento principal acabou continuando até que conseguiram chegar a um conceito aceitável e trabalharam com ele até sair o jogo que conhecemos hoje em dia.

Eu tinha feito um post sobre Mario Sunshine aqui há anos atrás, mas foi um lixo mal escrito sem nexo que eu apaguei por motivos óbvios, e essa tá sendo tecnicamente a segunda vez que eu jogo esse jogo... Em exatamente 4 anos. Tempo pra caralho, hein? Pois é, eu espero que agora eu finalmente consiga falar sobre esse jogo de uma maneira aceitável, eu sou uma pessoa diferente do que eu era há anos atrás e eu até queria mesmo ter essa oportunidade de rejogar Mario Sunshine pra me redimir daquele post horrível lá.

Bem... Chega de enrolação, esse post já tá longo demais.

Mario Sunshine é o primeiro jogo do Mario a ter cutscenes com dublagem... Bem, se você não contar o final do jogo anterior que tinha a Peach sendo dublada, mas ok. Então isso significa que a história deve ser pelo menos melhor do que a dos jogos anteriores onde o Bowser sequestrava a Peach mais vezes do que eu fazia posts mal escritos no passado, não é?

Tudo começa com o Mario, a Peach e um toad velho chamado Toadsworth viajando de avião pretendendo tirar férias, mas dessa vez em um lugar que não seja uma terra de dinossauros ameaçadora. As férias dessa vez são na Isle Delfino, uma ilha tropical paradisíaca habitada por umas criaturas esquisitas (e babacas pra caralho) chamadas Piantas que aparentemente são bastante amigáveis, então não teria como dar errado dessa vez!

Só que então eles chegam lá, a ilha tá meio suja, o Mario encontra um aparelho chamado Flash Liquidizer Ultra Dousing Device (FLUDD) que é basicamente uma mochila com funcionalidades baseadas em água que fala e serve basicamente pra limpar essa merda toda. Então no meio da bagunça, a Peach avista uma figura negra que se parece bastante com o Mario e obviamente deve ser o responsável por isso, só que ela não diz porra nenhuma enquanto o próprio Mario é acusado de ter sujado a ilha toda e ter roubado os Shine Sprites, que são mais ou menos as Power Stars, mas aqui eles trazem a luz pra ilha e tal.

Depois de um julgamento que faria o Phoenix Wright se matar de desgosto, Mario é sentenciado a limpar a ilha toda e recuperar os Shine Sprites... E adivinha só o que acontece depois? A Peach é raptada... Claro, por que não, né? Quem sequestra ela é esse Mario versão negra aí que é conhecido como Shadow Mario, mas na verdade é o Bowser Jr., mais um filho do Bowser, esse aí raptou a Peach porque alega que ela é a mãe dele. Sabe o que é mais estranho nessa cena toda? A Peach simplesmente ficou surpresa e disse "Eu sou sua mãe?" como se ela acreditasse que isso poderia ser verdade.

Mario.... Você merece coisa melhor do que isso, na boa mesmo.

E então isso vira uma história de um jogo do Mario, basicamente... E pra falar a verdade, ao invés de ser melhor por agora ter cutscenes, ela consegue ser bem mais estúpida não só por isso de ser só a Peach sendo sequestrada de novo que eu citei aí acima como também porque parece que todo mundo nesse negócio é um completo idiota! A Peach é sequestrada de uma maneira idiota, o Mario persegue o Shadow Mario por toda a Delfino Plaza enquanto tentava jogar água nele e ele carregava a Peach por aí, é meio óbvio qual dos dois aqui é o cara do bem da história, né?

Bem, aparentemente não pros Piantas, porque eles parecem ter algum tipo de retardo mental pra não perceberem que tem dois caras correndo por aí no meio da cidade: Um é o que supostamente sujou a ilha toda e o outro que tá fugindo com uma garota nos seus braços se parece bastante com ele. Será que esses caras não pensam? Como diabos eles não conectaram as coisas? O Mario acabou de chegar na ilha lá, não teria como ele ter feito isso nos seus primeiros cinco minutos de estadia, e você tá vendo ali na sua cara que tem outro sujeito parecido com ele e... Argh, eu odeio esses caras! Eles fazem os humanos que confundiram o Sonic com o Shadow parecerem inteligentes em comparação...

