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Archive for Agosto 2014

Shovel Knight

By : Ryu

Essa... Tá sendo a primeira vez que eu falo de um jogo Indie nesse blog, não é mesmo? Bem... Pois é, eu acho que preciso explicar o porquê disso.

A verdade é que... Eu pessoalmente não sou muito fã de jogos Indie, não consigo ver o apelo na maioria deles e a maioria dos que eu joguei foram incrivelmente chatos e uber pretensiosos no sentido de que eles se vendem como "arte" e fingem que são mais profundos do que a vagina da Zoe Quinn quando na verdade eles só são monumentalmente tediosos e até repetitivos.

Caso você esteja curioso, os jogos a que me refiro são essencialmente Fez, The Path, Flower, Journey (apesar que esse eu joguei bem pouco), Limbo e The Graveyard... Jogos que foram aclamados pela crítica por algum motivo e quando eu joguei só disse "Meh" e nem cheguei a terminar por excesso de desinteresse.

Mas existem jogos Indie que me agradam, eu acho que Braid parece interessante e ainda sinto vontade de jogar isso, joguei Super Meat Boy e gostei e... Acho que só esses pelo que eu me lembro. Mas ok, Super Meat Boy... Por que exatamente eu gostei desse jogo? Porque ele não ficava me matando de tédio tentando ser 2deep4u e nada dessas merdas, só era um jogo Indie com estilo retro baseado na era 8-bit especialmente no quesito de dificuldade, porém não tornando isso uma experiência frustrante como boa parte dos jogos 8-bit faziam.

O gameplay era viciante, o humor do jogo era fantástico com várias referências a outros jogos retro, Super Meat Boy era divertido pra caralho. E é apenas isso, um jogo absurdamente divertido! Tem gameplay nessa porra, eu não tô andando lentamente num deserto vazio fingindo que eu tô tendo uma experiência incomum e profunda e nem nada disso. Diabos, eu acho até que desenvolvedoras grandes já fizeram isso de jogos "arte" bem melhor do que esses desenvolvedores Indie, a Sony mesmo fez Shadow of the Colossus que eu considero como um ótimo jogo ao mesmo tempo que cai nessa categoria de jogos "arte".

Enfim... Recentemente, um jogo Indie chamado Shovel Knight, feito pela Yacht Club Games, virou o flavor of the month com um monte de reviews positivas e pessoas comentando sobre por todo lado. Inicialmente eu pensei "Esse jogo não pode ser como os jogos Indie típico com um nome desses." e fui ver do que diabos isso se trata, e então me deparo com um vídeo dos Game Grumps mostrando um jogo 8-bit protagonizado por um cavaleiro que usa uma pá como arma e luta contra um monte de inimigos bizarros.

Aquilo instantaneamente despertou meu interesse porque eu não tava vendo nenhuma das merdas "artísticas" que eu vi na maioria dos outros jogos Indie que eu joguei, então não perdi meu tempo em correr atrás desse bendito jogo Indie que não se porta como jogo Indie! Então eu joguei Shovel Knight, terminei exatamente duas vezes até agora e cá estou eu falando desse jogo.

Se eu gostei desse jogo? Bem... Eu disse que terminei duas vezes, porra! O que você acha?

Enfim... Eu acho que com essa declaração sobre jogos Indie eu acabei de fazer mais inimigos do que eu já fiz com outros posts aí, mas... Fazer o que? É a vida.

Um conto de almas e pás


Há muito tempo atrás... Porque toda história que se preze se passa há muito tempo atrás, especialmente essas com temas medievais... As terras de... Pera, qual é o nome do ambiente em que esse jogo se passa? Pelo visto não tem nome, então vou nomear esse lugar de Acre. Pode falar o quão previsível isso foi nos comentários aí e que falar do Acre em pleno século 2014 é tosquice porque a inexistência dele já foi comprovada há tempos. Mas é porque eu tô sem ideias boas pra piadas hoje mesmo.

Enfim, nas terras do Acre, haviam vários bravos aventureiros que embarcavam em várias aventuras e aprontavam altas confusões no pedaço atrás de tesouros e coisas do tipo. Entre esses malucos, duas figuras estavam entre as mais notáveis: Shovel Knight, um cavaleiro de armadura azul que usa uma pá, e Shield Knight, uma cavaleira que usa seu escudo. Esses dois sempre andavam e encaravam qualquer coisa juntos e exploravam por aí atrás de qualquer coisa valiosa que aparecesse por aí.

Um certo dia, Shovel Knight e Shield Knight resolveram explorar uma torre sinistra chamada Tower of Fate, eles acabam tendo que lidar com o Roboteni- digo... Com uma magia negra altamente poderosa. No meio dessa treta toda, o Shovel Knight ficou inconsciente e quando acordou viu que a sua companheira já não estava mais lá e não podia ser encontrada em lugar algum. Assim julgando que Shield Knight provavelmente virou presunto, ele continuou sua vida como um cavaleiro solitário e deprimido.

Só que depois de um tempo, surgiu uma nova vilã malvada pra caralho conhecida como Enchantress junto com seu grupo de cavaleiros: King Knight, Spectre Knight, Treasure Knight, Plague Knight, Propeller Knight, Polar Knight, Tinker Knight e Mole Knight. Essa nova ameaça se auto-entitula como Order of no Quarter, um dos nomes mais estúpidos e ao mesmo tempo criativos pra se colocar em um grupo de qualquer coisa que eu vejo há um bom tempo.

Nisso, o nosso herói azul resolve entrar em ação de novo e lutar contra essa nova ameaça, rumo à Tower of Fate onde a Enchantress se encontra. Mas antes disso, Shovel Knight acaba se trombando com seu recolor preto, o Black Knight, que assim como todo personagem versão "negativa" do protagonista, é o seu maior rival e está o enfrentando por motivos pessoais obscuros.

Pra falar a verdade... É isso, a clássica história presente em um monte de jogos dos anos 80 de salvar a donzela em perigo das garras do MAAAAL, só que com um pequeno twist perto do final que eu não vou falar aqui pra evitar spoilers. No entanto, o que me faz gostar dessa história é o fato dela ter mais presença no jogo e se importar em dar personalidades distintas pra cada um dos personagens, inclusive alguns NPCs específicos como por exemplo o bardo que fica na primeira vila do jogo e outros viajantes misteriosos que você pode enfrentar por aí no mapa.

Mas é claro que os personagens principais são o foco aqui e, apesar de estereotipados, eles são carismáticos o suficiente pra me manter interessado no mundo desse jogo. O King Knight é o playboy orgulhoso, o Specter Knight é o cara frio e cruel, o Polar Knight é um velho amigo/rival do nosso herói que foi pro lado do mal por algum motivo, o Plague Knight é o inteligentão, o Propeller Knight é o viadão e por aí vai... Então temos o próprio Shovel Knight que é um daqueles cavaleiros honoráveis, a Shield Knight que tecnicamente é uma "personagem feminina forte", o Black Knight que parece ter relação com ambos e age como vilão na maior parte do tempo... E a Enchantress que é a vilã que faz merda por aí.

Apesar de ter tanto desenvolvimento de personagens quanto o desenho do Pica Pau, Shovel Knight ainda assim conseguiu fazer com que eu me importe com a história que acontece aqui por causa do ar de mistério que ele passa durante isso tudo e dos já mencionados personagens. Um dos momentos em que a narrativa do jogo é simples ao mesmo tempo que efetiva e bem encaixada com o próprio gameplay é naquelas partes onde o Shovel Knight dorme e tem um sonho onde a Shield Knight está caindo do céu por algum motivo e você precisa controlar ele com o objetivo de pegá-la. Foi uma coisa tão simples porém ao mesmo tempo emocional que eu realmente comecei a me sentir envolvido com isso tudo.

Mas... Eu vou dizer que algumas coisas ainda não ficaram exatamente claras nisso aí. Eu não entendi qual é a do Black Knight e o jogo nem fala muita coisa dele, só que ele tem alguma relação com o Shovel Knight e a Shield Knight... Depois de um tempo ele meio que some sem mais e nem menos, e isso foi meio "meh" considerando que esse jogo tava fazendo um bom trabalho com seus personagens até agora. Bem... Tem sempre uma sequência pra expandir essas coisas e tal, eu acho.

Parece até que eu voltei no tempo


Acho que você já ouviu falar disso antes, mas Shovel Knight é um jogo indie com visuais retro... Yep, deve ser pelo menos o terceiro desses que você vê por aí. Mas quer saber? Isso é uma das coisas que eu até aprecio nesse tipo de jogo, talvez porque muitas desenvolvedoras grandes achariam uma completa maluquice usar visuais retro em um jogo que fosse lançado atualmente, mas esses caras não. Isso me lembra que tem Cave Story e eu ainda preciso jogar esse jogo... Um dia eu me lembrarei de checar ele.

De qualquer forma, Shovel Knight é tecnicamente um jogo 8-bit, e se me mostrassem isso dizendo que é um jogo obscuro do NES que descobriram só atualmente, é bem provável que eu acreditaria. Praticamente tudo relacionado aos gráficos e a arte desse jogo grita "OLD-SCHOOL!!!", desde a "pixelização" até a direção artística e os designs da maioria dos personagens... Pra você ter uma ideia, um dos inimigos que você pode encontrar é um rato amarrado em uma hélice! Só nos anos 80 uma pessoa que não seja funcionária da Nintendo conseguiria criar uma ameaça tão adorável quanto isso pra botar num video game e ser levada a sério.

Os designs dos personagens principais também são ótimos, em especial os membros da Order of no Quarter que são bastante distintos uns dos outros e possuem características que condizem com seus nomes. Meus favoritos são o Specter Knight que me lembra da Morte nos jogos de Castlevania, o Polar Knight que parece uma versão "Hulk" e viking do próprio Shovel Knight e o Plague Knight que parece uma mistura de mago negro com um daqueles cientistas sinistros que apareceriam em filmes trash de terror ou um episódio de Scooby-Doo.


Os cenários são tão coloridos quanto um jogo dos últimos dias do NES poderia ser, talvez até mais... Eu não sei explicar muito bem, mas quando eu olho pra Shovel Knight e depois olho pra algum outro jogo mais tardio do NES como Megaman 6, Shovel Knight ainda parece que tem mais cores... Talvez tenha mesmo, mas de qualquer forma, é um jogo absurdamente lindo levando em conta que ele quer se manter fiel visualmente aos jogos do NES, os backgrounds também são mais detalhados e profundos do que jogos 8-bit costumam ser, o que tecnicamente deixa Shovel Knight um nível acima, mas ainda faz ele parecer uma evolução, algo meio que intermediário entre o NES e o SNES.

A direção artística tem uma pegada medieval cartunesca que representa perfeitamente bem o mundo do jogo e não chega a parecer algo genérico e/ou sem nada memorável como Fez por exemplo. Apesar dos cenários serem em maior parte tradicionais, alguns têm "twists" novos nesses temas, a fase aquática dele começa como um interior de um submarino, depois vira algo mais escuro e profundo como se você realmente estivesse no fundo do mar, e meio que alterna entre as duas coisas.

Além de que outras fases como as do Specter Knight e Plague Knight são bem únicas, a primeira mencionada em atmosfera por tomar umas dicas de Castlevania e a segunda em cenários no geral, é um laboratório medieval sombrio com um monte de criaturas esquisitas e algumas versões modificadas de inimigos normais.

Steel thy shovel!


Depois da cutscene inicial explicando a história, você já começa em uma fase que funciona como toda boa intro stage de platformers 2D: Um tutorial onde você aprende como joga vendo o que o personagem pode fazer e passando pelos obstáculos conforme o que você sabe que pode fazer. E só com essa fase eu já aprendi que o Shovel Knight pode andar, pular, atacar os inimigos com a pá, assim como também pode (obviamente) cavar pra achar diamantes e outras joias que dão dinheiro tanto dentro daquelas pilhas de terra quanto em blocos de areia. Ele também pode usar a sua pá pra quicar tanto em inimigos causando dano neles quanto em blocos e outros objetos que podem ou não ser quebráveis.

Se o Tio Patinhas estivesse afim de ficar mais rico ainda, era só ele processar o pessoal da Yacht Club aí...

