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Archive for Novembro 2013

Pac-Man and the Ghostly Adventures

By : Ryu

Caralho, é o Pac-Man! Quem não lembra do Pac-Man ou "Come-Come"? O mascote da Namco que surgiu por causa de uma pizza, aquela bola amarela que fica abrindo e fechando a boca comendo o que pareciam pastilhas de Mentos brancas espalhadas por aí em labirintos escuros e arepiantes enquanto era perseguido por um monte de fantasmas coloridos, esse jogo era viciante, eu lembro que tinha nos PCs da escola em que eu estudava lá pelos anos 90, toda vez no intervalo, todo mundo se juntava por lá pra ver quem fazia o Score maior, e depois de competir por lá, eu ia pra casa pra jogar Donkey Kong, Mario World, Sonic, Megaman X, Streets of Rage ou qualquer outro jogo de SNES ou Mega Drive que eu tinha vontade.

Bons tempos... Bons tempos...

Onde eu estava? Ah sim, no Pac-Man... Então, fora esse Pac-Man de PC da escola, eu realmente nunca joguei nenhum outro jogo dele, pra ser honesto eu nem sabia que ele tinha algum jogo depois desses clássicos de comer coisas, mas parece que ele tem uma série 3D chamada Pac-Man World e mais uns outros jogos aí que eu não conhecia, que coisa, não?

Mas como nada dura pra sempre, a popularidade do Pac-Man foi decaindo com o tempo e assim ele passou a ter menos atenção da mídia e a cair no esquecimento, assim como aconteceu com uma boa parte das franquias que surgiram na época da velha guarda dos games, pois o mundo dos videogames é um ambiente cruel e hostil onde apenas os mais fortes sobrevivem e os incapazes têm seu destino selado de vez... Aconteceu com Star Fox, Megaman, Grandia, Rocket Knight, Conker, Banjo-Kazooie... E várias outras franquias boas que foram esquecidas por vários motivos diferentes.

Parece que no entanto, a Namco está tentando trazer o Pac-Man de volta com uma espécie de reboot ou coisa do tipo, e o primeiro passo foi ter criado uma animação infantil chamada Pac-Man and the Ghostly Adventures, eu não entendi direito qual foi a de tentar trazer um personagem de jogos de volta através de uma animação, mas... Whatever... Daí agora temos o jogo Pac-Man and the Ghostly Adventures, obviamente baseado nessa série animada e presumidamente o primeiro jogo desse reboot...

Pra falar a verdade, eu nem sei como daria pra evoluir uma fórmula tão simplória quanto a do Pac-Man, o conceito inicial dele é uma bola amarela que come coisas em um labirinto, todo esse negócio dele pra mim pareceu aquele tipo de coisa que é só da época e não devia ser levado pra frente, mas quem sabe? Talvez Pac-Man and the Ghostly Adventures me prove que dá pra fazer um Pac-Man bom adaptando esse conceito da forma certa... Ou esse jogo também pode me matar de desgosto e me fazer nunca mais querer tocar num jogo do Pac-Man de novo... Vamos ver, eu peguei isso porque tava carente de Platformers 3D.

Realmente percebe-se que é baseado num desenho infantil


Pac-Man and the Ghostly Adventures conta a história de Pac-Man, um sujeito que vive com fome, as vezes perde o controle de si mesmo e sai comendo tudo por aí sem nem ao menos ter consciência de si mesmo, nosso herói vive isolado da sociedade por ser traumatizado pelo fato de que ele comeu sua própria namorada num evento sombrio do passado onde ele não conseguiu se controlar e acabou cometendo tal atrocidade, resolvendo ir atrás de respostas pra uma cura disso tudo, Pac-Man sai por aí em uma jornada arriscada onde ele faz amigos e inimigos numa história dramática e sombria com vários mistérios envolvendo o passado de Pac-Man onde descobrimos que ele é um experimento de um laboratório de um cientista maluco, mas deu errado porque ele comeu o cientista e agora é perseguido pelas autoridades, um verdadeiro épico que passa uma bela lição profunda sobre como ser guloso é errado.

... Nah, brincadeirinha, mas você devia ter visto a sua cara enquanto lia isso.

A história se passa num mundo chamado Pac-World que é habitado por seres redondos com pernas, braços e cores diferentes chamado Pac-Wonders, então entre esses seres bizaros, o protagonista é obviamente o Pac-Man, que é aparentemente o herói que protege o local, e a história começa com Pac-Man e seus amigos visitando um velho chamado Mr. C que disse ter descoberto um globo que parece ser igual a outro que eles mencionaram que viram antes, mas nunca são mostrados... Talvez coisa do desenho que eu não vi, sei lá, mas o velho pede pra eles coletarem orbs de energia pro globo funcionar direito.

Então depois aparece o presidente de Pacopolis e os fantasmas Pinky, Blinky, Inky, e Clyde que antes eram inimigos do Pac-Man nos jogos passados e agora são amigos dele por seja lá qual motivo, eles dizem que a cidade de Pacopolis está sendo atacada por um cara chamado Betrayus...

Caralho, Betrayus? Sério mesmo? Esse é o melhor nome que vocês conseguiram inventar pra um vilão? Quem foi a mente criativa por trás disso? É tipo se eu criasse uma história e precisasse de um nome pro meu vilão, daí eu pego o nome de alguma coisa ruim e coloco "us" no final pra ficar vilanesco, Xingamentus, Violêncius, Corruptus, Cruelus, Bandidus, e eu podia ficar citando nomes assim até o fim do dia.

Enfim, voltando pra história, o Betrayus (lol) e seu exército de fantasmas do MAAAAAL estão atacando Pacopolis "novamente" porque isso tem relação com o desenho e ele provavelmente atacou antes, e ele e seus fantasmas roubaram uma máquina de congelar que foi inventada pelo próprio Mr. C por motivos que ninguém sabe, e é claro, o Pac-Man tem que ir lá lutar contra ele porque ele é o herói e tals, tão simples quanto andar pra frente, certo?

Pois é... Eu não tenho muito o que falar da história desse jogo, além do fato do nome do vilão ter o nome mais horrivelmente engraçado que eu vejo desde "Eggman",  mas em sua essência, Pac-Man tem uma história tão simples e básica quanto um platformer poderia ter, ela é relativamente previsível e não se leva a sério em momento algum, apesar de ter uma certa atenção já que o jogo tem uma boa quantidade de cutscenes.

É perceptível que esse jogo é baseado numa série infanto-juvenil e esse é o seu público alvo, a narrativa de Pac-Man faz com que você lembre daqueles desenhos que passavam sábado de manhã na televisão, chega a ser um pouco nostálgico ver algo com esse ar, mas nada excepcional, a história é simples, a narrativa é simples, descontraída e com cenas de humor que as vezes são incrivelmente bestas mesmo pra um troço infantil, por exemplo numa parte onde o Pac-Man diz "What's up?" pro Mr. C e ele responde "The sky, the sun, the clouds...", mas algumas vezes o jogo consegue ser engraçadinho também, então é, acerto e erro...

O que eu tenho a reclamar de verdade é que as vezes a história parece um pouco confusa porque requer uma certa familiarização com o desenho, coisa que eu não tenho nem um pouco já que nunca vi o desenho, então vejo os personagens mencionando acontecimentos anteriores e eu ficando confuso pra caralho, mas a história ao todo ao menos dá pra entender e é tão simples quanto a de um platformer poderia ser.

Visualmente simples, mas bem animado


Pac-Man é um daqueles jogos que parecem um tanto datados graficamente, sabe quando um jogo de Xbox 360/PS3 sai em 2013 e você jura que é um jogo de 2006 até descobrir que ele saiu de fato em 2013 e assim se assustar e perguntar qual é o sentido da vida? Então, é um desses jogos, as texturas são relativamente simples demais, as vezes passando a impressão desse jogo ser pro Wii e não pra plataformas HD, os cenários são simples, os backgrounds são simples, a iluminação é decente e... Basicamente é isso, putinhas de gráficos provavelmente vão odiar esse jogo com a fúria de um Super Saiyajin com temperamento instável... Mas ao menos tem uns detalhezinhos legais, como no chão da sala de aula onde é possível ver um desenho de um labirinto antigo do Pac-Man.

Pelo menos os modelos dos personagens são melhores, eu acho, mas acho que é porque os personagens em si são simples pra início de conversa, não é como se o Pac-Man precisasse de detalhes adicionais no seu corpo como tom de pele ou coisas do tipo, tanto ele quanto seus amigos são basicamente esferas coloridas com braços e pernas, então... Pois é, nada impressionante também, mas é decente, e apesar de tudo, os personagens são bem animados e expressivos, com toda aquela movimentação de desenho animado, expressões faciais notavelmente bem trabalhadas.

Um exemplo mais claro disso é quando o Pac-Man voa por aqueles tubos que conectam as partes das primeiras fases, ele voa e tem umas mini-cutscenes diferentes pra cada vez, ele pode aterrissar e sair do tubo com estilo fazendo uma pose de "Tcharaaaam!", ou pode sair rolando, ou cai de cabeça no chão, se limpa e fica meio embaraçado. Viu? É um personagem expressivo!


Pra falar a verdade, tem gente que odeia o visual do Pac-Man nesse jogo, mas eu não vi nada ofensivo com ele, quando vi uma review aleatória desse jogo, um dos motivos que o cara apontou era que o Pac-Man parece ridículo com pernas, mas acho que isso ficou até ok, eu estranho mais o fato do Pac-Man ter um nariz do que as pernas, eu não sei explicar direito, mas eu sempre fico incomodado com esse nariz dele, o sprite original dele não tinha um nariz, e parece estranho olhar ele de frente com isso... Talvez seja apenas problema meu, mas ok.

A arte aqui é bem cartunesca e até variada, você tem basicamente os tipos já conhecidos de ambientes diferentes em fases de jogos, tem a fase na cidade, a fase da floresta com ruínas e tudo mais, a fase de neve, a fase de lava, mas apesar de ser variada, a arte do jogo em si as vezes me lembrava mais de um programa animado da Discovery Kids, principalmente a cidade de Pacopolis, ela basicamente grita "DISCOVERY KIDS!!!" pra todo o canto e é o cenário mais monótono do jogo pra mim.com aquelas cores rosadas e azuis repetindo o tempo todo... Mas acho que eu só tive essa impressão quando vi a cidade inicial, depois as áreas vão ficando mais distintas na medida em que você passa pelas fases com outras temáticas.

Ah... Acabei de lembrar outra coisa que foi até um pouco engraçada pra mim e está relacionada ao fato do Pac-Man e dos seus amigos terem braços e pernas... Esse monte de bolas coloridas com braços e pernas me lembram de M&M's, aqueles confetes de chocolate que tinham comerciais animados legais, era sempre legal ter um pacote deles.

Eu gosto de M&M's, todo mundo gosta de M&M's, então isso é um ponto legal!

... Mas agora fiquei com vontade de comer M&M's e não tenho nenhum. Fode não, isso não é legal!

Competente, mas só isso mesmo


Controlando o Pac-Man, você pode andar, dar pulos duplos, comer e assustar seus inimigos fantasmas, apesar que eu nunca vi utilidade pra esse comando de assustar em particular, mas ok, ele tá aí. O gameplay é simples e intuitivo, os controles funcionam bem apesar de as vezes comer inimigos ser meio impreciso pra fazer na direção certa, mas até isso acaba não sendo um problema depois de uns cinco minutos até você se acostumar, e a resposta dos comandos é boa o suficiente, ele tem uma barra de vida em corações que pode ser expandida com coletáveis e recuperada com comida que você acha dentro de latas de lixo (?) e outros objetos destrutíveis por aí.

A única coisa que me incomodou de verdade nesse jogo foi a câmera, meu Deus, a câmera desse jogo é uma bosta colossal, e eu sei que câmeras em Platformers 3D foram consertadas há um bom tempo atrás, mas a desse Pac-Man parece que ficou presa em 1998 onde Platformers 3D começaram a surgir e tinham câmeras nauseantes, ela vive se posicionando em ângulos estranhos e precisa constantemente ser manualmente arrumada antes de você tentar passar pelas partes mais complicadinhas do jogo, caso contrário, provavelmente a câmera vai te matar, seja por abismos que ela não mostrou por causa de um ângulo ruim, seja porque ela ficou presa em algum local da fase, praticamente qualquer falha de uma câmera de um platformer 3D de 98 está aqui.

E ter que lidar com essa merda lá pras últimas fases me fez gritar tanto palavrão na frente da TV e quebrar tantas coisas do meu quarto que as pessoas chamaram a Polícia pra cá pensando que tava acontecendo alguma tentativa de assassinato e eu tive que explicar que o jogo tava me deixando putasso, depois deixei o policial jogar por si mesmo e ele acabou dando tiros no ar que acertaram uma pomba, daí tudo voltou ao normal.

Apesar da câmera extremamente filha da puta, Pac-Man ainda jogável e o gameplay é surpreendentemente variado graças a umas pills especiais que dão Power-ups ao Pac-Man e dão uma nova função ao botão que originalmente era o de susto quando ele come elas, Pac-Man pode se transformar no Ice Pac um elemental de gelo que joga projéteis que congelam inimigos por um determinado tempo, também pode se transformar em Fire Pac de fogo que obviamente joga bolas de fogo nos inimigos, o Chameleon Pac, um camaleão que usa sua língua pra puxar inimigos e comer a distâncias razoáveis, tipo o Yoshi nos jogos do Mario, também pode usar essa língua pra balançar em barras horizontais e tem a habilidade de ficar invisível, e o Titanium Pac, uma versão magnética dele que suga vários fantasmas pra comer de uma vez e fica grudada em paredes e coisas de ferro.

Esses são os principais que vão estar em praticamente todo o lugar, mas alguns mais específicos como um em que o Pac-Man vira uma bola de pedra que pode rolar por aí ou uma bola que lembra sua versão clássica e pode quicar e pular em paredes, um em que ele vira uma espécie de balão que vai soprando pra direção onde você quer movimentar ele, e também tem um onde ele fica com um furacão no meio das pernas e você usa uma habilidade especial onde "desenha" o percurso de Pac-Man e ele vai até o fim do desenho matando qualquer coisa em seu caminho.

Por incrível que pareça, esses Power-ups são bem implementados e cada um deles é divertido de usar da sua própria forma, os elementais principais podem ser usados tanto nos cenários, como congelando a água ou a lava por um tempo, como também nos próprios combates contra os inimigos, que têm uma A.I besta, mas podem ser um problema em grandes quantidades, usar o Chameleon Pac pra puxar eles é legal, queimar eles com bolas de fogo é tão bom quanto é num jogo do Mario, congelar eles também ajuda, e alguns requerem uso desses elementos, como uns fantasmas de fogo que precisam ser congelados antes de ser comidos, e o mesmo vale pros de gelo que têm que ser derretidos antes de você sair metralhando o botão de comer, além de outros gigantes que precisam de mais ataques.

Os Power-ups mais gimmicky também são legais de usar, o da bola de pedra mostra que o jogo tem uma física bem decente e funciona de modo parecido com Super Monkey Ball, só que controlando a bola, rolar descidas por aí, ser atirado como uma bola de canhão e lutar contra inimigos usando essa forma é uma das coisas mais divertidas do jogo, o de se transformar numa bola que quica serve pra pular em paredes e descobrir locais secretos com coisas coletáveis, o balão é parecido com o Baloon Yoshi de Mario Galaxy 2, e a habilidade do furacão é funcional e divertida de usar, dá pra fazer quase qualquer tipo de trajetos pro Pac-Man seguir, com suas devidas limitações, é claro.

Esses Power-ups não são exatamente inovadores, muitos deles podem ser encontrados em jogos do Mario também, mas foda-se, se eles estão bem aplicados, isso já é ao menos bom pra mim, variedade da maneira certa é uma das coisas que fazem um Platformer ser divertido de jogar, e esse jogo é variado da maneira que devia ser, com Power-ups legais e maneiras boas de usar eles, não é enfiando 53621538721653 personagens com gameplays alternativos chatos igual um certo jogo 3D de um certo ouriço azul que eu conheço.


Apesar dos Power-ups divertidos, Pac-Man sofre um pouco pelo fato de ser um jogo com um público-alvo infantil, e como isso seria um problema? O level design desse jogo é simples até demais, você só vai do começo até o fim das fases, mas é um caminho bem linear e as vezes até monótono até o fim da fase, as seções de platforming raramente são impressionantes, o jogo adora te botar pra lutar contra vários inimigos pra depois poder progredir na fase, o que fica tedioso depois de um certo tempo mesmo com os Power-ups dando mais variedade aos combates.

Nem todas as fases desse jogo são monótonas, mas uns 60% delas sim, com o tempo vão aparecendo umas fases mais criativas com desafios menos chatos como as partes onde você controla o Pac-Man transformado em uma bola de pedra, ou algumas das outras fases mais pra frente que requerem que você use os Power-ups do jogo de forma inteligente e desafiadora, essas partes são as mais legais do jogo e definitivamente eu queria ver mais disso, só que não aconteceu, provavelmente porque pensaram demais no público infantil e se começassem a elaborar mais nessas fases, o jogo ia ficar meio difícil pra crianças, eu acho...

Digo, quando eu era criança, eu jogava Megaman X, Donkey Kong Country, Super Mario World e vários outros jogos que são cheios de partes filhadaputamente difíceis, mas era uma questão de eu jogar e ir tentando, melhorando minha própria habilidade no jogo até conseguir passar, e é assim com praticamente qualquer jogo que seja desafiador de uma forma justa, qual seria o problema desse Pac-Man ser desse jeito? É sério que as crianças de hoje em dia são tão aboioladas assim? Céus!

Se bem que o "jogo de criança" de hoje em dia é Call of Duty, então talvez quem jogue Call of Duty não aguente desafios mais complexos de um Platformer 3D... Talvez, mas ainda não apoio essa decisão.

Enfim, por causa desse level design simples demais pro seu próprio bem, Pac-Man acaba sendo um jogo ridiculamente fácil e sem muito segredo, que provavelmente uma criança poderia achar desafiador, mas algumas fases disso ainda são ridículas demais mesmo pra criança, principalmente a maioria das do primeiro mundo do jogo, algumas das mais seguintes ainda conseguem ser divertidas mesmo com essa simplicidade, mas as raras vezes onde o jogo resolve te botar pra trabalhar um pouco mais pesado sem dúvidas são as melhores partes, mesmo que também não sejam a coisa mais desafiadora do mundo, mas algo não precisa ser extremamente difícil pra ser desafiador ou divertido o suficiente.

Tem uma pequena exploração nesse jogo sim, você precisa pegar boa parte desses orbs de energia que ficam espalhados aos montes nas fases pra poder progredir no jogo, e além disso, tem coisas como limões, cerejas, fichas de arcade e coisas do tipo que abrem uns minigames maneiros no hub da escola onde você pode interagir com os outros personagens, o problema é que eu dificilmente me animo pra explorar a maioria das fases desse jogo por elas não serem muito interessantes, as que eu gostei, você pode ter certeza que explorei até o último canto e peguei tudo o que tinha nelas, mas as outras? Nah... Mas talvez você acabe se divertindo com essas fases mesmo elas sendo simples demais, eu mesmo não senti nada com a maioria delas, infelizmente.


De resto, sobraram umas lutas contra bosses que têm estratégias tão simples quanto a maioria das fases desse jogo, e vários deles requerem uso dos Power-ups também, mas são coisas básicas como congelar bolas de fogo que o inimigo manda pra uma delas rolarem pra uma mola que manda ele de volta, usar a forma de bola de pedra do Pac-Man pra bater em uns inimigos e mandar eles no boss, nada muito complexo, e nem é tão divertido assim também... Quando eles não são simples, são meio confusos, igual o final boss contra o Betrayus lá, eu demorei uns 10 minutos só pra entender o que diabos eu devia fazer nessa luta, e quando eu entendi, até ela foi ridiculamente anti-climática, e o final em si também.

O pessoal da Namco até colocou um modo Multiplayer, e ele é basicamente uma versão 3D dos labirintos do jogo original do Pac-Man, só que com os papéis invertidos, ao invés de você ser o Pac-Man e sair comendo coisas por aí, você e mais três amigos controlam os fantasmas e tentam pegar o Pac-Man, o primeiro que conseguir, ganha... É um modo legal e não fica confuso andar num labirinto em 3D porque tem um mapa claro como a água pra te guiar, mas como Multiplayer nunca foi muito do meu tipo de jogo, tanto faz, foi uma homenagem legal ao menos.

... Não tem muito a ver com o gameplay em si, mas... Só eu fiquei meio perturbado pelo fato do Pac-Man arrotar os olhos dos inimigos dele toda vez que você finaliza uma fase do jogo? Eu jurava que ele só comia eles e os olhos ficavam  pra trás igual indicava no jogo original dele, mas... Parece que não, ele come os caras com olhos e tudo, e ainda fica com esses olhos dentro do seu corpo até dar uns arrotos por aí pra eles saírem, imagina só esse cara dentro de um ônibus depois de tomar uma latinha de Coca-Cola, não seria muito legal... E se ele ficar enjoado e vomitar? Isso significa que vão ter olhos voando por toda a parte?

Caralho, esses conceitos do Pac-Man as vezes são bizarros...

Enfim, o maior problema com o gameplay de Pac-Man é justamente isso, ele é decentezinho, não tem muita coisa impresionante, Pac-Man não é material de GOTY OF THE YEAR, não é nenhum Mario Galaxy, fica cada vez mais óbvio que isso é um jogo pra crianças, só talvez as fases finais realmente são desafiadoras, mas ainda assim nada demais, são vários conceitos já usados em outros Platformers 3D antigos, mas são bem aplicados ao menos, só não tem nada exatamente único nisso tudo.

Eu não ouço tantas vozes irritantes juntas desde Bubsy 3D


Pra ser honesto... Eu nunca reparei muito na trilha sonora desse jogo enquanto jogava, tirando aquele jingle clássico do Pac-Man que todo mundo conhece que toca na tela de título desse jogo e quando ele morre que toca aquele outro jingle clássico que é a perfeita representação musical de "Se fodeu", a maioria das outras são orquestras típicas ou músicas mais agitadas com uns toques de retro que são mais legais, mas a trilha sonora ao todo é bem ok, combina com a ação do jogo, mas não é a mais memorável.

Agora uma coisa que realmente é memorável nesse jogo é a dublagem, e não é memorável por ser boa, justamente pelo contrário, Pac-Man tem uma das dublagens mais irritantes que eu já ouvi nos últimos tempos, quase todo mundo nesse jogo exceto os personagens mais velhos tem vozes tão finas e com um pitch tão alto que me fazem querer botar rolhas nos ouvidos toda vez que passa uma cutscene desse jogo, e o próprio Pac-Man não é uma exceção a isso, a voz dele parece vinda de um garoto de 10 anos de idade que quer um boneco do Max Steel de presente de natal, e ele fala num tom alto quase sempre, o que torna tudo ainda mais estupro pros ouvidos.

Aliás, por que diabos o Pac-Man tem uma voz de um moleque de 10 anos? Pelo que eu me lembre, ele sempre foi um adulto, lembro até de um desenho dele que passava por aí e eu assistia ocasionalmente onde ele era um adulto e até casado... Tá bom que assistir um concurso de quem peida mais alto era mais legal do que ver esse desenho e talvez nem seja canon, mas se eu não me engano, também existe uma "Pac-Mulher" oficial dos jogos que é casada com ele, então...?

Ah, deve ser porque esse jogo faz parte de um reboot, mas ainda assim, ao menos arrumem dubladores melhores pra esse negócio urgente, meus ouvidos agradecem.

Veredicto final

No fim do dia, Pac-Man and the Ghostly Adventures não é um jogo ofensivamente ruim ou quebrado, é funcional, decente, um pouco acima da mediocridade, mas acaba parando aí por não ter nenhuma ambição em particular, é claramente um jogo feito com o público infantil na cabeça, tem seus momentos divertidos, mas ao todo, é só mais um Platformer 3D que não contribui muito pra esse gênero crescer no mundo dos games de novo, pra quem é muito fã de Platformers 3D mesmo e quer algo do tipo pro seu console HD já que a maioria dos outros se encontram na Nintendo, Pac-Man pode até agradar e trazer um pouco do ar da época em que videogames eram mais cartunescos, só que é melhor não pegar isso esperando ter um jogo espetacular em mãos.

Pois é, fãs do Pac-Man ou de Platformers 3D provavelmente vão gostar ou amar esse jogo no fim das contas, é funcional, mas eu não recomendaria fortemente pro resto das pessoas que não costumam jogar Platformers 3D, isso não vai convencê-las a admirar esse gênero.

Eu gostei de ter jogado porque sou fã de Platformers 3D e queria um novo, mind you, mas não posso dizer que fiquei impressionado.

Pros:

+ Gameplay variado com Power-ups divertidos
+ Animações bem feitas
+ A arte cartunesca é apreciável
+ Algumas vezes o jogo apresenta um level design bom

Contras:

- Quando o level design não é bom, ele é tão sem graça que as vezes dá preguiça de jogar.
- Quem programou essa câmera devia ser jogado na cadeia pra ser violentado na hora do banho.
- Gráficos datados.
- A dublagem sim é ofensivamente ruim.

Gráficos: 6/10
Enredo: 5/10
Gameplay: 6/10
Som: 5/10
Conteúdo extra: 7/10

Veredicto:

Assassin's Creed IV: Black Flag

By : Ryu

Alguém aí estava aguardando Assassin's Creed IV desde a época em que foi anunciado?

... Ninguém?

Foi o que eu pensei... Nem eu.

Piadas sem graça à parte, eu realmente não estava animadão com Assassin's Creed IV igual estava com o terceiro jogo quando vi o anúncio, o motivo principal do meu desinteresse para com esse jogo era pelo fato dele ter sido anunciado uns poucos meses depois do III, ao invés de eu soltar um "FODE SIM, PORRA, NOVO ASSASSIN'S CREED!", a minha reação foi exatamente "MAS JÁ VAI TER UM NOVO ASSASSIN'S CREED???", logo eu acabei me conformando com a triste realidade de que Assassin's Creed está virando uma franquia anual igual Call of Duty e outros cash cows por aí.

Tem quem poderia dizer que já tinha virado há tempos com a saga de Assassin's Creed II, mas eu discordo porque mesmo sendo anual, eles meio que montaram algo em cima da mecânica já estabelecida do II, Brotherhood e Revelations são mais como expansões de Assassin's Creed II do que jogos separados, e eu pessoalmente não vi algo errado com isso, apesar de não ter gostado tanto de Revelations... Se você não reparou, ele é o único Assassin's Creed que eu não analisei aqui, eu até queria, mas não tô muito animado e teria que jogá-lo de novo.

Voltando pra Assassin's Creed IV... Sim, ele me passou essa impressão e por isso não me animei tanto, mesmo com a temática de piratas e a aparente expansão do sistema de guerras navais de Assassin's Creed III que era uma das melhores partes de lá. Esse jogo foi anunciado no começo desse ano, o III mal tinha saído e tinha um final meio cliffhanger, então pensei que teriam "sagas" disso assim como foi com o segundo.

De qualquer forma., Assassin's Creed IV tá aí, eu só lembrei que esse jogo existia porque me perguntaram no Skype se eu ia fazer uma review dele, assim fui jogá-lo sem expectativas altas demais... E no que deu essa história toda? Assassin's Creed IV me surpreendeu e provou ser uma delícia de jogo? Foi uma bosta? Foi o novo GOTY OF THE YEAR?


Vamos pra esse território desconhecido atrás de espólios, então ergam a bandeira e avante, seus remelentos sacos de pulga! Vamos ancorar e desembarcar na ilha do jogo duvidoso!







Aye aye, capitão!




... Eu realmente preciso de uma namorada, não é mesmo?

Uma boa proposta com uma execução não tão boa assim


Essa história é meio que uma prequel de Assassin's Creed III... Então por que diabos o nome é "Assassin's Creed IV" como se fosse uma sequência? Porque... A história do passado que é a que realmente interessa se passa antes dos eventos do passado protagonizados por Connor em Assassin's Creed III, mas a história do presente pra qual ninguém liga, se passa exatamente depois da história do presente do último jogo, logo é uma sequência, mas como ninguém liga pra essa merda, esse jogo é uma prequel, e quem não gostar de me ver chamando esse jogo de prequel, que vá tomar Toddynho e chorar no seu canto.

Alguma objeção?
Não?
Foi o que pensei.

Eu acho que nem vou falar muito da história do presente porque sinceramente, não conheço ninguém que se importe com ela e ela só mostra que o pessoal da Ubisoft não está nem tentando torná-la interessante mais, o Desmond morreu no último jogo, os dados genéticos dele foram coletados, o que agora permite que qualquer um acesse as memórias dos ancestrais dele, daí o jogador controla um personagem aleatório que foi contratado pela Abstergo pra investigar as memórias dos ancestrais do Desmond e... Eu sinceramente até esqueci do que isso tudo se tratava pra falar a verdade, e não faço questão de lembrar também, como sempre, a parte da história no presente é monótona e desinteressante, mais do que nunca nesse jogo, agora foda-se o presente, vamos ao que realmente importa.

No passado, estamos no Caribe, na era de ouro dos piratas, com navios, ilhas, batalhas navais, pilhagem, putaria e tudo de emocionante que a vida possa lhe oferecer, e a história gira em torno de ninguém menos do que Edward Kenway, pai do Haytham e avô do Connor. Edward é um pirata que apronta altas confusões junto com sua tripulação da pesada atrás de seu sonho de conseguir fama e glória porque tinha uma vida de merda e resolveu fazer alguma coisa pra mudar e se transformar em alguém importante, isso o levou a deixar sua esposa pra se tornar um corsário da Marinha Britânica, mas houve o Tratado de Utrecht que acabou com os corsários, deixou Edward sem emprego e o forçou a se tornar um pirata ilegal abordo de um navio de guerra.

Desde então, Edward seguiu sua vida na pirataria e foi pilhando navios por aí, até que certo dia eles atacaram um navio que acabou dando conta de lutar de volta, o capitão de Edward morreu, ele tentou pegar o leme, mas não deu em muita coisa, os dois navios foram destruídos e quase todo mundo morreu... Oops.

Edward sobreviveu à treta assim como o dono do outro navio, um assassino chamado Duncan Walpole, os dois têm uma conversa não muito amigável, Duncan foge, Edward persegue o bastardo até alcançar e acabar o matando, depois roubando o corpo de Duncan e descobrindo que ele era um assassino que iria para Havana pra se juntar a Ordem dos Templários comandada pelo governador Laureano de Torres. Querendo ver no que essa merda vai dar, Edward põe as roupas de Duncan e vai pra Havana se passando pelo próprio.

Então ele se encontra com Torres e os outros templários, que têm o objetivo de encontrar o Observatório, que é um local da antiga civilização de onde você pode observar cada indivíduo e descobrir todos os seus segredos, e eventualmente eles encontram um sábio chamado Bartholomew Roberts que sabe da localização do Observatório, e depois de serem atacados por assassinos que vieram resgatar Roberts, o sábio é levado pra prisão e Edward recebe uma mixaria pelo seu trabalho, ficando putasso, tomando a decisão de achar o Observatório e vender pelo preço mais alto possível, assim ele vai atrás do sábio, mas não o encontra, os templários descobrem seu disfarce e o jogam numa prisão de um navio onde ele acaba se libertando, libertando outros prisioneiros e fugindo com esse navio.

Depois de um tempo ele acaba entrando nesse conflito de Assassinos vs Templários que sempre aconteceu no decorrer da série e a história surpreendentemente fica mais desinteressante a partir desse ponto ao invés de melhorar...


A história de Assassin's Creed IV começa bem promissora, admito, eu estava gostando da maneira como ela estava se "montando" no começo, com o Edward entrando no meio desse conflito sem nem ao menos fazer ideia do conflito em si, a maneira como ela começou sem monotonia demais e tudo o que você sabe do passado do Edward é apropriadamente explicado por Flashbacks ao invés de você ter que jogar missões tediosas com ele antes de se tornar um cara fodão, o ritmo estava bom até demais e eu fiquei interessado na história mais rápido do que fiquei na de qualquer outro Assassin's Creed até então.

Só que parece que a inspiração dos roteiristas da Ubisoft foi inteiramente gasta no começo, porque a partir do momento em que Edward foge de Havana, vai pra Nassau e continua suas viagens até saber do conflito em si e da importância de Roberts, tudo isso passa a tomar um lado mais... Meh, não é nem por eu não ser o maior fã de piratas do mundo, eu até gosto do conceito, mas a narrativa em si ficou mais fraca depois de um tempo, nenhum dos personagens além do Edward e do Blackbeard me pareceram interessantes, as vezes a história era bem previsível e algumas partes como a de pegar as medicinas em Nassau parecem ser puro filler pra arrastar a história por mais tempo, o ritmo começa bom, mas depois fica tão lento que algumas vezes eu literalmente parei de prestar atenção direito na história.

Mas sendo justo, a história tem sim seus pontos fortes apesar da narrativa sem sal, como toda a batalha onde Nassau é bloqueada pela Marinha Real e Edward e sua tripulação precisam dar um jeito de voltar tudo pro jeito que tava antes, o que depois acaba resultando num conflito maior, o modo como ela retrata os piratas é bem divertido algumas vezes e mostra uma cultura meio diferente pra mim que nunca soube muita coisa de piratas... E o desenvolvimento do Edward como personagem é surpreendentemente bom.

Antes eu imaginava que o Edward seria algum tipo de Ezio Auditore pirata e isso me fez não ter muito interesse nele, porque todo mundo reclamou do Connor, logo eu realmente julguei que tentariam criar um Ezio 2.0, mas o caso é que o Edward é diferente de praticamente qualquer outro protagonista da série, ele é mais descontraído do que o Connor, não é mulherengo como o Ezio e muito menos honrado como o Altair, Edward inicialmente é um cara carismático, talentoso, mas egoísta, que só pensa em seus próprios ganhos, mas depois vai sentindo falta do que deixou pra trás ao mesmo tempo que aprende a se importar com mais do que apenas seu ganho pessoal, o modo como ele evolui foi o que me manteve jogando as missões da história do jogo, isso e a relação dele com o Blackbeard que também era um bom personagem.

Falando de personagens, tirando esses dois, a maioria dos outros personagens desse jogo nunca me atraíram muito, nem mesmo os vilões, que agora são bem mais fracos, não que sejam ruins, eles têm seus objetivos e as vezes têm seus momentos de brilho, mas nenhum dos três antagonistas principais desse jogo chega perto do Charles Lee de Assassin's Creed III ou dos Borgia no II, principalmente o Torres que é o antagonista principal, ele nunca me passou a impressão de ser um vilão filho da puta como os passados, e assim que eu matei ele no final do jogo, eu não senti aquela satisfação de ter acabado de matar o grande cuzão que vem destruindo minha vida o tempo todo e sim a sensação de que eu só... Matei um cara.

Assassin's Far Cry IV?


Se você gostou dos gráficos de Assassin's Creed III, você provavelmente não vai se decepcionar com Assassin's Creed IV, porque é basicamente uma evolução daquilo. Tecnicamente, os gráficos são bem similares aos do último jogo, só que mais polidos, com sombras menos serrilhadas, melhores efeitos de sombra/luz e água, os modelos também receberam uma leve polida e parecem mais detalhados.

As animações do jogo também são boas e fluídas, mas conhecendo a Ubisoft, ela adora reciclar animações pro personagem que você controla, e yep, eles fizeram isso de novo, várias animações do Edward são exatamente iguais as do Connor, ele anda igual o Connor, corre igual o Connor, mata os inimigos com a Hidden Blade como o Connor fazia, seja correndo, no ar, quase todas as animações de finalização com a Hidden Blade são recicladas do Connor, mas também existem novas animações, já que Edward usa duas espadas ao invés de um machado e uma adaga como Connor fazia, e nesse caso, o estilo de luta dele não é tão brutal quanto, mas ainda é bonito de assistir.

Mas acho que o máximo de animações novas que Edward tem é isso, o resto é tudo reciclado do Connor, sem nada a mais ou a menos, no máximo, ao menos os cenários agora parecem bem mais vivos, eles estão mais detalhados e com mais flora e fauna do que nunca e as cidades continuam cheias de gente fazendo suas atividades diárias por aí.


A direção artística desse jogo, é uma evolução do que tinha em Assassin's Creed III e se você gostou dos ambientes naturais lá, eu tenho ótimas notícias, pois não só esse jogo tem os mesmos tipos de florestas, montanhas e tudo o que você já tinha visto no último jogo como também existem ainda mais tipos de localizações diferentes, ilhas, praias, fortalezas, ruínas maias, provavelmente qualquer um dos seus locais da natureza favoritos estarão presentes aqui, e nesse quesito eu não pude deixar de notar a semelhança da arte desse jogo com Far Cry 3, as cores mais vibrantes em comparação com os outros e algumas construções como tendas, pequenas casas e até mesmo os fortes espalhados por aí nas florestas são parecidos com aquelas que tinham em Far Cry 3, talvez foi por inspiração mesmo, mas apenas dê uma olhada nisso (ACIV) e depois nisso (Far Cry 3).

Isso seria um problema? Nah, pra falar a verdade não, o jogo ainda é bonito e a arte cai perfeitamente com esse tema de piratas e coisas do tipo, então tá valendo.

E ainda que as florestas/ilhas pareçam Far Cry com ou sem intenção, os locais do jogo ainda têm aquele feel de Assassin's Creed, e isso também vale pras cidades, são três cidades grandes presentes no jogo, a cidade costal de Havana em Cuba, Nassau que é a capital da República dos Piratas e fica nas Baamas, e Kingston que é uma cidade jamaicana, cada uma tem seus aspectos únicos, arquiteturas variadas, ambientes diferentes e acima de tudo bonitos, cada um da sua própria forma.

Do what you want 'cause a pirate is free, you are a pirate!



Yar har fiddle-dee-dee, being a pirate is all right to be! Do what you want 'cause a pirate is free, you are a pirate! ♫

... Perdão, as vezes eu me empolgo quando essa música me vem na cabeça.

Então, como é o gameplay de Assassin's Creed IV? É bom? É ruim? É diferente? É a mesma coisa que Assassin's Creed III? As missões são legais? Tem coisas pra fazer? O jogo é bugado? Na verdade... É um pouco de cada uma dessas definições, Assassin's Creed IV é a melhor definição de "pacote misturado" que eu já vi nos últimos tempos, algumas coisas são boas e outras não.

Começando pelo básico, a mecânica desse jogo é exatamente a mesma de Assassin's Creed III, tudo o que você fazia lá, você consegue fazer aqui sem maiores problemas, mas honestamente eu ainda acho que a mecânica antiga que foi usada em Assassin's Creed II é superior a essa, muitos dos problemas que eu tive com Asssassin's Creed III, eu também tive aqui, as vezes até mais do que antes, por exemplo o fato de ter apenas um botão pra correr, escalar e fazer as tretas todas de Parkour.

O problema é que assim como era com o Connor, muitas vezes eu fui segurar o botão pra correr, perseguindo alguma pessoa e tal, mas o Edward acabava subindo em estruturas que eu não queria que ele subisse, só porque eu segurava o botão de correr perto dela, quando no II eu segurava o botão de correr e se eu quisesse escalar algo, era só eu segurar A, essa simplificação da mecânica de Parkour que já era simples pra início de conversa  foi desnecessária e ficou pior... Não o suficiente pra estragar o jogo, claro, assim como em Assassin's Creed III, com o tempo você pega o jeito e não tem muitos problemas, você vai estar fazendo Parkour em árvores, montanhas, telhados de construções que dessa vez voltaram a ser legais de fazer Parjour, tá tudo aqui.

Uma coisa meio chata é que esse jogo é meio bugado assim como Assassin's Creed III era, e um dos bugs mais estranhos aconteceram comigo logo no começo do jogo em Havana, depois de seguir o Bonnet, eu fui correr pra subir na igreja pra achar um viewpoint e poder progredir na história, mas sem querer esbarrei num cara que carregava uma caixa e então não pude mais correr, por mais que eu apertasse outros botões, o Edward só andava, não fazia mais nada, depois reiniciei a missão e ficou normal... Foi estranho e talvez beeem aleatório, mas ainda achei que devia falar sobre essa bizarrice aqui.

Você também pode usar a Eagle Vision e ela funciona exatamente como nos jogos passados da série, então dispensa introduções aqui... Só que algum filho da puta na Ubisoft achou que seria legal ter a Eagle Vision desativada cada vez que você corresse no jogo, e eu nem preciso falar que isso foi uma ideia de merda, porque é irritante, principalmente nas missões onde eu precisava procurar alguém através da Eagle Vision ou até seguir alguma pessoa, a Eagle Vision mostrava o alvo, mas quando eu ia dar uma aceleradinha pra não ficar longe demais dele, a Eagle Vision era desativada e as vezes meu alvo ficava sumido no meio das pessoas lá, então eu tinha sempre que ir pra uma cobertura, usar a Eagle Vision, depois ir pra outra cobertura, usar ela, e o processo vai se repetindo.

Por que? Qual era o problema com a Eagle Vision nos outros jogos? Por que precisavam fazer uma merda dessas? Isso quebra tanto o ritmo do jogo que esse é o primeiro Assassin's Creed onde eu usava a Eagle Vision contra a minha vontade, eu não gostava de usar isso e as vezes era forçado pra encontrar alvos no meio do povão ou em seções de stealth que continuam ruins como sempre foram na série toda. A Eagle Vision suga um canavial de caralhos nesse jogo e quem teve essa ideia devia se sentir um lixo de pessoa por isso!

Maldito...


Os combates também são basicamente a mesma coisa de Assassin's Creed III, você pode atacar, usar sua arma secundária, dar contra-ataques variados, e os inimigos são relativamente mais agressivos do que antes, apesar do fato de não ter um lock-on manual ainda me incomodar, eu estive mais acostumado com a nova mecânica de combate, então não foi um grande problema pra mim, os combates do jogo ainda são divertidos mesmo que fáceis demais na maior parte do tempo, e a mira das armas de fogo como as duas pistolas do Edward é muito melhor do que aquela mira horrorosa de armas de fogo no III.

Só que mesmo os combates sendo divertidos por si só, Assassin's Creed IV sofre de uma variedade ainda menor de armas do que seu antecessor que ainda tinha outras coisas legais pra usar além dos machados como flechas, aquele dardo com cordas e as minas, apesar da variedade ser menor lá, as novas armas eram divertidas de usar e deixavam isso menos agravante, então engoli isso com menos dificuldade mesmo sentindo falta das várias armas que eu tinha a minha disposição nos jogos da saga do II.

Agora e aqui? Edward tem tudo o que o Connor tinha, exceto pelas minas e os machados são trocados por espadas, mas só, ele não tem mais nada de novo exceto pelas pistolas que funcionam de modo parecido com as armas de fogo de antes, só que com mira decente... Você também pode tomar armas de inimigos ou pegar armas jogadas no chão por aí pra amenizar isso e usar algo diferente pra variar, mas isso também acaba ficando cansativo porque você usa essa arma momentaneamente e depois joga fora, e nem nas lojas tem outros tipos de armas, você só compra outras do mesmo tipo das que você já tem e o jogo em si não adiciona nada novo no seu arsenal, o dardo de corda lá você só consegue mesmo bem mais tarde, e ainda assim o uso dele é bem mais limitado já que é "gastável".

Depois de tantos jogos com armas variadas, ao invés de evoluírem isso, trazem um que consegue ser mais raso ao mesmo tempo que não adiciona muita coisa nova, um troço desses é difícil de entender... Aliás o que se passa na cabeça de certos game designers por si só é difícil de entender.

A propósito, tem as missões da história que são... Erm... Estranhas... No começo tudo parece bom, você é apresentado ao Edward, ele parece um cara legal, você acaba de perseguir um cara e matar ele, pilota um navio, dá umas corridas por aí, depois se infiltra no meio dos templários sendo que o Edward nem fazia ideia do conflito em que ele estava entrando, depois eles descobrem, você é preso, tem que ir libertando os prisioneiros do navio pra roubar ele num cenário chuvoso com tempestades, fugindo em alto mar e tudo o que teria de épico pro começo de um jogo, minha reação ao primeiro ato todo de Assassin's Creed IV foi soltar um "Wow!", principalmente porque era um jogo que eu nem tava muito animado pra jogar, logo fiquei surpreso com o rumo que as coisas estavam tomando.

Só que assim como a história, as missões principais também ficam mais fracas depois disso, o maior problema com elas é justamente a repetição, depois disso ainda é ok, você tem que recrutar piratas, matar animais, conseguir coisas necessárias pra começar a ser um capitão pirata fodão, mas depois as missões basicamente se resumem em seguir tal pessoa, ou seguir tal navio, até chegar em tal lugar onde você tem que ouvir umas conversas escondido, depois você precisa assassinar tal alvo, discretamente ou indo lá na cara dele e matando mesmo, então depois... Você segue mais gente e basicamente faz a mesma coisa, só tem umas batalhas navais ou conflitos maiores onde tem mais ação que normalmente são as melhores partes das missões da história, mas o jogo é estranhamente mais focado nisso de "seguir X até Y" pra depois fazer algo na hora que o jogo quer que você faça, me lembrou vagamente do primeiro Assassin's Creed, que era extremamente monótono e repetitivo.

E isso tudo sendo interrompido ocasionalmente pra jogar num modo de primeira pessoa tosco no presente na Abstergo pra interagir com a história desinteressante e os personagens desinteressantes de lá, não é muito frequente, mas com esse modo de primeira pessoa quase completamente scriptado e lerdo com aquele celular ou sei lá o que que faz milhões de coisas diferentes e nenhuma dessas é particularmente legal, essa merda parece mais monótona ainda do que jogar com o Desmond nos jogos passados... Pelo amor de Davy Jones, Ubisoft, NINGUÉM LIGA pra essas partes no presente! Ninguém nunca ligou e ninguém nunca ligará, a ideia de ter uma história no passado que interliga com a do presente era boa, mas a execução foi horrível e agora já é tarde, apenas descartem isso logo e façam histórias centradas no passado.

Então Assassin's Creed IV é uma bosta de jogo que deve ser evitada a todo custo? Na verdade... Não exatamente.


Sim, as missões principais que seguem a história são decepcionantes em maior parte, sem dúvidas quanto a isso, mas felizmente, Assassin's Creed IV consegue se salvar de ser extremamente monótono com... O free roam e as batalhas navais! As batalhas navais foram expandidas nesse jogo, assim como antes, você pode fazer upgrades no Jackdaw, que é o seu novo navio, ganhando batalhas navais, pegando objetos como madeira, ferro, e coisas que normalmente são usadas pra construir navios e por algum motivo você não pode comprar em lojas de utilidades espalhadas por aí, mas ok, isso deve te incentivar a participar de mais batalhas navais, eu acho... Mas os upgrades que você pode fazer no Jackdaw vão desde tiros de canhão mais fortes até correntes, rams, morteiros, minas aquáticas e outras coisas que tornam o combate naval mais variado, além de novas "armaduras" que deixam o navio mais resistente.

Você pode recrutar piratas que estão ou lutando contra autoridades ou brigando em bares por aí, qualquer evento aleatório onde você deve ajudar alguma pessoa a vencer uma luta provavelmente vai resultar em novos membros pra sua tripulação, e você pode customizar até mesmo esses caras, botando eles pra comandar outros navios que você pegou, subindo eles de rank, coisas do tipo, e você também pode interagir com eles enquanto anda pelo navio, é legal observar as atividades deles e coisas assim, não é nada demais, mas são detalhes bons... Ah sim, e os caras podem morrer no meio das batalhas navais, então melhor tomar cuidado porque a morte é permanente e aí você vai ter que contratar novos marujos e aí "upar" ele também.

Basicamente você VAI usar o Jackdaw nesse jogo, nem que seja só pra seguir a história, você vai precisar dele mais do que qualquer outra coisa, e no free roam mais ainda, você explora o mundo inteiro do jogo praticamente usando o Jackdaw, pode encontrar navios por aí e analisá-los com a Spyglass pra ver se vale a pena entrar numa batalha contra ele, se tem carga boa, se você tem chances de vencer a batalha ou se você e sua tripulação serão violados analmente pelas balas de canhão do navio oponente pra depois morrerem no meio do mar e servirem de comida pra algum tubarão sortudo que passar por aí, e as batalhas agora estão mais épicas do que nunca com a possibilidade de invadir o navio inimigo quando estão próximos o suficiente, sair descendo a porrada nos filhos da puta que aparecerem até matar o capitão do navio inimigo por si só, mas é óbvio que você tem que saber a hora certa de fazer isso, se você chegar lá na hora que quiser, provavelmente vai durar alguns segundos até virar presunto nas mãos dos seus inimigos, o ideal é fazer isso quando o navio inimigo estiver com baixa vida, daí você vai lá e domina tudo pra adicionar esse navio a sua frota se quiser.

Além das batalhas navais, também existe exploração, muita exploração em Assassin's Creed IV, o mapa do jogo é enorme e sempre tem alguma coisa pra fazer, além das já conhecidas invasões a fortes e contratos de assassinatos que existem na série desde Assassin's Creed II, também existem os contratos navais que funcionam da mesma maneira que funcionavam no último jogo, você também pode procurar por baús enterrados por aí e tesouros com mapas, afinal o que é um jogo de pirata que se prese sem caça a tesouros? E o mapa é lotado deles, todos te dão coisas como dinheiro e/ou material pra craft, muitos desses até estão debaixo d'água e navios afundados por aí, pode caçar baleias e animais pra ter material pra vender por aí, pode destravar tavernas, roupas diferentes pro Edward, lutar contra navios lendários que você provavelmente só vai vencer se destravar todas as upgrades de elite pro Jackdaw, pode destravar viewpoints que servem como pontos de fast travel, enfim, O CÉU É A PORRA DO LIMITE!!!

Pois é, o mapa é enorme e cheio de coisas pra fazer, e como eu gosto de explorar, pra mim isso é um prato mais do que cheio, eu sinceramente gostei mais de explorar o mapa desse jogo do que de seguir as missões da história, quando normalmente acontece o contrário quando jogo Assassin's Creed, a maioria das side missions e coisas do tipo são um saco e eu só vou pras missões da história de uma vez, então apesar da campanha principal ser meh, explorar aqui é mais divertido do que em qualquer outro jogo da série.

Faça um favor a si mesmo e evite a dublagem brasileira


A trilha sonora desse jogo... Também não é composta pelo Jesper Kyd, o compositor dessa vez é Brian Tyler, e mesmo ainda não sendo o Jesper Kyd, ele fez um trabalho bem decente com a trilha sonora de Assassin's Creed IV, a música tema me lembra Piratas do Caribe, a maioria das outras músicas do jogo combinam com o tema e dão vontade de pegar um navio e sair navegando pelos mares por aí, nem todas as músicas são memoráveis, mas quando são, elas são boas mesmo.

A dublagem é boa... Se você tiver colocado na dublagem original onde os caras tentam de fato interpretar os personagens e conseguem, a dublagem brasileira desse jogo mostra exatamente o porquê de dublagens brasileiras serem um saco, as vozes não combinam na maior parte do tempo e os dubladores mostram tanta emoção em suas falas quanto um robô, é como se você tivesse pego uma equipe de dublagem BR ruim de um anime, apontado pra eles e gritado "ESSES SERÃO OS DUBLADORES DO NOSSO PRÓXIMO JOGO!", e isso simplesmente não se faz...

... Bem, ao menos você não é forçado a ouvir a dublagem brasileira, então tudo bem, só queria algo mais digno mesmo.

Veredicto final

Eu nem sei se posso dizer que estou decepcionado com Assassin's Creed IV, porque como eu disse antes, eu não estava com expectativas altas quando peguei esse jogo e tendo jogado, eu fiquei surpreso com o quanto eu aproveitei do jogo, mas eu meio que aproveitei não exatamente pelos motivos certos, eu gostei de fazer tudo, menos seguir a história principal desse jogo, mas eu continuei seguindo porque queria acabar logo com isso, e a história realmente é decepcionante, eles nunca aproveitaram todo o potencial que ela tinha, isso e umas escolhas de design estranhas são o que mais estragam Assassin's Creed IV e o impedem de ser mais do que um jogo só um pouco acima da média...

Claro, pra um jogo que eu nem ao menos tinha ânimo pra jogar, Assassin's Creed IV foi melhor do que eu esperava, mas eu simplesmente esperava mais levando em conta com o quanto o jogo parecia promissor nas suas primeiras horas, ele podia ter sido algo muito mais grandioso do que isso, e é essa a parte que me decepciona, agora resta saber se os próximos jogos da série vão consertar isso ou realmente isso vai virar outra franquia com jogos anuais cada vez mais preguiçosos.

Prós:

+ Edward é um bom protagonista.
+ Gráficos bonitos.
+ As batalhas navais são tão boas quanto sempre foram.
+ Cheio de conteúdo pra explorar.

Contras:

- A história principal como um todo é decepcionante.
- Missões principais repetitivas.
- Por que diabos fizeram isso com a Eagle Vision?
- Sério que ainda tem partes no presente?
- Evoluíram a mecânica naval, mas nada da terrestre.

Gráficos: 8/10
Enredo: 6/10
Gameplay: 6/10
Som: 7/10
Conteúdo extra: 9/10

Veredicto:

Batman: Arkham Origins

By : Ryu

A essa altura, era bem óbvio que ia sair um novo jogo do Batman, afinal depois de Batman: Arkham City que foi o melhor jogo de 2011, por que iriam largar? A Rocksteady finalmente nos deu os jogos do Batman com os quais sempre sonhamos desde Batman: Vengeance, os dois jogos da série Arkham foram provavelmente os melhores jogos de super-herói já criados e alguns dos melhores jogos dessa geração, então que venham mais jogos do Batman feitos pela Rocksteady pra que nós fãs do Batman que passamos o dia jogando fiquemos cheios de felicidade nos coraçõezinhos!

Então aconteceu que Batman: Arkham Origins foi anunciado há um bom tempo atrás, mas antes mesmo que eu pudesse soltar meu grito de felicidade e acordar os macacos, vi que não estava sendo feito pela Rocksteady e sim pela Warner Bros. Games, autores da versão de Wii U de Batman: Arkham City que ouvi dizer que era pior do que a original porque as mecânicas foram mal adaptadas pro gamepad, isso me deu um certo receio.

Porém com os vídeos e trailers que saiam, eu acabava ficando razoavlmente animado com esse jogo, ele não parecia ruim e ainda parecia próximo de um jogo da Rocksteady, então aquietei minhas tetas por um momento e decidi esperar o jogo sair pra ter uma opinião sólida formada sobre ele depois de jogar apropriadamente, e assim continuei aguardando sem expectativas altas demais no entanto.

Eventualmente, Batman: Arkham Origins lançou, eu tive a oportunidade de jogá-lo finalmente e ver se o trabalho desses caras ficou ao menos digno de ser comparado com o da Rocksteady, e o resultado?

... Não, passa o mais longe que você pode imaginar de merecer tal comparação.

Yo enemies define yo ass, also Joker


Batman: Arkham Origins é uma prequel que se passa antes dos eventos não só de um, mas dos dois jogos da Rocksteady, antes mesmo do Coringa ter a ideia de tomar conta do Asilo Arkham, como nos últimos jogos, os vilões meio que já estavam estabelecidos e o Batman também já era um cara fodástico, eles resolveram criar algo que explicasse como o Batman veio a conhecê-los e como ele se tornou o herói que é hoje em dia, é mais ou menos a mesma proposta das prequels de Star Wars, a similaridade fica mais hilária ainda por Arkham Origins ser uma prequel tão ruim quanto as de Star Wars foram, ou talvez até pior.

A história aqui se passa exatamente cinco anos antes dos eventos de Arkham Asylum, estamos no inverno em véspera de natal e o nosso herói Bruce Wayne está há dois anos como Batman no ramo de meter a porrada nos bandidos e fazer com que eles se arrependam do dia em que resolveram ir contra a lei em Gotham City, esse trabalho é uma moleza porque os bandidos que Batman tem enfrentado até agora são tão fortes e espertos quanto o Homer Simpson e ele não é exatamente conhecido, Batman ainda é um mistério pra polícia de Gotham que não sabe nem se ele é real, ou se é um mito ou se é um cara lokão das linguiça fantasiado que apenas deu sorte em combater o crime até agora.

Mas tudo isso mudou quando a Prisão Blackgate foi invadida pelo Black Mask e pelo Crocodilo pra libertarem os prisioneiros, tomarem conta da prisão toda e ao mesmo tempo manterem o comissionário Loeb como refém, Batman acaba de iniciar sua missão mais difícil até então, indo até a prisão, um monte de merda acontece, prisioneiros fogem, o Batman espanca alguns deles no seu caminho, mas no fim das contas, o Black Mask mata o Loeb e enseba as canelas da prisão enquanto o Batman luta contra o Crocodilo que diz que Black Mask iniciou uma espécie de competição onde a cabeça do Batman está posta à prêmio e quem matá-lo vai receber uma recompensa de 50 milhões de dólares que provavelmente foram roubados do Bill Gates antes de irem pra prisão.

Essa caçada pelo Batman chamou a atenção de vários assassinos profissionais espalhados por Gotham, tais como Deadshot, Deathstroke, Firefly, Lady Shiva, Electrocutioner, Bane e Copperhead que estão atrás do Batman pela recompensa junto com mais uma caralhada de fugitivos de Blackgate que estão causando caos na cidade e também procurando pelo Batman afim de encherem seus rabos de dinheiro, e assim começa a primeira grande confusão que nosso detetive favorito vai ter que resolver com o auxílio de seu mordomo e conselheiro Alfred.

Eu vou dizer algo que pode ser considerado como spoiler pra alguns, mas acho que pra boa parte das pessoas não vai ser nada inesperado... Enquanto Batman continua investigando e tentando solucionar essa merda toda, ele descobre sobre um caso de invasão de domicílio e assassinato onde a vítima foi ninguém menos do que o próprio Black Mask e sua namorada, tal ato foi supostamente orquestrado por Oswald Cobblepot, o Pinguim, nisso, Batman se mete numa treta com o Pinguim, enfrenta Electrocutioner e Deathstroke por lá e mais tarde descobre que o Black Mask que foi morto foi na verdade um impostor e o verdadeiro está sendo mantido prisioneiro por um palhaço maluco conhecido como Coringa, que então acaba de se tornar o antagonista principal da história.

Assim o conflito principal de Batman: Arkham Origins realmente começa, e se você se decepcionou pelo Coringa ser o vilão principal outra vez, não espere muito, porque a história só vai indo ladeira abaixo a partir deste momento...


Pra ser honesto, eu gostei da introdução desse jogo, a história mostrou algum potencial com todo esse build-up do Batman agora tendo que lidar com um problema de proporções maiores do que qualquer outra coisinha simples que ele resolveu em sua carreira, ele estava despreparado pra uma coisa dessas e teria que evoluir e dar o melhor de si pra isso, seria o necessário pra uma boa história de origem onde vemos um Batman mais inexperiente que aos poucos foi se transformando no vigilante pica grossa que todo mundo conhece em Batman: Arkham Asylum.

Mas acontece que a narrativa simplesmente destrói isso, se você pensa que o roteirista desse jogo é o Paul Dini, que trabalhou não só com os jogos da Rocksteady como na série animada do Batman, ele não está, e isso fica dolorosamente aparente, a história de Arkham Origins é bem pior escrita do que os outros dois, com a maioria dos diálogos sendo monótonos ou simplesmente estúpidos, exceto talvez o Coringa que tem umas cenas engraçadinhas e talvez o Bane, a maioria dos outros vilões têm a personalidade de uma pedra e não são nem minimamente interessantes já que eles não fazem absolutamente nada e só estão lá pra encher linguiça na maior parte do tempo, a maioria deles basicamente só diz "Vou matar você pelo dinheiro, Batman!" de várias formas diferentes.

Falando de vilões, esses caras realmente não viram o quanto isso do Coringa ser o vilão principal da história tava ficando cansativo? Primeiro ele era o vilão em Batman: Arkham Asylum, depois ele assumiu o papel de vilão principal em Arkham City, mas agora aí também? Qual é o problema com vocês? Batman tem uma caralhada de vilões bons além do Coringa, que tal o Hush que era um amigo de infância do Bruce que se tornou um inimigo por culpar a família Wayne por  uma coisa que aconteceu no passado? Além do Black Mask, um vilão como o Hush também serviria como primeiro antagonista forte que o Batman enfrentaria, mas a real é que qualquer coisa, mas chega do Coringa ficar com os holofotes, caralho!

Não, eu não odeio o Coringa, na verdade ele é um dos melhores vilões de ficção em geral, mas já deu, né? Ele não é o único grande vilão que Batman tem, e ainda que fosse o caso dele TER que ser o vilão principal desse jogo, botar ele como vilão principal cedo assim no jogo foi muito cuzão da parte da WB que ficou marketando o jogo o tempo todo com o Black Mask sendo o vilão principal, o cara nem fez nada significante e não durou nem até metade do jogo pra depois ser substituído, não foi igual o Hugo Strange em Arkham City que fez um monte de merda e de fato representou alguma ameaça antes de ser descartado.

Os vilões com personalidade de pedra não são o único problema com a narrativa de Arkham Origins, mas o próprio Batman também é bem decepcionante, a proposta do jogo era mostrar um Batman mais "cru", mas a única coisa que difere o Batman desse jogo dos outros é que ele fala "Damn!" e fica mais agressivo em algumas cenas (Influências de Shadow the Hedgehog?), mas fora isso, é basicamente o mesmo cara, isso é aparente logo quando ele encontra o Crocodilo pela primeira vez, pra alguém que está enfrentando até um lagarto gigante humanoide pela primeira vez, coisa com a qual ele nunca havia lidado antes e com certeza seria intimidadora, ele parecia tão normal quanto pareceria nos outros jogos, pra alguém mais inexperiente, eu achei que ele ao menos sentiria um pouco de receio ao enfrentar tal coisa.

E as vezes toma atitudes no mínimo estranhas ao ponto de nem parecer... Bem... O Batman, mas não no bom sentido de agir diferente e sim no de fugir da caracterização do personagem, igual no começo do jogo onde a polícia encontra o Batman, ele tinha todo aquele ar discreto ao ponto até da polícia não saber nem se ele era real ou não, o próprio Gordon mesmo acreditava que era só um mito, mas aí ao invés do Batman sumir discretamente "nas sombras" pra manter seu sigilo, tipo pulando do telhado e desaparecendo nas sombras ou algo assim, ele sai voando com a Bat Wing na frente de todo mundo, como se ninguém fosse notar uma nave voando por aí, com os vários helicópteros da polícia espalhados pelo local, nenhum deles nem ao menos tentou seguir a nave?

Não existe exatamente uma história de origem aqui porque o Batman não passa por nenhum tipo de desenvolvimento até se transformar no Batman de agora, ele é o mesmo cara de sempre, só que com atitudes levemente diferentes, mesmo que a história queira passar uma sensação de que os vilões são mais fortes do que o Batman, eu não me senti assim em momento algum porque o Batman nunca passou a sensação de ser de fato inferior a esses vilões.

A história também é extremamente previsível, desde o momento em que o Coringa toma o lugar de vilão principal, quando não é isso, são coisas sem muito sentido que nem são explicadas direito, como o lance do Anarky que é outro vigilante que quer fazer o bem e livrar a cidade da corrupção como se fosse o verdadeiro herói do negócio todo, mas aí de repente ele diz ao Batman que tem bombas espalhadas pela cidade e então agora tem uma side mission de achar essas bombas e defusá-las.

... Não entendeu? Eu muito menos.

Enfim... É, essa história é uma decepção gigantesca, tinha tanto potencial jogado fora nisso que eu chego a ficar emputecido de verdade. Mas você quer alguma coisa positiva, não é? Então... Eu gostei do Alfred estar mais presente na história... É, só isso mesmo.

Uma cidade vazia e slowdowns


Arkham Origins é um jogo bonito em maior parte, finalmente podemos ver Gotham por inteiro mais de perto sem ter que fazer um bug como em Arkham City, e a cidade parece agradável nesse clima de inverno, o mapa todo tem uma parte mais "favelada" que seria naturalmente a área que seria isolada depois em Arkham City, cheia de barracos e coisas do tipo, mas existe a cidade principal que é cheia de luzes, prédios altos, alguns detalhes como a capa do Batman se mexendo de acordo com o vento e a neve ainda são toques pequenos e legais o suficiente pra fazerem alguma diferença.

Mas por outro lado, essa cidade parece meio sem vida porque não tem quase nada nas ruas, Gotham chega a parecer uma cidade fantasma as vezes, claro, isso é por motivos que foram exemplificados na história, mas é realmente meh que a cidade grande não tenha que ter nada além de criminosos andando por aí, nem carros nas ruas, a cidade de Gotham que estava no background de Arkham City tinha carros andando por aí nas ruas, ela parecia mais viva do que isso. E apesar das cutscenes e dos modelos dos personagens em si serem bons e bem animados, quando os personagens vão falar uns com os outros no in-game, eles praticamente não têm expressões faciais, principalmente o Alfred, o coitado chega a parecer um ator de Crepúsculo, praticamente só as bocas dos caras se mexem, dá só uma olhada nos 3:55 desse vídeo.

Esse jogo também não é o melhor exemplo de excelência técnica na parte gráfica, apesar dos visuais aceitáveis e tudo, Arkham Origins vive tendo quedas de frame rate constantes o suficiente pra incomodarem qualquer pessoa que estiver jogando e não pense em pleno 2013 que slowdowns em jogos são câmeras lentas pra adicionar efeito dramático no jogo.


Mas uma coisa que me chamou a atenção de uma forma meio estranha é a arte do jogo, mais precisamente o modo como os personagens parecem levemente mais cartunescos do que os modelos mais realistas presentes nos outros jogos, o tom do jogo parece menos sombrio e atmosférico, o que tira um pouco do feel de um jogo da série Arkham, mas é acomodável ao menos.

E esse design do Batman me incomoda, não por ser propriamente ruim, mesmo sendo uma armadura e eu não ser muito fã do Batman usando armaduras, mas por esse jogo ser uma prequel e o Batman parecer mais equipado e com roupas mais resistentes do que nas suas sequências, o que foi que aconteceu entre esse jogo e os outros da Rocksteady? O Bruce jogou a armadura fora e resolveu botar a roupa normal pra tentar viver a vida no Hard Mode?

... Viu só por que fazer prequels requer planejamento e cuidado? Caso contrário, merdas inconsistentes desse tipo acontecem.

É tipo Batman: Arkham City, só que ruim


Apesar de não ter sido produzido pela Rocksteady, Batman: Arkham Origins tenta ser como os jogos produzidos por ela, quem jogou Arkham City principalmente não vai ter nenhum problema em aprender os comandos desse jogo, você pode correr, planar, usar o Grapple Hook, pular de telhado em telhado, existe uma pequena satisfação em sair planando por Gotham e alcançar alturas até maiores do que as de Arkham City pelos prédios aqui serem maiores, mas essa satisfação se esgota rápido demais, daí você vai explorar o mapa da cidade que é realmente maior do que o de Arkham City, o que era obrigação já que aqui é a cidade inteira e não só uma área isolada, mas percebe que a cidade é mais vazia do que um pacote de Ruffles.

A cidade ser "vazia" em Arkham City fazia sentido porque era um local isolado onde só tem criminosos nas ruas, ainda assim existiam outras pessoas normais no meio disso tudo que foram parar lá de uma forma ou outra, mas era predominantemente infestada de bandidos porque todos os criminosos da cidade foram isolados lá, e o mapa nem era gigante também, tem quem diga que era menor do que o mapa todo de Arkham Asylum, aqui o mapa é simplesmente enorme e vazio, de novo, por motivos estabelecidos na história, mas isso realmente era necessário? Parece só uma desculpa pra não fazerem uma encarnação fiel de Gotham City com pessoas fazendo suas atividades diárias ou coisas assim, eu não me senti imerso nesse jogo em momento algum, se por acaso esse jogo fosse algum tipo de survival horror que se passa numa cidade fantasma, aí sim.

Resultante dessa cidade vazia por causa da história, você só fica planando por aí e ocasionalmente descendo pra lutar contra inimigos, a única coisa que eu achei legal nisso é que agora dá pra explorar melhor a Bat Caverna e até passar por seções de treinamento lá pra dar upgrades nas habilidades, mas fora isso... Desculpa, mas eu realmente não sinto nem vontade de explorar Gotham, e além das duas partes da cidade serem vazias, por algum motivo tem uma ponte ridiculamente longa e mais vazia ainda que conecta as duas e parece que nunca termina, e o jogo adora te fazer cruzar ela várias vezes pra fazer missões da história.

Felizmente, Arkham Origins não é tão filho da puta nesse departaento e tem a decência de ter um sistema de fast travel, talvez um beta tester da WB jogou isso, achou mais tedioso do que uma partida de Minecraft e disse que seria melhor botarem um fast travel se não quiserem que as pessoas que estiverem jogando esse jogo desistam nas primeiras duas horas... Só que pra conseguir esses pontos de fast travel, você precisa desativar umas torres de rádio que estão localizadas em pequenas fortalezas cheias de inimigos e alguns puzzles bestas.

Tudo bem pra mim, afinal já que eu andei planando por aí e descendo ocasionalmente pra lutar contra inimigos e ganhar pontos pra abrir mais upgrades, por que não fazer isso enquanto abro pontos de fast travel unindo o útil ao agradável? Bem, tava tudo ok pra mim até eu ir abrir o ponto de fast travel localizado na Burnley Tower, depois de ter feito o que eu tinha que fazer, era só eu sair de dentro da torre usando um dos dutos de ar pra ir pro topo e aí acabar de desativá-la, mas adivinhe só: O Batman não queria subir no duto de ar, de forma alguma, eu usava o Grapple Hook, ele ia até lá, mas ficava pendurado e não fazia mais nada, daí o resultado foi que eu fiquei preso no local e tive que reiniciar meu jogo por causa desse bug.

... Nah, esse jogo é filho da puta até nesse departamento sim.

A propósito, Arkham Origins é lotado de bugs e falhas técnicas, desde as mais leves como planar aterrissando em canos que podem de repente mandar o Batman voando pra cima sem motivo algum até o jogo congelar do nada ou você ser impedido de progredir no jogo por causa de um bug, certa vez eu precisava interrogar um dos meus inimigos pra progredir numa missão, ele estava lá dizendo que se rendeu, mas o botão de interrogar não funcionava, nem aparecia o ícone lá indicando que eu deva apertar ele, daí eu tive que reiniciar essa missão desde o último Checkpoint pra tentar de novo e rezar pra que dessa vez a porra do botão de interrogar funcione.

Uau, como esses caras conseguiram deixar esse jogo tão mal-programado? Eu não sei, inclusive eu ia jogar esse jogo até no final, eu estava perto de chegar até a última parte, acabei de porrar o Firefly e só faltava voltar até a prisão Blackgate pra passar pelo ato final do jogo, mas sabe o que aconteceu? Eu lutei contra uns inimigos aleatórios na rua, o jogo congelou exatamente depois de eu acabar com o último, eu tive que desligar o Xbox e ligar de novo pra continuar, mas pra minha surpresa, o save foi corrompido e nem deu pra recuperar pelo menu do Xbox, todo o meu progresso nessa merda estava perdido pra sempre, e foi aí que eu larguei esse jogo, vi a última parte no Youtube e resolvi fazer uma review assim mesmo, porque se você tá achando que eu vou rejogar isso, você tá mais enganado do que quem acha que Final Fantasy XIII é bom.


Os combates de Arkham Origins, que agora são mais presentes do que nunca por esse jogo se focar mais em lutar contra hordas de inimigos, também são simplesmente brochantes, ele é parecido com o combate dos outros dois, mas as similaridades acabam só no modo como o Batman se movimenta nas lutas, porque lutar mesmo nesse jogo só mostra o quanto a Rocksteady faz falta no desenvolvimento de um jogo do Batman...

Arkham Origins tenta manter aquele mesmo sistema de combates fluído onde você pode até criar correntes de mais de 50 hits se for habilidoso o suficiente, mas até aqui existe uma notável falta de polimento, os comandos nem de longe são tão precisos e responsivos quanto nos outros dois jogos, várias vezes eu acabei levando porrada de algum inimigo porque apertei o botão de contra-ataque quando ele vinha na minha direção, mas o Batman não fez nada por causa de um delay nesse botão, e quando você está lidando com vários inimigos ao mesmo tempo, isso vira um verdadeiro pé no meio das bolas, mas pior ainda é quando o Batman de repente para no meio de um combo sem motivo algum ou dá socos no ar sendo que eu estava o controlando e apontei o analógico na direção de onde estava meu inimigo, o Batman não foi até ele porque talvez esse cara tinha proteção divina que impedia o Batman de ir até ele.

Claro, se você conseguir entender EXATAMENTE como o combate desse jogo quer ser jogado e conseguir driblar tudo de maneira que ele funcione quase que decentemente no decorrer da sua jogatina, você talvez até pode acabar gostando e tendo alguma diversão com Arkham Origins, mas pra que se importar com isso sendo que tem o combate de Arkham Asylum ou Arkham City que faz tudo melhor? Eu lembro exatamente de quando parei de jogar esse jogo por um momento e fui jogar um pouco de Arkham City pra ver se eu encontrava os mesmos problemas com o combate, mas nope, consegui fazer chains enormes assim como sempre consegui.

Como mencionei antes, esse jogo é quase que completamente focado em ficar lutando contra hordas de inimigos, a maioria das missões disso se consistem em ir até tal lugar marcado do mapa, dentro de algum dos estabelecimentos da cidade, daí tem uma sala cheia de inimigos, você arrebenta eles na mão, daí prossegue pra próxima sala, mais inimigos, mete um pé nos culhões de cada um deles, então tem umas cutscenes, mais inimigos na outra sala, então mais inimigos, cutscene, mais uns inimigos, cutscene e aí hora do boss, uma ou duas fases tem uns puzzles toscos aqui e alí, mas nada que mude muito, as vezes em que eu tive que usar a Detective Vision pra descobrir pistas e métodos pra progredir na fase foram tão raras que eu estava contando nos dedos.

Surgem umas partes de stealth de vez em quando, mas elas não são tão desafiadoras quanto as dos outros jogos porque o campo de visão dos inimigos é extremamente limitado, certas vezes eu fiz alguma besteira e fui parar exatamente do lado do cara, mas ele não fez nada, como se ele realmente não estivesse me vendo, isso por acaso foi intencional pra atrair jogadores casuais ao stealth de Batman ou é só mais uma programação ridícula? Só quem estava lá na WB saberá...

"Mas Ryu, você só reclamou que esse jogo piorou coisas que já existiam nos outros dois jogos, e as coisas originais dele?"

Esse jogo praticamente não adiciona nada de novo à fórmula de Arkham Asylum, você tem várias bugigangas que já existiam nos outros dois jogos, e as que são originais desse jogo nem são tão legais de se usar, mas a mais curiosa seriam as luvas elétricas que você libera, se você tem as luvas elétricas pro Batman, você pode considerar o jogo zerado, porque ela é ridiculamente overpowered, nenhum inimigo sequer tem alguma chance contra um Batman com luvas elétricas, inimigos com escudo? Soque o bastardo e ele vai cair no chão como se fosse um saco de batatas podres. Inimigos mais fortes fisicamente? Mesma coisa. Inimigos com armas diferentes? Mesma coisa também! O Batman vira um deus nesse jogo com as luvas elétricas e absolutamente nada pode detê-lo.

... O que novamente nos leva à inconsistência desse jogo ser uma prequel dos da Rocksteady, se o Batman tinha um bagulho tão poderoso assim em seu arsenal antes, por que diabos ele se livrou dele depois? Porque essas luvas elétricas não aparecem em Arkham Asylum ou Arkham City, aparecem? Não, não aparecem, e o que você vai dizer? Que o Batman mantém isso guardado? Que ele jogou no lixo junto com sua armadura super resistente também?

De novo, é por isso que prequels têm que ser feitas com cuidado ou uma porra dessas acaba acontecendo e deixando qualquer um que for pensar no assunto confuso, caralho.

Pelo santo nome de Ajora, Batman: Arkham Origins tem algum ponto positivo afinal então? Na verdade... Sim, ele tem alguns...


Se por um lado os combates contra inimigos normais eram extremamente tediosos, as lutas contra os bosses desse jogo são consideravelmente divertidas, cada uma tem seu próprio desafio e métodos únicos de completar, a luta contra o Killer Croc se resume em usar o Beatdown, jogar Batrangs quando ele carrega containers explosivos antes que ele jogue em você, aí tem a luta contra o Deathstroke onde você precisa usar o contra-ataque na hora certa, ela pode ser atrapalhada as vezes pelo contra-ataque com resposta atrasada, mas quando funciona, a luta fica boa, e as outras são basicamente maneiras diferentes de testar as habilidades do Batman, umas funcionam bem, outras nem tanto, mas no geral são as melhores partes do jogo, se o gameplay fosse polido, elas seriam tão boas quanto as lutas de Arkham City ou talvez até melhores... Exceto pelas partes do Scarecrow em Arkham Asylum, nada supera aquelas.

Outro ponto positivo... Hm... Então, nas vezes em que esse jogo funciona direito, você talvez até pode fechar os olhos e fingir que está jogando Batman: Arkham City... Só que ao mesmo tempo, esse jogo me faz desejar estar jogando Batman: Arkham City, então não, não é exatamente um ponto positivo, perdão.

Fora essa história principal, Arkham Origins tem side missions, mas elas não são muito diferentes do que você faz na história, tem a do Anarky onde você tem que achar as bombas, defusá-las e aí lutar contra ele junto com uma caralhada de inimigos, também tem uma do Pinguim onde você luta contra mais inimigos, uma do Black Mask que tem mais lutas contra inimigos, outras com interrogações, você já entendeu, né? Pois é... E se você realmente estiver afim de explorar, tem coletáveis e algum conteúdo extra, mas boa sorte, porque eu realmente não vou me dar ao trabalho.

Então o que sobrou foi um multiplayer inútil sobre o qual eu nem vou comentar direito porque não joguei o suficiente, mas é um shooter genérico... O que eu queria realmente comentar sobre é o seu prêmio por fazer a pré-compra desse jogo, jogar com o Deathstroke, legal, né? Jogar com um dos antagonistas do jogo, tipo aquele DLC de Arkham Asylum onde você jogava com o Coringa, essa merda é legal! Bem... Você pode não acreditar, mas o Deathstroke é o Robin de Arkham City, só que com uma skin diferente, as mesmas animações, os mesmos movimentos de finalização, mesmas técnicas de combate, praticamente tudo, o que deve mudar são os equipamentos, mas fora isso, é o Robin com um reskin... Duvida? Dá só uma olhada nessa comparação:


Pois é... As pessoas pagaram por isso... Bravo, WB, bravo!

O elenco dos desenhos também faz falta


A trilha sonora de Batman: Arkham Origins é composta por Christopher Drake, o cara que já trabalhou em várias animações do Batman antes de ser chamado pra compôr pra esse jogo, ele esteve em Batman: Year One, Under the Red Hood, The Dark Knight Returns e até em Injustice: Gods Among Us... Eita, Injustice foi lançado nesse ano! Eu até tinha me esquecido disso.

De qualquer forma, a trilha sonora de Arkham Origins não é nada mau, esse cara entende muito bem como as músicas dos jogos do Batman são e tenta se manter no mesmo padrão enquanto mostra uma certa inspiração vinda de filmes de ação, as músicas são atmosféricas, algumas bem sutis pra se encaixar no ambiente do jogo e outras mais agitadas, algumas até possuem uma espécie de timing e vão ficando mais intensas na medida em que o jogador demora pra completar determinada missão, passando uma sensação de urgência, é uma trilha sonora boa que se encaixa bem com Batman, até porque se esse cara já é familiar com a série, seria meio difícil errar.

A dublagem por outro lado... É um caso de acerto e erro, os dubladores não são os mesmos da série animada como nos últimos jogos, o Batman agora é dublado por Roger Craig Smith que as vezes consegue soar parecido com o Batman do Kevin Conroy e passar uma boa impressão, mas as vezes ele parece um Chris Redfield com asma e isso soa mais estranho do que eu poderia fazer parecer, talvez o Roger não tenha sido a melhor escolha pra voz do Batman, mas ao menos ele tenta, eu acho... Os outros dubladores são decentes, mas a maior atenção acaba indo pro Coringa... Como será possível viver com um Coringa que não é dublado pelo Luke Skywalker??? Oh céus, o mundo está perdido, nããããão!!!

Bem, eu fico feliz em dizer que o novo dublador do Coringa, Troy Baker, consegue fazer uma boa interpretação do personagem e "canalizar" o Mark Hamill de uma maneira surpreendentemente ótima, não tão boa quanto, mas as vezes chega bem perto, ele consegue se sair bem até mesmo naquelas falas onde o Coringa fala num tom mais baixo e rouco que eu jurava que só o Mark Hamill sabia fazer, então parabéns aí, meu amigo, espero que você duble um jogo melhor na próxima vez.

Veredicto final

Batman: Arkham Origins seria o melhor exemplo de jogo feito pelas coxas pra tentar lucrar em cima de uma franquia de sucesso, e isso é o tipo de coisa que destrói franquias boas aos montes, esse jogo nem ao menos tenta disfarçar sua cara de pau fazendo isso, o Deathstroke sendo um reskin do Robin, o combate piorado em cada simples aspecto, a variedade que foi completamente removida, a história que foi uma grande oportunidade perdida por estar nas mãos dos roteiristas errados, os bugs aleatórios que chegam a quebrar o jogo... Praticamente tudo em Arkham Origins exceto os bosses é decepcionante, esse jogo não adiciona nada na fórmula da série e as suas qualidades só são qualidades vindas do que a Rocksteady fez e não do que a WB fez.

Felizmente, a Rocksteady de fato está fazendo um próximo jogo do Batman, e esse sim é o jogo que interessa, Arkham Origins não passa de uma imitação horrível do trabalho da Rocksteady, possui algumas similaridades conceituais, mas a execução é pior em todos os aspectos, jogar esse jogo é como ouvir um cover de uma música da sua banda favorita tocado pelo Creed, e isso não é nada agradável.

Prós:

+ Planar por Gotham nas alturas é momentaneamente divertido.
+ Os bosses em maioria são bons.
+ Trilha sonora apropriada.
+ A nova dublagem foi melhor do que eu esperava.

Contras:

- Quando bugs te impedem de progredir numa missão, você sabe que o negócio é preocupante.
- Combate sem polimento.
- Um mapa enorme e tedioso.
- Variedade é algo quase inexistente.
- A história começa bem, mas cai dramaticamente até ficar desinteressante.
- Slowdowns frequentes demais.

Gráficos: 6/10
Enredo: 3/10
Gameplay: 4/10
Som: 7/10
Conteúdo extra: 5/10

Veredicto:

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