Mas ok, é uma história estúpida pra caralho, eu só falei um pouco mais dela do que das outras porque esse jogo tenta fazer ela ter um pouco mais de atenção com as cutscenes, inclusive eu não posso nem ao menos pular elas... Então acho que o jogo quer que eu veja a história, e como alguém que viu as cutscenes na maioria das vezes por ter sido forçado, eu devo dizer que foi uma puta oportunidade desperdiçada.


Em contraste com a história, Mario Sunshine é um jogo absurdamente lindo mesmo hoje em dia, sem sombra de dúvidas é um dos jogos com visuais mais "comfy" que foram feitos até então. Todos esses cenários, a Delfino Plaza, os outros locais da ilha, todos eles são tão coloridos, bonitinhos e cheios de vida que eu realmente iria querer viver num lugar desses... Só que sem os Piantas, por favor. Mas sim, eu até fiquei surpreso jogando esse jogo mesmo hoje em dia, os cenários são cheios de detalhes, o jogo tem poucos pop-ups, coisa que era meio rara pra época, o Mario e os outros personagens principais têm modelos extremamente bem feitos e as animações então são melhores ainda, principalmente o Mario que agora é mais acrobático ainda do que antes. Outra coisa impressionante seria a água desse jogo, os efeitos de água são realmente bons mesmo hoje em dia, as águas são bem cristalinas e até mesmo quando não parecem tão limpas assim, eu não consigo deixar de admirar.

Durante algumas fases é possível até avistar a Delfino Plaza ou então outras fases nos backgrounds, faz esse mundo parecer bem mais acreditável do que antes, é um tipo de detalhe que eu realmente gosto e raramente vejo em jogos por aí. Só que temos um problema com isso tudo... Mario Sunshine se passa em uma ilha tropical na maior parte do tempo, e se você não gosta muito desse tipo de ambientação ou considera variedade de cenários como um ponto importante em jogos, você provavelmente não vai gostar tanto assim dos visuais desse jogo depois de um tempo.

Eu aprecio pelo menos um pouco de variedade nos cenários, inclusive isso foi uma das coisas que eu disse quando falei do primeiro Super Mario Bros. e acabei perdoando lá por causa das limitações e tudo mais. Mas Mario Sunshine realmente não tem muita desculpa pra isso, a maioria das fases ou se passam em praias, ou então em docas ou então em ilhas, e aí tem uma fase numa mansão assombrada e a última fase que não é nada realmente único, mas pelo menos é diferente do resto das fases aí. Com o tempo, eu acabei ficando meio cansado dos visuais, ainda que algumas fases são realmente bonitas, como a Pianta Village por exemplo.

Já a trilha sonora é um caso meio estranho pra mim porque eu não me lembro muito da maioria das músicas dela mesmo tendo rejogado o jogo há uns dias atrás. A maioria das músicas me passaram a impressão de só estarem lá pra encaixarem com o ambiente, e de certa forma elas conseguem na maior parte do tempo, mas poucas conseguiram me chamar atenção ao mesmo tempo que são atmosféricas, a maioria das músicas que eu me lembro aqui são remixes de músicas passadas, como a música das Secret Courses é uma versão acapella da música do Overworld do primeiro Super Mario que me lembrou agora do Smooth McGroove, e a música de perseguição ao Shadow Mario que é um remix da música das fases nas cavernas lá do mesmo jogo. A dublagem também não é muito melhor, a maioria das vozes não combinam com os personagens e a performance dos dubladores em si não são muito boas... Principalmente o Bowser que parece mais um cara tentando imitar ele do que o próprio mesmo. O melhor dublador aqui é o Charles Martinet, e isso porque ele continua fazendo um ótimo Mario mesmo não falando nenhuma palavra direito.

De qualquer maneira... Pra esse texto não ficar longo demais, eu vou dispensar as "introduções" das coisas que vocês já sabem que tinham em Mario 64 aqui, tudo o que o Mario podia fazer lá ele pode aqui também: Correr, dar pulo triplo, dar sommersault, Ground Pound, pular nas paredes e tal, ele só não pode fazer o pulo longo por motivos que eu explicarei depois. Mas sim, o Mario tem basicamente os mesmos movimentos, só que aqui os controles são bem melhores e respondem com muito mais precisão mesmo nas partes mais apertadas das fases, o que é uma coisa ótima na verdade. Bem... Ele não pode dar golpes físicos mais, mas quem caralhos ligava praquilo?

