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Postado por: Ryu terça-feira, 14 de outubro de 2014


Lembra que como post do Halloween (ou Dia do Saci, como você quiser chamar) eu acabei postando sobre Ghosts 'N Goblins aqui e eu meio que completamente destruí esse jogo sem qualquer tipo de piedade na minha revolta... E eu não retiro nada do que eu disse, esse jogo é um lixo movido a dificuldade artificial, quem realmente acha que ele merece qualquer tipo de elogio por ser "difícil" tem que tomar vergonha na cara e ir procurar alguma coisa que seja desafiadora pelos seus próprios desafios e não porque o level design é uma bosta e porque os inimigos ficam dando respawn infinitamente.

Porém... Algumas pessoas me lembraram que esse não é o único jogo dessa franquia e a Capcom realmente fez outros aí, só que o que eu vou olhar aqui é o de SNES: Super Ghouls 'N Ghosts, uma sequência/remake/whatever que fez um moderado sucesso na época. Eu tinha esse jogo pro meu SNES e eu lembro que não gostava muito dele porque era difícil demais e assim que eu descobri que eu tinha que zerar o jogo duas vezes pra ter o final (assim como a versão de NES), eu simplesmente falei "Nope, foda-se essa merda" e larguei ele de lado.

Hoje em dia eu nem sequer lembrava que esse jogo existia até me refrescarem a memória... E minhas memórias dele são tão vagas que não vale nem muito a pena dizer que eu o joguei apropriadamente antes, minha mentalidade atual é outra e eu estou disposto a jogá-lo até zerando nas malditas duas vezes pra ver se essa série consegue se redimir comigo. Assim como um cavaleiro que teve a sua honra manchada por alguma coisa horrível e precisa compensar alguma coisa.

Será que a Capcom vai conseguir remover essa mácula em sua honra? Seria Super Ghouls 'N Ghosts um jogo que vale a pena jogar mesmo depois daquela atrocidade do NES? A única coisa que eu posso dizer é que espero que os deuses estejam a seu favor.

O capeta ataca de novo


Em um lindo dia (ou noite) no reino de Cavalot, ocorre um festival no castelo e o nosso bravo herói Arthur está prestes a encontrar a Princesa Prin Prin (eu ainda não me conformo com esse nome) pra provavelmente passar mais uma noite num cemitério sem roupas como na última vez. Porém dessa vez uns demônios descobriram que essas merdas eram combinadas lá dentro do castelo e resolveram voar pra lá e raptar a Prin Prin... Bah, sério, eu vou chamar ela de outra coisa, porque não dá.

A partir de agora, o nome dessa princesa é... Saori Kido, porque por algum motivo essa garota me lembra dela e também porque eu tô sem criatividade pra pensar em algo melhor. Deve ser porque toda hora ela é sequestrada e precisa ser salva por um cavaleiro que tá disposto a levar porrada do vilão por duas horas até algum DEUS EX MACHINA em forma de armadura de ouro salvar o dia.

Então, os demônios estão a caminho pra raptar a Saori assim como o Arthur está a caminho pra dar uns pegas nela... Quem será que vai conseguir pegar ela no fim das contas?


Pra surpresa de ninguém, os demônios conseguiram chegar lá e sequestrar Saori antes mesmo que o nosso herói pudesse ter um encontro apropriado com ela. E assim como todo bravo guerreiro faria, Arthur pega sua lança/faca/machado/foice/tocha e embarca em mais uma jornada perigosa pra salvar sua amada... Eu imagino que a Saori deve ser a namorada/esposa mais espetacular de todos os tempos pra um cara resolver lutar contra todas as criaturas infernais possíveis pra poder salvar ela, mas eu vou poupar o Arthur de um discurso retórico porque o Mario faz isso há muuuuito mais tempo e tá nessa até hoje.

Então qual exatamente seria a diferença da história desse jogo pra do de NES? Bem... Ela não começa com os dois personagens principais afogando o ganso num cemitério e eu acho que o vilão é outro cara que tá sequestrando a Saori por outros motivos. Pelo que eu pesquisei, o vilão dessa vez é o diabólico Imperador Sardius, ele tá raptando ela porque quer saber onde está o Goddess' Bracelet, o único artefato capaz de destruí-lo e apenas ela sabe onde ele se reside.