E de quebra, você também pode "cavar" pontos específicos da parede pra abrir caminhos pra outras partes da fase onde normalmente tem um tesouro no fim com mais joias e alguma coisa coletável. Ou seja: Você aprendeu só nessa fase que Shovel Knight é um platformer 2D simples com algumas influências de DuckTales e que encoraja o jogador a explorar os cantos escondidos. Sem a necessidade de uma porra dum tutorial idiota onde você é interrompido o tempo todo pra ser "ensinado" a fazer uma coisa que você aprenderia a fazer em menos de 30 segundos só apertando os botões e vendo o que cada um faz.

Sabe... Isso é provavelmente uma das coisas que eu mais gosto em platformers 2D mais antigos (e uns atuais), eles não ficavam te entediando com tutoriais e te ensinavam a jogar pelas próprias fases. A Central Highway do primeiro Megaman X, a Green Hill no primeiro Sonic, a World 1-1 no primeiro Mario, a Jungle Hijinxs no primeiro Donkey Kong Country... Todas essas fases fazem isso perfeitamente, são "tutoriais" divertidos, eu aprendi a jogar os jogos citados e praticamente todos os outros assim e não morri por isso. O fato de que Shovel Knight já começou com uma fase assim ao invés de começar com essas viadagens de tutoriais pra coisas óbvias do jogo já me deu uma boa primeira impressão.

Então logo depois de passar pela fase e enfrentar o Black Knight numa luta que basicamente põe o que você aprendeu com a fase em prática contra um inimigo mais forte e te ensina a rebater projéteis de volta com a pá... Tem uma das sequências onde o Shovel Knight dorme e ele tem o sonho da Shield Knight caindo que já falei sobre antes, e então depois eu sou colocado em um mapa do mundo com estrutura meio parecida com Super Mario 3, o lugar mais próximo de onde eu tô sendo uma vila. Então nessa vila o jogo vira uma espécie de Zelda II totalmente melhorado, você anda por aí na vila, fala com os NPCs que, ao contrário dos que existem lá em Zelda II, não só dão informações úteis sem ser crípticos demais como alguns até são engraçadinhos. Por exemplo uma mulher que diz que o Shovel Knight tem um "rosto bonito", mesmo que não dê pra ver porque o capacete meio que cobre ele todo... Ou um sapo que conta umas piadas que na verdade são tão ruins que você acaba rindo porque são ruins... Tipo A Praça é Nossa.

Mas o mais importante dessa vila, assim como da outra que você tem acesso mais tarde, é que você pode comprar upgrades pro Shovel Knight. Inicialmente, você só pode aumentar a barra de vida dele comprando Meal Tickets com o Goatician e usando elas no cara que faz a comida especial sagrada [?] que aumenta a vida do Shovel Knight em um ponto. Ou então também pode aumentar a magia dele pra até 100 comprando upgrades do Magicist. Assim como também pode comprar umas sub-armas (Relics) do Chester, de início tem uma vara de pescar e a Chaos Sphere que é um projétil que quica por aí na tela. A primeira fase te dá dinheiro pra comprar um bocado de coisas, mas não tudo aí, então... Pois é, compre o que você achar melhor pro começo e assim começar a encarar o jogo de verdade.

Então depois de sair da vila e voltar pro mapa do mundo... Além da Troupple Pond onde você pode comprar Ichors mágicos do Troupple King pra colocar no cálice se você tiver comprado ele... Tem exatamente duas opções de fases seguintes pra ir: A do King Knight ou a do Specter Knight. E isso me lembrou de outro jogo também da época 8-bit... Megaman, é claro! A diferença é que Shovel Knight não te bota pra escolher qualquer um dos oito bosses que ele tem e sim dois pro primeiro "ato" do jogo e três pros próximos, mas essa não-linearidade da progressão ainda é um elemento que foi obviamente inspirado em Megaman.


Conseguiu notar as semelhanças? DuckTales, Megaman, Super Mario 3 e Zelda II. Sim, Shovel Knight é meio que uma mistura desses jogos, e talvez até um pouco de Castlevania também. Você até poderia condenar Shovel Knight por falta de originalidade, mas a verdade é que eu nem me importo com isso, o jogo já tem uma cara própria, e o gameplay dele não é exatamente uma cópia carbônica dos jogos citados e sim um produto inspirado neles, com a vantagem de que ele pega exatamente o que funcionou nesses jogos e melhora enquanto descarta o que não funcionou, se saindo até melhor do que a maioria deles.

A progressão é basicamente derrotar os chefes disponíveis na ordem que você quiser e aí abrir a próxima parte do mapa onde tem mais três chefes e outros lugares pra você checar além das fases e vilas. As fases, que são a parte principal do jogo, em geral são montadas de modo que replique aqueles desafios de jogos 8-bit, então você vai ver abismos e espinhos por pelo menos 90% do tempo e boa parte dos desafios do jogo se consistem em como você passa pelas seções de platforming usando a sua pá pra quicar em inimigos/objetos, assim como alcançar locais com caminhos alternativos tanto pra achar tesouros valiosos, letras de música pra vender pro bardo ou power-ups quanto pra acessar outros caminhos no geral.

Mas por incrível que pareça, Shovel Knight não torna espinhos e abismos tão irritantes quanto o primeiro Megaman ou Castlevania costumam fazer por exemplo. Eu raramente senti como se o level design do jogo fosse só preguiçoso e botasse um monte de espinhos ou abismos aí pra dizer que é "desafio", eles parecem mais que foram colocados lá como parte do desafio e não O desafio em si, e isso acaba fazendo toda a diferença. Na fase do Plague Knight por exemplo tem uns caldeirões que as tampas meio que pulam pra cima e aí você tem que usar eles como plataformas dando saltos precisos, até você chegar em uma parte com espinhos no teto e aí você tem que pegar o padrão de quais tampas sobem ou não sobem pra poder passar. Tudo isso é possível de fazer de primeira se você for bom o suficente, mas mesmo se a tampa subir e eu acabar morrendo (espinhos nesse jogo são insta-kill)... Eu não vou falar que a culpa foi do jogo porque eu que saí andando sem prestar atenção no que tem ao redor.

E tampouco eu morro por causa dos controles porque eles são perfeitamente bons e oferecem a precisão que você necessita pra passar dos desafios do jogo. Se tem uma coisa que aprendemos com o já mencionado Castlevania, é que certos desafios podem ficar mais frustrantes do que eram pra ser por causa de controles de pulo questionáveis... Como Shovel Knight não cai nessa categoria, dá pra passar pelas fases do jogo sem ficar puto porque os controles ou algum trecho de level design ruim te fez morrer. O que mais chega perto disso é o knockback que acontece quando você sofre dano... Pois é... Isso infelizmente tá aqui, mas as cheap deaths por causa disso não foram tão frequentes aqui quanto normalmente são em outros jogos. Se eu não me engano, foi mais no final boss e na fase do Propeller Knight que o knockback virou um problema ao ponto disso me tirar do sério, é aquela mesma frustração de morrer porque o knockback fez o seu personagem cair diretamente num abismo, mas já que isso foi mantido ao mínimo aqui... Eu posso perdoar.

Até porque Shovel Knight é bem mais indulgente do que os jogos da época 8-bit eram quando se trata de morrer no meio da fase. Em Castlevania, se você morresse, voltava pra fase com seu chicote fodido no level 1 e tinha que sair destruindo velas por aí pra conseguir os upgrades dele de volta, e isso acontecendo lá pelas últimas fases desse jogo é simplesmente uma das coisas mais emputecentes pela qual uma pessoa pode passar... E se desse Game Over, ia de volta lá pro comecinho da fase. Shovel Knight não tem um sistema de vidas extras e tampouco upgrades conseguidos na fase que são perdidos ao morrer, no máximo você perde parte do dinheiro que você conseguiu e é possível recuperar pegando três sacos que você "dropou" ao morrer, de resto... Nada realmente muda, você só volta pro checkpoint e pode tentar quantas vezes quiser, só que se você morrer outra vez sem ter pego os sacos de dinheiro dropados, aí já era, porque os anteriores vão sumir pra sempre e aí os que você dropou na morte de agora vão surgir.

Dependendo de onde você morrer, isso é realmente um pau no cu, porque algumas vezes uns sacos vão parar em lugares onde é quase impossível pegá-los sem morrer de novo no processo, então nesses casos eu ignorei quase chorando... Porque se eu odeio perder dinheiro na vida real, em um jogo onde eu uso esse dinheiro pra comprar uma porrada de coisa que eu vou usar depois não é diferente.

Mas voltando pro level design... As fases têm esses desafios baseados em abismos e espinhos, mas não vive só deles. Cada uma delas tem suas próprias gimmicks e aspectos únicos, a fase do Polar Knight tem uma espécie de estátua que é uma plataforma que você bate com a pá e ela vai pra frente criando um rastro sólido temporário por onde você pode passar, assim usando ela pra se locomover pelo cenário. A fase do Propeller Knight é praticamente toda baseada em uso do vento pra navegar pelo cenário, apesar que alguns trechos dela são meio tentativa e erro. A fase do Specter Knight algumas vezes fica alternando entre ficar totalmente escura ou com a visibilidade normal, o que torna o platforming dela mais desafiador e não te mata por inimigos com posicionamento horrível que não dava pra ver no escuro que nem na maioria dos jogos que usam isso. A fase do Treasure Knight tem uns torpedos que você lança e também pode usar como plataformas, e por aí vai, cada fase do jogo tem uma coisa desse tipo, e me impressiona que ainda tenham criatividade pra conseguir trazer coisas "frescas" à fases com temas batidos assim.

Além de que cada fase tem seus próprios inimigos únicos, a do Plague Knight tem os ratos explosivos do Michael Bay que eu já mencionei, assim como um mago distinto que joga umas poções explosivas em você. A do Polar Knight tem uns inimigos meio "vikings" que te jogam lanças, assim como magos que mandam projéteis de gelo que soltam umas neves pra baixo que podem também te machucar, a do King Knight tem uns magos que mandam bolas de fogo... Na verdade cada fase tem uma variação desses magos de acordo com o "elemento" dela, assim como cada uma também tem variações diferentes de uns cavaleiros que usam escudo e você tem que ter o timing certo pra atingir eles. A variedade dos inimigos nesse jogo é surpreendente levando em conta que eles poderiam simplesmente reusá-los com pequenas alterações.


Mas mesmo com tantas coisas tentando te matar, dá pra passar pela maioria delas sem maiores problemas se por acaso você se importou em conseguir dinheiro o suficiente pra comprar upgrades e/ou explorou as fases pra achar as Relics caso não esteja afim de torrar grana nelas na primeira vila. O Shovel Knight é um personagem versátil pra caralho com o monte de Relics que tem por aqui, além da já mencionada Chaos Sphere, também tem a Fire Wand que manda projéteis de fogo, a Alchemy Coin que é perfeita pra inimigos pequenos que ficam no chão, em particular aqueles malitos ratos, a Phase Locket que te dá uns segundos de invencibilidade, mas é mais útil do que parece ser, a Mobile Gear que serve pra se locomover por cima de espinhos, ir mais rápido e também realizar saltos mais altos, a Propeller Dagger que te permite dar um dash aéreo pra prolongar a distância do seu salto... E a minha favorita que é a War Horn, ela destrói qualquer inimigo que esteja no alcance dela, o que é perfeito pra quando você tá cercado deles, apesar dela ser a que mais drena magia.

No entanto, eu admito que nem todas as Relics são necessariamente úteis o tempo todo, a Dust Knuckles é completamente situacional porque funciona melhor quando tem vários blocos empilhados horizontalmente, eu também raramente uso aqueles Ichors do Troupple King, só o de recuperar a vida na verdade, os outros dois nah. Além disso, também tem as upgrades de pá e as armaduras que dão pra comprar na segunda vila, as da pá consistem em uma que te dá um golpe de pá carregado que (obviamente) causa mais dano nos inimigos, mas você não pode correr enquanto carrega, a segunda te deixa mais forte no sentido de que você não precisa ficar cavando uma pilha de terra várias vezes pra tirar as joias e uma só já sobe tudo, a última te dá um ataque com a pá que é meio que um projétil que você manda no chão e acerta inimigos terrestres à distância, mas você precisa estar com vida cheia pra isso.

