Posts Populares:

Archive for Janeiro 2015

Sonic Adventure

By : Ryu



Ok então, agora que eu definitivamente terminei com os jogos 2D principais do Sonic, hora de pular pro 3D... A tão criticada e abominada era 3D do Sonic que muitos clamam ter matado a série de vez. Isso é verdade? Bem... Sim e não. A história toda do pulo do Sonic pra 3D é bem mais complicada e dramática do que você imagina na verdade, e ela nem começa com Sonic Adventure ou com o Dreamcast, mas sim lá no Sega Saturn em 1995.

Orginalmente, tinha um jogo do Sonic chamado Sonic X-Treme sendo desenvolvido pro Saturn e seria o primeiro jogo 3D do Sonic. Eu não vou perder muito tempo explicando tudo o que aconteceu, mas lá vai o resumo: O pessoal da Sega Technical Institute ficou encarregado de desenvolver Sonic X-Treme, porém eles não faziam ideia de como um jogo 3D do Sonic realmente funcionaria, o jogo passou por mais revisões e mudanças de desenvolvimento do que toda a carreira 3D do Sonic (FORESHADOWING!) e eventualmente foi cancelado porque esse desenvolvimento infernal dele não resultou em nada. E francamente... Sonic X-Treme parecia um saco, não consigo imaginar esse jogo sendo lançado e aclamado pelas pessoas com aquela bizarrice de fish-eye e aquele level design labiríntico estranho, sem falar da lerdeza da movimentação do Sonic que parecia mais travada do que o meu PC tentando rodar Sonic Generations.

Caso você tenha curiosidade sobre Sonic X-Treme e queira saber da história mais detalhadamente, o canal do Planeta Sonic tem um vídeo sobre isso que explica de forma clara o suficiente... E sim, eu acabei de te indicar algo vindo do Planeta Sonic... Eu, indicando algo do Planeta Sonic. Bizarro, né? Enfim, pode clicar aqui sem medo que não tem nenhuma fala sobre tesão libidinal pelo Sonic e nem nada do tipo.

Ou será que tem? Hihihi...

Agora falando sério e voltando ao assunto... Sonic X-Treme foi cancelado e isso foi uma parte do motivo do Sega Saturn ter sido um fracasso comercial, apesar que existem vários outros fatores que levaram a isso também, mas isso é coisa pra outro post. Então com esse prejuízo e o fato de que o Mario teve seu primeiro jogo 3D e acabou sendo um dos jogos mais bem sucedidos de todos os tempos, a Sega meio que ficou pra trás e o pessoal ainda ficou se perguntando onde diabos tá o primeiro jogo 3D do Sonic. Antes disso tudo só existiram alguns spin-offs como Sonic 3D Blast, Sonic the Fighters e Sonic R... Mas nenhum desses aí é realmente bom ou pode ser considerado como um jogo 3D de verdade do Sonic.

A Sega acabou tendo que lançar o Dreamcast prematuramente, pois isso era pra ter sido um console da 6ª geração competindo com o PS2, e assim dessa vez feito pela Sonic Team com a equipe original (exceto o Hirokazu Yasuhara), depois de uma porrada de dificuldades no seu próprio desenvolvimento que foi consideravelmente apressado... Sonic Adventure foi de fato o primeiro verdadeiro jogo 3D do Sonic, lançado em 1998 pra ser mais específico. Na época, esse jogo foi elogiado pela crítica de uma maneira tão absurda que muitos deles alegavam ser melhor que Mario 64 enquanto o público também se empolgou já que finalmente saiu o primeiro jogo 3D do Sonic e tal.

Hoje em dia que o jogo teve uma série de relançamentos, com o único sendo uma versão da Xbox Live/PSN/Steam... Eh, os críticos odeiam Sonic Adventure e as pessoas são meio que divididas com relação a esse jogo. Tem gente que ama Sonic Adventure ao ponto de sentir tesão libidinal pelo jogo e tem gente que odeia Sonic Adventure ao ponto de culpar esse jogo pelos maiores desastres que ocorreram na história como a ascensão do Hitler ao poder, o ataque à Pearl Harbor, a bomba atômica de Hiroshima, o atentado de 11 de Setembro, a criação do PT... E Sonic '06. Erm... Esse último citado na verdade tem um pouco de responsabilidade vinda de Sonic Adventure sim, mas ok.

Eu já fui parte dessas duas metades, minha história toda com esse jogo começa há muito tempo atrás... Quando joguei Sonic Adventure pela primeira vez lá em 2002 no Dreamcast de um amigo meu, tendo só jogado Sonic 1, 2 e 3 antes, eu meio que vomitei arco-íris e pensei que video games nunca seriam melhor que isso. Porém com o tempo Sonic Adventure foi perdendo seu "brilho" e eu cheguei a odiar esse jogo mortalmente há uns anos atrás, mas isso também já passou.

Então o que picas eu penso de Sonic Adventure afinal de contas? Bem... Acho que você poderia dizer que eu sou indiferente sobre esse jogo ou até mesmo sua sequência hoje em dia. Não é um jogo que eu passo meu dia inteiro jogando mesmo tendo ele no Xbox 360 aqui, mas não acho que seja tão merecedor de ódio quanto achava antes. Então eu rejoguei Sonic Adventure, acredito que essa estaria sendo a 3ª vez na minha vida toda que eu faço isso. Espero que dessa vez eu consiga formar uma opinião de verdade sobre esse negócio e assim deixá-lo morrer de uma vez por todas.

Narrativas ruins podem prejudicar histórias boas


Já que Sonic Adventure é um jogo que tem sua história dividida entre os seus personagens jogáveis e cada um tem sua própria perspectiva e seus próprios eventos, eu vou tentar explicar o que acontece em ordem cronológica, porque da última vez eu tentei falar da história que cada personagem tinha e acabou ficando uma boa bosta. Mas pois é... Sonic Adventure tem uma história mais presente em comparação com os jogos passados da série, com uma caralhada de cutscenes, diálogos e reviravoltas tentando imitar mais ou menos uma história de um RPG. Talvez esse conceito veio da ideia de que a Sonic Team queria fazer o primeiro jogo 3D do Sonic como um RPG, mas tanto faz também.

A história começa com o Knuckles guardando a Master Emerald na Angel Island... Que agora está num altar totalmente a céu aberto ao invés de estar na parte interna da ilha dentro da Hidden Palace onde alguém só poderia entrar se conseguisse passar pela porrada de armadilhas que tem pela ilha... Vai entender, né?

Enfim, Knuckles tá guardando a Master Emerald, como de costume, mas ele começou a questionar os motivos de ele ter esse dever e ser aparentemente destinado a fazer isso pra sempre. Mas esse momento de monólogo interno chato é quebrado quando uma criatura misteriosa feita de água sai de dentro da Master Emerald, aparentemente quebrando ela no processo e depois dando o fora da Angel Island que agora caiu no oceano porque a Master Emerald era o que fazia com que a ilha flutuasse afinal de contas. Enquanto isso na mesma noite, um gato gordo chamado Big the Cat tava descansando por aí quando o seu sapo, Froggy, acabou engolindo uma parte do monstro de água lá, depois ficou com uma cauda, endoidou, engoliu a Chaos Emerald que o Big tinha como amuleto da sorte e saiu correndo por aí com o Big indo atrás.

Mais tarde, criatura de água começa a fazer merda pela cidade de Station Square e é cercada pela polícia que não consegue fazer nada porque quando tentam dar tiros, eles não surtem efeito contra o corpo aquático do bicho aí... Talvez um tiro de tanque de guerra ou um míssil faria mais efeito, mas parece que a polícia de Station Square não tem um armamento muito pesado. Porém o Sonic aparece pra salvar o dia e derrota esse bicho estranho pulando em cima dele, porque impactos de pulos são claramente superiores aos de uma arma de fogo... De qualquer maneira, o monstro foge, o Dr. Eggman na verdade tava olhando isso tudo e revela que o nome desse monstro é Chaos e que ele é algum tipo de deus da destruição.

Então no outro dia, Sonic resolve descansar no hotel, Knuckles sai pra pegar os pedaços da Master Emerald que se espalharam por aí e Tails resolve testar seu Tornado pra voar usando uma Chaos Emerald como fonte de energia. Depois de falhar e ser resgatado na praia onde o avião caiu pelo Sonic, Tails diz pra ele o que ele tava pretendendo fazer e chama ele pra ir pra sua oficina nas Mystic Ruins, lá eles são atacados pelo Eggman e o Chaos, no meio da briga, Eggman consegue roubar a Chaos Emerald do Tails e dar ela pro Chaos "comer" e se transformar.

Pra resumir uma história meio longa: Sonic e Tails vão atrás das Chaos Emeralds restantes pra impedirem que Eggman dê elas pro Chaos porque fazendo isso ele evolui e fica cada vez mais forte, e com todas as sete Chaos Emeralds ele vai virar o monstro mais poderoso do mundo e bal bla bla. Só que os nossos heróis tão tendo dificuldades porque depois de conseguirem duas esmeraldas na Windy Valley e no Casino, o Eggman consegue roubar uma e depois engana o Knuckles de novo dizendo que o Sonic tá atrás das Chaos Emeralds e levando os dois a lutarem... De novo. Então agora o Eggman rouba a esmeralda que ele esqueceu antes E a nova que eles conseguiram na Ice Cap, jogando tudo pro Chaos e fazendo ele evoluir de novo, mas não tem problema porque aparentemente o deus supremo da destruição mesmo evoluído ainda pode ser facilmente derrotado por três furries coloridos.

Tem essa parte do E-102 Gamma, mas eu nem sei onde o começo dela se encaixa na história toda, então vou falar agora que o Eggman construiu uma série de robôs chamada E-Series, e eles são respectivamente: E-101 Beta, E-102 Gamma, E-103 Delta, E-104 Epsilon e E-105 Zeta. Gamma derrota Beta em uma luta que o Eggman ordenou pra ver qual dos dois seria parte do esquadrão E-Series da nova nave de batalha dele, a Egg Carrier. Então depois disso ele ordenou que todos os E-Series procurassem pelo Froggy que engoliu não só uma Chaos Emerald como também o rabo do Chaos. Como o único que realmente trouxe o Froggy foi o Gamma, ele virou o robô principal do Eggman e os outros foram teleportados pra algum lugar aí.

Sonic e Tails perseguiram a Egg Carrier a bordo do Tornado, porém se foderam porque o armamento da Egg Carrier era poderoso demais e o avião caiu depois de ser atingido por um canhão, com os dois se separando no meio da queda... E quem olhava lá da Station Square era ninguém menos do que a Amy Rose, que aparentemente agora mora lá e não tá nem um pouco menos obcecada pelo Sonic do que antes. Um pássaro cai da Egg Carrier e meio que se tromba com ela, julgando que ele tá perdido, ela resolve cuidar desse pássaro e despista um robô estranho chamado Zero que começou a perseguir eles de repente.

Então ok, isso é basicamente até onde a história avança introduzindo cada personagem a partir daí eu já não vou falar muita coisa pra isso não ficar longo demais e também pra não spoilear muita coisa... Mesmo que isso seja um jogo de mais de 10 anos atrás.


Ok, eu disse que não ia spoilear, mas na verdade isso acima era uma mentira... Ou uma meia mentira, porque eu não vou falar da história toda aqui, porém eu vou falar de alguns detalhes dela, em especial a backstory. Pra início de conversa, quero dizer que eu gosto da história desse jogo... Mas eu realmente tenho que me forçar a gostar e relevar uma porrada de coisas pra isso porque apesar do conceito geral dela ser bom e os personagens serem carismáticos, ela não é muito bem escrita por assim dizer.