Erm... Por que o Sardius não simplesmente mata a Saori então? Ela é a única que sabe, matando ela na hora você evita que ela fale pra alguém a possível localização do Goddess' Bracelet... Bah, por que vilões de jogos dos anos 80-90 são tão estúpidos? Puta que me pariu, hein!

Enfim, basicamente é a mesma história, só muda que tem esse artefato e que o vilão é outro cara, mas é a mesma coisa: Princesa foi raptada, vai lá salvar ela, seu escravo de boceta!

Nada mais pra comentar aqui.

Agora sim os visuais funcionam pra mim


Bem... Eu disse antes que os gráficos da versão de NES nem envelheceram tão bem assim e por isso a direção artística que admitidamente tem um ar meio arrepiante não me causa aquela sensação intimidadora que era pra causar. Mas pelo Santo Graal, eles conseguiram deixar isso realmente "creepy" dessa vez! Só a primeira fase que tem a mesma temática de cemitério que a versão de NES já tem um ar completamente diferente só pelos visuais atualizados, tudo nessa porra é intimidador, aqueles totens com cara de cu no background (e no foreground vomitando crânios em você), esse monte de esqueletos e caixões visíveis debaixo da terra, o terreno se alterando sem mais e nem menos, as árvores sem vida, os corpos mortos por aí...

Porra! Eu genuinamente me senti intimidado com essa merda, eu senti como se eu tivesse num lugar onde todo mundo tá querendo me matar, fazer com que eu me juntasse aos esqueletos e corpos mortos por aí. Os detalhes nisso em alguns pontos são tão altos que chega a ser meio assustador, na Fase 4 mesmo parece que tu tá nas entranhas de algum bicho estranho, é tudo quase que realisticamente nojento, constantemente mudando de forma assim como um mecanismo de defesa de algum corpo faria internamente.

Acho que por causa da versão de NES, eu meio que subestimei a direção artística desse negócio, porque eu não me lembro de ter admirado nada em particular lá pelo modo como os cenários pareciam dolorosamente genéricos com um toque levemente creepy... Já em Super Ghouls 'N Ghosts eu realmente me senti em algum tipo de filme de terror com ambientação medieval. Talvez você possa até defender o de NES por causa das limitações e tal, mas eu nem sei se isso realmente é válido porque Castlevania era pra NES também e conseguia capturar perfeitamente bem a atmosfera que pretendia passar.


Também tem os designs dos monstros que são bem criativos e variados, indo desde os zumbis e lobos genéricos até fantasmas, caveiras flamejantes, magos que inconveniente te transformam em criaturas indefesas por um breve período de tempo, cavaleiros fantasmas, gênios malignos [?], ursos e o caralho a quatro. Praticamente todos eles têm aquele aspecto monstruoso que só dão mais desespero quando eles se aproximam e você tá numa posição difícil pra acertá-los.

Como eu mencionei antes, é tudo bastante detalhado e as animações não fazem feio também, apesar de ter algo meio engraçado com a animação do Arthur correndo que eu não sei explicar muito bem o que é. Fica mais estranho ainda quando você perde a sua armadura, um cara de cueca correndo desse jeito por aqui provavelmente seria preso e levado pro hospício o quanto antes.

De qualquer forma, eu tô surpreso com o quanto os visuais desse jogo são bons, e olha que eu nem esperava grande coisa quando resolvi pegar isso pra jogar e fazer o post do Halloween desse ano. Isso é meio que uma amostra de como jogos antigos 2D costumam envelhecer melhor do que os 3D em questão de visual, dificilmente algum jogo com foco em horror do PS1 ou do N64 consegue ser tão efetivo assim atualmente pelo fato de que os detalhes ficaram datados com o tempo.

Oh...


Considerando que a versão de NES é praticamente injogável, eu fico imaginando como diabos Super Ghouls 'N Ghosts faria pra consertar ou pelo menos atualizar aquela bagunça desastrosa do caralho. Se ele realmente conserta tudo completamente... Bem... Não necessariamente, mas ele conserta pelo menos uns 70% do que era irritante no seu antecessor. Começando pelo Arthur em si que tem controles relativamente similares ao outro jogo e faz basicamente tudo o que ele fazia antes aqui também. Porém aqui ele tem um pulo duplo, o que pode parecer um tanto insignificante... Mas não é!

Considerando que o pulo do Arthur ainda tem a síndrome do Simon Belmont de não dar pra controlar ele no ar, um pulo duplo serve não só pra aumentar a distância do seu salto caso você talvez possa não alcançar uma plataforma distante como também serve pra consertar um possível salto errado com o timing certo. Tá pulando em direção a uma área onde um inimigo acaba de spawnar? Dê um pulo duplo pra trás e pronto. Tá prestes a ser pego por alguma armadilha que você não viu? Dá pra se salvar dando um pulo duplo pra direção oposta. Por acaso você precisa desviar de um projétil e não pulou na hora certa? O pulo duplo ainda pode te salvar... Usar o pulo duplo é a resposta pra tudo, meua migo.

Claro, como eu disse... Isso requer timing, o que significa que não é tão fácil de fazer quanto parece. O pulo duplo também tem a síndrome do Simon Belmont, então você tem apenas uma única chance de fazer seu pulo certo, e se você não conseguiu mesmo com o pulo duplo... É bem provável que você vai morrer ou levar um hit. E de certa forma, ainda é uma merda fazer isso em alguns casos porque algumas seções  de platforming desse jogo são ridiculamente precisas e provavelmente você vai errar uma porrada de pulos assim como eu até finalmente acertar e cair exatamente naquela plataforma mais fina do que as canelas do Inri Cristo. É um trial and error irritante, mas creio que seja a única seção desse tipo que chegou a me irritar, o que é algo a se dizer comparado ao do NES onde cada simples seção de platforming era uma porra duma luta contra seu controle.

Eu não sei qual diabos é a vantagem em ter esse pulo incontrolável, é simplesmente fácil errar saltos com ele e pelo menos uns 70% das mortes que eu tive aqui ou até nos Castlevania do NES poderiam ter sido evitadas com controles de pulo decentes. Isso é uma das coisas das quais eu fico feliz que o tempo simplesmente esqueceu e nunca mais a vemos em platformers 2D atuais. E de qualquer maneira, pelo menos nesse jogo em específico dá pra engolir porque o pulo duplo facilita um bocado de coisas, ainda que eu trocaria isso por um pulo com controles normais sem nem pensar duas vezes antes.

De resto, o Arthur realmente se porta como o jogo antecessor, em especial usar suas armas como projéteis. Você começa com a lança, como sempre, mas com o tempo vão aparecendo outras armas pra você pegar quando bem entende, e as armas já vistas antes estão aqui: Adaga, machado e tocha. As três funcionam exatamente como antes e a adaga ainda continua sendo a melhor delas porque é rápida e pode ser spammada, mas as outras são competentes também. Tem armas novas aqui que no caso são a foice, as flechas e uma última da qual eu vou falar depois.

A foice funciona de uma maneira parecida com a lança, só que um pouco mais rápida, pode ser arremessada pra baixo na diagonal pra matar uns inimigos chatos que vêm dessas direções e causa mais de um hit de dano nos inimigos. As flechas só são atiradas pra cima na diagonal, o que torna elas úteis pra lidar com inimigos que ficam vindo de cima, mas... Na sua forma normal ela é meio que situacional e só serve mais pra esses inimigos específicos mesmo, em especial o demônio vermelho irritante lá, mas ainda existem meios mais eficientes de derrotar ele depois.

Eu disse "na sua forma normal" porque as armas e a armadura funcionam de uma maneira um tanto quanto interessante nesse jogo. Na medida em que você avança nas fases, vão aparecendo uns baús que podem ser destruídos, e normalmente eles têm armas, o mago filho da puta lá que eu mencionei que pode te transformar numa garota ou num bebê por alguns segundos... E upgrades de Magic Armors!

Oh sim, isso mesmo, você pode pegar armaduras melhores nesse jogo... E o que exatamente muda? Bem... Como armaduras, na verdade as Magic Armors exatamente como a primária: Você leva um hit e elas despedaçam que nem as armaduras dos Cavaleiros do Zodíaco nos filmes, o que é meio meh porque eu esperava que elas pelo menos tivessem um hit extra ou levar um hit com ela te fazia voltar pra armadura primária. Mas não, leve um hit com qualquer uma das armaduras e você fica só de cueca... Falando assim, parece que essas armaduras não servem pra porra nenhuma, mas na verdade elas servem sim...


Elas servem pra melhorarem as suas armas! Cada arma ganha uma nova versão mais forte e com propriedades diferentes. A lança vira uma espécie de bola de fogo com ponta [?], o machado vira uma esfera de energia que vai indo em zigue-zague e tem um alcance bem decente, a foice vira o Sonic Boom do Guile e causa o dobro de dano, a adaga vira um laser que atravessa inimigos e serve pra matar um monte de uma vez, a tocha é praticamente a mesma merda, mas com as chamas de alcance maior, e por último mas não menos importante... As flechas viram projéteis que perseguem os inimigos, o que já torna elas beeeem mais úteis, mas o problema é que nem sempre elas acertam o inimigo de primeira e aí uma sempre acaba rodeando ele até sumir ou acertar algo... E enquanto tiver uma dessas flechas perseguidoras na tela, você não pode atirar outras, e isso é um chute no saco quando acontece.

Mas isso tudo acima aí é só com o upgrade da Magic Armor verde, se você pegar o da armadura amarela que tem um visual mais badass ainda com direito a capacete fechado, escudo e tudo... Você ainda perde ela com um hit... Meh. Pelo menos dá pra se defender da maioria dos projéteis com esse escudo que o Arthur sempre mantém na sua frente quando tá parado em algum lugar, mas esse escudo pode quebrar com o tempo, então cuidado aí.

E a coisa mais legal da Magic Armor amarela é que com ela cada uma das armas também ganha um ataque especial que você efetua segurando o botão de atirar por um tempo até o indicador ali em cima carregar completamente... E por incrível que pareça, praticamente todos eles são úteis! A lança tem um ataque onde você solta uns raios que vão pra direita e pra esquerda, a adaga tem o mais legal deles que é um dragão que move pela tela e mata o que tiver na frente dele, a tocha tem... Hm... Pra falar a verdade eu nem sei, não usei ela quase nunca nesse negócio... Mas a foice solta uns furacões que matam boa parte dos inimigos na tela e o machado atira um monte de projéteis em várias direções que vão até os respectivos fins da tela... E por último as flechas têm só um especial que permite que os baús escondidos apareçam, situacional demais pra ser útil de verdade.

Tendo isso em mente, as armas que eu mais usei nesse jogo foram a adaga, a foice, as flechas e o machado, o resto das armas não são exatamente ruins, mas não são tão eficientes quanto. E todas essas coisas adicionais tornam o Arthur um lutador bem mais versátil do que ele era antes, esses movimentos especiais em particular derrotam um monte de inimigos contra os quais eu normalmente teria dificuldade como se fossem um monte de fezes de funcionário da Capcom. O que só torna mais doloroso o processo de perder a Magic Armor amarela e ficar só de cueca ainda por cima... E eu sempre achei estranho que o Arthur fique de cueca quando perde a armadura, que eu saiba, cavaleiros vestem roupas por baixo das armaduras e... Bah!

Mas sim, os ataques especiais são muito fodas. Por acaso tá com dificuldade naquele demônio vermelho irritante? Só usar o ataque especial da adaga ou da foice quando ele chegar perto... Voila! Ele morre em questão de segundos e nunca mais vai encher a porra do saco de novo! É tão satisfatório matar esse desgraçado facilmente depois dele dar todo aquele trabalho na versão de NES que eu faria isso de novo, de novo, de novo e de novo até eu enjoar.

Isso significa que Super Ghouls 'N Ghosts então é um jogo fácil pra caralho já que até o famoso demônio vermelho ambulante de irritação constante pode ser derrotado sem nenhum problema com ataques especiais? Bem... Não. Esse é provavelmente um dos jogos mais difíceis do SNES, e ainda por cima esses ataques especiais que eu mencionei só podem ser executados se você estiver com a Magic Armor amarela, e é consideravelmente difícil mantê-la levando em conta que as fases são cheias de inimigos e obstáculos que não querem nada além do seu rabo pendurado na lareira deles.

O level design desse jogo não tá de brincadeira nem na maldita primeira fase... Os inimigos são consideravelmente numerosos, mas nem todos eles ficam spawnando toda hora, só os zumbis e os fantasmas, e ambos os tipos de inimigos têm animações pra indicar que eles estão dando respawn. Os zumbis têm o caixão se levantando da terra e os fantasmas têm as "silhuetas" deles girando e se formando, então você já sabe que vai spawnar um zumbi/fantasma ali e tá pronto pra matar ou evitar ele. O resto dos inimigos simplesmente morrem e não voltam mais, do jeito que deveria ser, e o jogo nem fica menos difícil por isso já que eles são variados, te atacam de maneiras diferentes e parte deles são bem complicadinhos de matar sem uma Magic Armor.

Tirando o problema do pulo e da seção de platforming preciso da fase 4 que eu mencionei... O level design em si é surpreendentemente bom, eles parecem ter sido criados pra esse gameplay do jogo, são extremamente desafiadores e sempre te mantêm atento a tudo, aquela parte da jangada da fase 2 mesmo é especialmente rigorosa com movimentos precisos usando as ondas pra desviar dos obstáculos e lidar com os inimigos... Quando eu morria nela e nas outras fases na maior parte do tempo, era por culpa minha e não do jogo. No máximo eu acho que fico puto porque o Arthur não pode atacar em escadas e na fase 2 tem hora que os fantasmas spawnam bem perto das escadas que você tá subindo e te atacam sem você poder fazer nada... Por que ele não pode jogar as armas dele da escada? Eu teria evitado taaaantos hits com isso... Mas acho que pelo menos não acontece com tanta frequência assim.

Já mortes por causa do knockback ainda acontecem, não tanto quanto no do NES, mas ainda assim acontecem um bocado de vezes e, como sempre, eu fico fora de mim mesmo quando morro por uma merda dessas. Ainda bem que os platformers atuais pararam com essa porra, porque era de longe o aspecto mais irritante dos antigos. O único platformer 2D da velha guarda que tinha knockback e eu não me incomodava muito com isso era Sonic, porque pelo menos eu nunca morri por isso e sim no máximo caí em outro caminho já que os level designs dos jogos dele são montados quase sem abismos ou merdas do tipo.


Antes de eu começar a falar dos bosses, melhor eu falar da tal última arma que eu mencionei antes. Você meio que só libera ela zerando o jogo uma vez, porque assim como o do NES, aqui também tem essa palha assada de você ter que zerar o jogo duas vezes, a segunda sendo com arma X pra ter o final verdadeiro. Então, é o Goddess' Bracelet, quando você pega a Magic Armor amarela e tudo, eventualmente um dos baús vai te dar ele como arma pra você usar... E ele é uma bosta.

Ok, é melhor do que a tocha e melhor do que aquele escudo horrível do NES, mas ainda assim é pior do que praticamente todas as armas que eu uso com frequência nesse jogo. É um projétil meia-boca que causa um dano moderado, mas pelo menos pode atravessar os inimigos, o que torna ele um pouco melhor do que a lança, mas... É só isso, não tem nenhum efeito adicional e nem nada. É um projétil normal com uma animação diferente, e pra piorar, essa merda não tem nem um ataque especial! Pra um artefato que dizem ser poderoso ao ponto de ser o único que pode derrotar o vilão principal do jogo, isso é mais decepcionante do que encontrar feijão dentro do pote de sorvete na geladeira.

E sim, você tem que zerar o jogo todo de novo e usar ele nas fases finais... Sério, arrumem uma maneira melhor de prolongar o tempo do jogo, esse tipo de coisa é ridícula e nem muda porra nenhuma quando você rejoga as fases, é tudo exatamente igual ao primeiro playthrough exceto que agora você tem o Goddess' Bracelet que é uma das piores armas do jogo. A luta final contra o Sardius mesmo só é difícil porque você tem essa única maneira limitada de atingir ele, porque o resto quando você pega o padrão nem é tão difícil assim.

Aliás, uma coisa que me irrita nesse jogo é que ele tem continues limitados, se você der Game Over até 6 vezes, o jogo acaba de vez e você tem que começar ele todo de novo. Pelo menos o do NES não era assim, você podia morrer e tentar quantas vezes quiser, o que amenizava a escrotice de lá, mas aqui você tem que tomar cuidado pra não acabar morrendo de vez. Escolher ter 9 vidas nas opções logo de cara deixa um pouco melhor, mas ainda assim esse é um jogo em que você vai morrer uma caralhada de vezes, não é necessário ter uma punição dessas, 6 créditos não são o suficiente pra você zerar isso duas vezes a menos que tu seja um veterano. Já é punição o suficiente que dando Game Over uma vez você tem que começar as fases desde o início ao invés de um checkpoint.

E apesar do Sardius ter uma luta difícil só porque a sua arma é uma bosta, o resto dos bosses desse jogo são bem legais sim. Todos eles têm padrões possíveis de pegar de primeira e nem são tão difíceis assim de acertar também, basta aproveitar as brechas e desviar dos ataques deles, são desafiadores e podem te matar se você fizer algum movimento errado... Mas desde que você pegue o padrão e tome cuidado, não vai ter maiores problemas com eles.

Pelo menos o final desse jogo quando você o zera pela segunda vez não é escroto como o do NES, mas ainda assim não é aquela coisa absurdamente épica que faz o ato de zerar ele duas vezes valer a pena. Eu só perdoo porque pelo menos o final não é "CONGRATURATION! THIS STORY IS HAPPY END!", dessa vez pelo menos tem um final no mínimo satisfatório.

Da OST eu nunca me esqueci


Por incrível que pareça... De todas as coisas, a trilha sonora era o que eu mais me lembrava sobre Super Ghouls 'N Ghosts. Não sei exatamente o porquê disso no entanto, só que eu reconheceria qualquer música vinda desse jogo que por acaso fosse tocar em algum outro lugar. Inclusive quando joguei Megaman 7 e fiz aquele truque de mudar a música da fase do Shademan, eu reconheci quase na hora aquele remix da música da primeira fase desse jogo aqui.

A OST é em maior parte orquestrada, combina com a ambientação medieval do jogo e é bem boa por si só. Além da música da primeira fase, eu também gosto de como a da segunda no navio fantasma tem aquela atmosfera "haunting" de locais desse tipo, a da tal fase com arte "nojenta" que eu mencionei também tem uma música bem "horrificante", as músicas dos bosses também são extremamente dramáticas e apropriadas pro clima de que qualquer merda que tu fizer pode acabar resultando na sua morte... E é claro, a música que você mais vai escutar no jogo todo: O jingle de quando o Arthur morre.

Mas falando sério, eu até me esqueci de como as músicas desse jogo são boas, provavelmente eu vou baixar a OST e deixar por aqui quando eu estiver com vontade de ouvir no futuro. E os efeitos sonoros não são ruins também, mas acho que não tem nada realmente impressionante nesse departamento.

Considerações finais

Bem... Considere-me impressionado, porque Super Ghouls 'N Ghosts no fim das contas realmente é um jogo bem decente. Considerando o quanto eu detesto a versão original do fundo da minha alma, pelo menos esse aqui realmente é uma grande melhora em comparação, os gráficos são realmente bonitos, a dificuldade ainda é bem alta, mas pelo menos dessa vez é justa na maior parte do tempo, o Arthur é muito mais versátil do que antes e a fórmula no geral é apropriadamente expandida.

Ainda não sei se isso é uma sequência ou um remake, mas seja lá o que for... É muito melhor do que o original em cada simples aspecto. Ok, eu ainda acho que ter que terminar o jogo duas vezes é só uma maneira preguiçosa e barata de torná-lo mais longo e nem todas as fases são exatamente divertidas, mas é um jogo bom no geral... É, eu disse isso mesmo, eu gosto desse jogo. Super Ghouls 'N Ghosts não é necessariamente meu jogo favorito do SNES, provavelmente não estaria nem no meu Top 10 nesse caso, mas é um jogo competente por si só e isso em comparação com o do NES já é um grande salto em qualidade.

É provável que eu esteja batendo num cavalo morto à essa altura porque a franquia em si já foi largada pela Capcom e hoje em dia só os fãs hardcore ou pessoas sem nada de importante pra fazer como eu se importariam com isso. Mas acho que revisitar esse jogo realmente foi uma boa ideia, e eu tava com um certo medo por causa das minhas memórias de infância do mesmo, porém ele envelheceu bem melhor do que eu achei que fosse e isso já é o suficiente pra eu recomendar pra quem estiver a fim de algum desafio.