Mas o que acontece é que Mario Sunshine tem a FLUDD que é basicamente a melhor gimmick do jogo e eu nunca vou entender por que exatamente esse pessoal odeia ela. Ela só adiciona mais coisas ao moveset já extenso que o Mario tem com os Nozzles dela lá, o Hover Nozzle permite que o Mario flutue no ar por alguns segundos enquanto você segura o botão de pulo, e pra falar a verdade isso é mais útil do que parece, dá pra aumentar a longevidade do seu salto, dá pra fazer atalhos pelo design das fases, dá pra consertar algum pulo com timing errado que você possa ter dado... E por aí vai, é uma gimmick legal, mesmo que você possa dizer que ela trivializa algumas seções de platforming das fases, isso é verdade em alguns casos.

E tem o Squirt Nozzle que serve pra você sair jogando água com a "mangueira" da FLUDD, pode ser tanto segurando R levemente pro Mario sair jogando água enquanto ele se move normalmente ou então segurando o botão por inteiro você para, a câmera fica nas costas do Mario e aí você pode mirar onde suas rajadas de água vão. Por causa dessa coisa toda o Mario não tem o pulo longo nesse jogo, a FLUDD já faz um trabalho bem decente em prolongar a distância os pulos dele e se ele ainda tivesse isso as seções de platforming seriam ainda mais triviais do que você já diz serem.

No entanto, existem dois Nozzles que não vêm já equipados e você tem que pegá-los nas fases pra usar temporariamente: O Rocket Nozzle e o Turbo Nozzle. O Rocket Nozzle é tipo o Rocket Wisp lá em Sonic Colors, você ativa ele e o Mario voa pra cima como se fosse um foguete pra depois cair até aterrissar em alguma coisa, isso é útil pra alcançar locais mais altos, mas eu acho que o modo como o jogo faz ele ser usável só em seções específicas e não quando você quiser acaba tornando ele meio situacional que nem os Power-Ups do 64. O Turbo Nozzle faz o Mario sair correndo por aí em alta velocidade como se fosse o Sonic e pode ser usado tanto na terra quanto na água... Apesar que na terra você tem controles meio ruins, mas ok. Ele é bom pra se locomover mais rápido de um ponto A a um ponto B, mas o mesmo se aplica aqui, é meio situacional porque só pode ser usado em partes específicas das fases.

A FLUDD tem uma limitação, cada movimento gasta água do tanque dela, inclusive os Nozzles adicionais aí gastam água pra caralho, mas não creio que isso seja um grande problema já que água tá por toda a parte nesse jogo. Eu entendo por que o Turbo e o Rocket não são já equipados, o Mario ficaria overpowered pra caralho com isso e com certeza seria quebrado já que o level design não foi feito com eles sendo usados a qualquer momento em mente... Mas eu não consigo deixar de imaginar como o level design poderia ficar se ele acomodasse o uso permanente desses dois, daria pra ser mais amplo com isso.


A estrutura de Mario Sunshine é parecida com a do seu antecessor no sentido de que cada fase é um local aberto onde você faz missões... Só que ele não é necessariamente tão aberto quanto, na verdade não chega nem perto disso porque ao contrário do seu antecessor, Mario Sunshine não te deixa fazer qualquer missão que te der na telha a qualquer momento. Você só pode fazer a missão que você escolheu, tornando o jogo bem mais linear do que era pra ser e praticamente anulando a exploração das fases já que você não vai achar Shine Sprites tentando fazer qualquer coisa fora da sua missão escolhida. Isso também significa que na verdade você tem que ficar entrando nas fases e fazendo as missões em ordem pra que a próxima seja desbloqueada e você possa fazer ela, eu não faço a menor ideia do porquê deles terem escolhido esse tipo de progressão, mas foi uma das escolhas de design estúpidas desse jogo... Sim, "uma das", porque eu ainda não terminei.