... Não, antes que você pergunte, eu não espero roteiro de Shakespeare numa porra dum jogo do Sonic. Até porque eu não tenho por que esperar algo assim, ao contrário da maioria dos fanboys desse jogo, eu sou sensato ao ponto de não sair por aí falando que ele tem uma história épica ou perfeita ou seja lá qual for a buzzword que você quiser usar. Eu não fico falando que tal história de tal jogo do Sonic é uma merda por não ser tão boa quanto a de Sonic Adventure que nem esse pessoal gosta de fazer com jogos como Sonic Colors por exemplo. Até porque, convenhamos... Se o seu padrão pra história boa é Sonic Adventure, então me desculpe, mas é um padrão bem menos alto do que você pensa que é.

A ideia desse jogo é explorar melhor a backstory envolvendo a civilização dos Echidnas, que era indiretamente um ponto do enredo de Sonic 3. Foi dito lá que o clã do Knuckles foi totalmente dizimado por um monstro no passado e que ele é o único sobrevivente, e basicamente Sonic Adventure conta o que diabos aconteceu, quem foi esse monstro e até mostra um pouco de como essa tribo era antes desse incidente. Os breves períodos de exposição sobre o passado são mostrados quando uma criatura brilhante que também saiu da Master Emerald junto com o Chaos acaba dando visões do passado aos protagonistas da história, isso acontece aleatoriamente durante as cutscenes do jogo e normalmente resulta em uma outra cutscene onde o personagem vê algum evento no passado ou então um trecho onde você tem que jogar em um hub nessa mesma época e ir até tal lugar pra rolar uma cutscene.

Basicamente, esses "flashbacks" mostram uns eventos relacionados ao Chaos, que era parte de uma raça de criaturas pequenas chamadas de Chao, mas se transformou num ser aquático por contato excessivo com o poder da Master Emerald. Desde então, Chaos passou a proteger a Master Emerald no altar onde ela e as Chaos Emeralds se residiam, assim como também protegia seus "irmãos" Chao. Mas aí um dia o líder da tribo dos Echidnas, Pachacamac, quis se apoderar dessas esmeraldas pra ganhar poder, expandir seu domínio e enfrentar os seus inimigos de outros clãs. Quem se opunha a isso era ninguém menos do que a sua filha, Tikal, que acreditava que usar poder pra matar e saquear os outros não era a maneira correta de trazer a paz, e essa bondade dela fez com que ela acabasse ganhando afinidade não só com o Chaos como também com os outros Chao no altar.

O que acontece depois você já deve imaginar, ou já deve saber se conhece a história desse jogo, porque a conclusão dessa história toda é revelada depois e aí tudo faz sentido... E como eu disse antes, o conceito de uma tribo que foi levada à extinção simplesmente porque um monstro genocida aí matou todo mundo é uma coisa bem sombria, Sonic 3 só tocava um pouco nesse assunto por precisar de uma backstory pro Knuckles, mas nesse jogo você vê isso acontecendo. Muita gente acha que foi Sonic Adventure 2 que começou com esse ar sombrio/sério nas histórias de Sonic, mas eu discordo, foi o primeiro Adventure mesmo que realmente começou com isso.

A parte boa é que apesar dessa backstory sombria... Sonic Adventure não costuma se levar mais a sério do que precisava, o jogo não tem medo de mostrar um ar meio "cartoon" nas cutscenes com uns diálogos que parecem tirados direto de um desenho dos anos 90 que passa no sábado de manhã. O próprio Sonic mesmo acaba sendo até meio obnóxio com isso porque ele soa exatamente que nem um adolescente descoladão dos anos 90 falando um monte de gírias que hoje em dia dão um pouco de vergonha... Mas acho que isso tem um certo "charme", esse jogo foi lançado nos anos 90 e isso era a perspectiva deles do que seria legal.

E além disso, existem umas cenas de humor meio situacionais que até genuinamente botaram um sorriso no meu rosto, como o Sonic caindo do céu depois da batalha contra a Egg Carrier, enterrando a cara na areia enquanto chama o Tails e aí saindo enquanto uma garota tava aleatoriamente na praia olhando isso e ele diz "You're not the one I'm looking for!", sempre imaginei o que diabos a garota deve ter pensado com isso. Uma outra que eu gosto também é quando o Eggman faz a Egg Carrier mudar de forma com o Sonic e o Tails a bordo, o Tails diz "It changed shape! Did you see that?" pro Sonic e ele só olha pro Tails com uma cara de "Sério que você fez essa pergunta?" e nem responde. Mas não vou mentir... Nem todas as tentativas de humor desse jogo foram muito efetivas comigo, eu mesmo não achei engraçado quando o Sonic se refere ao Eggman como "giant talking egg", e nem achei engraçado o fato de que o Knuckles foi enganado pelo Eggman outra vez... Apesar que eu achei engraçadinha a reação do Sonic a isso quando ele diz "Way to go, Knucklehead!".

De qualquer forma... Eu aprecio o fato de que apesar de ter esse ar meio sério em volta, Sonic Adventure não se leva tão a sério assim, a história é só uma especie de cartoon e não chega a ser pretensiosa em nenhum momento em particular. Até existem uns momentos onde os personagens se desenvolvem, tanto a história do Tails quanto a da Amy são sobre os dois crescendo como personagens, ficando mais fortes e aprendendo a ser independentes do Sonic, e a do Gamma é basicamente "Desenvolvimento de Personagem: A História", você literalmente vê ele nascendo, acompanha ele dos dois lados da história e tem uma conclusão meio amarga, porém boa. Esses são os pontos da história desse jogo que eu gosto e que me fazem gostar dela, não porque ela é "épica", mas porque ela é simples e ainda assim consegue ter seus momentos genuinamente memoráveis ou surpreendentes em parecer que tá tentando demais ser uma história melhor do que realmente é.

O problema com essa história é que em alguns pontos a narrativa consegue ser bem ruim ao ponto de nem fazer muito sentido, com alguns personagens tomando decisões incrivelmente estúpidas nas situações em que eles se encontram ou então a própria exposição de tal personagem a um evento do passado parecer estranha porque esse personagem em questão não tem quase nenhuma relação com a história principal do jogo. A Amy assim que encontra o Sonic fica junto com ele, porém quando o Zero aparece, o Sonic tava prestes a enfrentar ele, sendo que Sonic provavelmente o destruiria com facilidade... Mas ao invés disso a Amy resolve ir pro Twinkle Park porque viu lá que "casais bonitinhos entram de graça"... E o Sonic ainda por cima segue ela pra lá! Ignorando totalmente o fato de que tem um robô querendo raptar a Amy, robô esse que ele próprio provavelmente derrotaria em uma luta!

Algumas exposições da Tikal agora em sua forma de espirito/luz não fazem muito sentido a alguns personagens pelo quão desconexos eles são de tudo isso. Vamos dizer que a história de Sonic Adventure é dividida em duas: A principal e o subplot. A história principal é sobre o Sonic e o Tails estarem tentando impedir que Eggman fortaleça Chaos cada vez mais, e o Knuckles tentando juntar as peças da Master Emerald, o que acaba levando ele a entrar no meio dessa história toda que inclusive tem relação com a própria tribo da qual ele descende. O subplot é sobre os E-Series, o Gamma com seu conflito interno, a Amy e o pássaro dela sendo perseguidos pelo Zero e... Urgh... O Big indo atrás do Froggy.

Faz sentido a Tikal mostrar o passado pro Sonic, pro Tails e pro Knuckles já que eles tão enfrentando o Chaos pra início de conversa e os três se beneficiariam com esse conhecimento, mas... Por que diabos ela também faz isso com a Amy, o Gamma e o Big? Aliás, por que caralhos o Big tá nessa história? Ele não adiciona literalmente nada nesse negócio todo! A história dele é sobre correr atrás de um sapo, porra! Sério mesmo que vocês acharam que esse gato gordo estúpido meio comic relief que corre atrás do seu amigo sapo merecia um Story Mode próprio? Bah, enfim... Esses três personagens não têm qualquer conexão com a história principal, eles não precisam saber do passado porque eles nem sequer parecem ligar pra isso. O Gamma e o Big então principalmente, nenhum deles mostra qualquer tipo de reação a isso... Só é estranho.

Por que eu gastei tanto texto assim falando da história? Bem... O jogo é cheio de cutscenes e diálogos, além de que no Dreamcast nem dá pra pular essas cutscenes, o que significa que a Sega quer que eu assista a história, então vou julgá-la como eu julgo uma história comum. E pois é, eu acredito que Sonic Adventure tem uma história boa que foi prejudicada por uma narrativa não tão boa quanto.

Eu gosto dessa história porque acho ela legal de acompanhar, os personagens geralmente são carismáticos e até mesmo o Eggman aí é um vilão competente, coisa que ele não consegue ser nos jogos mais recentes por causa dessa ideia estúpida de transformar Sonic em comédia que os roteiristas têm hoje em dia. Aqui ele sempre tá um passo à frente do Sonic e do Tails, consegue roubar as Chaos Emeralds deles, derrota eles em uma batalha aérea, engana o Knuckles (apesar que aí é porque o Knuckles foi burro e não porque o Eggman foi esperto) e até soa um pouco ameaçador em umas cenas, mesmo ainda tendo aquela atitude de vilão comic relief, o que mostra que apesar de "engraçado", ele é um oponente à altura dos protagonistas. E até mesmo do Chaos eu gosto porque ele é talvez o único vilão "monstro genérico" de Sonic com uma história decente e uma "personalidade" interessante.

Mas é isso, a história é boa e a narrativa nem tanto, agora chega de falar desse assunto.

Um estilo totalmente novo com uma apresentação estranha


Como você já deve saber... Sonic Adventure tem um estilo quase inteiramente diferente dos clássicos, os cenários aqui mostram bem mais ser baseados em localizações reais do que antes, isso porque a Sonic Team de fato viajou pelo mundo pra buscar inspirações pros cenários desse jogo. Sonic 3 também tinha uma vibe assim porque algumas fases lá foram baseadas em locais do mundo real, mas elas foram meio que adaptadas pro estilo artístico do Sonic, coisa que Sonic Adventure não necessariamente faz.

Mas apesar dessa tendência maior pro lado do realismo, Sonic Adventure ainda consegue ser consideravelmente cartunesco mesmo nas fases mais "reais" como a Emerald Coast e a Speed Highway, elas não parecem lugares reais mas sim lugares reais retratados por algum tipo de cartoon. Outras fases como a Windy Valley, a Twinkle Park e a Red Mountain são bem mais "malucas" do que realísticas... Mas mesmo com esse ar de cartoon, eu não conseguiria ver esses cenários se encaixando bem com o universo do Sonic Clássico por não ter a mesma direção artística.

E aí você diz "Mas não é pra se encaixar com o universo clássico, esse aqui é o moderno!".

A Sega trata ambos como o mesmo universo, esse é o problema. Mesmo os personagens tendo redesigns, o estilo artístico sendo outro e o Sonic tendo uma personalidade bem mais "adolescente" do que o Clássico que era retratado no OVA que foi dirigido pelo Yuji Naka como um cara sarcástico, impaciente e mais pensativo do que parece. O Sonic desse jogo aqui tá mais próximo do Sonic dos desenhos ocidentais que era mais "máquina de one-liners" do que qualquer coisa... Mas aparentemente, os dois são o mesmo personagem, mesmo com essa inconsistência de personalidades!

Na verdade, todo o universo de Sonic Adventure não se parece nem um pouco com o dos clássicos, não só pelos cenários realistas, mas também porque tem humanos aqui... Se eles existiam ou não nos clássicos ninguém sabia, mas eles nunca apareceram exceto pelo Eggman/Robotnik, eu não consigo não achar bizarro o fato de que os humanos acham normal um bando de furries coloridos estarem andando por aí nas cidades deles sem nenhuma explicação. Existe um desenho chamado Sonic X que meio que tenta explicar isso dizendo que o Sonic e os seus amigos viviam em outro planeta e foram parar na Terra com os humanos e tudo por acidente, e eu prefiro imaginar que seja algo assim mesmo, até porque não é como se a Sega fosse explicar essa merda alguma hora.