... Só fique longe da versão de NES, aquilo é um resto de aborto mal cagado.

Prós:
+ Gameplay completamente refinado.
+ Power-ups bem criativos com direito a ataque especial e tudo.
+ Level design bom o suficiente pra manter um balanceamento entre ser desafiador e não ser impossível.
+ Bosses empolgantes.
+ Gráficos bonitos e bem usados.
+ Trilha sonora memorável.

Contras:
- Apesar de melhores, os controles de pulo ainda não são tão bons assim.
- Por que diabos o Arthur não pode atacar em escadas?
- Ter um sistema de Continues limitados em um jogo desses só torna ele mais frustrante.
- Knockback... Eu não preciso falar mais nada..

Gráficos: 9/10
Enredo: 4/10
Gameplay: 7/10
Som: 8/10
Conteúdo extra: 3/10
Veredicto:

{ 23 comentários }

  1. Eita porra eu tava esperando uma nota baixa

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  2. Falei que o do snes é melhor :v

    Já que vc mencionou Saori nisso, viu o filme novo do CDZ? Ficou moh bostona

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    1. Eu ouvi falar que ficou uma merda mesmo... Mas francamente, CDZ nunca teve um filme realmente espetacular, era tudo de mediano a ruim, então não criei expectativas.

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    2. Eu duvido que exista algum filme de CDZ pior do que o do Abel.

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    3. Não achei o filme tão ruim assim, mas o Máscara da Morte de lá foi lamentável.

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    4. O pior filme do CDZ é o de Asgard tho

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    5. claro que o filme ficou uma bosta, é cdz

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  3. Alguma chance de testar a versão ultimate pro psp?

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  4. Esse jogo é impossível, vou começar a zerar com save state mesmo

    kkkkk

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  5. GNG era Dark Souls antes do Dark Souls existir.

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    1. Dark Souls nem é tão difícil assim, é só prestar atenção na sua stamina e decorar os padrões dos inimigos.

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  6. Que bom que o GnG de NES não te fez criar um preconceito com a série toda :)

    Mas o melhor é o remake pra PSP, faça um post sobre ele um dia desses

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  7. A fase que você falou não parece se passar nas entranhas de um demônio... ela realmente se passa nas entranhas de um demônio. O nome oficial dela é Ghoul's Stomach, só não sei como o Arthur foi parar nesse lugar. =P

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  8. Não sei porque, mas nunca vi nada de errado no de NES... Deve ser porque eu era uma criança boba sem senso crítico na epoca que joguei. O de SNES para mim é um dos jogos em que a arte mais me agrada no console. Os detalhes como as caveiras pelo solo e o background todo enfeitado realmente me encantou.

    Ai Ryustinho, falando em possíveis jogos para o blog, você esta pensando em fazer uma review de Bayocet... digo, Bayonetta???

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    1. Se você tá falando do primeiro, talvez eu poste quando eu rejogar ele... Porque aconteceu uma merda aqui e no fim das contas eu acabei perdendo meu perfil do Xbox com saves e tudo.

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    2. Não, eu estou falando do segundo mesmo. Parece ate que a Nintendo comprou as criticas desse jogo, porque ele esta dando surra de nota em muito AAA destaque do PS4 e One da vida por ai... Eu sei que WiiU para você é fora de mão e tals , mas bem que você podia, ao menos, coloca-lo na sua lista de prioridade.

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  9. Sério que na versão de NES o cavaleiro lá ia assinar a xavasca da princesa num cemitério? Cara, que bizarro ahauahuauah!

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    1. Ou ele ia ou então já fez e tava prestes a vestir a armadura de novo.

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    2. O Mario precisa ter umas aulinhas com o Arthur para aprender de vez como dar um trato na Peach.

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  10. Caaaara, meu irmão tinha esse jogo e ficava nervoso com ele porque não conseguia zerar.

    Era muito engraçado ele jogando isso! POSKDPOSKDPOASKDPOKASDO

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  11. Engraçado como tanto jogo para SNES tinha "Super" no começo do título, parece que o pessoal ficava sem ideias pro nome e simplesmente botavam ele. Enfim, vou jogar esse jogo.

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