Cada uma das fases do jogo têm sete missões com sete Shine Sprites pra você coletar, quando você termina a sexta missão, a sétima é liberada e tudo o que você faz é ficar perseguindo o Shadow Mario e jogando água nele com a FLUDD até que ele seja derrotado e desapareça. Tenha isso em mente porque eu vou voltar nesse ponto depois, não agora... Mas pois é, a progressão pelas fases é bem mais linear, o que torna meio inútil ter cenários abertos pra início de conversa já que explorar eles só te dá umas Blue Coins que você pode usar pra comprar Shine Sprites no "mercado negro" e mais nada, a menos que você chegue em alguma missão que tenha "Secret" no meio do nome e aí você pode explorar pra chegar em fases secretas que são bem mais focadas em platforming e na maioria delas você não tem a FLUDD.

Essas são as melhores fases do jogo, já digo isso porque o platforming delas é bem mais criativo do que o das fases normais desse jogo que chega a ser até um pouco genérico em vários pontos. Mas eu nem joguei todas elas, sabe por que? Porque em várias eu tenho que passar das missões anteriores às que elas são acessíveis, o que significa que se eu quiser jogar essa fase secreta em alguma fase, eu tenho que fazer uma possível missão chata antes, e eu não tenho paciência pra isso. O que eu fiz durante o jogo todo foi jogar até chegar tal missão que eu não gosto e então mudar pra próxima fase que é liberada... Eu fiz isso e fui coletando Shine Sprites, explorando Delfino Plaza pra pegar mais desses, e então quando eu passei da maioria das fases, fui ver se eu podia chegar na última, Corona Mountain e... Não pude.

Por que eu não pude? Porque meu número de Shine Sprites coletados não era suficiente?

Não, é porque em cada fase você tem que perseguir o Shadow Mario e derrotar ele pra que a Corona Mountain seja acessada... Ou seja: Você tem que fazer todas as missões de todas as fases de qualquer forma! Por acaso você não gosta daquelas missões estúpidas e tediosas do hotel da Sirena Beach? Não gosta daquela missão retardada de ficar rolando melancias gigantes na Gelato Beach? Não gosta de enfrentar bosses repetidos nas fases? Não gosta daquela missão do Cassino? Não gosta de basicamente uma caralhada das missões desse jogo? Bem, foda-se você! Porque você vai ter que jogar todas elas ou então não tem como progredir pra parte final do jogo!

... Quando eu percebi isso, eu simplesmente disse "Não" e parei de jogar Mario Sunshine, simplesmente dropei o jogo e considerei como terminado porque eu já sei como é a última fase e o último boss de qualquer forma... Então qual é o sentido de continuar isso? Por que caralhos o jogo me faz ficar coletando Shine Sprites sendo que o número que eu tenho é irrelevante e eu só tenho que completar todas as missões das fases? Por que as áreas são tão abertas sendo que você não ganha nada demais explorando elas? Inclusive as Blue Coins também são inúteis já que elas te dão Shine Sprites que no fim das contas não servem pra porra nenhuma... Argh! Por que? Por que esse jogo tem tanta decisão de design retardada? O que diabos aconteceu aqui?

E eu esqueci de falar, mas o Yoshi também é montável nesse jogo... E é uma merda. Com o Yoshi, você pode dar aquele pulo flutuante que ele tinha em Yoshi's Island, pode comer inimigos e pode vomitar o seu suco [?] nos inimigos que nem a FLUDD solta água. Acontece que o Yoshi aí é uma merda porque ele não adiciona nada ao moveset do Mario, ao contrário de Super Mario World onde ele era de longe a melhor adição, o pulo flutuante não é tão efetivo quanto o Hover Nozzle, a FLUDD pode fazer a mesma coisa sobre o vômito lá, comer inimigos é meio inútil já que o Yoshi não faz nada além de comer e o Mario pode  matar eles simplesmente pulando em cima... E pra piorar, o Yoshi não pode nadar, ele desintegra se cair na água ou então some quando seu suco acaba, ele é só uma gimmick temporária que nem é tão boa assim pra início de conversa, e ainda é trabalhoso conseguir ele porque você tem que achar frutas pra usar no ovo lá e tudo mais.

Mas pois é... Eu parei de jogar Mario Sunshine depois de acabar sendo desagradavelmente lembrado que eu tinha que passar todas as missões de todas as fases pra eu poder dar segmento ao jogo. Isso é estúpido, eu não tenho vontade de continuar e passar por uma caralhada de missões chatas só pra poder vencer a porra do Shadow Mario, tudo isso porque esse jogo tem esse sistema idiota de missões destraváveis...