Isso seria solucionado fazendo com que as duas séries sejam em universos separados, ou no máximo a série Adventure/Moderna acontecendo um bom tempo depois dos clássicos com outras "versões" dos personagens, que nem a Capcom fez com Megaman e Megaman X. Por que a Sega não fez isso aqui? Sei lá, eles são retardados.

Mas ok, pelo menos os gráficos em si são bem bonitos, as texturas dos cenários são até decentes mesmo hoje em dia e os modelos dos personagens não são dos piores, já as animações...


... Jesus, essas animações são horríveis!

Eu sei que a screenshot acima é da versão original do Dreamcast e a versão da qual eu tô falando aqui é a do Xbox 360 que tem os gráficos da versão DX, mas... Acredite, não é muito melhor nela. Os personagens nas cutscenes têm umas animações robóticas que se repetem quase o tempo todo e na hora de falar é pior ainda, eles fazem uns movimentos travados e umas expressões faciais tão bizarras que chega a ser hilário em alguns momentos... Olha só pra isso, isso, isso ou isso.

E não, você não pode culpar a época por isso, porque o primeiro jogo do Crash saiu dois anos antes desse e tinha animações bem melhores nas cutscenes. Sonic Adventure só tem animações ruins mesmo, e isso acaba tornando certas cutscenes meio engraçadas, quando não é um personagem fazendo uma careta esquisita, são coisas como o avião do Tails começar a correr pela pista de voo já com a velocidade máxima ou ele caindo no chão da Egg Carrier com as asas atravessando o mesmo, sem nenhum tipo de efeito visual no impacto... Ou a Tikal sendo "atropelada" pelos soldados do Pachacamac depois.

Sonic Adventure é o mais bonito dos platformers 3D iniciais quando se trata de texturas, efeitos visuais como a baleia destruindo as docas da Emerald Coast e modelos de personagens... Mas quando você vê essas coisas em movimento nas cutscenes, você vai instantaneamente se perguntar o que diabos é isso.

Muitas ideias pra pouca execução


E então chegamos na parte onde Sonic Adventure consegue a proeza de fazer relativamente bem e fazer absurdamente mal ao mesmo tempo... O gameplay desse jogo é simplesmente um show de bizarrices que tenta ser uma transição de 2D pra 3D da fórmula dos jogos do Sonic, mas também tenta ser um jogo de corrida, um jogo de caça a tesouros, um platformer 3D comum, um shooter e até uma porra de um jogo de pescaria... Sim, pescaria, em um jogo do Sonic! Parece até piada quando eu digo isso, mas não é, isso realmente é uma coisa que existiu! Alguém pensou em todas as coisas possíveis pra se adicionar no primeiro jogo 3D do Sonic e chegou à conclusão de que pescaria é com certeza uma que não poderia faltar... E eu espero que esse alguém tenha sido demitido da Sega.

Ah, tô pulando um pouco pra frente demais, então vamos voltar pro começo desse jogo... Existem seis personagens jogáveis: Sonic, Tails, Knuckles, Amy, Gamma e Big. Porém o Sonic é o único personagem que você pode escolher logo no começo, os outros você libera na medida em que progride na história dele, pra ser mais exato depois de encontrar com cada um deles pela primeira vez na história, os seus respectivos Story Modes são liberados. Então ok, o Sonic é o protagonista desse jogo afinal de contas, o nome do bagulho é "Sonic Adventure", então faz sentido que ele seja o primeiro personagem que eles queiram que você use aqui.

O que você espera de um jogo do Sonic? Correr rápido, pular nos inimigos, rolar e usar o Spin Dash, basicamente, não é mesmo? Pois bem, felizmente o Sonic aqui pode fazer tudo isso, ele corre rápido, opera com um pouco de momentum e a velocidade dele até é afetada pelo terreno, assim como o Spin Dash pode ser usado em terrenos elevados pra dar saltos enormes por aí e não só ser usado pra pular trechos das fases em speedruns como também pra alcançar lugares diferentes das mesmas ou dos hubs. O movimento novo aqui é o Homing Attack, coisa que algumas pessoas criticam por tornarem os inimigos fáceis de matar, mas eu discordo totalmente disso e acho que ele é altamente necessário em um jogo 3D do Sonic.

Você consegue pular em cima dos inimigos sem problemas com o Mario no jogo dele pro N64 porque ele não é rápido, com o Sonic isso seria quase impossível. Os controles do Sonic são diferentes, ele tem mais aceleração, calcular um pulo preciso em cima de um inimigo aqui enquanto se move em altas velocidades não é uma coisa fácil porque agora você tem um movimento inteiramente tridimensional com mais velocidade e controles mais soltos que os do Mario. Então o Homing Attack nesse caso é útil pra que você não quebre seu ritmo tentando acertar os inimigos com pulos o tempo todo... Mas ainda assim, o Sonic pode destruir seus inimigos apenas pulando neles, isso não mudou, e seria muito estúpido se mudasse também.

O Homing Attack não é o problema com o Sonic aqui, o meu maior problema é que quando nosso furry azul favorito aqui corre nas velocidades mais altas, é difícil ter controle sobre ele. Na velocidade máxima, é fácil fazer o Sonic sair esbarrando nas muretas dos lados das pistas enquanto você tenta manter ele em uma direção, qualquer toque do analógico pra esquerda ou direita faz com que o Sonic fique doidão e comece a virar mais do que ele deveria. Claro, dá pra você se acostumar com isso e ficar mexendo com o Sonic o tempo todo quando ele corre mais rápido nas fases, mas ainda assim é estranho até você conseguir, eles poderiam ter feito um trabalho melhor nesse aspecto, porque pra correr em velocidades medianas/lentas e pra pular, os controles são decentes... Mas na hora de correr rápido já requer que você se acostume com esses controles questionáveis.

Fora esses controles estranhos quando o Sonic tá em alta velocidade, você pode sim passar correndo por aí e a sensação de velocidade que o jogo proporciona é excelente mesmo hoje em dia. Mesmo com outros jogos do Sonic tendo velocidades diferentes, a trilogia do Boost tendo uma maior, Sonic Lost World sendo mais lento e outros jogos sendo meio termo, eu acho que Sonic Adventure é o jogo 3D com a velocidade ideal pro Sonic porque ela é gradual e bem próxima dos clássicos, o Spin Dash também funciona de maneira similar e só dando um leve toque no botão dele faz o Sonic rolar ao invés de carregar e sair correndo por aí. A sensação de velocidade desse jogo foi tão boa que na época ela era o suficiente pro pessoal nem sequer reparar que esse jogo tem falhas pra início de conversa, inclusive eu mesmo antes tava nesse meio, era emocionante passar por todos aqueles loops e pistas em velocidades altas e ainda por cima em 3D. Hoje em dia é claro que é menos impressionante do que antes, mas ainda me empolga, eu gosto de correr pelas fases nesse jogo.

As fases em si também não são ruins, o level design desse jogo geralmente é bem aberto... Mais aberto do que eu me lembrava que fosse na última vez em que eu peguei esse jogo pra jogar pra falar a verdade. Jogos 3D do Sonic ficaram conhecidos por terem paredes invisíveis em um monte de locais, assim limitando consideravelmente que o jogador explore outros locais das fases que servem mais como enfeite do que qualquer coisa, mas nesse caso, você pode explorar as fases em maior parte e acaba encontrando algumas cápsulas de anéis, a Emerald Coast mesmo já tem isso com cápsulas escondidas logo atrás daquela montanha por onde você deveria subir usando molas. E o exemplo mais aparente disso é no começo da Speed Highway com uns prédios que ficam do lado da pista que você pensaria que são só parte do background ou coisa do tipo... Mas aí você consegue não só aterrissar neles como se fossem sólidos como também escalando um deles até o topo com o Spin Dash te recompensa com uma vida.

As fases não são exatamente como as dos clássicos, mas conseguem preservar parte dos elementos no design delas. Existem várias maneiras de ir de um ponto A a ponto B na maioria dos casos, caminhos que se divergem em numerosas ocasiões em fases como Twinkle Park, Speed Highway, Red Mountain e Sky Deck adicionam replay pelas maneiras diferentes de progredir por essas fases com o Sonic e me fazem ver essas como as melhores fases do jogo. Eu gosto de me desafiar tentando passar dessas fases pegando um monte de atalhos tanto no próprio level design quanto "abusando" do Spin Dash com o pulo que pode ser usado até mesmo nas outras fases pra pular seções inteiras delas... Tipo na Ice Cap, se você for bom, não precisa nem entrar naquela primeira caverna e um Spin Dash com pulo bem executado pode te levar direto pra outra caverna... Que também pode ser passada facilmente com isso se você souber posicionar bem logo no começo.

Não que as outras fases seja necessariamente ruins... Só tem a Casinopolis que eu acho meio "meh", mas ela tem uns detalhes legais como o cameo do Nights em uma das máquinas de Pinball por onde você pode passar e dá até pra fazer o Sonic tomar uma ducha nos banheiros de lá... Eu gosto desse tipo de coisa, interação com o cenário assim é legal. E a Lost World que é uma fase linear tem umas gimmicks interessantes como aqueles paineis de gravidade na parede que são usados de maneira bem criativa lá com seções de platforming inteligentes... Apesar que aquela seção de ficar andando na cobra gigante de pedra ainda é chata pra diabo por causa da colisão do Sonic que fica deslizando pra lá e pra cá na cobra e também da câmera que mais te atrapalha do que ajuda na hora de pular nas plataformas com os botões lá pra subir o nível da água ou abrir o portão de saída.

Mas tô enrolando demais... As fases normalmente têm ritmos ou trechos com ritmos diferentes, similar ao modo como Sonic 1 dividia as suas fases: Umas são mais rápidas e outras são um pouso mais lentas. Só que até mesmo as fases lentas com mais platforming ainda são meio rapidinhas quando você sabe o que diabos você tá fazendo e quer tirar vantagem da física do jogo pra fazer speedruns nelas.

Outra coisa legal é que algumas fases também têm seus trechos memoráveis, a Emerald Coast tem a clássica parte da baleia destruindo as docas enquanto persegue o Sonic, a Windy Valley tem o trecho onde você é sugado por um furacão e precisa escapar de dentro dele, a Ice Cap depois de uma primeira parte lenta te bota pra fugir de uma Avalanche e descer uma montanha de Snowboard, a Speed Highway tem o trecho onde você desce aparentemente o maior prédio do mundo correndo à toda velocidade... E por aí vai, esse jogo tem seus trechos surpreendentes dessa maneira.

Em termos de level design, Sonic Adventure consegue se destacar porque ao invés de seguir a regra que Mario 64 estabeleceu de que platformers 3D deveriam ser collect-a-thons com mapas abertos, ele manteve a sua tradição das fases serem apenas ir de ponto A a ponto B, mas conseguiu pegar um pouco do aspecto mais aberto desses platformers 3D. Se você gosta mais desse estilo ou dos collect-a-thons é mais uma questão de preferência pessoal, eu tô ok com os dois e gosto de ambos porque cada um oferece uma experiência própria. Mas eu admiro que Sonic Adventure acabou sendo "ousado" o suficiente pra não seguir isso e se manteve mais fiel à estrutura de platformers 2D tradicionais ao mesmo tempo que tem um pouco de exploração também.

Só fiquei meio decepcionado porque Sonic Adventure não só é generoso demais com vidas extras como também nem é um jogo tão desafiador assim, normalmente quando eu morri rejogando a história do Sonic aqui, normalmente foi porque a câmera me matou... Sim, a câmera desse jogo é uma merda, mesmo pra padrões de platformers 3D ela ainda é muito ruim. Algumas vezes ela parece que tem problemas em acompanhar o Sonic, fica presa, bloqueia a minha visão e aí me leva a acidentalmente cair em algum abismo na tentativa de consertar a câmera movendo o Sonic e mexendo com os botões que controlam ela.

