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Postado por: Ryu sexta-feira, 29 de agosto de 2014


Essa... Tá sendo a primeira vez que eu falo de um jogo Indie nesse blog, não é mesmo? Bem... Pois é, eu acho que preciso explicar o porquê disso.

A verdade é que... Eu pessoalmente não sou muito fã de jogos Indie, não consigo ver o apelo na maioria deles e a maioria dos que eu joguei foram incrivelmente chatos e uber pretensiosos no sentido de que eles se vendem como "arte" e fingem que são mais profundos do que a vagina da Zoe Quinn quando na verdade eles só são monumentalmente tediosos e até repetitivos.

Caso você esteja curioso, os jogos a que me refiro são essencialmente Fez, The Path, Flower, Journey (apesar que esse eu joguei bem pouco), Limbo e The Graveyard... Jogos que foram aclamados pela crítica por algum motivo e quando eu joguei só disse "Meh" e nem cheguei a terminar por excesso de desinteresse.

Mas existem jogos Indie que me agradam, eu acho que Braid parece interessante e ainda sinto vontade de jogar isso, joguei Super Meat Boy e gostei e... Acho que só esses pelo que eu me lembro. Mas ok, Super Meat Boy... Por que exatamente eu gostei desse jogo? Porque ele não ficava me matando de tédio tentando ser 2deep4u e nada dessas merdas, só era um jogo Indie com estilo retro baseado na era 8-bit especialmente no quesito de dificuldade, porém não tornando isso uma experiência frustrante como boa parte dos jogos 8-bit faziam.

O gameplay era viciante, o humor do jogo era fantástico com várias referências a outros jogos retro, Super Meat Boy era divertido pra caralho. E é apenas isso, um jogo absurdamente divertido! Tem gameplay nessa porra, eu não tô andando lentamente num deserto vazio fingindo que eu tô tendo uma experiência incomum e profunda e nem nada disso. Diabos, eu acho até que desenvolvedoras grandes já fizeram isso de jogos "arte" bem melhor do que esses desenvolvedores Indie, a Sony mesmo fez Shadow of the Colossus que eu considero como um ótimo jogo ao mesmo tempo que cai nessa categoria de jogos "arte".

Enfim... Recentemente, um jogo Indie chamado Shovel Knight, feito pela Yacht Club Games, virou o flavor of the month com um monte de reviews positivas e pessoas comentando sobre por todo lado. Inicialmente eu pensei "Esse jogo não pode ser como os jogos Indie típico com um nome desses." e fui ver do que diabos isso se trata, e então me deparo com um vídeo dos Game Grumps mostrando um jogo 8-bit protagonizado por um cavaleiro que usa uma pá como arma e luta contra um monte de inimigos bizarros.

Aquilo instantaneamente despertou meu interesse porque eu não tava vendo nenhuma das merdas "artísticas" que eu vi na maioria dos outros jogos Indie que eu joguei, então não perdi meu tempo em correr atrás desse bendito jogo Indie que não se porta como jogo Indie! Então eu joguei Shovel Knight, terminei exatamente duas vezes até agora e cá estou eu falando desse jogo.

Se eu gostei desse jogo? Bem... Eu disse que terminei duas vezes, porra! O que você acha?

Enfim... Eu acho que com essa declaração sobre jogos Indie eu acabei de fazer mais inimigos do que eu já fiz com outros posts aí, mas... Fazer o que? É a vida.

Um conto de almas e pás


Há muito tempo atrás... Porque toda história que se preze se passa há muito tempo atrás, especialmente essas com temas medievais... As terras de... Pera, qual é o nome do ambiente em que esse jogo se passa? Pelo visto não tem nome, então vou nomear esse lugar de Acre. Pode falar o quão previsível isso foi nos comentários aí e que falar do Acre em pleno século 2014 é tosquice porque a inexistência dele já foi comprovada há tempos. Mas é porque eu tô sem ideias boas pra piadas hoje mesmo.

Enfim, nas terras do Acre, haviam vários bravos aventureiros que embarcavam em várias aventuras e aprontavam altas confusões no pedaço atrás de tesouros e coisas do tipo. Entre esses malucos, duas figuras estavam entre as mais notáveis: Shovel Knight, um cavaleiro de armadura azul que usa uma pá, e Shield Knight, uma cavaleira que usa seu escudo. Esses dois sempre andavam e encaravam qualquer coisa juntos e exploravam por aí atrás de qualquer coisa valiosa que aparecesse por aí.

Um certo dia, Shovel Knight e Shield Knight resolveram explorar uma torre sinistra chamada Tower of Fate, eles acabam tendo que lidar com o Roboteni- digo... Com uma magia negra altamente poderosa. No meio dessa treta toda, o Shovel Knight ficou inconsciente e quando acordou viu que a sua companheira já não estava mais lá e não podia ser encontrada em lugar algum. Assim julgando que Shield Knight provavelmente virou presunto, ele continuou sua vida como um cavaleiro solitário e deprimido.