De qualquer forma, eu já sei como é a última fase, é uma fase chata pra caralho onde você tem que usar os jatos de água da  FLUDD pra direcionar um barco desajeitadamente por um mar de lava e qualquer batidinha destrói ele. Essa fase é um saco, mas pelo menos não é muito longa, então talvez seja menos dolorosa nesse sentido.


O final boss consegue ser mais anti-climático ainda do que os outros, digo... Literalmente. O Bowser tava tomando um banho quente com o seu filho e a sua "esposa" que seria a Peach, então o Mario chega lá, tem uma batalha mequetrefe onde você só tem que usar o Rocket Nozzle e dar Ground Pound nas beiradas da banheira e pronto, você zerou Mario Sunshine, desfrute de um final com uma cena de "morte" da FLUDD desnecessariamente dramática. A história desse jogo é retardada, o final boss é retardado, várias das escolhas de design são retardadas, várias missões em si são retardadas... Por que diabos isso aconteceu?

Pois é, Mario Sunshine é realmente o pior jogo 3D do Mario, e sem muito esforço porque os outros nem são exatamente ruins ou ao menos medianos. Esse jogo acerta em melhorar os controles do Mario e tem algumas missões divertidas, mas por causa desse monte de escolhas de design imbecis e contraditórias, ele acaba parecendo aquele tipo de jogo que nem mesmo a própria desenvolvedora fazia ideia de como queria criar ele. Ele tem uma estrutura de progressão parecida com a dos clássicos onde o único foco é completar a única missão que você tem na fase, mas a estrutura das próprias fases é aberta que nem as de Mario 64, só que a maior parte dessa fase são só espaços vazios, não existe motivo pra você querer explorar nesse jogo nem mesmo quando ele te dá motivos já que a maioria das recompensas são Shine Sprites que na verdade são inúteis a menos que você queira pegar todos os 120 pra mostrar o quão triste a sua vida é.

E sim, pegar todos os 120 Shine Sprites aqui também é um teste de paciência que nem as Power Stars em Mario 64, porque além dessas missões chatas aí, você também tem que pegar 100 moedas e aqui é pior porque você tem que escolher uma missão específica que te deixe pegar 100 moedas, coisa que o jogo nunca deixa claro. A recompensa por você perder seu tempo pegando 120 Shine Sprites é isso. Sim, nada mais e nada menos do que essa imagem, só.

Do modo como eu tô falando aqui, parece que Mario Sunshine é o pior jogo do mundo, mas... Não, não é, ele é jogável pelo menos, mas é pior do que o 64 em praticamente tudo o que não seja relativo aos controles e à câmera e é uma luta completar justamente por ele seguir toda essa bizarrice contraditória no seu próprio design. As missões/fases divertidas são divertidas mesmo, mas nem todas são assim, e ao contrário do 64 onde você podia simplesmente ignorar as missões/fases que você não gosta, aqui é obrigatório passar por todas, eliminando justamente o modelo de Mario 3D aberto que o 64 estabeleceu.

Você faz uma coisa ou então a outra, tentar misturar duas aproximações quase inteiramente diferentes de design só pode dar errado.

De qualquer maneira, Mario Sunshine se deu bem com a crítica e foi um dos jogos mais vendidos do GameCube. Porém a recepção desse jogo com os fãs foi bem menos entusiasmada e aí fica nesse debate eterno se Mario Sunshine é um jogo bom ou não... Eu não considero esse um jogo bom, mas não acho que chegue a ser ruim também, só um jogo com algumas ideias boas, porém medíocre por causa da execução da maioria dessas ideias. Em uma sequência talvez eles consertem isso tudo, mas eu não acredito que vá existir uma considerando que esse não é o jogo do Mario com a melhor das reputações por aí.

E então acabou essa parte da maratona, eu peço desculpas de novo pela demora, eu queria ter feito isso antes, mas realmente fui atrasado. Agora vou lá jogar Mario Galaxy 1 e 2 pra poder prosseguir com isso antes que eu já não possa mais ficar com o Wii, o próximo post dessa maratona deve sair mais cedo por isso, Mario 3D World eu não creio que vou precisar rejogar pra falar sobre porque ainda tenho memórias boas sobre o jogo aqui de qualquer forma, mas se eu tiver oportunidade antes de terminar o post eu jogo sim.

De qualquer forma... É isso aí, até o próximo post, seja lá qual for.

{ 25 comentários }

  1. AE RYU, SABIA QUE VOCÊ IA VER QUE O SUNSHINE É UMA MERDA

    ResponderExcluir
  2. Mario Sunshine me lembra do Sonic Adventure por causa disso que você citou do jogo te forçar a fazer as missões chatas, que nem o SA te força a jogar com os personagens que não te agradam, não gosto de nenhum dos dois jogos por isso. O Mario 64 te deixar jogar as fases como você quiser foi genial, porque o jogo assim só fica divertido ou não se você quiser, ele não te força a fazer tudo e eu também nunca fiz 100% porque vi o que eu ganhava no You Tube e não achei que valia a pena.

    Foi um bom texto, mas ainda prefiro SMB3 ao World. :P

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Porra, por que eu nunca pensei nessa comparação antes? Mario Sunshine é basicamente isso mesmo, é um "Sonic Adventure", só que no lugar do gameplay alternativo tem as missões bestas que são obrigatórias.

      Excluir
  3. Eu: Legal, o Yoshi tá nesse jogo!!

    Yoshi: Parabéns, Mario, você pegou 120 power stars. *vai embora*

    Eu: ........... é só isso?

    Toda a minha infância com Mario 64 resumida.

    ResponderExcluir
  4. Nunca joguei o Sunshine, porém eu sempre vejo gente falando mal e me pareceu só mimmi porque o jogo é diferente. Agora que eu li com mais detalhes, eu entendo por que odeiam esse jogo, mas quero jogar um dia.

    Sobre o World, eu concordo com tudo o que você disse, esse jogo é quase perfeito.

    ResponderExcluir
  5. É uma pena que o Sunshine tenha saído assim, já que os fãs reclamaram a Nintendo agora não faz mais Mario 3D com espaços abertos pra exploração. :/

    E que coincidência, eu estava jogando Mario World há duas horas atrás e me perguntava sobre quando o seu post falando dele e dos outros jogos do Mario ia sair, hehehe

    ResponderExcluir
  6. Super Mario World é superior a Mario 3 em todos os aspectos, mas a cultura popular ainda age como Mario 3 fosse o melhor.

    Go figure! Mesmo com o que fazem com Sonic 3 & Knuckles e Sonic 2.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu prefiro Mario World e prefiro Sonic 2, então acho q sou aquele cara estranho

      Excluir
    2. Acho que é por terem sido os jogos mais "marcantes" das suas épocas, normalmente do Mario e do Sonic têm Mario 3 e Sonic 2 sendo colocados naquelas listas genéricas de "melhores jogos de todos".

      Excluir
    3. Eu prefiro do 3 porque acho o world facil demais pro meu gosto, mas é um jogão tbm

      Excluir
    4. Super Mario Bros 3 destrói World no departamento de power-ups, visto que World apenas tem a Fire Flower e a Cape Feather que banaliza cerca de 80% do jogo. Fora isso, sim: World > 3.

      Mas acho que Yoshi's Island é superior a qualquer Mario 2D.

      Excluir
  7. Nunca gostei muito dos Marios 3D por causa dessa coisa das fases abertas pra coletar estrelas, só no Galaxy eu gosto porque o LD das fases é mais criativo.

    ResponderExcluir
  8. Ei Ryu, você acha que o Dragon Ball Xenoverse vai se redimir pelos outros jogos escrotos de Dragon Ball como o Battle Of Z, ou vai ser merda igual os outros?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rapaz, se o Xenoverse não consertar isso... Acho que nenhum outro jogo futuro vai.

      Excluir
  9. Eu não gosto do Sunshine porque ele não me faz me sentir numa fantasia de drogado igual os outros jogos do Mario

    ResponderExcluir
  10. "Aliás, onde diabos o Luigi foi parar?"

    Isso me fez lembrar daquele rumor da estátua escrito "L is real" que fez as pessoas acreditarem que tinha como abrir o Luigi pra ser jogável aí. auehaueihaiuehaiuhe

    Ah, esses rumores de video game dos anos 90, você acreditava neles e tentava ver se eram verdades porque não tinha internet pra confirmar... bons tempos, bons tempos...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Então você descobria que era mentira e passava a odiar o garoto que te contou sobre o rumor pro resto da sua vida.