Aliás, não só a câmera, mas o jogo no geral apesar de jogável na maior parte do tempo apresenta falta de polimento em uma quantidade considerável de coisas. Algumas vezes o Sonic pode simplesmente atravessar o chão ou a parede e morrer por causa de alguma falha de colisão do jogo... Ou ele pode atacar um inimigo e atravessar o próprio tambem, ou o Homing Attack pode ficar circulando em volta de um inimigo... E tem mais umas coisas que me aconteceram, não com uma frequência grande o suficiente pra virar algo grave, mas ainda assim o suficiente pra ficar irritante quando acontece


Essa exploração é uma coisa legal, mas já que as fases se deixam ser tão abertas assim, eu acho que seria legal colocar uns coletáveis mais legais que te dão algo mais significante do que anéis, vidas ou escudos no jogo. Fora das fases, você explora os Adventure Fields que são basicamente hubs que interligam as fases, basicamente, os hubs são a cidade de Station Square, as Mystic Ruins e a Egg Carrier. Normalmente eu não sou muito fã de hubs em jogos do Sonic, e esse jogo mostra mais ou menos esse motivo: Não tem muita coisa interessante pra fazer neles.

Inicialmente, parece bom ter uma cidade pra se explorar, com pessoas pra interagir, emblemas e Power-Ups pra coletar e um senso de direção decente considerando que a Tikal sempre te dá dicas pra onde você deve ir e as áreas não costumam ser muito grandes... Exceto talvez a floresta das Mystic Ruins, é meio que uma merda navegar por lá mesmo. Mas por um momento é legal sim explorar a cidade, passar pela área do cassino, ver panoramas como a oficina do Tails, o altar da Master Emerald, a Egg Carrier com seus detalhes legais como robôs faxineiros que ficam limpando lá ou até mesmo uma piscina que o Eggman aparentemente instalou lá por algum motivo.

Então você percebe que... É isso, os hubs não têm muita coisa interessante fora esses pequenos toques, os emblemas só dão alguma coisa realmente legal quando você joga Sonic Adventure DX porque coletando quantidades determinadas deles você desbloqueia jogos antigos do Sonic pro Game Gear pra jogar aí, e até mesmo pegar todos os emblemas só torna o Metal Sonic jogável, o que parece legal... Até você perceber que é só uma skin alternativa pro Sonic.

Os Power-Ups em maior parte também não são grande coisa, o único que é útil é o Lightspeed Dash, e ainda assim ele é situacional porque você só usa ele naqueles raros momentos onde tem uma trilha de anéis pra seguir, os outros eu só peguei porque fui obrigado mesmo... Usar eu não usei nenhum porque nunca precisei.

Existem também os Chao Gardens, basicamente um Tamagotchi onde você cuida do seu Chao, alimenta ele, faz ele crescer e tal... Só que como eu nunca liguei pra esse tipo de coisa, eu só ignorei os Chao Gardens tanto nesse jogo quanto Sonic Adventure 2 toda vez que eu rejogava, nessa não foi muito diferente e também não vai ser quando eu rejogar Sonic Adventure 2. O pior é que caso você por acaso tenha interesse em liberar o Metal Sonic, você TEM que pegar os emblemas dos Chao Gardens também, e me desculpe, mas eu definitivamente não acho isso uma recompensa que faça todo o meu esforço com essas coisas valerem a pena...

Os emblemas ficam não só nos hubs como também repetindo as fases e fazendo missões alternativas nelas tipo "Chegue na cápsula com X anéis" ou "Chegue em X minutos", e cada um dos outros personagens jogáveis também têm seus próprios emblemas em suas fases.

Pra você ter uma ideia, no meu save passado, eu peguei os emblemas do Sonic, joguei as fases dele e fiz as missões porque delas eu gosto... Só que nas fases dos outros personagens eu nem sequer toquei, e só de imaginar que eu teria que rejogar as fases daqueles com os quais eu nem gostei de jogar já na história principal, eu já desanimo instantaneamente. Eu gosto de jogar com o Sonic nesse jogo, e provavelmente se o jogo inteiro fosse assim, tivesse mais fases, mais conteúdo apenas pra ele e as fases manterem o mesmo padrão de design, provavelmente eu daria uma nota 7 ou até 8 pra Sonic Adventure... Seria um jogo com falhas técnicas, mas com um ótimo design, variedade de gameplay sem fugir demais da fórmula da série e mecânicas promissoras, que nem Mario 64.

Mas não é esse o caso... A história do Sonic é a mais longa do jogo sim, ele passa por quase todas as fases existentes, mostrando que ele é o personagem principal aqui afinal de contas... Mas isso é apenas uma parte do jogo. Existem os outros cinco personagens jogáveis com suas próprias histórias que complementam não só a do Sonic como umas às outras e você precisa terminar todas elas pra abrir o final definitivo do jogo. E é basicamente aqui que meu real problema com Sonic Adventure começa... O gameplay alternativo e a maneira como ele foi aplicado, que nunca foi feita de maneira muito melhor nos jogos seguintes.


Com a intenção de deixar Sonic Adventure mais variado e também de atrair novos fãs pra série, eles decidiram que cada um dos outros personagens teriam estilos de jogos baseados em outros gêneros, em maior parte sem muita coisa a ver com Sonic. O Tails tem fases onde você aposta corrida com o Sonic, o Knuckles tem fases onde você procura os pedaços escondidos da Master Emerald, a Amy tem fases onde ela precisa fugir do Zero, o Gamma tem fases de shooter e o Big tem que pescar o Froggy... Sério, pescaria em um jogo do Sonic... Não, eu não vou deixar de recordar o quão ridícula essa ideia é, simplesmente não dá!

O Tails tem um gameplay bom até, ele corre rápido mesmo que mais lento do que o Sonic, pode usar suas caudas como método de ataque físico, pode rolar quando o botão do ataque físico é apertado com ele em movimento, e é claro, ele também pode voar. Seria muito maneiro usar isso pra exploração, ter um level design que te desafie a botar suas habilidades de voo com o Tails em prática e seja bastante aberto pra você sair voando por aí, não é mesmo? Aparentemente não foi isso que o pessoal da Sonic Team pensou, porque aqui tudo o que você faz é apostar corridas com o Sonic... Nas exatas mesmas fases por onde o Sonic passou, seguindo exatamente os mesmos trechos e caminhos pelos quais ele seguiu.

Não se engane, você não explora nas fases do Tails... Elas se passam nos trechos mais lineares das fases por onde o Sonic passa, por exemplo a Windy Valley dele é só aquele último trecho onde você fica correndo e correndo, a Casinopolis se passa naqueles corredores que ficam nos esgotos do cassino, a Ice Cap é só a seção do Snowboard, a Sky Deck... Ok, a Sky Deck é um pouco aberta, e a Speed Highway que é a última fase dele tem um caminho diferente do que o Sonic pega, além da corrida lá não ser exatamente contra o Sonic também. Mas as duas últimas fases são as únicas onde você pode mais ou menos usar o voo do Tails a seu favor, nas outras você só fica correndo pra frente, vê o anel de boost no ar que tá bem na cara e passa por ele pra ganhar impulso e vencer o Sonic.

Apesar disso... Eu suporto jogar o Story Mode do Tails porque a história dele é decente, o jogo em si com ele é bem curto tendo só 5 fases e o gameplay dele pelo menos ainda é rápido, ainda me lembrando que eu estou jogando Sonic apesar de tudo. Só não consigo deixar de lamentar que isso foi uma puta oportunidade perdida de dar ao Tails fases melhores que façam mais uso das habilidades dele... Mas pelo menos ele ganha uns Power-Ups melhores, um que torna o voo dele mais rápido, outro que dá a ele uma evolução do ataque das caudas onde ele fira girando sem parar que nem uma Beyblade e... Eh, acho que são só esses mesmo. No geral, o Tails é ok, mas poderia ter sido tão melhor que é meio frustrante quando eu penso na possibilidade.

O Knuckles é um personagem bem criticado aqui porque as fases dele são focadas em caçar três pedaços da Master Emerald espalhados por aí. Antigamente, eu não gostava muito, mas hoje em dia eu também acho ele suportável, pra falar a verdade até melhor do que o Tails e as suas fases de corrida sem sal. Veja bem, Knuckles tem uma velocidade boa, pode dar socos, pode rolar da mesma maneira que o Tails o faz, pode planar, escalar paredes... E com um Power-Up, pode cavar também. É um moveset meio versátil até, o Knuckles é um bom personagem tanto pra exploração quanto pra combates contra inimigos.

Agora o que me faz preferir ele ao Tails, ou nesse caso à maioria dos outros personagens desse jogo fora o Sonic, é que as fases dele foram feitas pra que você faça melhor uso das habilidades dele. Ele pode planar e escalar paredes, logo você pode procurar pelos pedaços da Master Emerald com mais facilidade do que poderia com os outros, e o radar aqui apita quando qualquer um dos três pedaços está por perto, agilizando o processo de procurar eles. As fases do Knuckles normalmente se passam nas seções mais abertas das fases, a Speed Highway dele é na seção "At Dawn", a Casinopolis é naquela área aberta que você usa pra acessar os minigames com o Sonic, a Red Mountain agora você pode explorar por inteira, a Lost World é meio fechada, mas relativamente ampla, e a Sky Deck é bem mais aberta.

Eu consigo passar da maioria das fases dele em até dois minutos porque o radar é eficiente e elas ainda têm level design de Sonic, o que significa que eu posso me locomover rápido de um lugar pro outro sem grandes preocupações, as fases do Knuckles geralmente fluem bem... Mas a Lost World é um saco porque a câmera costuma te atrapalhar e a Sky Deck é maçante por você ter que ficar indo e voltando toda hora pra ficar mudando a direção do vento. Fora essas duas fases, eu até me diverti razoavelmente jogando as outras fases do Knuckles, e também não durou mais do que devia visto que ele também só tem 5 fases.

Já a Amy... Eh, eu fico entediado jogando com ela pra ser honesto. Ao contrário do Tails e do Knuckles que apesar de diferentes, pelo menos preservam o aspecto veloz de um gameplay de um jogo do Sonic, a Amy é lenta... Muuuuuito lenta... Ela só fica um pouco rápida quando sobe escadas por algum motivo ou quando você dá uns pulos pra dar impulso, mas pelo menos o martelo dela funciona decentemente como método de ataque, então tem isso.

As fases dela se consistem em ficar fugindo do Zero, e elas são mais focadas em platforming do que qualquer outra coisa, lembrando um platformer 3D comum e não um jogo do Sonic. E essa é a minha definição pra Amy nesse jogo: Comum. Não tem nada impressionante, mas não tem nada horrível também, e é justamente por isso que eu fico entediado, é um platformer 3D genérico no meio do meu jogo do Sonic. Tudo isso enquanto outros platformers 3D como Mario 64, Crash, Rayman 2 ou Banjo-Kazooie são melhores do que a Amy aqui, tornando ela meio que inútil a menos que você esteja jogando pela história que é legalzinha...

A boa notícia é que a história da Amy é a mais curta do jogo, você só joga na Twinkle Park, na Hot Shelter e na Final Egg, então pelo menos não é uma graaaaande perda de tempo pra mim mesmo achando isso tedioso.

O Story Mode do Gamma é melhor do que o da Amy porque ele é um pouco rápido pelo menos, mas eu também não fico muito empolgado jogando com ele... O gameplay do Gamma funciona, apenas. O mais engraçado é que isso aconteceu porque alguns fãs de Sonic ficaram pedindo um jogo da série com um personagem que atirasse nos outros... Sim, pra você ver que fãs de Sonic já eram malucos desde os anos 90. Então as fases do Gamma são basicamente chegar até o fim enquanto atira nos seus inimigos, ele tem uma mira a laser que fica ativada enquanto você segura X e mira em qualquer tipo de inimigo/alvo até você soltar e o Gamma sair atirando em tudo em que ele mirou.

