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The Amazing Spider-Man 2

By : Ryu

Assim como o primeiro filme do reboot do Espetacular Homem-Aranha ganhou seu próprio jogo pela Beenox, é bem óbvio que aconteceria a mesma coisa com o segundo... Que aliás, é uma delícia de filme, vi essa porra há uns dias atrás e recomendo! Se você não viu ainda, vá no cinema logo ou faça como eu e procure pra baixar na internet com uma qualidade horrível por preguiça de ir ao cinema.

Eu sempre defendi esse reboot porque... Convenhamos, dos filmes do Homem-Aranha do Sam Raimi o único realmente memorável é o 2 porque era engraçado e as cenas de ação são muito boas. Mas até ele tem um monte de problemas, reciclagem do conceito de vilão sendo controlado por um alter-ego maligno, as cenas "românticas" do Peter Parker com a Mary Jane que são horríveis ao ponto de me fazer sentir desconforto, aquela história do Peter perder os poderes que pareceu ter sido jogada lá sem explicação pra aumentar o tempo do filme... Mas ainda assim eu o acho um bom filme.

Não posso dizer o mesmo dos outros dois... Talvez do primeiro Homem-Aranha eu ainda goste por nostalgia apesar dos personagens desinteressantes, mas o 3 é um lixo descomunal! Até hoje me arrependo de ter visto essa merda no cinema.

Só que... Bem... O primeiro filme do reboot teve um jogo que foi bem mediano, pra não dizer que foi monótono. Eu terminei The Amazing Spider-Man uma vez e nunca mais havia tocado nesse jogo de novo enquanto Shattered Dimensions aqui tem mais de 50 horas registradas no tempo de jogo... Sério, até hoje eu pego ele pra jogar de vez em quando pra destravar tudo ou rejogar as fases com dificuldades maiores, esse jogo é divertido pra diabo.

Mas sobre The Amazing Spider-Man... É, o jogo foi bem menos empolgante do que eu pensava, porém ele mostrou um certo potencial com as mecânicas que ele trouxe, em especial a Web Rush, e o combate baseado nos jogos do Batman poderia ser refinado e ganhar uma identidade própria em alguma sequência... E agora temos aqui The Amazing Spider-Man 2, a sequência que poderia transformar o material morno que o primeiro apresentou em algo ou deixar tudo pior ainda.

... Adivinhem qual acabou sendo o resultado disso.

Ehh...


Assim como o seu antecessor, The Amazing Spider-Man 2 tem uma história própria ao invés de seguir a do filme, se passando... Depois da história do primeiro jogo que por sua vez era depois do primeiro filme, eu acho. Pra falar a verdade eu tô totalmente confuso sobre onde porras essa história se encaixa porque ela é uma puta bagunça dos diabos. Mas eu vou elaborar isso aos poucos, então vamos dar uma olhada na história pelo que ela é no momento.

Começamos aqui com um flashback da cena da morte do Tio Ben do primeiro filme onde aquele ladrão assalta a loja, o Peter não quis pegar pra ser cuzão com o dono da loja já que o cara foi cuzão com ele... Só que aí acabou que o Tio Ben tava caminhando lá procurando o Peter, tentou parar o ladrão e levou um tiro, o que resultou na morte dele e tal. Quem assistiu o filme já sabe como isso foi, e quem não assistiu... Porra, toma vergonha nessa sua cara!

Então, acabou que o Peter ainda quer achar o assassino do Tio Ben porque de repente ele voltou a se sentir mal pela morte dele mesmo tendo passado o jogo anterior inteiro sem nem mencionar o velho, o que indica que ele superou isso... Mas pelo visto não, o Aranha só tava guardando essa sede de vingança pra virar um assunto do próximo jogo. Pra ser honesto, eu já achava estranho que lá no primeiro filme ele tava indo seco atrás de qualquer bandido que se pareça com o assassino do Tio Ben e depois acabou largando de mão, mas agora também é meio tarde pra voltar nisso... Não?

Mas ok, apesar do timing horrível, o Homem-Aranha decide ir atrás do meliante e começa a investigar bandidos de rua pra ter indicações de onde achá-lo. Eventualmente, a investigação do nosso herói é interrompida por ninguém menos do que a Felicia, que escapou lá do hospital de Beloit de alguma forma... Isso leva ele a ser descoberto pelos bandidos, mas de qualquer jeito ele enche todo mundo de porrada e aí os interroga pra saber onde diabos se encontra o assassino do Tio Ben. Então é revelado que ele trabalha pra um contrabandista de armas chamado Herman Schultz, que depois vai se transformar no Shocker porque todo mundo já sabe disso.

Bem, resumidamente... O Homem-Aranha acaba com uma guerra de gangues entre Herman e uns gangsters russos, derrota Herman que revela que o nome do assassino é Dennis Carradine e que ele consegue armas pros clientes. Então no processo o nosso herói arrebenta mais bandidos, salva o Stan Lee de um prédio em chamas, encontra o Carradine, persegue ele até chegar num beco sem saída onde ele encontra o meliante e toda a sua gangue inexplicadamente mortos com a única pista sendo um "CK" escrito na parede com sangue.

De acordo com a polícia, "CK" se refer ao Carnage Killer, um maníaco perigoso que totalmente não é o Cletus Kasady que totalmente não vai se transformar no Carnage depois e aparentemente era um dos motivos das gangues por aí estarem se fortalecendo... Pois é, os bandidões tão cagando nas calças pra esse cara. Então acontece mais coisa, o Herman vira o Shocker com a ajuda do aparelho de ondas sísmicas que ele pegou numa invasão à Oscorp e é derrotado pelo Aranha logo em seguida, aparecem o Wilson Fisk e o Harry Osborn que estão fundando uma força de polícia chamada Enhanced Crime Task Force porque eles querem acabar com os criminosos e com o Homem-Aranha...

Com isso aparece o Kraven, um caçador que antes estava caçando aquelas espécies humanas-animais da Oscorp e agora mata bandidos. Esse cara diz que quer ajudar o Homem-Aranha a virar um caçador de bandidos porque ele nunca teve um filho ou coisa assim, e com isso a história do jogo meio que começa a se desenrolar... Mais ou menos...


Bem... Em primeiro lugar, eu queria dizer de novo que eu tô completamente confuso sobre o posicionamento da história com relação à essa cronologia... O primeiro Amazing Spider-Man se passava depois do filme, certo, tinha aquela história sobre as espécies cruzadas da Oscorp, o Smythe, a Gwen ainda tava lá, a maioria dos vilões têm suas origens relacionadas ao experimento da Oscorp... Mas aí vem The Amazing Spider-Man 2 que não parece ter qualquer relação com o primeiro mesmo sendo uma sequência dele.

Sim, ainda tem a Oscorp e uma menção ao experimento das espécies cruzadas lá, mas é só isso. Onde diabos a Gwen foi parar? Ela é a namorada do Peter afinal de contas, pra um jogo que tenta explorar até o próprio como personagem ao invés de se focar mais no alter ego de super-herói dele, eu esperava até que ela fosse ter um papel maior. Por acaso esse jogo se passa depois do filme e a Gwen já tá morta? Não pode ser porque o Electro e o Duende Verde que são os vilões principais do filme aparecem depois nesse jogo como se fosse pela primeira vez.

Aliás, os dois ficaram uma bela bosta aqui, o Electro nem sequer teve a origem dele explicada... Ele simplesmente era o Max Dillon, foi salvo pelo Homem-Aranha e aí do nada depois ele aparece lá atacando a cidade flando "HAAAA! EU SOU O ELECTRO E TE ODEIO, AGORA MORRE DIABO!". O Harry é quase a mesma coisa, apesar de ter sido explicado que ele tem a doença lá que o pai dele tinha e tentou se curar injetando o veneno das aranhas modificadas lá já que o Homem-Aranha não quis dar seu sangue pra salvar ele... Mas isso é apresentado de uma forma tão visivelmente feita pelas coxas e apressada que eu mal tive tempo de ver o Harry como personagem. Isso é exatamente o contrário do filme onde os dois tinham tempo de tela o suficiente pra se desenvolverem como personagens e se tornarem os vilões.

Os personagens novos exclusivos desse jogo não são muito interessantes também. A Black Cat foi colocada desde o primeiro jogo obviamente pra ser o equivalente à Mulher-Gato dos jogos do Batman e ela não é muito mais interessante aqui do que era lá, continua dando em cima do Homem-Aranha, tentando roubar sem sucesso porque ele impede... No máximo os dois únicos personagens que têm alguma coisa levemente interessante são o Kraven e o Fisk porque eles têm motivações claras pra fazer o que fazem, ainda que não sejam nada impressionante.

E pra falar a verdade, eu não gosto muito nem do próprio Homem-Aranha nesse jogo. Eu até tinha falado antes que ele era uma das coisas que tornavam a história do primeiro jogo legal de assistir com o senso de humor dele, as falas dele eram bem escritas e ele bombardeava os vilões do jogo com piadinhas infames que eram fáceis de entender, porém funcionavam. Só que nesse jogo... Erm... Parece que ele tenta demais ser engraçado e quase nunca consegue, não parece natural quando ele faz alguma piada justamente por isso, normalmente ele fala num tom sarcástico que acaba dando mais efeito pras piadas... Algumas aqui chegam a parecer insultos de criança de 5ª série.

Por exemplo... Na luta contra o Fisk, ele faz piadas tipo "EI FISK, VOCÊ É TÃO GORDO QUE TE CONFUNDEM COM UM TAXI QUANDO VOCÊ VESTE ROUPA AMARELA!", e ele continua com piadas do mesmo tipo, "VOCÊ É TÃO GORDO QUE X", "VOCÊ É TÃO GORDO QUE Y" e por aí vai... E nenhuma dessas piadas é engraçada, essa parte do jogo chegou a me dar até vergonha por isso. É quase como se o Homem-Aranha tivesse trocado de alma com o Deadpool do Daniel Way pra esse jogo em offscreen.

Também tem o Stan Lee que ao invés de aparecer em cameos agora é amigo do Peter Parker e dono de uma loja de HQs. Pra falar a verdade eu gostei dessa ideia e não vi muita coisa errada com isso, só achei que aquele discurso dele no final foi cheesy demais mesmo pra padrões de Homem-Aranha que é cheio desse tipo de coisa... Mas ele mal aparece direito na história de qualquer forma, então tanto faz também.

No mais... Meh, essa história não parece nem uma história direito e sim um monte de acontecimentos aleatórios que mal se conectam uns com os outros. Não parece uma continuação da história do primeiro jogo, não é uma história boa em seu próprio direito e não é muito bem escrita também... É quase como se tivessem feito o jogo todo e aí lembrado que ele tinha que ter uma história, então um monte de gente lá da Beenox pensou em um monte de coisa diferente e os roteiristas sem muito tempo sobrando decidiram enfiar tudo o que as pessoas pensaram lá.

Isso é estranho porque eu nunca achei a Beenox ruim com histórias, Shattered Dimensions tem uma história legal, Edge of Time mesmo sendo uma bosta de jogo ainda tinha uma história surpreendentemente boa, o primeiro Amazing Spider-Man também não tinha uma história ruim... Então o que diabos aconteceu aqui?

É a mesma coisa que o primeiro, só que com mais brilho


No departamento de gráficos, o primeiro Amazing Spider-Man era um jogo... Aceitável. Não tinha nada horrivelmente feio nele, mas não tinha nada muito impressionante também, e isso se repete com The Amazing Spider-Man 2. Os gráficos não mudaram muita coisa além do Homem-Aranha ter uma fantasia diferente já que no filme ele também teve... E claro, essa fantasia é bem melhor do que a do primeiro filme/jogo que parecia que ele roubou um monte de bolas de basquete, costurou e pintou de vermelho/azul, mas não é bem algum feito do próprio jogo.

No máximo o que dá pra dizer aqui é que o Homem-Aranha tem um modelo mais brilhante que o do primeiro jogo... O que acaba dando aquela impressão de que a roupa é feita de borracha de novo, mas ainda é o mesmo modelo, com os mesmos detalhes e as mesmas animações que ainda não são muito impressionantes também. Especialmente nos combates que era uma das coisas mais estranhas do primeiro, aqui o Homem-Aranha ainda tem animações que não fluem muito bem por não parecerem conectadas umas com as outras, o que significa que a Beenox ainda não aprendeu muito bem com a Rocksteady.

Os modelos dos outros personagens também não são muito melhores... Digo, o do próprio Peter Parker parece ter vindo de um jogo de 2006 e o dos outros personagens "humanos" como Harry, Max e Jonah Jameson são tão "meh" quanto, e os civis da cidade também são horríveis assim como no primeiro. Mas os dos vilões/coadjuvantes como Kraven, Fisk, Black Cat, etc estão na mesma liga que o do Homem-Aranha de serem apenas aceitáveis, ainda que as expressões faciais de todo mundo sejam mal feitas pra caralho.