Só que depois de um tempo, surgiu uma nova vilã malvada pra caralho conhecida como Enchantress junto com seu grupo de cavaleiros: King Knight, Spectre Knight, Treasure Knight, Plague Knight, Propeller Knight, Polar Knight, Tinker Knight e Mole Knight. Essa nova ameaça se auto-entitula como Order of no Quarter, um dos nomes mais estúpidos e ao mesmo tempo criativos pra se colocar em um grupo de qualquer coisa que eu vejo há um bom tempo.

Nisso, o nosso herói azul resolve entrar em ação de novo e lutar contra essa nova ameaça, rumo à Tower of Fate onde a Enchantress se encontra. Mas antes disso, Shovel Knight acaba se trombando com seu recolor preto, o Black Knight, que assim como todo personagem versão "negativa" do protagonista, é o seu maior rival e está o enfrentando por motivos pessoais obscuros.

Pra falar a verdade... É isso, a clássica história presente em um monte de jogos dos anos 80 de salvar a donzela em perigo das garras do MAAAAL, só que com um pequeno twist perto do final que eu não vou falar aqui pra evitar spoilers. No entanto, o que me faz gostar dessa história é o fato dela ter mais presença no jogo e se importar em dar personalidades distintas pra cada um dos personagens, inclusive alguns NPCs específicos como por exemplo o bardo que fica na primeira vila do jogo e outros viajantes misteriosos que você pode enfrentar por aí no mapa.

Mas é claro que os personagens principais são o foco aqui e, apesar de estereotipados, eles são carismáticos o suficiente pra me manter interessado no mundo desse jogo. O King Knight é o playboy orgulhoso, o Specter Knight é o cara frio e cruel, o Polar Knight é um velho amigo/rival do nosso herói que foi pro lado do mal por algum motivo, o Plague Knight é o inteligentão, o Propeller Knight é o viadão e por aí vai... Então temos o próprio Shovel Knight que é um daqueles cavaleiros honoráveis, a Shield Knight que tecnicamente é uma "personagem feminina forte", o Black Knight que parece ter relação com ambos e age como vilão na maior parte do tempo... E a Enchantress que é a vilã que faz merda por aí.

Apesar de ter tanto desenvolvimento de personagens quanto o desenho do Pica Pau, Shovel Knight ainda assim conseguiu fazer com que eu me importe com a história que acontece aqui por causa do ar de mistério que ele passa durante isso tudo e dos já mencionados personagens. Um dos momentos em que a narrativa do jogo é simples ao mesmo tempo que efetiva e bem encaixada com o próprio gameplay é naquelas partes onde o Shovel Knight dorme e tem um sonho onde a Shield Knight está caindo do céu por algum motivo e você precisa controlar ele com o objetivo de pegá-la. Foi uma coisa tão simples porém ao mesmo tempo emocional que eu realmente comecei a me sentir envolvido com isso tudo.

Mas... Eu vou dizer que algumas coisas ainda não ficaram exatamente claras nisso aí. Eu não entendi qual é a do Black Knight e o jogo nem fala muita coisa dele, só que ele tem alguma relação com o Shovel Knight e a Shield Knight... Depois de um tempo ele meio que some sem mais e nem menos, e isso foi meio "meh" considerando que esse jogo tava fazendo um bom trabalho com seus personagens até agora. Bem... Tem sempre uma sequência pra expandir essas coisas e tal, eu acho.

Parece até que eu voltei no tempo


Acho que você já ouviu falar disso antes, mas Shovel Knight é um jogo indie com visuais retro... Yep, deve ser pelo menos o terceiro desses que você vê por aí. Mas quer saber? Isso é uma das coisas que eu até aprecio nesse tipo de jogo, talvez porque muitas desenvolvedoras grandes achariam uma completa maluquice usar visuais retro em um jogo que fosse lançado atualmente, mas esses caras não. Isso me lembra que tem Cave Story e eu ainda preciso jogar esse jogo... Um dia eu me lembrarei de checar ele.

De qualquer forma, Shovel Knight é tecnicamente um jogo 8-bit, e se me mostrassem isso dizendo que é um jogo obscuro do NES que descobriram só atualmente, é bem provável que eu acreditaria. Praticamente tudo relacionado aos gráficos e a arte desse jogo grita "OLD-SCHOOL!!!", desde a "pixelização" até a direção artística e os designs da maioria dos personagens... Pra você ter uma ideia, um dos inimigos que você pode encontrar é um rato amarrado em uma hélice! Só nos anos 80 uma pessoa que não seja funcionária da Nintendo conseguiria criar uma ameaça tão adorável quanto isso pra botar num video game e ser levada a sério.

Os designs dos personagens principais também são ótimos, em especial os membros da Order of no Quarter que são bastante distintos uns dos outros e possuem características que condizem com seus nomes. Meus favoritos são o Specter Knight que me lembra da Morte nos jogos de Castlevania, o Polar Knight que parece uma versão "Hulk" e viking do próprio Shovel Knight e o Plague Knight que parece uma mistura de mago negro com um daqueles cientistas sinistros que apareceriam em filmes trash de terror ou um episódio de Scooby-Doo.