Por algum motivo que eu ainda não entendo, você tem que atirar em vários alvos pra ganhar mais tempo pra finalizar a fase, porque as fases inexplicavelmente tem um timer que se chegar a 0, você automaticamente perde. No entanto, eu nunca tive problema com isso, nunca morri porque o tempo acabou em nenhuma fase do Gamma, o desafio aqui é quase nulo pra falar a verdade porque ele pode matar basicamente qualquer inimigo só mirando e atirando por aí. Só a Hot Shelter que é a última fase dele me pareceu um pouco interessante por ter mais platforming e me fazer usar o Power-Up de glide que eu consigo no decorrer da história.

A história do Gamma já é mais longa que a da Amy, nela você passa por 5 fases como a do Tails e do Knuckles... Eu não gosto tanto assim, acho marginalmente melhor do que a Amy porque é um pouco mais rápido, mas ainda assim não é nada que me incentive a rejogar, é apenas funcional. Só a história que é realmente boa aqui, então se você estiver disposto a tragar um gameplay "meh" pra isso, é provável que você acabe gostando do Story Mode do Gamma.

Você já sabe de quem falta falar aqui... É, do Big. Eu passei parte da review dizendo que pescaria em um jogo do Sonic é uma coisa incrivelmente retardada, e eu repito: Por que caralhos eu tô pescando em um jogo do Sonic? Porque o pessoal da Sonic Team achou que seria legal botar isso pra "relaxar" os jogadores do ar de aventura dos outros Story Modes.

Ah, é mesmo? Muito obrigado, Sonic Team! Porque todo mundo que joga Sonic automaticamente relaxa indo pescar e não fazendo alguma outra coisa tipo deitar e descansar, né? E o pior é que não é nem só isso, a pescaria do Big aí simplesmente não funciona direito! O seu objetivo é achar onde o Froggy tá nadando e pescar ele, mas aí pra ele morder a isca é uma novela, tem hora que ele morde a isca e larga segundos depois, tem hora que ele morde, mas aí larga quando eu tô perto de puxar ele pra mim, tem hora que ele morde e a linha acaba arrebentando porque por algum motivo ele tirou de não sei onde força pra isso... E o pior de tudo é que existem outros peixes nadando na água, então eles podem também morder a isca ao invés do Froggy, sendo que eu só quero que o Froggy morda essa merda e não esses peixes que só servem pra aumentar meus pontos.

"Ah, Ryu, não é tão ruim assim, pelo menos é curto..."

Cala a boca, seu infeliz! Você tá dizendo isso aí agora, mas você não sabe o que é ficar 10 minutos numa fase do Big tentando pescar esse sapo filho da puta sem ele colaborar ao menos um pouco. É um Story Mode curto na teoria, mas dura uma eternidade por causa dessa merda, e vem cá... O Big pode nadar, por que diabos ele não vai lá na água e pega o Froggy? Não é como se ele fugisse ou algo assim, quando você vai pra perto do Froggy, ele ainda tá lá nadando de boa... Então pega ele, seu gato obeso mórbido sem cérebro da puta que pariu!


Sabe o que é pior? É que você tem que completar todos os Story Modes pra abrir o do Super Sonic, que é a última história com o final definitivo do jogo... Eu posso entender precisar completar o Story Mode do Sonic, do Tails e do Knuckles pra isso considerando que as histórias deles são as principais, mas não vejo por que eu preciso completar os Story Modes da Amy, do Gamma e principalmente o do Big pra poder chegar à história final conclusiva sobre o Chaos e tudo isso... Aliás, eu não vejo nem por que a história do Big precisa existir pra ser honesto, ele é literalmente inútil tanto na trama quanto no gameplay.

Mas ok, por que eu PRECISO jogar as histórias da Amy, do Gamma e do Big? Elas não são tão relevantes assim pra história principal sobre o Chaos e os Echidnas, são partes do subplot que eu mencionei antes quando falava sobre a história... Não seria melhor se elas fossem opcionais? Por mais que o Tails e o Knuckles também não sejam exatamente o que eu queria, pelo menos os gameplays deles são de Sonic, já a Amy, o Gamma e o Big realmente são estilos diferentes, que podem ou não agradar a quem joga. No meu caso, a Amy e o Gamma não necessariamente agradaram enquanto o Big me deixou mais frustrado do que qualquer coisa, então eu meio que fui forçado a jogar com eles até o final.

Faria até mais sentido se essas três histórias fossem opcionais, pra quem gostasse dos estilos delas ao mesmo tempo que quisesse ver esse subplot que acontecia enquanto a história principal se desenrolava. Como se fosse uma maneira de expandir a história, que nem sidequests fazem em RPGs, se fosse esse o caso aqui, eu não ligaria muito porque poderia simplesmente ignorar o Big como eu faço com os Chao Gardens já que não são meu tipo de jogo. Mas não, decidiram que você tem que jogar tudo, inclusive as partes que você não gosta, pra poder ver o final definitivo da história... Quando eu falei sobre Mario Sunshine e reclamei sobre o jogo te forçar a fazer as missões chatas pra poder progredir, alguém comparou aquele jogo com Sonic Adventure... E essa comparação não poderia ser mais correta, é exatamente isso que ambos os jogos fazem.

Ok, fora isso, o que sobrou? Os bosses?

Meh, os bosses desse jogo sinceramente me dão sono em maior parte, com a exceção do Egg Viper, nenhum deles é particularmente desafiador ou empolgante. As lutas com o Chaos são repetitivas demais, incluindo a última com o Perfect Chaos, o Egg Hornet é muito fácil mesmo pra um primeiro boss e o Egg Walker só é difícil se por acaso você não souber o que fazer contra ele... Como eu disse antes, só o Egg Viper é desafiador, os ataques dele já são mais difíceis de desviar, você tem que ficar atento pra não morrer e até mesmo quando derrota ele tem aquele último movimento que pode te pegar de surpresa se você não prestar atenção. A luta contra o Zero usando a Amy é tediosa, as lutas contra os E-Series são só ficar metralhando o botão da mira e atirar até matar eles, com a exceção da última com o Beta que te faz esperar a hora certa de atirar, mas nada desafiador também.

As lutas entre personagens então são mais patéticas ainda... Você pode sair atacando eles que nem maluco durante a luta toda que após três hits eles podem ser derrotados sem nem terem chance de reagir. Parece até que colocaram essas lutas na verdade só pra você atingir os Sonic ou o Knuckles e rir deles falando "Oh no" quando são atingidos de uma forma que não seria possível ter menos emoção.

Então... É isso, caso você queira mais algo, tem o minigame de kart lá do Twinkle Park que é legalzinho, a Sand Hill que é basicamente o snowboard da Ice Cap em um deserto e as fases da Sky Chase que aparecem nas histórias do Sonic e do Tails. Como esses são apenas minigames, acho que não vou dar muuuuita atenção, todos eles são bem breves e até divertidinhos enquanto duram, portanto acho que isso vale pra fechar essa parte aqui com alguma coisa positiva... Talvez.

Não dá pra ser mais "anos 90" do que isso


Como a Sega sempre gostou de seguir as tendências do momento, Sonic Adventure tem uma trilha sonora bastante influenciada pelos estilos musicais que eram populares lá nos anos 90, Rock, Hip Hop, Dance Pop e Techno. Pra isso, Jun Senoue resolveu montar o Crush 40 junto com o Johnny Gioeli que era o vocalista de uma banda de Rock chamada Hardline e fez a música tema do jogo, Open Your Heart, que ainda é a minha música favorita do Crush 40 até hoje. O próprio Sonic tem uma música tema também com estilo Rock chamada It Doesn't Matter, o Tails tem a Believe in Myself que é no mesmo estilo porém um pouco mais leve, a Amy tem a My Sweet Passion que é uma música mais Pop, o Knuckles tem a Unknown From M.E que é um Rap, a do Gamma é uma música instrumental com um ar Techno e uns sons de piano, e a do Big é uma música de Rock... Por algum motivo.

Eu não gosto de todas as músicas tema dos personagens, na verdade gostar mesmo eu gosto da It Doesn't Matter porque gosto do Tony Harnell que é o vocalista dela, também gosto da Believe in Myself porque ela é meio que bonita e tem a melodia da Bridge Zone e... Bem, acho que são essas, sobre as outras eu sou indiferente e acho a Unknown From M.E inadvertidamente hilária por causa da letra dela.

"You can call me Knuckles. Unlike Sonic I don't chuckle. I rather flex my muscles."

Eu nem sei como esse cara conseguiu cantar isso mantendo uma cara séria, eu sei que eu com certeza não conseguiria. E pra fechar aqui, só acho que essas músicas tema tocam demais nas cutscenes... Parece que quase toda vez em que um personagem dá as caras numa cutscene, a música tema dele tem que tocar, e isso acaba deixando elas meio enjoativas com o tempo.

De qualquer maneira, prefiro as músicas das fases por serem mais variadas. Ainda existem músicas de rock nessa trilha sonora, as da Emerald Coast mesmo são assim e são geralmente boas, a do snowboard na Ice Cap e a da Speed Highway também são legais, mas também existem outras que remetem mais ao estilo dos clássicos como as da Windy Valley, que inclusive a última parte é um remix da música da Green Grove de Sonic 3D Blast, a Speed Highway at Dawn e a da Twinkle Park, outras como a da Casinopolis são meio "jazz" e a da Red Mountain parece uma mistura disso com rock... E também existem as músicas mais atmosféricas como a do hub das Mystic Ruins, a da primeira parte da Ice Cap e a da Lost World ou as músicas dos eventos das cutscenes.

Essa trilha sonora é mais variada do que eu me lembro, mas estaria mentindo se eu dissesse que sou o maior fã dela. Apesar de eu gostar de boa parte das músicas, eu acho outras meio genéricas, não consigo me lembrar como diabos as músicas da Sky Deck, da Hot Shelter, da Final Egg, odeio a música tema do Eggman porque acho que ela não combina nem um pouco com o personagem e parece mais uma vinheta do programa do Silvio Santos do que uma música tema de um vilão... E eu provavelmente só lembro da música da Station Square porque ela meio que foi forçada na minha cabeça já que toda hora eu fico voltando pra lá. Então no geral, acho a trilha sonora desse jogo boa, mas não ótima, tem os seus pontos fortes assim como tem seus pontos mais "meh".

Já a dublagem... É horrível, simples assim. Os personagens não têm qualquer emoção nas linhas deles, nem mesmo o Ryan Drummond dublando o Sonic aqui se salva, o mais "acreditável" é o Big, e isso porque o Jon St. John faz um bom trabalho em soar retardado como o personagem é.

... Sim, o Big é dublado pelo Duke Nukem, pense bem nisso.

Considerações finais

A parte engraçada disso tudo é que ter rejogado Sonic Adventure agora não me lembrou especificamente do porquê de eu ter amado esse jogo antes ou odiado ele depois ou me sentir indiferente sobre hoje em dia. Ter feito isso me lembrou literalmente do porquê dessas três coisas aí ao mesmo tempo, e mesmo depois disso tudo eu ainda me sinto indiferente sobre o jogo. Sonic Adventure tem algumas ideias e conceitos promissores, mas a quantidade de coisas estúpidas acaba pesando tanto quanto e no fim das contas o resultado é um pacote misturado.

Existe um ótimo jogo enterrado no meio de tanta estupidez aqui, a Sonic Team só nunca desenterrou ele porque achou que deixar a estupidez por cima seria melhor. Provavelmente tenho Sonic Adventure como uma boa memória da minha infância, um pedaço de nostalgia que é agradável revisitar e lembrar bem ocasionalmente. Mas é apenas isso: Memórias da minha infância que foram revividas agora por bem ou por mal.

Esse é o problema da nostalgia, ela acaba afetando seu julgamento de alguma coisa mesmo que só um pouco. Os críticos que analisaram os relançamentos de Sonic Adventure provavelmente não sentiam tanta nostalgia assim pelo jogo, logo eles acabaram avaliando com notas baixas/medianas e dizendo que é um jogo ruim... E se for olhar por um ponto de vista técnico, eles não estão muito errados, o jogo tem uma porrada de falhas que podem ou não te incomodar pra caralho dependendo do grau de gravidade da coisa, inclusive alguns reviewers até foram mais gentis com o jogo e deram notas medianas ou razoavelmente altas porque não se incomodaram tanto com as ditas falhas.