Eu não tenho muito o que comentar sobre os locais do jogo também, a maioria deles têm texturas decentes apesar de não se destacarem muito e os efeitos de sombra/luz do jogo são até bons... Outros lugares como os esgotos, a Oscorp, etc também são só inofensivos, o que não é um elogio, mas também não é uma crítica extremamente severa já que tem jogos bem mais feios lançados esse ano ou no ano passado, tornando esse jogo novamente não muito diferente do primeiro nesse ponto.

Mas algo que eu acho realmente feio pra caralho nesse jogo é o efeito dos ataques do Electro, tem uma hora que ele cria um escudo elétrico em volta da cidade e parece um efeito tosco de Photoshop... Tipo uma bola azul com uns choquinhos em volta, parece tão artificial que eu acredito que esse efeito foi roubado de um vídeo do Angry Video Game Nerd e colocado aí por falta de tempo pra fazer alguma coisa bem feita.

Eu ouvi falar que os gráficos na versão de Xbox One e PS4 são quase idênticos, e pra um jogo da nova geração isso realmente é uma merda inaceitável... Mas pra um jogo da sétima geração, The Amazing Spider-Man 2 tem gráficos inofensivos na melhor das hipóteses, é um pacote misturado onde algumas coisas são até bonitinhas e outras são horríveis. O importante é que eu não estou nem um pouco impressionado.

Spider-Man: Arkham Origins


Sabe quando você olha os trailers e vídeos de gameplay de alguma sequência e sente que ela não só parece ter os mesmos problemas que o primeiro tinha como também tem cara de ser pior? Então... É essa a impressão que The Amazing Spider-Man 2 me passou desde quando eu fui ver o pessoal da Beenox falando sobre o jogo e mostrando um gameplay lá pelo começo desse ano. E é pior ainda quando essa sua impressão acaba se concretizando quando você de fato pega o jogo pra jogar.

Mas bem, vamos começar com os aspectos positivos... Agora você tem os dois botões "trigger" do Xbox pra balançar nas teias, RT faz o Aranha mandar teia com a mão direita e LT faz ele mandar com a mão esquerda... Simples, não? Pois é, eu gostei dessa ideia e imaginei como isso seria em Spider-Man 2 pro PS2 que até hoje tem a melhor mecânica pra esse tipo de coisa. E o Web Rush ainda é divertido de usar pra alcançar lugares específicos ou atacar inimigos mais precisamente. Acho que eu só consigo pensar nisso mesmo.

Pra falar a verdade, muitos reviewers elogiaram a mecânica de balançar nas teias presente nesse jogo, até mesmo os mais negativos destacaram isso como a parte boa ou a melhor parte do jogo... Talvez seja a melhor parte porque o resto dele é horrível, mas eu não considero esse aspecto dele tão bom assim também. Assim como no primeiro, o Homem-Aranha em si não parece ter nenhum peso ou inércia enquanto ele balança nas teias, é sempre a mesma propriedade, o mesmo modo de conseguir altitude e a velocidade é praticamente automática já que você não tem exatamente que usar a física e os controles pra manter ele numa velocidade consistente. Maior prova da falta de física aqui é que se você balançar numa teia e fazer com que o Aranha pule e solte ela, ele vai perder todo o impulso que ele conseguiu e vai meio que parar no meio do ar e cair igual uma bola de chumbo... Tipo Sonic 4: Episode I.

No primeiro jogo, muita gente reclamou sobre o Homem-Aranha balançar nas teias sem que elas fiquem presas nos prédios e sim jogando elas lá pro céu pra Deus segurar enquanto ele balança. Isso é verdade e a Beenox disse que The Amazing Spider-Man 2 teria teias que se prendiam nos prédios, o que era até um fator que tornava a mecânica de Spider-Man 2 boa, as teias se grudando nos prédios têm físicas diferentes que te puxam pra uma direção e cabe a você fazer uso delas. Aqui no entanto tem hora que elas se prendem nos prédios e tem hora que não se prendem mesmo você estando perto de um, isso é completamente aleatório e não influencia muito já que a mecânica em si continua a mesma.

Foi uma adição tão inútil dentro dessa mecânica que ia ser melhor se eles fossem honestos e não fizessem isso por qualquer motivo, as teias se prenderem nos prédios não era só um detalhezinho que tornava o jogo mais "realista" e sim uma parte desse gameplay "Open World" do Homem-Aranha que a Beenox nunca realmente acertou porque eles claramente não são bons com esse tipo de jogo. Mas sim, mesmo com esse problema, balançar nas teias em The Amazing Spider-Man 2 talvez realmente seja a melhor parte do jogo, ainda que nem se compare com o que os jogos Open World anteriores do Homem-Aranha fizeram.

Mesmo que seja completamente artificial, balançar nas teias é rápido, o Web Rush ainda é bem divertido de usar e eu gosto da ideia dos dois botões pra atirar teias, eu só não me contento totalmente com o modo como isso foi executado porque poderia ter sido BEM melhor do que isso... Mas talvez não com a Beenox fazendo os jogos, porque essa coisa de Open World não é o forte deles e isso tá mais do que óbvio à essa altura.

Isso quando não acontece algum bug como o Homem-Aranha ficar repentinamente preso em alguma cerca na beira de um prédio e ficar fazendo infinitamente a sua animação de queda livre. Coisa que aconteceu comigo umas duas vezes e já até me atrapalhou a lutar contra inimigos porque eu não podia sair do lugar enquanto eles tavam lá metendo pipoco em mim. E eu nem preciso falar da câmera, coisa que até tornava o primeiro mais dinâmico por passar uma sensação de que você tá lá junto com o Homem-Aranha balançando nas teias... Aqui essa câmera se foi em favor de uma que vive ficando perdida até enquanto você realiza as coisas mais simples como passar "raspando" por um prédio, ela começa a girar como se estivesse tentando achar um ângulo certo.


Agora que a única coisa moderadamente positiva que eu tinha a dizer sobre esse jogo já foi dita... Prepare-se, porque o resto dessa review vai ser tão negativo quanto você espera que seja, até porque o título ali em cima tá "Spider-Man: Arkham Origins"... Você acha mesmo que seria uma review positiva com "Arkham Origins" no meio disso? Bah! Você deve ser novo por aqui, seja bem-vindo e esprimente a linguiça.

Enfim, The Amazing Spider-Man 2 tem um sistema de Hero/Menace que é levemente parecido com aquele lance de ter um lado bom e um lado vilão em Web of Shadows. Se você é um Homem-Aranha amigão da vizinhança que salva o cu de todo mundo e luta contra o crime fazendo aquelas mesmas missões de enfrentar bandidos, perseguir carros, salvar pessoas em perigo, etc e tal, você vai ficar manero no putero pro pessoal da cidade e eles vão te reconhecer como herói. Mas se você for um Homem-Aranha babacão que não tá nem aí pra nada, as pessoas vão ver que você é um cuzão e aí você não vai ficar muito bem nos olhos delas.

Dito isso, eu havia pensado em Web of Shadows sim. Lá esse sistema afetava a história, dependendo do caminho que você escolhesse e nas decisões que você tomava nas cutscenes, você acabava trabalhando com algum herói ou vilão e isso levava a um dos três ou quatro finais diferentes do jogo. Mas em The Amazing Spider-Man 2 não funciona assim, esse sistema não afeta a história do jogo em absolutamente nada, não muda nenhuma cutscene, não dá nenhum final diferente ao jogo... Nada!

Ao invés disso, é literalmente só pra encher linguiça e te obrigar a resolver todos os crimes ever que aparecem por aí na cidade... E se você ignorar algum isso acaba pesando na barra e te fazendo ser mal visto na cidade, resultando na Task Force te enchendo o tempo todo indo atrás de você e com aquelas porras de campos de força no meio da cidade que atrapalham a balançar pelas teias por aí. Isso nem faz muito sentido... Por que diabos eu sou uma ameaça por não querer parar algum crime? Quem tá cometendo o crime é o bandido e não eu, a Task Force é que devia dar conta dessa porra, que polícia incompetente do caralho!

E sabe, não seria tão ruim assim se os crimes e problemas das pessoas que você devia resolver não fossem a mesma coisa de sempre. "Oh, Homem-Aranha! Aqueles bandidos estão trocando tiros com a polícia!", "Homem-Aranha! Aquela pessoa tá num prédio incendiado!" "Homem-Aranha! Aquela bomba vai explodir!" "Homem-Aranha! Aqueles bandidos estão fugindo da polícia de carro!", "Homem-Aranha! A Beenox vai criar um jogo horrível sobre você, pare-os!"

...Se bem que essa última missão seria legal, mas ok.

O que eu quis dizer é que essas missões ficam repetitivas rápido pra caralho, até invadir algumas bases de bandidos pra recuperar coisas roubadas da Oscorp acaba ficando cansativo porque é o único tipo de missão diferente das outras e quase não tem variedade porque as bases são quase todas parecidas. Sim, eu sei que nos jogos anteriores também haviam missões e crimes na cidade que eram legais de resolver nos primeiros 30 minutos de jogo, mas pelo menos aqueles jogos não me forçavam a completar todas elas com um sistema de Hero/Menace porque talvez os desenvolvedores estavam cientes de que ia ficar repetitivo.

Mas o pior não é isso, tem hora que eu fazia as missões da cidade, tudo bonitinho e tal e a cidade me vê como herói... Aí depois por causa de alguma cutscene da história onde o Homem-Aranha fez alguma merda, eu me tornei uma ameaça pras pessoas e tenho que fazer mais missões pra virar um herói de novo e a Task Force parar com a merda dos campos de força. Na boa... Se você vai controlar o sistema de Hero/Menace pra poder seguir a história... Então por que caralhos voadores colocar esse sistema no jogo pra início de conversa? Isso não faz nenhum sentido!

É como se eu estivesse jogando Shinobido, servindo um dos três Daimyos lá consistentemente e fazendo ele ficar mais forte enquanto os outros dois iam se enfraquecendo... Mas aí acontece uma cutscene onde o Daimyo que eu tô servindo perde um conflito militar contra o outro e aí o outro agora é mais forte no jogo. Isso é contraditório, você não pode botar uma merda dessas num jogo com uma história linear, é exatamente por isso que jogos assim têm histórias abertas que vão sendo moldadas pelo que você faz.

Então as suas duas opções são: Tentar resolver todas as missões ever pra que você não seja atacado o tempo todo pela Task Force ou então não resolver nenhuma e ter a Task Force enchendo o saco o tempo todo. As duas opções são ruins e é pior ainda quando o jogo resolve controlar o sistema de Hero/Menace, tirando qualquer liberdade que ele finge te dar com isso.


As missões da história não são muito melhores também, normalmente elas se consistem em derrotar vários inimigos em várias salas diferentes e/ou passar por seções de Stealth até chegar no boss... E nada disso é verdadeiramente empolgante porque, assim como os outros aspectos citados, esses aqui também possuem os mesmos problemas do primeiro jogo e carregam outros novos consigo.

O combate, que já era meio estranho no primeiro jogo, continua tão estranho quanto aqui. Eu vi o pessoal da Beenox dizendo que ouviram feedbacks sobre o combate ser um button masher, o que era bem verdade... Só que ao invés de melhorarem os controles do combate e darem a ele uma identidade própria ao invés de tentarem imitar a Rocksteady de novo, eles só botaram uns inimigos a mais que podem ser derrotados da mesma forma porque a IA dos inimigos no geral é risivelmente ruim.

Sério, os inimigos sempre vão te atacar um por um, você só precisa ficar apertando X e mexendo o analógico pra lá e pra cá, isso não requer nenhum timing e nem precisão como nos jogos do Batman... E assim como Arkham Origins, aqui também pode acontecer do Homem-Aranha de repente dar socos no ar por causa dos controles estranhos ou o botão de contra-ataque não responder por motivos misteriosos. Mas ninguém realmente apresenta algum grande desafio e os bosses ainda são lutas em áreas fechadas onde você só tem que memorizar algum padrão de ataque que até uma criança de 8 anos de idade conseguiria memorizar e metralhar X.

Mas não para por aí, se você acha que a IA dos inimigos no combate corpo-a-corpo é ruim o suficiente... Meua migo, você ainda não viu como eles são quando você tenta usar o Stealth que é uma das opções e a única coisa positiva que eu tenho a dizer é que agora você pode fazê-lo em áreas mais abertas já que no primeiro era tudo um monte de corredores lineares. A IA dos inimigos nessas partes é tão retardada que eu não consigo nem arrumar palavras pra descrever o quão absurdamente ruim ela é, então vou comparar com a IA de Arkham Origins que também era abismal.

O campo de visão dos inimigos é ridiculamente limitado, e isso ainda seria uma maneira gentil de descrevê-los, porque se você não estiver bem na frente do cara da forma mais óbvio possível... Ele não vai te ver. Eu já tentei um monte de coisa, fiquei atrás dele acompanhando o cara me procurando pra ele nunca virar pra trás ou suspeitar de algum barulho, já fiquei até do lado de um inimigo quase encostando e ele nem ao menos dava uma olhadinha... E teve hora que eu passei bem na frente de um, ele me viu por alguns segundos e depois me "desviu", ficou procurando por aí até repentinamente sumir e quando eu o achei novamente... Ele tava andando contra a parede me procurando.

Isso porque eu nem falei de quantas vezes um monte de inimigos me acharam e os mesmos tentavam atirar em mim com suas armas de fogo e acertavam tudo... Tudo, menos eu. É como se eles tivessem chamado o responsável pela programação da IA de Mindjack e falado "Ei, chega aí, trabalha no nosso jogo!". Isso é patético, as partes de Stealth desse jogo são tão mal feitas que chegam a ser ofensivas.

Como um intervalo entre essas coisas, existem algumas partes onde você joga com o Peter Parker pra fazer trabalho de detetive, tirar fotos, conversar com outros personagens do jogo e coisas que ele como Homem-Aranha não poderia fazer. Eu até tinha gostado da ideia, mas você não faz nada demais mesmo com o Peter além disso, era pra simular um jogo de detetive e eu até gostei desse conceito... Mas não faz diferença se você faz ou não faz as perguntas pros personagens do jogo, a história não muda em nada e de qualquer forma você vai sempre ir lá como Homem-Aranha e descer a porrada neles.

Essas partes com o Peter acabam sendo só uma quebra de ritmo do jogo, como se fosse um comercial interrompendo um filme... Mas nesse caso, é um comercial interrompendo um filme já não tão bom assim. Aí você pode ir pro quarto do Peter pra fazer upgrades, mudar de roupa pro Homem-Aranha e tals... Aliás, esse jogo tem sim bastante conteúdo coletável, um monte de fantasias e até HQs pra ler assim como o primeiro, só que eu não tenho saco pra ir atrás disso tudo pelo jogo ser essa merda que é... Eu até gostei da ideia dos upgrades nas teias lá, ter teias que explodem ou até congelam inimigos quando entram em contato, me lembrou dos jogos do Homem-Aranha pro PS1 que também tinham isso. O problema é que eu raramente precisei usar essas teias diferentes já que o jogo tem inimigos tão inteligentes quanto um fã de Jersey Shore.

Sons genéricos, mas apropriados... Eu acho...


A trilha sonora desse jogo é quase a mesma coisa que as de todo jogo baseado em filme do Homem-Aranha ever... Ou seja, músicas orquestradas iguais as dos filmes em que eles são baseados, algumas músicas em particular até são boas e dão mais "feeling" às situações do jogo em que elas tocam, mas as trilhas sonoras em si nunca foram exatamente memoráveis e a desse não é exceção. É decente enquanto você joga o jogo e pode até ser boa dependendo da pessoa, mas... Meh, nada extraordinário.

Já a dublagem é boa, mas eu ficaria impressionado se fosse ruim também já que os últimos jogos do Homem-Aranha nunca tiveram esse problema. O Homem-Aranha tem a voz de adolescente descontraído de sempre, o Kraven tem aquele sotaque russo com aquela voz meio raspada que também combina com ele, e o resto dos personagens não são diferentes assim, eles são bem interpretados no geral.

Considerações finais

Sério... O que diabos aconteceu com a Beenox? Eles começaram muito bem até com Shattered Dimensions, aquele foi o jogo do Homem-Aranha que eu mais joguei até hoje e é bem possivelmente o meu favorito de todos eles, mas depois disso eles só foram ficando gradualmente piores ao invés de melhorarem com o que ele começou. Edge of Time era pior em quase tudo, o primeiro Amazing Spider-Man foi mediano e agora tem o segundo que é uma bela bosta.

Normalmente sequências pegam o que funcionou no primeiro jogo e melhoram ao invés de pegarem tudo o que tinha de errado e piorar. The Amazing Spider-Man 2 é o melhor exemplo possível de como não se fazer uma sequência de um jogo, o jogo tem um polimento menor do que o primeiro, não conserta absolutamente nada do que tinha de errado lá e ainda por cima torna pior o que funcionava bem... É um desastre de proporções tragicamente grandes! Eu não queria odiar esse jogo, eu disse que o primeiro Amazing Spider-Man tinha suas falhas, mas uma sequência feita da maneira certa podia transformar o que ele começou em um jogo realmente bom... Mas é... Sequência feita da maneira certa, não é o caso desse jogo.

Até então esse foi o pior jogo do Homem-Aranha que eu já joguei em memória recente e certamente o pior jogo que a Beenox fez. Eu tento defender eles só porque gostei muito de Shattered Dimensions e creio que eles têm sim capacidade de fazer algo tão bom quanto se esforçarem em melhorar aquela mecânica e pararem de tentar ser a Rocksteady. Mas desse jeito tá ficando difícil ter alguma simpatia pela Beenox...

Prós:

+ Usar os dois Triggers pra balançar nas teias foi uma boa ideia.
+ O jogo tem bastante conteúdo pra quem tiver saco pra jogar e ir atrás.
+ A dublagem é boa, eu acho.

Contras:

- Bugs que chegam a quebrar o jogo ao ponto de precisar resetar.
- O jogo não melhora absolutamente nada do que tinha no primeiro, muito pelo contrário.
- O sistema de Hero/Menace é completamente inútil.
- Jogar com o Peter Parker acabou sendo só uma quebra de ritmo.
- Câmera horrível.
- Além de semi-obrigatórias, as missões são ridiculamente repetitivas.
- História mais mal contada do que fanfics de Final Fantasy.
- As teias não necessariamente se prendem nos prédios como eles disseram.

Gráficos: 6/10
Enredo: 4/10
Gameplay: 3/10
Som: 6/10
Conteúdo extra: 3/10

Veredicto:

Top 10: Sequências que queremos, mas provavelmente nunca teremos

By : Ryu
Ok, não foi esse ano, mas quem sabe no próximo eles anunciem? Estou esperando...
Pessoal, me respondam: Quem aqui já jogou algum jogo e gostou tanto dele que mal pode esperar pra ter uma sequência? Todo mundo, né? Mas e quando a probabilidade de tal jogo ter uma sequência é quase nula por várias circunstâncias desde problemas com a desenvolvedora até vendas baixas? Não dá uma vontade de chorar, fazer uma franja gay com seu cabelo, se vestir todo de preto, cortar os pulsos, colocar um fone de ouvido com Linkin Park tocando no volume máximo e ir sentar no canto enquanto você chora?

Eu felizmente não cheguei a fazer isso aí que eu acabei de descrever, mas vocês eu já não sei...

Enfim, já aconteceu tantas vezes de eu jogar um jogo bom que eu quero muito que haja uma sequência pra depois resolver googlear um pouco as coisas e ler histórias deprimentes sobre como isso está distante de se tornar realidade... E aí eu acabo ficando realmente chateado porque eu tive uma "ligação" tão especial com o jogo que eu torcia pra que houvessem sequências ou que até se tornassem séries grandes!

Pois é, infelizmente a vida é mais triste do que parece e até mesmo franquias que antes eram grandes agora estão praticamente mortas, com pouca ou nenhuma chance de terem alguma continuidade por vários motivos diferentes. Agora vou falar dos jogos ou franquias que eu realmente queria que tivessem continuidade, porém tenho quase certeza absoluta de que não terão... O que me entristece, mas ok, eu ainda estou no começo do post e não posso começar a chorar agora... Snif!

SPOILER: Sonic Adventure 3 não estará nessa lista.


10ª posição: Bulletstorm 2

Eu não sou muito de jogar FPS, todo mundo que acompanha isso aqui sabe disso... Mas Bulletstorm é um dos jogos desse gênero que eu terminei mais vezes do que o necessário, porque esse jogo é divertido pra caralho e diferente de qualquer FPS que eu joguei até hoje! Eu não consigo dizer o quão satisfatório foi usar o sistema de Skillshot e o Leash pra puxar os inimigos pra mim enquanto eu os mato de qualquer forma que me der na telha usando quase todas as áreas perigosas dos cenários e sou recompensado por isso com pontos que eu gasto pra arranjar mais armas ou upgrades únicos pra aumentar ainda mais as possibilidades de matança criativa... É um jogo que te incentiva muito mais a sair matando todo mundo ao invés de só ficar em coberturas e atirando em horas convenientes como a maioria dos outros FPS.

Apesar de não ser exatamente essencial, a história de Bulletstorm também era divertida de acompanhar pelo humor que satiriza vários estereótipos de jogos de guerra e o fato dos personagens serem bastante carismáticos, especialmente o protagonista, Grayson Hunt, que é uma máquina de one-liners bregas que faria o Duke Nukem sentir orgulho. Mas ok, o ponto a que eu quero chegar é que Bulletstorm realmente precisa de uma sequência, o próprio final do jogo é um cliffhanger que indica uma sequência óbvia!

Pois bem, o que aconteceu foi que Bulletstorm originalmente teria uma sequência e a Epic Games começou a trabalhar nela em certo ponto junto com a People Can Fly que desenvolveu o primeiro jogo... Porém, Bulletstorm 2 foi cancelado antes mesmo de ter sido anunciado, o motivo disso foi que as vendas de Bulletstorm não foram altas o suficiente pra convencer a EA de que uma sequência, e pra piorar as coisas, a versão de PC do jogo vendeu muito mal por causa da pirataria que é bem grande na área do GLORIOUS PC GAMING MASTER RACE... Ou ao menos era bem maior em 2011 do que agora.

Resultado: Bulletstorm 2 cancelado, os desenvolvedores bem que queriam fazê-lo, mas eles não lucraram muito com o primeiro e provavelmente não lucrarão com esse também. Porque afinal de contas, pra que tentar algo original e novo se você pode copiar Call of Duty ou God of War e vender milhões? É compreensível, porém eu realmente fico emputecido quando lembro que Bulletstorm nunca terá uma sequência porque os jogadores de hoje em dia têm um gosto equivalente à uma privada.

Aliás... Eu já falei isso antes, mas não é "falta de inovação" e sim os próprios jogadores que estão matando o mercado de jogos hoje em dia, mas isso eu vou deixar pra elaborar outro post.

9ª posição: Kingdoms of Amalur 2

Kingdoms of Amalur foi um Action RPG ocidental que teve o sistema de combates que muitos outros RPGs ocidentais sonharam em ter: Rápido, eficiente, profundo e variado. Dá pra fazer correntes de combos absurdas só alternando entre ataques normais e as habilidades especiais que o protagonista (no meu caso, botei o nome dele de WesleySafadão, mas você bota o que quiser) vai adquirindo no decorrer do jogo... O WesleySafadão só era inferior ao Dante Sparda porque ele infelizmente não sabia pular pra poder fazer aqueles combos aéreos lokões das linguiça lá que o Dante fazia.

E claro, Kingdoms of Amalur tem uma história também, mas não é a coisa mais original do mundo em maior parte: O seu personagem é um cara que morreu antes numa guerra entre o bem e o MAAAAAL e agora acaba de voltar da vida porque é o "escolhido" pra botar um fim em toda a influência do MAAAAL sobre o mundo e derrotar o líder das forças malignas: Um sujeito sinistro chamado Gadflow.

É, a história não fica muito mais profunda do que isso, mas ok, serve pra eu jogar... É uma história melhor do que as que o Motomu Toriyama escreve afinal de contas... E o resto do gameplay do jogo, apesar de ser cheio de paredes invisíveis por toda a parte e não te permitir pular, era bem polido, funcionava perfeitamente e você fazia tudo o que faria num RPG normal: Interagir com NPCs, comprar itens, fazer upgrades, quests, bla bla bla.

Mas a história por trás de Kingdoms of Amalur no entanto é bem... Triste. O jogo foi um sucesso de crítica, recebeu notas bem altas na maioria dos sites em que foi avaliado, especialmente pelo seu combate único... Só que se boas notas fossem o suficiente pra um jogo ser totalmente bem-sucedido, os jogos do Tim Schafer seriam sucessos absolutos. Mesmo com os elogios, Kingdoms of Amalur teve vendas baixas e lentamente chegou a 1 milhão de cópias vendidas... E isso não foi o suficiente pra 38 Studios lucrar, afinal o investimento que eles fizeram no jogo foi relativamente alto e esperavam que ele vendesse pelo menos 3 milhões.

Eu não sei bem o porquê disso ter acontecido, talvez porque o jogo tinha uns conceitos meio genéricos fora esse combate... Mas o resultado foi que a 38 Studios foi à falência e o seu fundador, Curt Schilling, teve que vender quase tudo o que tinha em sua casa pra pagar o prejuízo que isso tudo lhe causou, o que significa que as chances de Kingdoms of Amalur ter uma sequência são as mesmas do Noel Gallagher parar de falar bosta pra attwhorar e não ser esquecido como a bandinha Beatles wannabe escrota que ele tinha foi.

Ou seja: Nunca vai acontecer.

8ª posição: Comix Zone 2

Comix Zone é um Beat 'Em Up altamente caralhudo pro Mega Drive que infelizmente foi lançado na pior época possível pra um jogo ser lançado: No fim da vida do console! Todo mundo sabe que a maioria dos jogos que vêm no fim da época dos seus consoles dificilmente vendem bem, exceto se forem títulos de franquias grandes, o que Comix Zone não era já que seria o primeiro jogo duma franquia nova surgindo naquele momento.

E realmente, Comix Zone tinha um potencial gigantesco pra se tornar uma nova franquia, pois era um jogo com identidade própria! Você está na pele de Sketch Turner, um cara que escreve/desenha HQs, luta Kung Fu, tem uma banda de Rock e provavelmente deve conseguir bucetas com a mesma facilidade que meu cachorro zerou God of War II enquanto estava vivo... Resumindo: Sketch Turner é tudo o que você queria ser, porém não pode porque fica com essa bunda gorda na cadeira do PC e se recusa a sair pra se socializar.

... Assim disse o cara que faz posts em um blog de jogos de madrugada.

Então, certo dia, Sketch acabou sofrendo um acidente que fez com que Mortus, o vilão da HQ que ele escrevia fosse pro mundo real e jogasse Sketch pra dentro da sua própria HQ pra que ele possa matá-lo lá dentro e assim conseguir um corpo real com poderes e tudo no mundo real... Não faz muito sentido, mas ok. Então pelo jogo, você guia Sketch por várias missões dadas pela agente Alissa Cyan até chegar na última fase onde você enfrenta o próprio Mortus.

Comix Zone era um Beat 'Em Up bem feito pra sua época já que não era muito button masher e você tinha que usar o D-Pad pra alternar entre socos, chutes altos/baixos e rasteiras, pois se você ficar na mesmice, os inimigos vão sempre bloquear seus ataques e contra-atacar. Só que não é só isso, o jogo também tenta ser Platformer em certas ocasiões (apesar dos controles de pulo serem bem ruins pra esse tipo de coisa) e têm puzzles simples, porém divertidos, era um título ambicioso que tentava fazer várias coisas ao mesmo tempo e se dá bem com a maioria dessas. Além de, claro, a direção artística única que parece uma HQ interativa com direito a onomatopeias e Sketch pulando entre os quadros da HQ.

Só que... Pois é, Comix Zone não vendeu bem pelo motivo já citado antes, e assim como Bulletstorm, o final do jogo (o final bom ao menos) indicava uma sequência que nunca existiu e certamente nunca existirá. Pois a Sega não deve nem lembrar de Comix Zone mais e provavelmente se lembrar e resolver fazer uma sequência, provavelmente vai ser um cu assim como Golden Axe: Beast Rider. E é mais improvável ainda que façam uma sequência hoje em dia já que os jogos da Sega pra console não vendem mais tão bem quanto nos anos 90, a única coisa deles nesse departamento que ainda vende bem é Sonic... E você sabe como eles fariam pra reusar esse conceito de Comix Zone hoje em dia...

NOVO JOGO: SONIC COMIC BOOK SERIES FEAT. SKETCH TURNER & KNUCKLES

Porque a Sega tem usado ideias que poderiam ser até aplicadas em franquias novas em Sonic há tempos, já que é a única coisa deles que vende bem, e isso aí não seria legal.

E falando em franquias esquecidas da Sega...

7ª posição: Streets of Rage 4

Eu já disse que Streets of Rage é melhor que Final Fight? Se já, vou repetir: Streets of Rage é melhor que Final Fight. E se você discorda disso, é porque gosta de receber visitas pela entrada dos fundos!

Ok, deixando a brincadeirinha de lado (mas é verdade mesmo), quando eu não estava jogando os jogos do Sonic no meu Mega Drive, eu estava jogando Shinobi III, Golden Axe ou algum Streets of Rage, e na maioria das vezes era a terceira opção. Eu amo essa série porque ela é uma das poucas de Beat 'Em Up que têm um enredo realmente bom, ainda que não muito original, mas fica cada vez mais robusto a cada jogo.

No primeiro, era apenas sobre Axel, Adam e Blaze, três jovens que lutam contra o crime em uma cidade dominada por Mr. X, o poderoso chefão que transformou essa cidade num lugar caótico cheio de bandidos fazendo merda por toda a parte enquanto a polícia não tem mais tanta autoridade assim... Essa cidade é tipo o Brasil atualmente, só que menos pior. Então, nossos três heróis se juntam com as forças da polícia que decidiram lutar contra Mr. X e eventualmente derrotam o cara... Porém ele volta no segundo jogo com mais criminosos e sequestra Adam, assim Axel e Blaze têm que salvá-lo junto com dois novos personagens: Skate, o irmão do Adam e Max, um wrestler profissional que é... Bem... O Max. Eles derrotam Mr. X de novo e salvam Adam, ok.

Aí no terceiro Streets of Rage isso já vira uma história bem mais madura e sombria com direito à bombas espalhadas por aí na cidade que podem causar uma explosão catastrófica e destruir tudo, suspeitas de que o Mr. X está envolvido nisso (obviamente ele está), uma tecnologia bizarra envolvendo robôs-humanos, o general da polícia foi raptado e a culpa estranhamente caiu no Axel... É tudo uma bagunça cheia de mistérios no começo e depois vai se desenrolando com um ritmo rápido que mantém as coisas interessantes, e ao contrário dos outros, nesse jogo a história muda dependendo das suas ações nas fases e isso pode levar a até três finais alternativos.

Mas não, não é só a história, o gameplay também é bom e não deve nada pra Final Fight que era a franquia "rival" da época. Cada personagem tinha atributos especiais que os tornavam diferentes uns dos outros, Axel é o "balanceado", Blaze é fraca fisicamente porém rápida, Adam é lento porém forte... E os outros personagens que aparecem nos jogos seguintes como Skate, Max e Zan são uma mistura desses status, todos eles são únicos da sua própria forma e têm seus ataques especiais que foram introduzidos essencialmente no segundo jogo da série e carregados pro terceiro que tinha um sistema de evolução pra eles... Quem não se sentia badass fazendo o Axel dar um gancho de fogo pra cima gritando "GRAND UPPAH!", hein?

E como eu posso deixar de mencionar a fantástica trilha sonora da série composta pelo Yuzo Koshiro? Essas músicas foram tão bem recebidas na época que o próprio Yuzo foi chamado pra várias casas noturnas pra tocá-las como DJ nas festas.

Só que após o terceiro jogo da série, a Sega meio que largou Streets of Rage de lado sem nenhum motivo aparente... A única coisa que sabemos é que a Sega chegou a fazer um protótipo de Streets of Rage 4 que inclusive seria um salto da série pro 3D, porém eles o cancelaram por motivos desconhecidos até então e aí a franquia caiu no esquecimento. Hoje em dia ao menos temos Streets of Rage Remake, um jogo feito por fãs que a Sega tentou derrubar porque provavelmente ficou de bunda doída por ver que um monte de random consegue fazer melhor do que eles hoje em dia, mas não conseguiram.

E se você ainda não jogou essa delícia de jogo, procura no Google aí e baixe... Agora, anda, porra! Acha que eu tô brincando? Vai logo!

6ª posição: The Legend of Dragoon 2

Porque eu não sou eu sem mencionar algum JRPG numa postagem que fale de jogos em geral, mas não é Final Fantasy dessa vez, até porque eu não consigo pensar em nenhuma sequência de Final Fantasy que eu realmente queira, mas ok... Foda-se isso. O JRPG dessa vez é o clássico cult da Sony: The Legend of Dragoon!

Eu lembro que comprei esse jogo numa época em que eu estava com sede de JRPGs após jogar Final Fantasy Tactics, Final Fantasy VII, Chrono Trigger e Grandia... Então eu perguntei pro cara da loja se tinha algum RPG bom vendendo lá agora, então ele me mostrou The Legend of Dragoon que foi meio caro por ser um jogo de quatro discos, mas eu o peguei porque tinha um nome legal e a capa parecia promissora... Sim, eu julgava jogos pela capa na época, apesar que isso não influenciava muito no fim das contas já que eu joguei um monte de jogos com capas toscas.

Então... Por que The Legend of Dragoon merece uma sequência? Porque foi um jogo feito pra bater de frente com Final Fantasy na época e conseguiu tal feito... Em termos de qualidade ao menos, já que as vendas foram consideravelmente mais baixas. Mas esse jogo não tentava imitar Final Fantasy completamente também, o sistema de batalhas em especial é bem diferente e contava com um esquema de ataques onde você tinha que apertar o botão no controle no momento certo pra que seus personagens executem combos que vão se estendendo na medida em que eles evoluem.

Sim, parecido com Super Mario RPG, porém The Legend of Dragoon é bem mais rígido com isso e o seu timing com esses ataques tem que ser muito bom, caso contrário você não vai conseguir causar muito dano nas batalhas... E isso ironicamente tornou esse jogo alvo de muitas críticas na época porque ele era bem exigente com esse timing, porém eu creio que isso seja só uma questão de prática até você já pegar o jeito, o que pra mim demorou... 10 minutos.

Existem outras coisas como as transformações dos Dragoon Spirits de cada personagem que possuem animações bem legais, com cada um tendo sua própria habilidade especial e estilo de ataque nas batalhas, ítens multi-uso e mais uma porrada de coisas. E sim, os outros elementos presentes em JRPGs estão aqui: Vários personagens com atributos/armas próprias, exploração, sidequests, dungeons, cidades, etc.

The Legend of Dragoon também tem uma história muito boa por sinal, protagonizada por Dart, um mercenário que está atrás de uma criatura misteriosa que matou a sua família e destruiu sua cidade natal, até que nosso herói se tromba com uma situação mais perigosa sobre uma raça que vai dominar a Terra e apenas ele e outros escolhidos pelos Dragoon Spirits podem salvar o planeta... Isso o leva a entrar numa jornada, conhecer outros personagens e conflitos no meio disso enquanto tudo se desenrola. Apesar da história em si não ser exatamente original (convenhamos, raramente alguma história de RPG é), ela é muito bem contada, não só Dart como a maioria dos outros personagens são extremamente carismáticos, possuem personalidades fortes, motivações bem apresentadas e um desenvolvimento bom.

Sim, eu sei por que The Legend of Dragoon teve vendas baixas, assim como a maioria dos JRPGs da época, foi ofuscado porque Final Fantasy era a franquia mais popular até então e os outros jogos não podiam competir com essa série em vendas... E não ajuda muito também que esse jogo em particular teve uma recepção bem misturada na época por causa da curva de aprendizado dos comandos e, de acordo com alguns reviewers, falta de "alma", seja lá o que isso for... Enfim, hoje em dia reviews retrospectivos foram muito mais favoráveis com o relançamento de The Legend of Dragoon na PSN em 2010, vários sites o citam como parte dos melhores jogos da biblioteca do PS1 e até desde a época esse jogo foi adorado pelo público que pêde jogá-lo, ele conquistou uma fanbase relativamente grande se for olhar bem.

Por que a Sony não faz alguma sequência ou sucessor espiritual de The Legend of Dragoon? Bem... Não sei, poderia ser interessante já que as pessoas começaram a gostar mais com o relançamento, mas talvez também seja porque a história do jogo não fica muito aberta pra sequências... Ao menos não protagonizada pelos mesmos personagens e se passando no mesmo mundo, eu acho... Mas nada impediria de criarem uma sequência como Chrono Cross, que era protagonizadas por personagens diferentes e, apesar de tudo lá ter relação com os eventos do antecessor, é um aventura diferente ao todo.

Bem... Eu sei que provavelmente não vai acontecer, mas bem que podia.

5ª posição: Megaman 11

Eu acho que você esperava mais um "Megaman X9" aqui, mas... Eu não acho que realmente seja necessário que Megaman X tenha mais continuidade, era pra série ter acabado no X5 pra início de conversa! Os jogos do X6 pra frente são todos fruto da ganância da Capcom que estava afim de mais dinheiro e tomou na jabiraca porque nenhum desses jogos pós-X5 vendeu tão bem assim, o que foi um dos fatores que levaram eles a largarem Megaman de lado depois.

Então... Após maratonar os jogos do Megaman clássico e conhecê-los melhor, eu ia preferir que fosse lançada uma continuidade pra Megaman 10, que admitidamente não foi lá essas coisas e era inferior ao 9 em tudo, mas não teve nenhum final conclusivo de verdade pra série clássica que a encaixasse com  Megaman X na linha do tempo geral. Um outro jogo do Megaman clássico que fizesse essa conexão e desse um final definitivo à série seria legal, e eu não acho que eu precise falar o porquê dessa sequência ser necessária, né? É Megaman, caras! Quem não gosta de Megaman? É sempre legal poder jogar um jogo novo do Megaman que tenha mais armas criativas e talvez até alguma inovação como um armadura inédita ou algo do tipo, basta os desenvolvedores botarem esforço no que fazem.

... Mas não, eu não iria querer um Megaman 11 em 8-bit porque eu já disse que isso era um retrocesso idiota que eu só aceitei com Megaman 9 porque era meio justificável pra época... Mas com o 10 não tinha desculpa! Se for pra fazer Megaman 11, faça-o usando todos os recursos atuais possíveis pra ter um jogo totalmente polido e bonito de se olhar.

Só que eu sei que se depender da Capcom, não vai existir Megaman 11, nem Megaman X9 e muito menos Megaman Legends 3... É uma pena, mas pelo menos tem Mighty No. 9 que vai sair aí e parece ser um sucessor espiritual digno do nosso robô azul de pijama favorito, então espero que tudo dê certo pro Inafune lá e eles possam criar um jogo excelente pra depois esfregar na cara da Capcom até ela ficar deformada.

Eu já disse que odeio a Capcom, né? Por mim eles poderiam falir que eu não daria a mínima, esses lixos conseguiram estragar quase todas as franquias boas que tinham... Até Breath of Fire, anunciaram recentemente um sexto jogo da série e aí vai ser um joguinho de celular online que não tem absolutamente nada a ver com Breath of Fire.

Vá se foder, Capcom! Tomara que vocês quebrem logo e morram junto com as franquias que mataram!

4ª posição: Banjo-Threeie

Sim, eu espero por uma sequência de verdade de Banjo-Tooie, porque eu me recuso a reconhecer Nuts & Bolts como tal, aquilo lá é no máximo um spin-off ruim assim como Sonic 3D Blast ou quase qualquer outro spin-off terrível do Sonic que tinha na época do Mega Drive.

Muita gente pode reclamar que Banjo-Kazooie é só um jogo de "coletar coisas"... E é mesmo, porém se você olhar direito, Mario 64 também é um desses, aliás a maioria dos platformers 3D dos anos 90 eram assim! O que tornava Banjo-Kazooie e sua sequência bons era justamente o modo como as fases do jogo são projetadas, todas eram como "mini mundos abertos" com uma porrada de coisas pra descobrir, Jiggies pra coletar e avançar na história, mais um monte de coletáveis pra aprender transformações com o Mumbo ou pra destravar habilidades novas pra Kazooie... E isso era tudo divertido de se fazer por ser desafiador ao mesmo tempo, é aquele tipo de jogo que você quer explorar porque é agradável fazer isso nele, diferente de outros jogos aí que são horríveis e ainda por cima te forçam a explorar cada canto das fases pra achar itens necessários pra progredir, coisa que você faz SÓ porque quer progredir mesmo.

Além de que a série também foi conhecida por ter um ótimo senso de humor, o que tornava as histórias meio bobinhas divertidas de acompanhar por causa dos diálogos com ótimas sacadas e referências a outros jogos tanto da Nintendo quanto da concorrência.

O que aconteceu foi que a Rare inicialmente mostrou uma tech demo do GameCube pra mostrar o poder gráfico do console ou algo assim... E uma caralhada de jogos foram mostrados lá, até mesmo a boate Rock Solid lá do jogo do Conker, e... Uma pequena sequência que mostrava o que parecia ser um Banjo-Kazooie, com os dois sendo perseguidos por um monte de gente aí por sei lá qual motivo, e então daí começaram a surgir um monte de especulações do que eles vão fazer, acreditavam que um terceiro Banjo-Kazooie ia sair, afinal ALGUMA COISA tinha que sair daquilo!

Mas todo mundo já sabe o que aconteceu depois: A Rare foi comprada pela Microsoft e assim qualquer coisa que ela faria pro GC com suas franquias mais populares foi provavelmente cancelada... E assim eles produziram jogos pro primeiro Xbox e eventualmente cometeram Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts. É bem possível que não haja um terceiro Banjo-Kazooie porque, em primeiro lugar, Nuts & Bolts vendeu mal, e em segundo a Rare praticamente não existe mais... Quase todo mundo da equipe antiga dela saiu e agora é só uma carcaça que finge que é alguma coisa, ela foi reduzida a ficar produzindo joguinhos toscos de Kinect pra Microsoft já que não tem mais nenhuma utilidade.

Trágico, não?

3ª posição: Klonoa 3

Klonoa sempre foi e provavelmente vai continuar sendo o meu platformer favorito do PS1... E eu sei que estou cometendo meio que um crime ao dizer isso quando normalmente o pessoal escolhe Crash como favorito, mas eu confesso que nunca fui muito fã de Crash... Não que eu não goste, eu respeito Crash bastante até, só que eu nunca tive aquela relação tão próxima com ele. Eu era mais de jogar Klonoa ou Gex: Enter the Gecko, porém mais Klonoa mesmo.

Pra quem não conhece (deveria se envergonhar), Klonoa é um jogo onde você controla o próprio personagem-título: Um viajante de sonhos que inconscientemente está destinado a viajar pra vários mundos formados por sonhos de outras pessoas que estejam correndo perigo e salvá-los de tal perigo. Isso leva Klonoa a uma dimensão chamada Phantomile que é formada pelos sonhos de outras pessoas, lá ele conhece Huepow, um "espírito" que surgiu de um anel que ele encontrou numa floresta e passa a ser o sidekick dele durante essa aventura... E eventualmente isso tudo leva a uma treta com o vilão, um espírito das trevas chamado Ghadius que tem o objetivo de dominar Phantomile e transformá-la num local de pesadelos.

É uma história simples, e a da sua sequência também não é muito mais complexa que isso: Klonoa vai parar em um outro sonho, conhece novos personagens que o ajudam: Uma sacerdotisa chama Lolo e um cachorro chamado Popka E dessa vez Klonoa e sua turminha do barulho tem que lutar contra um novo vilão, nesse caso uma pirata chamada Leorina que está atrás dos poderes dos deuses dessa nova dimensão.

No entanto, essas histórias são boas por serem bem escritas o suficiente pra se manterem interessantes do começo ao fim sem parecer estar tentando ser algo mais profundo do que realmente é... E eu já disse várias vezes: Uma história não precisa ser complexa e nem "profunda" pra ser boa, Klonoa tem histórias boas porque os personagens são carismáticos, há vários momentos leves e intensos e ambos têm finais emocionais... Especialmente o primeiro.

O gameplay no entanto também é simples, é um sidescroller típico porém com um twist próprio graças à arma do Klonoa que permite que ele manipule e use os inimigos atirando Wind Bullets nele e os usando como projéteis pra dar pulos duplos e atirá-los uns nos outros, ele também conta com controles precisos e um glide similar ao da Dixie Kong ou qualquer outro personagem que possa aumentar o alcance de um pulo com isso. Os level designs são bastante criativos em seus desafios e gimmicks que dão variedade ao jogo, recompensam exploração com os Phantomilianos [?] prisioneiros espalhados pelas fases e em maior parte são desafiadoras, especialmente nas fases depois da metade do jogo que requerem mais habilidade. Klonoa 2 também não é muito diferente nesse aspecto, exceto que ele melhora tais mecânicas e tem umas partes de board, mas também era um jogo muito bem feito que fazia quase tudo perfeitamente.

O primeiro Klonoa teve um remake pra Wii que era basicamente o mesmo jogo com gráficos melhores, mas não adicionava muuuita coisa além de gráficos mais bonitos, até o remake era tão curto quanto o original, o que tornava isso meio inútil... Mas mesmo assim ainda foi bom poder jogar Klonoa de novo com uma cara nova pra quem tinha perdido no PS1.

Os dois Klonoa foram aclamados pela crítica e são considerados como alguns dos melhores platformers já feitos e a versão de Wii do primeiro também foi bem recebida... Porém eles venderam bem apenas no Japão, por aqui as crianças não acharam Klonoa edgy o suficiente pra chamar sua atenção, já que jogos bons são aqueles cheios de sangue e gore e tal. Então mesmo aparecendo em vários cameos por aí em jogos da Namco, Klonoa provavelmente nunca vai ter uma continuidade por não ter feito taaanto sucesso assim.

Ou... Bem... Talvez tenha, a Namco resolveu ressuscitar até o Pac-Man, então quem sabe?

2ª posição: Shenmue III

Porque é claro que eu não poderia fazer uma lista dessas sem citar Shenmue, a série com o maior cliffhanger de todos os tempos... E isso é bem mais complicado do que aparenta ser, tanto pra gente que espera Shenmue III quanto pra Sega que era a responsável pela série até abandonar a patente há um tempo atrás.

Shenmue foi uma experiência quase única pra sua época, era um jogo cinematográfico com QTEs bem implementadas, seções de ação/combate dignas de filmes de Hong Kong, um mundo aberto gigantesco e cheio de coisas, desde minigames de arcade até sidequests com histórias próprias que expandem o universo do jogo e desenvolvem mais os personagens... Isso foi um resumo bem curto porque se eu fosse falar de cada coisa que Shenmue tem e como o gameplay é ridiculamente vasto, já daria um artigo inteiro... Mas sim, foi um título extremamente ambicioso, sem nada igual na época e com visuais incríveis que até hoje são bonitos mesmo sendo de 14 anos atrás. Shenmue II também segue a exata mesma linha nesse quesito, ambos os títulos foram caros e grandiosos.

No entanto, o maior ponto de Shenmue é a história... Tudo começa com Ryo Hazuki, um jovem de 18 anos que praticava artes marciais com seu pai, Iwao, um cara que estranhamente parece o Segata Sanshiro... Ou talvez seja só viagem minha... Mas a vida de Ryo acaba de mudar pra pior quando um chinês maluco chamado Lan Di que está atrás de um artefato misterioso chamado Dragon Mirror invade o lar da sua família e mata Iwao. Com isso, Ryo embarca numa jornada pessoal pra Hong Kong jurando vingança pela morte do seu pai... Até que ele descobre que Lan Di é na verdade um dos quatro chefes de uma organização mafiosa chamada Chi You Men e procura não só o Dragon Mirror como um outro espelho complementar chamado Phoenix Mirror também com algum objetivo em mente que é tão misterioso quanto a função desses artefatos, e obviamente ele faz vários amigos e inimigos durante sua jornada e tanto esse jogo quanto Shenmue II têm plot twists até no rabo.

O problema é que Shenmue II termina num cliffhanger, mas também tem o fato de que não só o final fica sem ser resolvido como muita coisa no jogo ainda fica aberta... Por exemplo, Ryo sempre sonha e tem visões com uma garota chamada Ling Shenhua que vive longe e sempre aparece em vários posters e imagens do jogo, indicando que ela terá um papel grande na história... Mas ele só realmente a encontra perto do final de Shenmue II e não acontece muita coisa relacionada à ela nesse jogo, provavelmente no terceiro ela teria um papel maior já que Shenmue originalmente era pra ser uma trilogia. E pensar nisso tudo só me deixa mais chateado ainda com o fato de que Shenmue possivelmente nunca terá seu terceiro e último capítulo, eu gostei tanto da história dos dois jogos que eu fiquei maluco pra ver como tudo vai acabar!

E sabe por que provavelmente não vai haver um Shenmue III? Porque Shenmue vendeu mal e Shenmue II vendeu menos ainda, a Sega investiu uma caralhada de dinheiro nos dois jogos e não lucrou absolutamente nada com eles, o primeiro principalmente que era pra ser tipo um Zelda: Ocarina of Time do Dreamcast, e a resposta da crítica foi extremamente positiva, Shenmue e Shenmue II foram aclamados por vários reviewers e, apesar de sofrerem algumas críticas por causa do ritmo lento da história que admitidamente é um problema, cada simples aspecto fora isso foi unanimemente elogiado... Só que novamente, não adiantou muita coisa já que os jogos foram fracassos comerciais.

No fim das contas, a Sega abandonou Shenmue e ter ou não uma continuação depende unicamente de Yu Suzuki, o diretor dos dois jogos que já mostrou ter interesse em fazer Shenmue III, mas não tem como sem uma equipe e algum financiamento... Afinal os dois Shenmue foram jogos caros pra caralho e não faria sentido criar uma continuação com orçamento baixo, houve até um rumor de que ele vai começar uma campanha de crowdfunding pra conseguir dinheiro dos fãs assim como Keiji Inafune está fazendo com Mighty No. 9, mas nenhuma confirmação disso.

Eu não acredito mesmo que Shenmue vá ter uma continuação, mas se acontecer mesmo... Eu obviamente vou comprar e jogar porque é uma coisa que eu mesmo aguardo com ansiedade, mas até lá... Não vou elevar demais minhas expectativas com esses rumores pra evitar decepções fortes demais, e eu sugiro que você que também aguarda Shenmue III faça o mesmo, espere algum anúncio ou declaração oficial do próprio Yu Suzuki.

1ª posição: Conker's Other Bad Day

Talvez isso seja previsível vindo de mim, porque eu já mencionei várias vezes aqui que eu amo Conker's Bad Fur Day! Esse jogo é o meu platformer favorito de todos, tanto 3D quanto 2D e eu nunca consegui passar um ano inteiro sem ter zerado isso pelo menos uma vez, e eu nunca vou deixar de mencionar o quanto esse jogo é especial pra mim.

Apesar da arte sugerir algo infantil e cartunesco, inclusive o próprio Conker ser um esquilo tão bonitinho quanto qualquer personagem da Disney... Conker's Bad Fur Day é um dos jogos mais adultos e "nojentos" que existem, e isso foi bem chocante pra época especialmente vindo de um console da Nintendo, que até então era conhecida por lançar jogos mais leves. Esse jogo em particular tinha sangue, desmembramento, um cenário inteiro feito de bosta onde o boss é uma merda gigante que canta ópera, você podia ficar bêbado, mijar nos seus inimigos, acertar alguns bosses em seus "pontos fracos" que normalmente representam seus sacos escrotais.

A história era descontraída, cheia de piadas de duplo sentido ou até com um único sentido maldoso mesmo, com paródias de uma porrada de coisas da cultura pop da época, alguns personagens propositalmente irritantes e outros mais "sérios" como o vilão que é um rei pantera que precisa de uma perna nova pra sua mesa porque toda vez que ele coloca seu copo de leite nela, ela cai... É besta, mas a graça é essa, ele e o seu cientista particular arrumam uma solução complexa onde a perna da mesa pode ser substituída convenientemente por um esquilo vermelho de estatura média... Ao invés de só comprarem uma mesa nova.

E apesar do gameplay variado que tem uns momentos de controles meio desajeitados aqui e ali por limitações da época e da história... Esse jogo ainda é incrível e eu poderia recomendar pra qualquer pessoa, mas o ponto a que eu quero chegar é que ele tem um final bastante triste e pesado pra um jogo que passou quase o tempo todo me fazendo rir. Eu não posso falar como é o final aqui porque é um spoiler óbvio, porém ele não só é bem triste e passa uma mensagem bonita que eu carrego até hoje comigo como deixa o jogo mais do que aberto pra uma sequência.

E de fato, o jogo foi feito pra ter uma sequência... Digo, não inicialmente porque o final original seria bem mais sombrio e terminaria com o Conker se matando pelo mesmo motivo que torna o final de agora triste, mas isso foi modificado... Pra sequência que seria entitulada "Conker's Other Bad Day", e o Chris Seavor, que foi o criador da série, mencionou que até tinha um conceito pra primeira parte onde o Conker estava preso num castelo por ter sido um rei incompetente e precisava sair, então você o controlava com uma bola de chumbo acorrentada a seu pé até eventualmente fugir, se livrar dela e o jogo começar.

Porém isso nunca aconteceu, a sequência foi cancelada... Aí a Microsoft comprou a Rare, ok. Com isso a única coisa que tivemos foi um remake chamado Conker: Live and Reloaded pro Xbox, esse remake foi mal recebido pelos fãs por ter censuras a mais e um sistema de combate corpo-a-corpo meio questionável... Mas eu gosto dele, os controles continuam bons, a mira é até melhor do que a versão de Nintendo 64 e os gráficos são tão deslumbrantes que eu cheguei a pensar que era um jogo de Xbox 360 quando vi os vídeos... Ao todo eu prefiro a versão original, mas Conker: Live and Reloaded também é uma boa alternativa.

Mas sim, Conker's  Bad Fur Day e Live and Reloaded foram ambos bem recebidos pela crítica no geral, a versão de N64 foi aclamada na época por ser inovadora e juntar vários gêneros em um só sem tornar o gameplay monótono, além do humor também ter sido elogiado, e a de Xbox teve algumas críticas pelas censuras, mas nada forte demais. Ambos venderam bem também, mas acontece que a Nintendo já não aprovou que Conker deixasse de ser uma série leve como aquele velho protótipo chamado Conker 64 indicava pra virar um jogo mais adulto, então pode ser que eles mesmos tenham algo a ver com o cancelamento da sequência.

Eu acho isso uma puta retardadice, se Conker 64 fosse lançado daquele jeito, provavelmente não teria nem metade do charme porque ia ser só mais um platformer genérico com animais bonitinhos, e com fortes franquias baseadas nisso como Donkey Kong e Banjo-Kazooie... Será que Conker seguindo a mesma linha não seria alvo de críticas por não ser diferente dos outros? Pra mim isso foi a ideia mais genial que a Rare teve em toda a carreira dela, só é uma pena que a Nintendo seja cagona demais e tenha essa fobia de causar polêmica que predomina nela até hoje.

Enfim... O próprio Chris já disse que é quase impossível ter uma sequência de Conker's Bad Fur Day atualmente, e provavelmente é mesmo, é uma pena porque seria mais um platformer 3D numa geração onde a maioria deles se encontram em plataformas da Nintendo e ainda por cima seria um platformer 3D incrível! Porque nem todo platformer 3D lançado pro Xbox 360 ou pro PS3 foi exatamente bom... Pra falar a verdade eu tenho dificuldades em contar os que foram bons, mas tanto faz agora.

Só termino isso dizendo que se anunciassem um jogo novo do Conker pra Xbox One, você pode apostar seu rabo que eu daria um jeito de jogar isso nem se eu tivesse que comprar esse console só pra jogar esse jogo.

Agora perdoem-me, vou voltar pro meu canto e continuar chorando porque agora lembrei do quanto eu queria tais sequências e sei que provavelmente nunca as terei, quem sabe depois de uma bebida ou duas eu esqueça isso de novo. Até lá...

Dragon Ball Z: Battle of Z

By : Ryu

Toda vez que eu vejo um novo jogo de Dragon Ball Z sendo anunciado,eu fico na esperança desse sim ser o jogo que vai me fazer voltar a gostar de jogos baseados nesse anime que marcou tanto a minha quanto a infância de vários outros marmanjos por aí... E tristemente, cada vez que tal jogo novo de Dragon Ball Z é lançado e eu tenho a oportunidade de jogá-lo, eu fico cada vez mais certo de que eu só ainda insisto em comprar jogos de Dragon Ball Z porque minha nostalgia monstruosa por esse anime me impede de ignorar esses jogos e parar de esperar por um Dragon Ball Z tão bom quanto Budokai Tenkaichi 3 ou Budokai 3.

Andei me decepcionando com esses jogos de Dragon Ball Z desde que eles foram pra sétima geração. A Bandai ao invés de evoluir no que os títulos do PS2 começaram, inexplicavelmente regrediam e faziam Burst Limits ou Raging Blasts da vida que são apenas versões com gráficos bonitinhos e bem menos conteúdo do que os seus antecessores do PS2. Ou então apenas inventavam moda e saia algo pior do que todos os outros de antes, o que foi o caso de Ultimate Tenkaichi... E eu nem quero começar a falar sobre aquela aberração de jogo pro Kinect... Sério, até hoje não superei o trauma que jogar aquilo me causou...

... Não que eu esperasse que Dragon Ball Z pra Kinect fosse ficar bom, pois um jogo ser pro Kinect é certeza absoluta de que vai ser uma merda até que se prove o contrário. Mas... Jesus... Aquilo foi tão ruim... Mas TÃO ruim... Argh!

Em meio a tantas decepções, Battle of Z, o novo jogo baseado em Dragon Ball Z, não é uma exceção. Esse talvez seja até pior do que Ultimate Tenkaichi ou do que a maioria dos jogos de Dragon Ball Z dos últimos anos... Não, eu não estou brincando.

O interessante é que Battle of Z foi desenvolvido não pela Spike e sim por uma outra desenvolvedora chamada Artdink, que tem como jogo de maior sucesso... Um jogo de simulação de trem... É, eu não posso ver isso dando errado nem na menor das hipóteses. Porque é bem melhor deixar que uma desenvolvedora conhecida por algo assim fazer um jogo de Dragon Ball Z do que a CyberConnect2 que acertou bastante com jogos de Naruto desde o primeiro Ultimate Ninja Storm e aparentemente sabe fazer jogos baseados em anime fieis ao material base.

... Sério, parem com essa merda! Eu quero parar de falar que Naruto é melhor que Dragon Ball Z em alguma coisa, vocês não sabem o quanto me envergonha ter que falar isso! Mas ok, foda-se Naruto, vamos ver o que tem nesse novo Dragon Ball Z, mesmo que a resposta seja previsível à essa altura.

Wut


Todo mundo conhece a história de Dragon Ball Z atualmente, não é mesmo? Começou no primeiro Dragon Ball, um Saiyajin chamado Goku foi parar na Terra porque o seu planeta natal foi destruído por um ser maligno chamado Freeza, lá na Terra ele fez várias amizades e se meteu em várias aventuras da pesada até lutar contra o rei dos demônios, Piccolo, e trazer a paz na Terra. Então a terra foi atacada por outros Saiyajins sobreviventes, o primeiro sendo Raditz, o irmão do Goku, então Piccolo resolveu se juntar com Goku pra derrotar Raditz sem muita hesitação porque ninguém assistiu o primeiro Dragon Ball pra saber que eles eram inimigos mesmo.

Mas aí o Goku acabou morrendo pela primeira de muitas vezes seguintes e os outros dois saiyajins que estavam vindo eram mais fortes que o Raditz, então todo mundo treinou e se fodeu mesmo assim até o Goku ressuscitar e meter a porrada no Nappa e lutar contra o Vegeta até que todo mundo fica machucado e o dia foi salvo porque o Gohan vira um macaco gigante e cai com a bunda em cima do Vegeta. Depois eles vão pro planeta de onde veio o Piccolo e encontram o Freeza e o exército dele, mas só começa a ficar interessante depois que o Freeza vai realmente lutar e todo mundo descobre que ele é uma mulher... Ou um alien que parece uma mulher... Sério, ele já tem cara de mulher e nem pinto tem... Então ele mata o Kuririn porque todo mundo adora bater no Kuririn, o Goku fica nervoso e vira um Super Saiyajin e derrota o Freeza.

Depois acaba que todo mundo consegue virar Super Saiyajin e isso deixa de ser uma coisa fodona rápido, tem androides, mais níveis de Super Saiyajin são descobertos e um demônio rosa com problemas mentais quase destrói o universo inteiro... Ah é, e tem as Esferas do Dragão que realizam desejos e tal.

Essa mesma história foi repetida várias e várias vezes em jogos de Dragon Ball e/ou Dragon Ball Z e todo mundo já tá careca de saber como é de ter visto o desenho ou então de ter "aprendido" por ter jogado vários desses jogos que contam a mesma história sempre. Eu pessoalmente não me importo, afinal se o jogo é baseado em tal coisa, ele tem mais é que ser fiel a isso mesmo e pronto, mas já vi gente criticando os jogos de Dragon Ball Z por ficar contando sempre a mesma história o tempo todo.

Eu concordo e discordo dessas críticas ao mesmo tempo, porque depende muito de como o jogo aborda esse conceito. Quer um exemplo de como uma franquia de jogos baseados em algum material estabelecido consegue contar a mesma história e ainda assim mantendo ela interessante? Então lá vai: Dynasty Warriors. Todo mundo sabe que eu adoro Dynasty Warriors principalmente pela história, e apesar de ser sempre a mesma história, ela é contada de formas diferentes, apresentando mais detalhes na narrativa retratando outras batalhas históricas daquele período que passaram batidas e, o mais interessante de todos: Mostrando eventos hipotéticos, os famosos "What-if".

Pra quem não sabe, "What-if" é um tipo de evento alternativo de tal história já conhecida, que conta o que aconteceria se tal parte da história acabasse sendo diferente de como aconteceu na história original. Por exemplo... E se o Goku sobrevivesse à luta contra o Raditz e continuasse treinando lá na Terra ao invés de morrer e ir lá aprender o Kaio Ken e a Genki Dama com o Sr. Kaio? E se o Freeza de alguma forma derrotasse o Goku lá em Namek mesmo com o lance do Super Saiyajin e tudo? E se os Saiyajins se rebelassem contra o Freeza junto com o Bardock e de alguma forma conseguissem derrotá-lo antes que ele possa explodir o planeta deles? Isso mudaria bastante a história e possivelmente a levaria a outra conclusão, certo?

Esse tipo de coisa foi bem explorada lá nos títulos de PS2, no primeiro Tenkaichi tinham algumas sagas alternativas onde você controla Freeza, Cell ou Majin Buu e enfrenta exatamente as mesmas batalhas das sagas dos próprios, porém agora com você jogando com o vilão e com ele derrotando os heróis na história. Budokai 3 tinha um Story Mode pro Broly que tinha dois finais dependendo do que você fizer: Um onde ele mete a porrada no Gohan no final, porém ele, o Goten e o Goku que veio pra Terra por um momento por causa das Esferas do Dragão se juntam pra fazer um um "Kamehameha de família" e derrotam ele, assim como no filme... E o outro final seria com o Broly matando o Gohan e tendo uma batalha final contra o Goku onde ele vence e destrói a galáxia inteira.

Eu poderia continuar citando mais um monte de coisa, no Budokai 3 mesmo rejogando os Story Modes dá pra chegar a várias conclusões diferentes nas sagas dependendo do que você vaz, Budokai Tenkaichi 2 e 3 têm um monte de sagas "What-if" e o primeiro Budokai se eu não me engano tem algumas que eram até engraçadas como o Cell absorvendo o Kuririn acidentalmente ao invés da Androide 18 e apanhando pro Tenshinhan e pro Yamcha... Mas você entendeu, né?


Já que Battle of Z tem uma proposta de ser um "retelling" da história do desenho pra bater com a proposta de ter combates em equipe e tal, ele poderia ser uma espécie de história inteiramente alternativa ou algo do tipo, as possibilidades são infinitas... Mas ao invés disso, o que o jogo apresenta são cutscenes mal feitas pra caralho com diálogos feitos pelas coxas e tanta inconsistência enquanto tenta (só tenta) se manter fiel à história original da série.

A primeira saga do jogo, que no caso é a dos Saiyajins, é basicamente um resumo da "narrativa" presente nele: O Goku tá voando por aí, encontra uns Saibamen que surgiram do nada e derrota eles (mesmo tecnicamente ele ainda sendo mais fraco do que um Saibamen normal no início da série), então depois ele repete a mesma coisa com a ajuda do Kuririn e aí a nave do Raditz surge do cu do Akira Toriyama e cai exatamente naquele lugar com o Raditz já saindo dela e falando "MORRA KAKAROTTO VOCÊ É UMA VERGONHA PROS SAIYAJINS EU SOU SEU IRMÃO E BLA BLA BLA AGORA VAI SE FODER" e então começa a luta entre eles.

Então... No fim da luta você solta um Kamehameha com o Goku e o Raditz morre... Ah sim, e o Goku também sabe usar o Kaio Ken nessa parte do jogo mesmo sem nem ter conhecido o Sr. Kaio que ensina isso pra ele na história original... E ele nunca conhece porque aparentemente ele não morre na luta contra o Raditz nesse jogo e absolutamente nada do que acontece é explicado, apenas é cortado pra próxima parte onde o Piccolo treina o Gohan... Mas peraí, como o Piccolo foi pro lado do bem sendo que ele nem sequer lutou ao lado do Goku contra o Raditz na história desse jogo e nem deu as caras antes? E por que o Goku deixaria o Piccolo, que até então é um inimigo dele, pegar o filho dele pra levar pro fim do mundo e treinar?

... E pra que eles estão treinando afinal? Quando o Raditz morreu não teve nenhum diálogo dizendo que mais Saiyajins estavam vindo pra Terra e nem nada, a batalha simplesmente acabou com o Goku e o Kuririn juntos derrotando ele. E... Ué, como eles sabiam que viriam mais Saiyajins pra Terra e por que o Nappa apareceu sozinho? O que diabos tá acontecendo? E de onde diabos o Vegeta surgiu depois? Ele chega do nada já falando pro Nappa se acalmar e tal como se tivesse observando a luta escondido por aí igual um ninja...

E aí quando tenta enfiar eventos alternativos no meio disso é pior ainda, porque depois o Raditz revive do nada e invade a terra junto com o Nappa que também era pra estar morto... E aí o Goku e o Piccolo enfrentam os dois dizendo que é a única forma de derrotá-los... Mas do que diabos vocês tão falando? O Goku derrotou o Raditz praticamente sozinho no começo da história e derrotaria o Nappa sozinho também já que nessa época ele tava muito mais forte... E de novo: POR QUE DIABOS O PICCOLO FICOU DO BEM? Isso aí era pra ter acontecido no começo do jogo ou o que afinal? Caralho, que lixo sem pé e nem cabeça!

Eu poderia continuar com mais perguntas sobre como essa bosta não faz nenhum sentido sendo fiel ou não à história do desenho, mas suponho que você entendeu o ponto... Quem diabos escreveu a história desse jogo afinal? Esse é sem dúvidas o pior retelling de uma história que eu já vi nos últimos anos, não tem como alguém que seja novo com Dragon Ball Z (sim, existe gente que nunca  parou pra ver o desenho) apreciar isso por causa do quanto essa narrativa é horrenda, e não tem como alguém que já conheça o desenho apreciar também porque vão começar a surgir essas perguntas na cabeça por causa desse lixo de narrativa. Sem brincadeira... Esses caras ao menos estavam tentando?

Mas por que essa cara de bunda, pessoal?


Sabe... Uma coisa que ficou muito boa em Ultimate Tenkaichi foram os gráficos e os visuais. Mesmo eu preferindo Burst Limit nesse quesito por ter um visual que se parece mais com o desenho assim como os jogos do Naruto, Ultimate Tenkaichi era bonito separadamente, os modelos eram bem feitos mesmo com as expressões faciais repetitivas, os cenários eram cheios de detalhes por toda a parte e os efeitos dos ataques são tão brilhantes e destrutivos quanto você esperaria de um jogo de Dragon Ball Z.

Então eu fiquei curioso pra ver o que fariam no próximo jogo quanto aos visuais, se consertariam as expressões faciais e o lip sync ou se tentariam de novo criar algo que seja mais próximo do desenho... Infelizmente, Battle of Z respondeu um "nhão" pra essas duas perguntas e mostra algo pior do que ambos... Os cenários são tão feios e sem vida que dizer que eles parecem ter vindo de um jogo de PS2 ainda seria elogiar demais e ao mesmo tempo criticar vários jogos de PS2 que têm gráficos melhores que isso, por exemplo os próprios Dragon Ball Z Budokai ou Tenkaichi.

Os visuais de Battle of Z só são bizarros com essas texturas ridículas, uma paleta de cores que só piora tudo e uma iluminação quase inexistente, o jogo parece que ou tem "luz" demais ou tem "escuridão" demais, fazendo os ambientes parecerem mais feios e inaturais do que já são.

Mas a pior ofensa tá nos modelos dos personagens e nas cutscenes... Meu Deus, eu achava que Ultimate Tenkaichi tinha expressões faciais e lip sync ruim? Esses aspectos estranhos de lá parecem obra de mestre perto dessa merda aqui! É hilário como quase toda hora os personagens vão estar falando sem nem abrir a boca ou abrindo/fechando a boca sem estarem falando nada, os lábios nem sequer foram animados ou editados apropriadamente pra se encaixarem com a dublagem, e os personagens têm expressões faciais quase inexistentes, sempre parecem estar bravos com alguma coisa, sempre olhando pra frente e abrindo/fechando a boca como se fossem bonecos... E pra piorar, eles têm esse efeito brilhante que faz com que eles pareçam feitos de plástico.


Não que as animações sejam muito melhores também... Nem nas cutscenes e nem nos combates alguma coisa impressiona nisso aqui, os personagens se movimentam assim como bonecos e nem de longe passam aquela sensação de fluidez que Ultimate Tenkaichi tinha nas animações, mas se eu tenho que dizer algo positivo sobre elas é que pelo menos nas lutas tudo é rápido o suficiente, mas fora isso... Battle of Z é realmente feio pra caralho e eu só conseguiria relevar isso se ele tivesse sido lançado em 2006 talvez.

E pra falar a verdade, até os poderes são meio decepcionantes, normalmente Dragon Ball Z sempre fez um bom trabalho em dar um eye-candy replicando tanto a ação do desenho quanto os poderes, as explosões e toda a destrutividade que acontece nas lutas. Battle of Z por sua vez não consegue fazer isso nem com animações legais e nem com os efeitos dos poderes que são medíocres na melhor das hipóteses.

Será que o orçamento desse jogo foi tão baixo assim? Porque é inacreditável, não existe justificativa pra um retrocesso como esse nos gráficos depois de terem acertado várias e várias vezes antes! E não é como se Dragon Ball Z ou animes no geral fossem algo realmente difícil de reproduzir fielmente, basta você conhecer o material e se esforçar pra reproduzir aqueles locais/ataques/visuais/etc fielmente com cell-shading ou qualquer outro estilo gráfico que você for usar nisso.

Eu já ouvi dizerem que esse jogo foi baseado em um outro de Arcade chamado Dragon Ball Zenkai: Battle Royale e tenta replicar os visuais e mecânicas de lá ou algo assim... Pelo menos a parte dos visuais eu já sei que não conseguiram, porque claramente dá pra ver que isso é muito mais bonito e detalhado do que isso.

Me acordem quando eu precisar parar de metralhar Y


Antes de prosseguir com essa review, eu quero que você me responda uma pergunta: O que você achou de Ultimate Tenkaichi? Achou que era um button masher misturado com pedra-papel-e-tesoura que ficou monótono depois de 20 minutos de jogo porque todos os personagens são quase a mesma coisa? Se a sua resposta for exatamente essa... Oh, garoto... Você vai odiar Battle of Z mais do que o Doutor Renato Aragão odeia pessoas que o chamam de Seu Didi. O negócio é que Battle of Z consegue ser mais button masher ainda ao mesmo tempo que tenta ter alguma complexidade que no fim das contas só torna o jogo pior, ao contrário de Ultimate Tenkaichi que era simples e ao menos funcionava porque... Era simples.

Aqui você pode usar até 4 personagens nas lutas e eles são divididos em quatro classes que são até auto-explicativas: Fighting Type que é o playboy porradeiro, Ki Blast Type que seria o cara que fica mandando poder à distância, Support Type que representa o "healer" do negócio, e por último o Interference Type que é aquele cuzão que só sabe avacalhar com o que os outros tentam fazer. E na teoria isso é bom pra diferenciar os tipos de personagens com os quais você luta, e com aquela barra em cima chamada Genki que é basicamente a sua fonte de energia principal pra executar seus Kamehamehas e Big Bang Attacks, Masenkos ou qualquer outro ataque de qualquer personagem que te vier na cabeça... Isso me lembrou um pouco de Dragon Ball Z: Legends, um jogo pro PS1 que tem um conceito um pouco parecido.

Mas apesar desse conceito, não tem nenhuma grande diferença entre esses personagens ou o modo como você os controla, e assim como Ultimate Tenkaichi... Todos eles têm o mesmo gameplay e o único diferencial é que eles são um pouco mais eficientes em uma coisa específica como recuperar a vida do aliado mais rápido, causar danos maiores com Ki Blasts ou ataques físicos, etc... E todos eles têm apenas um único moveset limitado. Você pode controlar apenas um desses 4 personagens, ok, mas se você espera uma lista com uma porrada de combos diferentes pra executar com esse personagem, pode se preparar pra brocha... Porque não tem. O seu único combo é o de metralhar Y consecutivamente até que seu personagem termine o combo isolando o oponente dele pra que você talvez possa persegui-lo uma única vez apertando Y novamente e dando um outro golpe... Yep, acabou.

Fora isso você tem os Ki Blasts, uma técnica especial pra cada personagem como Kamehameha pro Goku, Big Bang Attack pro Vegeta, acho que a Death Ball pro Freeza, e por aí vai... E eu vou ser bem franco, nenhum desses ataques é satisfatório de executar, além de todos eles dependerem da barra Genki ali em cima pra serem usados, eles não têm quase nenhum impacto de verdade e alguns como o especial do Trunks são quase inúteis porque os inimigos precisam estar em posições específicas pra dar certo... No caso desse, o inimigo tem que estar bem em cima de você pro raio de energia acertá-lo, mas a câmera é uma bosta e não mostra o alvo direito a menos que ele esteja pelo menos um pouco distante de você... E estar logo acima não é uma distância da qual a câmera é boa em mostrar o ângulo. Diabos, a câmera era horrível em mostrar personagens que estão bem acima de você desde os Budokai Tenkaichi, mas pelo menos lá você não dependia disso pra poder executar algum ataque especial!

A barra de Ki também ficou quase inútil já que não é possível recarregá-la e você só usa elas pra fazer Ki Blasts ou algum ataque especial de curta distância tipo Kaio Ken que só serve mesmo pra chegar perto do inimigo mais rápido já que o dano é ridiculamente pequeno.

E sim, eu estou reclamando do moveset limitado quando se trata do que um personagem sozinho pode fazer até então, numa luta de 1 vs 1 é apenas isso...

"afe mas esse jogo não é pra ser jogado com 1 personagem sozinho vs outro"

Foda-se! Foda-se mesmo, sabe por que? Porque se esse jogo fosse tão raso com só um personagem lutando contra outro, por que diabos ele te deixa usar um único personagem pra lutar contra outro? Ele podia ao menos te limitar e dizer que era obrigatório escolher dois personagens ou mais. Pra que se importar em botar um modo de 1 vs 1 se as lutas basicamente se consistem em ficar metralhando Y e fazendo um único ataque em perseguição? O que aconteceu com toda aquela variedade de combos complexos e correntes de ataques que tinha nos jogos de Dragon Ball Z do PS2? Por que caralhos esses caras sentem essa necessidade de mexer onde não deve ao invés de evoluir? Ninguém liga pra "mudanças", todo mundo só quer algum sucessor digno de Budokai Tenkaichi 3, é tão difícil assim superar aquilo com um hardware mais avançado?

Jesus, como isso é estúpido!


Mas tá, vamos dar uma olhada nas lutas em equipe então que realmente são menos horríveis do que as lutas solo... Eu digo isso porque eu não consigo encher meu peito e falar que Battle of Z fica bom assim, só que fica "menos pior" por falta de algum termo melhor pra se usar aqui. Como eu havia dito antes, você só pode perseguir seu inimigo voando no ar e acertando ele uma vez, o resto da perseguição é obrigatoriamente executado pelos seus aliados que são controlados pela I.A ou por outros jogadores online se por acaso você encontrar três outros coitados masoquistas que estejam jogando isso.

Não só esses ataques aéreos devem ser sincronizados como toda a profundidade do jogo está em executar ataques em equipe sincronizados com seus parceiros, e assim ele deixa de ser raso pra tomar a profundidade de uma piscina de plástico. Basicamente, pra usar os ataques sincronizados, basta atacar o oponente ao mesmo tempo que seu aliado e aí se inicia esse ataque, e eu admito, isso é uma ideia bem legal olhando por um lado, assim como as perseguições em time também são... Mas Battle of Z é um jogo tão horrível que caga em cima até disso.

Apesar da ideia ser boa, esse conceito só funciona mesmo quando você tá jogando com outros jogadores online, porque a I.A desse jogo é horrenda! A maioria dos personagens não fazem absolutamente nada e sempre quando eu mando algum inimigo meu pra longe, eles meio que ficam decidindo se estão ou não estão afim de me ajudar com os meus combos aéreos já que eu não posso fazer porra nenhuma sozinho. E isso é um problema porque ao contrário de você, a I.A não fica muito atenta a essas coisas e acontece de um combo não passar do primeiro hit ou então parar sem mais e nem menos com a mesma frequência em que a câmera te atrapalha.

Nisso você fica lutando não só contra os seus inimigos mas também com a burrice da I.A... Mas já que eu mencionei a câmera, você vai adorar saber que ela te atrapalha a desviar de ataques de outros inimigos também... Aliás, sim, esse jogo fica uma bagunça quando mais de um inimigo resolve te atacar, é golpe vindo de tudo quanto é lado e a maioria é impossível de desviar porque não só a câmera se foca apenas em um personagem como a mecânica do jogo não te permite atacar mais de um, os seus ataques se focam só naquele personagem que está com o lock-on e fora isso você fica levando porrada sem nem saber de onde veio, e às vezes mesmo com meus aliados idiotas lá do meu lado isso acontecia porque às vezes a maioria deles se focava em um só inimigo enquanto eu tô lá encarando os outros três deles e sendo arrombado por eles.

E não é como se os próprios ataques em equipe e sincronizações fossem sem problemas também quando é basicamente impossível escapar deles independente de qual botão você aperte ou o que for... E de novo: Por que? Nos outros jogos quando você estava sendo arrebentado pelo seu oponente e sendo ricocheteado por ele em todas as partes, era possível sair desse ataque se você conseguisse apertar algum botão bem rápido enquanto ele vai caindo no ar, e assim ele teletransporta e sai da corrente de ataques, às vezes podendo até ir parar atrás do inimigo e acertar ele, assim fazendo com que você comece a sua corrente de ataques agora... Aqui não, assim que você é pego no meio de um desses ataques, você é obrigado a ficar vendo os inimigos te espancando até eles terminarem e você poder se mover novamente.

E... Pois é, acabou por aí, os combates desse jogo são tão rasos que eu não tenho muito mais o que falar além de que é ofensivamente raso com um só personagem e um pouco menos em equipe... O que mais eu poderia dizer? Que os personagens podem recuperar as vidas uns dos outros nos combates? É, ok, os personagens podem se curar nos combates, legal... Aí você vê que a I.A do jogo também é uma merda pra isso porque eles demoram um ano pra notar que você está com vida baixa ou foi nocauteado e necessita de energia pra voltar pra luta... Mas puta que me pariu, hein? Parece que qualquer coisa que eu tento falar positivamente sobre esse jogo é atrapalhada por alguma coisa mais problemática dele, isso é um desastre sem tamanho!


Mas ok, tem uma coisa nesse jogo que eu acho razoavelmente divertida sim... E eu me refiro ás batalhas contra os bosses gigantes quando falo disso, em específico lutas como as do Vegeta/Gohan/Bardock transformado num brasileiro tamanho família, o Metal Cooler na Big Gete Star e o Hirudegarn, Coisa que ironicamente eu achei um saco em Ultimate Tenkaichi por causa de como o jogo limitava os seus movimentos mais ainda e as lutas sempre se consistiam em esperar o boss dar a brecha óbvia pra atacar ele.

Aqui no entanto não, você tem a mesma movimentação de sempre e pode acertar o boss a qualquer hora desde que você tome cuidado, então você pode rodear ele e usar a área aberta ao redor o quanto quiser, e isso incrivelmente funciona! É legal atacar um boss gigante junto com seus amigos, com todos mandando poderes nele, tomando cuidado com os ataques, memorizando os padrões e a câmera não te atrapalha dessa vez já que os monstrengos são enormes e lentos.

Sabe... Se Battle of Z tivesse mais lutas desse tipo, eu provavelmente até diria que esse jogo pode ser divertido, mas essas lutas acontecem bem raramente e em maior parte são só no final de capítulos específicos onde você passou o tempo todo sofrendo com as lutas normais... Então não vale a pena mesmo que essas partes do jogo realmente funcionem e sejam surpreendentemente divertidas, veja elas como as fases do Sonic ou do Shadow em Sonic Adventure 2... Só que em menor quantidade enquanto o número de fases dos outros personagens chatos é dobrado.

Eu nunca joguei Battle of Z no Multiplayer Co-Op, admito, mas não vejo como ele ficaria muito melhor já que mesmo com as equipes e tudo os seus ataques ainda são limitados e não tem muito mais o que fazer além de usar as perseguições e ataques sincronizados que têm as mesmas animações e não variam em quase nada, além de, é claro, ser impossível escapar de tais coisas. É um jogo repetitivo e sem muita coisa pra fazer no fim das contas independente de um Multiplayer deixar melhorzinho ou não.

E... Sabe aquela propaganda toda de que o jogo tem mais de 80 personagens e tem um cast de personagens maior do que os dos outros jogos de Dragon Ball Z lançados nessa geração? Eu sinto dizer que isso não passa de uma porra duma mentira... Sim, são 80 personagens ao todo, porém eles não mencionaram em momento algum que uns 50% desses personagens são apenas transformações de personagens já existentes e eles têm seu slot separado na seleção de personagens contando como personagens separados ao invés de transformações selecionáveis quando você escolha tal personagem e aí abre os slots das transformações... Mas ei, esse é o primeiro jogo que tem o Bills e o Goku Super Saiyan God como jogáveis, então... Yay?

Olha, não é por nada não... Mas eu arrisco dizer que Battle of Z não tem nem 40 personagens sem contar as transformações, e isso é ainda menos do que os outros... Talvez só Burst Limit tenha menos personagens, mas todos os outros têm um cast maior. E mesmo assim, vamos nos lembrar que Budokai Tenkaichi 3 que é um jogo de uma geração passada tem 161 personagens dos quais mais da metade são personagens em suas formas normais, sem contar transformações ou variações e nem nada.

E não tem muito mais coisa pra fazer nesse jogo também além de lutar online ou offline, não existe um modo World Tournament ou Endurance ou nada do tipo que você normalmente vê em jogos de Dragon Ball Z. E se Ultimate Tenkaichi te deixava criar seu próprio personagem (mesmo com as opções de edição mais limitadas que eu já vi em memória recente), Battle of Z só te deixa mudar as cores das roupas dos personagens e mais nada... Então se por acaso você sempre sonhou em montar um time de Gokus com roupas de cores diferentes pra lutarem juntos por algum motivo... Esse é o jogo pra você... Eu acho...

... Porra, quem diabos ia querer fazer isso? Isso aqui é Dragon Ball Z e não uma porra dum show do Restart! Guarda as suas viadagens pro Naruto, obrigado!

Pois é, estamos falando de um jogo pra um console mais avançado do que os outros do PS2 que tinham muito mais variedade de ataques e movimentação! Mesmo assim Battle of Z consegue ser mais limitado, mais feio e ter menos conteúdo do que seus antecessores, é assustador até onde a incompetência de uma desenvolvedora pode ir... Eu ainda não sei por que não dão Dragon Ball Z pra CyberConnect2 ou então pra alguma outra desenvolvedora que vá dar um tratamento adequado à um jogo da série, porque isso aqui consegue ser ainda pior do que os últimos jogos.

Trilha sonora apropriada, mas nada memorável


Eu não sei por que, mas eu não consigo gostar muito das músicas desses jogos de Dragon Ball Z que vieram após o PS2... Não tem nada de errado com as músicas desse ou dos outros, eu só não consigo lembrar de quase nenhuma nem se a minha vida dependesse disso. Por acaso aconteceu alguma coisa? Era algum compositor que saiu da Bandai/Namco e aí deu lugar a um outro que é aparentemente pior? Não sei, talvez eu dê uma olhada nisso depois, mas não agora.

Mas deixando isso de lado... Battle of Z tem uma trilha sonora que pelo menos parece apropriada pras lutas, são aquelas músicas de rock agitadas e algumas variações orquestrais de vez em quando que estão nos jogos da série há um tempo... Elas se encaixam bem com as lutas que são meio rápidas e tal, porém eu acho que... É isso, elas só estão lá, não consigo nem pegar alguma em específico que realmente tenha me chamado atenção.

Estranho... Eu nunca entendi muito bem essa associação de Dragon Ball Z com rock já que o desenho pelo que eu me lembre tinha uma trilha sonora quase toda orquestrada... Mas eu não vou começar a reclamar disso aqui já que os do PS2 também têm trilhas sonoras desse tipo e elas são boas.

E a dublagem... Bem... O que eu posso falar sobre ela que já não foi falado antes? É uma das poucas dublagens americanas de jogos japoneses que eu de fato prefiro ao invés da japonesa que eu não suporto... Então eu meio que iria preferir ouvir até a dublagem da versão de Portugal de Dragon Ball Z do que a japonesa onde todo mundo parece que respirou gas hélio antes de dublar...


... Ok, eu retiro o que eu disse.

Mas no geral... Eu não tenho muito o que falar da dublagem em si, ela é boa assim como foi nos outros jogos e não é muito diferente, apesar de eu odiar a voz de moleque retardado que o Gohan americano tem desde a dublagem nova que apareceu em Dragon Ball Kai.

Considerações finais

Ugh... São jogos como Battle of Z que fazem com que eu me pergunte por que eu ainda vou atrás de jogos novos de Dragon Ball Z esperando que sejam bons, esse jogo só não é pior do que o de Kinect... Mas também como eu disse antes, eu duvido que seja humanamente possível fazerem pior do que aquilo. Entre os jogos principais de Dragon Ball Z, Battle of Z é o pior que apareceu nessa geração e um dos piores que já surgiram com a marca da série.

Se bem que olhando por outro lado... Eu não tinha expectativas muito altas com Battle of Z porque já achava ele feio pra caralho só pelas screenshots e pelos vídeos que saíam, porém acabei pegando porque eu não tinha mais nada pra jogar e gosto de Dragon Ball Z... Inclusive eu voltei a jogar a HD Collection com os Budokai que eu nem lembrava que tinha pego e estou me divertindo muito mais revisitando Budokai 3 do que jogando essa merda de jogo que é o assunto da review.

Enfim... Mais um jogo de Dragon Ball Z ruim pro catálogo e eu ainda fico na esperança de que talvez lancem algum jogo dessa série que seja tão incrível quanto Tenkaichi 3 foi... Quem sabe depois no PS4 ou no Xbox One, porque eu sei que pra sétima geração não deve sair mais nada já que ela tecnicamente acabou.

Prós:

+ As lutas contra bosses gigantes são divertidas.
+ Os ataques em equipe são admitidamente uma ideia boa que eu espero que volte com execução melhor.
+ Dublagem boa como de costume.

Contras:

- Gráficos horrorosos.
- História mal contada e sem qualquer contexto.
- Câmera abismal.
- A I.A claramente não foi programada direito.
- Gameplay raso e repetitivo.
- Cast medíocre de personagens.

Gráficos: 4/10
Enredo: 2/10
Gameplay: 3/10
Som: 5/10
Conteúdo extra: 4/10
Veredicto:

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