Os cenários são tão coloridos quanto um jogo dos últimos dias do NES poderia ser, talvez até mais... Eu não sei explicar muito bem, mas quando eu olho pra Shovel Knight e depois olho pra algum outro jogo mais tardio do NES como Megaman 6, Shovel Knight ainda parece que tem mais cores... Talvez tenha mesmo, mas de qualquer forma, é um jogo absurdamente lindo levando em conta que ele quer se manter fiel visualmente aos jogos do NES, os backgrounds também são mais detalhados e profundos do que jogos 8-bit costumam ser, o que tecnicamente deixa Shovel Knight um nível acima, mas ainda faz ele parecer uma evolução, algo meio que intermediário entre o NES e o SNES.

A direção artística tem uma pegada medieval cartunesca que representa perfeitamente bem o mundo do jogo e não chega a parecer algo genérico e/ou sem nada memorável como Fez por exemplo. Apesar dos cenários serem em maior parte tradicionais, alguns têm "twists" novos nesses temas, a fase aquática dele começa como um interior de um submarino, depois vira algo mais escuro e profundo como se você realmente estivesse no fundo do mar, e meio que alterna entre as duas coisas.

Além de que outras fases como as do Specter Knight e Plague Knight são bem únicas, a primeira mencionada em atmosfera por tomar umas dicas de Castlevania e a segunda em cenários no geral, é um laboratório medieval sombrio com um monte de criaturas esquisitas e algumas versões modificadas de inimigos normais.

Steel thy shovel!


Depois da cutscene inicial explicando a história, você já começa em uma fase que funciona como toda boa intro stage de platformers 2D: Um tutorial onde você aprende como joga vendo o que o personagem pode fazer e passando pelos obstáculos conforme o que você sabe que pode fazer. E só com essa fase eu já aprendi que o Shovel Knight pode andar, pular, atacar os inimigos com a pá, assim como também pode (obviamente) cavar pra achar diamantes e outras joias que dão dinheiro tanto dentro daquelas pilhas de terra quanto em blocos de areia. Ele também pode usar a sua pá pra quicar tanto em inimigos causando dano neles quanto em blocos e outros objetos que podem ou não ser quebráveis.

Se o Tio Patinhas estivesse afim de ficar mais rico ainda, era só ele processar o pessoal da Yacht Club aí...

E de quebra, você também pode "cavar" pontos específicos da parede pra abrir caminhos pra outras partes da fase onde normalmente tem um tesouro no fim com mais joias e alguma coisa coletável. Ou seja: Você aprendeu só nessa fase que Shovel Knight é um platformer 2D simples com algumas influências de DuckTales e que encoraja o jogador a explorar os cantos escondidos. Sem a necessidade de uma porra dum tutorial idiota onde você é interrompido o tempo todo pra ser "ensinado" a fazer uma coisa que você aprenderia a fazer em menos de 30 segundos só apertando os botões e vendo o que cada um faz.

Sabe... Isso é provavelmente uma das coisas que eu mais gosto em platformers 2D mais antigos (e uns atuais), eles não ficavam te entediando com tutoriais e te ensinavam a jogar pelas próprias fases. A Central Highway do primeiro Megaman X, a Green Hill no primeiro Sonic, a World 1-1 no primeiro Mario, a Jungle Hijinxs no primeiro Donkey Kong Country... Todas essas fases fazem isso perfeitamente, são "tutoriais" divertidos, eu aprendi a jogar os jogos citados e praticamente todos os outros assim e não morri por isso. O fato de que Shovel Knight já começou com uma fase assim ao invés de começar com essas viadagens de tutoriais pra coisas óbvias do jogo já me deu uma boa primeira impressão.

Então logo depois de passar pela fase e enfrentar o Black Knight numa luta que basicamente põe o que você aprendeu com a fase em prática contra um inimigo mais forte e te ensina a rebater projéteis de volta com a pá... Tem uma das sequências onde o Shovel Knight dorme e ele tem o sonho da Shield Knight caindo que já falei sobre antes, e então depois eu sou colocado em um mapa do mundo com estrutura meio parecida com Super Mario 3, o lugar mais próximo de onde eu tô sendo uma vila. Então nessa vila o jogo vira uma espécie de Zelda II totalmente melhorado, você anda por aí na vila, fala com os NPCs que, ao contrário dos que existem lá em Zelda II, não só dão informações úteis sem ser crípticos demais como alguns até são engraçadinhos. Por exemplo uma mulher que diz que o Shovel Knight tem um "rosto bonito", mesmo que não dê pra ver porque o capacete meio que cobre ele todo... Ou um sapo que conta umas piadas que na verdade são tão ruins que você acaba rindo porque são ruins... Tipo A Praça é Nossa.

Mas o mais importante dessa vila, assim como da outra que você tem acesso mais tarde, é que você pode comprar upgrades pro Shovel Knight. Inicialmente, você só pode aumentar a barra de vida dele comprando Meal Tickets com o Goatician e usando elas no cara que faz a comida especial sagrada [?] que aumenta a vida do Shovel Knight em um ponto. Ou então também pode aumentar a magia dele pra até 100 comprando upgrades do Magicist. Assim como também pode comprar umas sub-armas (Relics) do Chester, de início tem uma vara de pescar e a Chaos Sphere que é um projétil que quica por aí na tela. A primeira fase te dá dinheiro pra comprar um bocado de coisas, mas não tudo aí, então... Pois é, compre o que você achar melhor pro começo e assim começar a encarar o jogo de verdade.

Então depois de sair da vila e voltar pro mapa do mundo... Além da Troupple Pond onde você pode comprar Ichors mágicos do Troupple King pra colocar no cálice se você tiver comprado ele... Tem exatamente duas opções de fases seguintes pra ir: A do King Knight ou a do Specter Knight. E isso me lembrou de outro jogo também da época 8-bit... Megaman, é claro! A diferença é que Shovel Knight não te bota pra escolher qualquer um dos oito bosses que ele tem e sim dois pro primeiro "ato" do jogo e três pros próximos, mas essa não-linearidade da progressão ainda é um elemento que foi obviamente inspirado em Megaman.


Conseguiu notar as semelhanças? DuckTales, Megaman, Super Mario 3 e Zelda II. Sim, Shovel Knight é meio que uma mistura desses jogos, e talvez até um pouco de Castlevania também. Você até poderia condenar Shovel Knight por falta de originalidade, mas a verdade é que eu nem me importo com isso, o jogo já tem uma cara própria, e o gameplay dele não é exatamente uma cópia carbônica dos jogos citados e sim um produto inspirado neles, com a vantagem de que ele pega exatamente o que funcionou nesses jogos e melhora enquanto descarta o que não funcionou, se saindo até melhor do que a maioria deles.

A progressão é basicamente derrotar os chefes disponíveis na ordem que você quiser e aí abrir a próxima parte do mapa onde tem mais três chefes e outros lugares pra você checar além das fases e vilas. As fases, que são a parte principal do jogo, em geral são montadas de modo que replique aqueles desafios de jogos 8-bit, então você vai ver abismos e espinhos por pelo menos 90% do tempo e boa parte dos desafios do jogo se consistem em como você passa pelas seções de platforming usando a sua pá pra quicar em inimigos/objetos, assim como alcançar locais com caminhos alternativos tanto pra achar tesouros valiosos, letras de música pra vender pro bardo ou power-ups quanto pra acessar outros caminhos no geral.

Mas por incrível que pareça, Shovel Knight não torna espinhos e abismos tão irritantes quanto o primeiro Megaman ou Castlevania costumam fazer por exemplo. Eu raramente senti como se o level design do jogo fosse só preguiçoso e botasse um monte de espinhos ou abismos aí pra dizer que é "desafio", eles parecem mais que foram colocados lá como parte do desafio e não O desafio em si, e isso acaba fazendo toda a diferença. Na fase do Plague Knight por exemplo tem uns caldeirões que as tampas meio que pulam pra cima e aí você tem que usar eles como plataformas dando saltos precisos, até você chegar em uma parte com espinhos no teto e aí você tem que pegar o padrão de quais tampas sobem ou não sobem pra poder passar. Tudo isso é possível de fazer de primeira se você for bom o suficente, mas mesmo se a tampa subir e eu acabar morrendo (espinhos nesse jogo são insta-kill)... Eu não vou falar que a culpa foi do jogo porque eu que saí andando sem prestar atenção no que tem ao redor.

E tampouco eu morro por causa dos controles porque eles são perfeitamente bons e oferecem a precisão que você necessita pra passar dos desafios do jogo. Se tem uma coisa que aprendemos com o já mencionado Castlevania, é que certos desafios podem ficar mais frustrantes do que eram pra ser por causa de controles de pulo questionáveis... Como Shovel Knight não cai nessa categoria, dá pra passar pelas fases do jogo sem ficar puto porque os controles ou algum trecho de level design ruim te fez morrer. O que mais chega perto disso é o knockback que acontece quando você sofre dano... Pois é... Isso infelizmente tá aqui, mas as cheap deaths por causa disso não foram tão frequentes aqui quanto normalmente são em outros jogos. Se eu não me engano, foi mais no final boss e na fase do Propeller Knight que o knockback virou um problema ao ponto disso me tirar do sério, é aquela mesma frustração de morrer porque o knockback fez o seu personagem cair diretamente num abismo, mas já que isso foi mantido ao mínimo aqui... Eu posso perdoar.

Até porque Shovel Knight é bem mais indulgente do que os jogos da época 8-bit eram quando se trata de morrer no meio da fase. Em Castlevania, se você morresse, voltava pra fase com seu chicote fodido no level 1 e tinha que sair destruindo velas por aí pra conseguir os upgrades dele de volta, e isso acontecendo lá pelas últimas fases desse jogo é simplesmente uma das coisas mais emputecentes pela qual uma pessoa pode passar... E se desse Game Over, ia de volta lá pro comecinho da fase. Shovel Knight não tem um sistema de vidas extras e tampouco upgrades conseguidos na fase que são perdidos ao morrer, no máximo você perde parte do dinheiro que você conseguiu e é possível recuperar pegando três sacos que você "dropou" ao morrer, de resto... Nada realmente muda, você só volta pro checkpoint e pode tentar quantas vezes quiser, só que se você morrer outra vez sem ter pego os sacos de dinheiro dropados, aí já era, porque os anteriores vão sumir pra sempre e aí os que você dropou na morte de agora vão surgir.

Dependendo de onde você morrer, isso é realmente um pau no cu, porque algumas vezes uns sacos vão parar em lugares onde é quase impossível pegá-los sem morrer de novo no processo, então nesses casos eu ignorei quase chorando... Porque se eu odeio perder dinheiro na vida real, em um jogo onde eu uso esse dinheiro pra comprar uma porrada de coisa que eu vou usar depois não é diferente.

Mas voltando pro level design... As fases têm esses desafios baseados em abismos e espinhos, mas não vive só deles. Cada uma delas tem suas próprias gimmicks e aspectos únicos, a fase do Polar Knight tem uma espécie de estátua que é uma plataforma que você bate com a pá e ela vai pra frente criando um rastro sólido temporário por onde você pode passar, assim usando ela pra se locomover pelo cenário. A fase do Propeller Knight é praticamente toda baseada em uso do vento pra navegar pelo cenário, apesar que alguns trechos dela são meio tentativa e erro. A fase do Specter Knight algumas vezes fica alternando entre ficar totalmente escura ou com a visibilidade normal, o que torna o platforming dela mais desafiador e não te mata por inimigos com posicionamento horrível que não dava pra ver no escuro que nem na maioria dos jogos que usam isso. A fase do Treasure Knight tem uns torpedos que você lança e também pode usar como plataformas, e por aí vai, cada fase do jogo tem uma coisa desse tipo, e me impressiona que ainda tenham criatividade pra conseguir trazer coisas "frescas" à fases com temas batidos assim.

Além de que cada fase tem seus próprios inimigos únicos, a do Plague Knight tem os ratos explosivos do Michael Bay que eu já mencionei, assim como um mago distinto que joga umas poções explosivas em você. A do Polar Knight tem uns inimigos meio "vikings" que te jogam lanças, assim como magos que mandam projéteis de gelo que soltam umas neves pra baixo que podem também te machucar, a do King Knight tem uns magos que mandam bolas de fogo... Na verdade cada fase tem uma variação desses magos de acordo com o "elemento" dela, assim como cada uma também tem variações diferentes de uns cavaleiros que usam escudo e você tem que ter o timing certo pra atingir eles. A variedade dos inimigos nesse jogo é surpreendente levando em conta que eles poderiam simplesmente reusá-los com pequenas alterações.


Mas mesmo com tantas coisas tentando te matar, dá pra passar pela maioria delas sem maiores problemas se por acaso você se importou em conseguir dinheiro o suficiente pra comprar upgrades e/ou explorou as fases pra achar as Relics caso não esteja afim de torrar grana nelas na primeira vila. O Shovel Knight é um personagem versátil pra caralho com o monte de Relics que tem por aqui, além da já mencionada Chaos Sphere, também tem a Fire Wand que manda projéteis de fogo, a Alchemy Coin que é perfeita pra inimigos pequenos que ficam no chão, em particular aqueles malitos ratos, a Phase Locket que te dá uns segundos de invencibilidade, mas é mais útil do que parece ser, a Mobile Gear que serve pra se locomover por cima de espinhos, ir mais rápido e também realizar saltos mais altos, a Propeller Dagger que te permite dar um dash aéreo pra prolongar a distância do seu salto... E a minha favorita que é a War Horn, ela destrói qualquer inimigo que esteja no alcance dela, o que é perfeito pra quando você tá cercado deles, apesar dela ser a que mais drena magia.

No entanto, eu admito que nem todas as Relics são necessariamente úteis o tempo todo, a Dust Knuckles é completamente situacional porque funciona melhor quando tem vários blocos empilhados horizontalmente, eu também raramente uso aqueles Ichors do Troupple King, só o de recuperar a vida na verdade, os outros dois nah. Além disso, também tem as upgrades de pá e as armaduras que dão pra comprar na segunda vila, as da pá consistem em uma que te dá um golpe de pá carregado que (obviamente) causa mais dano nos inimigos, mas você não pode correr enquanto carrega, a segunda te deixa mais forte no sentido de que você não precisa ficar cavando uma pilha de terra várias vezes pra tirar as joias e uma só já sobe tudo, a última te dá um ataque com a pá que é meio que um projétil que você manda no chão e acerta inimigos terrestres à distância, mas você precisa estar com vida cheia pra isso.

As armaduras em maior parte visualmente só mudam de cor... Ou seja, se por acaso você quiser inventar seu próprio ORIGINAL THE CHARACTER baseado em Shovel Knight, o jogo já quase faz esse trabalho pra você mudando a cor da armadura dele!