Por outro lado, a maioria das pessoas que ainda ficam chupinhando Sonic Adventure hoje em dia certamente jogaram na época do Dreamcast e se recusam a aceitar qualquer tipo de pensamento que não seja o que Sonic Adventure é uma obra prima sem igual. Eu sinceramente não consigo me permitir ser tão cegado pela nostalgia a esse ponto, mas também não consigo me permitir ser cínico ao ponto de dizer que esse jogo é um lixo e que a série tá nesse estado que tá por culpa dele e bla bla bla. Talvez exista um pouco de verdade em cada um dos lados dessa divisão toda sobre esse jogo atualmente, mas provavelmente nunca vai existir um consenso de verdade devido a essas visões serem tão opostas umas às outras.

Enfim, Sonic Adventure é um jogo pelo qual eu tenho sentimentos misturados, tem um monte de coisa que eu gosto, mas também tem um monte de coisa que eu odeio e que só foi ficando cada vez pior nos próximos jogos do Sonic. Esse em específico é um que eu de certa forma gosto por valor nostálgico, mas pensaria duas vezes antes de recomendá-lo pra qualquer pessoa, especialmente se tratando de uma que nunca jogou o mesmo no Dreamcast antigamente.

Prós:
+ A parte do Sonic sozinha é uma transição bem decente do gameplay clássico pro 3D.
+ Gráficos e os modelos ainda são bem bonitos até.
+ A história tem um conceito interessante e alguns momentos bons.
+ O level design é realmente bom na maior parte do tempo.
+ Mesmo não sendo a minha favorita, a trilha sonora tem seus pontos fortes.
+ Tem bastante conteúdo pra te manter no jogo mesmo depois de terminar as histórias principais.

Contras:
- O gameplay alternativo no geral varia de mediano/tragável pra monótono e totalmente fora de lugar.
- Câmera horrível mesmo pra padrões de platformers 3D dos anos 90.
- Os gráficos são bonitos, mas as animações certamente não.
- Falta de polimento mais do que aparente.
- Apesar dos bons conceitos, a história não é muito bem narrada.

Gráficos: 7/10
Enredo: 6/10
Gameplay: 6/10
Som: 7/10
Conteúdo extra: 5/10

Veredicto:

Sonic the Hedgehog 4: Episode II

By : Ryu

Yay, o último jogo 2D principal do Sonic pra eu escrever sobre nessa bagaça, e... Eh, ele é uma coisa, sem sombra de dúvidas.

Sonic 4: Episode II, a sequência do Episode I que absolutamente ninguém pediu, mas acabou sendo feita porque o Episode I rendeu grana fácil pra Sega e eles teriam que fazer de qualquer forma por causa do "Episode I" no título que já era uma indicação de que haveria um segundo episódio. Esse é outro jogo que na época em que saiu eu fui bem tendencioso contra e acho que fiz uma review negativa sobre também, não me lembro muito bem pra ser brutalmente honesto.

De qualquer maneira, eu era uma pessoa em 2010-2012, eu sou uma outra pessoa atualmente... Mais ou menos pra falar a verdade, mas você entendeu. Então, se o Episode I foi a merda que foi só que "menos pior" do que eu me lembrava que fosse, quem sabe esse acabe se redimindo de uma maneira ou de outra? Eu até conheço gente que odeia o Episode I e gosta muito do II, deve ter alguma coisa boa nisso, ninguém gosta de algo de graça assim, creio eu.

A parte mais engraçada é que Sonic 4: Episode II tem uma nota menor do que a do Episode I no Metacritic por motivos que eu literalmente não consigo entender mesmo. Sim, talvez seja porque o Episode I só foi elogiado por alguns reviewers que foram cegados pela nostalgia e hoje em dia eles já seriam bem mais severos com ele se tivessem a oportunidade de jogar e reanalisar, mas... Não consigo imaginar algum motivo válido pra alguém considerar esse jogo pior que o Episode I.

Bem... Seja lá o que for, acho que não tenho nada a perder. Pior do que o Episode I eu tenho certeza que isso não é, então vamos lá rezando pra que o pior não aconteça!

Ei, lembra do Miracle Planet?



Espero que sim porque eu não vou explicar a história por trás dele de novo, né? Pra isso existe a minha review de Sonic CD onde eu expliquei qual é a desse planeta que aparece novamente aqui.

... Bah, eu não queria mencionar que ele aparece de novo tão cedo, mas agora já foi.

Pois bem, o Miracle Planet novamente retornou pra dar o seu ar da graça, porém o Metal Sonic havia ficado preso lá após a sua derrota contra o Sonic na Stardust Speedway. Como parte do seu plano que até então não fazia muito sentido, Dr. Eggman volta pro Miracle Planet lá no meio do espaço e meio que restaura sua preciosa cópia robótica do Sonic com um... Laser rosa? Bem, essa cutscene nem faz muito sentido, o Eggman não aparece lá de verdade, só um monitor com uma imagem dele que então solta um laser no Metal Sonic e ele consegue se reerguer pra voltar pra Terra.

Sabendo que o Miracle Planet apareceria de novo, Sonic e Tails iam em direção ao local onde ele usualmente aparece, mas acabaram se trombando com o Eggman e percebem que o Miracle Planet tá com uma estrutura de metal em volta. Eggman então revela que na verdade o seu plano era construir o Death Egg Mk. II usando o Miracle Planet como fonte de energia, agora Sonic e Tails precisam parar esse plano maluco, pegando as sete Chaos Emeralds que na verdade nem têm muita relevância tanto nessa história quanto na do Episode I e lutando contra Eggman que agora conta com a ajuda do Metal Sonic totalmente revivido e mais poderoso do que antes.

Meh, é melhor do que a "história" do Episode I, mas ainda acho meio tosco ter um outro Death Egg e ainda por cima reusarem o Miracle Planet. Como eu disse antes, os jogos clássicos do Sonic normalmente introduziam coisas novas pra série em cada nova aventura, mas aqui primeiro a gente teve uma história besta pra justificar a preguiça da Dimps de criar alguma coisa original, e agora uma história que reusa coisas de jogos passados... Francamente, isso é um dos motivos de eu dizer que isso não merece ser uma sequência dos clássicos.

E por que eu tô perdendo tempo falando de história aqui? Bem, porque esse jogo tenta ter um pouco mais, ele até se importa em dar uma backstory pro Metal Sonic com o Episode Metal que é liberado quando você tem o Episode I e o II no seu console/PC. Só que a história nem faz muito sentido, o Metal Sonic é restaurado e sai do Miracle Planet lá no espaço pra voltar pra terra, ser totalmente reconstruído num gerador da Mad Gear e sair por aí atrás do Sonic na Rehash Island.

Metal Sonic então dá uma passada na Lost Labyrinth, absorve um orb roxo/rosa lá que aparentemente deixou ele bem mais poderoso, então dá uma corridinha na Casino Street porque... Bem... Acho que ele gosta de máquinas caça-níquel. E por último quando cansa de jogar nas máquinas, ele vai pra Splash Hill, acha o foguete que o Sonic usou pra chegar na Egg Station antes e usa ele pra ir pra outra ilha onde o Miracle Planet apareceria.

... Se bem que eu não entendi direito qual é a do Miracle Planet nesse jogo, primeiro eu vejo ele lá no espaço naquela cutscene onde o Metal Sonic sai dele e vai pra Terra, mas aí depois no jogo ele aparece nos backgrounds das fases como se estivesse dentro da Terra e...

Bah!

Não necessariamente original, mas bonito de qualquer forma


Antes eu havia reclamado do Episode I por ele parecer visualmente porco em quase todos os sentidos... A boa notícia é que a Sega/Dimps ouviu essa reclamação e pelo menos colocou algum esforço nos visuais do Episode II, mesmo usando essencialmente a mesma engine, esse jogo é inegavelmente mais bonito do que o seu antecessor. Os cenários agora não parecem mais maquetes de plástico baseadas em Sonic e sim locais verdadeiso com texturas que de fato passam a impressão de que tal coisa é tal coisa. A grama parece grama, os tijolos parecem tijolos, a neve parece neve, a madeira parece madeira... E por aí vai, é bem mais orgânico do que o Episode I em tudo.

Mesmo sem essa comparação, Sonic 4: Episode II é um bem detalhado no geral, não só pelas boas texturas, mas também porque existem mais coisas acontecendo nas fases, elas parecem mais vivas, os backgrounds são muito mais profundos do que antes e mostram uns efeitos bem bacanas como a iluminação do sol se pondo no fundo Sylvania Castle chegando ao foreground em alguns pontos mais altos da fase, ou o Little Planet aparecendo no background da White Park... Na verdade praticamente tudo nessa fase chama atenção, a aurora boreal lá no céu, a montanha russa que depois vem a ser o próximo Act da mesma fase... Eu realmente gosto de quando os backgrounds são detalhados assim, faz o universo onde o jogo se passa parecer mais atrativo e não só o trecho onde a fase em si se passa.

Só acho que esse jogo é meio "eh" quanto às ambientações dele. A Sylvania Castle apesar de ser uma fase bonita, é meio que uma mistura da Aquatic Ruin com a Kingdom Valley no sentido de serem ruínas aquáticas de um castelo provavelmente abandonado, a Oil Desert é uma mistura de qualquer fase desértica de Sonic com a Oil Ocean, a Sky Fortress é basicamente a Sky Chase e a Wing Fortress com um ou outro detalhe adicional. No entanto eu vou dizer que é legal que na Sylvania Castle e na Sky Fortress os acts se passam em horários diferentes, o Act 1 se passa de dia, o 2 de tarde e o 3 de noite... Isso na verdade era uma coisa que tinha no Episode I e eu esqueci de mencionar lá, mas ok.

A melhor fase em ambientação pra mim seria White Park por ser mais diversificada, ter um Act 2 em uma montanha russa e um Act 3 que mistura uma temática aquática com neve... Que nesse aso, acho que só o primeiro Sonic Advance fez mais ou menos.


Os gráficos em si são bonitos, mas eu sempre senti uma espécie de incômodo com a direção artística desse jogo... Ela não me lembra exatamente Sonic e sim um daqueles platformers de furries dos anos 90 que foram inspirados em Sonic. Existe uma estrutura familiar por ter loops, tubos, morros, curvas e tudo, mas os cenários em si são meio diferentes, por falta de uma palavra melhor pra definir isso. Isso se deve à falta daquela arte baseada em geometria que o Sonic sempre usou nos clássicos e até no Episode I de certa forma.

A Oil Desert seria o exemplo mais claro disso, se você tirar o Sonic e o Tails daí, eu vou pensar que isso é algum cenário tirado de algum jogo de ação genérico ou coisa do tipo... E não é nem por causa da ambientação, essa fase só não me parece vinda de um jogo do Sonic, comparando com a Oil Ocean já dá pra ver a diferença entre uma e outra. Isso só não se aplica à Sylvania Castle e à Sky Fortress... Mas não porque elas têm arte "original" de Sonic e sim porque elas são muito parecidas com fases passadas de Sonic, ainda que sejam bem maquiadas e bonitas por si próprias... Inclusive eu acho a Sylvania Castle mais bonita do que a Aquatic Ruin pra ser honesto.

Ah é... Como diabos eu esqueci de falar sobre os modelos do Sonic e dos outros personagens quando eu gastei tanto texto na review do Episode I reclamando de como eles eram horríveis com aquele cel-shading e mal animados? Não faço ideia, mas trago uma boa notícia aqui porque eles jogaram aquele cel-shading fora e agora os personagens têm modelos 3D, as animações também ficaram muito mais naturais... Até as pernas giratórias do Sonic agora foram corrigidas e giram como deveriam.

... Mas eu ainda não gosto do modelo cabeçudo que o Sonic tem nesses jogos, perdoo dessa vez porque o resto do jogo é bem bonito pelo menos. E de qualquer forma, existe um mod da versão de PC que troca esse Sonic pelo Sonic Clássico, o que me faz achar que eles realmente deviam ter usado ele ao invés desse modelo. Sério, ficou muito melhor, clique aqui e veja por si mesmo.

Bem competente, mas uma oportunidade perdida


Depois do mundo inteiro ter reclamado com razão da física do Episode I, eu imagino que provavelmente a primeira coisa que o pessoal da Dimps quis fazer é arrumar essa merda pra ficar pelo menos um pouco aceitável. Até porque o ponto de fazer Sonic 4 ser um jogo episódico pra início de conversa é coletar feedback e ir melhorando nos episódios seguintes de acordo com a Sega... Então eles ouviram o feedback e arrumaram isso? Sim, eles arrumaram... Mais ou menos, não exatamente de uma maneira que me faria dizer "Puta que me pariu, eles arrumaram a física!", mas arrumaram de uma maneira que pelo menos ela não seja uma merda total, o que já torna Sonic 4: Episode II bem melhor do que o seu antecessor nesse departamento.

Ehhh... O Sonic correndo normalmente ainda não é muito rápido, mas em compensação, ele voltou a ter algum tipo de peso, ele acelera e perde momentum naturalmente, os pulos dele agora são bem melhores porque você não parece estar na lua onde não existe nenhum tipo de gravidade ou ação fas leis da física toda vez que pula, assim como o Spin Dash agora é bem mais eficiente porque a física desse jogo não é uma merda total como a do Episode I. Finalmente, o Sonic agora é como qualquer outro personagem de platformer que seja pelo menos decente de controlar, a movimentação dele flui e isso é bem mais importante do que você pode pensar.

Sobre o rolamento... Digamos que ele funciona mas ao mesmo tempo não funciona, depende muito do terreno pra falar a verdade. Se você rolar, o Sonic não para quase que instantaneamente que nem no Episode I, mas na maioria dos terrenos ele ainda perde momentum meio rápido e assim acaba sendo melhor deixar o roll pras descidas mais íngremes onde ele de fato funciona direito. Como o Sonic correndo normalmente não pega tanta velocidade assim, rolar em certas descidas que sejam mais íngremes acaba fazendo com que ele pegue mais impulso de uma forma similar aos clássicos, e nessas situações eu acabo rolando por isso, ou então porque ele é bom o suficiente pra matar os inimigos enquanto eu mantenho parcialmente o meu impulso já que isso aqui não é o Episode I onde rolar significa que você vai parar de se mover quase que na hora.

De resto, você pode fazer o que você já fazia no Episode I aqui, o Homing Attack voltou e ele funciona basicamente da mesma forma, só que aqui ele tem um uso levemente melhor do que o que o Episode I faria... Ou pelo menos na Sylvania Castle Act 3. Além de usar o Homing Attack só pra matar inimigos genéricos nela, você também pode usar ele pra mover plataformas de um lugar pro outro ou então mover outros tipos de plataformas de uma posição horizontal pra uma vertical e vice-versa. Isso foi uma coisa que eu não esperava nesse jogo porque se trata de algo feito pela Dimps, mas quando eu percebi que o Homing Attack tem essa nova função, já comecei a elevar minhas expectativas...

... Mas nope, ele só é usado de uma maneira inteligente nesse exato Act da Sylvania Castle, durante o resto do jogo é a mesma coisa de sempre, mas com menos frequência do que no Episode I e não é tão forçado na sua goela já que o Sonic agora não faz mais aquela animação idiota quando salta de uma rampa mesmo rolando. Só manter o roll e ele vai continuar assim no ar depois de saltar da rampa, assim podendo matar os inimigos que surgirem no ar, coisa que nunca nem deveria ter sido alterada pra início de conversa.

A adição do Episode II é que o Tails tá de volta acompanhando o Sonic nas fases, mas dessa vez eles têm movimentos de equipe e isso torna o Tails meio parecido com uma gimmick permanente ou com um Wisp que fugiu de Sonic Colors e foi parar aqui... Pulando e apertando X, o Tails voa carregando o Sonic pelo ar, mas você só pode dar aquelas levantadas sete vezes no ar até o Tails se cansar, então é diferente do voo dele nos clássicos e não me incomoda já que o jogo é projetado com essa limitação em mente de qualquer forma, é um movimento legal pra pegar os caminhos superiores das fases e até se salvar de uma queda por algum pulo com timing errado. Já quando você tá numa seção aquática, o Tails ao invés de voar começa a girar suas caudas pra simular uma turbina de um submarino, e nesse modo você meio que pode "voar" infinitamente pela água pra qualquer direção e isso basicamente torna os controles na água bem melhores.

Não para por aí... Claro que eu não poderia deixar de lado o movimento pelo qual esse jogo ficou conhecido pra início de conversa: O 69 Dash!

... Tá bom, o nome não é esse, mas nem sei se esse ataque realmente tem um nome pra falar a verdade, o Sonic e o Tails meio que formam uma posição parecida com um 69 e saem rolando por aí destruindo tudo no seu caminho até pararem. Esse ataque é até legal de usar, mas ele é overpowered pra caralho porque não tem praticamente nada que possa parar ele além de paredes, nem mesmo espinhos afetam esse ataque e você pode passar por grandes porções das fases só usando isso porque não existe nenhuma limitação ou coisa do tipo. Eu acharia melhor se o jogo pelo menos limitasse o tempo que esse ataque poderia ficar ativo, por exemplo botar uma barra no HUD que enche na medida em que você mata os inimigos, aí quando ela está cheia você pode usar o 69 Dash, e quando ela diminuir totalmente, os dois automaticamente voltam ao normal... E então pra poder usar esse ataque de novo, só esperar um tempo até a barra encher de novo com os inimigos que você vai matando na fase.

Eu não uso o 69 Dash muito porque não gosto tanto assim dele exceto por alguns momentos... Mas se você quiser, você pode trivializar a maioria dos desafios do jogo com isso. Existe uma parte em que ele é bem usado na White Park onde você usa ele pra sair cavando na neve até chegar do outro lado dessa "parede" toda... Mas assim como o Homing Attack, isso é o único momento em que o 69 Dash é usado de maneira criativa, nas outras partes você só vê umas paredes destrutíveis e aí o jogo te manda usar ele pra quebrar ela e prosseguir pela fase... É como se a Dimps tivesse alguns breves momentos de genuína criatividade com o design dos jogos do Sonic que ela faz, mas então depois de botarem essa ideia criativa em prática ela volta a ser a Dimps.


Apesar das ideias boas mal aproveitadas... Pelo menos a Dimps se importou em melhorar o level design aqui, coisa que no Episode I dizer que era "ruim" ainda seria muita gentileza. Os Boost Pads, as molas desnecessárias e as cadeias de Homing Attack não chegam nem perto de surgirem tão frequentemente quanto no Episode I, porque aqui eles são tratados apenas como trechos do level design das fases e não como se as fases fossem projetadas em volta disso, que nem os clássicos tinham algumas partes automáticas que serviam mais como eye candy entre os vários trechos onde você realmente fazia coisas por si mesmo. Se os clássicos faziam isso antes ocasionalmente, então não vejo problema com Sonic 4: Episode II também fazer, desde que não pareça que o jogo esteja se jogando por 70% do tempo.

As cadeias de Homing Attack inclusive são melhores aqui porque nas poucas vezes onde você é mandado por uma mola pra dar Homing Attack nos inimigos, a mola já te manda mais devagar e a câmera se afasta pra mostrar mais o que vem pela frente, assim te permitindo ver a fileira de inimigos vindo e te dando tempo de reação. Não que eu ache que agora cadeias de Homing Attack são coisas boas, por mim o Homing Attack ainda nem existiria nesses jogos de Sonic 4 e seria trocado pelo Insta Shield com um level design adaptado pra isso, mas pelo menos eu não levo hits de graça por não ter tempo de reagir a uma merda dessas. É uma daquelas mudanças que são pequenas, porém os efeitos dela são bem maiores do que parecem, e o mais engraçado é que eu só notei isso agora que fui rejogando Sonic 4: Episode II.

Como o level design desse jogo é bem mais aberto do que o do primeiro, isso significa também que até nas seções automáticas você pode sair um pouco do caminho em que o jogo te coloca e ir parar em algum outro, ou então pular em momentos ocasionais pra que você não acabe caindo em algum caminho inferior, por exemplo logo no começo na Sylvania Castle Act 1 que te coloca pra correr na água e eventualmente te para com uma estrutura um pouco mais elevada. Se você pular, dá pra continuar no caminho de cima e até pegar o Red Ring (depois falo desses) que fica bem naquela área... Mas se você não pular, o jogo te dá uma "punição" te jogando no caminho de baixo que é aquático e mais lento.

Esse tipo de coisa acontece consistentemente no jogo e não parece muito forçada porque até dá pra você chegar no caminho que você perdeu de novo usando a habilidade de voo do Tails, mas a verdadeira punição aqui é que você quebra o seu ritmo pra poder voltar pro caminho de cima caso queira tentar, ou então pode continuar no caminho mais difícil e jogar normalmente. O design do jogo é montado em volta dessas habilidades do Tails e quando você usa ela pra explorar ele até te compensa com vidas extras, escudos e coisas do tipo... Só que vidas nesse jogo são meio que uma piada porque você respira e ganha uma vida extra praticamente. Quando eu cheguei no final desse negócio, eu já tava com quase 70 vidas extras sem nem estar jogando pra valer, pra você ter uma ideia... E o jogo nem é tão difícil assim pra ser generoso com vidas desse jeito.

Pelo menos esse jogo não é cheio de dificuldade artificial que nem o Episode I com seus abismos e inimigos mal posicionados... Pra falar a verdade, quase não tem abismos aqui, exceto em algumas seções específicas com platforming na Sylvania Castle, na White Park ou uma parte na Oil Desert onde você voa com o Tails e tem que usar o vento pra atravessar o local com os inimigos lá no ar, talvez a única parte desse jogo que eu realmente morri umas vezes antes de conseguir passar. Outra parte que tecnicamente tem um abismo, mas ainda assim o jogo não te joga nele imediatamente ao falhar é na Sky Fortress quando você corre na parede e tem que desviar de umas caixas lá, é mais provável que você acabe caindo em alguma plataforma abaixo caso falhe, e ainda dá pra consertar a maioria desses casos usando o voo do Tails. Então abismos não são um problema tão grande aqui e normalmente quando eu morro ou sou atingido, eu sinto como se fosse culpa minha e não culpa do jogo ser mal projetado.

Aliás, a minha fase favorita desse jogo é a Sky Fortress, porque enquanto a maioria das outras conseguem se manter consistentemente criativas, essa no Act 1 consegue pegar o conceito da Sky Chase de Sonic 2 e transformar numa fase completa que talvez se arraste por tempo demais, mas ainda é  legalzinha. No Act 2 ela já é o que a Wing Fortress deveria ter sido, uma fase em uma nave de batalha aberta, cheia de maneiras diferentes de ir de um ponto ao outro e recompensando quem pensar fora da caixa, o ritmo dela é rápido e ela não chega a ser frustrante por causa de abismos que nem a Wing Fortress. Então no Act 3 é uma fase mais aérea e linear, porém com umas seções de platforming mais desafiadoras e sem durar mais tempo do que deveria.

Acho que eu só não gosto muito da Oil Desert por eu dificilmente gostar de fases de deserto e ainda acho que essa fase não se mantem interessante por tempo suficiente pros acts dela serem longos como eles são, ela é de longe a fase mais longa desse jogo todo... Mas pelo menos é decente enquanto dura, então isso torna ela mais suportável do que uma fase como a Metropolis por exemplo... Ou qualquer fase do Episode I nesse caso. A Death Egg Mk. II também me decepcionou um pouco por não ser bem uma fase e sim mais uma interligação entre os últimos bosses do jogo, você não faz muita coisa nela além de só segurar pra frente e passar por umas seções de platforming básico com gravidade alterada, mas ok então.