      Excluir
  11. Ryu, você vai fazer review de Mighty No. 9, Zelda 2015 e Dragon Ball Xenoverse quando sair?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Só Zelda que vai ser meio difícil, mas dos outros citados eu pretendo.

      Excluir
  12. Achava que as opiniões com Super Mario Sunshine eram bem pesadas e o jogo nem era tão ruim assim.
    Depois de jogá-lo, não só não o aguentei, como se tornou o pior Mario 3D da série e um dos piores games do Mario para mim.

    Me faz pensar o quanto a Nintendo foi medíocre na era Gamecube.

    ResponderExcluir
  13. Enquanto não considero Sunshine um Shadow the Hedgehog ou Sonic 06 da vida, achei decepcionante, principalmente no Design. Tínhamos lava, neve, torres, deserto, gimmicks legais como o relógio de Tick Tock Clock e os quadros de Tiny Huge Island no N64 e o game de GC te dá...99% de praias, uma vila e meia-praia, meio-hotel chato que doí. A aparência dessas fases é muito bonita, mas as missões não animam muito após certo tempo jogando.

    Me arrependo de ter comprado Sunshine no lançamento principalmente por que, na época, jogos de GC custavam 1 rim e 2 pernas nas lojas. Deveria ter namorado a capa de Luigi's Mansion mais...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu também não considero Mario Sunshine tão ruim quanto Shadow the Hedgehog ou Sonic '06... Até porque pelo menos esse jogo funciona, né? Isso já torna ele superior a esses dois não importa o que qualquer pessoa venha me dizer.

      Mas realmente foi decepcionante em vários aspectos, enquanto o 64 era um jogo bastante criativo tanto no design quanto nos visuais, porém com seus problemas técnicos de controles/câmera mais aparentes agora, o Sunshine é literalmente o oposto disso: Ele acerta na parte técnica e erra quanto ao design e a variedade dos cenários. Dizem que a Nintendo meio que se apressou durante o desenvolvimento desse jogo, mas não acho que isso justifique muito considerando que daria pra fazer a mesma progressão do 64 aí sem nenhum problema.

      Nessas horas eu me sinto feliz por não ter comprado esse jogo na época quando o preço tava alto, mas ainda assim fiquei meio "meh" quando terminei agora... Inclusive essa menção a Luigi's Mansion me lembrou que eu nunca joguei esse jogo e esqueci de mencionar que o Luigi sumiu no Sunshine também.

      Excluir
    2. Ironicamente, já li uma pessoa afirmar que Shadow the Hedgehog teve uma produção muito melhor. Se a falta de um chão te fazer cair num abismo eternamente numa fase e torná-la impossível de ser finalizada é exemplo de boa produção, acho que Sonic Boom e 06 são quase Hollywoodianos de tamanha a competência.

      Btw,

      http://tcrf.net/Super_Mario_Sunshine

      Vendo conteúdo encontrado pelo povo do The Cutting Room Floor, parece que o jogo realmente passou pela correria do lançamento. Destaque para o banner de Corona Mountain (no qual, pela textura, era parcialmente ou não era feita de lava), Hinokuri, a lista estendida de nomes e a estação.

      Sobre Luigi's Mansion, ele é uma das "laranjas estranhas" na cesta do Mario, mas uma laranja ótima, porém, não recomendo para quem detesta gameplays totalmente baseados na exploração.

      E o sumiço do Luigi em SMS é meio justificado já que, pelos créditos, ele deve ter ficado na nova mansão durante a viajem do Mario. : X

      Excluir
  14. tem que jogar o 3d land e os news(todos os 4) tb

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O 3D Land eu não tenho como porque não tenho 3DS e nem conheço alguém que tenha, com os NSMB é similar, mas eu só teria acesso ao do DS e do Wii.

      Pra falar a verdade, a terceira parte tá mais complicada de escrever sobre do que eu pensava porque eu tô realmente quase me matando pra falar do 3D World, tô refazendo várias vezes porque eu nunca acho que tá bom o suficiente.

      Excluir

- Copyright © Blog do Ryu - Date A Live - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -