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Maratona do Luigi Vermelho [Parte 1]

By : Ryu

Pois é, chegou a hora de eu finalmente dar a devida atenção a um personagem que eu realmente nem comentei muito sobre nesse blog: O Mario!

Mario é um assunto do qual eu raramente falo nesse blog, não é mesmo? Eu só tenho uma review tosca de Super Mario Sunshine que eu ainda irei refazer, e no máximo o Mario só apareceu em uns posts aleatórios meus. Por que eu escrevo sobre Mario com uma frequência tão baixa? Eu... Sinceramente não sei responder a essa pergunta. Por acaso eu não gosto de Mario? Mas é claro que eu gosto!

Porra, Super Mario World de SNES foi o primeiro jogo eletrônico com o qual eu tive contato em toda a minha vida! Foi graças ao Mario que eu comecei essa minha obsessão por jogos que teve início nos meus 4 anos de idade, foi gradualmente destruindo a minha vida social até eu chegar onde eu estou hoje, sem qualquer vida social e apenas com jogos pra me distrair. E isso foi a melhor coisa que já me aconteceu, se por acaso o encanador da Nintendo realmente existisse e eu o encontrasse, eu daria um abraço nele, pediria seu autógrafo e falaria o quanto a minha vida mudou graças a ele e o quanto eu devo a ele!

Mas se eu tenho tanta consideração assim por Mario, então por que caralhos alados eu quase nunca faço posts sobre ele aqui? Eu ainda não sei responder isso com clareza... Eu gosto de Mario, bastante, mas sabe quando você gosta de algum jogo e ao mesmo tempo sente dificuldades pra falar sobre ele? Então, é mais ou menos o meu caso com a maioria dos jogos do Mario, e isso não significa que esses jogos sejam ruins, só eu que sou estranho mesmo, as vezes nem eu entendo minha própria pessoa.

Bem... De qualquer forma, essa palha assada aí acabou e agora eu vou iniciar uma maratona do Mario, como eu havia indicado no fim da maratona do Megaman. E o Mario também não tem poucos jogos não, os principais, que são os que eu vou jogar, ao todo são dez:

Super Mario Bros., Lost Levels, Super Mario Bros. 2, Super Mario Bros. 3, Super Mario World, Super Mario 64, Super Mario Sunshine, Super Mario Galaxy, Super Mario Galaxy 2 e Super Mario 3D World que eu joguei há alguns meses atrás.

Sim, bastante coisa, então melhor começarmos logo...


Tudo isso começou com a Nintendo, que até então era uma empresa de video games não muito grande que só estava tentando estabelecer seu lugar no mercado, já que eles tentaram mexer com quase tudo antes disso e não foram muito bem sucedidos. Vendo o sucesso que o Pac-Man da Namco tava fazendo enquanto o próprio jogo da Nintendo chamado Sheriff tava sendo ofuscado, o presidente Hiroshi Yamauchi decidiu chamar o artista do jogo passado pra criar um novo que seja tão icônico quanto o da Namco...

Quem é esse artista? Ah, um tal de Shigeru Miyamoto aí, acho que você provavelmente não conhece esse cara.

Então esse japonês feioso aí criou o Mario, que no momento era chamado de Jumpman e apareceu pela primeira vez num jogo chamado Donkey Kong, onde ele tinha que salvar uma garota chamada Pauline, que supostamente seria sua namorada, das garras de um macaco chamado Cranky Kong (sim, o mesmo dos Donkey Kong Country lá) que a raptou e tá levando ela pra longe. Como o jogo não tem nenhum final definitivo, só acaba quando o Mario é derrotado e essa garota não aparece mais no canon da série... Eu vou assumir que o Cranky acabou conseguindo fugir, levar ela pra um matagal aí e descascar sua banana o dia inteiro com ela.

Então quando o Mario finalmente a encontrou, ela estava morta e com suas roupas rasgadas. Chocado com a morte horrível da sua amada, o pobre encanador italiano resolveu se afogar em bebidas e drogas junto com seu irmão Luigi até engordar e começar a ver um mundo bizarro com tartarugas falantes e cogumelos à sua volta onde ele encontrou um novo par amoroso e um novo inimigo que também sequestra ela, assim tendo que salvá-la eternamente por isso simbolizar o seu desejo de ter conseguido salvar a Pauline antes.

... Ok, isso é minha teoria sobre a história do Mario, mas eu sei que não é verdade.

Mas sim, Donkey Kong acabou fazendo sucesso e deu à Nintendo oportunidade pra fazer mais jogos de arcade de sucesso como o primeiro Mario Bros. até conseguir dinheiro suficiente pra fazer um console com cartuchos e tudo bonitinho assim como a Atari fez. Tudo isso durante a crise dos video games lá nos anos 80 porque a maioria dos jogos do Atari 2600 eram tão empolgantes quanto assistir um episódio de Naruto.

Assim surgiu o Famicom, que veio pra cá como Nintendo Entertainment System (NES) e reviveu a indústria dos video games por ter muito mais jogos bons e inovadores do que o Atari e seus 73982631263 shooters de nave espacial, além do jogo do E.T.

Mas ok, eu não vou culpar o Atari 2600 porque foi um dos primeiros consoles criados e na sua época ele também foi interessante pro pessoal... Não sou fã do console porque não consigo animar de jogar algum jogo dele, não tem muito efeito em mim já que eu não vivi essa época dele e parece primitivo demais pra mim. Mas reconheço que ele teve certa importância em construir o que temos hoje em dia.


Então o primeiro jogo do NES foi Super Mario Bros., protagonizado pelo Mario, que recebeu oficialmente esse nome lá no jogo dos Arcades, e o Luigi também entrou no jogo, mas só é controlado pelo Player 2 e ainda era só um "Mario verde"... Pois é, a vida era difícil pra ele nesse momento, e talvez seja até hoje.

Bem... Eu inventei aquela história de fundo pro Mario, mas na verdade é algo mais bizarro ainda agora que eu fui procurar sobre. A história se passa no Mushroom Kingdom, obviamente, mas a paz é quebrada quando um Koopa (pra não começar essa discussão sobre tartaruga x dinossauro) chamado Bowser fica com inveja do reino... Porque é maior do que o dele, eu acho... Então ele resolve invadir o reino com seu exército de Koopa Troops e joga um feitiço no reino que transforma seus habitantes em blocos.

A única pessoa que pode desfazer esse feitiço estranho é a governante do Mushroom Kingdom: A Princesa Peach... Aliás, isso é uma coisa que sempre me incomodou não só em Mario, mas em outras séries... Se ela tá sozinha, os seus pais não são vistos em lugar algum e nem nada... Por que diabos ela é uma princesa? Ela não deveria ser a rainha do Mushoom Kindom? Quando uma rainha morre/some, a filha dela que era princesa se torna a nova rainha, não? Então por que isso não funciona assim em obras de ficção? Porque ela é bonitinha e aí só vira rainha mesmo quando estiver velha e acabada?

Mas ok, o Bowser então sequestra a Peach pra que ela não possa desfazer o feitiço aí. Só que por algum motivo, Mario e Luigi não foram afetados por esse feitiço e aí resolveram ir lá salvar a Peach e restaurar a paz ao Mushroom Kingdom.

Então... Sabe os blocos que você sai quebrando/batendo por aí nos jogos do Mario pra conseguir power-ups ou moedas? Na verdade são habitantes do Mushroom Kingdom que foram afetados pelo feitiço, então o Mario mata mais gente nos seus jogos do que o Bowser que só sequestra a Peach e domina as áreas do Mushroom Kingdom. E pior: Essas moedas e power-ups provavelmente estavam sendo carregadas por esses habitantes de lá, então o Mario não só tá matando eles fazendo isso como também tá roubando seus pertences.

E você aí pensando que tava sendo um herói bondoso que só quer trazer a paz, né?

Enfim... Essa é a história do Mario, e é tão simples e rasa quanto você pode imaginar. Tem alguma coisa errada com isso? Na verdade não, apesar de eu não entender exatamente como o Mario e o Luigi não foram afetados pelo tal feitiço do Bowser, é o que todo mundo chama de "plot armor". Mas é... Mario sempre foi o mais fraquinho desses personagens de platformers em matéria de enredo, no entanto ironicamente ele é um dos poucos que se manteveram consistentemente bons com o tempo enquanto a maioria dos outros foram piorando ou simplesmente morreram.

Sim, quem me conhece sabe que eu gosto mais, por exemplo, do Sonic como personagem e do lore dos jogos dele do que do Mario e inclusive prefiro a maioria dos jogos antigos dele aos do Mario... Mas eu não vou negar que depois da época das 16-Bit Console Wars, o Mario simplesmente destruiu o Sonic quanto à qualidade dos seus jogos.


Pra falar a verdade... Eu sou uma dessas pessoas que acha que Super Mario Bros. visualmente não envelheceu tão bem assim. Sim, eu compreendo que foi um dos pais dos video games e tecnicamente o pai dos platformers, mas é meio que como o caso do primeiro Megaman... Eu não gosto muito da paleta de cores desse jogo e de como ela não é tão variada assim, apesar que aqui é pior porque o primeiro Megaman tinha cenários bem distintos uns dos outros.

Aqui normalmente é sempre uma cor que acaba sendo a cor de todos os objetos existentes das fases. As fases de overworld têm quase tudo marrom com uns backgrounds de montanhas/moitas verdes ocasionais, as que se passam nas cavernas são quase todas pretas e azuis-escuras, as aquáticas são azuis com quase tudo verde, os castelos são sempre cinza e preto... Acho que você entendeu.

Mas eu tenho que dizer que isso é até legal de olhar, até porque os gráficos desse jogo ainda são melhores do que qualquer coisa que veio antes já que o que tínhamos no Atari 2600 era só um monte de coisas geométricas que requeriam imaginação pra parecerem alguma coisa. Aqui o modelo do Mario realmente parece um cara gordo e bigodudo, as moitas parecem moitas, as montanhas parecem montanhas e cada objeto é distinguível um do outro.

Então sim, eu sei dos "méritos gráficos" desse jogo e nem acho que ele parece horrível atualmente, só que as cores são bem limitadas e os cenários não são tão variados assim... Mas pros anos 80 e pro primeiro jogo do NES, ele é bem bonitinho. E eu nem preciso falar muito da trilha sonora, né? Deve ser a OST mais popular da história dos video games, todo mundo conhece a música do Overworld, das fases em cavernas, das aquáticas e... Até a dos castelos que eu não gosto muito porque é repetitiva e fica irritante depois de um tempo. Mas a OST em si é contagiante pra caralho até mesmo hoje em dia.

O gameplay é bem simples: Você controla o Mario, pode andar, correr e pular. Não acredito que alguma pessoa viva nunca tenha jogado Mario pra não saber como isso funciona, o D-Pad controla ele, o A faz ele pular e segurando B você faz ele correr pra se mover mais rápido fazer pulos mais longos também, e ele até que corre rápido e pula bem alto pra um cara gordo aparentemente nos seus 30 anos de idade.

Na maior parte do tempo, os controles desse jogo são bons, é fácil controlar o Mario e pular em cima dos inimigos que vão desde Goombas que morrem com uma simples bundada do nosso herói até Koopa Troops que você pula uma vez pra eles ficarem dentro dos seus cascos e depois pode chutar pra frente/trás e matar outros inimigos com isso... Mas têm aqueles inimigos mais chatos como aqueles filhos da puta que ficam numa nuvem jogando uns monstros com espinhos nos quais o Mario não pode pular pra matar... E o pior de tudo: Os Hammer Bros.

Esses malditos quase sempre aparecem em duplas, e se você não tiver uma Fire Flower pra poder jogar uma bola de fogo e matar eles o mais rápido possível... É bom rezar pra você dar sorte e eles se manterem em cima dos blocos que você pode bater por baixo pra matar, porque pular em cima desses caras é quase uma morte certa porque o padrão de ataques deles é ridículo e a collision box pior ainda já que eles tão sempre jogando aqueles martelos e mesmo quando param, você tem 1 segundo pra pular antes que eles armem o próximo martelo pra jogar... Daí acontece aquela cena onde você pula em cima dele, mas morre por causa de um martelo que tava no mesmo local que ele.


Mas acho que fora esses caras, as fases aquáticas que são monótonas pra caralho e os castelos do Bowser onde eu derroto algum Goomba ou qualquer inimigo genérico que tava disfarçado e no fim sempre tem um Toad arrombado mostrando o dedo do meio pra mim e me dizendo "A princesa não tá aqui. Agora vaza daqui, seu merda!"... Eu não achei Super Mario Bros. um jogo muuuito difícil. Talvez porque os jogos do Megaman me deixaram mais acostumado com a dificuldade padrão do NES, mas eu realmente achei Mario bem mais leve do que eles.

Sim, você pode morrer se não tomar cuidado em várias partes como por exemplo aquelas fases onde você tem que passar correndo pelas pontes e evitar ser atingido por peixes voadores [?] que podem vir de qualquer direção... Ou as fases dos filhos da puta da nuvem lá que eu mencionei. Mas até elas não são impossíveis, basta você tomar cuidado com o que faz, é quase sempre um caso de saber quando passar correndo e pulando tudo pela fase e quando ir mais devagar.

Pra ser honesto, a maioria das vezes em que eu morri nesse jogo, nem foi exatamente por causa de algum obstáculo do jogo e sim porque os controles de pulo do Mario quando corre antes de pular acabam sendo meio estranhos. Tem hora que eu passo correndo e pulando por um monte de coisa, porém o Mario carrega tanto momentum que é meio difícil controlar o pulo nesse caso, o que significa que é bom você ter um cálculo perfeito pra essas coisas, caso contrário você pode muito bem errar o pulo e cair em algum abismo nas fases com mais platforming.

Mas fora isso, os controles do jogo são bons e quando o Mario anda/pula na velocidade normal, eu não tenho nenhum problema em controlar ele. De resto, além do cogumelo que deixa o Mario maior e dá mais um hit, tem a Fire Flower que deixa o jogo mais fácil por matar a maioria dos inimigos só com um hit, a Super Star que dá aquela invencibilidade pra ele... E acho que por esse jogo é só de Power-Ups, mas é o suficiente pra você conseguir se virar.

O level design em si é bem linear, a maioria das fases são só ir do começo ao fim da fase enquanto passa pelos obstáculos em todos os 8 mundos, com o único diferencial nesse quesito sendo os castelos do Bowser que requerem que você passe pelos caminhos certos ou então a fase vai simplesmente se repetir num loop infinito... E essas são as fases mais chatas do jogo pra mim porque elas nem são intuitivas, às vezes eu achei que jogar bem e alcançar o melhor caminho era a opção certa quando na verdade eu tinha que ir pro caminho mais perigoso... O jogo tá meio que me punindo por jogar bem botando um caminho inútil pra eu alcançar e me fazendo ir pelo caminho convencional.

Mas ok, apesar da linearidade geral, Super Mario Bros. tem Warp Zones escondidas nas fases, elas te deixam pular direto pra mundos específicos dependo de qual cano você pega quando há mais de uma opção. Graças à isso, é possível zerar Super Mario Bros. em menos de 10 minutos se você já souber onde fica a Warp Zone do World 1 que te leva pro World 4 que tem uma fase na caverna com uma Warp Zone que te leva direto pro World 8. É só uma questão de explorar, ver em quais canos dá pra entrar e descobrir umas salas secretas e quais blocos crescem plantas onde você sobe pra acessar alguma área secreta cheia de moedas. Mas é bom procurar mais devagar, porque se você passar correndo enquanto procura essas coisas e por acaso passou direto por um cano ou bloco especial... Já era, não dá pra voltar, o jogo só te permite ir pra frente e nada mais.

Moedas não fazem muita coisa além de te dar uma vida à cada 100 delas coletadas, mas normalmente eu prefiro fazer aquele bug no World 3-1 de pular no casco da tartaruga num daqueles "degraus" pra conseguir um monte de vidas de uma vez. Pode falar que isso é trapacear ou o que for, mas vidas nesse jogo são bem raras por estarem em blocos escondidos e se você perder todas elas... Game Over, vai pra tela de título do jogo e começa tudo de novo. Sem Continues pra você, casual de merda!

Então sim, eu fiz esse bug mesmo, consegui uma porrada de vidas que eu perdi a conta e acho que nem o jogo mesmo contou, ficou meio bugado o contador de vidas lá, mas não me arrependo de nada!

Pra falar a verdade eu acho que perdi só umas 6 vidas durante o jogo todo. Mas tudo bem, melhor prevenir do que remediar, é o que dizem...

Uma coisa que me deixou decepcionado é como os "bosses" desse jogo são fáceis. Sim, é sempre um inimigo qualquer disfarçado de Bowser em cada castelo até você chegar no World 8 e enfrentar o próprio, mas quase não tem diferença na estratégia pra matar eles ou o Bowser verdadeiro. Você pode jogar as bolas de fogo da Fire Flower até o inimigo ser revelado e morrer ou alcançar o machado lá do outro lado da tela pra destruir a ponte e aí o Bowser cair na lava... Mas a única diferença é que fica mais difícil pular por cima do Bowser porque depois de um tempo ele começa a jogar martelos pra cima ao invés de só cuspir suas bolas de fogo... Mas ainda assim é fácil passar porque ele pula e te dá uma chance de passar por baixo dele e alcançar o machado.

Engraçado, eu sempre condenei bosses sem graça na maioria dos jogos do Sonic também, tá aí um coisa que ele certamente tem em comum com o Mario. Mas ok, pelo menos as fase sem si são desafiadoras o suficiente em ambos os casos...


No fim das contas, Mario e Luigi (canonicamente, os dois derrotaram o Bowser juntos) conseguiram pôr um fim no Bowser provavelmente jogando ele na lava que nem os seus outros sete clones... E aí finalmente no final do maldito castelo tá a Peach, que além de só agradecer o Mario e não fazer mais nada, diz que tem uma nova quest pra ele.

Porra, eu atravessei oito mundos, tive que lidar com peixes voadores, gente jogando bolas de espinho em cima de mim, passei por oito castelos pra encontrar um homem-cogumelo da puta que pariu me dizendo que ele não é você e encarei um dinossauro-tartaruga gigante que cospe fogo e joga martelos oito vezes... Pra você simplesmente dizer "obrigado" e aí mostrar uma outra quest? Mais nada? Nem um beijinho?

Por isso eu odeio essa vaca aristocrata dos infernos. Vá se foder, Peach!

Mas ok, falando sério agora... Sim, o jogo acabou, porque a nova quest é basicamente um modo Hard onde tem mais inimigos/obstáculos nas mesmas fases e tal. Se por acaso você achou o jogo normal fácil demais, deve animar de realizar essa outra quest até o final, eu fiquei com preguiça mesmo e resolvi pular pro próximo jogo logo...


... Que por sinal, não é nem um que eu gosto.

Claro, Super Mario Bros. foi um sucesso estrondoso e praticamente reviveu a indústria dos video games... Aliás, esse era o jogo mais vendido do mundo até ser destronado por Wii Sports.

... É, Wii Sports é o jogo mais vendido do mundo atualmente. Decepcionante saber disso, eu sei.

Mas enfim, Super Mario Bros. teve uma sequência, mas essa só ficou por lá no Japão enquanto aqui no ocidente depois viria um jogo completamente diferente... E sabe, depois de jogar esse jogo, eu vejo por que a Nintendo só quis deixar lá no Japão mesmo.

Sim, me refiro a Super Mario Bros. 2, aqui no ocidente conhecido como Super Mario Bros.: The Lost Levels. Muita gente odeia o outro Super Mario 2 que veio pra cá, mas eu mesmo gosto daquele jogo enquanto acho esse aqui uma merda, simplesmente porque eu nem ao menos consigo considerá-lo como sequência do primeiro Mario.

O que uma sequência boa de um jogo faz? Normalmente, elas pegam o que funcionou no anterior e melhoram enquanto descartam a maioria das coisas que não funcionaram. Exemplos não faltam: Sonic 2, Megaman 2, Donkey Kong Country 2, Rayman Legends, Assassin's Creed II, Max Payne 2... Todos esses são boas sequências que se mantém fieis aos seus antecessores e não só melhoram o que funcionou antes como adicionam suas próprias coisas à tal fórmula.

The Lost Levels não é esse tipo de sequência... O jogo é tão quase-igual ao primeiro Super Mario que eu nem vou perder muito tempo em falar sobre ele aqui. Os controles são os mesmos, os Power-Ups são os mesmos exceto que agora tem um cogumelo envenenado que te mata, e agora tem como jogar com o Luigi, apesar que ele é pior do que o Mario por ter controles absurdamente escorregadios... E não, eu não acho que ele deva ser um "Mario verde", mas não foi aqui que acertaram com o gameplay dele.

Mas é só isso mesmo, Lost Levels tem o Luigi que é marginalmente diferente do Mario e... Alguns dos level designs mais horrendos que eu já vi num platformer 2D. Seja lá quem for que fez isso, essa pessoa tem um tesão dos infernos por abismos e Koopa Troops posicionados acima deles pra você pular... Sério, as fases desse jogo são cheias disso, e os controles simplesmente não funcionam com esse tipo de coisa, você tem que pular e acertar os Koopa Troops aéreos de uma forma muito específica ou então você vai cair e morrer.

Pior ainda são os castelos, Jesus... Os inimigos são ofensivamente mal posicionados ao ponto de que tem hora que eles são inevitáveis e você não pode voltar a tela na fase, assim como o primeiro. Em um dos castelos eu me lembro de ter passado por um caminho estreito com o Mario pequeno onde eu nem podia pular, daí de repente eu vi um daqueles inimigos com casco preto vindo na minha direção e não pude fazer nada além de esperar ele vir e me matar.

Esse jogo nunca para com esse posicionamento ridículo de inimigos e obstáculos, teve um castelo que eu não me lembro qual era que tinha umas plataformas com espaço curto e lava no meio que eu tinha que passar correndo já que o Mario passa direto por elas assim e é mais rápido do que ficar pulando, então continuei correndo... Até que na próxima tela eu fui surpreendido por uma daquelas "linhas" de bola de fogo que ficam girando, só que era uma enorme e ela me acertou de cara, sem eu nem ter tempo de frear e tentar desviar. Isso não é desafio, é level design ruim, o jogo não flui dessa forma a menos que você seja o melhor jogador de Mario do mundo.

... E eu nem quero começar a falar desse tipo de coisa. A especialidade desse jogo é botar pulos/saltos desse tipo nos castelos onde você tem que segurar pra direita e rezar pra que o Mario consiga passar pelas duas paredes apertadas lá pro lado e prosseguir pela fase, o que é completamente aleatório. Tem hora que eu seguro e ele passa de boa, mas tem hora que ele cai e morre.

Eu sei que a intenção era fazer um jogo mais difícil do que o primeiro e eu gosto de jogos mais desafiadores... Mas isso é ridículo. Esse tipo de coisa não é desafio justo e sim level design ruim, esse jogo nem parece uma sequência do primeiro Super Mario Bros. e sim um hack mal feito, eu nem sei como diabos o pessoal consegue dizer que isso é melhor do que o outro Super Mario Bros. 2 que veio pra cá... Do qual eu vou falar daqui a pouco.

Enfim... Eu não joguei muito esse jogo, achei ele um saco e não tenho muito mais o que falar, ele é só o primeiro Super Mario Bros. com level design escroto. E eu nem sequer ia falar dele aqui porque eu não contaria isso como sequência, mas como outras pessoas queriam que ele estivesse incluído nessa maratona... É, eu tentei.

Mas o primeiro Super Mario Bros. é sim um jogo bom, ele envelheceu bem apesar de ser realmente arcaico em alguns aspectos, mas é o primeiro platformer bom que surgiu afinal de contas. Não é meu jogo favorito do Mario nem mesmo dos de NES, mas eu o respeito pelo que ele fez numa época em que video games estavam quase indo pro beleleu de vez.

Já Lost Levels é um saco, só dá pra tirar algum proveito desse negócio se você realmente for um mestre com relação ao gameplay do primeiro... O que eu não sou, e ainda assim isso não justifica o level design horrendo que tem nisso, então foda-se esse jogo.

Agora vamos falar do nosso Super Mario Bros. 2...


... Que na verdade é uma versão modificada de um outro jogo do Shigeru Miyamoto chamado Doki Doki Panic, mas acho que todo mundo já sabe disso, então não vou perder muito tempo falando sobre as similaridades entre os dois jogos e tal. Dizem que esse jogo é uma versão melhorada de Doki Doki Panic, que tem coisas adicionais, mas como eu nunca joguei o original... É, não tem como eu falar demais sobre isso.

Deixando de lado essa backstory sobre Doki Doki Panic... Como Super Mario Bros. 2 se sai? É um título que merece a difamação que recebe das pessoas ou é uma gema subestimada do NES? Pra falar a verdade... Eu acho as duas coisas. Ao mesmo tempo que tem várias coisas que eu não gosto nesse jogo, também existem outras que eu gosto bastante, e toda vez que eu pego esse jogo pra jogar eu fico com sentimentos misturados sobre ele.

Será que dessa vez eu vou conseguir finalmente formar uma opinião sólida sobre esse bendito jogo? Provavelmente não, mas vejamos...

Enfim, começando pela história... A Peach foi raptada pelo Bowser de novo e o Mario agora precisa salv- Peraí, não é isso não? Oh... Ok.

Pois é, na verdade o Bowser nem sequer aparece ou é mencionado nessa história, tampouco a Peach é raptada já que ela é uma personagem jogável aqui. Tudo começa quando o Mario tem um sonho onde ele sobe uma escada longa que leva a uma porta misteriosa que estava casualmente lá no meio do ar, abrindo a porta, ele vai parar num mundo diferente chamado Subcon. Essa terra dos sonhos era um lugar bonito e pacífico, até ela ter sido dominada por um rei sapo tirano chamado Wart, que fez as suas vilãozices e tal e então o Mario é a única pessoa que pode salvar esse lugar dele.

Então depois disso, Mario se reune com Luigi, Peach e Toad pra falar sobre esse sonho estranho. Mas pro choque de todos, eles também tiveram esse mesmo sonho, então eles acabaram achando uma caverna com uma escada e uma porta exatamente como o que tinha nos seus sonhos... Então assim que eles abrem, descobrem que Subcon existe e tudo aquilo do sonho era verdade, talvez era uma premonição ou algum aviso, sei lá... Subcon é a terra dos sonhos afinal, mas ok.

Surpresos com essa mudança inesperada de eventos, Mario e os nossos heróis resolvem se aventurar em Subcon e embarcar numa aventura pra livrá-las das garras de Wart e trazer a paz de volta. Enquanto isso, o Bowser provavelmente está na sua fortaleza assistindo Tom & Jerry enquanto pensa em um plano pra se vingar da sua derrota no primeiro jogo.

Não tenho muito o que comentar dessa história pra falar a verdade, eu só saberia disso lendo o manual do jogo ou então a Mario Wiki. No entanto, foi uma boa não repetir a mesma história sobre a Peach ter sido sequestrada pelo Bowser que nem fizeram no Lost Levels que eu ainda me recuso a considerar como sequência do primeiro Mario Bros. De qualquer forma... Ok, é uma história.

Não espere ver nada muito mais complexo que isso nas histórias dos outros jogos dessa maratona. Mas tá, foda-se a história! No dia em que um jogo mainstream do Mario tiver uma história que valha a pena comentar algo além de "Isso existe", eu vou socar um cartucho de Mario Is Missing no meu cu e empurrar com um Wii Mote até fazer ele sair pela boca.

... Mentira, não vou.


Uma coisa que todos nós podemos concordar é que Super Mario 2 é muito mais bonito do que o primeiro, certo? O jogo tem cenários com mais detalhes, cores muito mais vibrantes e variadas, os modelos do Mario e dos outros personagens são bem mais detalhados e têm animações melhores. Além de que nesse jogo o Mario se veste com as cores pelas quais ele ficou conhecido: Um macacão azul e a blusa por dentro vermelha. No primeiro era meio invertido e até na capa desse jogo as cores ainda estavam invertidas... Mas no primeiro ainda assim a blusa não era exatamente azul e sim meio bege, sei lá. Ainda assim, o jogo quase não tem backgrounds, o que é meio meh, mas vou perdoar também porque ele saiu numa época em que os video games ainda estavam começando a melhorar.

A trilha sonora é tão memorável quanto a do primeiro, afinal ela é composta pelo Koji Kondo, o mesmo compositor da do jogo anterior. As músicas ainda são curtas, porém cativantes e eu até prefiro a música de overworld desse jogo do que a do primeiro ou a do 3... Ou até a que tem em Super Mario World... É, eu disse isso mesmo, agora acho que vou ativar meus Flame Shields pra não sofrer demais com xingamentos.

Mas enfim, essa não é a minha OST favorita dos jogos 2D do Mario, porém tem a minha música de overworld favorita deles. Toda vez que eu ouço essa música tocando eu acabo cantarolando junto, não consigo evitar!

Ao contrário da versão japonesa, Super Mario 2 realmente apresenta mudanças na fórmula estabelecida pelo seu antecessor... Mudanças bem notáveis e polêmicas entre as pessoas que o jogaram. Inicialmente, podemos escolher entre Mario, Luigi, Peach e Toad pra jogar tanto no início do jogo quanto intermediariamente entre as fases.

"Wow, que maneiro! Eu posso jogar com o Mario, o Luigi, a princesa e o filho da puta lá que ficava falando que ela tava em outro castelo!" foi o que eu disse quando joguei Super Mario 2 pela primeira vez. E até hoje acho isso uma das coisas mais legais desse jogo, já que todos os quatro personagens possuem gameplays similares entre si com a mesma fórmula e o diferencial sendo que cada um tem atributos e habilidades únicas que só dão maneiras diferentes de chegar ao fim das fases... Ao contrário de um certo jogo 3D de um certo ouriço azul que também tem múltiplos personagens jogáveis e cada um dos outros tem um estilo de gameplay diferente sem relevância pra fórmula da série.

Então você escolhe o Mario, começa a jogar, se familiariza com os controles que são basicamente os mesmos do anterior, mas aí percebe que os seus inimigos não morrem mais com o mero ato de pular e usar a sua bunda como arma. Ao invés disso, você tem que pegar vegetais do chão pra jogar neles, ou pular em cima de um inimigo e pegá-lo pra jogar em outro e assim matar os dois.

Os objetos que você pode puxar do chão ou achar por aí pra jogar nos inimigos variam desde uns vegetais que são visualmente distintos, porém funcionam da mesma forma, um bloco de POW herdado lá do Mario Bros. clássico que pode matar todos os inimigos no chão quando é jogado, Bob-ombs que apareceram pela primeira vez nesse jogo e explodem quase na hora em que você os pega.... E um casco de tartaruga que pode aparecer aleatoriamente e funciona como os cascos dos Koopas do primeiro Super Mario, mas com o adicional de que você pode pular e "montar" em cima deles com um timing bom. Pode parecer meio besta, mas é satisfatório quando você consegue, só ficar lá em cima do casco e não dar uma foda pra nada enquanto ele sai atropelando seus inimigos por aí.

Você não morre mais com dois hits porque dá pra expandir a sua barra de vida usando poções que criam portas [?] achadas em locais específicos das fases. Essas portas levam a uma versão meio estranha da atual tela da fase onde dá pra pegar um cogumelo pra aumentar sua barra de vida em um ponto e puxar umas moedas do chão, conseguindo fichas pra jogar numa máquina caça-niqueis no fim da fase e conseguir vidas extras. Essas portas também são seu meio de entrar em Warp Zones as jogando em locais específicos, porém eu nunca tive essa sorte.

O lado bom é que isso torna o jogo um tanto variado e lutar contra inimigos nunca chega a ser um problema porque tem coisas enterradas aos montes nas fases pra você puxar, e ainda assim dá pra jogá-los uns contra os outros como eu disse antes. O lado ruim é que... Esse jogo não tem muitos Power-Ups extras, o que significa que a Fire Flower não existe aqui. Por que? Eu nem acho que ela tornaria esse jogo fácil, seria só um Power-Up pra jogar projéteis que tu perde com um hit, como sempre.

De qualquer forma, isso não importa muito porque os inimigos desse jogo são hilariamente fáceis de lidar porque em maior parte eles só ficam andando por aí ou pulando sem sair do lugar, os únicos que realmente me irritam de vez em quando são aqueles Shy Guys diferentes que mandam projéteis e os Pansers que ficam jogando bolas de fogo pra cima. O maior desafio do jogo tá mais no design das fases do que nesse combate contra os inimigos, e se você quer deixar eles mais patéticos ainda, pegue cinco cerejas que estão espalhadas pela fase pra ganhar uma estrela e sair por aí atropelando todo mundo com a sua invencibilidade como se não fosse nada.


Basicamente, essas mudanças são o motivo de parte das pessoas odiarem Super Mario 2, e eu mais do que ninguém sei que mudar uma fórmula de uma franquia quase sempre acaba dando merda... Porém em defesa desse jogo, ele veio precisamente depois do primeiro jogo existente dessa série, não existia exatamente uma fórmula padrão e qualquer coisa poderia vir do segundo jogo. Não que isso justifique a decisão de querer realizar esse tipo de mudança tão cedo assim já que o original fez o sucesso que fez, porém eu acho que isso torna o problema menos agravante.

Eu vou citar Dynasty Warriors como exemplo. Pra quem por acaso não conhece, o primeiro título da série é um jogo de luta 3D que parece que foi feito por um pré-adolescente que jogou Soul Edge, pensou "Eu também posso fazer isso!" e quis criar esse clone horrendo e desbalanceado do jogo da Namco. Depois disso, a Koei resolveu mudar completamente a fórmula da série com Dynasty Warriors 2 que, ao contrário do primeiro, era um Hack 'N Slash, esse fez muito mais sucesso do que o clone de Soul Edge e passou a ser o padrão pros próximos jogos. A Koei até prefere esquecer que o primeiro Dynasty Warriors existiu e considera o segundo como o primeiro jogo real da série, por isso a numeração dos Dynasty Warriors lá no Japão parece sempre estar um número atrás da ocidental.

O que eu quis dizer com essa comparação? Que nem sempre mudanças são ruins, Dynasty Warriors certamente mudou pra melhor e se beneficiou com isso... Só que a mesma coisa se aplica a Super Mario 2? Bem... Não, afinal de contas esse é o único jogo do Mario que tem um gameplay assim, mas é meio que perdoável tentar experimentar quando se trata de um sucessor do primeiro jogo de uma série. Nem sempre é uma decisão esperta porque as chances de ficar uma merda são bem grandes, porém é compreensível quando tentam.

Mas ok, voltando ao jogo... Os personagens possuem um gameplay similar, como eu disse, porém eles são diferentes em certos atributos que os tornam únicos entre si. O Mario é balanceado, fácil de controlar, o pulo tem uma altura boa e é bem mais preciso de controlar aqui, o Luigi é um pouco mais escorregadio e pula mais alto. Então tem a Peach que não pula tão alto assim e não é muito rápida ou forte, porém ela pode planar usando o vestido dela e passar por um monte de seções de platforming sem problema algum, e o Toad que é o mais forte e rápido deles, o que significa que ele puxa coisas do chão mais rápido, porém ele pula baixo pra caralho e é um saco fazer platforming com ele.

Normalmente eu escolho o Mario porque ele é o mais balanceado e eu consigo passar tudo de boa com ele, mas eu de vez em quando uso o Luigi porque o pulo dele é útil em certas fases e a Peach porque é útil quando eu tô em uma seção de platforming que tá me dando dor de cabeça demais. O Toad... Bem... Eu realmente não gosto de usar ele a menos que seja pra puxar as moedas/vidas/etc do chão quando uso uma das poções que criam portas ou quando eu tô numa daquelas fases chatas do World 2 em que eu tenho que ficar cavando quantidades desnecessariamente altas de areia enquanto avanço pra baixo... Aliás, o World 2 quase inteiro é um saco, e o 6 também que é mais da mesma coisa só que mais difícil.

Ah é, uma coisa meio engraçada é que a personagem de Doki Doki Panic que foi trocada pelo Luigi nesse jogo é uma mulher chamada "Mama"... Ou seja, aquela piada do Mama Luigi que tem em uma caralhada de Youtube Poops por aí já existia desde os anos 80. Que coisa, não?

Em maior parte, Super Mario 2 tem um level design bem decente até que ainda tem seções de platforming desafiadoras ao mesmo tempo que encoraja exploração com as poções e alguns caminhos alternativos e atalhos que são mais difíceis de alcançar e de vez em quando requerem personagens específicos pra isso, mas recompensam pulando boa parte das fases. Apesar que não é de todas as fases que eu gosto, algumas como a World 3-2 são longas demais e tem hora que esse jogo é bem filho da puta quanto a entrar e sair das portas ou daqueles vasos que normalmente têm alguma coisa dentro... Os inimigos respawnam toda vez que você entra e sai de uma área do jogo, então muitas vezes você vai sair pela dita porta e dar de cara com um inimigo que não tinha como evitar porque ele já tava perto no momento em que você apareceu na área normal.

Eu já cheguei a morrer por causa disso em várias ocasiões, é de longe a coisa mais irritante desse jogo junto com o knockback que você leva quando leva um hit com a barra de vida extendida. Eu odeio knockback em qualquer jogo, aqui não é uma exceção, mas pelo menos foram poucas as vezes em que eu morri por causa disso, então ok.


E também tem os bosses, que são melhores do que as "lutas" contra o Bowser do primeiro Super Mario, mas... Ainda assim eu não consigo achar a maioria deles exatamente desafiadores ou empolgantes. O/a Birdo não só é um dos viadões mais legais dos video games como também é um miniboss desse jogo, e pra falar a verdade você só tem que pular em cima dos projéteis que ele/ela lança e jogar nele/nela, a única variação é que mais tarde no jogo ele/ela começa a soltar umas bolas de fogo entre os projéteis e essas tem que ser desviadas, mas nada demais.

De bosses mesmo tem um rato de óculos escuros chamado Mouser que joga bombas e você tem que jogar elas de volta nele quando tão perto de explodir, um dragão de três cabeças que cospe fogo e leva dano quando você joga aqueles trecos que parecem cogumelos nele. O Fry Guy que se divide na medida em que você joga os mesmos blocos-cogumelo nele e cada parte vai ficando mais rápida. Um caranguejo que eu esqueci o nome, mas ele joga umas rochas em você que eu só saberia que são rochas porque joguei a versão de SNES, nessa elas têm uma cor meio marrom escura que faz parecer que ele cagou um monte de merda e tá jogando em você... E o Wart que tem uma máquina que produz vegetais pra serem jogados nele pelo seu personagem.

... Pera, o que?

O vilão principal do jogo tem uma máquina que ajuda o herói na sua própria base? Mas o que... Isso é tão estúpido quanto o Eggman construir um robô com uma máquina caça-niqueis que tem um monte de slots que dão poderes especiais pro Shadow no jogo dele lá. Por que diabos alguém teria isso? Não faz sentido!

Bah!

Então, nossos heróis acabam de derrotar um vilão incrivelmente estúpido, são saudados pelos habitantes de Subcon por terem finalmente salvado essa maravilhosa terra dos sonhos e...


Bem, acabou que isso também era apenas um sonho do Mario e, possivelmente, dos outros personagens do jogo... Então isso significa que eles sonharam que sonharam com uma terra dos sonhos que então na verdade existe nos sonhos deles e isso também era um sonho?

Inception em um jogo do Mario, isso era algo que eu não esperava... Porém eu já suspeitava de que poderia ser só um sonho, porque um jogo em que a Peach faz alguma coisa útil só pode ser um sonho.

Enfim... Isso foi Super Mario Bros. 2, provavelmente o mais estranho dos jogos clássicos do Mario, mas eu ainda não o acho um jogo legitimamente ruim como muita gente diz ser. Sim, tem seus momentos irritantes e/ou tediosos e é o jogo mais fraco desses jogos antigos numerados do Mario, eu sei, mas eu consigo pegar esse jogo pra jogar e me divertir com ele de certa forma.

É um platformer decente ainda, e mesmo assim trouxe algumas coisas que acabaram fazendo parte da série toda, como os Shy Guys, Bob-ombs e o/a Birdo que viraram personagens icônicos. Isso pra mim já torna esse jogo melhor e mais digno do que o Lost Levels que não fez absolutamente porra nenhuma, eu prefiro muito mais esse como sequência experimental do que aquilo lá que parece um hack mal feito se passando por sequência.

De qualquer modo, apesar das críticas e tudo, Super Mario Bros. 2 conseguiu se sair bem e vendeu pra caralho, ainda que nem tanto quanto o primeiro... Mas foi o suficiente pra tornar Mario definitivamente uma franquia de sucesso e abrir caminho pra uma óbvia continuação.


E rapaz... Como essa continuação fez barulho. Aqui no ocidente saiu um filme chamado The Wizard sobre um garoto que joga video games e tal, filme esse que na verdade é só um comercial de jogos de NES estendido por duas horas. Super Mario Bros. 3 foi revelado aqui através desse filme, o jogo apareceu lá perto do final dele onde teria uma competição pra ver quem zera ele primeiro ou algo assim. Eu não lembro direito do filme porque a última vez que eu o vi foi quando eu tinha uns 8 anos de idade e achava incrível o fato de que tem um filme sobre video games e um jogo do Mario tinha destaque nele.

Então, é meio óbvio que Super Mario Bros. 3 foi um dos jogos de maior sucesso da história. Quem diabos não conhece esse jogo? Quem nunca jogou? Não existe uma pessoa que nunca tenha jogado Super Mario Bros. 3 a menos que ela tenha nascido ontem, mas mesmo assim não tem desculpa pra não jogar já que ele foi portado e relançado mais vezes do que a quantidade de jogos ruins do Bubsy. Se você não jogou Super Mario Bros. 3 até hoje, saiba que a sua existência é mais insignificante do que a opinião de uma pessoa que defende Duke Nukem Forever.

Deixando esses pequenos detalhes de lado, eu acho que eu deveria falar sobre a história, né? Ok então.

Após desaparecer durante Super Mario Bros. 2 e ver que o Wart conseguiu ser um vilão ainda mais besta, Bowser resolve voltar pra colocar em prática o seu novo plano maligno pra dominar o mundo. Junto com seus filhos Iggy, Lemmy, Larry, Roy, Morton, Wendy e Ludwig, ele consegue dominar vários outros reinos em volta do Mushroom World roubando as varinhas mágicas dos reis desses locais e os transformando em criaturas aleatórias.

Sabendo disso, a Peach resolve mandar o Mario e o Luigi pra resolver essa merda e derrotar o Bowser mais uma vez enquanto a ameaça ainda não chega ao Mushroom Kingdom... Oh puxa! O que será que vai acontecer enquanto o Mario e o Luigi estão por aí salvando outros reinos e deixando o Mushroom Kingdom sem nenhum herói competente? Eu me pergunto o que o Bowser iria fazer nessa situação... Oh, o mistério!

Aliás, de onde saíram esses filhos do Bowser? Eu sei que essa pergunta/piada é meio batida, mas... Sério, quem diabos é a mãe desses caras? Nunca foi mostrado que o Bowser tem uma esposa ou coisa assim, a única mulher da série com a qual ele teve contato até então foi a Peach.

Bah, deixa pra lá... O que importa é que isso é mais uma história de um jogo do Mario, e apesar de não ter o Bowser sequestrando a Peach logo de cara, todo mundo sabe que isso vai acontecer uma hora ou outra. Esperar que tenha algo radicalmente inédito nisso é tipo esperar que uma história de um jogo do Megaman que apresente um vilão novo mantenha esse vilão ao invés de ter uma cena onde o Dr. Wily estava por trás de tudo e toma o posto de vilão principal no final. Algumas coisas simplesmente não foram feitas pra fugir do padrão, eu acho...

Pelo menos Mario não liga pra história na cara dura e só a usa ao mínimo pra ter uma desculpa pra sair jogando com o Mario e pulando nos outros por aí. Não é que nem Sonic desde o primeiro jogo 3D dele que tenta ter história, abarrota os jogos de cutscenes e dificilmente tais histórias são boas.


Super Mario 3 não é nenhuma revolução na série se tratando de gráficos, ainda são os mesmos tipos de cenários coloridos e cartunescos que você viu nos outros dois jogos. Porém eu acho que esse jogo meio que foi o que começou com aquela ordem de fases tradicional que um monte de platformers adotaram por aí: O primeiro reino é uma área mais verde, o segundo é um deserto, o terceiro é aquático, o quarto é meio que um mundo onde tudo é gigante, o quinto é uma área nos céus, o sexto é de gelo, o sétimo é meio... Drogado... E o oitavo e último é uma área de lava.

Enquanto os cenários são bem feitos e certamente detalhados também... Eu por algum motivo prefiro os modelos do Mario e do Luigi do segundo jogo do que os desse aqui. Não sei dizer direito se é porque eles são mais detalhados ou têm animações melhores lá, mas eu não consigo não achar que eles pioraram nesse quesito, especialmente o Luigi que aqui é só um Mario verde de novo ao contrário do anterior em que ele era claramente mais alto e mais magro do que o Mario. Além de que eu não gosto muito também do fato de que o Mario/Luigi fica meio alaranjado com uma Fire Flower ao invés das roupas mudarem pra cor branca e vermelha/verde.

Mas fora isso... Tá ok, eu gosto dos visuais desse jogo e até vejo que adicionaram uns backgrounds em algumas fases, mesmo que eles não sejam muito grandiosos, mas já é alguma coisa. A trilha sonora continua no mesmo padrão dos jogos anteriores e faz seu trabalho tão bem quanto, apesar que eu acho que gosto mais das músicas das fases de Airship e das lutas de bosses porque elas soam bem dramáticas, ainda que o som 8-bit não mostre totalmente isso.

O gameplay no entanto já é outra história... Esse jogo provavelmente foi o que mais introduziu coisas que viraram padrão da série quanto ao gameplay, tem tanta coisa nova aqui que eu nem sei por onde começar.

Ok, vou começar falando sobre os mapas de mundo onde você fica quando não tá em uma fase de ação. Esse foi o primeiro jogo do Mario a ter esse elemento, e ele não serve exatamente só pra você ir de uma fase pra outra, dá pra enfrentar Hammer Bros caminhando pelo mapa, participar de minigames que dão vidas extras, ir pra umas casas de cogumelos pra conseguir Power-Ups como cogumelos, Fire Flowers, Super Leaf, estrelas, etc no seu inventário. Além de que dá pra fazer uns atalhos usando ferramentas pra quebrar paredes no mapa e canos que se interligam... Ah é, também tem como fazer um navio cheio de moedas aparecer, mas eu não sei exatamente como, a única vez em que eu consegui foi pura cagada.

O gameplay em si volta com o estilo do primeiro jogo e descarta quase qualquer coisa que veio de Super Mario 2, o que é perfeitamente ok pra mim. O Mario novamente pode usar sua bunda como arma, tem todos os Power-Ups do primeiro jogo, agora ele tem uma barra de "P" que enche na medida em que ele corre e quando enche completamente ele dá um salto maior apertando o botão de pulo, ele também pode pegar cascos de Koopa Troops ao invés de só poder chutar pra frente/trás e jogar pra acertar inimigos ou quebrar blocos. Com o posicionamento certo, dá pra quebrar um monte de blocos espalhados por aí e ganhar itens.

O Mario tem controles melhores do que o primeiro jogo, mas por algum motivo eu acho ele bem mais "leve" do que o do segundo, o que significa que aquele pulo meio lunar tá de volta. Na maior parte do tempo é acostumável, porém em umas partes de platforming mais precisas, é meio difícil ajustar o Mario no ar quando você pula com um pouco mais de impulso do que o normal. Por isso na maioria das vezes eu prefiro passar essas partes assim mais lentamente ao invés de tentar dar uma de speedrunner como eu normalmente faço...

... A menos que eu tenha uma Super Leaf equipada, nesse caso eu posso virar o Raccoon Mario e aí poder voar/planar pela fase. O Mario cai mais lentamente no ar quando você pula e fica apertando o botão de pulo, então fica mais fácil passar por essas partes ou consertar saltos errados a tempo enquanto ainda não se tem costume com esses controles. E voar normalmente ajuda a passar as partes mais "pau no cu" das fases quando você consegue impulso suficiente com a Barra P, apesar que é só por um tempo limitado a menos que você tenha um daqueles itens que te fazem já começar a fase com a barra cheia e normalmente dão quase o tempo inteiro da fase ser completa pro efeito acabar.


Além da Super Leaf, o Mario também pode usar outros Power-Ups através das casas de cogumelos se ele der a sorte de achá-los, como a roupa de Tanooki que tem as mesmas habilidades do Raccoon Mario e uma habilidade meio estranha que transforma ele numa estátua que fica imune a qualquer tipo de dano. A roupa de sapo que deixa os controles bem melhores nas fases de água, porém é um cu em ambientes terrestres porque os controles de pulo ficam mais escorregadios. A roupa de Hammer Bro que é de longe a mais legal desse jogo porque te deixa jogar uns martelos que matam até Thwomps e/ou Boos como se fossem fezes de ex-BBBs e ainda te deixa protegido contra projéteis quando você agacha e usa o casco dela. Eu ouvi falar que esses martelos matam até o Bowser, mas nunca consegui chegar ao infeliz sem ter perdido a roupa antes.

O único defeito da Hammer Suit é que você perde ela levando um hit também, e como ela é o Power-Up mais raro desse jogo... Eu quase choro toda vez que eu uso uma e a perco. Sério, me dá um chute no saco com toda a sua força, mas não me faça perder a Hammer Suit!

Mas sim, esse jogo tem Power-Ups pra caralho, isso sem nem contar outras gimmicks como o sapato de Goomba que você pode pegar e usar pra pular em cima de qualquer coisa sem sofrer dano e nem nada. Pra um platformer do NES, isso é uma variedade de gameplay que dificilmente se encontra em jogos desse tipo, no máximo os do Megaman chegam um pouco perto pelo monte de armas, mas normalmente jogos assim eram bem simples e diretos. De qualquer forma, Super Mario 3 é a prova mais curta e grossa de que dá sim pra expandir o gameplay de uma franquia sem ficar realizando mudanças desnecessárias que fogem da fórmula da mesma. Nenhum desses Power-Ups parece fora de lugar em um jogo do Mario e todos eles só adicionam variedade ao gameplay sem parecer que você tá jogando outra coisa.

O level design geralmente é bom, apesar que é bem mais similar ao do primeiro Super Mario no sentido em que as fases são bem mais diretas. No entanto, elas possuem sim uma boa quantidade de segredos, caminhos alternativos que levam a salas com itens adicionais ou a flauta que te leva pra Warp Zone pra você pular pra algum outro mundo seguinte que te der na telha a preço de perder um monte de coisa que tem no mapa do mundo atual. O Mario tem uma porrada de inimigos nesse jogo, todos os do primeiro estão aqui e tem vários novos como os já mencionados Thwomps, Boos, canhões, guaxinins ninjas [?], monstros de fogo, inimigos disfarçado de blocos, Chain Chomps e até o sol! Porra, o que o Mario fez pro sol estar puto e querer atacar ele do nada no World 2 e no 8? Se a lua de Majora's Mask te parecia perigosa, isso é pior ainda porque pelo menos ela demorava três dias pra te atacar.

Apesar da maioria das fases serem bem desafiadoras e criativas... Tem umas em específico que eu não gosto, tipo quase todas as fases em auto-scroll, elas são lerdas demais e parecem que demoram uma eternidade, eu só gosto das fases de Airship porque você naturalmente teria que ir mais devagar já que elas têm canhões pra tudo quanto é lado, mas... Eu poderia passar correndo pela maioria das outras em auto-scroll se tivessem em modo normal. Pior é quando você morre e tem que ir até o começo da fase de novo porque não tem checkpoints nas fases desse jogo... O que é ok nas normais já que elas costumam ser curtas, mas nessas é um saco porque elas demoram mais do que deviam.

Eu também não gosto da última parte do World 8 com aquelas estátuas que te atiram lasers porque isso é filha da putice, elas aparecem atirando essas merdas logo de cara e te acertam se você não estiver correndo rápido o suficiente. É uma merda passar por uma dessa seções, depois ir prosseguindo normalmente pela fase até dar de cara com uma porra dessas de novo. Requer pura memorização passar por elas e eu não sou fã desse tipo de level design, como todo mundo já sabe. Fora isso, eu acho que não gosto muito do World 5 porque ele é cheio de abismos e o World 6 me irrita em certos pontos porque tem fases cheias de abismos e com física de gelo como se platforming preciso do jeito que já é já não fosse difícil o suficiente.

Mas eu gosto da maior parte dos outros mundos, o World 4 é previsivelmente meu favorito porque é bem único com os inimigos e objetos gigantes nas fases, o World 2 é um dos poucos mundos de deserto de platformers que eu não acho um saco, o World 3 tem gente que odeia, mas eu acho inofensivo porque já vi mundos aquáticos piores, e o World 1 que é sempre o mundo inicial agradável que dá pra pegar um monte de vidas e Power-Ups com facilidade pra se preparar pro resto do jogo.

Eu só acho que esses mundos em dificuldade parecem estar meio por toda a parte ao invés de ser gradual... É parecido com o primeiro jogo do Sonic que tem um nível de dificuldade meio aleatório por causa da ordem das fases dele. O World 1 é fácil, o 2 é um pouco mais difícil, o 3 é beeeem mais difícil do que o 4 e o 6 é muito mais fácil do que o 5 e o 7 nem é tão difícil assim pra um mundo antes do último. Não que isso seja um grande incômodo, mas assim como o caso do Sonic, pode ser meio frustrante pra quem joga esperando uma dificuldade que sobe gradualmente ao invés dessa montanha russa de dificuldade.

Pelo menos Super Mario 3 é generoso pra diabo com vidas... Não, sério, dá pra tu conseguir vidas de um milhão de formas diferentes nisso: Apertando dispositivos que transformam blocos em moedas e sair pegando elas o mais rápido possível, jogando os minigames que chegam a te dar até 5 vidas extras, conseguindo três slots com a mesma imagem naquela "roleta" no fim das fases que tambem te dá 5 vidas e mesmo não conseguindo os três iguais você ainda ganha uma extra quando pega três... É muito fácil você pegar pelo menos umas 20 ou 30 vidas logo no World 1 e isso ajuda bastante a lidar com essas curvas de dificuldade no jogo.

Os bosses no entanto nem são muito difíceis, o miniboss que você enfrenta no fim das fases de fortaleza é ridiculamente fácil e os filhos do Bowser são quase a mesma coisa: Andam/pulam por aí e usam o golpe da varinha mágica deles, é só pular em cima na hora certa e pronto. Só a Wendy usa uns projéteis estranhos lá pra atrapalhar um pouco e o Lemmy usa umas bolas, mas eles não são necessariamente difíceis, só meio chatinhos dependendo de como você estiver equipado pras lutas.

Mas ok, os sete reinos dominados pelo Bowser foram salvos, vou receber a próxima carta da Peach me dando algum presente e...


... Mas que merda, Bowser! Ou Peach! Sei lá, vão se foder os dois!

Digo, eu esperava que isso fosse acontecer porque aparentemente ninguém do exército real da Peach sabe proteger ela direito e ter o Mario e o Luigi andando por aí fora do Mushroom Kingdom seria pedir pra isso acontecer. Mas porra, você não podia pelo menos arrumar algum esconderijo ou coisa do tipo pra ele não poder te achar no lugar mais óbvio, né? Sua vaca loira de vestido rosa da puta que pariu!

Então sim, a história do primeiro Super Mario Bros. está se repetindo nesse momento, só que pior ainda agora porque as fases estão mais difíceis. O World 8 é um saco, é cheio de fases contra tanques de batalha, auto-scroll, aquela parte da mão que fica te puxando no mapa, outra fase com sol ficando puto que é mais difícil porque é cheia de abismos... E se você perder todas as suas vidas de alguma forma, vai lá pro começo dele de novo com apenas 5 vidas sobrando.

Será que vale mesmo a pena salvar a Peach? Sei não...


Ah é, eu esqueci de mencionar que Super Mario 3 não tem um sistema de save, se você por acaso desligar ou resetar seu NES... Já era, vai ter que começar desde o World 1. Esse é o maior defeito desse jogo pra mim, maior do que as curvas de dificuldade ou o pulo lunar do Mario que pelo menos são "administráveis". Não consegue captar a gravidade do problema? Veja bem: Ao contrário da maioria dos outros jogos do NES, Super Mario 3 é longo pra caralho! É quase impossível terminar ele de uma só vez a menos que tu não tenha vida ou use a flauta pra ir pra Warp Zone, mas até assim ele fica bem mais difícil por você estar com um inventário mais escasso e menos vidas.

Por que esse jogo não tem um sistema de save afinal de contas? Eu ouvi falar que Doki Doki Panic tinha um, foi um jogo que veio antes desse e até teve o sistema de save removido quando foi transformado em Super Mario Bros. 2 por algum motivo. A minha sorte é que eu joguei esse jogo pelo emulador, então só fiquei dando Save States, mas eu imagino a frustração de uma pessoa que tenha jogado isso no NES, estava quase zerando, mas teve que parar por algum motivo.

Ou pior: Estava quase zerando, mas aí a energia acabou. Urgh! É de cair o cu da bunda ter que repetir Super Mario 3 desde o começo por causa de uma merda dessas, ainda bem que eu nunca passei por isso.

Ok então... Depois de perder uma caralhada de vidas num mundo que parece que dura pra sempre... Você finalmente enfrenta o Bowser. E pra falar a verdade, ele não é difícil apesar de ser definitivamente mais agressivo do que da última vez, mas é só desviar das bolas de fogo que ele solta e do pulo dele que vai quebrando os blocos de tijolo até ele acabar morrendo porque quebrou o que sobrou lá embaixo e caiu num abismo.

Finalmente esse jogo acabou e eu tô salvando a Peach mais uma vez...


... E ainda bem que isso é só uma brincadeira, porque se não fosse...

Enfim, isso foi Super Mario Bros. 3, e eu acho que não preciso falar sobre como esse jogo foi bem sucedido. Foi aclamado pela crítica na época e é o terceiro jogo mais vendido do NES, ficando atrás apenas do primeiro Super Mario Bros. e Duck Hunt, esse jogo certamente merece tudo isso pela quantidade de coisas que ele conseguiu fazer. A variedade, a duração, o fator replay imenso... Super Mario 3 é um jogo atemporal, ainda hoje em dia é meu segundo título 2D favorito do Mario e um dos melhores platformers que eu já joguei até hoje.

Sim, eu tenho meus problemas com esse jogo, mas o pior deles que é a falta do sistema de save foi consertado em versões posteriores como a que se encontra em Super Mario All-Stars pro SNES. Uma coletânea desse e dos outros jogos do Mario pro NES, só que com gráficos 16-bit, backgrounds muito melhores e melhoras nos jogos em si como um sistema de save em todos e a possibilidade de trocar de personagens após morrer no 2.

Também têm as versões melhoradas pra GBA desses jogos, apesar que eu só cheguei a jogar a do 2 que é de longe a versão definitiva do jogo, eu imagino que as outras sigam o mesmo padrão. Se você for jogar Super Mario 3, jogue a versão do All-Stars ou então a de GBA, ambas são as versões definitivas e foi com a primeira citada que eu cresci, só peguei a do NES pra jogar mesmo com essa maratona e é interessante ver as diferenças agora. O mesmo vale pros outros que eu também só peguei pra jogar no NES agora.


Acho que esse texto ficou bem mais longo do que eu achei que fosse ficar... Mas também, eu tecnicamente falei de quatro jogos ao invés de três, mas porque queria separar tudo direito mesmo, queria falar dos jogos de NES em um só post e progredir pro World e seus dois sucessores no próximo e assim sucessivamente. Tecnicamente eu iria ignorar o Lost Levels porque não gosto desse jogo e eu nem sequer o considero como sequência do primeiro Super Mario, mas como houveram pedidos de incluir ele na maratona... Eu o fiz, só não terminei porque eu não sou masoquista.

Na próxima parte, as coisas começam a ficar bem melhores, creio eu. Mas por agora é só, eu já tô cansado porque fiquei esses dias fazendo esse post, jogando Megaman X6 contra a minha vontade e jogando Mario ao mesmo tempo. Pra falar a verdade, eu tô quase terminando Super Mario World e vou pular pro 64 assim que eu o fizer, mas primeiro vou zerar Megaman X6 e acabar logo com aquilo.

... Já falei que eu odeio Megaman X6?

Então, eu odeio Megaman X6.

Vai tomar no cu, Capcom!

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