As armaduras em maior parte visualmente só mudam de cor... Ou seja, se por acaso você quiser inventar seu próprio ORIGINAL THE CHARACTER baseado em Shovel Knight, o jogo já quase faz esse trabalho pra você mudando a cor da armadura dele!

Agora seriosamente falando, cada armadura tem funcionalidades diferentes. Por exemplo, a armadura vermelha faz com que você perde metade do dinheiro que você perderia morrendo, a roxa dá a ele 50 pontos extras de magia, mas faz com que ele tome mais dano... Então só serve mesmo se por acaso você é MUITO fã de usar Relics... A armadura prateada te dá a habilidade de executar um ataque carregado de cara depois de duas quicadas sucessivas em qualquer coisa, e a melhor parte é que você não anda devagar enquanto esse ataque fica carregando, é a melhor armadura do jogo pra mim porque dá pra fazer uns combos absurdamente efetivos com ela. Também tem a armadura preta que anula o knockback, mas deixa os controles no chão mais escorregadios... Então eu também não uso muito ela. E por último, a armadura dourada... Que... Bem... Não faz nada além de dar uma animação de pulo mais legal pro Shovel Knight.

Ehhh... Dentre essas, eu acho que fico com a prateada mesmo, é provavelmente a única verdadeiramente útil junto com a vermelha. Eu deveria reclamar sobre como eles poderiam ser mais criativos com essas armaduras, porque em maioria elas nem são muito úteis, mas quer saber? Eu já tô feliz por pelo menos ter outras opções, talvez você se divirta mais com alguma armadura que eu ache inútil do que eu... E a armadura prateada ainda é altamente caralhuda, então eu os perdoo.

Além desses upgrades, você também pode ir pra locais opcionais onde você usa a Relic que conseguiu em alguma fase pra passar por fases que fazem bom uso delas e no fim te recompensam com dinheiro. É opcional, mas pra quem quer grana pra comprar as coisas no jogo, nem preciso dizer que é uma das melhores maneiras... Só é meio meh que não dá pra repetir essas partes, mas entendo por que não dá. Além de que também tem algumas "side quests" como a da ameaça dos fantasmas na Hall of the Champions, uma luta no segundo vilarejo com o Mr. Hat, ou então as batalhas contra os andarilhos que você encontra por aí no mapa.

Mas é claro que eu não poderia deixar de citar as lutas contra os bosses, todas elas são ridiculamente divertidas ao mesmo tempo que desafiadoras sem serem injustas em momento algum. Se você decorar o padrão da maioria dos bosses e souber contra-atacar da maneira certa, não vai ter maiores dificuldades contra eles, mas se você se descuidar demais, eles podem te causar mais dano do que Resident Evil 6 causou pra reputação da Capcom. A luta contra o Specter Knight é a minha favorita porque ele tem um padrão realmente difícil de pegar e age consideravelmente rápido, lembro que ele foi o primeiro boss contra quem eu morri porque eu não tava sendo rápido o suficiente pra acertar ele muito... Mas quando eu conseguir passar, foi fodidamente satisfatório. Nenhuma outra luta contra boss foi difícil pra mim a esse ponto, mas eu gostei de todas elas, minha segunda favorita sendo a do Polar Knight.

... Bem, tem a luta contra o final boss também que eu acharia boa se eu não tivesse morrido por causa do knockback tantas vezes nela... Aliás, eu também morri por causa do knockback numa sala antes dela que fazia com que uns blocos que tavam entre as plataformas fossem na sua direção e te causassem dano, eu tive que memorizar a ordem dessa merda porque quanto menos blocos, mais buracos ficavam no cenário, até que faltavam poucos e então eu começava a morrer porque o knockback me levou pra um abismo.

Acho que é só isso... O jogo tem uns extras tipo colocar seu nome como "WSWWAEAW" e abrir o Butt Mode onde várias palavras são trocadas por "Butt", então o jogo fica meio que engraçado porque algumas frases mudam e tal. Também tem uma porrada de cheats, incluindo um que faz com que a pá quique sobre qualquer superfície, deixando ela mais parecida com o pogo do Tio Patinhas. E de quebra tem o New Game+, mas fiquei decepcionado com esse porque é só um Hard Mode que não muda quase nada exceto que os inimigos causam mais dano e as bandejas com comida agora têm bombas dentro. Eu esperava algo mais, mas deve servir pra quem achou o jogo normal fácil demais.

Outra coisa que me decepcionou é que esse jogo é curto pra caralho... Mesmo com o conteúdo extra e tal, eu queria que a campanha principal fosse mais longa, ainda mais porque o New Game+ não me motiva muito a querer rejogar já que ele não muda nada além do que eu já mencionei antes. A duração é decente pra um jogo retro, mas olha pra Super Meat Boy por exemplo, ele dura bem mais tempo e tem bem mais conteúdo extra... Ainda que talvez você possa botar a culpa da duração na dificuldade.

Um jogo retro precisa soar como um também


A trilha sonora é uma das coisas que eu ouvia falar bastante antes mesmo de Shovel Knight lançar porque quem a Manami Matsumae tava envolvida com ela... Pra quem não sabe, essa é a compositora dos jogos clássicos do Megaman pro NES. Mas pelo visto, ela só estava envolvida mesmo, quem compôs a maior parte da OST foi o Jake Kauffman, conhecido por compôr as músicas dos jogos da Shantae e Double Dragon Neon. Não sou familiar com o trabalho desse cara, mas Shovel Knight foi uma boa introdução a isso pra mim.

As músicas soam exatamente como você esperaria de uma trilha sonora de um jogo de NES: Som 8-bit, músicas curtas ao mesmo tempo que memoráveis e contagiosas e aquele feeling "mágico" que só jogos assim conseguem ter. Apesar de eu gostar da maior parte das músicas, as das fases do Treasure Knight e do Plague Knight que foram compostas pela Manami são as minhas favoritas, eu consigo até imaginar elas tocando em um jogo do Megaman clássico e se encaixando perfeitamente nele.

Interessantemente, tem uma versão com arranjos de verdade caso o som 8-bit não seja lá do seu agrado. E as músicas soam até melhores ainda com instrumentos reais, mas acho que pra esse jogo, as versões 8-bit são melhores e mais apropriadas.

Considerações finais

Se você gosta de jogos da velha guarda, não tem como Shovel Knight não te agradar, essa porra é uma carta de amor às pessoas que gostam desses jogos! Quando Super Meat Boy foi lançado, muita gente reclamou e disse que é uma merda porque o jogo é difícil demais, mas agora não tem desculpa, esse jogo literalmente pega tudo o que deu certo nos clássicos do NES e junta enquanto minimiza boa parte dos problemas deles. Diabos, eu mesmo nem vivi a época 8-bit porque nasci bem depois dela, nem por isso eu deixei de apreciar Shovel Knight.

O fato de que eu joguei Shovel Knight intermediariamente enquanto perdia meu tempo com Megaman X6 só me fez apreciar ainda mais o modo como esse jogo é desafiador sem ser injusto em quase momento algum. Eu realmente espero que tenha uma sequência, porque o pessoal da Yacht Club merece depois desse esforço de conseguirem criar um platformer retro que se destaque em meio a tantos outros atualmente.

Apesar dos meus pequenos problemas e decepções... Shovel Knight é bem provavelmente o meu jogo favorito de 2014. Ainda que isso não queira dizer muita coisa porque esse tá sendo um dos anos mais sem graça pra jogos nos últimos tempos e os jogos que lançaram em maior parte foram desinteressantes... Até mesmo Watch Dogs que eu pensei que seria bom acabou sendo uma bosta bugada e eu não tô nem com vontade de escrever uma review dele aqui. Talvez melhore lá pelo fim do ano quando lançar Hyrule Warriors e Super Smash Bros., mas eu provavelmente vou demorar pra jogar esses jogos já que eu não tenho um Wii U e dependo do meu primo pra isso.

De qualquer forma... Shovel Knight é um dos poucos jogos indie que ganharam meu respeito, precisamos de mais desses, por favor.

Prós:
+ Gráficos e arte com personalidade própria.
+ Enredo divertido apesar de simples.
+ Pega exatamente o que funcionou nos jogos da era 8-bit e descarta a maior parte do que não funcionou.
+ Bosses desafiadores.
+ Trilha sonora tão memorável quanto a de qualquer clássico do NES.
+ Quantidade saudável de conteúdo.

Contras:
- Mortes por causa do knockback continuam sendo tão irritantes quanto sempre foram.
- Eu sei que o jogo era pra ser old-school, mas... Por que tão curto?
- O New Game+ poderia ter sido um grande incentivo pra replay, mas acabou sendo só um Hard Mode com diferenças mínimas.

Gráficos: 9/10
Enredo: 7/10
Gameplay: 9/10
Som: 10/10
Conteúdo extra: 7/10
Veredicto:

Top 10: Os melhores e piores jogos do Sonic [Edição talvez definitiva]

By : Ryu

Sim, eu sei que já tem uma lista assim por aqui... Mas adivinha só: É um dos posts antigos que eu acho uma bosta porque são mal escritos e mais uma porrada de motivos. Então eu tô começando a entrar numa onda de fazer "remakes" deles pra substituir os antigos porque assim eu me sinto melhor e menos envergonhado sobre a existência desses malditos posts, depois eu apago tudo e finjo que eles nunca existiram.

Enfim... O primeiro post que vai receber um "remake" é justamente essa lista de melhores e piores jogos do Sonic que deu no que comentar antes porque tinha umas escolhas meio malucas tanto pros melhores quanto pros piores jogos do Sonic... Na época eu tinha uma mentalidade completamente diferente e hoje em dia eu creio que eu já esteja bem distante disso, então... Pois é, tô refazendo esse post, sem mais lenga-lenga.

Só uma observação... Eu não vou incluir Sonic Boom nessa lista. Se fosse, provavelmente estaria em 1º lugar entre os piores, mas não vou fazer isso porque seria fácil demais, é como fazer uma lista dos piores filmes sobre Jesus e incluir A Paixão de Cristo nela, é óbvio que é o pior e vai estar em primeiro lugar se você o fizer, então já tira a graça da lista. Até porque... Bem... Sonic Boom é ruim ao ponto de estar no seu próprio nível de ruindade, acima de qualquer Sonic '06 ou Sonic Free Riders da vida, e assim ele não merece nem mesmo uma menção nessa lista, é o tipo de coisa que é melhor que seja ignorada.

Outra observação é que eu não vou incluir os All-Stars Racing... Não porque são ruins que nem Sonic Boom, mas porque eu tava querendo pegar mais os jogos do Sonic mesmo enquanto os dois All-Stars Racing meio que são jogos de personagens da Sega no geral. São jogos bons, mas eu quero me manter só do lado do Sonic nessa lista mesmo, sem crossovers e nem nada.

P.S: Não fique nervosinho se não vir o seu Sonic favorito na minha lista dos melhores jogos dele (ou se vir na dos piores), afinal isso é a minha lista e eu não tô fazendo ela pra te agradar. Sim, eu joguei todos os jogos do Sonic que você pode imaginar, se você tá ofendido demais, primeiro bota um gelo nesse cu ardido aí, depois crie um blog, faça a sua própria lista e seja feliz então.

Os melhores jogos do Sonic são...

10ª Posição: SegaSonic the Hedgehog

As chances de você nunca ter jogado SegaSonic são relativamente grandes, porque na verdade é um título pra Arcade que foi lançado em maior escala lá no Japão enquanto por aqui no ocidente ver isso era tão raro quanto ir pro DeviantArt e encontrar um fã de Sonic que não seja autista. Mas como hoje em dia existem emuladores até mesmo pra Arcade, jogar SegaSonic é tão fácil quanto Sonic CD, Knuckles Chaotix ou qualquer outro jogo obscuro do Sonic que você perdeu na época.

O resultado? Bem... O fato desse jogo estar nessa lista já mostra que eu gosto bastante dele, creio eu, e só bastou eu ter rejogado ele recentemente pra eu me lembrar que eu devo incluir ele nisso. É um jogo onde você pode escolher entre jogar com o Sonic ou os dois novos personagens: Mighty the Armadillo e Ray the Flying Squirrel, o primeiro citado viria a aparecer de novo em Knuckles Chaotix pra depois evaporar e o segundo despareceu completamente logo depois desse jogo. O negócio é que os nossos três heróis foram capturados pelo Dr. Robotnik e trazidos até uma base dele em uma ilha remota, mas como eles não são a Princesa Peach, eles fazem um esforço juntos e conseguem sair da cela pra então tentarem escapar da ilha enquanto Robotnik ativa um monte de armadilhas por aí pra tentar pará-los.

O gameplay desse jogo é teoricamente diferente dos jogos tradicionais do Sonic, no sentido de que ele tem uma visão isométrica e você controla o seu personagem usando uma trackball. Isso torna a configuração meio chata pra jogar esse jogo e demora um tempo pra se acostumar, porém não demora muito até você aprender os controles direito e sair por aí correndo e desviando de armadilhas com o Sonic. As fases são bem lineares e você tem que se manter correndo constantemente porque o Robotnik tem armadilhas por toda a parte... Toda a parte mesmo! Esse jogo é difícil pra diabo apesar de curto, o que faz sentido já que é um jogo de Arcade e eles são intencionalmente assim pras pessoas pagarem o máximo possível de fichas pra eles.

Mas ainda assim, SegaSonic é um jogo bastante divertido por ter essa proposta diferente pra um jogo do Sonic ao mesmo tempo que se encaixa por ainda ser um jogo com ritmo rápido e fluir perfeitamente bem... Diferente de um certo outro jogo do Sonic com gameplay isométrico, mas eu vou chegar nele ainda... É mais legal jogar com outras duas pessoas controlando o Ray e o Mighty e passando por tudo juntos, mas como eu não sou uma pessoa que costuma jogar em Multiplayer... É...


9ª Posição: Sonic the Hedgehog 2 (Master System)

Caso você até hoje não saiba... Sim, Sonic 2 também teve uma versão pra Master System assim como o seu antecessor, só que essa versão não é similar ao original em absolutamente nada. Sonic 2 MS é um jogo meio polêmico pra se colocar numa lista dessas porque eu conheço uma quantidade considerável de pessoas que odeiam esse jogo e provavelmente ficariam indignadas com o fato de que ele está em uma lista de melhores jogos do Sonic. Mas quer saber? Foda-se, eu gosto desse jogo! E se você não consegue lidar com isso, o botão de fechar aba logo ali é a serventia da casa!

Pra começar as diferenças: A história desse jogo é outra diferente da versão do Mega Drive, aqui o Tails foi sequestrado pelo Robotnik e cabe ao Sonic juntar as Chaos Emeralds e salvar o Tails. O final bom/ruim do jogo vai ser determinado se você pegar as esmeraldas ou não, assim como em todos os jogos clássicos tradicionais do Sonic.

Sonic 2 MS é um jogo odiado por parte da fanbase do Sonic basicamente por um motivo: Esse jogo é brutalmente difícil em vários pontos. O boss na imagem acima aí mesmo é basicamente o ponto onde essas pessoas chegaram, morreram mais vezes do que o Goku em toda a sua carreira e então ficaram traumatizadas com esse jogo pro resto das suas vidas. Eu não vou mentir, esse boss é difícil mesmo, eu morri uma porrada de vezes porque é difícil pular/desviar daquelas bolas que ficam quicando ao mesmo tempo que eu tenho que manter o Sonic sem escorregar nesse terreno íngreme aí. Mas com o tempo eu peguei o padrão e tudo e hoje em dia eu consigo passar ele tranquilamente.

Os outros bosses depois desse na verdade nem são muito difíceis, só que você tem que tomar cuidado porque não tem anéis e é fácil morrer por besteira neles. Mas não é só isso também, as fases no geral são mais difíceis do que o que você esperaria de um jogo do Sonic, em maior parte pelos motivos certos, é necessário conhecer bem o terreno e saber usar as gimmicks pra ter uma experiência mais agradável e o jogo é bem justo com isso te dando várias vidas extras essencialmente antes das partes mais complicadas das fases.

Na verdade esse jogo é tão justo em maior parte do tempo que se você conhecer bem o level design dele que é bem mais aberto do que o do seu antecessor e próximo dos jogos do Mega Drive... Tem como você pular as partes mais chatas das fases pegando atalhos escondidos por ela, por exemplo na Aqua Lake tem como você acessar um caminho escondido na parede que te faz pular toda aquela seção aquática chata dela de ficar com o Sonic dentro de uma bolha e subindo enquanto desvia de inimigos... De longe uma das partes mais difíceis do jogo inteiro, é um encorajamento pra explorar as fases. Também tem o fato de que as Chaos Emeralds podem ser achadas nas fases se você procurar, e como eu prefiro muito mais isso do que ter que passar por Special Stages... É, isso é um ponto positivo, e Sonic 2 MS também é um jogo onde de fato eu quero pegar essas esmeraldas porque o final bom e o ruim possuem diferenças mais impactantes um do outro.

Só que nem sempre Sonic 2 MS é um jogo justo, no Act 3 da Green Hills por exemplo o level design é verdadeiramente uma bosta. Você tem que ficar pulando nas molas e tem que saber exatamente onde vai cair, caso contrário você cai num espinho e morre porque não tem anéis nesse Act já que é o Act onde você enfrenta o boss no final. E eu também não gosto de como a Scrambled Egg inteira é baseada em tentativa e erro e é fácil passar por um tubo que te joga numa área cheia de espinhos onde é quase impossível escapar com vida, mas pelo menos lá dá pra relevar já que a fase tem uma porrada de vidas extras por aí.

Mas ao todo... Sonic 2 MS é um jogo que pra mim não merece o ódio que recebe dessa parte da fanbase. Eu até entendo por que alguém não gostaria, mas em maior parte esse jogo só é mais desafiador do que um Sonic normal, não é um jogo que é difícil porque o level design é uma merda batida com vômito no liquidificador que nem jogos como Ghosts 'N Goblins, Mario: The Lost Levels ou Megaman X6. A menos que você esteja falando da versão de Game Gear desse jogo, essa sim é uma merda mesmo porque a tela é minúscula e não dá pra ver quase nada que vai te atingir até ser tarde demais.

Além de que Sonic 2 MS tem uma trilha sonora fantástica que, se por acaso não te agradar nesse som 8-bit, procure por qualquer remix 16-bit ou acima das músicas dele e você vai ouvi-las em toda a sua glória. Em especial a música da Green Hills.


8ª Posição: Sonic the Hedgehog (Master System)

Falando em Master System... Pois é, a versão 8-bit do primeiro Sonic não poderia faltar aqui, e eu a considero melhor do que a do 2 por alguns motivos que citarei logo logo. O negócio é que, ao contrário do 2, Sonic MS é bem mais querido pelo pessoal muita gente o considera até melhor do que a versão do Mega Drive... Coisa da qual eu discordo veemente, mas tudo bem, o que importa é que é um jogo bom e eu recomendaria tanto um quanto outro pra alguém que nunca jogou.

Esse jogo é basicamente a mesma coisa da versão do Mega Drive se tratando do conceito: O Sonic tem que correr e destruir Badniks por aí pra libertar os animais e derrotar o Robotnik pra salvar a South Island. Só que as fases em si são inteiramente diferentes no sentido de serem mais lineares e terem aspectos próprios que não se encontram na versão do Mega Drive, além desse jogo ter outras fases originais únicas. Por exemplo, a Green Hill aí no Act 2 tem uma seção dentro de uma caverna com água e uma Chaos Emerald escondida, a Scrap Brain é mais ou menos uma espécie de "maze", a Labyrinth... Sei lá, a Labyrinth continua sendo uma porra de fase chata dos infernos.

Mas então ao invés da Marble, da Spring Yard e da Star Light da versão do Mega Drive, aqui tem a Bridge, a Jungle e a Sky Base. Essas fases são diferentes das outras do Mega Drive, mas são quase tão divertidas quanto e possuem seus próprios aspectos sem parecer que são só "substitutas" pras fases do Mega Drive... Talvez exceto a Jungle Act 3 que totalmente vertical, tem platforming extremamente preciso e seria boa se você não morresse ao cair de qualquer lugar, independente se tinha algum chão na tela abaixo ou não.

Pode-se dizer que Sonic MS é mais difícil do que a versão do Mega Drive, pelo menos eu me recordo de ter morrido bem mais enquanto jogava essa versão aqui... Mas às vezes isso acontecia mais porque não tinha como recuperar os anéis que você perde quando é atingido ou porque alguns inimigos ocasionalmente têm posicionamentos questionáveis... Porém ao todo eu gosto desse jogo, as fases podem ser mais lineares, mas pelo menos eu posso lidar com a maioria dos desafios delas sem precisar usar gimmicks meio complicadas de saber usar como a asa delta do 2 e tem bem menos momentos "filho da puta" com espinhos aqui.

Além de que esse jogo também te recompensa com vidas extras por pensar fora da caixa e explorar as fases, por exemplo tem um monitor de vida na Bridge que fica logo no nível da água e dá pra você pular e quicar nele pra ir parar na outra plataforma se for corajoso o suficiente. E existem Special Stages aqui, só que elas são mais pra ganhar vidas e continues e nem de longe são tão chatas quanto as dos jogos do Mega Drive porque é basicamente só pegar um monte de anéis/monitores e chegar até o fim da fase, só muda a estrutura.

E claro, o que eu disse da trilha sonora do 2 se aplica a esse também, é tão boa quanto.

7ª Posição: Sonic Riders: Zero Gravity

Bem... Sabe quando eu disse que odeio a série Sonic Riders toda e que a Sega não devia nem ter feito o primeiro? Pensando bem... Eu acho que eu não tava totalmente certo quando disse isso há tempos atrás.

Não confunda isso com eu agora gostar da série toda, o primeiro Sonic Riders ainda é um pedaço de porra mal gozada e o Free Riders então eu prefiro nem comentar por agora. Só que eu não acho que o conceito da série em si seja errado, o Sonic tentou ter seu "Mario Kart" há tempos e antes só tivemos tentativas frustradas sem sucesso como Sonic Drift e Sonic R. Então eis que surge Sonic Riders, um jogo que é tipo Mario Kart com o Sonic, só que com pranchas voadoras, manobras radicais e a porra maluca toda! AW YEAH THIS IS HABBENIN!

Tudo bem que o jogo foi uma bosta, mas convenhamos que a ideia dele era bem legal se olhar direito. Sonic já é um personagem mais "radical" do que o Mario ou qualquer um dos outros desde a sua criação porque ele foi criado com esse intuito de ser pra descoladões enquanto as pessoas que não são "cool" o suficiente vão lá jogar Mario, Donkey Kong ou Megaman. Então nada mais radical do que ver o Sonic passando por aí com uma prancha e fazendo manobras, foi assim que Sonic Riders foi pensado... Creio eu.

Mas ok, o primeiro jogo foi uma merda, mas vendeu bem o suficiente pra Sega ter interesse em criar uma sequência pra ele, e assim surgiu Sonic Riders: Zero Gravity, o único Sonic Riders que você deveria se importar em jogar. Esse jogo conserta absolutamente tudo o que tinha de errado com o primeiro: Os personagens agora têm controles decentes, a colisão não chega nem perto de ser tão bugada quanto a do primeiro, se livraram daquela bosta de acabar a energia e você ter que ir pra um Pit Stop, a história é até legalzinha pra um jogo de corrida apesar de eu admitidamente não lembrar muita coisa dela... Pelo menos eu tenho certeza de que é melhor do que a estupidez sem fim do primeiro e não tem diálogos retardados como "ISSO NÃO É UMA CORRIDA QUALQUER, É UMA CORRIDA PRA VER QUEM É MAIS RÁPIDO!", frase genial proferida pelo Eggman no primeiro jogo.

E tudo o que tinha de interessante no primeiro foi mantido aqui: Os personagens de tipos diferentes e os atalhos/caminhos diferentes que você pode pegar fazendo uso desses atributos que cada um tem. Só que isso foi expandido mais ainda com a nova mecânica dos braceletes de gravidade onde você pode usar a tal força pra acessar caminhos alternativos nas paredes ou mais acima do cenário usando o boost de gravidade pra cima em rampas... Tem tantos caminhos diferentes nas fases desse jogo que podem ser acessados por vários meios diferentes que eu realmente me motivei a usar vários personagens de vários tipos nas corridas pra isso, além de que o jogo tem bastante conteúdo como personagens secretos, Extreme Gears pra comprar cada uma tendo seus stats próprios e até fases secretas.

Até a trilha sonora desse jogo cresceu bem mais em mim do que antes. Eu inicialmente nem ligava muito praquelas músicas eletrônicas que tocavam no decorrer do jogo, mas comecei a apreciar elas mais agora que rejoguei isso porque caem perfeitamente com a ambientação futurista e as corridas com pranchas. Provavelmente essa é a minha OST favorita dos três Riders, mas eu também não lembro direito das dos outros dois... Só que a desse jogo pelo menos eu sei que é boa.

Quando eu Sonic Riders: Zero Gravity pra rejogar no meu PS2 há uns meses atrás eu fiquei até espantado com o quanto esse jogo era bom e como eu nem liguei muito quando joguei na época. Essa coisa da gravidade é uma das melhores ideias que eu já vi em um jogo desse tipo e eu queria mesmo ver ela sendo reaproveitada em outro Riders com recursos atuais... Mas provavelmente isso nunca vai acontecer porque chegou Sonic Free Riders e estuprou a série de vez, foi o jogo com a (merecida) pior recepção entre os três e também vendeu mal por motivos óbvios. Tenho quase certeza ele fez o que Sonic and the Black Knight fez com a série Storybook: Destruiu a reputação dela e matou de vez.


6ª Posição: Sonic Advance

A Dimps já fez um jogo bom do Sonic uma vez... Eu já disse isso antes provavelmente, mas é exatamente a esse jogo que me refiro: O primeiro Sonic Advance, e apenas ele. Por que diabos a Dimps não fez mais jogos desse tipo no futuro ao invés de criar atrocidades como Sonic Advance 2, Sonic Rush e Sonic 4: Episode I que são porcarias automatizadas com level design que erra cada simples ponto de como fases de Sonic são? Eu realmente não faço ideia, mas é provável que eu continuarei sem saber de qualquer forma, então... Meh.

Acontece que Sonic Advance é a exceção à essa regra de que a Dimps não sabe fazer jogos do Sonic e tudo o que eles criarem com "Sonic" no nome deve ser evitado. Levando em conta que Sonic 4 foi aquela bosta vergonhosa lá, isso aqui é provavelmente o mais próximo de um "Sonic 4 real" que temos até então, e esse jogo demonstra realmente ter várias inspirações nos títulos do Sonic pro Mega Drive assim como tem seus próprios aspectos únicos no gameplay.

Tem quatro personagens jogáveis: Sonic, Tails, Knuckles e Amy. Cada um com seus próprios movesets: O Sonic corre mais rápido, pula mais alto, pode usar o Insta Shield e uma rasteira que eu uso bem de vez em nunca. O Knuckles e o Tails são basicamente a mesma coisa que eles eram em Sonic 3 & Knuckles, só que o Knuckles agora pode dar socos e o Tails pode usar sua cauda pra atacar. E a Amy pela primeira e única vez em toda a sua vida é divertida de jogar porque o gameplay dela ainda é rápido e o modo como ela destrói os inimigos é mais baseado em timing pra acertar eles com o martelo dela e usar isso pra quicar e até acessar lugares altos. Até a física desse jogo é bem fiel à física clássica, porém um pouco mais pesada, mas não demora muito pra se acostumar com isso.

O level design tenta ser tão vasto e aberto quanto os dos jogos do Mega Drive, com uma porrada de caminhos diferentes nas fases, coisas escondidas e gimmicks novas. Em maior parte ele consegue isso, as fases são bastante divertidas de correr e explorar por aí com o jogo te recompensando por isso, os bosses são até criativos considerando que Sonic nunca teve isso como ponto forte e tem um fator replay alto levando em conta que cada personagem é diferente um do outro e pode acessar caminhos diferentes e as fases em si também são abertas o suficiente pra você ter motivos pra rejogar e conferir as várias rotas diferentes de um lugar pro outro. A trilha sonora também é ótima, já que foi composta pelo Masato Nakamura, mesmo compositor dos dois primeiros jogos do Mega Drive, as músicas conseguem soar bem e serem memoráveis mesmo com o chip de som do GBA sendo estranho.

Talvez o meu único grande problema com Sonic Advance seria os Special Stages... Eu não sei como diabos eu faço pra ir bem naquilo e eu já odeio Special Stages por padrão, um desses então só piora as coisas. Admito que depois de zerar com todo mundo eu só baixei um save com as Chaos Emeralds coletadas e joguei a Moon Zone com o Super Sonic logo pra ter o final verdadeiro. Pode me chamar de menininha e etc, mas eu não tenho paciência pra ficar lidando com Special Stages, muito menos esses que são mais difíceis ainda do que os normais.

De qualquer forma... Sonic Advance é ótimo pra quem de alguma forma quer um jogo que tente emular a sensação de estar jogando um "Sonic clássico moderno" já que ele tenta unir elementos dos dois até mesmo na direção artística e se sai assustadoramente bem nisso.


5ª Posição: Sonic Colors

Imagine uma pessoa que esteja completamente pessimista e quase sem interesse algum em tentar algum jogo novo de uma franquia porque até então só foi saindo uma decepção seguida da outra... Então de repente ela ouve falar de um jogo que tá sendo elogiado não só pela crítica mas como os fãs dessa franquia e o público que joga video games no geral, então ela decide dar uma chance a esse jogo e acaba ficando impressionada porque ele realmente é bom. Era mais ou menos assim que eu tava em 2010 com Sonic até eu jogar Sonic Colors e ver que ainda tem alguma esperança pra essa franquia.

Ok... Antes que você traga esse ponto... Eu sei, a história desse jogo é uma bosta rasa, as piadas não têm graça, o Sonic é retratado erroneamente como um babaca egocêntrico que merece um murro na cara e esses roteiristas deveriam ser demitidos logo porque eles conseguem ser ainda piores do que os anteriores. Mas convenhamos que história em Sonic não é nada além de uma desculpa pra você sair correndo por aí nas fases, e é claro que não deixa de ser uma história ruim, mas julgar o jogo todo só por causa disso como eu vejo muita gente fazendo é a mesma coisa que julgar... Sei lá... Mario Galaxy porque a Peach é sequestrada de novo na história.

É óbvio que histórias boas e bem escritas são bem-vindas, mas isso é uma coisa rara em Sonic e a desse aqui é só mais uma pra lista de histórias em Sonic que a melhor opção é ignorar e pular as cutscenes. E não, não me venha falar que Sonic Adventure 1 ou 2 têm histórias "épicas", se você fala isso e tem mais de 12 anos de idade... Ou tem alguma coisa seriamente errada com você ou então você só joga Sonic e nunca viu nenhuma outra história. As histórias dos Adventure são aceitáveis e a do 2 até chega a ser boa em partes, mas no geral elas cumprem seu papel na melhor das hipóteses, o que as bota num nível acima dessa do Colors... Mas elas estão tão longe de serem "épicas" que não é nem engraçado isso.

O que mais importa é, obviamente, o gameplay, e Sonic Colors acerta até mais do que tinha o direito de acertar nesse caso. Eles literalmente pegaram todo aquele conceito das fases de dia que tinha no Unleashed e transformaram em alguma coisa... Bem... Divertida. O jogo não é mais um festival de Boost, é mais difícil conseguir energia pra soltar o Boost até já que não é mais coletando anéis e sim derrotando inimigos que te dão Wisps que enchem a barra do Boost. Na verdade eu só me lembro de ter de fato usado o Boost com frequência nas partes 3D do jogo, que eu admito que são meio sem sal porque são lineares/automáticas demais e os controles são meio duros nelas.

Felizmente, as partes 3D são até poucas e na maior parte da fase você fica nas seções 2D que têm um design bem mais interessante já que você frequentemente alterna entre partes rápidas e outras com platforming mais lento onde você tem que fazer bom uso do pulo duplo ou do Homing Attack pra passar pelos obstáculos. Alguém pode dizer que essas seções são lentas ou "blocky" demais pra um jogo do Sonic, mas isso não chegou a me incomodar tanto quanto eu imaginei que iria, as partes rápidas ainda estão lá, só que esse jogo meio que separa as duas coisas ao invés de juntar e criar algo com ritmo rápido e desafiado ao mesmo tempo, e esse é o maior erro dele pra mim.

Mas acho que a "carne" de Sonic Colors se reside nos Wisps. Cada um deles têm poderes especiais próprios e você pode usá-los pra acessar caminhos diferentes, explorar e achar recompensas como vidas extras ou Red Rings, ou passar pelos obstáculos de maneiras "inusitadas" com o Laser Wisp. Isso pra mim é como você aplica gimmicks novas em um jogo do Sonic, nenhum dos Wisps parecem fora de lugar nesse jogo porque quando eu os uso a experiência não fica nem um pouco diferente, além de que eles são momentâneos, então eu realmente não vejo problema com eles.

E claro, eu não poderia deixar de mencionar a trilha sonora... Ignore a música tema do jogo, ela é uma bosta... Mas o resto é absolutamente incrível, as músicas têm exatamente aquele som meio "pop" dos jogos clássicos do Sonic com melodias memoráveis ao mesmo tempo que também consegue arrumar um equilíbrio entre isso e o som com rock que tem nos jogos modernos da série.

Sonic Colors foi o primeiro jogo verdadeiramente bom do Sonic desde 1998, se você ainda não o jogou por qualquer motivo... Jogue, ignore essas viúvas de Sonic Adventure que odeiam esse jogo só porque ele não tem "história épica". Aliás, ignore opinião de viúva de Sonic Adventure não só sobre isso mas também sobre qualquer coisa, qualquer coisa mesmo... Até sobre os próprios Sonic Adventure que eles tanto amam.


4ª Posição: Sonic the Hedgehog

Claro que eu não poderia deixar de colocar o primeiro Sonic aqui, afinal de contas foi esse jogo que começou isso tudo! E pra falar a verdade também foi o primeiro jogo do Sonic que eu joguei, então apesar de não ser exatamente o meu favorito da série, eu ainda sinto um carinho imensurável por esse jogo e nada irá mudar isso. Já vi algumas pessoas por aí na internet dizendo que Sonic 1 não envelheceu bem, que é lento demais e que não dá pra jogar sem o Spin Dash... Se por acaso você é uma dessas pessoas, guarde isso pra você mesmo e não fale na minha frente, caso contrário eu vou quebrar seus dois braços e suas duas pernas e depois te botar pra jogar Bubsy 3D.

Por mais que você talvez não possa gostar por achar "arcaico" demais, é impossível negar que Sonic 1 foi um jogo único pra sua época. Era difícil achar platformers bons até então porque a maioria tava tentando imitar o Mario e fracassando miseravelmente nisso, tinham outros como Megaman e Strider, mas pra cada um desses saíam uns 5 clones ruins. Então a Sega cria o Sonic como uma resposta ao Mario, só que é um jogo completamente diferente do Mario, tão diferente que eu até me espanto que ele foi diretamente comparado por todos esses anos. A única similaridade entre Sonic e Mario seria o fato de que a invencibilidade deixa o personagem brilhante e com estrelas em volta, só.

Então, enquanto a maioria dos platformers eram mais focados em movimentos precisos e cautelosos, o primeiro Sonic já era diferente por ser um jogo de ritmo rápido. O Sonic corre rápido, pula e rola, sem mais e nem menos, e apenas com isso já dava pra fazer uma porrada de coisa pelas fases por causa do quão bem projetadas elas são, seja rolar pra ganhar mais velocidade ou o terreno pra saltar alto e pular obstáculos ou acessar caminhos diferentes. Quanto mais você vai aprendendo sobre a mecânica desse jogo, mais coisas você consegue fazer com ela mesmo sendo relativamente simples, Sonic 1 é um jogo que só foi ficando melhor com o tempo ao contrário de vários outros que eu joguei por aí, justamente por causa desse funcionamento da mecânica.

E eu nem sou cego, eu sei que esse jogo tem seus problemas como o famoso bug dos espinhos te atingirem mesmo no período de invencibilidade que é ridículo e a Labyrinth Zone que é horrivelmente lenta além do que se poderia tolerar em um jogo do Sonic e tem uns inimigos mal posicionados aqui e ali. Só que pra tudo o que esse jogo faz de certo: O gameplay, os gráficos e a direção artística absurdamente lindos mesmo hoje em dia, a trilha sonora fantástica e o fator replay alto... Eu não poderia considerar esses defeitos como algo além de inconveniências pequenas.

Até consigo ver como alguém acharia Sonic 1 meio "meh" em comparação com seus dois sucessores, mas eu totalmente e não vejo por que esse jogo deva ser descreditado por isso. Principalmente porque foi ele que deu início a Sonic como franquia, adicionou um monte de coisa na fórmula convencional de platformers e começou essas console wars da época 16-bit que até hoje meio que continuam ocasionalmente quando retrofags começam a discutir uns com os outros.


3ª Posição: Sonic Generations

Outro jogo que ficou melhor na medida em que eu fui rejogando seria nada menos do que Sonic Generations. Eu me lembro que em 2011 eu peguei esse jogo pra jogar, acabei gostando, porém fiquei decepcionado com o quão curto ele é, eu terminei ele praticamente no mesmo dia em que eu peguei pra jogar pra você ter uma ideia! Nisso eu acabei enjoando e deixei esse jogo de lado por um tempo, só jogando uma vez ou outra quando tô entediado e sem nada melhor pra jogar.

Só que um certo dia eu peguei Sonic Generations pra jogar de novo, repeti algumas fases tanto nas versões clássicas quanto modernas como Chemical Plant, Sky Sanctuary, Seaside Hill, Speed Highway e Crisis City. Eu comecei a reparar em como essas fases em particular eram bem mais abertas do que eu me lembrava, e comecei a procurar pelos Red Rings pegando caminhos diferentes e tal, e foi aí que eu comecei a ver o "brilho" do level design desse jogo, cada Red Ring tava escondido em um canto da fase e era realmente desafiador alcançar alguns, porém nunca me passou a impressão de ser impossível que nem alguns do Colors.

Então depois de caçar os Red Rings em todas as fases e liberar mais conteúdo, eu resolvi fazer as missões alternativas que antes eu só fiz uma de cada fase porque era mandatório pra progredir no jogo. E enquanto algumas realmente são chatas e tão lá só pra encher linguiça, outras foram bem diferentes e me desafiavam a fazer coisas como quicar indo pra cima em Buzzbombers que passavam voando pela tela, usar os escudos elementais pra passar por fases projetadas especificamente pro uso deles, ou simplesmente o mesmo objetivo de chegar ao fim da fase com level design diferente ou até a fase num clima diferente como se fosse uma espécie de "Act 2" da fase. Por exemplo numa das missões tem a Green Hill de noite, ou a Planet Wisp com neve... Foi legal ver essas mudanças que foram simples, mas deram uma cara diferente às fases ao mesmo tempo.

Nem todas as missões alternativas são boas no entanto, aquela missão de jogar "ping pong" com um símbolo musical com o Vector foi um saco, assim como outras missões com os amigos do Sonic como a de procurar moedas com o Knuckles ou procurar chaos com a Cream. Só que as que foram divertidas, foram realmente divertidas e mesmo sendo "gimmicky", elas nunca duram tempo demais pra ficarem chatas ou repetitivas, isso é o melhor balanceamento de missões alternativas que eu vi num jogo do Sonic até então. Assim eu terminei Sonic Generations em 100% destravando todo o conteúdo extra e me diverti fazendo isso, coisa que eu nunca achei divertido nos jogos 3D do Sonic que tinham conteúdo assim pra destravar.

O que Sonic Generations tinha de bom continuou bom, ambos os gameplays do Sonic e do Roger são bons e distintos um do outro, tudo que tinha no Unleashed e foi herdado pra esse jogo foi melhorado enquanto o que já era ruim por padrão foi descartado (vide Werehog), assim aproveitando ao máximo o que a fórmula do Boost lá podia oferecer ao mesmo tempo que trazendo uma imitação do gameplay do Sonic clássico que não é perfeita, mas é decente... Pelo menos melhor do que o que a Dimps vez em Sonic 4 sem dúvidas. E as adições novas como o monitor de skate pro Sonic na City Escape clássica ou os Wisps na Planet Wisp são o suficiente pra me agradar apesar de não ser nada estupidamente inovador. E os remixes que têm na trilha sonora ainda são tão incríveis quanto na primeira vez que eu ouvi.

Eu ainda lamento o fato de Sonic Generations ser um jogo tão curto, mas eu descobri meio tarde que ele tem um fator replay enorme e isso também conta. Minha nota pra esse jogo ainda fica na casa dos 8 justamente por isso, porém se tivesse mais fases, talvez umas duas ou três representando cada jogo, eu provavelmente subiria pra um 9.


2ª Posição: Sonic the Hedgehog 2

O que mais eu tenho a dizer sobre Sonic 2 que eu já não disse antes? Bem... Pra falar a verdade, nada. Eu já tenho uma review recente desse jogo aqui onde eu falo mais do que detalhadamente sobre o mesmo, tanto os pontos que gostei quanto os que eu não gostei, e qualquer coisa que eu dissesse aqui seria essencialmente um repeteco do que tá nessa review.

Então só vou dizer aqui que Sonic 2 é um jogo absolutamente incrível que melhora tudo o que tinha a melhorar no primeiro e introduz coisas novas que vieram a ser padrão da série até certo ponto. Não é à toa que muita gente até considera esse como o melhor jogo do Sonic, mas eu não acho isso por muito pouco. Assim como os outros dois clássicos do Sonic, esse é um jogo atemporal que provou uma vez seguida da outra que o teste do tempo não significa porra nenhuma pra ele e que sempre será o mesmo jogo excelente que foi em 1992.

Ano passado saiu uma versão Mobile melhorada de Sonic 2 usando a Retro Engine e colocando a Hidden Palace como fase escondida. Se por acaso você ainda não pegou essa versão pra jogar, não perca seu tempo porque é certamente a versão definitiva desse jogo! E se você nunca jogou o jogo em si... Sai da minha casa, agora!


1ª Posição: Sonic 3 & Knuckles

Você até pode dizer que foi previsível eu colocar Sonic 3 & Knuckles em primeiro lugar nessa lista, mas... Que diabo de culpa eu tenho se esse é o melhor jogo do Sonic e até hoje a Sega nunca fez nada que ao menos se compare com isso? Reclame com a Sega e não comigo.

Enfim... Se Sonic 2 melhorou a fórmula que foi estabelecida com o primeiro jogo, Sonic 3 & Knuckles pegou essa fórmula e praticamente a aperfeiçoou. Esse é o jogo mais rápido, mais desafiador, mais completo e mais rejogável de toda a série clássica do Sonic, já perdi a conta de quantas vezes eu peguei Sonic 3 & Knuckles pra jogar do começo ao fim e ainda o terminei com um sorriso no meu rosto. A história tem mais presença com cutscenes mostrando os eventos intermediários entre as fases do jogo ao mesmo tempo que não quebra o ritmo em momento algum, os gráficos são de longe os mais bonitos do Mega Drive e a trilha sonora é a melhor da série inteira, não existe uma música nesse jogo que eu não me lembre como soa, todas elas são memoráveis.

Fora essa parte da apresentação, Sonic 3 & Knuckles introduz os escudos elementais que funcionam de maneiras diferentes com o Sonic, além do próprio Insta Shield que pode também virar uma arma fatal contra os inimigos nas mãos de um jogador que tenha aperfeiçoado o timing pra usar ele. Também tem o Tails e o Knuckles como personagens jogáveis, todos eles podendo acessar caminhos diferentes que o Sonic normalmente não alcança porque ele não pode voar, nem planar e nem escalar paredes ou quebrar estruturas. O level design em si já é aberto o suficiente pra jogar só com o Sonic, tem uma porrada de rotas e coisas escondidas nas fases, exploração é encorajada até mesmo entre as partes mais automáticas se por acaso você quiser parar de correr entre elas e ver o que tem ao redor, as fases têm gimmicks únicas e misturam os elementos que compõem Sonic perfeitamente.

Até mesmo os bosses e as Special Stages esse jogo consegue fazer moderadamente certo, vários bosses desse jogo são mais interessantes de enfrentar por terem padrões diferentes daquelas lutas básicas dos outros dois jogos. As Special Stages... Bem... Eu ainda não gosto delas, mas pelo menos eu fico feliz que eu não tenha que repetir o jogo todo do começo ao fim se por acaso eu não tiver pego todas as Chaos/Hyper Emeralds, porque esse jogo tem um sistema de saves e tanto seu progresso quanto as esmeraldas que você coletou ficam salvos lá. Se por acaso você terminou Sonic 3 & Knuckles com o final ruim, você pode depois repetir qualquer fase que quiser e ir atrás das esmeraldas nelas, e se por acaso você pegou todas elas assim... Você destrava o Super Sonic na primeira parte do jogo e depois pegando as Hyper Emeralds o Hyper Sonic, assim como também no final tem aquela coisa toda da Doomsday, o final verdadeiro e tal.

Esse é o único jogo clássico do Sonic em que eu tolero Special Stages e não me importo em terminá-las porque a recompensa de fazer isso é grande, não é só um final com uma animaçãozinha diferente que nem os outros dois e sim um final boss inédito e um final que é de fato diferente dos outros ruins. Meus maiores problemas com esse jogo são que o botão de virar o Super/Hyper Sonic tá mapeado em todos os botões do controle que fazem o Sonic dar o pulo, logo tem hora que eu tô com mais de 50 anéis, pulo com a intenção de usar o Insta Shield e sem querer me transformo no Super/Hyper Sonic sem poder voltar ao normal.

Meu outro problema com esse jogo é a Sandopolis Act 2 que é chata e repetitiva demais, além de durar mais tempo do que deveria... E também a ausência do Big Arm no Story Mode do Sonic. Mas tanto esse último problema quanto o botão do Super/Hyper Sonic lá foram consertados num hack fanmade chamado Sonic 3 Complete que inclui o Big Arm ao mesmo tempo que mapeia a transformação do Hyper Sonic em apenas um botão, logo isso é a versão definitiva desse jogo.

... A Sandopolis continua sendo um saco, mas fazer o que? Não se pode ganhar todas.

De qualquer forma, Sonic 3 & Knuckles ainda é o meu jogo do Sonic favorito e meu platformer 2D favorito também. Como eu já disse antes, eu jogo e rejogo isso até hoje e nunca me canso, e provavelmente nunca me cansarei.


Agora que eu citei os jogos do Sonic que eu mais gosto e adicionei outros que ficaram de fora na lista antiga por eu antes ter me limitado a apenas cinco jogos... Espero que você também tenha achado melhor do que antes. Porém acabou essa parte e agora é a hora de eu ser chato e falar mal dos próximos jogos do Sonic, porque aí vem a lista dos piores jogos dele.


E os piores jogos do Sonic são...


10ª Posição: Sonic and the Black Knight

O Sonic com uma espada pode parecer ou a ideia mais ridícula de toda a história ou então uma ideia deveras interessante dependendo do seu ponto de vista. Inicialmente eu pensei exatamente a primeira coisa, mas então depois de levar em consideração que isso é um spin-off e que isso até poderia resultar em um gameplay bom... Eu resolvi dar uma chance a Sonic and the Black Knight e encará-lo com a mente mais aberta possível com a esperança de me impressionar.

Quando eu disse que o gameplay poderia ser interessante... Bem... Imagina só você correndo rápido e cortando qualquer criatura que ficasse na sua frente como se fosse um monte bosta. Seria badass, não? É exatamente isso que eu imaginei quando vi aquele primeiro trailer desse jogo e o fato de que o Sonic usa uma espada nesse jogo, e já que não é um jogo da série principal mesmo... Tudo bem, eu rolei com isso e resolvi checar o jogo.

Pro crédito de Sonic and the Black Knight, esse jogo acerta em uma coisa que poucos jogos do Sonic acertaram: A história. Eu adoro a história desse jogo, ela tem a balança perfeita de quando se levar a sério e quando não se levar a sério, as cutscenes são divertidas de assistir porque os diálogos são bem escritos, o humor é situacional e funciona melhor do que aquelas piadas retardadas do Colors e do Lost World e a mensagem que passam no final é até madura pra um jogo do Sonic e não parece forçada. O próprio Sonic mesmo aqui tem a melhor caracterização até hoje, é um cara descontraído e legal que tenta ajudar quem ele acha que deve e sabe ser sério quando necessário... Na verdade ele é tão legal que mesmo depois de derrotar a vilã principal do jogo que tava agindo meio que por impulso emocional, ele ainda confortou ela passando a tal mensagem que eu mencionei antes.

Deixa eu ver... Eu também gosto da trilha sonora desse jogo, em especial a Live Life, música do Crush 40 que toca nos créditos, gosto dos visuais, a arte funciona e tem ambientações únicas pra um spin-off do Sonic, as cutscenes também são bonitas e apresentadas como desenhos... Me dói falar isso tudo porque eu queria mesmo gostar de Sonic and the Black Knight, só que o gameplay é tão horrível que eu não consigo engolir em prol do resto dos pontos positivos aí.

Sonic and the Black Knight é tipo uma comida que parece boa, cheira bem e é bem apresentada pela pessoa que a fez... Só que aí você tenta provar o gosto e cospe quase na hora porque é ruim.

A espada que seria a gimmick principal do jogo tem uma resposta quase quebrada, foi ridículo mexer o Wii Mote com a intenção de dar um golpe e aí ver o Sonic trombando de cara com o inimigo dele e levando dano... Mas também tinha hora que eu nem mexia o Wii Mote direito e o Sonic tava dando corte pra tudo quanto é lado como se tivesse tentando imitar o Kratos. E isso não seria um problema se eu pudesse apenas ignorar isso da espada e matar meus inimigos com o Homing Attack, mas eu não posso porque ele foi transformado num treco quase inútil aqui, não causa dano e nem nada.

O jogo é basicamente montado em cima dessa mecânica da espada e do combate, às vezes até quebrando o ritmo do jogo porque eu tenho que parar pra matar inimigos ao invés de lutar mantendo o ritmo rápido que Sonic costuma ter. Eles erraram quase que totalmente o ponto de alguma pessoa ver apelo em um jogo do Sonic com espada, e isso é triste porque esse jogo realmente poderia ter sido um spin-off fantástico se soubessem fazer direito. As fases não têm nada ofensivo se tratando do design, as lutas contra os bosses são "eh" exceto por umas QTEs meio confusas, e dá até pra jogar com outros personagens com estilos próprios de luta.

Como eu disse antes... Era pra eu gostar desse jogo, só que como a mecânica principal dele é quase quebrada, de quase nada adiantam os outros pontos positivos dele. O resultado disso é que Sonic and the Black Knight vendeu mal provavelmente por causa da recepção negativa que ele teve, e efetivamente acabou com a Storybook Series, o que é meio que uma merda porque eu gostava do conceito dessa série spin-off... Oww...


9ª Posição: Sonic Rush

Sonic Rush deve ser o jogo 2D do Sonic mais superestimado de todos os tempos... Sério, pra cada vez que um reviewer fala Sonic Rush é um jogo "no estilo dos clássicos", um chinês morre de Câncer. Sabe o que Sonic Rush tem a ver com os clássicos? Porra nenhuma! Absolutamente nada! É um jogo do Sonic moderno em 2D, nada mais e nada menos do que isso... E não é nem um jogo bom.

Ele sofre daquela mesma coisa que quase todos os jogos do Sonic da Dimps sofrem: Ou as fases são apenas segurar o botão do Boost pra vencer e passar por quase qualquer obstáculo sem muito esforço, ou então elas são lotadas de abismos e espinhos porque isso torna essas fases "desafiadoras" porque você cai toda hora. Já que os controles do jogo não foram feitos pra platforming de precisão por cima de abismos, isso quando você não tá lá correndo rápido pra de repente ser surpreendido por um abismo que te mata na hora ao invés de te levar pra um caminho diferente que nem normalmente acontece em jogos do Sonic... As fases finais desse jogo são um verdadeiro pau no cu em maior parte por causa disso.

Sonic Rush não é nem terrível ou injogável, mas só o fato de que alguém pensa que isso tem qualquer semelhança com os clássicos sempre me deixa meio triste com a raça humana no geral. Esse jogo é raso, repetitivo e frustrante demais pra eu poder dizer que tal comparação é minimamente aceitável. E os bosses... Jesus, os bosses! Os bosses desse jogo são de longe OS piores que eu já vi em um jogo 2D do Sonic, eles são tão repetitivos quanto as fases normais, demoram um ano pra usarem o maldito ataque que deixa eles aberto pra porradas e ainda por cima tem o Tails falando "NO! SANIC!" "YOU CAN DO IT!" "YEAH!" pra cada coisinha que acontece na luta... Vai se foder esse jogo!

E eu nunca vou me convencer de que a trilha sonora desse negócio é boa, nunca entendi por que diabos ela foi elogiada pra início de conversa. É só um monte de batidas eletrônicas genéricas com samples de vozes jogados por cima aleatoriamente, tudo num ritmo que dura pelo menos uns 30 ou 40 segundos até dar loop de novo... Só que ao contrário das outras músicas curtas de Sonic, essas aqui não são boas o suficiente pra eu não me importar com o fato de que elas são curtas e ficam dando loop.

Se tem uma coisa positiva que eu posso falar sobre Sonic Rush é que esse jogo introduziu a Blaze na série, que é a minha personagem feminina favorita de todas elas porque ela é badass o suficiente pra bater de frente com o Sonic e lutar ao lado dele depois, além de ter um desenvolvimento meio batido, mas convincente ainda.


8ª Posição: Sonic the Fighters

Imagine um jogo de luta 3D genérico com skins de Sonic... Pois é, tá aí, Sonic the Fighters. Um jogo com um monte de personagens que são essencialmente a mesma coisa uns dos outros, é quase que um button masher no sentido de que dá pra vencer a maioria das lutas só metralhando o combo básico de soco ou chute lá e... Ok, eu não tenho muito mais o que falar desse jogo, só que ele infelizmente existe.

Pra quem se interessa por um jogo de luta bom do Sonic, favor checar Sonic Battle ao invés disso, agradecido.


7ª Posição: Sonic Lost World

Quem diria que depois de Sonic Colors e Sonic Generations a Sega ainda arrumaria uma maneira de fazer merda com Sonic... Algumas pessoas pelo visto realmente nunca aprendem. Então depois de dois jogos que agradaram tanto a crítica quanto o público e venderam bem... Eles acharam que a melhor opção era mudar de mecânica de novo ao invés de se manterem consistentes e só melhorarem a mecânica do Generations adicionando aspectos únicos em cada jogo novo. O que diabos poderia dar errado assim? O Mario faz isso desde o primeiro jogo 3D dele e deu bastante certo até hoje, isso não é "falta de inovação", é apenas consistência, se alguém vier me falar que Sonic ia ficar repetitivo se seguisse esse caminho eu já saberia que essa pessoa não faz ideia do que tá falando.

Então Sonic Lost World veio como um jogo exclusivo do Sonic pra Wii U inspirado em Super Mario Galaxy... Sim, Super Mario Galaxy, se por acaso você ainda acha que a inspiração disso foi Sonic X-Treme e que a Sega nunca poderia estar se inspirando em jogo da Nintendo... O próprio Iizuka mesmo disse que a equipe que tava desenvolvendo Sonic Lost World nem fazia ideia de que Sonic X-Treme existia até virem vários fãs o mencionando na internet. Mas não, não é inspirado em Sonic X-Treme, só é um jogo que faz parte desse contrato da Sega com a Nintendo de exclusividade de 3 jogos do Sonic pro Wii U.

Se você achava a história do Colors ruim... A do Lost World é pior ainda, literalmente nada é explicado, tudo acontece do nada e ela termina sem ir a lugar algum. Até mesmo os seis personagens novos que ela introduz que têm tanto carisma quanto um tronco, aparecem do nada e somem do nada como se nunca nem tivessem aparecido pra início de conversa. No fim das contas eu fiquei me perguntando o que diabos essa história tava tentando fazer, mas não quero me focar nela porque eu até conseguiria engolir se o jogo em si fosse bom... O que não é o caso... Mas se você tá mesmo afim de saber as coisas mais detalhadamente, eu tenho uma review desse jogo também, fique à vontade pra ler aí.

Eu disse isso na mencionada review, mas repito aqui... O maior problema com Sonic Lost World é que esse jogo não sabe o que diabos ele quer ser. Se quer ser um jogo do Sonic ou um jogo do Mario, ou uma mistura bizarra dos dois... Ele acaba tentando ser tudo em várias fases com um monte de mecânicas diferentes e não faz nada disso particularmente bem porque nenhuma dessas coisas é polida com cautela. Uma hora você tá controlando o Sonic correndo por tubos lineares com uns caminhozinhos alternativos curtos aqui e ali que na verdade quase sempre dão no mesmo lugar e só valem a pena ser explorados se por acaso você estiver afim de pegar Red Rings já que não tem nada muito interessante neles... Então você tá num terreno quase completamente plano e vazio com uns inimigos aqui e ali e assim você repara em como o Sonic nesse jogo é lento a menos que você usa o Spin Dash... Então você vai pra seções 2D que conseguem ser mais lentas ainda...

... E aí você de repente tá controlando o Sonic dentro de uma bola de neve por nenhum motivo, depois tá controlando ele lentamente tendo que guiar frutas até trituradores, depois tem outra fase em que ele de repente pode voar porque sim, só que com controles horríveis... Eu raramente me senti jogando um jogo do Sonic nesse jogo porque ou as fases eram lentas com platforming no máximo genérico ou então elas eram "rápidas" e automáticas que nem as Mach Speed Zones que tinham em Sonic '06, inclusive você morre se bater na parede nessas fases também.

O jogo tenta dar mais atenção pra combate dando ao Sonic um movimento de chute pra acertar os inimigos quando o Homing Attack normal não funciona... Mas isso fica inútil porque o Homing Attack carregado nesse jogo mata quase qualquer coisa só com um hit... Isso quando funciona, porque tem hora que você chega perto do inimigo e a mira não aparece nele nem se você pular perto, o Homing Attack desse jogo é tão quebrado que é imprevisível a maneira como ele vai funcionar... Além de que é completamente desnecessário fazer ele mirar em vários inimigos ao mesmo tempo, foi uma simplificação besta.

A única coisa que eu achei remotamente divertida nesse jogo foi o Parkour quando funcionava direito... Mas quando não funcionava também eu acabava caindo em abismos sem nem ter feito nada de errado... Ou talvez eu ache que não tenha feito nada de errado, porque o Parkour não é intuitivo e o jogo faz um trabalho horrível em explicar como caralhos ele funciona. Mas com o tempo eu acabei pegando o jeito e me diverti um pouco usando ele nos ambientes 3D... Só não posso dizer a mesma coisa sobre as partes 2D onde eu vivia subindo nas paredes sem a intenção de fazer isso porque o Sonic sobe nelas se tiver até um pouquinho rápido. Naqueles corredores apertados onde tinham umas prensas te esmagando o Parkour mais atrapalhava do que ajudava porque eu só queria passar rápido e aí o Sonic de repente parava pra subir numa parede que eu não queria que ele subisse e nem pude evitar porque o local em si tem pouco espaço.

Talvez o jogo ficaria melhor se eles estivessem preocupados em criar um só estilo de gameplay e o polissem até ficar bom, que nem fizeram com os jogos anteriores... Até porque, seriosamente, ninguém pediu mudanças quanto a isso, ninguém mesmo. Pelo menos a Sega se fodeu com isso, Sonic Lost World não só foi mal recebido pela crítica como também foi o jogo principal do Sonic com as vendas mais baixas de todos eles, o que significa que é provável que o próximo Sonic principal não vai ter absolutamente nada do Lost World.

Amém.


6ª Posição: Sonic Labyrinth

Ehhhh... Esse é um jogo que eu verdadeiramente não sei por que caralhos existe, mas existe. Sonic Labyrinth, é considerado por muita gente até como o pior jogo do Sonic de todos os tempos, e pra falar a verdade... Bem, talvez até seja de um ponto de vista técnico, esse jogo é lerdo, os puzzles são repetitivos, os cenários são absurdamente monótonos e a única coisa que atrairia alguém nisso é que tem o Sonic... Mas só isso mesmo.

Só que eu realmente não consigo considerar Sonic Labyrinth como o pior jogo do Sonic, primeiro porque muita gente nem sabia da existência desse jogo até surgirem os emuladores... É só um spin-off tosco que saiu pro Game Gear e ninguém ligou porque... Bem... Quem diabos ligaria pra Sonic Labyrinth em uma época que tinha a trilogia do Mega Drive, os jogos do Sonic pro Master System que são ótimos e até o próprio Game Gear tinha Sonic Triple Trouble? Quem? Quem viu todos esses jogos e pensou "Ah, vou comprar Sonic Labyrinth ao invés disso!". Ninguém, porra!

Isso não anula a existência desse jogo, mas pra mim o fato dele não ter causado nenhum impacto na série em nada já me impede de considerar ele como a segunda chegada do Hitler que nem muita gente faz. É um jogo ruim, mas é só isso mesmo, um jogo ruim que caiu na obscuridade porque ninguém deu a mínima...


5ª Posição: Sonic the Hedgehog 4: Episode I

... Coisa que eu já não posso dizer sobre esse aí. Sonic 4: Episode I pode até não ser o pior jogo do Sonic e nem ser tão ruim quanto eu fazia parecer que era na época em que saiu. Mas esse jogo ainda é uma bosta, principalmente levando em conta de que ele tem "Sonic 4" em seu nome, o que obviamente só aconteceu pra ver se algum retrofag otário compra isso na esperança de ser tão bom quanto os jogos do Mega Drive. E no fim das contas isso não consegue nem ser tão "bom" quanto os outros jogos do Sonic que a Dimps fez.

Na realidade, Sonic 4: Episode I é exatamente um aglomerado de tudo o que tem de ruim nos jogos do Sonic feitos pela Dimps: Boost pads e molas por toda a parte, abismos, cheap hits de inimigos mal posicionados, cadeias de Homing Attack sobre abismos... Na verdade aqui é pior porque tem vários momentos em que você tá sendo arremessado por um monte de molas automaticamente e então do nada uma das molas te manda pra uma cadeia de inimigos no ar e você não espera isso porque... Bem... Tava tudo sendo automatizado até então, né? Isso quando você não voa por uma rampa e o Sonic deixa de rolar pra fazer uma animação escrota de "Weeee! Tô voando!" e assim ficando vulnerável a inimigos que aparecem no ar... Que você só vai ver que estão lá até ser atingido.

Outra coisa que torna esse jogo ainda pior do que todos os outros da Dimps é a física, que já foi discutida mais vezes do que o Iizuka deixou de escovar os dentes. A física desse jogo não é só "diferente" ela é diferente e ruim mesmo, não dá pra usar o movimento de roll do Sonic, não dá pra ganhar velocidade usando ela, o Sonic pode ficar parado em paredes verticais e os controles de pulo são bizarros porque o Sonic não tem qualquer peso, se você pular apertando pra frente, o Sonic vai pular com impulso pra frente... Mas se você soltar o D-Pad, ele perde completamente esse impulso e cai que nem uma bola de chumbo no chão... Isso vale até mesmo pros canhões da Casino Street, um vez eu me atirei pensando que o Sonic iria passar por cima de tudo pra chegar do outro lado da fase... Mas aí ele parou o percurso no meio do caminho e caiu num abismo.

De resto... Não tem quase nada que esse jogo faça certo pra falar a verdade, os cenários são versões pioradas do que já teve em Sonic 1 e 2, os bosses são também versões pioradas dos jogos citados, inclusive até o Final Boss é um rehash descarado... A única diferença é que eles entram em uma espécie de modo de "pânico" quando estão perto de morrer, mas demoram tanto pra realizar o ataque desse modo que dá pra matar eles antes mesmo de fazerem qualquer coisa nisso. O único boss que eu me lembro de ser remotamente interessante é o da Lost Labyrinth.

No máximo eu posso dizer que Sonic 4: Episode I fica meio que suportável se por acaso você se acomodar com todas essas falhas... Mas isso é a mesma coisa que dizer que comida estragada fica digerível quando você se acostuma com o gosto ruim dela.

Talvez se o nome desse negócio não fosse "Sonic 4", eu nem daria a mínima, mas como é... Ele carregava uma grande responsabilidade de continuar a série clássica do Sonic e não fez nada além de manchá-la, isso já é mais ofensivo do que Sonic Labyrinth sonharia em ser.


4ª Posição: Shadow the Hedgehog

Se você encontrar alguma pessoa que diz odiar o Shadow... A maior probabilidade de qual seria o motivo desse ódio contra ele é esse jogo. Muita gente até considera Shadow the Hedgehog como o jogo que começou a "era sombria" do Sonic que durou até 2009, mas pra mim essa era sombria já começou lá em 1998 com o primeiro Sonic Adventure, só começou de leve lá. O jogo do Shadow de fato foi o que deu o "BOOM!" na era sombria pra ela se expandir feito um câncer.

Pra falar a verdade... Eu até acho a ideia do sistema de progressão desse jogo interessante, você escolhe de que lado ficar e dependendo das suas ações a história e as fases em que você vai jogar mudam e te levam pra finais diferentes. Parece ótimo, mas foi tão mal executado que dificilmente dá pra contar isso como algo positivo. Pra início de conversa... Independente de qual lado você está, se é dos aliens ou dos humanos, todo mundo te ataca, ninguém te considera como aliado... Por que? Eu não sei.

Mas aí tem também o fato de que a maioria das missões Hero ou Dark são "Mate 70 soldados da GUN" ou "Mate 70 aliens". As poucas fases em que essas missões realmente mudam são as melhores do jogo, mas elas são isso, poucas, a maioria delas vai sempre ser aquela mesma repetição com direito a backtrack lá pro começo da fase porque talvez algum soldado/alien passou batido por você. Isso porque eu nem comecei a falar das fases na Ark onde a Maria te ajuda no lado Hero... Jesus, aquelas fases são horríveis! Não dá pra saber onde diabos ir porque todas as salas parecem a mesma coisa, os mapas que ficam no jogo não fazem o menor sentido e não existe nenhum senso de direção nessas coisas.

A história também é ruim, mas pra falar a verdade ela chega até a ser engraçada porque os diálogos são hilários na tentativa de serem mais maduros e "profundos" e os dubladores só tornam isso ainda piores nas performances sem emoção deles... Daí tem o fato de que o Black Doom e a raça dos aliens lá são enfiados de qualquer jeito na backstory do Shadow sem adicionar nada na verdade. Então eu até posso dizer que gosto da história, só que pelos motivos errados.

Se eu posso recomendar alguma coisa desse jogo... Bem... A trilha sonora talvez, mas mais pelas músicas cantadas do que as das fases em si já que muitas soam dolorosamente genéricas.


3ª Posição: Sonic 3D Blast

Tá aí um jogo do Sonic que eu esqueci completamente quando fiz a lista antiga... E eu nem sei como diabos esqueci de um jogo ruim desses. Sonic 3D Blast é meio que um Sonic Labyrinth melhorado na teoria, mas eu vejo os dois como quase igualmente ruins... O 3D Blast só consegue ser mais feio e repetitivo ainda, além de ter controles piores.

Pelo menos Sonic Labyrinth era controlável, talvez por ser lento pra caralho, mas ainda assim controlável... Sonic 3D Blast parece um jogo onde botaram o Sonic numa pista de sabão e ele passa o tempo todo escorregando e tentando se manter em pé. É horrível controlar o Sonic precisamente pelo cenário quando qualquer mexidinha faz ele se mover mais do que você queria e o D-Pad pra um jogo 3D é simplesmente imprático, pior ainda é quando você resolve tentar pular nos inimigos e não consegue porque não só os controles são ruins como a visão isométrica deixa mais difícil ainda essa tarefa que nos jogos 2D do Sonic era simples.

Rolar nos inimigos não é lá muito fácil também porque o Sonic continua escorregadio, mas pelo menos é mais confiável do que pular quando você não tem aquele escudo que dá o Homing Attack pra ele. E ainda assim, Sonic 3D Blast é um jogo chaaaaaaaaato pra diabo... Você tem que ficar achando inimigos pra resgatar os Flickies, as fases são confusas e é mais fácil ficar perdido aqui do que passar por uma seção automática de um jogo da Dimps. Por que eu tô fazendo isso em um jogo do Sonic mesmo? Quando eu penso em Sonic, eu penso em um jogo com ritmo rápido que tenha também exploração e desafios legais, não em ficar caminhando por aí derrotando inimigos desajeitadamente pra resgatar um bando de pássaros.


2ª Posição: Sonic Free Riders

Quando eu soube que viria um novo Sonic Riders... Eu até fiquei moderadamente interessado porque na época achei o Zero Gravity decente. Só que então quando eu vi que esse novo Sonic Riders seria um jogo pra Kinect, eu já perdi qualquer interesse e ainda disse "Esse jogo vai ser uma bosta". Não deu outra, esse é o jogo do Sonic pós-Unleashed com a pior recepção tanto da crítica quanto do público, tem gente que até acha esse jogo pior que Sonic '06, mas... Nah.

Sonic Free Riders pode ser usado como o exemplo perfeito de por que o Kinect é uma bosta e só serve pra joguinhos casuais de dança e coisas do tipo. Os controles desse jogo são inacreditavelmente quebrados e sensíveis, você tem que ficar desajeitadamente se inclinando pra um lado e pro outro pra ajustar o Sonic na pista, caso contrário ele voa lá pro lado e fica batendo na parede se por acaso você só quiser virar pra uma direção. As pistas são decentes pelo que eu vi, mas não adianta muito quando correr nelas não é nem um pouco divertido e/ou interessante... E eu não sei quem foi o retardado que achou que seria legal ficar pulando e girando no ar pra fazer manobras.

Aliás... Eu acabei de lembrar que até o menu desse jogo é quebrado, o cursor se comporta de uma maneira imprevisível e várias vezes você vai ficar rodando o menu quando essa não era a sua intenção, porque o menu é tão mal programado que se o cursor chega um pouquinho até o canto pra cima da tela ele já gira ao invés de ter algum movimento específico pra girar o menu ou algo assim. E nem vale a pena ficar lutando contra esse menu, o gameplay é horrível, a história é quase inexistente e só tá lá pra mostrar os dubladores novos da série... E a progressão consegue ser pior ainda porque entre as fases do Story Mode você vai ter que ficar fazendo missõezinhas bestas como "colete X anéis"... Que são horríveis de fazer porque os controles são quebrados e é um suplício fazer seu personagem passar pelos anéis pra pegar eles.

Sonic Free Riders nem é o único jogo "não-casual" de Kinect com controles quebrados, praticamente todos os outros assim são a mesma coisa, com Dragon Ball Z sendo a pior ofensa desses... Por que as pessoas fazem isso? Por que não fazem jogos onde eu posso jogar com um joystick com controles bons e responsivos? Esse jogo foi totalmente desnecessário tanto no sentido de ser pra Kinect quanto no de ser uma sequência do Zero Gravity que na verdade não adiciona merda nenhuma no que ele começou... Na verdade ele até descarta aquela mecânica de gravidade que era a coisa mais legal.

... Por que???


1ª Posição: Sonic the Hedgehog (2006)

Outro jogo que também é previsível de estar no topo de uma lista dessas... Mas assim como eu disse antes, a culpa não é minha e sim da Sega por fazer um jogo com esse nível de ruindade, reclamem com eles.

Sonic '06 é um jogo que à essa altura já foi mais malhado do que boneco de malhação de Judas e eu não tenho muito mais o que adicionar à essa "malhação" toda. Todo mundo já sabe que a história é uma bosta pretensiosa mal escrita e cheia de buracos porque os roteiristas desse jogo não faziam ideia de como fazer uma história com viagens no tempo, o gameplay é uma bagunça bugada onde nada funciona direito, os hubs são chatos, as Town Missions são monótonas, o jogo tem Loadings longos e frequentes... Meh, eu não sei o que mais falar disso.

Então vou só dizer que Sonic '06 tem uma trilha sonora boa, e só isso mesmo. Você pode ir lá no Youtube e ouvir ela que vai estar aproveitando a única parte boa do jogo sem nem ao menos precisar jogá-lo. Me agradeça depois.

E se por acaso você quer saber o que eu acho desse jogo com mais detalhes, só clicar aqui que tem uma review... Eu tô realmente cansado de falar sobre ele.


E agora acabou... Essa é a minha lista provavelmente definitiva dos melhores e piores jogos do Sonic e a outra lá vai ser apagada porque já não faz mais sentido dela existir. Vou começar a apagar outros posts antigos também na medida em que eu vou fazendo esses "remakes" deles, mas por agora... É isso.

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