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Diversão (não tive criatividade pra um título melhor)

By : Ryu

Lembra de quando lá pra 2008-2011 o pessoal se irritava com pessoas que ligavam pra gráficos nos jogos? Se alguém por acaso dissesse que tal jogo não tá com gráficos muito bons, sempre vinha um e falava "AIN MAS GRAFICOS N IMPORTAM O QUE IMPORTA É A DIVERSÃO" e um monte de gente concordava com ele. Então com os anos as pessoas foram repetindo isso o tempo todo até que eles viraram os novos chatos do momento enquanto o pessoal dos gráficos foi relativamente esquecido.

Eu nunca concordei com essa afirmativa de que "o que importa é a diversão", sempre achei ela extremamente idiota e quem diz isso obviamente não faz ideia do que diabos ele/a tá falando. Se você ainda fala esse tipo de bobagem e tá lendo esse texto aqui e agora... Eu quero fazer uma pergunta que eu espero que você ao menos saiba responder.

O que exatamente é "diversão"? O que torna um jogo "divertido"?

Pense, repense, responda isso mentalmente e então continue a ler o texto depois.

Ah, pra mim um jogo divertido é aquele jogo que dá pra você dar tiro nos outros. Mas praquele cara um jogo divertido é daqueles que você joga com um personagem cartunesco e sai pulando na cabeça dos outros. No entanto praquela outra pessoa ali em um jogo divertido você atira pássaros em porcos usando um estilingue com a intenção de matar todos eles. E praquele outro cara ali, um jogo divertido é aquele que você usa uma espada e sai cortando todo mundo, fazendo combos e etc. E pro outro cidadão ali jogo divertido é jogo de esportes.

Percebeu o que eu quis dizer com isso? Diversão é algo que pode ter uma caralhada de significados diferentes, porque é um conceito que varia de pessoa pra pessoa independente de qual seja o contexto no qual você o use. Por exemplo, eu mesmo acho Minecraft um saco, já tentei jogar esse jogo, fiquei entediado, não entendi o que as pessoas viam demais nele... Mas meu irmão mesmo gosta, ele diz que acha divertido sair montando coisas com blocos e tal. Eu tenho como provar que Minecraft é um jogo ruim? Não, afinal de contas ele não tem nada quebrado, você tem os blocos e as coisas lá, você bota onde você quer, eles ficam onde você colocou, tem bichos andando por aí, você pode matar eles sem nenhum grande problema técnico ou coisa do tipo.

Então o que eu vou dizer? Que Minecraft não é um jogo que não tem "diversão"? Não, que simplesmente não me atrai, mas não tem nada realmente errado com esse jogo. Assim como eu por exemplo gosto de platformers e algum outro cara pode não ver nada demais por simplesmente não gostar muito do estilo de jogo. Agora se esse maluco vier falando "AFFFFF ESSE JOGO É UMA MERDA VC SÓ CORRE E PULA NEM É DIVERTIDO", aí ele já tá falando bosta e eu vou simplesmente mostrar que ele tá falando bosta de fato com qualquer argumento aí que eu tiver, seja mostrando como as mecânicas de tal platformer realmente funcionam ou o que for.


"Mas então isso significa que todo jogo pode ser divertido e que é tudo pessoal?"

Sim e não. Mas calma aí que eu só tô começando, então continue comendo seu lanche e tomando seu suco de laranja aí enquanto lê.

De certa forma... É verdade. Literalmente tudo pode ser considerado como "divertido", independente da maneira que for. Mas isso não significa que todo jogo é automaticamente bom ou competente o suficiente pra cair nessa definição... Na verdade eu acho que isso não se aplica nem a filmes, desenhos, músicas ou o que for. Quando eu por acaso me refiro a algum jogo ou aspecto de tal aqui como "divertido", eu estou falando por mim mesmo e não afirmando que tal coisa é universalmente divertida e que qualquer pessoa que questionar está redondamente errada. Eu, pessoalmente, acho divertido explorar os mundos de JRPGs, sair voando por aí, entrando nas cidades, vasculhando os cenários e achando recompensas... Eu gosto disso. Mas eu conheço gente que não tem paciência pra isso e só segue a história principal.

O jogo te dá essas opções, você joga ele como quiser e ele só recompensa mais as pessoas que exploram, até porque é justo considerando que isso é um esforço a se fazer, ao mesmo tempo que não pune severamente quem não curtir muito exploração. É possível terminar pelo menos a história principal da maioria dos JRPGs bons sem ficar se preocupando em pegar todos os itens secretos possíveis e as melhores armas/habilidades dos personagens. Isso é game design bom, você joga o jogo como te der na telha, e privar o jogador dessa liberdade de escolha de como ele quer jogar é um dos motivos de eu dizer que Final Fantasy XIII, por exemplo, é uma grande pilha de merda.

Então tá, existem jogos que simplesmente não se trata de questão pessoal pra você dizer se são bons ou não. E é exatamente aí onde eu quero chegar: Existe uma diferença gritante entre gosto pessoal e objetividade. Falando nos extremos: Existem jogos bons e existem jogos ruins. Disso todo mundo já sabe, né? Se você jogar um jogo que tem ideias ótimas, execução boa, tudo funcionando bem e mecânicas polidas... Então ele é um jogo bom. Mas se você joga um jogo e ele é totalmente bugado, tem controles imprecisos, problemas de câmera, colisão e o caralho a quatro... Esse jogo então é ruim, é mal feito.

O que me chamou atenção pra fazer esse post foi que há um tempo atrás eu tava discutindo com um cara no Skype porque ele tava defendendo Batman: Arkham Origins e teimando que nem uma mula que "apesar das falhas o jogo é divertido" como se isso realmente fosse algum argumento... E também que há um tempo atrás um adm de uma página de Sonic do Facebook tava jogando Sonic '06 e afirmando que "as falhas do jogo não comprometem a diversão". Sabe qual é a parte engraçada dos dois casos? A discussão com os dois chegou ao ponto onde ele decidiu terminar dizendo "É a minha opinião e você não vai mudar ela".

Você faz ideia do quão hilariamente absurdo isso soa quando você para pra pensar no que acabou de falar?

"Esse jogo é quebrado, os controles são ruins, a frame rate fica caindo toda hora por qualquer coisinha, você morre ou tem que resetar por causa de bugs ou porque a câmera atrapalhou, os gráficos são mal feitos, a história não é muito boa... Mas nada disso compromete a diversão!"

É exatamente isso que você tá falando, só de uma maneira mais "formal" que faça parecer que os jogos em questão não têm tantas falhas assim. E qualquer pessoa que esteja ao menos ciente do quão ruins esses jogos são por ter jogado por si mesma provavelmente vai rir na sua cara ou então não te levar nem um pouco a sério. Sem falar que isso pode ser usado pra defender literalmente qualquer jogo ruim que você quiser escolher: Bubsy 3D, Superman 64, Dr. Jekyll & Mr. Hyde, Sonic Boom, Daikatana... Qualquer um, mesmo, você pode pegar qualquer um desses e só dizer "as falhas não comprometem a diversão".

"Ah m-mas esses jogos aí são muito ruins, aí as falhas comprometem mesmo a diversão."

E as falhas dos outros dois jogos ruins que tu curte ali não comprometem por que? Porque eles não são tão ruins quanto? Não é porque existem jogos piores que Sonic '06 ou Batman: Arkham Origins que eles deixam de ser ruins, isso é a mesma coisa que dizer que comer comida podre não é tão ruim porque a gente poderia estar comendo bosta literal ao invés disso.

Isso não significa que você não possa gostar de algum jogo ruim, mas significa que você ao menos tem que ser sensato o suficiente pra saber que é ruim e não ficar falando asneira de "diversão" na hora de tentar defender. Aliás, isso é uma coisa que sempre mexe com a minha cabeça... Qual é o problema de você dizer que gosta de um jogo ruim afinal de contas?

Eu mesmo gosto de jogos ruins ou pelo menos medianos e não vejo problema em dizer isso. Gosto de Sonic Heroes, Street Fighter: The Movie, tenho um "soft spot" por Spider-Man: Edge of Time... E provavelmente tem mais que não me vem na cabeça agora. Mas eu já afirmei em algum momento que algum desses jogos aí são bons? Não, eles são medíocres na melhor das hipóteses, Sonic Heroes por exemplo tem controles escorregadios pra caralho, problemas de câmera e bugs que acontecem sem muita justificativa como você estar escorregando numa rail, fazer o comando pro Sonic saltar pra rail do lado e aí ele simplesmente dá um pulo pro lado que vai mais longe do que a localização onde a rail tá. Sem falar do fato de que você joga as exatas mesmas fases com alterações mínimas quatro vezes pra poder conseguir a Last Story.

Sabendo dessas falhas... Eu deixo de gostar desse jogo? Não, essas falhas não atrapalham a mim com muita frequência... Mas aí, de novo, eu tô falando por mim mesmo. Eu conheço outras pessoas que simplesmente não gostam desse jogo justamente por causa dessas falhas que atrapalham elas muito mais do que acontece comigo, seja por eu ter me acostumado ou o que for. O que eu faço? Elas estão erradas e eu vou sair falando "HURRRR DIVERSÃO" pra elas? Não, eu sei que esse jogo tem essas falhas, falhas essas que não deviam nem estar no jogo pra início de conversa, afinal de contas elas são falhas, o próprio nome diz: Falha, uma imperfeição, um erro que os desenvolvedores não tinham intenção de cometer.

Então sim, eles não estão errados em não gostar de Sonic Heroes por causa dessas falhas. O máximo que eu posso dizer é que quando você se acostuma com os controles ruins e tal, o jogo fica melhor, mas ninguém tem essa obrigação. Se por acaso eu fosse defender Sonic Heroes citando os pontos positivos do jogo, você nunca me veria falando de "diversão" em momento algum porque isso não é, nunca foi e nunca será um argumento aceitável. Eu gosto de Sonic Heroes porque, apesar das falhas técnicas que realmente machucam o jogo, ele tem vários bons conceitos e ideias, a ideia de jogar com os três personagens em equipe lá é boa, o level design dele é consideravelmente aberto, o jogo é muito bonito, a trilha sonora é boa, etc.

Mas ainda assim não digo que esse é um jogo bom, porque os pontos positivos não são o suficiente porque as falhas são graves. Não adianta um jogo ter fundações e ideias ótimas se ele falha na execução delas, o resultado disso é um jogo no máximo mediano que ou alguém pode acabar gostando porque se tá disposto a se acostumar com as falhas ou então essa pessoa pode simplesmente detestar por causa dessas mesmas falhas. Se é "divertido" ou não varia de pessoa pra pessoa, eu acho divertido por esses motivos válidos, mas o fulano ali não acha por esses outros motivos também perfeitamente válidos. Mas objetivamente falando... Sonic Heroes não é um jogo bom, eu queria que fosse, mas não é, eu não vou recomendar ele pra qualquer um que eu vir por aí.

Isso porque Sonic Heroes é um jogo ainda mediano, mas que tal pegarmos um jogo como Sonic '06 que faz praticamente tudo da maneira mais porca possível? Você tem vários personagens pra jogar, mas nenhum deles tem gameplay realmente funcional, você tem hubs gigantes pra explorar sem nada pra realmente explorar e ainda por cima é fácil ficar perdido porque não tem nada memorável e todos os lugares são iguais uns aos outros, você tem algumas fases com level design bom... Porém o jogo é lotado de bugs que te fazem morrer sem você nem ao menos parar pra procurá-los, eles simplesmente acontecem. Eu poderia continuar e dizer que a história é uma bosta mal escrita, que os gráficos são cheios de serrilhados, personagens mal animados, texturas fracas na cidade.. E mais um monte de coisa.

Esse é o tipo de jogo que se mantém consistentemente ruim do começo ao fim, não tem polimento, não faz nada do que se propõe a fazer de maneira minimamente aceitável e os poucos momentos empolgantes nas fases não chegam nem perto de ser o suficiente pra compensar o que ele faz de errado. Isso não tem nada a ver com "diversão", uma pessoa pode se divertir com Sonic '06 rindo desses bugs, mas isso é o tipo de diversão que ocorre por todos os motivos errados. Então... O que você vai dizer? Que o fato de que o jogo consegue ser um lixo em praticamente todos os aspectos possíveis não compromete a "diversão"? Se por acaso você não se incomodou muito com as falhas... Parabéns, você é algum tipo de masoquista, mas isso é só você, o jogo não é muito menos mal feito só porque você por algum motivo gostou.

Seja homem pelo menos uma vez na vida e diga "Eu gosto desse jogo, mas ele é uma bosta e eu não recomendo que alguém realmente compre isso a menos que tenha padrões muito baixos e esteja ciente de que é um jogo ruim". Não é difícil, ninguém vai te bater por isso e você não vai parecer um retardado aí falando "hruhruhrurhurhuh n compromete diverção deem uma chance XD" pra depois alguém de fato dar uma chance ao jogo seguindo seu conselho e não gostar.


Então fica a pergunta: O que torna um jogo objetivamente bom, ótimo, incrível ou o que for? Gráficos? Gameplay? Atmosfera? Trilha sonora? Inovações? Ideias únicas? Enredo?

A resposta pra isso é simples, curta e grossa: Tudo.

Todos esses aspectos são importantes de uma maneira ou de outra. Claro que uns têm mais importância do que outros, afinal de contas é mais fácil perdoar, por exemplo, um jogo com gráficos ruins e gameplay bom do que um jogo com gráficos lindos e gameplay horrível. E de fato, nem todo jogo bom acerta em todos esses aspectos, existem vários jogos por aí com gameplay bem feito, mas com gráficos ruins ou músicas não muito memoráveis ou talvez uma história ruim... Ou então esse jogo é bom o suficiente na maioria desses aspectos, mas não é realmente único e existem vários outros que fazem o mesmo melhor. Isso ainda o torna um bom jogo, mas talvez não muito memorável, aquele tipo de jogo que você vai gostar enquanto joga, mas possivelmente vai esquecer que existe uns meses depois de terminar.

No entanto, é sempre notado por qualquer reviewer quando um jogo peca em qualquer tipo de aspecto, independente de qual seja. Se um jogo é bom, mas tem gráficos feios/datados ou peca em qualquer outro aspecto, isso vai acabar contando como ponto negativo de qualquer forma. Os jogos com as melhores avaliações tanto com a crítica quanto o público são aqueles que acertam em todos esses aspectos, que acabam sendo não só jogos muito bem feitos como também jogos únicos, marcantes, com sua própria identidade e seu próprio estilo que dificilmente algum outro vai conseguir copiar com perfeição.

Evidente que nem todo jogo é ou vai ser assim e se eu elevar meus padrões dessa maneira pra qualquer jogo novo que eu for pegar esperando ser a próxima grande reinvenção do seu próprio gênero de jogo ou até da indústria no geral, eu vou ficar decepcionado com a maioria deles. Mas isso não me impede de gostar dos jogos bons que não sejam exatamente os melhores de qualquer maneira, eu posso pegar eles pra jogar depois quando estiver com humor e não teria nenhum problema, afinal de contas esses são jogos bons, não "perfeitos", mas bons. É muito mais fácil você rejogar um desses do que rejogar um jogo como Sonic '06 que só de terminar pela primeira vez já é uma luta agonizante.

Ter padrões ou exigências com seus jogos não é uma coisa ruim, muito pelo contrário, só mostra que você não tá disposto a engolir qualquer bosta que mandarem só pra não ser "hater". As pessoas costumam dizer que eu sou chato, que é difícil algum jogo me agradar e tal... Mas francamente, eu não me vejo dessa maneira. Pra me agradar é só o jogo simplesmente ser bem feito e ter algo que me mantenha interessado nele, talvez eu até goste mais do que eu deveria se essa tal coisa que me manter interessado se manter consistentemente boa do começo ao fim do jogo.

Não gostar de jogos ruins não te torna chato e nem ter uma ou duas opiniões diferentes da maioria aí também, afinal de contas o mundo inteiro ama The Last of Us incondicionalmente e eu só o acho um jogo bom, nada mais. Consigo entender por que alguém amaria tanto assim esse jogo, mas eu só... Gostei, foi bom enquanto durou, porém não é um jogo que eu rejogaria toda hora o tempo todo porque eu não senti como se ele fosse exatamente único apesar de ser um jogo realmente bom.

Encerrando esse texto... Eu só quero que você pense direito no que você fala e aprenda a diferenciar gosto pessoal de objetividade. E isso não é uma exigência pra você ser "imparcial" porque eu já disse antes que review ou crítica "imparcial" não existe, vai ter sim a opinião da pessoa que tá fazendo tal review/crítica no meio nem que seja ao menos um pouco. Mas se você for criticar ou defender um jogo, faça pelos motivos certos e não seja um imbecil que nem eu mesmo era nos primeiros anos desse blog aqui.

Agora se você ainda acha que "diversão" e afins são argumentos válidos pra alguma coisa... Então cai fora daqui. Porque eu não quero você lendo meu blog, mesmo se você for alguém que vem acompanhando há um bom tempo, você não é o tipo de "público" que eu procuro com isso.

Top 10: Jogos licenciados que são descaradamente melhores do que o material base

By : Ryu

Qual é o consenso geral sobre jogos baseados em filmes/desenhos/seriados, meus queridos? Que eles costumam ser umas bostas, não é mesmo? E eu concordo com esse consenso?

... Mas é claro, porra! Jogos licenciados no geral normalmente são horríveis, são o exemplo perfeito de jogos preguiçosos que os desenvolvedores defecam sem qualquer esforço colocado neles com a intenção de conseguir dinheiro fácil em cima dos filmes nos quais são baseados. Não estou aqui pra provar que jogos baseados em filmes não são ruins, até porque isso é humanamente impossível a menos que as desenvolvedoras que fazem esses tipos de jogos tomem vergonha na cara e parem de fazer essas cagadas.

No entanto... Alguns jogos licenciados conseguem ser até melhores do que os filmes/desenhos/seriados nos quais eles se baseiam. Não estou nem falando sobre jogos licenciados precisamente bons e sim jogos licenciados que têm um material base tão ruim que eles ironicamente conseguem ser melhores do que tal coisa, mesmo sendo jogos ruins por si só... Ou então também posso estar me referindo a jogos bons baseados em filmes/desenhos/seriados ruins, ou então jogos bons baseados em filmes/desenhos/seriados bons, mas que conseguem me agradar mais do que o material base.

Muita coisa se enquadra nessa lista e eu até demorei um pouco pra pensar nela porque eu joguei muito jogo baseado em filme na minha vida... Infelizmente... Mas alguns poucos valeram a pena. A maior dificuldade em montar essa lista foi que eu precisava checar se o jogo era melhor do que o material base ou não, e isso me impediu de colocar jogos licenciados bons como Spider-Man 2, The Warriors, The Lord of the Rings: The Return of the King ou Matrix: Path of Neo... Se bem que Matrix Reloaded nem foi lá essas coisas, mas ainda assim eu meio que gosto desse filme. Talvez seja nostalgia por ter visto na época, mas foda-se.

Então vamos lá, porque essa lista não vai se digitar sozinha afinal de contas.

10ª posição: Batman & Robin

Acho que todos nós podemos concordar que Batman & Robin é uma bela bosta de filme, né? A única coisa que eu tenho a elogiar naquilo seria a performance do Arnold Schwarzenegger como Mr. Freeze que, apesar de ser completamente fora de caracterização do personagem em si, pelo menos tem uma boa atuação. De resto... Eu detesto absolutamente tudo sobre esse filme, desde a fantasia estúpida do Batman com mamilos (sério) até as dolorosas cenas de comédia das quais nem meu eu de 7 anos de idade riu quando viu esse filme pela primeira vez, os diálogos horríveis, as cenas de ação medíocres... E eu poderia continuar a falar do que diabos eu odeio nesse filme resumidamente, mas não vou perder muito tempo com isso, só que esse é um dos piores filmes de super-herói que eu já vi e sem dúvidas o pior do Batman.

Se você acha que a cena do "Big guy for you" em The Dark Knight Rises é a coisa mais hilariamente ruim que você já viu... Assista Batman & Robin e veja The Dark Knight Rises parecer Shakespeareano em comparação com essa merda. Mas ok, The Dark Knight Rises é outro lixo de qualquer forma, então o certo é não perder tempo com nenhum dos dois.

No entanto, foi lançado um jogo baseado em Batman & Robin pro PS1, jogo esse que eu fui infeliz o suficiente pra ter alugado aqui perto quando tinha uns 10 anos de idade. E por acaso pelo menos esse jogo é bom?

... Se eu disse que "fui infeliz o suficiente" pra ter alugado, deve significar alguma coisa, né? Pois significa, o jogo também é horrível. Batman & Robin foi uma tentativa fracassada de fazer um Sandbox com o Batman, porém a cidade era confusa, não tinha qualquer senso de direção durante a mesma porque, apesar de ter um mapa no canto da tela, nunca ficava claro o que picas você tinha que fazer ou pra onde você deveria ir. O que eu mais fiz nesse jogo foi ficar dirigindo o Batmóvel por toda a parte na esperança de que alguma coisa fosse acontecer... Mas não para por aí, porque o Batmóvel tem controles horríveis e é mais aconselhavel dirigir ele devagar porque se não você erra uma caralhada de curvas ou sai trombando com ele por aí como se o Batman tivesse enchido o cu de cachaça antes de dirigir... E o combate então nem se fala, é tão travado e sem qualquer tipo de impacto que dá até desânimo de lutar contra os inimigos por aí.

No entanto... Pro crédito desse jogo, eu devo dizer que pelo menos ele foi um pouco à frente do seu tempo com esse conceito de sandbox que poucos jogos se atreviam a fazer. Mal executado, com certeza, mas ainda assim... Passos de bebê, eu acho. E os gráficos não eram ruins pros padrões do PS1, só era tudo ridiculamente escuro e mesmo com o brilho do jogo aumentado até o máximo que podia, Batman & Robin ainda era tão escuro que não tem como você não se sentir jogando GTA se por acaso GTA fosse criado por um pré-adolescente fã de Linkin Park. De qualquer maneira... O fato de que eu tô dando qualquer tipo de crédito a esse jogo por tentar algo diferente já o torna melhor do que o filme.

9ª posição: Superman Returns

Antes de mais nada... Vou confessar que eu não sou um graaaaande fã do Superman. Eu nunca tive muito interesse nele, a fantasia em si não me chamava muita atenção, ele sempre me passou a impressão de ser overpowered demais e a história em si também nunca despertou muito interesse em mim. Claro, talvez eu só não tenha dado uma chance apropriada, mas até então... Eh, as únicas coisas relacionadas ao Superman que eu cheguei a acompanhar foram o desenho da Liga da Justiça... E alguns dos filmes dele. O primeiro é um filme clássico até, não me lembro de muita coisa sobre, mas parece que todas as pessoas que o assistiram na época gostam bastante até hoje, então imagino que ele seja bom, apesar que eu só me lembro de ter visto esse primeiro e não as sequências.

Porém, o filme do Superman em questão aqui é Superman Returns... Eu me lembro de ter visto uma vez quando tava medonhamente entediado e com humor pra ver algum filme baseado em um super herói pra me manter entretido por algum tempo. Pelo visto, as pessoas odeiam esse filme... E pra falar a verdade, eu não achei lá essas coisas também, apesar que eu me lembro ainda menos desse filme do que o primeiro, talvez porque a história em si não tem nada realmente memorável e a maioria dos personagens eram ridiculamente unidimensionais. O primeiro ao menos tinham cenas boas das quais eu me lembro claramente, como por exemplo aquele momento onde ele meio que faz o tempo voltar pra salvar a vida da Lois Lane.

Assim como quase todo filme de super-herói, Superman Returns teve um jogo, claro que teve. A propósito, mesmo eu não sendo muito fã do Superman, eu acho que ele tem um potencial do caralho pra jogos: O cara pode voar, tem super força, super velocidade, solta lasers pelos olhos e... Provavelmente tem mais coisa que não me vem na cabeça agora, mas o meu ponto é que um jogo do Superman pode ser a coisa mais épica que existe. Porém parece que ninguém nunca conseguiu realizar tal façanha ainda, o Superman teve uma porrada de jogos esquecíveis pra plataformas 8-bit e 16-bit, teve Superman 64 que é um dos piores jogos que já foram defecados até hoje... E Superman Returns que é ruim. Melhor do que Superman 64 sem dúvidas, mas ainda um jogo ruim.

Esse jogo tem uma coisa legal: Voar pela cidade. Enquanto dura, sair voando por aí em altas velocidades é empolgante pra diabo e faz com que você esqueça que tá jogando um jogo ruim do Superman. Mas então você lembra que tem que encarar uma porrada de lutas repetitivas de "mate 10 inimigos genéricos", os poderes do Superman são quase todos trivializados porque a maioria dos inimigos podem ser facilmente derrotados esmagando botões, os bosses são completamente sem inspiração, o jogo tem uma hitbox bizarra e bugs aleatórios como o Superman atravessar o chão sem mais e nem menos e ir parar embaixo da cidade sem volta simplesmente acontecem sem você nem tentar procurar. A história pelo que eu me lembro é uma versão resumida do filme que consegue ser ainda mais tediosa do que o próprio... Mas bem, voar pela cidade ainda é legal, então acho que se eu fosse escolher entre assistir o filme ou jogar o jogo por duas horas, eu escolheria a segunda opção porque posso voar pela cidade livremente.

Quem sabe um dia a Rocksteady faz aí um jogo bacana do Superman e assim essas barbaridades são finalmente esquecidas.

8ª posição: Street Fighter: The Movie

Street Fighter: A Batalha Final honestamente é um filme que eu não consigo odiar. Não sei por que, mas algo me bloqueia de absolutamente detestar essa pérola que é um dos meus filmes ruins favoritos de todos os tempos. Eu assisti esse pela primeira vez quando eu era bem mais novo e adorava o filme, mas com o tempo eu fui descobrindo que na verdade nem é muito bom e aí tive a ideia de reassistir pra ver no que ia dar.

Ao invés de sentir raiva, o filme me fez rir que nem um retardado por causa dos diálogos ruins ao mesmo tempo que geniais como o Zangief dizendo "Rápido, muda de canal!" quando passava uma notícia sobre a Chun-Li ter plantado bombas nas armas do Bison ou algo assim, também tem as atitudes dos personagens como o Guile fazendo uma banana pro Bison em rede mundial, as cenas de luta, as personalidades erradas dos personagens como o Ken e o Ryu parecendo dois integrantes dos Trapalhões fantasiados de traficantes de armas que passam calote nos outros.

Eu francamente ri pra caralho desse filme, e eu nem sou uma pessoa de rir tanto assim. No fim das contas, eu meio que gosto de Street Fighter: A Batalha Final, da mesma maneira que pessoas masoquistas gostam de levar chicotadas nas costas, é um prazer meio esquisito, mas existe de uma maneira ou de outra. Considero ele como algum tipo de paródia humorística de Street Fighter, mesmo sabendo que na verdade ele queria ser levado a sério.

Porém aconteceu algo que eu nem imaginava: Street Fighter: A Batalha Final tem um jogo! Mas hein? Então isso é... Um jogo baseado num filme que é baseado num jogo? Santa incepção, Batman!

Enfim, Street Fighter: The Movie consegue ser ainda mais hilário do que o filme em questão. "Por que?", você pergunta... Porque eles decidiram imitar Mortal Kombat e basear os sprites do jogo nos movimentos dos atores que fizeram o filme, e o resultado foi um jogo qualquer de Street Fighter com animações hilariamente ruins e efeitos sonoros que são a cereja no topo do bolo. Parece que os atores tentaram simular movimentos de sprites dos jogos, porém não conseguiam fazer isso direito e aí ficava aquele uncanny valley entre algo "realista" e algo absurdo. Inclusive alguns cenários eram desenhados e ainda assim tinham sprites "live action" pré-renderizados no background, sem falar dos efeitos dos ataques como Hadouken, Sonic Boom, etc.

Os personagens dão gritos que soam mais sem alma do que a atuação do Irate Gamer e alguns até pronunciam os nomes dos ataques errados como o Ryu gritando "SHO-ROO-KEN!", mas de longe o mais engraçado é levar porrada ou dar porrada no Zangief e no Sagat por causa das animações de dano dos dois... Se bem que todas as animações do Zangief são engraçadas. Esse jogo é puro comedy gold, e convenhamos, ele não é injogável ou quebrado e nem nada do tipo. É o pior Street Fighter tecnicamente, sim, mas ainda não é algo tão ofensivamente ruim assim.

7ª posição: X-Men Origins: Wolverine

X-Men Origins: Wolverine é uma bosta, mas X-Men Origins: Wolverine é surpreendentemente bom.

Não precisa ser um gênio pra saber a qual das duas coisas eu esteja me referindo em cada parte dessa sentença, né? Convenhamos que o filme X-Men Origins: Wolverine foi um saco, tanto que até o próprio Hugh Jackman acabou admitindo que não gostou tanto assim também. É bem provável que esse filme seja pior do que Homem-Aranha 3, o que é um feito e tanto. A história do Wolverine que era pra ser explicada nesse filme ficou absurdamente confusa, personagens como o Cyclops e a Emma Frost apareceram aí só pra encher linguiça e não adicionaram absolutamente nada na história, o Wolverine é visto enfiando as garras em todo mundo, porém nenhuma gota de sangue é jorrada, o modo como o Wolverine perdeu a memória nesse negócio não faz nem um pouco de sentido (Uma bala de adamantium acertou o crânio de adamantium dele? Hã?) e aí tem o Deadpool... Jesus, aquilo foi a cereja ruim no topo do bolo ruim.

Bem... Pelo menos teve um outro filme do Wolverine aí que eu não assisti, mas dizem ser ao menos decente, o que já é alguma coisa em comparação com o poço de mediocridade que é isso aqui.

Quando eu soube que X-Men Origins: Wolverine tem um jogo... Eu literalmente quis evitar essa porra como se fosse uma revista erótica da Regina Casé. Porém um certo dia um amigo meu que também tinha achado o filme um belo pedaço de excremento disse que o jogo é bom, e quando eu fui olhar a página do Metacritic só pra me certificar, me deparei com uma média de 75, o que é bem incomum pra jogos baseados em filmes. No fim das contas, acabei dando uma chance ao jogo pra ver se ao menos isso se salva... E o pior é que realmente é um jogo bom.

Eu não me lembro direito da história desse jogo, se ela tenta seguir o filme ou não porque honestamente eu nem prestei atenção direito nela enquanto jogava isso... Mas que se foda, você pode pular as cutscenes e sair rasgando todo mundo no possível melhor jogo do Wolverine que saiu até então! O combate desse jogo é altamente satisfatório, as animações fluem muito bem, o Wolverine tem uma caralhada de combos e ataques/finalizações diferentes, uma mais brutal do que a outra, e alguns inimigos até são relativamente dificinhos de matar e bosses bem feitos.

Não é um jogo perfeito, ele tem alguns bugs e falhas de polimento assim como fica repetitivo pelo foco excessivo em combate quando poderia usar os poderes do Wolverine pra mais coisas além disso... Porém ele tem excelentes fundações pra um futuro jogo impressionante do Wolverine, e isso vindo de um jogo baseado em um filme, especialmente um filme ruim, bota esse entre os melhores jogos do tipo sem problemas.

6ª posição: The Punisher

The Punisher foi um jogo meio complicado de se colocar nessa lista, por falta de algum modo melhor de definir isso. Porque ele meio que é baseado no filme do Justiceiro/Punisher que saiu em 2004 ao mesmo tempo que não é e acaba sendo uma mistura disso com a mini-série das HQs chamada Welcome Back, Frank. O filme é meio... Misturado. É tão violento quanto você esperaria que algo relacionado ao Justiceiro seria e tanto o ator que faz o Frank Castle quanto o John Travolta fazendo o Mr. Saint são bem convincentes e os dois personagens (em particular o Saint) se desenvolvem surpreendentemente bem.

Porém ele tem um sério problema de consistência sobre o que porras de tom ele quer tomar, porque apesar de ser um filme que se leva completamente a sério e tenta ser realista, isso acaba indo por água abaixo quando você vê o Castle fazendo umas piadas que parecem terem vindo do Homem-Aranha e algumas cenas de ação que chegam a ser cartunescas e totalmente fora de lugar nesse filme... Por exemplo o próprio Justiceiro batendo nos seus inimigos com uma frigideira. Nenhum dos outros personagens fora os dois mencionados são muito interessantes, isso quando não são simplesmente irritantes que nem aqueles vizinhos do Frank Castle, que também parecem ter saído de algum cartoon dos anos 90. Eu seriamente gosto desse filme, mas sei que ele não é exatamente recomendável.

O jogo meio-baseado nele por outro lado, é um dos meus jogos favoritos do PS2! A história é sobre o Justiceiro inicialmente tendo um conflito com a família Gnucci que começa como algo simples e depois acaba envolvendo até o exército russo nessa porra toda. Porém a real carne desse jogo tá no gameplay... Não exatamente nas mecânicas de shooter dele, elas são sólidas apesar de não serem nada revolucionário ou coisa do tipo, mas sim na violência. The Punisher é um dos jogos mais violentos de todos os tempos, pra época principalmente o modo como as seções de tortura e desmembramento do jogo eram detalhadas acabou gerando uma polêmica dos infernos ao ponto da ESRB avaliar ele não com um M, mas com um AO... Sim, jogo só pra adultos, The Punisher é um jogo tão violento que fazia Mortal Kombat parecer Mario em comparação.

A graça de The Punisher era justamente torturar seus inimigos, coisa que você podia fazer a qualquer hora tanto normalmente agarrando eles e batendo as cabeças deles no chão, ou apontando sua arma ou socando a cara deles... Quanto usar os vários objetos perigosos do cenário pra isso, tipo ameaçar colocar a cabeça dele num aquário cheio de piranhas e ver elas comendo a cabeça dele inteira até sobrar apenas o crânio, ou então botar eles dentro de um forno... E mais uma porrada de coisa que eu não me lembro muito bem agora porque não jogo esse jogo faz um bom tempo, mas de uma coisa eu tenho certeza: Eu adorava The Punisher na minha pré-adolescência com meu PS2 e provavelmente adoraria se jogasse atualmente também.

5ª posição: Star Wars: Episode III - Revenge of the Sith

Ah... A trilogia das prequels de Star Wars... Já fazem quase dez anos desde que isso foi uma coisa que aconteceu. Puta que me pariu, eu realmente tô ficando velho, hein?

Com o recente anúncio do novo filme da série, eu acabei não me empolgando tanto assim ao mesmo tempo que acabei me lembrando da época em que Star Wars teve a trilogia do Episódios I-III que transformaram o George Lucas no Inimigo Público Nº 1 durante vários e vários anos. Eu não vou tentar defender as prequels aqui, elas são bem sonolentas e esquecíveis mesmo apesar dos efeitos especiais de alta qualidade e das cenas de ação que em maior parte são muito bem coreografadas. De resto, os Episódios I e II eram lotados de cenas supérfluas que se arrastavam demais, personagens em maior parte esquecíveis e/ou simplesmente irritantes (Jar Jar Binks que o diga), o romance entre o Anakin e a Padmé que conseguia ser mais sem sal do que o do Squall com a Rinoa... E diálogos ruins, mas disso até a trilogia original tem um pouco de culpa, ainda que não seja em números tão altos quanto os desses filmes.

No entanto, o que mais me impressiona é o quanto a atuação desses filmes em maior parte era monótona, de maneira que eles tenham conseguido fazer até o Samuel L. Jackson parecer um velho sem muito mais coisa na vida... Se bem me lembro, o único ator que realmente fez uma boa performance nesses filmes foi o do Obi-Wan... O nome dele me escapa agora e eu tenho preguiça de googlear, então deixemos só por aqui mesmo. O Anakin era praticamente a versão masculina da Bella Swan e toda vez em que ele tentava mostrar alguma emoção só piorava tudo porque aí ele acabava sendo inadvertidamente engraçado e difícil de levar a sério... E ainda assim as pessoas continuavam a insistir nesses filmes, especialmente quando o Episódio III foi anunciado.

Apesar que eu acho que entendo a linha de pensamento aí: A gente viu o Episódio I, foi um saco, mas já que começamos mesmo... Por que não ver o resto e acabar logo com isso, né? Talvez foi em partes o que me levou a jogar Final Fantasy XIII-2 e Lightning Returns mesmo depois de ter jogado o primeiro Final Fantasy XIII e odiado mais do que qualquer outro jogo que tenha sido lançado naquele ano. A diferença é que eu acabei gostando do XIII-2 e nem tanto assim do jogo da Lightning, porém ainda é melhor do que o primeiro, enquanto no caso das prequels de Star Wars... Do Episódio I pro II até piorou ao invés de melhorar. Então o que eu poderia esperar do Episódio III apesar de todo o marketing e das promessas de que ele iria redimir os outros dois?

Na época eu tinha uma curiosidade mórbida com esse filme, o que no fim das contas me levou a comprar o jogo baseado nele lançado pro PS2 alguns meses antes do próprio filme. A sacada desse jogo é que ele tem cenas do próprio filme colocadas lá, e isso acabou deixando as pessoas que gostem de Star Wars e video games curiosas o suficiente pra saírem comprando só pra ver mais ou menos como o filme vai ser. Muita gente gostou desse jogo enquanto outras pessoas não gostaram... Eu estou do lado das pessoas que gostaram, até mais do que o próprio filme.

Quando eu fui ver o filme pela primeira vez e terminei, pensei "Eh... É ok, mas gostei mais do jogo.", porque ele meio que tenta misturar o tédio dos seus antecessores com o desenvolvimento de personagem da trilogia original e o resultado é um pacote completamente misturado onde algumas coisas deram certo e outras não.

O jogo não é muito diferente quando se trata de história, só uma versão "expandida" e ao mesmo tempo resumida do filme, o que pra alguns pode ser uma coisa boa já que a atuação ruim do Anakin é exposta ao mínimo aqui. O jogo é bem simples no sentido de que no modo história normal você joga com o Anakin ou o Obi-Wan em umas 15 ou 16 fases e cada um dos dois tem seu próprio estilo de luta e combos diferentes. O que me impressionou quando eu fui rejogar esse jogo ano passado é o quão bom é o combate com sabres de luz, você realmente sente o "peso" dos personagens balançando essas coisas pra lá e pra cá, o combate é meio que um "free-flow" parecido com os jogos atuais do Batman, a lista de movimentos é bem extensa e os bosses que normalmente são duelos de sabres de luz contra antagonistas como o Conde Dooku e o General Grievous são o ponto alto do jogo por serem desafiadores e satisfatórios quando você consegue tomar a vantagem com qualquer tática que quiser usar... Mas as fases normais também não são ruins considerando que os inimigos são bem variados indo de droids normais até Destroyers, Clones, robôs gigantes e cada um tem maneiras diferentes de derrotar.

O uso da força é meio que limitado a só pegar um personagem/objeto do cenário e jogar pra lá e pra cá sem muita liberdade de movimento fora umas partes com script pra isso, coisa que foi consideravelmente melhorada em The Force Unleashed. Porém o combate do Episode III me pareceu bem melhor em comparação, eu peguei esse jogo pra rejogar só por jogar na época, porém acabei indo até o fim e terminei o jogo (com os dois finais possíveis, btw) com uma sensação de que eu queria mais algum outro jogo de Star Wars parecido com esse.

Isso vai acontecer? Provavelmente não, o que é uma pena.

4ª posição: Naruto: Ultimate Ninja Storm

Não é nenhum segredo que eu odeio Naruto na maior parte do tempo... Porém como eu já meio que resumi o porquê de eu seriamente não suportar esse anime em outro post, vou me poupar de me repetir aqui e apenas dizer que eu gosto bastante dos jogos da série Ultimate Ninja Storm... Ok, nem todos, o Generations é meio chato e o 3 seria bom se não tivesse tanta monotonia de personagens parados com caixas de textos aos montes pra ler enquanto nada acontece. Mas o primeiro e o 2 realmente são bons, em especial o primeiro que ainda é o meu favorito da série.

"Mas como você pode odiar o desenho e gostar do jogo baseado nele, Ryu?"

Da mesma forma que eu não gosto do filme do Wolverine do qual eu falei logo acima e gosto do jogo, ora bolas! No entanto, no jogo do Wolverine eu costumava pular as cutscenes ou não prestar muita atenção, já os jogos do Naruto realizam a proeza de tornar até a história do anime tragável por não ter o ritmo horrível que o original tem, pegar os diálogos importantes e ainda assim não resumir demais de modo que dê pra acompanhar a história sem problemas, e acima de tudo... Não ficar interrompendo a porra da ação com um monte de flashbacks desnecessários e muitas vezes até repetidos ou diálogos que dizem o óbvio numa tentativa retardada de drama forçado.

Sério, isso é de longe a coisa que mais me irrita em Naruto, de todas! Eu posso engolir o fato do protagonista ser um moleque irritante que só sabe berrar e tomar decisões idiotas, eu posso engolir que os vilões em maior parte costumam seguir uma fórmula que já fica chata e previsível depois do Gaara, posso engolir que a animação em um bocado de partes é absurdamente ruim... Mas essa interrupção constante das cenas de ação eu não consigo.

Em maior partes por isso, Ultimate Ninja Storm acaba sendo muito mais agradável do que o anime sempre sonhou em ser. As lutas são boas, o ritmo é rápido, os ataques dos personagens são bastante fieis ao material base, tem vários itens pra se usar no meio da treta toda, as animações são muito bem feitas e os gráficos parecem até uma versão melhorada do próprio anime. É um jogo realmente divertido, porra! A melhor parte de longe são as lutas contra os bosses gigantes que requerem mais tática nas aproximações e as QTEs que são bem implementadas, coisa que nem todo jogo que usa QTEs consegue fazer. E andar pela vila e pelos outros mapas do jogo é geralmente legal por eles terem várias coisas pra se fazer e outros personagens pra interagir, é tudo muito bem trazido à vida.

Pena que esse jogo é exclusivo do PS3, caso contrário eu teria jogado ele mais vezes... Mas ok, pelo menos eu ainda tenho Ultimate Ninja Storm 2 que é pior em vários pontos, mas ainda um jogo bom também.

3ª posição: Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi 3

... Acho que só o fato de eu ter incluído esse jogo numa lista dessas já deve ter despertado a fúria de uma caralhada de fãs de Dragon Ball Z, mas me escutem! Eu gosto de Dragon Ball Z, cresci com esse anime e, por mais que eu já tenha visto gente criticando porque "não envelheceu bem"... Eu simplesmente não consigo deixar de gostar, seria como se eu estivesse traindo a mim mesmo. E além do mais, eu nem acho que Dragon Ball Z envelheceu tão mal assim, tirando os fillers, eu ainda consigo tirar algum proveito do anime... Pelo menos da saga dos Saiyajins até a do Cell, porque a do Majin Buu é meio... Eh... Mas ainda assim é uma obra prima em comparação com Dragon Ball GT, aquilo lá sim é uma verdadeira pilha de merda que nunca nem foi boa pra início de conversa e assistindo hoje em dia só é pior ainda.

Mas o que acontece é que Dragon Ball Z tem um potencial gigantesco pra video games, até maior do que o do Superman... E alguns jogos baseados no anime como Legends e Budokai 1 e 3 foram bons, mas ainda não capturaram exatamente a sensação de você estar presenciando uma versão interativa de Dragon Ball Z. Então veio a série Budokai Tenkaichi, o primeiro não é muito bom, mas tinha potencial pra ser melhorado, e aí o 2 melhorou apropriadamente e isso tudo foi aperfeiçoado pelo 3 que até hoje é meu jogo baseado em anime favorito de todos.

Você pode dizer que Tenkaichi 2 fez melhor com relação ao Story Mode e a trilha sonora, porém você não pode vir me falar seriamente que o combate no 3 é inferior! Esse jogo tem praticamente tudo o que você via nas lutas de Dragon Ball Z: Ritmo absurdamente rápido, poderes especiais com uma caralhada de efeitos diferentes, cenários abertos e destrutivos, animações exageradas, lutas aéras com personagens voando e arremessando um ao outro pra lá e pra cá e disputas de poderes. Deviam mudar o nome dessa porra pra Dragon Ball Z Simulator, porque é exatamente isso que ele é.

O que me faz preferir ele ao anime é que ele tem o elenco da série quase inteiro e você pode botar literalmente qualquer pessonagem que te der na telha pra enfrentar qualquer oponente que também te der na telha. Os combos são um pouco difíceis de se fazer quando você não tem costume, mas o jogo fica empolgante pra diabo quando você pega o jeito e já sai por aí soltando uma caralhada de ataques diferentes com seu personagem. Vou admitir que não é um jogo exatamente equilibrado, se você jogar com o Yamcha ou o Kuririn e lutar contra um vilão muito mais forte como o Broly por exemplo... É bem provável que as suas chances de vencer a luta sejam pequenas, mas talvez isso tenha sido intencional pra ser fiel ao anime de qualquer forma.

Mas ainda assim, até os personagens mais fracos são legais de jogar porque eles têm ataques únicos que outros não têm. Talvez eles só poderiam ser um pouco mais "buffados" pra não ficar tão desequilibrado assim, e isso é literalmente minha única grande reclamação sobre esse jogo, o resto ele faz quase perfeitamente bem em reproduzir o feeling do anime e até hoje nenhum outro Dragon Ball Z lançado posteriormente conseguiu ser tão bom quanto nesse aspecto.

2ª posição: Peter Jackson's King Kong

Wow, calma aí, pessoal! Antes que vocês me linchem por dizer que prefiro o jogo baseado no filme do King Kong de 2005 ao próprio filme... Eu quero dizer que, ao contrário da maioria dos filmes que mencionei anteriormente aqui, eu realmente gostei desse. Não tenho muita coisa pra reclamar sobre, todo mundo conhece a história do King Kong e essa encarnação dela é provavelmente a melhor feita até agora, absolutamente tudo aqui foi aperfeiçoado, desde o cenários até a atmosfera do filme com as ambientações que vão desde cavernas escuras e ilhas ameaçadoras até cidades, e cada cena já impactante nas outras versões ficou mais ainda por aqui.

Porém... Sabe quando eu digo que em filmes você assiste uma história desenrolando e em jogos você está nessa história e interage quase totalmente com ela? Então, digamos que esse jogo do King Kong é um dos exemplos do porquê de eu dizer isso. Não desmerecendo o filme, até porque talvez isso seja uma questão subjetiva mesmo e alguém veja mais apelo no filme, não tem nada de errado com isso... Mas eu realmente me senti muito mais engajado jogando King Kong do que assistindo, e levando em conta a qualidade do filme em que esse jogo é baseado, eu posso dizer seguramente que é o melhor jogo baseado em um filme lançado até agora.

O lance aqui é que você não joga só com o King Kong, mas também com o protagonista do filme, Jack Driscoll... E pra falar a verdade, você joga com o Jack e o grupo dele durante boa parte do jogo, usando suas armas e apetrechos pra lidar com os perigos da Skull Island, e apesar de ser tecnicamente uma missão de escolta em partes por você ter que constantemente ficar protegendo a Ann Darrow e o resto dos personagens aliados, eles conseguem se virar na maior parte do tempo, então isso torna o jogo bem menos frustrante graças a IA competente dele. E sim, é um jogo de sobrevivência, você tem munições limitadas, tem que "gerenciar" suas coisas e usar até elementos do cenário pra lidar com os monstros presentes na ilha e resolver puzzles.

O que impressiona é o quão bem esse jogo consegue capturar essa atmosfera de você realmente estar fodido num lugar intimidador com poucas chances de sobreviver. Além dos gráficos excelentes pro PS2 e da atmosfera no geral, a maioria dos monstros podem te matar com um ou dois hits, você é vulnerável por ser só um humano qualquer e vai precisar da ajuda dos seus amigos pra passar por isso tudo. King Kong sozinho me deixou mais tenso do que praticamente a série Resident Evil inteira até então o fez, e é realmente incrível a sensação de jogar lanças, tacar fogo nos bichos e e derrotar os bosses gigantes.

Falando em gigantes... Você também joga com o King Kong, que pra mim não é tão empolgante quanto as seções com o Jack, porém é bom o suficiente, porque jogar com um monstro gigante destruindo tudo e lutando contra outros monstros gigantes é sempre uma coisa boa quando bem feita. É um jogo que consegue unir dois estilos de gameplay bem diferentes um do outro e executar os dois de uma maneira fantástica que poucos jogos conseguem fazer.

1ª posição: Cory in the House

O que poderia ser melhor do que o melhor jogo baseado num filme já feito até agora? Um dos melhores jogos de todos os tempos, é claro! Eu lhes apresento: Cory in the House.

Alguns jogos são bons, outros são ótimos, mas apenas alguns poucos são lembrados por gerações e gerações até erem eternizados por todo o sempre. Cory in the House faz parte do último grupo de jogos mencionado, e pra um jogo baseado em um seriado da Disney sobre um moleque gordo numa casa branca, isso é algo que ninguém imaginaria que fosse acontecer.

Não deixe seu preconceito com a série cegar seu julgamento, Cory in the House é um jogo que mudou minha vida! Graças a ele eu parei de molestar cabras, arrumei um emprego decente e hoje vivo como um cidadão de bem, sem falar que esse jogo também reviveu meu cachorro que antes havia morrido de Leishmaniose e, quando eu aconselhei os pastores da igreja aqui perto a jogarem, eles se converteram e criaram uma outra religião chamada Corysmo, dedicada apenas a adorar Cory in the House.

Não escute o que a crítica especializada diz! Veja só a nota dos usuários e todas as testemunhas da pura grandeza de Cory in the House vinda de meros usuários da internet, eles estão fazendo isso porque sabem que a mídia está injustiçando Cory in the House com medo de que outras pessoas possam experimentar essa benção enquanto os reviewers ficam com o jogo só pra si mesmos. Ainda bem que isso não funcionou, porque todas as pessoas merecem jogar Cory in the House e presenciarem um jogo que faz GTA V, The Last of Us, Ocarina of Time, Final Fantasy VII e vários outros clássicos parecerem medianos em comparação.


Pois enfim... Eu iria escrever uma conclusão maior pra essa lista, mas acabei de me lembrar que ainda não joguei Cory in the House hoje, então vou já já consertar esse erro grotesco da minha pessoa e pedir desculpas a todos. Até mais, e nunca se esqueçam de jogar Cory in the House.

Sonic CD

By : Ryu

Ok... Antes de mais nada, eu queria dizer que essa capa acima feita por um usuário do DeviantArt chamado DeadMatter2012 é absurdamente linda e melhor do que qualquer uma das capas oficiais desse jogo. Simplesmente tive que usar ela aqui assim que vi enquanto procurava por uma imagem boa da capa desse jogo pra postar aqui, parabéns, meu amigo!

Agora sim... Sonic CD... Esse é provavelmente o jogo do Sonic que eu considero o mais confuso de todos eles. E quando eu digo "confuso", é confuso em absolutamente tudo, o jogo em si tem um design confuso e até os meus sentimentos pelo mesmo são confusos! Tem hora que eu jogo Sonic CD e acabo gostando bastante até, mas também tem hora que eu jogo Sonic CD e acabo ficando tão nervoso que me dá vontade de explodir a cabeça de alguém com uma escopeta. Esse jogo está simplesmente por toda a parte até mesmo quando eu rejoguei pra fazer essa review, foi exatamente a mesma sensação de quando eu o joguei pela primeira, pela segunda e basicamente todas as vezes passadas que eu o fiz.

Um monte de gente ama Sonic CD por algum motivo e alguns até o consideram como o melhor jogo do Sonic de todos os tempos... O que significa que provavelmente esse vai ser um "daqueles" posts, cheios de controvérsia e tal.

Pois bem, enquanto Sonic 2 estava sendo desenvolvido pro Mega Drive lá nos Estados Unidos com o Naka e o Yasuhara se matando com os problemas de comunicação do povo, no Japão o Naoto Oshima ficou encarregado de dirigir um jogo do Sonic pro Sega CD, o novo periférico da Sega na época. Assim nasceu, Sonic CD, um jogo que... Bem, na época ninguém deu uma foda porque o Sega CD não vendeu bem por ser caro pra caralho e ter uns 5 ou 6 jogos bons, consequentemente Sonic CD caiu na obscuridade no fim das contas. Mas com a chegada dos emuladores, Sonic CD aos poucos foi ganhando atenção até virar esse jogo com essa fama entre os fãs da série e ganhar um port melhorado em 2011 feito pelo Taxman da Sonic Retro que atualmente trabalha na Sega e tal.

E... Resumidamente, toda a história por trás de Sonic CD é isso. Ainda assim, existe também uma quantidade considerável de pessoas que sentem um ódio tão abominável por esse jogo que fazem com que eu pareça o Victor Silver em comparação. Então eu não sei se eu digo que Sonic CD é um jogo superestimado ou não, porque combustível pra isso eu tenho bastante, mas acho que ele não é amado o suficiente pra eu falar algo assim.

Aliás, o jogo se chamava "Sonic CD" por ser em CD, mas agora que é digital... Por que o "CD" no nome? Acho melhor criar uma sigla pra isso... Hmm... Sonic... Complete Delirium. Isso, Sonic: Complete Delirium, perfeito pra descrever esse jogo!

Enfim, sem mais enrolações. vamos ver qual é a desse Sonic CD. Sigam-me os bons!

... Ah não, pera, eu tô jogando a versão de PC de 2011 feita pelo Taxman e não o meu Sonic CD com trilha sonora do Chaves/Chapolin, perdão.

Era uma vez um planeta no meio do nada...


Acho que eu deveria mencionar aqui que Sonic CD é o primeiro jogo do Sonic a ter cutscenes animadas, mas acho que todo mundo já sabe disso, né? A primeira coisa que você vê ao iniciar o jogo, especialmente nessa versão de 2011, é uma intro que mostra o Sonic correndo por aí ao som da Sonic Boom, uma das músicas mais bregas e ao mesmo tempo legais pra caralho que eu já ouvi em um vídeo game, só perde pra Sonic Heroes em termos de breguice. Ou então o Sonic pode também estar correndo ao som da You Can do Anything se você estiver jogando com a trilha sonora japonesa, essa música não é muito menos brega que a Sonic Boom e aqui tá sem vocais, mas ok.

Enfim, o Sonic tá correndo por aí, ele acaba visitando um lago misterioso chamado Never Lake, onde uma vez em cada ano aparece um planeta chamado Miracle Planet por cima dele. Esse planeta tem um aspecto único onde é possível viajar no tempo por lá em um piscar de olhos, e isso acontece por causa do poder das sete Time Stones que ali existem, e quem conseguir essas sete pedras pode ter total controle sobre o tempo não só no Miracle Planet como no resto do mundo/universo/whatever.

E aí quando o Sonic chega até o dito lugar, ele vê que o Miracle Planet tá sendo acorrentado a uma base do Robotnik por perto, percebe que o velho dominou a porra toda e que ele provavelmente vai fazer alguma merda depois disso se não for impedido. Então Sonic vai até o Miracle Planet o mais rápido que pode e começa uma outra aventura pra lidar com o Robotenique.

Porém no meio da confusão toda, ele encontra a Amy Rose, que aqui é bem mais tolerável porque ela não fala um "Ah" e só aparece por breves períodos de tempo. Mas ok, a Amy é uma fã do Sonic que sonha em... Andar de mãos dadas com ele no Shopping. Porque talvez ela ainda seja novinha demais aí pra pensar em coisas pervertidas, então vou guardar essa piada de sexo pro próximo jogo em que ela aparecer.

Ou talvez eu nem faça piada de sexo no próximo, porque... Convenhamos, piadas de sexo com o Sonic e a Amy já são manjadas pra caralho.

Antes mesmo que a Amy pudesse fazer algo em seu encontro repentino com o Sonic, ela acaba sendo raptada pelo Metal Sonic, o novo e aparentemente melhor clone robótico do Sonic que Robotnik criou até então. Nisso, Metal Sonic vaza e então nosso herói azul precisa salvar o Miracle Planet do Robotnik e agora salvar sua "namorada" ao mesmo tempo.

Eh... Você pode dizer até que esse jogo tem mais história que Sonic 1 ou 2, mas ainda assim não é nada espantosamente épico ou complexo ou whatever e a maioria dessas coisas que eu disse aí tão no manual do jogo. O que mostra na intro do jogo é: WOW O SONIC TÁ CORRENDO E AÍ ELE ENCONTRA ESSE PLANETA CINZA ESTRANHO E VAI PRA ELE!

Mas não é como se precisasse ser um Shakespeare da vida também, isso é um platformer 2D do início dos anos 90 afinal de contas e ele nem sequer tenta ter muito mais história que isso mesmo até usando viagem no tempo mais ou menos como um tema. Bem... Pelo menos é melhor do que um outro certo jogo do Sonic que usa viagem no tempo como tema e a história é um lixo mal escrito.

... Ah não, pera, agora existem dois jogos do Sonic além desse com viagem no tempo e histórias mal escritas, perdão.

Mas que merda, Sega! Por que vocês deixam essas coisas existirem?

Ok... É uma história, sem dúvidas, e introduz a Amy e o Metal Sonic, dois personagens que viriam a estar entre os favoritos dos fãs depois de um tempo. Pessoalmente, eu acho o Metal Sonic legalzinho e a Amy chata na maioria dos jogos nos quais ela aparece, mas acho que consigo entender por que alguém gostaria dela. Digo... Normalmente os heróis que têm um interesse amoroso em alguma personagem feminina e ficam tentando direta ou indiretamente "conquistar" elas, mas o caso da Amy é que o Sonic é o interesse amoroso dela e ela é quem quer fazer de tudo pra ele gostar dela, mesmo que ele não ligue e apenas veja ela como amiga.

Eu até acho isso um bom traço dela como personagem, mas... É exagerado ao ponto de ficar obnóxio. Porque a Amy parece que literalmente não pensa em nada além de querer dar pro Sonic, chega a ser assustador até em alguns jogos. E... Bem... Eu acho que prefiro o visual moderno da Amy também ao clássico que é praticamente o Sonic rosa com um vestido.

Aliás, uma curiosidade meio engraçada é que no dito manual da versão US, a Amy na verdade é referida como "Sally", a mesma personagem lá das HQs e do desenho do Sonic SatAM. Só não sei como diabos eles confundiram isso com isso, porque francamente, viu... Vai ver os humanos daltônicos de Sonic Adventure 2 foram inspirados nesse povo que escreveu o manual americano de Sonic CD aí.

Tá bom, acho que já falei tudo o que eu tinha que falar dessa história toda.

Acho que eu tô drogado


Sonic CD é certamente um dos jogos mais visualmente insanos do Sonic, no sentido de que as fases chegam a parecer algo totalmente fora da realidade, em contraste com Sonic 1, 2 ou 3 que sempre foram cartunescos ou até fantasiosos em alguns momentos, mas as direções artísticas deles ainda tinham um leve toque de realismo ainda que era bem menos aparente do que viria a ser no futuro. Sonic CD tem o aspecto "colorido" desses outros clássicos com esteroides... Mais esteroides do que a quantidade usada pelo Zyzz em toda a sua vida.

Digo... Dá só uma olhada na Stardust Speedway e vê se você consegue dizer o que diabos é isso aí. É uma... Rodovia dourada com tubos e cornetas espalhadas por aí? Pois é, e eu realmente gosto de como essas fases são visualmente, a Quartz Quadrant é um espetáculo visual com as suas cavernas brilhantes de Quartzo (duh, é uma mina de quartzo praticamente) e o background com florestas, montanhas, cachoeiras e tudo o que poderia ser natural jogado ali e representado com formas geométricas... É absurdamente lindo. Eu até gosto da Tidal Tempest, que é uma espécie de Labyrinth com mais cores e mais suportável, e eu nunca pensei que eu diria isso sobre uma fase que seja baseada na Labyrinth.

Isso acontece porque o Sega CD, sendo mais potente do que o Mega Drive, permite que o jogo seja mais colorido e detalhado do que os outros do Mega Drive... Apesar que nem sempre eu acho que isso funciona muito a favor do jogo em si, mas depois eu falo melhor disso.

O que mais me agrada na direção artística de Sonic CD, no entanto, é como esse jogo trata esse lance do tempo e explora mais esse tema de "Natureza vs Tecnologia" da era clássica do Sonic com as versões Past, Bad e Good Futures. Essa imagem acima aí é a Palmtree Panic, basicamente a "Green Hill" desse jogo. É bonita, não é? Uma ilha tropical com montanhas, árvores, flora e fauna de todos os tipos... Bem, veja só a versão Bad Future dela.


Wow, mas o que diabos aconteceu? Esse lugar parece tão sujo, sem vida, poluído, destruído, a água é até preta/roxa de tanta sujeira, o céu tá completamente escuro e cinzento... O que é isso?

Pois bem, os Bad Futures são versões do futuro das fases onde o Robotnik dominou tudo, o local é totalmente mecanizado, lotado de Badniks, tudo o que havia de natural ali ou foi completamente destruído ou então é algum tipo de máquina. Que merda, hein?

Então tem as versões Past das fases que mostram elas em estados beeeem mais primitivos. A Palmtree Panic, que é a fase que eu tô usando como exemplo, se parece com isso, plantas mais "pré-históricas", o céu azul agora virou meio verde, as montanhas são bem menores e existe só uma cachoeira... Pois é, o passado é bem mais natural de certa forma.

E então entram os Good Futures, que... São mais naturais ainda? A natureza realmente prevaleceu sobre a tecnologia aqui? Na verdade não, os Good Futures mostram a natureza e a tecnologia trabalhando juntas e beneficiando uma a outra, a Palmtree Panic com o Good Future fica cheia de canos que transportam água limpa pela ilha, aliás águas e lagos estão por toda a parte nisso aí, as árvores parecem meio futurísticas, o cenário em si fica com cores mais vibrantes... É agradável de se olhar.

Sonic CD tem uma atmosfera mais sombria do que os outros jogos clássicos do Sonic por mostrar na sua cara o que aconteceria se o Sonic hipoteticamente fosse derrotado definitivamente pelo Robotnik e o mesmo acabasse realizando seu objetivo de dominar o mundo inteiro, o resultado disso definitivamente não é muito bonito em nenhuma das fases. Mas ele também mostra que a tecnologia em si pode ser usada pra algo além de destruir a natureza e montar coisas urbanizadas em cima, e isso... É um ponto de vista interessante até.

Bem, não tenho muito mais o que falar dos gráficos disso, o Sonic usa os mesmos sprites do seu primeiro jogo exceto que agora ele tem a animação do Super Peel Out que é legal e faz ele parecer badass... Mas o movimento em si nunca foi muito útil pra mim de qualquer forma.

Uma constante luta contra o próprio jogo


Então chega o ponto de Sonic CD onde eu seriosamente não faço ideia do que diabos pensar: O gameplay. Porque literalmente toda vez em que eu jogava esse jogo, eu realmente não sabia se gostava disso ou não.

O Sonic sozinho se porta bem parecido com Sonic 1 e 2, ele pode correr rápido, pular e rolar da mesma maneira que antes. Porém na versão original do Sega CD ele tem um Spin Dash que, francamente, é uma bosta de se usar... Porque você só pode realmente usar esse Spin Dash quando ele termina de carregar por completo, o que te faz ter que ficar parado segurando pra baixo + pulo por alguns segundos e quebrando o ritmo do jogo enquanto nos outros você podia usar o Spin Dash a qualquer hora depois de começar a carregar.

Felizmente, o Taxman viu que esse Spin Dash é um lixo e resolveu implementar o Spin Dash normal aqui, então esse jogo fica bem mais fluído consequentemente, apesar que aqui ele ainda parece meio lento em comparação com Sonic 2. Mas imagino que isso tenha sido proposital pra fazer o Super Peel Out ter mais utilidade, aquele movimento onde o Sonic carrega uma corrida com suas pernas giratórias formando um "8" e então ele sai correndo a todo o vapor quando você solta. No entanto... Eu raramente uso esse movimento pra ser honesto porque na maioria das vezes em que eu tento usar, eu acabo tomando na jabiraca.

Veja bem... O que normalmente acontece quando você sai correndo desenfreadamente jogando Sonic sem se preocupar em rolar e nem nada? Você é atingido, certo? Porque apesar de tudo, Sonic é um pouco à frente do seu tempo no sentido de que um jogo com alta velocidade assim algumas vezes pode acabar sendo atrapalhado pelo fato da tela na época não ser grande o suficiente, não existia "Widescreen" ou coisa do tipo afinal. Os desenvolvedores dos jogos clássicos do Sonic sabiam disso, e provavelmente esse foi o motivo de terem criado o roll e toda a mecânica da física pra início de conversa, um jogo onde o foco é correr rápido com uma tela não tão grande assim seria frustrante por um monte de coisa vir sem você ter muito tempo pra reagir... Aliás, os jogos do Bubsy eram exatamente isso, e esse é um dos motivos de eu odiar eles.

E o problema com o Super Peel Out é justamente esse... É legal ver a animação do Sonic correndo assim, mas é ridiculamente imprático usá-lo porque normalmente você vai ser atingido por algum inimigo ou stage hazard repentinamente... Aliás, Sonic CD nas fases mais tardias tem tanto stage hazard que tem hora que nem rolar nas horas certas vai te salvar de receber dano, mas vou deixar isso pra falar quando eu chegar na parte do level design porque eu ainda não terminei de falar da mecânica em si.

Sabe a física? Então... Na versão original ela é estranha, mas aqui com a Retro Engine sendo usada, ela ficou bem melhor quando se trata de manter momentum e as coisas que você normalmente já faz em Sonic. Porém eu ainda me incomodo com o modo como certos trechos desse jogo são "scriptados", a física simplesmente não influencia em nada naqueles tubos onde o Sonic passa rolando por exemplo. Você chega perto de um desses tubos e o Sonic já sai rolando por ele na velocidade máxima possível e passa pelo tubo inteiro.

Sabe por que isso é irritante? Porque em fases como a Collision Chaos que têm esses tubos e eles costumam te jogar pra áreas onde você fica quicando numas... Esferas quicantes mágicas... Eu acho. Mas então pode acontecer de você acidentalmente ser quicado pra algum lugar perto do tubo que te mandou pra lá, e então o Sonic desafia todas as leis possíveis da física e volta pelo tubo com velocidade total, então te fazendo ter que ir no tubo de novo e rezar pra não ser quicado pra perto do mesmo outra vez. Eu nem sei por que esses tubos são programados assim pra início de conversa, esse tipo de coisa nem ajuda em nada no gameplay em si, na verdade só torna ele mais frustrante por causa disso de eu acabar entrando acidentalmente nesses tubos e ser obrigado a percorrer a "viagem" toda neles.

No entanto, o que realmente diferencia Sonic CD dos outros jogos da série é a sua mecânica de viajar no tempo. Passando por uma placa de Past ou Future, você pode viajar no tempo pegando velocidade suficiente até o Sonic começar a brilhar e mantendo a mesma até o Sonic meio que quebrar a barreira do som e viajar no tempo pro passado/presente/futuro. O seu objetivo aqui é viajar pra versão Past da fase pra destruir o gerador de Badniks que se encontra lá pra que assim o Robotnik não possa mais dominar aquilo e deixar o futuro destruído como no Bad Future, transformando-o assim em um Good Future com tudo lindo e maravilhoso... Ah é, tem uns hologramas do Metal Sonic no passado, mas acho que eles nem são tão relevantes já que destruir eles não causa nada especial até onde eu sei.

Essa ideia parece incrível, não é? Uma maneira inovadora de botar a velocidade do Sonic em uso em um jogo dele e poderia elevar o fator de exploração a milhões de níveis afinal de contas! Infelizmente... Apesar dessa ser provavelmente uma das melhores ideias pra um jogo clássico do Sonic, é na execução da mesma que Sonic CD acaba se atrapalhando e caindo de cara no chão violentamente.


Pra essa mecânica funcionar, um jogo precisaria de um level design que parece que foi feito exatamente pra isso, Sonic CD meio que começa bem com a Palmtree Panic. O ritmo da fase é rápido, você pode viajar no tempo de várias maneiras diferentes e eu sempre gosto de fazer um Good Future nessa zona inteira justamente porque ela funciona com essa proposta. A Collision Chaos também é legal pra isso porque, sendo uma fase de pinball, você pode usar a física do jogo nas várias curvas que existem ali pra viajar no tempo e também fazer Good Futures sem muitos problemas... Ainda que eu odeie a última parte dos dois acts dessa fase onde um monte de molas ficam te mandando pra cima e um monte de bumpers no ar começam a te quicar pra lá e pra cá, mas pelo menos é meio que tragável.

Então tem a Tidal Tempest que é uma Labyrinth maior e mais extensa, e ela é um pouco mais difícil de viajar no tempo porque é uma fase meio aquática e mais lenta, mas existem trechos onde você pode pegar uma velocidade boa no caminho de cima que não tem água ou usar molas posicionadas uma contra a outra pra ficar quicando infinitamente até viajar no tempo. Eu até compreendo isso porque é uma fase aquática e essas fases por padrão já são mais lentas do que o normal, então rolei com isso e até achei essa fase divertida de certa forma.

A Quartz Quadrant também é uma fase com ritmo rápido, caminhos diferentes e esteiras pra todo canto, não é muito difícil viajar no tempo apesar de terem áreas mais fáceis por terem menos obstáculos pra desviar e menos Badniks pra matar no caminho. Porém essa fase já meio que dá um "teaser" do que vem pela frente, porque existem uns trechos de level design ruim nela, por exemplo uma das esteiras quando você bota pra te levarem pra frente terminarem te jogando em uma parede/chão com espinhos, e rolar é mais inefetivo ainda porque apesar de matar os inimigos que ocasionalmente aparecem nas esteiras, não te permite parar a tempo de evitar esse tipo de coisa. Isso quando uma esteira não te joga pra uma área onde uma daquelas pedras que caem de repente e te causam dano sem você poder reagir a tempo.

No entanto, Sonic CD realmente começa a ficar um pau no cu a partir da Wacky Workbench... Jesus, como eu odeio essa fase! O chão inteiro dela literalmente fica te quicando pra cima quando você toca no mesmo, você tem que ficar nas plataformas que ficam flutuando aleatoriamente por aí, mas é tão fácil errar um pulo e cair nesse chão pra ser quicado pra cima que não é nem engraçado. E quando você é quicado pra cima... Reze pra Deus te ajudar a cair em uma das plataformas, porque elas ficam constantemente se mexendo por aí e você tem que ter uma sorte do caralho pra cair em alguma.

Mas não é isso, eu tô só arranhando a superfície do porquê dessa fase ser uma das piores fases que eu já vi tanto em Sonic quanto qualquer platformer no geral. Por 70% da fase, existem uns "caminhos" em cima que em maior parte não chegam a lugar algum e só servem pra te fazer perder tempo, não seria tão ruim se você não ficasse constantemente sendo quicado pra cima. E pra piorar, em quase todas essas áreas tem um stage hazard elétrico que fica se ativando aleatoriamente na medida em que a fase vai rolando... Sabe o que acontece se você por acaso for quicado pra cima e esses hazards estiverem ativados? Se fodeu, nerdão, você levou um hit de graça sem nem poder fazer absolutamente nada a respeito! HA-HA! E se por acaso você não conseguiu pegar nenhum anel em sua queda e caiu no chão quicante aí de novo... Reze pra que você não seja mandado pra esse stage hazard de novo, caso contrário, você morre de graça também.

Viajar no tempo? Boa sorte em achar áreas bastante específicas dos dois acts da Wacky Workbench pra poder pegar qualquer velocidade e viajar no tempo no meio dessa merda de level design bagunçado!

A Metropolis tem um level design ruim, mas a Wacky Workbench consegue ser no mesmo nível ou até pior por ser tão consistente em manter os mesmos aspectos frustrantes da fase do começo ao fim só tornando as coisas ainda piores. Essa fase é uma bosta, eu odiava ela desde a primeira vez que joguei Sonic CD, odeio ela agora e provavelmente continuarei odiando nas futuras vezes em que eu pegar esse jogo pra rejogar, ela é A pior fase desse jogo de muito longe.

Depois dessa atrocidade, vem a Stardust Speedway, que é uma fase melhor, mas ainda assim é frustrante da sua própria maneira, dessa vez por outros motivos. A Stardust Speedway é uma espécie de labirinto, só que um labirinto sem absolutamente nada memorável, cheio de trechos automáticos, por incrível que pareça, é frustrante efetuar as viagens no tempo aqui porque ou é fácil demais ou então é difícil demais de fazer e em ambos os casos isso acaba atrapalhando de uma maneira ou de outra.

Imagine se por acaso você passou por uma placa de Future no presente, mas quer viajar pro passado porque precisa destruir a máquina pra fazer o Good Future. Então ok, vamos procurar a placa de Past... Ops! Eu acabei entrando nesse caminho automático que empurra o Sonic à toda velocidade e eu não posso fazer nada pra frear! Nãonãonãonão... Arrrrrrgh merda! Viajei pro Bad Future agora! Se você disser que isso nunca aconteceu contigo nessa fase, eu sinto em dizer que você tá mentindo, porque viajar no tempo acidentalmente até pode acontecer em outras fases, mas nessa aqui é mais frequente por causa dessa abundância de trechos rápidos e automáticos com tubos, Boost Pads e tudo.

E quando o jogo dificulta que você viaje no tempo, ele faz isso das maneiras mais arbitrárias possíveis te mandando pra caminhos onde dá pra pegar uma velocidade boa... Até você ser interrompido por algum beco sem saída ou algum buraco que leva pra uma parede ou até alguma daquelas bolas de espinho que não podem ser "mortas" e causam dano no Sonic independente dele estar rolando ou o que for, ou então tem algum daqueles Badniks verdes que ficam rolando por aí e podem bloquear ou causar dano no Sonic até mesmo enquanto ele brilha pra viajar no tempo. Aliás, essa fase adora fazer isso: Te enfiar em trechos automáticos que normalmente terminam com você sendo punido sem mais e nem menos mesmo sem você ter feito nada... E não se esqueça que se por acaso você tava quase viajando no tempo e acabou sendo impedido de alguma forma, a oportunidade e a placa de Past/Future por onde você passou são perdidas pra sempre.

O pior é quando você finalmente acha uma placa de Past, vai por um dos caminhos rápidos do jogo pra depois acidentalmente passar por uma placa de Future enquanto tentava viajar pro passado... Argh! Mas que porra de posicionamento é esse? Sabe como você faz pra jogar essa fase direito? Andando lentamente por aí e procurando as placas pra analisar o território em si e depois ver se dá pra você passar correndo e efetuar a viagem no tempo. E isso em um jogo do Sonic é simplesmente tedioso, ter que procurar áreas onde você pode correr direito sem acontecer alguma das merdas citadas acima é como ter um jogo do Megaman onde você só pode usar as armas dos bosses em locais específicos.

Então tem a Metallic Madness... Oh céus, essa fase já é uma merda sem ter que viajar no tempo só pela quantidade absurda de vezes em que uma mola te manda pra um monte de espinhos que você nunca saberia que estavam ali a menos que você já tenha jogado isso e memorizado a fase toda. E fora isso... Ela é extremamente lenta e você realmente só pode viajar no tempo em locais específicos mais difíceis ainda de achar do que normalmente. Eu não tô inventando isso, olha só esse mapa da fase, existe uma única área aí que o autor do mapa considera como eficiente pra viagens no tempo... Uma área em um único caminho dessa merda, e é claro que você tem que ficar indo devagar pra não acabar pegando uma placa de Future acidentalmente após pegar uma de Past.

Alguém poderia dizer que praticamente o jogo inteiro você tem que tomar cuidado com as placas de épocas pra onde você não quer viajar quando se está no presente e tem que saber rotas específicas pra viajar no tempo... Mas honestamente, isso nunca me incomodou nas primeiras fases enquanto virou a desgraça da minha existência nas fases da Wacky Workbench pra frente. Eu literalmente odeio ter que ficar freiando toda hora só pra ou evitar placas de Future ou então simplesmente porque eu tô tentando lutar contra o level design que tá me obrigando a viajar no tempo mesmo eu não querendo já que eu peguei uma placa de Future sem querer.


Já que eu mencionei viajar pro Bad Future acidentalmente... Qual exatamente é o ponto de viajar pro futuro nesse jogo mesmo? O Good Future até pode ter a justificativa de ser uma área que você destravou e tal, mesmo ela não tendo nada especial além do fato de ser mais fácil e não ter Badniks, mas o Bad Future é literalmente inútil. No Bad Future eu só fui parar quando viajei acidentalmente como na Stardust Speedway por exemplo, e no Good Future eu só cheguei a entrar nas primeiras fases por elas serem simples de viajar no tempo... Porém nenhum dos dois realmente tem nada de especial além dos cenários mais bonitos/feios e o level design estar um pouco diferente com algumas mudanças geográficas aqui e ali.

Tem uma certa utilidade pro Good Future que é por ele ser mais fácil, é consequentemente mais fácil pegar 50 anéis pra entrar nos Special Stages no fim das fases... Mas será que realmente vale a pena fazer isso? Porque você tem que se preocupar em pegar uma placa no passado e achar algum lugar que dê pra correr e viajar no tempo pra depois procurar uma placa de Future no presente e então repetir o processo de achar algum lugar pra viajar no tempo e assim você finalmente ir parar no Good Future. Você não acha que é muito trabalho pra uma recompensa tão simples que pode ou não pode ser útil? Afinal de contas se eu já tiver 50 anéis, eu vou me preocupar mais em terminar a fase do que em viajar no tempo, não existe um motivo específico pra eu ir pro futuro.

Meu problema com Sonic CD é justamente esse: Viajar no tempo e fazer Good Futures é esforço demais pra pouca recompensa, especialmente quando o jogo torna isso frustrante na sua segunda metade. Enquanto eu tentava rejogar isso fazendo o final bom com Good Futures e tudo, eu pensei várias vezes em dar Rage Quit por causa dessas merdas, nas primeiras fases eu viajava no tempo porque eu achava isso divertido e queria realmente zerar o jogo todo seguindo essa estrutura. Jogos são pra ser divertidos, desafiadores de uma maneira justa, Sonic CD depois da Quartz Quadrant só me puniu uma porrada de vezes por coisas que nem sequer foram minha culpa, e nada é mais chato do que se obrigar a fazer um Good Future nessas fases, nada mesmo.

Aliás, falando em futuro... Os acts 3 das fases onde você enfrenta o Robotnik já começam no futuro, deve ser pra dizer que você não tá indo lá à toa, né? Pois bem... As lutas com o Robotnik nesse jogo são bem patéticas, mais do que elas normalmente já costumam ser. É tudo uma questão de esperar ele dar a brecha óbvia pra atacar só com um ou dois hits ou ficar pegando as bolhas do escudo de bolhas que ele faz na luta da Tidal Tempest, ou então ficar se matando com a física de Pinball da luta da Tidal Tempest, ou que tal ficar segurando pra frente correndo numa esteira que destrói a cápsula onde o Robotnik tá, diminuindo a velocidade e pulando de vez em quando pra desviar de um único projétil perigoso que é mandado por cima na luta da Quartz Quadrant? Você entendeu meu ponto, né? Até o final boss desse negócio pode ser facilmente derrotado só abusando dos quadros de invencibilidade pós-hit.

A única "luta" que é razoavelmente boa é a do Metal Sonic na Stardust Speedway, e ainda assim ela é bem fácil quando você tem reflexos bons pra desviar dos obstáculos que ficam no meio da corrida com ele. Eu só queria que tivesse como você acertar o Metal Sonic também pra que isso se pareça mais com uma luta e não com uma corrida onde só o Metal Sonic pode fazer algo pra atrapalhar o oponente dele. Mas ok, das lutas desse jogo, essa é a melhor mesmo não sendo graaaande coisa também.

Sobraram os Special Stages, né? Urgh... Eu já não gosto de Special Stages por padrão, mas os desse jogo só não são piores do que os de Sonic 2. Os Special Stages se passam em umas pistas meio "Mario Kart" onde o Sonic se move automaticamente pra frente e o seu objetivo é destruir todos os UFOs no cenário, só que os controles são ruins porque o Sonic nunca para pra virar direito quando é necessário, os UFOs têm hitboxes estranhas onde você algumas vezes destrói eles acertando-os mais de lado, porém outras vezes o Sonic atravessa eles direto... Isso porque eu não falei que o timing dos seus pulos nos Special Stages mais avançados tem que ser literalmente perfeito ou então você erra o UFO que começa a se mover rápido por algum motivo e aí acaba caindo na água, consequentemente diminuindo seu limite de tempo, ou em alguma parede onde você tem que ficar virando o Sonic desajeitadamente enquanto tromba nela porque ele não pode parar de correr por um segundo. E mais uma vez, o final bom nem é muito diferente do final ruim, o que faz com que todo esse esforço de jogar pegando Good Futures ou pegando as Time Stones não valha muito a pena.

Então... A melhor opção é jogar Sonic CD sem ligar pra isso de viagens no tempo ou Time Stones e nem nada? Sinceramente... Sim, eu acho menos frustrante jogar Sonic CD desse jeito, mas é consideravelmente mais sem graça considerando que a maioria dessas fases não são tão divertidas de passar assim quanto as dos outros do Mega Drive.

Atmosfera de um lado e FESTA DURO do outro


Um ponto em Sonic CD que sempre foi um graaaaande divisor de águas é a trilha sonora. Você já deve saber o porquê disso, né? Pois bem, pra quem ainda não sabe, na verdade Sonic CD tem duas trilhas sonoras: A da versão americana composta pelo Spencer Nilsen e a da versão japonesa/europeia composta pelo Naofumi Hataya. Ambas são radicalmente diferentes uma da outra e por isso até hoje tem gente discutindo entre qual das duas é melhor em basicamente qualquer tipo de fórum ou local da internet onde alguém possa acabar discutindo sobre Sonic.

Apesar de tudo... Eu acho que jogando Sonic CD de novo, eu acabei criando uma apreciação considerável pela americana ao mesmo tempo que ainda gosto da japonesa. Muita gente diz que a americana tem umas músicas ruins/sem graça como a do final boss que é quase a mesma coisa que a de boss normal, mas a japonesa também tem umas músicas bem toscas, em especial a de boss que eu até fiz questão de trocar o MP3 quando joguei esse jogo pela primeira vez no emulador e ouvi essa música tocando durante a primeira luta com o Robotnik. Então meu ponto é que as duas trilhas sonoras têm suas músicas ruins/inapropriadas e reclamar exclusivamente de uma te torna um hipócrita do caralho.

O caso é que a trilha sonora US tem músicas mais atmosféricas, que refletem um pouco mais o ambiente em si em que o jogo se passa, enquanto a JP é mais "Pop", mais felizona e agitada, parecendo que saiu direto de uma festa em alguma discoteca japonesa aí. Por exemplo, a música da Palmtree Panic US tem uma sensação "tropical" tão na cara que parece até que o meu quarto de repente também virou uma ilha tropical cheia de palmeiras, montanhas e loops enquanto eu jogava essa fase. Já a música da Palmtree Panic JP tem uma batida toda agitadona com umas vozes gritando "YEAAAAH!" como se estivesse te hypando porque você tá jogando a primeira fase do jogo e tal.

Como eu já gosto mais de músicas atmosféricas a trilha sonora US acabou apelando mais pra mim, apesar de eu preferir algumas músicas da versão JP como as da Collision Chaos, da Tidal Tempest e a do final boss que é simplesmente fantástica apesar da luta ser uma merda. Mas no geral... A trilha sonora US me agrada mais, eu simplesmente adoro como a música da Quartz Quadrant Bad Future soa incrivelmente melancólica e deprimente caindo bem com um cenário completamente destruído, poluído e desprovido da beleza que a sua versão do presente/passado tinha. Assim como também gosto de como a música da Stardust Speedway Good Future é totalmente energética e satisfatória de ouvir depois de se dar ao trabalho de mudar o futuro ruim de lá.

Tem gente que diz que músicas como a Quartz Quadrant Bad Future US são "deprimentes demais" pra um jogo do Sonic... Mas porra, o que diabos você queria que tocasse em uma linha do tempo alternativa onde o Robotnik vendeu e dominou/destruiu tudo? Festa no Apê? Vai sentar no colo do Kid Bengala com essa conversa, vai! A música JP desse mesmo cenário pra mim é tão bizarramente fora de lugar que chega a ser engraçado, justamente por ela ser agitada e ter um vocal falando algo tipo "Y'all hear this thing? Yo!" ou algo do tipo.

Eu poderia descrever mais e mais de outras músicas da versão US que eu também gosto bastante como Stardust Speedway Bad Future, Palmtree Panic Good Future, Wacky Workbench Bad Future, Metallic Madness Present e Bad Future... E devem ter outras que agora não me vêm na cabeça. Aliás, as músicas "Past" das fases são as mesmas nas duas versões... Não me pergunte o porquê disso, mas ainda bem que a maioria delas são boas também, né?

Wow, eu não achei que gastaria tanto texto assim só falando da trilha sonora de um jogo em uma review.

Considerações finais

Então... Acho que realmente não tem jeito, minha reação a Sonic CD continua sendo um belo dum "Eh". Eu não esperava mudar radicalmente de opinião sobre esse jogo, porém eu fico meio irritado com o fato de que ele consiga executar uma ideia tão boa de uma maneira tão sem graça na maior parte do tempo. A impressão que eu tenho é que Sonic CD é um jogo que parece estar em desacordo consigo mesmo, como se uma parte dele estivesse se esforçando ao máximo pra ser divertida enquanto outra parte se esforça igualmente pra não ser divertida.

O resultado disso é um jogo que vai de agradável pra frustrante e vice-versa o tempo todo, e isso... Seriamente é o aspecto desse jogo que mais me irrita, eu realmente tento gostar dele tanto quanto muitas pessoas gostam, mas não consigo! Esse jogo é tão estranho... Tão... Estranho... Por que ele tem que ser assim? Por que não poderia ser um jogo do Sonic tão bom quanto a trilogia do Mega Drive que usasse seu próprio conceito único ao seu favor ao invés do contrário?

À essa altura eu provavelmente já deixei um monte de gente nervosa por ter falado que Sonic CD não é lá essas coisas... Mas eu não odeio esse jogo também, ele teve sua relativa importância pra série e um potencial grande que infelizmente não foi e provavelmente nunca vai ser realmente aproveitado. O que eu quero dizer é que Sonic CD não é o melhor jogo do Sonic que eu já joguei, mas também não é o pior, tá entre os jogos clássicos da série que eu acho simplesmente medianos. Provavelmente vale a pena jogar Sonic CD por ser um jogo tão "curioso" do Sonic com um certo charme próprio, mas não espere algo incrível como Sonic 2 ou Sonic 3 & Knuckles, definitivamente você vai se decepcionar se for com expectativas altas assim.

Prós:
+ A mecânica de viajar no tempo é uma excelente ideia.
+ Uma das melhores direções artísticas da série.
+ Tanto a trilha sonora US quanto a JP são boas das suas próprias maneiras.
+ O jogo tem alguns momentos memoráveis.

Contras:
- O level design constantemente entra em conflito com essa boa ideia das viagens no tempo.
- Provavelmente os bosses mais sem graça da série clássica.
- Os Special Stages são simplesmente uma bagunça.
- Podia ter algo especial pra se fazer no futuro.

Gráficos: 9/10
Enredo: 7/10
Gameplay: 6/10
Som: 8/10
Conteúdo extra: 5/10

Veredicto:

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