Agora seriosamente falando, cada armadura tem funcionalidades diferentes. Por exemplo, a armadura vermelha faz com que você perde metade do dinheiro que você perderia morrendo, a roxa dá a ele 50 pontos extras de magia, mas faz com que ele tome mais dano... Então só serve mesmo se por acaso você é MUITO fã de usar Relics... A armadura prateada te dá a habilidade de executar um ataque carregado de cara depois de duas quicadas sucessivas em qualquer coisa, e a melhor parte é que você não anda devagar enquanto esse ataque fica carregando, é a melhor armadura do jogo pra mim porque dá pra fazer uns combos absurdamente efetivos com ela. Também tem a armadura preta que anula o knockback, mas deixa os controles no chão mais escorregadios... Então eu também não uso muito ela. E por último, a armadura dourada... Que... Bem... Não faz nada além de dar uma animação de pulo mais legal pro Shovel Knight.

Ehhh... Dentre essas, eu acho que fico com a prateada mesmo, é provavelmente a única verdadeiramente útil junto com a vermelha. Eu deveria reclamar sobre como eles poderiam ser mais criativos com essas armaduras, porque em maioria elas nem são muito úteis, mas quer saber? Eu já tô feliz por pelo menos ter outras opções, talvez você se divirta mais com alguma armadura que eu ache inútil do que eu... E a armadura prateada ainda é altamente caralhuda, então eu os perdoo.

Além desses upgrades, você também pode ir pra locais opcionais onde você usa a Relic que conseguiu em alguma fase pra passar por fases que fazem bom uso delas e no fim te recompensam com dinheiro. É opcional, mas pra quem quer grana pra comprar as coisas no jogo, nem preciso dizer que é uma das melhores maneiras... Só é meio meh que não dá pra repetir essas partes, mas entendo por que não dá. Além de que também tem algumas "side quests" como a da ameaça dos fantasmas na Hall of the Champions, uma luta no segundo vilarejo com o Mr. Hat, ou então as batalhas contra os andarilhos que você encontra por aí no mapa.

Mas é claro que eu não poderia deixar de citar as lutas contra os bosses, todas elas são ridiculamente divertidas ao mesmo tempo que desafiadoras sem serem injustas em momento algum. Se você decorar o padrão da maioria dos bosses e souber contra-atacar da maneira certa, não vai ter maiores dificuldades contra eles, mas se você se descuidar demais, eles podem te causar mais dano do que Resident Evil 6 causou pra reputação da Capcom. A luta contra o Specter Knight é a minha favorita porque ele tem um padrão realmente difícil de pegar e age consideravelmente rápido, lembro que ele foi o primeiro boss contra quem eu morri porque eu não tava sendo rápido o suficiente pra acertar ele muito... Mas quando eu conseguir passar, foi fodidamente satisfatório. Nenhuma outra luta contra boss foi difícil pra mim a esse ponto, mas eu gostei de todas elas, minha segunda favorita sendo a do Polar Knight.

... Bem, tem a luta contra o final boss também que eu acharia boa se eu não tivesse morrido por causa do knockback tantas vezes nela... Aliás, eu também morri por causa do knockback numa sala antes dela que fazia com que uns blocos que tavam entre as plataformas fossem na sua direção e te causassem dano, eu tive que memorizar a ordem dessa merda porque quanto menos blocos, mais buracos ficavam no cenário, até que faltavam poucos e então eu começava a morrer porque o knockback me levou pra um abismo.

Acho que é só isso... O jogo tem uns extras tipo colocar seu nome como "WSWWAEAW" e abrir o Butt Mode onde várias palavras são trocadas por "Butt", então o jogo fica meio que engraçado porque algumas frases mudam e tal. Também tem uma porrada de cheats, incluindo um que faz com que a pá quique sobre qualquer superfície, deixando ela mais parecida com o pogo do Tio Patinhas. E de quebra tem o New Game+, mas fiquei decepcionado com esse porque é só um Hard Mode que não muda quase nada exceto que os inimigos causam mais dano e as bandejas com comida agora têm bombas dentro. Eu esperava algo mais, mas deve servir pra quem achou o jogo normal fácil demais.

Outra coisa que me decepcionou é que esse jogo é curto pra caralho... Mesmo com o conteúdo extra e tal, eu queria que a campanha principal fosse mais longa, ainda mais porque o New Game+ não me motiva muito a querer rejogar já que ele não muda nada além do que eu já mencionei antes. A duração é decente pra um jogo retro, mas olha pra Super Meat Boy por exemplo, ele dura bem mais tempo e tem bem mais conteúdo extra... Ainda que talvez você possa botar a culpa da duração na dificuldade.

Um jogo retro precisa soar como um também


A trilha sonora é uma das coisas que eu ouvia falar bastante antes mesmo de Shovel Knight lançar porque quem a Manami Matsumae tava envolvida com ela... Pra quem não sabe, essa é a compositora dos jogos clássicos do Megaman pro NES. Mas pelo visto, ela só estava envolvida mesmo, quem compôs a maior parte da OST foi o Jake Kauffman, conhecido por compôr as músicas dos jogos da Shantae e Double Dragon Neon. Não sou familiar com o trabalho desse cara, mas Shovel Knight foi uma boa introdução a isso pra mim.

As músicas soam exatamente como você esperaria de uma trilha sonora de um jogo de NES: Som 8-bit, músicas curtas ao mesmo tempo que memoráveis e contagiosas e aquele feeling "mágico" que só jogos assim conseguem ter. Apesar de eu gostar da maior parte das músicas, as das fases do Treasure Knight e do Plague Knight que foram compostas pela Manami são as minhas favoritas, eu consigo até imaginar elas tocando em um jogo do Megaman clássico e se encaixando perfeitamente nele.

Interessantemente, tem uma versão com arranjos de verdade caso o som 8-bit não seja lá do seu agrado. E as músicas soam até melhores ainda com instrumentos reais, mas acho que pra esse jogo, as versões 8-bit são melhores e mais apropriadas.

Considerações finais

Se você gosta de jogos da velha guarda, não tem como Shovel Knight não te agradar, essa porra é uma carta de amor às pessoas que gostam desses jogos! Quando Super Meat Boy foi lançado, muita gente reclamou e disse que é uma merda porque o jogo é difícil demais, mas agora não tem desculpa, esse jogo literalmente pega tudo o que deu certo nos clássicos do NES e junta enquanto minimiza boa parte dos problemas deles. Diabos, eu mesmo nem vivi a época 8-bit porque nasci bem depois dela, nem por isso eu deixei de apreciar Shovel Knight.

O fato de que eu joguei Shovel Knight intermediariamente enquanto perdia meu tempo com Megaman X6 só me fez apreciar ainda mais o modo como esse jogo é desafiador sem ser injusto em quase momento algum. Eu realmente espero que tenha uma sequência, porque o pessoal da Yacht Club merece depois desse esforço de conseguirem criar um platformer retro que se destaque em meio a tantos outros atualmente.

Apesar dos meus pequenos problemas e decepções... Shovel Knight é bem provavelmente o meu jogo favorito de 2014. Ainda que isso não queira dizer muita coisa porque esse tá sendo um dos anos mais sem graça pra jogos nos últimos tempos e os jogos que lançaram em maior parte foram desinteressantes... Até mesmo Watch Dogs que eu pensei que seria bom acabou sendo uma bosta bugada e eu não tô nem com vontade de escrever uma review dele aqui. Talvez melhore lá pelo fim do ano quando lançar Hyrule Warriors e Super Smash Bros., mas eu provavelmente vou demorar pra jogar esses jogos já que eu não tenho um Wii U e dependo do meu primo pra isso.

De qualquer forma... Shovel Knight é um dos poucos jogos indie que ganharam meu respeito, precisamos de mais desses, por favor.

Prós:
+ Gráficos e arte com personalidade própria.
+ Enredo divertido apesar de simples.
+ Pega exatamente o que funcionou nos jogos da era 8-bit e descarta a maior parte do que não funcionou.
+ Bosses desafiadores.
+ Trilha sonora tão memorável quanto a de qualquer clássico do NES.
+ Quantidade saudável de conteúdo.

Contras:
- Mortes por causa do knockback continuam sendo tão irritantes quanto sempre foram.
- Eu sei que o jogo era pra ser old-school, mas... Por que tão curto?
- O New Game+ poderia ter sido um grande incentivo pra replay, mas acabou sendo só um Hard Mode com diferenças mínimas.

Gráficos: 9/10
Enredo: 7/10
Gameplay: 9/10
Som: 10/10
Conteúdo extra: 7/10
Veredicto:

{ 38 comentários }

  1. tbm acho jogo indie uma merda cara tamo junto

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  2. Esse jogo é lindo!

    Já que você não jogou Cave Story ainda, recomendo que jogue, é o melhor jogo retro de todos até agora.

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    Respostas
    1. Cave Story <3

      Se o Ryu falar mal desse jogo, eu castro ele.

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    2. Eu vou jogar Cave Story um dia, só preciso arrumar tempo e paciência pra isso.

      E Ciel, você não teria coragem de me castrar, abraços.

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    3. Olhe rapaz, não duvide da minha pessoa, ok?

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    4. Ao invés disso faz uma vasectomia em mim, não quero ter filhos mesmo.

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    5. Cara... Olha as coisas que você fala... HEAUHEOIUAHEIUAHEIOUAEIHU

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    6. Que foi? Algum problema com minha falta de interesse em ter filhos?

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  3. Parece bem legal, mas... Meh... Eu não consigo gostar de jogo indie... FORA ONIKEN. AÍ JÁ É OUTRO NÍVEL, PORRA.

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  4. Ah Ryu, Fez é legal, vai... o Phil Fish é um bostão mas isso não influencia a qualidade do jogo dele.

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    1. Não tem porra nenhuma naquele jogo além de uns puzzles ridiculamente simples envolvendo a gimmick da tela giratória lá, até se morrer nisso você volta pra exatamente onde você tava quando morreu da última vez, não tem consequência alguma pra morte aí.

      Tem um jogo em flash que eu esqueci o nome, mas é no mesmo estilo que Fez e é muito melhor.

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    2. FEZ ta mais pra FEZes

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  5. "se vendem como "arte" e fingem que são mais profundos do que a vagina da Zoe Quinn"


    PORRA, MITOU
    EAUEAHEUAHEUAEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUEHAUHEUAHEUAHEUA

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  6. Eu não gosto do Super Meat Boy não, mas vou testar esse joguin

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  7. Eu achei esse jogo difícil e até hoje não terminei

    Sou mto casual?

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    1. Meua migo, você só é casual demais quando desiste de um jogo por ser difícil.

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    2. Agora que eu me lembrei, nunca passei do primeiro coyso no Shadow of the Colossus.

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    3. ryu se já jogou plants vs zombies?

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    4. Nope, Plants vs Zombies não parece ser muito meu tipo de jogo.

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    5. Já joguei Plants vs Zombies e achei...meh, nem bom nem ruim. A estratégia do jogo começa legal, mas depois de um tempo fica meio que repetitivo, e pra ser honesto, não gostei muito da interface dele também não. Pra compensar, o humor do jogo é muito bom, além dos gráficos serem bonitinhos até. Acho que Plants vs Zombies realmente foi feito pro público mais 'casual', vai saber...

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    6. é pelo menos pra mim um dos melhores indies... claro que shovel knight e oniken são melhores

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  8. Esse é um daqueles jogos que provam que até nos tempos de hoje os jogos estilo 8-bit podem ser divertidos independente de sua época. Ducktales Remastered devia aprender com esses caras.

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    1. Talvez a WayForward se redima com o novo Shantae que vai sair.

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    2. Nunca joguei Shatae, tem algum clássico fácil de emular?

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    3. O 1 é pra Game Boy Color, tem como emular ele no Visual Boy Advance

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  9. Journey é um jogo inovador e complexo demais pra pessoas como você, melhor não jogar mesmo. :)

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    1. "Journey é um jogo complexo, inteligente e inovador. Não vou explicar a complexidade ou no que ele inova porque é só pra pessoas especiais como eu."

      2deep4me

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  10. E ai Ryu! Cade as atualizações sobre Sonic Boom? =P

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    1. Meu interesse em Sonic Boom é tão grande quanto a quantidade de esforço que a Big Red Button tá colocando nele.

      Ou seja: 0.

      Mas eu vou fazer um único post sobre o assunto, só tô esperando o momento certo.

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  11. Caro Ryu fodão:
    Adorei esse blog desculpe se eu não costumo comentar. Conheci vocês quando me irritei com certo jogo ruim pesquisei e vi que eu não era o único. Achei ótimo o blog :) Também curti a idéia de Shovel Knight, mas vou compra-lo quando comprar meu Wii U ou 3DS ( não sei qual vai ser primeiro). Eu te indico outro jogo indie que não é porcaria não: Aos moldes de Contra, Ninja Gaiden entre tantos outros jogos bons e difíceis do nintendinho:
    Oniken
    Vai lá na steam compra que eu achei muito bom... Joga a demo primeiro e vê o que você acha. Minha primeira impressão é que o jogo seria impossível mais não é assim não é que nem MegaMan depois de algunm tempo vocês se acostuma esporo que goste se gostar faça um artigo PF...

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    1. Em pensar que um jogo tão foda desses é HUEHUE BRBR, né?

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    2. Tem bastante gente recomendando esse jogo pra mim depois desse post. Eu vou me lembrar de baixar ele depois e jogar, por agora eu tô um pouco "cheio" e tem uns posts que eu preciso terminar/refazer.

      Mas valeu aí.

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  12. Ei Ryu, tem um jogo Indie que lançou esse ano em 8-Bits nesse estilo também chamado "Castle In The Darkness", ele é um Metroidvania com uns cenários bem estilo Castlevania mesmo.

    Eu sei o quanto você odeia Metroidvanias com pouco senso de direção e te deixam perdido no mapa, mas é praticamente impossivel ficar perdido nesse jogo. A trilha-sonora também é muito boa (o jogo todo incluindo as OST's foram feitas por aquele cara que compos a trilha do "The Binding of Isaac"), tem boas boss fights, e é bem desafiador. O jogo não é muito extenso, mas tem um New Game+ com algumas boas adições.

    Recomendo bastante ^^

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    1. Pra mim depende, se o jogo for sem senso de direção porque é mal feito, que nem Castlevania II por exemplo, aí realmente é uma merda. Agora se o jogo não te der muito senso de direção porque essa é a proposta dele e você consegue se guiar da mesma forma, então eu aprecio da mesma forma.

      Vou dar uma olhada se por acaso tiver oportunidade, valeu pela recomendação.

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  13. Sobre o black knight pelo q eu entendi ele tava protegendo a encrantress/shield knight achando q o shovel knight iria mata-la

    ps. limbo é muito bom a dificuldade aumenta gradativamente

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  14. Uma das melhores coisas que fiz foi ter comprado esse jogo na PSN. Assim como o Ryu, eu estou prestes a zerá-lo pela segunda vez. Vale muito a pena, recomendo!

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