Os bosses são um pacote misturado, eu não gosto de como a maioria deles se arrastam por tempo demais como o da Oil Desert e também não gosto de como o da Sylvania Castle e muito mais fácil do que tinha qualquer direito de ser... Por outro lado, eu gosto das lutas com o Metal Sonic por serem bem mais desafiadoras, gosto dos bosses da Death Egg Mk. II e até mesmo gosto do último boss que um monte de gente fica reclamando que é difícil... Na boa, caras, parem de ser ruins em video games, sem brincadeira. Eu concordo que o final boss é longo sim, mas difícil demais? É só você tomar cuidado com as partes eletrificadas daqueles anéis gigantes em volta dele, chegar lá e dar um Homing Attack ou usar o 69 Dash pra quebrar a barreira que ele forma na segunda metade da luta pra poder atacar depois, é um pouco difícil, mas não chega nem perto de ser essa coisa toda.

Pois é, as fases em si são divertidas enquanto duram, eu gosto de jogar a maioria delas e genuinamente me divirto, gosto de alguns bosses... Mas o que mais Sonic 4: Episode II tem a me oferecer fora esse conteúdo da história principal? É aí que esse jogo acaba falhando, e o pior é que ele podia não ter falhado nesse caso, tinha tudo pra não fazer isso.


Em primeiro lugar, Sonic 4: Episode II tem Special Stages e pra entrar neles é a mesma coisa que o primeiro, 50 anéis e anel gigante no final da fase... Eu ainda não gosto dessa maneira de acessar eles, mas tudo bem já que o jogo não me faz levar porrada de graça que nem o Episode I. Os Special Stages são basicamente versões consertadas dos que tinham em Sonic 2, você vai correndo num Half Pipe e tem que pegar X anéis pra avançar e chegar na Chaos Emerald logo no fim, o Tails não te atrapalha e mesmo quando ele leva hits, ele não perde os aneis que ele coleta, os controles são bons e você pode dar Retry caso não ache que esteja indo bem em algum Special Stage. Pra falar a verdade... Eu até gosto desses Special Stages.

... Sim, eu acabei de dizer que gosto de um Special Stage em um jogo do Sonic e não jogo ele por obrigação. Não estou doente, obrigado pela preocupação.

O problema é que a recompensa desses Special Stages é um Super Sonic que por algum motivo tem os mesmos controles sem peso do Episode I, e ainda por cima toda vez que você usa um movimento em equipe com o Tails, ele é desativado na hora... Então novamente, eu não acho que vale a pena destravar o Super Sonic nesse jogo. E não vale a pena pegar as Chaos Emeralds em si porque até mesmo o final do jogo é exatamente a mesma coisa com ou sem elas, cheguei a pensar que elas não mudavam o final, mas davam alguma outra coisa legal tipo uma nova fase que servia como epílogo pro jogo, que nem a Doomsday, ou a Last Story nos jogos 3D... Mas não, é só isso mesmo: Um Super Sonic que é menos eficiente do que o Sonic normal e um final que não muda em nada.

Os Red Rings, que são espalhados pelas fases e até são bem posicionados, deveriam incentivar exploração no jogo. Porque se eles são coletáveis assim, significa que você vai ganhar algo por eles, né? Pois é aí que tá, você não ganha absolutamente nada coletando todos eles, só uma conquista no Xbox 360 dizendo que você coletou todos eles e pronto. Eu tinha ficado puto com esse jogo quando me dei ao trabalho de pegar todos eles esperando alguma recompensa legal pra então eu ganhar uma conquista e só, mais nada. Talvez isso também tenha influenciado negativamente quando fiz a primeira review lá em 2012, mas de qualquer forma, ainda é uma merda que eles tenham se importado em colocar essas coisas lá pra nada.

Porém, sem dúvidas a coisa mais decepcionante desse jogo é o Episode Metal...Tão decepcionante que dá até vontade de nem comentar sobre aqui, mas ok. Na teoria, você jogava com o Metal Sonic em suas próprias fases com seus próprios desafios, mas na verdade você joga com um Sonic pesado com uma skin do Metal Sonic e em versões pioradas das fases do Episode I. O Metal Sonic é exatamente igual o Sonic em tudo, exceto que ele é mais pesado, então demora mais pra acelerar e o rolamento dele é meio que pior... Mas ele não tem nada próprio, até o Homing Attack ele tem e funciona que nem o do Sonic. Eu esperava que ele fosse ter alguma coisa própria, que nem o Knuckles ou o Tails em Sonic 3... Mas não, é literalmente o Sonic mais pesado.

E ao invés de criarem fases novas pro Metal Sonic seguindo a arte do Episode II, mas introduzindo cenários novos e expandindo essa saga toda... Eles só reusaram as fases do Episode I e tornaram elas mais "desafiadoras", ou seja: Mais abismos e mais inimigos mal posicionados. A pior parte é que você só joga um Act de cada uma dessas fases em uma história que nem faz tanto sentido assim pra início de conversa, fazia tempo desde a última vez em que uma coisa que soava empolgante acabou sendo broxante como isso aí... Foi de longe a maior oportunidade perdida desse jogo inteiro.

Então Sonic 4: Episode II é basicamente isso, um jogo que é legal jogar a parte principal, mas não é legal ir atrás do conteúdo extra porque ele não vale a pena... O que significa que esse jogo tem bem menos fator replay do que ele era pra ter tido, coisa que era um ponto forte dos jogos passados do Sonic. Aí o fato dele ser um jogo curto acaba sendo uma merda porque como esse é bom, eu queria que ele continuasse por mais tempo e não tivesse só quatro fases que nem o Episode I tinha...

Argh! Por que vocês fazem isso, Dimps?

Algumas coisas realmente não mudam...


Então, né... Eu não esperava que fossem melhorar muito quanto à trilha sonora aqui porque já que tentaram imitar os sons do Mega Drive no Episode I, seria inconsistente usar instrumentos reais no Episode II. O que eu realmente não esperava é que o Jun Senoue fosse conseguir fazer pior do que a trilha sonora do Episode I aqui, porque enquanto lá a maioria das músicas são decentes e a instrumentação é o que estraga, no Episode II as músicas em maior parte são esquecíveis apesar de soarem ok, não tem mais aquele barulho do gato sendo torturado, mas em compensação eu não consigo lembrar da maioria das músicas que tocam aqui.

Das que eu gosto e ainda me lembro, tem a Sylvania Castle Act 1 e 3, a White Park Act 2 que na verdade é um remix da música do Twinkle Park do primeiro Sonic Adventure, e a música da Death Egg Mk. II que por incrível que pareça soa melhor aqui do que nos remixes. No entanto, as músicas que são ruins são ruins pra caralho, a música de boss é aquela mesma música do modo de pânico deles no Episode I, só que tocando durante o boss inteiro... Sim, aquela mesma música que dura uns 10 segundos antes de dar loop, em lutas contra bosses que duram mais de um minuto em maior parte... E a versão dela do Episode II soa pior do que a do Episode I por ser mais barulhenta.

Outra música que eu também acho uma merda e não entendo por que os outros gostam é a das lutas contra o Metal Sonic... Sério, o que tem demais nessa música? Eu acho ela irritante porque ela só fica repetindo aquela melodia principal que tem um som irritante com high-pitch que eu realmente não suporto. Pelo menos o remix que fizeram da Stardust Speedway Bad Future na última luta contra ele na Death Egg Mk. II foi legalzinho... Mas Jesus, eu fico querendo mutar o jogo toda vez que eu chego numa luta com o Metal Sonic por causa dessa música.

Considerações finais

Eu vou meio que morder a língua aqui agora e dizer que Sonic 4: Episode II é um jogo melhor do que eu dava crédito lá em 2012, talvez por eu ser um babaca tendencioso na época, mas de qualquer forma, é bem decente. Digo, ainda não é uma coisa digna de ser considerada como uma sequência dos clássicos, mas sozinho é um jogo razoavelmente bom, com uma penca de ideias e conceitos interessantes que em alguns casos são bem executados e em outros nem tanto assim. Ao menos isso aqui consegue manter uma qualidade consistente quanto ao gameplay sozinho e as fases em maior parte, coisa que o Episode I falhava em fazer e até mesmo alguns outros platformers também têm problemas com isso.

O problema com Sonic 4: Episode II é que... É justamente o fato de ser um jogo decente que as coisas que ele acaba fazendo errado "doem" um pouco mais pelo potencial desperdiçado. Os Red Rings, o Episode Metal, o fato de que o jogo é curto pra caralho e não tem quase nenhum conteúdo extra realmente tornam o fator replay dele praticamente nulo, é um jogo que diverte enquanto dura, mas dura pouco demais e não te incentiva muito a voltar pra ele depois, ao contrário de Sonic Generations que é um jogo curto com um fator replay bem alto.

No entanto, pelo menos esse jogo sem dúvidas é muito melhor do que o Episode I só pelo fato de que dessa vez parece que a Dimps ao menos tentou e se esforçou em fazer um jogo bom. O pior é que isso provavelmente torna Sonic 4: Episode II um dos melhores jogos do Sonic feitos pela Dimps, ainda que não seja lá um grande elogio porque... A Dimps fez o que? Um jogo bom do Sonic antes desse, que no caso seria o primeiro Sonic Advance, e o resto é tudo um poço gigante de pura mediocridade. Mas então isso indica que pelo menos eles agora estão indo pelo caminho certo... Eu acho... Tão dando passos de bebê, mas certamente indo pro caminho certo apesar de tudo.

E aí quando você pensa que poderiam melhorar num Episode III, recentemente brota uma notícia dizendo que o Ken Balough, antigo gerente de marketing de Sonic 4, confirmou que um terceiro episódio estava em produção, porém foi cancelado. Os motivos eu acho que são meio óbvios, esse jogo inexplicavelmente teve uma recepção pior do que o primeiro com a crítica e vendeu bem menos porque é claro que isso ia acontecer. Se as pessoas compram um jogo ruim, é provável que elas não vão gastar dinheiro numa sequência dele mesmo que tenha sido melhorada, a culpa do cancelamento do Episode III é do Episode I porque ele que foi uma merda e deu essa reputação ruim a Sonic 4 pra início de conversa.

Da próxima vez aprendam a fazer um jogo pelo menos decente pra depois pensarem em sequências, caso contrário é um projeto que já tá condenado desde o início, no fim das contas ele vai acabar estando mais morto do que a AVGB Wiki.

Então é isso... Eu postei rápido sobre os dois episódios de Sonic 4 porque são jogos curtos e fáceis de falar sobre, mas não espere que o próximo post sobre Sonic Adventure vai sair tão cedo porque eu primeiro tenho que me animar pra jogar aquele jogo todo de novo, então com o Sonicão eu paro aqui por agora. Vou terminar de jogar Mario Galaxy 1 e 2 e terminar outros posts pendentes aqui enquanto tento arrumar tesão libidinal o suficiente pra jogar Sonic Adventure de novo.

Prós:
+ O level design consegue ser realmente bom e ter gimmicks criativas na maior parte do tempo.
+ A física ainda não é a mesma dos clássicos, mas é certamente uma melhora.
+ Gráficos bastante bonitos.
+ Mesmo sendo meio overpower, é divertido usar os movimentos com o Tails.
+ Alguns bosses são bem legais e desafiadores.
+ Pela primeira vez na vida eu acho Special Stages em um jogo do Sonic meio divertidinhos.

Contras:
- O Episode Metal é tão decepcionante que chega a dar vontade de chorar.
- A trilha sonora consegue a proeza de ser pior que a do Episode I.
- Red Rings que não te dão absolutamente nada e "final verdadeiro" que não é diferente do normal.
- O jogo acaba tão rápido quanto o Sonic corre.

Gráficos: 9/10
Enredo: 4/10
Gameplay: 7/10
Som: 3/10
Conteúdo extra: 2/10

Veredicto:

- Copyright © Blog do Ryu - Date A Live - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -