Posts Populares:

Archive for Outubro 2013

Final Fantasy XIII

By : Ryu

Nem parece que faz 3 anos desde que Final Fantasy XIII saiu, né? Cristo, como o tempo voa... Parece até que era ontem que eu tava jogando essa bosta de jogo com a maior cara de bolsa escrotal depois de cerca de 5 anos aguardando com grandes expectativas. Todo mundo que me conhece sabe que eu adoro Final Fantasy, é a franquia que me introduziu aos JRPGs e inclusive meu jogo favorito de todos os tempos é parte dela... E não, eu não sou um desses fanboys old-school de Final Fantasy que condena qualquer coisa dessa franquia que saiu depois do VII ou do IX. Acho Final Fantasy X um bom jogo e o XII então é um dos meus favoritos de todos os jogos numerados da série, um jogo bastante subestimado pelo público, eu diria.

Então surge Final Fantasy XIII, anunciado em meados de 2006 como o próximo grande jogo da franquia e também o início de uma sub-série chamada Fabula Nova Crystallis, que teria uma mitologia baseada em cristais que nem os Final Fantasy originais. Em meio a tantas promessas, uma protagonista feminina forte e o hype chegando até os domínios divinos de Deus e os seus 5 anos de desenvolvimento... Final Fantasy XIII na verdade teve um desenvolvimento bem conturbado. 

A princípio, era pra ser um jogo de PS2 e cerca de 1 ano de desenvolvimento havia sido gasto nessa versão, mas decidiram mover o projeto pros consoles da nova geração e por isso acabaram tendo que descartar tudo o que fizeram pra essa versão e começar a produzir o título com uma nova engine feita do zero. No fim das contas, todos esses anos restantes do desenvolvimento do jogo foram em maior parte gastos pra criar a engine, então a equipe do Motomu Toriyama teve que cortar uma caralhada de coisa do jogo e transformá-lo no festival de corredores lineares que conhecemos hoje em dia. Não é segredo que Final Fantasy XIII é criticado por ser linear, só queria explicar mais ou menos o porquê da linearidade... O porquê verdadeiro dela e não a desculpa que o Motomu Toriyama deu pra isso.

Quando Final Fantasy XIII saiu, eu fui correndo pegar o jogo aqui e mal podia esperar pra finalmente jogá-lo! Já havia visto um bocado de gente expressando suas decepções online, uns dizendo que é decepcionante, outros falando que o jogo ficou ruim e outros gostando, então a melhor maneira de ver o que diabos é isso seria jogando por mim mesmo. Foi uma coisa inacreditável, parecia até algum tipo de piada de mau gosto... Final Fantasy XIII foi tão ruim que na época eu nem tinha me importado em jogar isso até o final. É sério, eu simplesmente perdi o interesse no jogo pela metade e nunca mais quis jogá-lo de novo depois de uma vez em que eu tava jogando e literalmente dormi com o controle na mão... E não fui ter interesse em jogar outra vez até esses dias, depois de jogar Final Fantasy XIII-2, ver que é um jogo bem melhor e agora o anúncio de Lightning Returns: Final Fantasy XIII me fazer passar um tempo pensando no assunto, eu resolvi voltar pro XIII e ver o que diabos eu perdi.

Não teve absolutamente nada que eu gostei sobre esse jogo, os personagens, a história, o gameplay, o sistema de batalha, as músicas... Tudo isso na melhor das hipóteses me deixou entediado e na pior das hipóteses me irritou, por fim a minha primeira experiência com Final Fantasy XIII foi tão memorável quanto ir pro cinema assistir o filme do Lula. Será que foi uma decisão inteligente da minha parte tentar dar outra chance pra Final Fantasy XIII só porque a sua sequência foi um jogo legal? Não, não foi! Final Fantasy XIII é um lixo! Puta merda... Por que tem gente que gosta disso? Qual é o problema dessas pessoas? Qual é o problema do Motomu Toriyama? Qual é o problema do mundo por permitir que uma aberração dessas exista??? Esse jogo é a prova de que Deus não existe, porque se existisse eu duvido que ele teria deixado as suas próprias criações chegarem a um nível tão baixo.

... Ok, eu tô me adiantando demais. Por que Final Fantasy XIII é tão horrível? Existe alguma salvação nesse acidente de trem afinal? Senta que lá vem história... E não, não é uma história bonita.

Nós desistimos, favor ler a enciclopédia


Final Fantasy XIII tem uma história... Digo... Uma "história" que se passa no mundo de Gran Pulse, em grande parte dominado por criaturas selvagens, e logo acima dele um planeta artificial chamado Cocoon, onde vivem a maioria dos humanos sob o governo do Sanctum. Cocoon também é mantido pelos fal'Cie, criaturas divinas com um grande poder e também grande autoridade sobre os habitantes do planeta, dando a eles tecnologia avançada e proteção acima de tudo. Os fal'Cie de Pulse têm a função de cultivar a vida nesse outro planeta, que tem mais recursos naturais e a seleção natural é a regra: O mais forte sobrevive e o mais fraco vira presunto.

Os fal'Cie têm o poder de marcar humanos pra se tornarem seus servos, chamados de l'Cie, e dando a eles poderes mágicos e habilidades sobrenaturais, mas também uma tarefa a ser cumprida, denominada Focus. Caso o l'Cie cumpra seu Focus, ele entra em um estado cristalizado e assim ganha vida eterna, porém se ele fracassar, ele se torna um monstro irracional pelo resto da sua vida e só a morte pode tirá-lo da sua miséria. Mais de 100 anos antes da história principal do jogo, houve uma guerra entre Cocoon e Pulse onde um monte de gente foi marcada como l'Cie e mandada pra se matar, houve muita destruição e etc. Hoje em dia os habitantes de Cocoon vivem com medo de uma outra invasão de Pulse, obviamente o Sanctum sendo o governo malvado utiliza desse medo pra aumentar seu poder e manter a ordem usando seus exércitos militares: Guardian Corps e PSICOM, o primeiro mencionado tem a função de cuidar de Cocoon enquanto o segundo lida com ameaças vindas de Pulse.

Então temos a nossa protagonista, Lightning Farron, uma ex-membro dos Guardian Corps que teve a sua irmã, Serah, marcada por um fal'Cie de Pulse que foi descoberto recentemente dentro do planeta na área da cidade de Bodhum. Com medo desse fal'Cie ter marcado as pessoas da área ao redor dele pra servi-lo como l'Cie hostis a Cocoon, o governo decidiu purgar pra Pulse todas as pessoas que estavam em Bodhum quando o bicho foi descoberto, incluindo a irmã da Lightning. Junto com a heroína, um homem chamado Sazh Katzroy também ex-militar e que quer salvar o seu filho que foi marcado. Logo isso vira uma treta entre o governo e o grupo de resistência chamado NORA, liderado por Snow Villiers, que veio salvar as pessoas que estavam sendo mandadas pra morrer em Pulse. No meio da confusão tem um garoto chamado Hope Estheim, que foi literalmente largado pela sua mãe no meio de uma zona de guerra porque ela queria lutar e poucos minutos depois foi morta, e uma outra criança, Oerba Dia Vanille, que... É só uma garota que tá lá no meio da treta também.

Dá tudo errado no fim das contas porque os nossos heróis chegam até o fal'Cie, que se chama Anima, e também acabam sendo marcados e se tornando l'Cie. Ou seja: Eles têm um Focus pra fazer ou então viram monstros. Mas qual diabos poderia ser esse Focus? Então... Os fal'Cie não te dizem exatamente o que fazer quando te marcam, só dão umas imagens mentais vagas e você precisa descobrir o que fazer através disso. Todos os protagonistas mencionados aí viram a imagem de uma criatura mítica chamada Ragnarok destruindo Cocoon... Ah sim, e a Serah foi cristalizada assim que encontrou o pessoal, porque aparentemente o Focus dela era reunir todos eles. 

O que importa é que o pessoal não chegou em um acordo sobre o que diabos o Focus deles significa, e isso faz com que cada um vá pro seu lado: Lightning quer se vingar dos fal'Cie e Hope vai atrás porque... Por algum motivo ele vê ela como um modelo a ser seguido. Sazh e Vanille decidem fugir desse destino e andar por aí sem rumo, e o Snow, sendo o namorado da Serah, queria ficar lá protegendo a garota cristalizada, isso até ele ser capturado por uma unidade do Sanctum liderada por uma mulher chamada Fang que também é uma l'Cie de Pulse e tem uma agenda própria por trás do seu trabalho pro Sanctum. Então pois é... Na verdade os fal'Cie são malignos e o Sanctum também não é flor que se cheire, os personagens principais do jogo são fugitivos porque a população de Cocoon tem medo de l'Cie de Pulse e obviamente tem algum grande plano por trás disso tudo.

Até aqui isso foi apenas um resumo do começo do jogo, e a princípio a história realmente parece interessante, a ideia dos fal'Cie é bem criativa e isso pode até torná-los vilões bem únicos dentro dessa franquia. Mas... Infelizmente não é bem assim que funciona, o Motomu Toriyama é um roteirista horrível e mesmo o começo dessa história é uma bagunça... E ela fica pior! Ah se fica... É ladeira abaixo depois desse ato inicial aí, que já não é muito bem narrado pra começo de conversa. Obviamente vão rolar spoilers dessa história, porque não tem como eu falar do quanto ela é estúpida e sem sentido de outra maneira. Não que isso importe, de qualquer forma eu não recomendaria que alguém jogasse esse aborto de jogo e acompanhasse a história às cegas mesmo. Prefiro ficar conhecido como alguém que hospedou em casa um evento nacional de adoradores do Inri Cristo do que ficar conhecido como alguém que recomendou Final Fantasy XIII não-ironicamente às pessoas.


Essa coisa toda sobre Cocoon, Pulse, os fal'Cie e tudo mais... O jogo mesmo faz um péssimo trabalho em explicar do que exatamente essas coisas se tratam. Quando eu joguei Final Fantasy XIII pela primeira vez eu me senti perdido no ato inicial do jogo, parecia que eu tava vendo a sequência de um jogo anterior que eu não sabia que existia, porque os personagens falavam usando termos como "fal'Cie", "l'Cie", "Pulse" e afins sem nunca explicar o que diabos isso tudo significa. Eu só sabia que pessoas estavam em perigo e os personagens que eu tô controlando pretendem libertar elas ou algo assim... É o mínimo de contexto que eu consegui pegar. 

Vamos comparar isso com Final Fantasy VII, que também começa com os personagens já enfrentando um exército militar e invadindo um reator, através dos diálogos eu sei que esse reator pertence a uma companhia chamada Shinra, ele suga a Mako que é basicamente a energia vital do planeta e isso é ruim porque faz com que o mesmo morra aos poucos. Ainda no ato inicial, vemos que o grupo AVALANCHE do qual fazemos parte é visto como terrorista através de um noticiário falando sobre a explosão do reator. Ok, sem problemas! Eu sei o que eu tô fazendo, sei mais ou menos qual é o contexto, o porquê de eu estar fazendo o que eu tô fazendo e ao mesmo tempo o jogo pegou meu interesse porque ele ainda gera um ar de mistério indicando que tem mais coisa por vir.

Final Fantasy XIII não faz isso no seu ato inicial, ele te joga no meio de um conflito que tá acontecendo por um monte de coisa sem explicação e foda-se você e as suas perguntas. Ao invés de me sentir na pele dos personagens ali presenciando o conflito, eu me senti como uma pessoa assistindo outras pessoas conversando sobre um assunto da qual ela não entende nada e por isso ela fica boiando, totalmente avulsa, sem engajar na conversa e nem nada. O pior nem é isso, é que esse ato inicial também tem momentos tão estúpidos que é provável que você vai querer socar a cara de alguém depois de certas decisões tomadas pelos personagens aqui. A mãe do Hope que era uma das reféns do Sanctum que foram resgatadas resolve ir lá lutar sem nenhum motivo... Ah não, pera, ela tem um motivo sim, porque "Mães são fortes" de acordo com a própria. Então... Foda-se o seu filho, né? Tudo bem deixar ele lá no meio de um tiroteio entre o NORA e o Sanctum e arriscar a sua vida sem necessidade nenhuma, se por acaso você morrer ele que se vire sozinho. Mãe do ano, pessoal!

Obviamente o NORA acaba sendo derrotado nesse conflito, mas também porque o líder deles é um imbecil que quando perguntado sobre algum plano responde com "Heróis não precisam de planos", sendo que... Sim, eles precisam! Você precisa! Seu grupo tá lutando contra o governo que tem armamento e tecnologia superiores ao mesmo tempo que vocês precisam proteger as pessoas que estão salvando... Que porra é essa de "herói não precisa de plano"? Qual é o seu problema, cara? Mas aí chegamos na cena onde a mãe do Hope morre... O exército do Sanctum explodiu a pista e por isso todo mundo começou a despencar e morrer porque é uma queda longa até lá embaixo, entre essas pessoas a mãe do Hope também tá caindo, e ainda por cima sem forças porque ela foi atingida por uma explosão. O Snow tenta segurar ela e não consegue, na verdade ele não consegue nem segurar a si mesmo e acaba caindo também... Mas por algum motivo ele não morre! Todo mundo que caiu dali morreu, só o Snow que por algum motivo saiu sem nenhum arranhão dos escombros lá embaixo. A Lightning pula de lugares altos, mas ela usa um dispositivo anti-gravidade pra não morrer com a queda, só que o Snow obviamente não tinha isso, então... Como? Por que? "Foda-se, ele sobreviveu! Eu não tenho que explicar merda nenhuma, oras!", disse Motomu Toriyama.

E claro, o Hope viu o Snow falhando em salvar a mãe dele e por isso ele passa a odiar o Snow... Porra, garoto! A sua mãe foi lá lutar do lado do NORA porque ela quis, ninguém obrigou ela a nada, ela que te largou aí e foi lá por livre e espontânea vontade. Claro, o Snow é um escroto sim e uma bela bosta de herói já que ele não conseguiu proteger a sua mãe, mas não muda o fato de que ela foi lá porque ela quis. Se ela tivesse ficado quieta com você e os outros reféns lá isso não teria acontecido, então não aja como se o Snow fosse totalmente o culpado por isso e... Meh, a quem eu tô tentando enganar? O Hope vai odiar o Snow e culpar ele por isso durante boa parte do jogo, né? Claaaro que vai... Uma dose de drama forçado envolvendo rancorzinho irracional de pré-adolescente era exatamente o que essa história precisava.

A parte mais estúpida e até meio que não-intencionalmente engraçada desse arco do Hope é que ele quer mandar o Snow ir à merda, na verdade quer até se vingar, mas toda vez que ele tem a oportunidade... O filho da puta falecida arrega ou então alguma coisa interrompe e ele perde a oportunidade. E eles arrastam isso até dizer chega... É irritante, chegou a um ponto em que eu sinceramente queria entrar no jogo pra socar a cara do Hope, e depois a do Snow porque ele é o Snow. Qual diabos é a dificuldade em chegar, falar "Ei, Snow! Sabe aquela mulher que você deixou cair do precipício? Era a minha mãe, e se você fosse um herói de verdade você teria salvo ela. Seu pedaço de estrume ambulante!" e pronto? 

O pior é que eles não tão fazendo build-up pra nada fora do comum, esse arco acaba exatamente como você espera que acaba: O Hope e o Snow acabam se entendendo depois e viram amigos, e é isso aí. Ainda por cima tem aquela cena idiota do Hope criando coragem pra ir lá tentando matar o Snow que tá pendurado no teto de uma casa, mas acaba falhando e sendo derrubado por uma explosão logo atrás... Aí o Snow pega ele e cai do teto junto com o moleque... E fica ferido! Quando ele cai de um precipício ginorme até o chão nada acontece, ele levanta de boa e continua a lutar, mas cair do teto de uma casa machuca ele... Por que? Ora essa, porque a história demanda um momento dramático entre o Snow e o Hope, mesmo isso não sendo nem um pouco consistente com o histórico do Snow sobreviver sem nenhum arranhão a quedas que matariam qualquer ser humano comum.

E isso me leva ao Snow... Eu odeio esse cara, seriosamente. Cerca de 90% dos diálogos dele têm a palavra "herói" ou "Serah" no meio e ele nunca cala a boca sobre o quanto ele é heroico e como ele vai proteger todo mundo ou salvar a Serah... Mesmo ele literalmente tendo acabado de fracassar em uma missão de resgate e deixado uma mulher cair de um precipício. Por que diabos o Snow pensa que ele é um herói afinal de contas? O que exatamente ele fez de heroico? Depois do que aconteceu no ato inicial do jogo, você esperaria que ele fosse ter algum tipo de conflito consigo mesmo, afinal de contas ele falhou, então ele não deveria se chamar de herói, ou devia pelo menos devia questionar essa ideia. Mas... Não, ele continua o mesmo babaca obnóxio que ele era no ato inicial. Do começo ao fim do jogo ele continua a mesma merda e sempre toma atitudes estúpidas que colocam as pessoas ao redor dele em risco, e de alguma forma ele nunca aprende com isso. Até em Final Fantasy XIII-2 ele continua a mesma bosta de personagem burro e inconsequente de sempre, não teve evolução ou desenvolvimento algum!

O Snow é de longe o personagem mais unidimensional e sem carisma de todo o elenco desse jogo... E olha que isso é dizer muito pra um jogo onde quase ninguém tem qualquer traço de carisma ou personalidade marcante! Seria até interessante se o Hope tivesse falado logo pro Snow que ele é um bosta e então ele começasse a realmente se achar um bosta depois disso, até que uma hora ele acaba tendo a oportunidade de se provar um herói salvando o Hope de algum perigo ou sei lá... Então pronto, o Snow recuperaria a sua auto-confiança, assim como também ganharia a confiança do Hope, provando assim que ele pode ser um herói apesar de ter suas falhas e o Hope agora podendo finalmente superar a morte da sua mãe e seguir em frente. Teríamos assim uma história perfeitamente aceitável de redenção se tivessem feito isso, só que infelizmente esse jogo foi escrito por gente sem qualquer traço de bom senso.

Mas então tá, vamos falar um pouco da Lightning, afinal ela é a protagonista do jogo. Qual é a dela afinal de contas? Ela meio que trata todo mundo ao seu redor como se fosse inferior a um saco de fezes de um integrante do Nickelback e não confia em ninguém, de uma forma parecida com a que o Squall fazia no seu jogo. O Squall ainda tinha uma desculpa (ruim) pra fazer o que ele fazia, mas a Lightning... Meio que não tem, na verdade. Ela ficou agressiva porque perdeu a Serah? Não pode ser porque nos flashbacks que mostram a vida dela enquanto a Serah tava por aí namorando com o Snow ela também parecia ser babaca e agressiva por nada... Se bem que eu talvez até entendo, se a minha irmã namorasse com um cara como o Snow eu também me tornaria um cuzão revoltado com a vida. 

Ela ficou agressiva porque é uma ex-militar? Isso não faz sentido. Eu não tenho muito acesso à backstory da Lightning porque a mesma nunca é realmente explorada, ela só menciona pro Hope que perdeu os pais e teve que cuidar da Serah sozinha, virando militar depois pra ficar mais forte e tal. Mas como era a vida da Lightning com os pais e a irmã antes? Como ela perdeu os pais? Como foi depois que ela teve que se virar sozinha com a Serah? Como foi esse treinamento militar dela? Nah, nada disso é explorado, então eu não consegui sentir qualquer conexão com a Lightning por isso e nem entendo por que diabos ela é assim. Parece que o Toriyama tava mais preocupado em forçar no público a ideia de que a Lightning é uma personagem feminina forte e independente e tal, mostrando ela batendo em todo mundo, sendo rígida e etc, do que em dar a ela algum background envolvente pra acompanhar.

Se mostrassem algum trecho dessa vida militar da Lightning, talvez um momento onde ela foi traída por alguém e quase morreu por isso ou algo do tipo... Eu acharia perfeitamente compreensível que ela tenha desenvolvido sim um problema pra confiar nos outros e por isso acaba sendo agressiva com todo mundo, quando na verdade ela só é uma mulher "quebrada" tentando se proteger. Mas... Não, eu realmente não consigo ver nenhum motivo pra ela agir como ela age, pelo menos não baseado no que o próprio jogo me apresenta. Não é também como se ela fosse uma personagem como o Cloud Strife, que a princípio era um cara arrogante e foi colocado contra a sua vontade no posto de liderança do grupo, e depois graças a isso foi se desenvolvendo, aprendendo a trabalhar em equipe e virando uma pessoa melhor, enquanto a gente vai conhecendo ele melhor no jogo e toda a sua backstory vai sendo revelada. A Lightning simplesmente larga todo mundo lá pra ir se vingar dos fal'Cie e o Hope vai atrás apesar de quase acabar sendo largado também, e ele é essencialmente o único personagem com quem a Lightning interage por uma boa quantidade de tempo e vai tendo um certo desenvolvimento de relação. O resto dos personagens não interagem com ela durante toda a parte intermediária da história, mas por algum motivo quando eles se reencontram ela agora é BFF de todos eles e fica por isso mesmo.

Na verdade o "desenvolvimento" dos personagens em Final Fantasy XIII é basicamente isso, ele não é natural, os personagens além de mal explorados simplesmente dão uma virada de 180° nas suas personalidades sem mais e nem menos porque o roteiro exige que eles mudem a partir de tal momento. As únicas exceções a isso que eu consigo ver são o Sazh e a Fang. O Sazh desde o começo do jogo é um personagem meio comic relief, porém amigável o suficiente pra eu conseguir imaginar ele se dando bem (ou pelo menos tentando se dar bem) com o resto do elenco. Sim, ele certamente tem cara de comic relief, inclusive tem um filhote de Chocobo que vive no seu afro e provavelmente deve cagar lá dentro todo dia. Mas as cenas onde ele vai andando por aí conversando com a Vanille enquanto a história dele vai sendo explicada são legais, ele é um personagem bem humanizado na verdade, as motivações dele são claras: Ele quer salvar seu filho Dajh, que foi marcado como l'Cie e ficou sob custódia da PSICOM. Ele tem um desenvolvimento bem decente como personagem e as mudanças na sua personalidade são naturais e compreensíveis. 

Sazh continua tendo uma backstory bem vaga, e apesar de tudo a maior parte das seções dele com a Vanille são só ele andando por aí com ela sem nada de interessante acontecendo no enredo, isso dura muito mais tempo do que deveria durar. Mas essas interações dele com a Vanille, o modo como os dois vão ficando mais próximos e ele acaba se vendo como uma figura paterna pra ela, provavelmente por sentir falta do seu filho e também por não querer que algo horrível aconteça com outra pessoa próxima dele. E ao contrário dos "arcos" horríveis dos outros personagens, o do Sazh chega a um clímax interessante, o momento onde o Eidolon dele aparece é a única parte desse jogo inteiro que realmente tem alguma emoção legítima colocada nela e não é só um drama forçado de bosta. 

Ah sim, eu esqueci de falar que Eidolons surgem quando um l'Cie tá a ponto de "quebrar" emocionalmente, mas... Com os outros personagens é só uma desculpa pra mais drama sem fundamento, nenhuma das cenas com Eidolons dos outros chega sequer perto de ser tão boa quanto a cena do Sazh na sua situação mais desesperadora. O Sazh realmente me surpreendeu, esperava que ele fosse ser o personagem comic relief mais genérico e sem sal que a Square Enix podia fazer, considerando o nível de qualidade dos outros personagens disso, mas ao invés disso vi um personagem humano, relacionável e bem escrito, nem parece coisa do Motomu Toriyama.

A outra exceção é a Fang, que tem a sua história intencionalmente ambígua e depois revelada em Pulse, e realmente faz sentido que teve todo esse mistério por volta dela, basicamente toda a backstory do jogo gira em torno dela e da Vanille. Ela também é uma personagem que vai mudando aos poucos, dá pra entender a maior parte do comportamento dela, e o fato de que ela não me irrita profundamente com atitudes desnecessariamente estúpidas já a coloca acima de quase todo o elenco desse jogo. Enquanto a Vanille... Meh, ela não faz nada de útil durante a maior parte da história, mas acho que ela vai ficando progressivamente menos irritante no decorrer da trama e a relação dela com o Sazh é admitidamente legal, mas eu não me importei com ela separadamente como personagem, nem no final do jogo. Deve ser porque a voz dela me irrita, e também eu não consigo levar ela a sério de qualquer jeito, ela tem uns 19 anos de idade e age como se tivesse 10, inclusive é tratada como se fosse uma criança pelos personagens... E a marca de l'Cie dela fica na coxa! Sério, caras... Sou só eu que acho isso estranho e até meio creepy? Parece algum fetiche de alguém da Square Enix que de alguma forma foi parar no jogo.

E claro, a história faz um péssimo trabalho em explicar o que diabos tá acontecendo na maior parte do tempo também com diálogos estupidamente vagos, mas ela faz questão que os personagens repitam "Nós somos l'Cie, inimigos de Cocoon." ou variações dessa frase em quase todas as cenas que puderem. E o jogo é tão auto-consciente do quão ruim ele é pra explicar as coisas da história que ele sempre lembra o jogador de que existe um Datalog, que é basicamente uma enciclopédia sobre o lore do jogo... E você precisa ler ele pra saber informações que deveriam ser explicadas na história! O que exatamente são os fal'Cie? Eu tive que ir olhar no Datalog pra saber, afinal de contas a única coisa que os personagens falavam disso é "Olha, um fal'Cie!" quando aparecia um bicho diferente do resto, mas nunca diziam o que realmente é esse bicho. Normalmente uma coisa como o Datalog serve pra você ler informações adicionais que enriquecem a história, e isso geralmente é bem usado nos jogos da franquia... Mas aqui não, os diálogos desse jogo são tão ruins que você precisa ler o Datalog e o próprio jogo te recomenda fazer isso.

Mas e quanto aos personagens secundários? A Serah? O filho do Sazh? O Cid desse jogo que é um dos comandantes dos Guardian Corps? Os outros secundários dos quais eu esqueci o nome? Algumas vezes eu esquecia que esses personagens existiam na história porque eles aparecem tão pouco que eu me pergunto qual diabos é o ponto. A única coisa que eu sei da Serah é que ela é a irmã da Lightning e namorava com o Snow, e só o fato dela namorar com o Snow já me faz notar que ela não deve ter a cabeça no lugar certo... Mas pois é, eu não sinto nenhuma conexão com a Serah pra querer salvá-la, mesmo ela sendo a fonte de motivação da protagonista e do namorado dela que grita "SERAH!" a cada 5 minutos. 

Os flashbacks desse jogo explicam tanto da história dos personagens quanto as cenas que se passam no presente, e o da Serah só mostra umas cenas de romance com o Snow, e depois no meio do festival em Bodhum ela decide ir junto com o Snow pra perto do Anima por sei lá qual motivo enquanto fogem da PSICOM que tava colocando a cidade em quarentena... O que resulta nela sendo marcada. Isso não me fez ter vontade de salvar a Serah ou ter algum laço com ela, isso só me fez facepalmar porque... O que diabos ela esperava que fosse acontecer? Argh! Eu devia imaginar que a pessoa que namora com o Snow fosse terrível em tomar decisões, é claro que ela seria... E então quando ela vai contar pra Lightning sobre ela ter virado uma l'Cie, também revelando que quer se casar com o Snow... A Lightning trata os dois mal, porque é óbvio que ela faria isso, mas não por raiva dela ter virado l'Cie... Na verade ela nem acredita nisso e pensa que a Serah só tava inventando uma desculpa pra se casar com o Snow. Compreensível, mas o que esse flashback mostra é que a Lightning era agressiva até mesmo com a sua própria irmã, vai entender...

A história tem um problema sério de ritmo também, porque depois que os personagens se separam... Nada acontece. É sério, eles só ficam andando por aí e tendo as mesmas conversas de "Nós somos l'Cie. O que faremos?" "Não sei!" enquanto ocorrem tentativas de explorá-los através dos diálogos vagos. A parte intermediária dessa história é dedicada a tentar desenvolver os personagens enquanto o resto dela é esquecido... E isso é horrível pra uma narrativa! Você não freia o ritmo da trama pra desenvolver personagens, as duas coisas têm que andar juntas, a trama tem que ir se desenrolando enquanto os personagens também vão crescendo, caso contrário a história fica maçante de acompanhar. Quem diabos permitiu isso? Por que? 

E não é por pouco tempo que nada acontece nessa história, ela é dividida em capítulos que vão do 1 ao 13, e do capítulo 4 até o 8 nada de interessante acontece e eles ainda por cima são capítulos longos. A história é um grande amontoado de nada até chegar no capítulo 9 onde o Sazh e a Vanille são raptados, a Lightning e o Hope chegam até a cidade natal dele, se encontram com o Snow e a Fang e têm uma treta com a PSICOM e finalmente essa história pode ir a algum lugar porque agora eles precisam salvar o Sazh e a Vanille do Sanctum... Finalmente algum objetivo, caralho!

Isso quer dizer que agora essa história finalmente vai ficar boa?

... Mas é claro que não!


Sabe os fal'Cie? Então, obviamente eles são os vilões principais do jogo, e o Datalog diz que eles marcam os humanos e dão essas imagens mentais vagas dos seus Focus porque são avançados demais pra se comunicar apropriadamente, estando além da compreensão humana. Ok, faz sentido... Mas aí então o vilão do jogo, o mastermind por trás de tudo é revelado: O chefe do Sanctum que na verdade é um fal'Cie chamado Barthandelus... E ele fala! Por que ele fala e os outros não? Por acaso ele é menos avançado do que os outros? É claro que não tem explicação pra isso, é uma coisa que simplesmente acontece porque sim e foda-se. Acontece por conveniência também, porque assim o Barthandelus pode finalmente falar o que caralhos é o Focus dos personagens e assim essa história finalmente ter alguma direção... Na teoria, pelo menos.

Sim, o Barthandelus diz o que tava meio que óbvio: O Focus deles é destruir Cocoon se tornando o Ragnarok, que é a fera mítica que quase destruiu Cocoon durante a guerra contra Pulse. E mais tarde é revelado que os fal'Cie na verdade planejam destruir Cocoon pra usar todos os humanos como uma espécie de sacrifício pra trazer de volta o seu criador. Ok... Por que eles não destroem o planeta por si mesmos, você se pergunta? Porque aparentemente tem uma espécie de programação deles que os impede de destruir o planeta, que é uma criação deles mesmos, então eles precisam manipular humanos a fazerem isso. 

Mas causar guerras? Invocar uma horda de monstros de Pulse pra exterminar os humanos a qualquer hora que quiserem? Isso eles podem fazer, e fazem depois... E esse plano de soltar monstros de Pulse em Cocoon dá errado porque os protagonistas, que são l'Cie marcados por eles, destroem os monstros... Ou seja: O Barthandelus sabotou o próprio plano dele! Se ele podia simplesmente soltar criaturas mortais de Pulse em Cocoon pra matar todo mundo, então por que caralhos ele não fez isso desde o começo ao invés de se dar o trabalho de marcar seis pessoas aleatórias como l'Cie pra que depois de ficarem mais fortes elas destruam Cocoon?

Tem uma cena depois onde o Barthandelus tenta se passar pela Serah, mas obviamente os personagens sabem que não é ela porque... A Serah tá dizendo pra eles destruírem Cocoon, sendo que antes de virar cristal ela disse o oposto. Duh! É claro que isso não ia funcionar, mas é mais engraçado ainda porque o roteiro é escrito de modo que a gente deveria encarar isso como algum tipo de grande revelação séria e pensar "Wow, como esse vilão é esperto! Ele quase me pegou com essa charada!" sendo que na verdade eu só fiquei perplexo com o quão estúpido ele é. Depois disso, Barthandelus diz que a Lightning e o resto do grupo devem ir pra Cocoon destruir o núcleo dele, que é uma entidade chamada Orphan, e isso fará com que o planeta caia... Ou algo assim. E não parece que os nossos heróis têm um plano melhor, então eles vão lá fazer exatamente o que o Barthandelus diz pra eles fazerem... Exceto que eles agem como se não estivessem seguindo as ordens dele, com uns diálogos tipo "Nós não vamos mais ser escravos do destino!" sendo que eles na verdade meio que estão sendo porque se destruírem o Orphan vai acontecer exatamente aquilo que o vilão da história quer, já que o objetivo que ele deu a eles é destruir o Orphan, e eles querem salvar Cocoon e acabar com os planos do Barthandelus... Destruindo o Orphan! Wow... Como esse negócio é mal escrito!

O ato final dessa história é resumidamente: Eles indo lutar contra o Orphan, agora fundido com o Barthandelus, o poder da amizade os salva de virar monstros, depois do Orphan morrer eles não se cristalizam mesmo tecnicamente tendo cumprido seu Focus, então Cocoon é impedido de cair pela Fang e a Vanille transformadas no Ragnarok, que convenientemente tem o poder de criar um pilar de magma gigante que vira cristal pra sustentar Cocoon... Ainda bem que o Ragnarok agora tem esse poder que nunca foi sequer indicado anteriormente em momento algum que ele tinha, né? Caso contrário nossos personagens teriam exterminado toda a raça humana assim como o vilão queria. 

Aliás, os fal'Cie sabiam que a Fang e a Vanille podiam se transformar no Ragnarok e arruinar os planos deles? A intenção inicial deles era que elas se tornassem o Ragnarok pra destruir Cocoon, mas agora o novo Focus do grupo da Lightning é matar o Orphan, algo que eles fizeram sem precisar do Ragnarok. Ou seja: Os fal'Cie não precisavam do Ragnarok pra conseguir o que eles queriam, mas eles marcaram as duas pessoas que podem se tornar o Ragnarok e que poderiam arruinar os planos deles por causa do novo poder repentino de se tornar um pilar de cristal gigante. Por que eles fizeram isso? Porque essa porra não faz sentido nenhum, essa é a resposta! Que história bem planejada. Bravo, Square Enix! E no final de tudo, quando todo o grupo ficou preso na forma de cristal, um Deus Ex Machina (literalmente) salva o dia e descristaliza todo mundo, inclusive a Serah e o filho do Sazh... Menos a Vanille e a Fang, porque agora elas são o pilar de cristal que sustenta Cocoon, que pena pra elas.

Essa história é terrível, em todos os sentidos possíveis da palavra... Sério, ela tem literalmente tudo o que poderia haver de mais detestável em uma obra de ficção: Ritmo lerdo, diálogos ruins e extremamente pretensiosos, personagens rasos e mal desenvolvidos, vilão estúpido, narrativa sem sentido, uma caralhada de coisas que ocorrem sem explicação nenhuma fora a de que é conveniente pro roteiro, drama forçado, final com uma situação aparentemente impossível de resolver que no fim das contas é salva por um asspull inexplicado... Isso é o tipo de lixo pseudo-profundo sem sentido que você veria em algum anime ruim. Eu honestamente tenho uma dificuldade enorme pra levar Final Fantasy XIII a sério por causa dessa história, e ela também não tem um pingo de auto-consciência enquanto banha na sua pretensiosidade. É um desperdício absurdo de um universo e um conceito tão promissores, deviam ter dado esse negócio pra alguém que soubesse escrever histórias de verdade e não um maluco obcecado pela sua waifu francesa de cabelo rosa.

O que me deixa meio que triste sobre essa história, fora o potencial do lore e do conceito ter sido esfregado no cu e jogado no lixo, é que... Eu posso dizer que vi essa merda toda do começo ao fim, eu perdi meu tempo acompanhando a história de Final Fantasy XIII. Acho que eu nunca vou ver outro JRPG com um enredo tão abismal, tão mal escrito, tão sem qualquer traço de sentido e tão hilariamente horrível de novo. A história de Final Fantasy XIII é aquele tipo de coisa que marca a vida de uma pessoa, da mesma forma que as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki marcaram as vidas de muitos japoneses na época. É uma tragédia tão indizível que pra mim virou um dos novos padrões de história/narrativa ruim, se uma história conseguir ser nível Final Fantasy XIII, aí ela é de fato uma aberração. Mas se conseguir ficar ao menos um pouco acima, ainda dá pra salvar ou aproveitar algo dela.

Pelo menos a Lightning soca a cara do Snow um bocado de vezes quando ele tá falando retardadice demais, ela talvez é a minha personagem favorita do jogo só por causa disso.

Cocoon e Pulse são ambos bem bonitos, ao menos


Gráficos bonitos e CGs de alta qualidade são algumas das coisas que você espera com total certeza de um Final Fantasy, e nesse aspecto o XIII não decepciona nem um pouco. As CGs são de longe as mais bonitas da franquia toda até então, chegam a ficar no mesmo nível que Final Fantasy VII: Advent Children no quão detalhadas as coisas são, e apesar de obviamente inferiores, as cutscenes in-game ainda assim são muito bonitas. Os personagens têm animações bem feitas, dessa vez a sincronia labial com a dublagem americana não é uma bosta e o jogo também não tem muitos problemas pra rodar liso... Pelo menos eu não notei nenhuma queda de frame rate dramática, mas pode ser que eu só não prestei atenção o suficiente também.

Os designs dos personagens em maioria também são legais, gosto bastante do visual de lutadora renegada da Lightning em particular, combina com ela e também é bom ver que não usaram vestimentas convenientes pra gerar fanservice barato em cima da protagonista feminina como alguns jogos tentam fazer. Mas pra saciar a sede dos virjões granudos, temos a Vanille que parece ter saído de uma escola de samba do Brasil, tendo sido rejeitada pra participar do desfile de carnaval. É... Típico da Square Enix ter designs de personagens que variam de legais pra absurdamente ridículos, eu acho. Os Eidolons como Shiva, Odin, Bahamut e afins também receberam designs mais apropriados pra arte Sci-Fi do jogo, o que funciona surpreendentemente bem, pra falar a verdade.

Há quem critique a direção de arte por ser "futurista" demais, não ter cara de Final Fantasy e sim de algum filme de ficção científica genérico... Eu vou ter que ir contra as críticas dessa vez, porque eu sinceramente acho que Final Fantasy XIII tem uma das melhores direções de arte da franquia... Sério, não tô sendo irônico. Pode ser que eu simplesmente tenha um ponto fraco com Sci-Fi e alguns lugares desse jogo até são bem genéricos mesmo, mas gosto bastante de cenários futuristas cheios de luzes brilhantes nas cidades de Cocoon e o contraste com Pulse que é bem mais verde e abundante em natureza. Tem também aquele tipo de cenário que você não faz nem ideia do que diabos é, mas com certeza é bonito, por exemplo a floresta cristalizada um pouco depois do ato inicial do jogo, ou o berço do Orphan. Nem todo mundo vai gostar disso, mas eu vejo a arte aqui como uma ótima mistura de fantasia com Sci-Fi, parece uma evolução natural de jogos como Final Fantasy VII ou VIII... Sem falar que a gunblade da Lightning faz muito mais sentido do que a do Squall, a espada dela se transforma em uma arma de fogo e assim é prática tanto pra combates á distância quanto corpo-a-corpo. Eu honestamente duvido que alguém conseguiria usar a Gunblade do Squall pra atirar precisamente, menos ainda pra dar golpes físicos segurando aquele cabo de revolver.


No próprio jogo não tem nada exatamente incrível quanto às animações, mas os efeitos dos ataques especiais, em particular das magias são bem... Meh. Pra um jogo de uma geração nova, eu esperava que Final Fantasy XIII fosse ter ataques especiais com efeitos bombásticos, mas assim que eu vi um personagem usando Fire e tudo o que saiu dele foi uma bolinha de fogo que explodiu no inimigo, e depois a Fira foi uma bola de fogo um pouco maior com uma explosão um pouco maior, Firaga a mesma coisa... Eu honestamente fiquei decepcionado, e isso vale pra Thunder, Aero, Blizzard e... Basicamente todas, os efeitos delas não são nada impressionantes e as versões evoluídas das magias só são marginalmente diferentes em visual do que as suas versões passadas.

Pelo menos as animações dos personagens usando ataques físicos são boas, fluem muito bem e cada um tem o seu estilo de luta como usual. A Lightning ataca com a sua espada fazendo umas acrobacias surpreendentemente graciosas, o Sazh tem suas pistolas que por algum motivo quando colocadas juntas se transformam em um rifle... Coisa de jogo futurista, eu acho... O Snow é o personagem com a arma mais ridícula que existe: O seu casaco. Eu não tô inventando isso, o Snow usa um casaco que por algum motivo dá força física extra pra ele dependendo das estampas que você coloca nele... Eu consigo engolir perfeitamente as pistolas do Sazh serem do jeito que elas são, mas isso é ridículo! A Vanille usa um chicote estranho que eu nem sei como diabos descrever, a Fang uma lança e o Hope um bumerangue que ele tira do cu.

Enfim... Final Fantasy XIII é um jogo bonito. Eu posso acusá-lo de muitas coisas ruins, porém ter gráficos ruins com certeza não é uma delas. Parece até estranho me ver elogiando alguma coisa desse jogo não-ironicamente, mas... É verdade, Final Fantasy XIII ainda é muito bonito mesmo 3 anos depois de jogá-lo pela primeira vez.

Antes fossem só os corredores lineares...


Todo mundo e as suas mães já criticou Final Fantasy XIII por ser um jogo linear, isso é uma coisa que dispensa qualquer tipo de introdução. Mas... Alguém já parou pra pensar por que Final Fantasy XIII ser linear é exatamente uma coisa ruim? Ou se é realmente a linearidade o maior motivo desse jogo ser ruim? Parece que, assim como a reclamação da física sobre Sonic 4: Episode I, uma parte do pessoal parece falar que isso é um problema sem saber exatamente por que é um problema, ou age como se fosse a única coisa que impede o jogo de ser bom. Francamente... Se Final Fantasy XIII não fosse linear, continuaria uma boa bosta de jogo pra mim, assim como se Sonic 4: Episode I tivesse física boa continuaria uma merda.

Mas ok, vamos por partes... Final Fantasy XIII é linear sim. Você deve estar se perguntando o quão linear esse jogo pode ser, né? Porque JRPGs no geral meio que são lineares se você parar pra pensar, há sempre uma história a seguir, um objetivo principal a cumprir e tal. E essa nem é a primeira vez que um Final Fantasy é linear, no caso... Alguém aí já jogou Final Fantasy X? Vocês devem lembrar que durante boa parte desse jogo você anda por uns caminhos lineares e enfrenta monstros, de forma parecida com o XIII. Mas então... Final Fantasy XIII ainda assim é tão linear que faz o X parecer um The Elder Scrolls em comparação.

Eu não tô exagerando... Por mais que Final Fantasy X fosse linear na maior parte do tempo, pelo menos aquele jogo ainda tinha cidades, NPCs, mapas abertos aqui e ali, algumas sidequests, até aquele minigame horrível de Blitzball... Cala a boca, aquilo é uma bosta e você sabe que é. Mas o meu ponto é que Final Fantasy X tinha um bocado de coisas pra fugir dessa linearidade, de só ficar andando em caminhos retos e enfrentando inimigos até a próxima cutscene rolar ou o próximo boss aparecer. Final Fantasy XIII, por outro lado... Não tem nada disso, não tem World Map nenhum, você literalmente passa mais de 20 horas só andando em linha reta, o mínimo de exploração que existe é seguir uma outra linha reta que costuma ser longa e poucas vezes tem um item que valha a pena o esforço no final, então continua andando, enfrentando monstros e assistindo cutscenes... Talvez se as cutscenes fossem boas isso não seria tão ruim assim, mas como a história desse jogo é um lixo acaba ficando mais doloroso ainda. Você nem pode visitar cidades e interagir com NPCs entre essas "dungeons" retas do jogo, as lojas de armas e itens mesmo ficam nos Save Points... O quão sem graça é isso?

O que torna cidades tão legais em JRPGs é justamente o fato de que elas são uma enorme contribuição pra imergir no mundo do jogo, elas fazem com que esse mundo pareça "real" junto com o mapa do mundo que você explora depois, cada cidade tem a sua própria cultura, sua própria história, seus próprios habitantes... Não é só um lugar pra você ir lá comprar coisas na loja, dormir em hotéis ou salvar seu jogo. Se você seriamente não aproveita a sua estadia nas cidades pra conhecê-las melhor, você tá perdendo uma grande parte da experiência de jogar um JRPG. Como Final Fantasy XIII não tem cidades e quase todos os mapas são corredores fechados, eu honestamente não poderia ligar menos pra esse mundo ou pro que pode acontecer com ele... Eu não me senti como parte dele, então por que diabos eu deveria me importar? Um mundo que só tem um monte de corredores bonitinhos de olhar provavelmente não é algo que eu teria interesse em salvar.

E antes que você venha com essa conversa... Eu sei que os protagonistas do jogo são l'Cie, inimigos de Cocoon. O jogo fez questão de me lembrar disso a cada 5 segundos e eu não esqueci, obrigado! Mas ainda assim... Eles não podem simplesmente esconder suas marcas de l'Cie das pessoas? Não era isso que eles tavam fazendo durante a história toda até as marcas serem descobertas em Palumpolum? E isso também não é uma boa desculpa porque Final Fantasy VI é protagonizado por pessoas consideradas inimigas do maior império do jogo, o VII é protagonizado por um pessoal que é visto como um grupo terrorista, uma ameaça pro mundo todo... E ambos os jogos têm cidades e NPCs. Já vi gente também dizendo que a linearidade é boa porque assim o jogador não fica perdido... Sério, cara? Cê consegue ficar perdido jogando Final Fantasy, que sempre fez um bom trabalho em te dar um senso de direção? Puta merda, desiste de jogar video game, por favor.

A parte engraçada é que... Até quem defende esse jogo aparentemente não gosta disso, tanto que já vi um monte de gente usando esse argumento inacreditável de que "fica bom depois de 30 horas". Porque o jogo demora mais ou menos isso pra chegar até o capítulo 11 em Gran Pulse onde tem um mapa aberto e assim ficando "bom" de acordo com esse pessoal. Primeiramente... Por que caralhos eu tenho que esperar 30 horas pra um jogo ficar bom? Tem jogo que dura muito menos tempo que isso e é bom do começo ao fim... Eu gastei dinheiro com Final Fantasy XIII pra jogar um jogo que já começa bom, não um que demora uma eternidade pra ficar bom. Ainda assim... É bem discutível se Final Fantasy XIII realmente melhora tanto assim em Gran Pulse, depois de passar 30 horas te fazendo correr por linhas retas, é estranho ser colocado em um mapa aberto do nada.

Pior... Esse é um mapa aberto, mas isso não significa que você vai estar fazendo algo diferente do que já fez durante todo o resto do jogo, que é andar e lutar contra monstros. As sidequests basicamente são "vá até lugar X e mate o monstro genérico" e nada além disso, então apesar do jogo te dar um mapa aberto, ele só tá te passando a ilusão de que esse capítulo em Gran Pulse é diferente do resto... Pois ele não é. Na verdade outra coisa que torna esse capítulo de Gran Pulse um saco é que o jogo fica o tempo todo colocando um level cap na sua evolução, você só pode evoluir até um certo ponto e só depois de derrotar o boss pode continuar evoluindo, pra que assim não fique overpower demais pros desafios do jogo... Aí em Gran Pulse não, você pode evoluir indefinidamente agora e o jogo vira um grindfest porque o boss no final do capítulo só pode ser derrotado depois que você grindar até ficar forte o suficiente pra encarar ele. Isso é idiota e inconsistente com o resto do jogo! 

É tipo se eu estivesse jogando Chrono Cross, o meu sistema de evolução de níveis for o das estrelas pra cada boss derrotado lá, mas aí de repente o jogo muda de regra e eu tenho que ganhar experiência nas batalhas normais e evoluir uns 5 níveis pra ter alguma chance contra o próximo boss. Isso me cheira a design ruim... Vai ver o pessoal gosta desse capítulo porque agora você pode controlar todo mundo do grupo e montar sua própria equipe pras batalhas? Eu sei lá... Pra mim é tão ruim quanto o resto do jogo.


Quanto ao sistema geral, Final Fantasy XIII tem o sistema denominado de "Paradigms" e a maneira como ele funciona é a seguinte: Existem seis Paradigms no jogo: Commando, Ravager, Medic, Synergist, Saboteur e Sentinel. COMs são os porradeiros que dão golpes físicos, RAVs são os magos que soltam magias de ataque, MEDs são os healers que restauram a saúde do grupo, SYN são os que tacam magias de buffs nos aliados, SABs são os o que tacam magias de debuff nos inimigos, e SENs são responsáveis por tankar e diminuir o dano que o grupo recebe. Pense nisso como se fosse o sistema de Jobs dos jogos passados da série, exceto que não chega nem perto de ser tão variado quanto... Mas fazer o que?

Cada um dos personagens tem três Paradigms primários com os quais eles passam a maior parte do jogo: A Lightning tem COM, RAV e MED, o Sazh tem COM, RAV e SYN, o Hope tem RAV, SYN e MED, a Vanille tem RAV, SAB e MED, o Snow tem SEN, COM e RAV, e a Fang tem COM, SEN e SAB. Pra evoluir essas coisas você vai no Crystarium, que é basicamente um Sphere Grid piorado, e gasta os CP que você ganha após finalizar as batalhas pra evoluir qualquer um dos três primeiros Paradigms do seu personagem... Mas como eu disse antes, durante os capítulos anteriores ao 9 a sua evolução é limitada porque tem um level cap no Crystarium que só depois de derrotar um boss pode ser expandido, e eu não vejo tanto problema assim com essa decisão, me ofende muito mais a curva de dificuldade repentina em Gran Pulse do que essa limitação... Apesar que em Gran Pulse todos os personagens já podem usar os seis Paradigms e aí você monta o grupo que quiser, mas claro que vai ter que grindar pros Paradigms dos outros personagens ficarem aceitáveis nas lutas.

Nas batalhas você só "controla" o líder do grupo, os outros personagens serão controlados pela IA do jogo e tudo o que você precisa fazer é trocar formações de Paradigms e então apertar o botão de Auto-Battle pra que os personagens executem suas funções... Claro, você tecnicamente pode escolher as ações manualmente, mas o ritmo rápido das batalhas torna isso uma opção não muito praticável, sem falar que o Auto-Battle já escolhe os melhores ataques pra se usar, então.. Nah. Enfim, O COM vai atacar o inimigo, o RAV vai soltar magia, o MED vai curar, etc... Cada inimigo tem uma barra chamada de Chain Gauge que vai enchendo na medida em que ele leva porrada do seu grupo, os golpes de magia fazem a barra encher e os golpes físicos fazem com que ela não diminua com facilidade, e assim que a barra encher completamente o inimigo entra em um estado chamado Stagger, onde ele basicamente fica vulnerável a ataques e aí é só descer a porrada nele até o infeliz morrer.

Vale ressaltar que... Não, magias nesse jogo não funcionam como nos outros, elas não consomem MP e nem nada que te limite de usá-las, e nem tem nenhum tipo de balança de elementos também, uns serem mais fortes e/ou mais fracos contra outros... Pelo menos não que eu tenha notado, se tiver isso nesse jogo, é uma coisa tão inconsequente que nem dá pra perceber que é assim. É tão inconsequente que até mesmo os RAVs não parecem ligar pra fraquezas de inimigos contra tais elementos, pois eu sempre vejo eles soltando qualquer magia de ataque aleatoriamente neles, seja um Fire, Thunder, Blizzard, Water, Aero ou o que for. A função primária das magias de ataque nisso aqui é obviamente aumentar a Chain Gauge ao invés de causar dano.

O sistema de batalha desse jogo é uma mistura bizarra de Action RPG com o já conhecido sistema da barra de ATB, exceto que cada ação do personagem toma um pedaço da ATB e você deve esperar ela carregar de novo pra poder fazer o que precisa fazer, ou trocar de formação que também pode te dar uma ATB nova cheia. Mas no geral... As batalhas desse jogo basicamente se resumem a causar Stagger no inimigo e spammar ataques nele até que ele morra. Se ele não morrer, repita o ciclo novamente com COMs e RAVs e caso precise, use um MED pra curar e/ou um SEN pra tankar os danos enquanto cura. A única maneira de fazer alguma coisa significativa nessa luta é se você focar as ações do grupo inteiro em um inimigo só afim de causar Stagger, porque causar dano normalmente neles não vai te levar muito longe. O SYN e o SAB foram tão situacionais enquanto eu jogava isso que algumas vezes até esquecia desses Paradigms, até porque nem sempre eles ajudam tanto assim também, só em alguns bosses específicos.

Acontece que a IA desse jogo tem retardo mental, e muitas vezes eu já tive frustrações por causa dela... Em particular quando eu colocava um SYN pra me jogar buffs no meio das lutas e ele por algum motivo dava prioridade a buffs inúteis como Veil ou Vigilance, o primeiro mencionado só serve pra alguma coisa caso eu esteja enfrentando um inimigo que joga debuffs no meu grupo, já que ele os torna mais resistentes contra essas coisas... Mas é tão pouca a diferença que eu sequer noto... E o segundo mencionado eu nem sei o que caralhos faz! Alô, Synergist, cadê a porra do meu Bravery? Meu Protect? Haste? Algum buff que eu quero que você use em mim e que vai me ajudar de verdade na luta, por favor? Isso porque eu nem tô falando das vezes em que ele me deu um buff que me protege contra ataques físicos... Sendo que a batalha era contra um bicho que ataca com magias! Por isso eu meio que parei de usar SYN nesse jogo depois de um tempo, me dava mais problemas do que vantagens na luta e simplesmente não valia a pena o esforço quando ficar usando COM, RAV, MED e SEN já bastava pra vencer quase qualquer batalha.

Mas não para por aí! O SAB também tem uma estupidez da IA onde ele para de usar debuffs assim que inflige todos os status negativos que tem nos inimigos... Sério, ele fica lá parado sem fazer nada mais, e enquanto você deve imaginar que faça sentido ele não fazer mais nada já que os inimigos estão com todos os debuffs que ele tem... As magias de debuff dele também causam um certo dano e fazem a Chain Gauge aumentar, então ele podia muito bem continuar usando elas ao invés de me forçar a trocar de formação de Paradigms só porque a IA desse jogo é estúpida! É outro Paradigm que eu também passei a raramente usar porque no fim das contas acabou mais me atrapalhando do que ajudando exceto em raríssimos casos... E só me sobraram os outros então, que também não estão livres da retardadice da IA. O SEN, enquanto eficiente na maior parte do tempo, assim que aprende umas habilidades de contra-ataque como Entrench e Vendetta, por algum motivo também dá prioridade a usar essas, ao invés de usar as habilidades de defesa mais eficientes que diminuem o dano causado no grupo de fato, como Mediguard ou Steelguard... Não é algo que me atrapalhe tanto quanto o SYN e o SAB, mas ainda é um saco ver que você podia levar menos dano tankando com o SEN e acaba não podendo porque fica à mercê da IA idiota.

Mas de longe a coisa mais retardada desse jogo é que se você tiver mais de um COM no grupo, ao invés de todos focarem os ataques dele em um só bicho, você ataca um enquanto o outro COM ataca outro bicho... Então um grupo de três COMs vai atacar três inimigos diferentes. Qual diabos é o ponto disso em um jogo onde as batalhas são vencidas focando ataques em um só inimigo até causar um Stagger nele? O COM é o melhor Paradigm pra causar dano, então é natural que com meu grupo de três membros que geralmente escolhe como alvo o inimigo que eu escolho pra todas as formações, eu mudo pra três COMs pra que eles avancem no inimigo Staggerado e acabem com ele... Mas não, por algum motivo os outros COMs são retardados! Então é melhor eu mudar pra COM, RAV e RAV pra continuar causando dano porque os RAVs escolhem o mesmo inimigo que eu como alvo igual todos os outros Paradigms... Não tem motivo ou benefício pra essa merda ser desse jeito, você não ganha nada escolhendo monstros diferentes pro grupo ir atacando separadamente! Na luta contra o Barthandelus mesmo isso é irritante porque ele já tem uma quantidade absurda de HP e causar um Stagger nele pra ter que causar dano com dois RAVS e só um COM é ridículo... Ainda mais porque o RAV não usa as magias que causam mais dano no oponente direto, porque a IA dele tá programada pra encher a Chain Gauge ao invés de causar dano, então ele não é tão eficiente nesse aspecto.

E por último, mas não menos importante... O MED. Sabe... Final Fantasy XIII tem um sistema retardado onde a morte do líder do grupo resulta em um Game Over automaticamente, sem opção de trocar de líder e nem nada, isso simplesmente acontece por motivo nenhum. Mas parece que o MED não foi programado pra dar prioridade pro líder do grupo, pois já aconteceu uma caralhada de vezes dele curar a si mesmo ou então o outro membro do grupo enquanto eu tô lá levando porrada do inimigo e ficando com HP baixo... Na pior das hipóteses até morrendo, porque os bosses mais tardios do jogo têm essa mania de dar ataques fortes que arrancam uma parte grande do seu HP de uma vez. O MED não cura o líder a menos que ele seja o personagem com a menor quantidade de HP dos três, e se por acaso houver algum ataque que deixa o grupo inteiro com HP baixo, o que acontece com uma certa frequência porque alguns desses ataques acertam vários personagens em uma área e os meus aliados gostam de ficar todos juntos, sem eu poder controlar os movimentos deles e nem nada... Hah! É bom que você seja o personagem com o menor HP, caso contrário o MED vai te dar um dedo do meio e curar o outro, tornando a sua morte na próxima rodada bem possível.

É extremamente retardado quando eu uso uma formação de COM/SEN/MED pra ficar mais na defensiva depois da batalha provar ser meio problemática, mas usando o COM pra Chain Gauge que eu enchi até aquele ponto não diminuir totalmente. Então o Snow que tá como SEN e aguenta os ataques porque a função dele é tankar, ganha prioridade pra ser curado ao invés de mim que sou a Lightning de COM, mesmo eu sendo atacado pelo inimigo no mesmo turno e sofrendo muito mais dano com ataques. O Hope que é MED tá lá curando o Snow só porque ele tá com uma mísera diferença de HP a menos do que eu naquele momento, enquanto no turno subsequente eu tô sofrendo danos altos. Depender da IA pra te curar em situações críticas é praticamente suicídio, mesmo uma formação com dois Medics controlados pela IA não ajuda muita coisa. 

Aliás, eu bem me lembro que até mesmo pra curar debuffs os MEDs são estúpidos porque a prioridade deles é sempre recuperar o HP. Já fiz uma formação de COM/MED/MEDe no meio de uma luta contra um dos monstros mais fortinhos em Gran Pulse, porque a luta ficou meio cabeluda e eu precisei me curar, só que então eu tive um Debrave jogado em mim, um debuff que reduz minha força pela metade e me faz causar menos dano. Ok, uma Esuna seria o suficiente pra resolver o problema... Só que nenhum dos dois MEDs retardados do caralho usou uma porra de uma Esuna! UMA ESUNA! PELO AMOR DE SAKAGUCHI! É SÓ ISSO QUE EU PRECISO, POR QUE VOCÊS NÃO COLABORAM COMIGO? E se eu mudar um deles pra SEN pra ele me mandar um Bravery pra anular o Debrave, ele também vai demorar um século pra fazer isso porque tá dando prioridade pra jogar outros buffs que eu não preciso... Isso quando ele resolve jogar buffs em mim, porque primeiro ele joga buffs em si mesmo e depois no resto. Também nunca vi um MED usar um Raise depois de um membro do meu grupo morrer pra reviver ele... Sério, eu destravei o Raise pro Hope que é o meu "melhor" Medic e ele nunca usou essa merda, sempre eu que tive que ir no menu de itens e tacar Phoenix Down no outro cara.

Outro problema com o MED é que ele só vai te curar parcialmente, porque ele não solta magias de cura em aliados que estão com a barra de HP verde que indica HP acima dos 70%, a menos que todos eles estejam assim... Aí o MED vai ficar soltando só uma magia de cura em cada um por cada turno, ao invés de curar com várias logo até encher o resto do HP. Não parece uma coisa tão ruim a princípio, mas depois quando seu HP já passou dos milhares e os bosses também causam um dano grande, esses 30% que o MED tá fazendo hora pra curar da minha vida podem fazer muita diferença. E oh meu Deus, e nem me faça começar a falar das vezes em que ele resolve usar Cura, que é uma magia que cura vários membros do grupo em uma área, só que cura tão pouco que se ele usar isso em uma situação onde o grupo todo tá com HP baixo... Já era, provavelmente vai rolar um Game Over.

"AH, MAS RAIMUNDO, É SÓ VOCÊ USAR O PARADIGM DE SYN/SAB/MED NO SEU PERSONAGEM E ESCOLHER MANUALMENTE O QUE TU QUER"

É... Na teoria sim, mas se esse jogo faz questão que os meus aliados sejam controlados pela IA e me faz depender deles, eu vou esperar que pelo menos a IA do negócio seja bem programada... E não é, o que derrota o propósito de ter personagens controlados totalmente pela IA. Os bosses ficam frustrantes porque isso gera uma dificuldade artificial na hora de lutar contra eles, especialmente quando você só tem dois personagens no grupo e o erro da IA do outro pode acabar me prejudicando sem um terceiro membro do grupo pra me "salvar" do contra-ataque do boss. Então isso vira um exercício irritante de tentativa e erro onde eu tenho que arrumar gambiarras pra IA de merda não me atrapalhar nas minhas lutas, o sistema é "estratégico" porque eu tenho que compensar a incompetência dos meus aliados... Isso não tem nada a ver com linearidade, é só o combate que tem um design retardado em volta de uma IA incompetente, se Final Fantasy XIII não fosse linear isso aqui continuaria sendo ruim.

E que tal quando você vai trocar de formação com MEDs depois do seu grupo ou o líder do grupo acabar perdendo uma quantidade perigosa de HP, mas aí eles pararem pra fazer uma animação indicando as cores de Paradigm cada membro do grupo enquanto eles fazem umas poses... E o inimigo/boss continua com a sua ATB enchendo e pode te atacar logo depois dessa animação, porque ela dura uns 4 segundos enquanto a luta não para por causa dela! O que caralhos? Jesus! Quem foi que programou essa merda? Pra que essa animação? Eu sei quais são os Paradigms dos meus personagens porque tá falando ali no menu claramente qual é qual, eu não preciso da porra de uma animação estúpida que me faz levar porrada de graça no meio da batalha pra isso! Por que diabos eles param no meio da luta pra fazer essas poses afinal de contas? Tão achando que são os Power Rangers ou alguma merda do tipo?

Tem as Full ATB Skills, que são meio que os "Limit Breaks" dos personagens que você destrava depois de evoluir o Paradigm principal deles até o máximo. Eu só tive saco pra abrir o da Lightning evoluindo o COM ou RAV dela até o máximo, nem lembro qual exatamente foi... Mas a skill dela é a Army of One, e... Ele serviu pra eu spammar depois que causei Stagger nos meus inimigos, já que não há nenhuma limitação pro quanto eu posso usar essa técnica e ela é basicamente um combo de 10 ou 11 hits que causa dano pra caralho principalmente em inimigos/bosses com Stagger. Além disso, você pode invocar os Eidolons depois de vencer as batalhas contra eles, e... Eu nunca entendi como exatamente eles funcionam, mas também nunca liguei porque o jogo nunca me deu tanta vontade assim de usá-los já que os danos que eles causam te ajudando nas batalhas são decepcionantes, eu sempre me virei na maioria das lutas sem precisar deles.

Outra coisa que eu também nunca entendi e nunca me importei em entender é esse sistema de crafting, você tira materiais dos monstros e meio que equipa eles nas suas armas lá na loja, mas... Você também tem que ganhar experiência pra colocar nas armas e elas subirem de nível, aí tem umas tralhas que você coloca lá e aumenta os stats delas, mas não fica muito claro o que é que faz o que... Eu não sei, honestamente eu larguei esse negócio de lado e só fiquei comprando armas novas mesmo, parecia mais eficiente e também parecia consumir menos do meu tempo.


Dizem que final bosses são a culminação de tudo o que um jogo tem a oferecer, no seu ato final que é o mais importante, o grande climax que vai fechar o jogo e deixar a última impressão no jogador... É importante que o final boss seja de fato o jogo no seu máximo. Final Fantasy XIII tem um final boss que se encaixa perfeitamente nessa descrição de ser tudo o que o jogo tem... Porque essa merda de luta contra o Orphan é um aglomerado de tudo o que há de errado e me irrita profundamente sobre esse sistema de batalha! Se você acha outros bosses desse jogo irritantes e movidos a tentativa e erro, você vai odiar o Orphan com a força de mil sóis em combustão, porque... Ele é exatamente isso, só que multiplicado por 10. É aquele tipo de boss que você fica se perguntando quem caralhos foi o responsável por ele, porque se você souber e encontrar essa pessoa na rua, você vai querer socar a cara dela... Múltiplas vezes, até ficar toda deformada.

A primeira fase não é nada demais e desde que você esteja ciente das imbecilidades que a IA faz pra bancar a babá dela vai correr tudo ok, mas a segunda... Sabe aquela coisa da morte do líder do grupo resultar em um Game Over? Então, o Orphan tem um ataque chamado Progenitor's Wrath que é essencialmente um ataque que causa morte instantânea em qualquer membro do grupo em quem ele usar... Incluindo o líder do grupo, que também morre instantaneamente com esse ataque e aí você leva um Game Over de graça! Sabe como você derrota o Orphan na sua segunda forma? Você pode contar com a sua sorte dele não usar o Progenitor's Wrath no líder do grupo e tentar matá-lo o mais rápido que puder enquanto isso, apesar que comigo isso nunca funcionou porque uma hora ele sempre usava essa merda na Lightning e lá se vai meu progresso na luta, talvez eu simplesmente não grindei o suficiente pra isso... Ou então você pode pegar um equipamento chamado Cherub's Crown que dá resistência a morte instantânea e fazer upgrades nele pra que essa resistência aumente de 30% pra 80%. Quem foi o mongoloide sem mãe que achou que uma coisa dessas seria aceitável?

Tenha em mente que nunca um boss desse jogo precisou de algum equipamento específico pra ser derrotado de forma justa, então chegar no último pra isso é também inconsistente com o resto do jogo e parece uma tentativa retardada de colocar um desafio arbitrário nisso e aumentar o tempo de duração dessa tortura artificialmente. E ainda assim, o Cherub's Crown não é nenhuma garantia de que você não vai morrer na hora caso o Orphan use o Progenitor's Wrath em você... Ainda é aleatório mesmo com as porcentagens altas de resistência, você dessa vez só tem uma leve chance de não morrer agora. Já morri na primeira vez que ele usou isso mesmo com a Cherub's Crown equipada e com os seus devidos upgrades, algumas vezes era na segunda... Ainda assim eu já vi gente falando que nunca morreu com isso depois de usar a Cherub's Crown. Então... Continua sendo uma coisa dependente de sorte e não da sua habilidade no jogo, e isso seria resolvido se esse jogo não tivesse essa coisa estúpida da morte do líder acabar a luta.

É muito mal projetado esse negócio... Quem fez isso? Essa pessoa foi demitida da Square Enix depois que esse jogo saiu? Eu espero mesmo que tenha sido, porque essa luta do Orphan é um crime hediondo contra a humanidade! O responsável por isso devia ser amarrado em uma cadeira e forçado a ouvir a risada do Tidus por horas até ele ficar com dano cerebral... Como eu não sei quem exatamente é essa pessoa que fez a luta com o Orphan, eu vou botar a culpa no Motomu Toriyama... Pau no seu cu, Toriyama! Você e a sua waifu que se fodam, ela não existe e nunca vai existir, e se existisse ela com certeza te trataria igual uma lata de lixo porque nem ela te suportaria! Por favor cometa Sudoku o mais rápido que puder, faça esse favor pra humanidade...

Agora falando sério... Acho que eu devia esperar que depois de tanta frustração o jogo ia jogar mais uma bomba de design ruim na minha cara, e pra fechar com chave de ouro, foi uma de cair o cu da bunda. O Orphan é o pior final boss que eu já vi em qualquer JRPG... Qualquer um, diabos! Até a porra do Yu Yevon é melhor do que isso. E claro, como vocês sabem, o final do jogo é uma porcaria e nem te dá satisfação nenhuma de ter derrotado o Orphan... Na verdade eu não senti satisfação nenhuma fazendo nada nisso, joguei Final Fantasy XIII quase totalmente no piloto automático e não podia ver a hora desse sofrimento acabar logo. Eu me vi obrigado a terminar isso pra ver se pelo menos fica bom alguma hora... Mas nunca ficou, isso não serviu pra nada.

Quer saber qual jogo da série faz exatamente isso dos personagens serem controlados pela IA bem? Final Fantasy XII, ele tem o sistema dos Gambits que basicamente te deixam programar a IA de todos os personagens, até a do líder do grupo se quiser, e eles não precisam de Paradigms pra executar as suas funções e nem nada do tipo. Você pode programar coisas pra ele fazer em situações específicas, como "se um personagem estiver com menos de 70% da vida, usar Cure", "se um personagem tá envenenado, usar Antidote" e por aí vai... E Final Fantasy XII tem uma IA infinitamente melhor do que a do XIII por isso, eu nunca tive que ficar remediando as falhas da IA daquele jogo porque eu mesmo dei aos meus aliados as suas funções e eles agem de acordo. Final Fantasy XIII não tem uma IA tão competente mesmo sendo um jogo pra uma nova geração mais avançada e feito com recursos mais modernos. Isso é embaraçoso de várias formas diferentes...

Talvez isso seja resultado do desenvolvimento apressado do jogo? Provavelmente, afinal de contas Final Fantasy XIII-2 conserta boa parte dos problemas que eu tinha com a IA desse, apesar de também não ser exatamente perfeito ou tão bom quanto o XII nesse aspecto de IA aliada. Mas pelo menos a IA do XIII-2 funciona! Isso aqui não funciona, e muita gente acha que a IA ser retardada nesse jogo é algum tipo de desafio a mais... Então tá, pessoal, Sonic '06 não é um jogo ruim, os bugs e falhas técnicas que te matam do nada são só parte do desafio. Uhum, claro que são, é um bom jogo sem sombra de dúvidas!

Músicas épicas pra tocar no seu elevador


Final Fantasy XIII é um daqueles jogos da franquia dos quais a trilha sonora não foi composta pelo Nobuo Uematsu... E não, eu não sou nenhum fanboy do Uematsu, antes que você faça essa suposição. Ele é um excelente compositor, porém não acho tudo o que ele fez absolutamente perfeito também... Final Fantasy X mesmo tem uma trilha sonora que eu considero bem fraca perto dos outros trabalhos dele, ou até dos de outros compositores da franquia. Apesar de eu ver ele como o melhor compositor pra Final Fantasy sim, isso nunca me impediu de apreciar as trilhas sonoras de outros compositores que trabalharam nos jogos, como o Hitoshi Sakimoto ou o Takeharu Ishimoto.

Então, na verdade a trilha sonora de Final Fantasy XIII foi composta pelo Masashi Hamauzu... Quem? O que esse cara fez nos jogos passados da série? Bem... Ele foi o compositor da trilha sonora de Dirge of Cerberus. Sim, aquela sequência fracassada de Final Fantasy VII que saiu pro PS2... E isso já é um problema, porque se você apontar uma arma pra minha cabeça aqui agora e me mandar citar uma música de Dirge of Cerberus ou então tu puxa o gatilho, eu vou acabar morto com uma bala alojada na cabeça porque seriosamente não lembro de nenhuma música daquele jogo. E com Final Fantasy XIII é quase a mesma coisa, eu não conseguira citar nem 5 músicas desse jogo que eu me lembro como soam, nem se a minha vida dependesse disso. As músicas desse jogo só... Se misturam com os cenários e eu acho que são bem compostas, mas eu quase nunca reparava no que tava tocando no fundo enquanto passava horas e mais horas andando nos corredores do jogo.

Só tem uma música desse jogo que eu com certeza me lembro de como soa, que no caso é a música de batalha, Blinded by Light... E não é nem que eu goste dessa música, eu realmente acho ela só ok, porém nada especial e tem pelo menos umas 7 músicas de batalha de Final Fantasy que eu considero superiores a essa. Mas como a única coisa que eu fazia nesse jogo é andar e lutar, a Blinded by Light acabou tocando tantas vezes que ficou grudada na minha cabeça, chegou até a soar irritante pra mim depois de um tempo... Não ajuda muito também que as outras músicas que tocam nos ambientes são esquecíveis, então a Blinded by Light acaba meio que se destacando porque pelo menos tem uma melodia distinta. Tem a música de boss também, mas... Meh, se for me perguntar, eu não me sinto enfrentando um inimigo poderoso ouvindo ela, me imagino mais assistindo uma apresentação de Balé do que qualquer outra coisa. Enfim... Eu realmente não ligo pra OST desse jogo, ao meu ver são um monte de músicas de elevador orquestradas dolorosamente genéricas que nem as que Dirge of Cerberus tinha. Não é de admirar que tenha vindo do mesmo compositor, afinal de contas.

A dublagem americana... É ok, eu suponho. Não tem nenhum personagem que eu consideraria mal dublado, mas a voz da Vanille me irrita pra caralho algumas vezes e os gemidos que ela dá quando é atingida no meio das batalhas são meio que perturbadores. Tirando isso... É uma dublagem decente, apesar que sempre me dizem que a japonesa é bem melhor, e provavelmente deve ser mesmo.

Considerações finais

Final Fantasy XIII é não só o pior Final Fantasy como também o pior RPG que eu já joguei na minha vida. Não, isso não é hipérbole e eu nem costumo ser negativo demais com JRPGs em particular porque até nos mais fracos eu acabo achando pelo menos alguma coisa que dê pra gostar. Não com isso aqui, esse foi um daqueles jogos que depois que eu terminei, fiquei me perguntando por que eu não gastei essas 30 horas com outra coisa melhor... Qualquer outra coisa! Esse jogo foi uma imensa perda de tempo, só serviu mesmo pra ganhar uma sequência melhor depois, mesmo sem merecer uma sequência pra começo de conversa. Quando eu falo de Final Fatasy XIII pra uma pessoa e ela me diz que nunca jogou, eu fico com inveja dessa pessoa porque eu também queria nunca ter jogado Final Fantasy XIII, assim eu não sentiria que joguei mais de 30 horas da minha vida fora, 30 horas que eu nunca conseguirei recuperar depois...

Esse jogo foi tão terrível e jogá-lo doeu tanto na minha alma que eu tava pronto pra dropar Final Fantasy de vez depois dessa atrocidade, se isso aí é o modelo que os jogos futuros da franquia vão seguir então eu não quero mais nada com ela. Felizmente, Final Fantasy XIII-2 me mostrou que ainda há alguma esperança, então... Sim, eu continuo me importando com Final Fantasy e tenho fé que o XV vai ser pelo menos um jogo bom, primeiro porque o Motomu Toriyama nem tá envolvido no desenvolvimento disso, o que já é um bom sinal. Mas conhecendo fãs de Final Fantasy, eu tenho quase certeza que assim que o XV sair o pessoal vai falar que ele é horrível, pior jogo de todos os tempos, enquanto o XIII de repente vai virar algum tipo de gema incompreendida... Que pesadelo!

Sinceramente... Eu não vejo como um Final Fantasy futuro possa acabar sendo pior do que o XIII, isso aqui pra mim é o fundo do fundo do poço de toda a franquia. História mal escrita, personagens esquecíveis, falta de qualquer tipo de imersão no mundo do jogo, sistema de batalha mal feito, músicas de elevador... Final Fantasy XIII é tudo o que um jogo dessa franquia não deveria ser. E o fato de que o XIII-2 foi uma melhora considerável me deixa aliviado, porque pelo menos eu posso acreditar que as coisas vão continuar melhorando no futuro. 

Eu não chamaria Final Fantasy XIII de "sucesso" também, porque apesar de ter vendido rápido nas suas primeiras semanas devido ao hype, as vendas caíram dramaticamente pouco depois, ao ponto de até mesmo no Japão o jogo passar a ser vendido com 94% a menos do preço original ao qual ele chegou nas lojas, ainda em 2010. E considerando que o XIII-2 é feito em grande parte de conteúdo cortado do desenvolvimento desse jogo aqui, com um orçamento moderado... Acho que é seguro dizer que a Square não lucrou tanto assim com Final Fantasy XIII e tentou usar a sequência pra ganhar um pouco mais de dinheiro sem precisar gastar muito também. Se conseguiram ou não... Eu não sei, o XIII-2 vendeu bem menos em comparação com o seu antecessor, mas como eles nem tiveram que gastar tanto assim pra desenvolver ele, eu suponho que tenha servido pra aliviar o prejuízo. De qualquer forma, isso me deixa curioso pra saber no que Lightning Returns vai acabar dando... Tô cuidadosamente empolgado com esse jogo porque ele parece diferente do XIII e do XIII-2. Mas prefiro esperar pra jogar mesmo... Final Fantasy XIII aqui me ensinou a não criar expectativas altas, no fim das contas.

Prós:
+ Gráficos e direção de arte incríveis.
+ O conceito da história é bem interessante.
+ O Sazh é um personagem legitimamente legal, pena que foi desperdiçado nesse jogo.
+ As cenas onde o Snow apanha.

Contras:
- Pena que a história em si é uma das coisas mais mal escritas que eu já vi.
- "O que diabos é imersão?" - Square Enix em 2010.
- Sistema de batalha repetitivo e cheio de falhas de IA aliada.
- Não, o jogo não fica bom depois de 30 horas quando você chega em Gran Pulse.
- A batalha com o Orphan é tão abismal que merece destaque.
- Não que os outros bosses sejam muito melhores também.
- As cenas onde o Snow não apanha.

Gráficos: 9/10
Enredo: 2/10
Gameplay: 3/10
Som: 5/10
Conteúdo extra: 3/10

Veredicto:

Top 10: As piores sequências de videogames

By : Ryu

Pra quem não sabe, as regras da antiga seção "Top 5" agora mudaram um pouco, o próprio nome da seção agora é "Top X", porque eu andei olhando algumas listas e vi que apenas cinco itens em cada uma delas foi pouco demais, as vezes até me fazia criar menções honrosas por isso, ou ter preguiça de criar menções honrosas porque era muita coisa que eu deixei de fora, e isso me deixava um pouco mal... Enfim, agora a lista do Top X pode ter mais de cinco itens até... Até quanto eu quiser, mas o que importa é que vou fazer a primeira lista do novo Top X, pra quem sentia falta dessas listas aqui, seu desejo acaba de ser realizado, então sigam-me os bons!

Qualquer imbecil sabe que quando a estreia de uma determinada franquia acaba fazendo sucesso, o mais lógico que uma desenvolvedora vai fazer é criar sequências da mesma e sugar o máximo de dinheiro possível dela, de forma boa ou ruim, quando dá certo, temos uma nova série bem-sucedida em mãos, yay! Mas quando dá errado, pode ter certeza que a série vai morrer, e se não morrer, vai escapar da morte certa por muito pouco, e é bem difícil fazer uma sequência que consiga superar os padrões estabelecidos pelo antecessor, especialmente se esse antecessor for um jogo ótimo, um clássico ou algo assim, pois aí os padrões são mais altos ainda e as chances de sair algo decepcionante são grandes.

Agora vamos dar uma olhada nas piores sequências de videogames, podem ser sequências ruins de jogos bons, sequências ruins de jogos não tão bons, ou até mesmo sequências piores ainda de jogos ruins, vale tudo aqui nessa lista, o que importa é que tenhamos exatamente dez sequências ruins/decepcionantes em ordem da melhorzinha pra pior, então vamos lá.


10ª Posição: Star Wars: The Force Unleashed II

Eu não falei muito sobre esse jogo aqui, mas Star Wars: The Force Unleashed é um dos meus jogos de ação/aventura favoritos da atualidade, é uma espécie de Hack 'N Slash com poderes psíquicos e um pouco de platforming e puzzles, esse jogo acertava bastante coisa na fórmula do gênero, era competente, bonito, tinha uma história boa contando sobre Galen Marek, também conhecido como Starkiller, o aprendiz secreto do Darth Vader, um cara que é cheio de conflitos internos, um passado obscuro e tem um interesse amoroso em uma mulher chamada Juno Eclipse que pilotava uma das naves de Vader, e também introduz outros personagens legais além de ter plot twists surpreendentemente bons, o que é impressionante levando em conta que as histórias das prequels (Episódios I, II e III) eram tão emocionantes quanto jogar um comprimido de vitamina C efervecente na água e ficar olhando o negócio borbulhando...

Mas a melhor parte desse jogo era o uso da Força, os poderes telecinéticos e tal, você finalmente se sentia como um verdadeiro Jedi, dava pra fazer tudo com a Força, levitar inimigos e jogar uns nos outros, levitar objetos, eletrocutar o pessoal, dar aqueles empurrões igual nos filmes e até mesmo interagir com estruturas do cenário, ainda digo que esse era o melhor jogo de Star Wars que já teve.

Então o que a sequência oferece exatamente? Nada de mais exceto por gráficos mais bonitos. A história é decepcionante e tem "FILLER" escrito por todos os lados dela, você controla um clone do Starkiller porque o original morreu no primeiro jogo, então esse clone se revolta contra Vader, vai embora dos seus aposentos e vai a procura da Juno que deve estar por aí em algum lugar da galáxia, o que o leva a se reunir com os outros personagens do primeiro jogo pra lutar contra o império... Apesar da premissa aceitável, a história não vai a lugar algum e a maioria dos personagens que não são o clone do Starkiller são irrelevantes, até o próprio Darth Vader parece menos badass nisso. Mas apesar da história ser meh, isso podia ser salvo se o gameplay conseguisse ser tão bom quanto ou superar o do primeiro, o que não acontece porque não adicionam quase nada de novo nesse gameplay e ele foi bem mais casualizado, a maioria dos inimigos do jogo podem ser derrotados metralhando os botões de ataque, alguns são diferentes, o que adiciona mais variedade, mas não adianta muita coisa, enquanto o primeiro tinha mais elementos como puzzles, platforming e coisas do tipo, esse parece ser só um jogo onde você vai pra uma sala, luta contra inimigos, depois vai pra outra e luta contra mais hordas de inimigos, fica muito repetitivo depois de um tempo.

Dito isso, Star Wars: The Force Unleashed II nem é um jogo objetivamente ruim, é jogável e funciona na melhor das hipóteses, mas é tão enfadonho e sem inspiração que não tem como não se decepcionar, ainda mais se tratando de uma sequência de um jogo tão bom quanto seu antecessor.


9ª Posição: Devil May Cry 2

A qualidade de Devil May Cry como uma série toda pode ser questionável pra algumas pessoas já que o único jogo da série que é incrivelmente bom em um consenso quase unânime é o 3 e o resto não seja tão bom quanto. Mas não dá pra negar o impacto que o primeiro Devil May Cry causou na época do seu lançamento, além de introduzir o Dante, a Trish e outros personagens icônicos pras pessoas, Devil May Cry trazia algo que poucos jogos de ação conseguiam ter: Um combate frenético que te recompensa pelo quão estiloso e criativo você é no decorrer das lutas, quanto mais estilo você tinha enquanto matava seus inimigos, mais pontos você conseguia e maior era seu rank, incentivando a usar várias estratégias diferentes pra derrotar seus inimigos. Claro, hoje em dia esse jogo perdeu um pouco do seu brilho e não envelheceu exatamente bem, mas ainda é decente e pode ser aproveitado.

Devil May Cry 2 por outro lado não só tem uma história bem mais monótona do que o primeiro como também parece mais feio, o que é meio assustador, as texturas desse jogo estão entre as mais bagunçadas e horrendas que eu já vi num jogo de PS2 e os modelos/animações dos personagens são decentes, ao menos o Dante parece mais acrobático, mas fora isso, o resto é decepcionante... Mas é claro, o fator principal aqui é o gameplay, coisa que no primeiro era inovador, aqui no entanto o jogo não parece tão variado quanto o seu antecessor, a maioria das armas disponíveis são apenas variações mais fortes/fracas da mesma espada que o Dante usa no jogo todo ao invés de armas diferentes mesmo, e os combates/bosses do jogo são tão fáceis e sem graça que eu quase pensei que eu estava jogando God of War por um instante, mesmo nas dificuldades mais altas, Devil May Cry 2 é um festival de button mashing e shoot to win que estraga todo o aspecto desafiador e criativo que o primeiro jogo tinha.

E é claro, eu não podia deixar de citar a campanha da Lucia que é basicamente passar pelas mesmas fases pelas quais o Dante passou antes com algumas pequenas variações, é uma maneira tão inacreditavelmente preguiçosa de se estender o tempo do jogo que eu fico surpreso que tenham mesmo usado isso... Aliás eu esqueci que fizeram algo muito parecido com isso em Devil May Cry 4, algumas pessoas realmente não aprendem mesmo, não é?

E basicamente Devil May Cry 2 é isso, um jogo muito preguiçoso e sem sal que não melhora o que o primeiro começou em absolutamente nada, esse jogo foi tão ruim que a Capcom teve que se esforçar em dobro pra fazer o próximo, e ao menos isso fez com que Devil May Cry 3 tivesse saído do jeito que saiu, então de certa forma, esse jogo foi um mal necessário pra Capcom aprender a expandir a mecânica de Devil May Cry da forma certa, ainda que isso não justifique a ruindade dele.


8ª Posição: Megaman X7

"Nossa Ryu, mas já? Megaman X7 é uma das piores transições de 2D pra 3D que uma série de videogames já teve, como pode estar numa posição tão baixa numa lista dessas?"

Acalme-se, meu caro, eu sei o quão lixoso Megaman X7 é, esse jogo é tão horrível que eu quase o coloco na mesma categoria que Sonic '06 e Final Fantasy XIII, então como possivelmente um jogo ruim a esse nível estaria na mera 8ª posição dessa lista? É simples, Megaman X7 é uma sequência de Megaman X6, que por sua vez foi um jogo altamente meh, além de que ele nem ao menos era pra ter existido, o Keiji Inafune disse que a série Megaman X era pra ter acabado no X5, e isso fica cada vez mais aparente, logo... O que você iria esperar de uma sequência de um jogo que tecnicamente não deveria ter acontecido?

"Ah, mas então por que você não colocou  Megaman X6 nessa lista?"

Eu realmente queria ter colocado, mas acontece que Megaman X7 entrou nela por motivos até que inusitados, como uma sequência, ele consegue "superar" Megaman X6, mas não exatamente de modo que fique melhor e sim pior ainda, e isso fez com que eu acabasse escolhendo esse ao invés do X6, porque ironicamente eu esperava que ele fosse ficar pior, e não é que ficou mesmo? Superou minhas expectativas até!

Agora em defesa de Megaman X6, eu digo que pelo menos ele parece um jogo de Megaman, medíocre, mas ainda assim um jogo de Megaman, Megaman X7 por outro lado não tem quase nada a ver com o que eu havia conhecido nos jogos passados da série, pra início de conversa, o X que é o personagem principal da série não é jogável porque ele está aposentado na história estúpida desse jogo que então é protagonizada pelo Zero e um novo personagem chamado Axl, e nenhum dos dois funciona exatamente bem, aliás a mecânica toda do jogo é horrível, os controles são desajeitados, lerdos pra caralho, cheios de delays e travados, acompanhados por uma câmera que só deixa tudo mais doloroso ainda se posicionando em ângulos que atrapalham a visão até mesmo nas partes 2D se você der um pulo alto demais com o Zero, o jogo muda as vezes de uma perspectiva 2D que lembra um pouco os jogos antigos da série, mas com os mesmos controles ruins que eu mencionei antes, e uma perspectiva 3D que parece uma versão piorada de Megaman Legends, e nenhum dos dois modos é divertido.

Como eu disse antes, Megaman X7 pra mim era um jogo que já estava fadado ao fracasso, visto que já tinha passado do ponto no X6 que já não tinha sido grande coisa, fica óbvio que a equipe já não sabia mais o que fazer com Megaman X agora que foram forçados a continuar a série, mas ainda assim, é um jogo verdadeiramente horrível, o pior jogo de Megaman que eu joguei até agora e um dos piores platformers 2D/3D que eu já joguei também.


7ª Posição: Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts

Ahhh, Rare... Como você me deprime profundamente toda vez que eu penso na sua tragetória... Sério, muitos dos meus jogos favoritos de todos os tempos foram feitos pela Rare, toda a série Donkey Kong Country do SNES, Conker's Bad Fur Day, Killer Instinct, Banjo-Kazooie, Battle Toads & Double Dragon, Starfox... Eu sempre ficava empolgado quando via o logo da Rare em algum jogo, hoje em dia eles estão no mais baixo que uma desenvolvedora poderia chegar: Produzindo joguinhos pra Kinect e dependendo unicamente disso.

Mas como a Rare chegou a esse estado? Foi porque a Microsoft comprou ela? Em partes sim, foi o primeiro passo, mas não foi unicamente por isso, os primeiros jogos da Rare com a Microsoft não foram ruins, Conker: Live and Reloaded era bom apesar de ser inferior ao original, mas bom e vendeu bem até, então teve Perfect Dark Zero que dizem não ter sido tão bom assim e teve vendas bem mais baixas, mas nunca joguei, ainda assim, a Rare teria uma nova oportunidade de limpar sua moral usando sua franquia de jogos 3D mais popular: Banjo-Kazooie! É claro! O que poderia dar errado afinal de contas?

Esse jogo até teve um trailer bem bonito por sinal que mostrava a Spiral Mountain em HD, aqueles visuais lindos e tudo com o texto "Banjo is back!" E o jogo foi se revelando aos poucos mostrando veículos aéreos, terrestres, aquáticos, etc, mas os trailers alegavam que o gameplay a pé também seria uma grande porção do jogo e ele seria um platformer assim como os outros dois do Nintendo 64 foram...

Hoje em dia a resposta pra isso é meio óbvia, mas tudo isso nesses trailers era pura tourobosta! O começo desse jogo até indicava que seria algo como os jogos do Nintendo 64, porém com recursos atuais, mas essa ilusão é quebrada assim que conhecemos o editor de veículos e sabemos do quanto ele é importante pra esse jogo, porque na maioria das vezes, você vai ficar fazendo missõezinhas toscas com eles em mapas gigantescos cheios de absolutamente nada, nem explorar os mapas nesse jogo vale muito a pena, porque nas vezes onde o jogo lembra mais ou menos os do Nintendo 64 a duração é tão curta que você vai desejar estar jogando Banjo-Kazooie ou Banjo-Tooie.

Eu nem sequer terminei esse jogo, eu joguei umas horas dele, fiquei entediado, aí simplesmente guardei ele na minha gaveta de jogos e até hoje nunca toquei nele de novo, e não sinto a menor vontade de o fazer também. Esse jogo foi tão brochante que vendeu abaixo das expectativas e matou não só Banjo-Kazooie como matou a Rare também, foi por causa do fiasco desse jogo que a Rare foi rebaixada a desenvolvedora de joguinhos casuais de Kinect, e dificilmente ela vai voltar a ser a grande empresa que um dia já foi, inclusive até perdi as esperanças pra um novo jogo do Conker, de acordo com o próprio Chris Seavor, que é o criador dessa e de várias outras séries da Rare, é impossível.


6ª Posição: Resident Evil 6

Eu sei que Resident Evil já havia perdido sua identidade bem antes desse jogo, mas acontece que como eu disse várias vezes nesse blog, Resident Evil 4 e 5 eram jogos de ação decentes, fracos como Survival Horror? Com certeza, e eles tinham lá seus defeitos técnicos, mas no geral ainda eram bons jogos de ação, o mesmo não pode ser dito sobre Resident Evil 6, esse monte de lixo aqui que ocupa o 6º lugar da lista.

Todo mundo já sabe da minha história com Resident Evil 6, eu vi o primeiro trailer, também vi os outros, fiquei parcialmente interessado no jogo até dar uma olhada na primeira demo que saiu e me decepcionar fortemente com o quanto ela era monótona, bugada e feia, mas eu acreditava que talvez aquilo fosse uma build antiga e que o jogo final não poderia acabar sendo tão ruim assim, afinal de acordo com a Capcom, Resident Evil 6 é o maior jogo que eles já produziram, o orçamento foi ridiculamente alto, eles investiram mais de 10 milhões nesse jogo e a equipe que estava produzindo o jogo era a maior que a empresa já teve, então como diabos esse jogo iria acabar sendo legitimamente ruim?

As minhas expectativas com Resident Evil 6 no entanto nem estavam muito altas depois dessa demo, eu simplesmente ia jogar por curiosidade e também porque provavelmente iam me pedir pra postar uma review, mas eu tinha em mente que ia jogar um jogo no mínimo mediano do qual talvez eu poderia tirar algum proveito, o que aconteceu foi que quando eu comprei o jogo e coloquei no meu Xbox 360, era exatamente igual a demo, se não até pior, os controles eram estranhos, a câmera mais atrapalhava do que ajudava a fazer qualquer coisa, principalmente a mirar já que o seu personagem ocupava quase toda a metade da tela, o que te deixava vulnerável por não poder ver alguns inimigos da tela, o jogo era cheio de bugs aleatórios que causavam várias cheap deaths, QTEs horrivelmente mal executados, alguns até dando cerca de um ou dois segundos pra você reagir, eu duvido que alguém que jogou esse jogo passou por todos esses QTEs sem ter morrido ao menos uma vez, e algumas partes tinham um design no mínimo questionável com ideias arcaicas como uso de barris explosivos pra matar um monte de inimigos ou até atrair um dos bosses do jogo pra lá, aquele sistema de coberturas horrível, praticamente tudo nesse jogo estava me irritando e eu simplesmente não consegui suportar aquilo, foi muito pior do que eu pensei que seria.

Dizem que agora a Capcom mandou um monte de patches e bugfixes que arrumaram vários defeitos técnicos e agora o jogo tá QUASE decente, mas ainda assim eu não vejo por que jogar Resident Evil 6 sendo que tem dezenas de milhares de jogos de ação ou shooters que são melhores do que esse em quase todos os aspectos, esse jogo pode até estar tolerável agora, mas eu realmente não sinto a menor vontade de dar outra chance, e não sinto como se estivesse perdendo algo também.

E claro, sendo o maior jogo que a Capcom ja produziu, esse jogo foi um fracasso comercial, a Capcom esperava que ele vendesse ao menos acima de 7 milhões de cópias que foi a marca atingida pelo último jogo da série, mas enquanto as vendas começaram boas, elas foram caindo cada vez mais porque obviamente as pessoas jogaram, viram o quanto o jogo era horrendo e fizeram com que ele tivesse uma péssima reputação junto com a crítica profissional que também não aprovou, fazendo com que a Capcom diminua as expectativas de vendas pra 5 mil, coisa que esse jogo atingiu com muita dificuldade, mas deu pra ver que a Capcom lucrou bem pouco com Resident Evil 6 e um dos maiores motivos deles estarem nessa crise de agora é esse jogo, eles gastaram horrores com ele e não lucraram quase nada em troca.

Eu particularmente fiquei desinteressado de Resident Evil depois desse jogo e do Operation Raccoon City que foi outra bosta, com Dead Space e vários outros jogos que são melhores, Resident Evil simplesmente não tem mais relevância alguma, eu nem mesmo joguei Resident Evil Revelations que dizem ser bom por puro desânimo, Resident Evil 6 literalmente matou a série pra mim, e dificilmente meu interesse nela vai se reerguer.


5ª Posição: Castlevania II: Simon's Quest

Eu não acho que os jogos de Castlevania pro NES envelheceram muito bem, com o passar dos anos esses foram se mostrando frustrantes por todos os motivos errados e hoje em dia só o Angry Videogame Nerd ou alguma outra pessoa que sinta muita nostalgia mesmo por esses jogos ao menos tocam neles, sim, eu falo dos três Castlevanias do NES, sem exceção, sempre que eu tento jogar qualquer um deles hoje em dia, eu não sinto nada além de frustração.

Mas tem um em particular que me deixa mais frustrado ainda do que os outros dois juntos, e esse seria o segundo, Castlevania II: Simon's Quest, a sequência do primeiro Castlevania que tem uma reputação por ser uma boa bosta enquanto o primeiro ainda era considerado bom... Ugh, eu nem sei por onde começar pra falar sobre como esse jogo me irrita e como toda vez que eu tento dar uma chance a ele, eu fico com vontade de socar a cara da primeira pessoa que me aparece.

Na história desse jogo, você está novamente na pele de Simon Belmont, que dessa vez está amaldiçoado pelo Dracula, que jogou essa tal maldição nele alguns minutos antes de morrer no primeiro jogo, aí agora ele precisa pegar as partes do Dracula que se espalharam por aí e juntar elas pra reviver ele pra que essa maldição seja removida, caso contrário, em alguns dias, Simon vai morrer por causa dessa maldição... E aí depois ele derrota o Dracula e pronto... Eu não entendi qual é o sentido dessa história, mas foda-se.

Porém o jogo em si é que me irrita, ele tem uma ideia boa de progressão não-linear e exploração além de um ciclo de dia/noite, mas nada disso é executado direito, toda hora que vai passar do dia pra noite ou vice-versa, o jogo pausa pra abrir uma caixa de texto que vai passando lentamente na tela falando sobre o quanto a noite é horrível e o dia é legal, o jogo em si também é uma bagunça, os NPCs são quase inúteis porque eles não falam nada que te ajude de verdade, o que te faz ter que explorar e achar as coisas por pura sorte, ficar perdido nesse jogo é a coisa mais fácil que existe, e pra piorar, você tem que terminar ele rápido se quiser o final bom, as dungeons são cheias de posicionamento ruim de inimigos e cheap deaths, além dos controles ruins que sempre me irritaram nesses Castlevanias do NES e o fato desse jogo ser mais bugado do que os outros dois.

Como eu disse antes, eu não gosto de nenhum dos outros, nem do primeiro, mas levando em conta que esse jogo é uma sequência do primeiro Castlevania e é pior em todos os aspectos possíveis, ele merece um lugar nessa lista.

4ª Posição: Bomberman: Act Zero

2006 parece ter sido o ano dos estupros à séries clássicas, primeiro a Sega cometeu Sonic '06 e jogou a própria reputação junto com a do Sonic lá no fundo do poço, e aí logo em seguida a Hudson achou a atitude da Sega inspiradora e resolveu fazer o mesmo com o Bomberman, só que pior.

Lembra daquele boneco branco com visual cartunesco que passava por belos cenários coloridos e bonitos soltando bombas por aí? Pois então, como isso aparentemente é coisa de criança e a Next-Gen é aquela nova geração de coisas edgy que seu vovô não iria aguentar jogar sem ter um ataque cardíaco, o Bomberman que todos nós conhecemos sofreu uma deformação horrível e foi transformado em algo que parece o cruzamento do Iron Man com um modelo que não foi usado de alguma máquina do Exterminador do Futuro, e os cenários coloridos viraram uns locais feios onde a cor de ferrugem predomina mais e o resultado junto com as explosões é algo mais poluído do que bairro industrial de São Paulo.

O jogo em si é... Meh, ele é uma versão incrivelmente genérica do Bomberman que existia lá na época do SNES, mas também não tem nada de mais além da impossibilidade de chutar bombas pra longe que foi trocada por um escudo inútil que as vezes nem funciona direito e faz com que você seja pego pela explosão da bomba de qualquer forma, e um novo modo de câmera próxima ao personagem chegando perto de um jogo de ação de terceira pessoa que é simplesmente inútil porque o design das fases é completamente labiríntico e isso só serve pra bloquear sua visão do resto do mapa... Sentido? Pra que?

Qual é o motivo desse jogo existir? Por que a Hudson quis fazer isso? Ninguém sabe, só que eles felizmente nunca tentaram algo parecido de novo, mesmo que agora a empresa não exista mais e nem o Bomberman também, provavelmente esse jogo ajudou bastante nessa morte da série.


3ª Posição: Sonic the Hedgehog 4: Episode I

Previsível? Sim, claro que Sonic 4: Episode I ia estar nessa lista, e em uma das primeiras colocações dela, o Episode II pode não ter sido tão ruim quanto, mas ele não apaga esse jogo da existência, então... Pois é, aqui estou eu martelando Sonic 4 de novo quando todo o resto da fanbase provavelmente já esqueceu desse jogo, que coisa, não?

Pra que você entenda o porquê de Sonic 4 receber todo esse ódio, você deve olhar todo o cenário em volta desse jogo antes, tá certo que a Sega não estava indo muito bem nessa época e ainda tinha aquela reputação ruim, lembrando que esse jogo foi anunciado e também lançado antes de Sonic Colors. Com sua reputação já quase alcançando o núcleo da Terra, qual seria a melhor opção pra Sega ganhar de volta os coraçõezinhos das pessoas de volta? Qual é exatamente a época do Sonic que é considerada a melhor por 98% da população mundial? A época dos jogos clássicos do Mega Drive, então quem sabe se o Sonic voltar a ser como era naquela época, ele conseguiria agradar todo mundo antes, foi mais ou menos essa matemática que a Sega fez... Mais ou menos...

Porém eles erraram em exatamente uma coisa que pode ser resumida em uma palavra: Dimps.

Pois é, a Sega resolveu anunciar uma sequência de Sonic 3 & Knuckles, que pra mim ainda é o melhor jogo da série, mas logo em seguida anunciaram que quem ia fazer essa sequência era ninguém menos do que a Dimps, sabe? Aquela mesma que fez a série Sonic Advance e Sonic Rush que os críticos profissionais adoraram, mas qualquer pessoa que entenda ao menos um pouco de Sonic sabe que essas duas séries não têm pouca coisa em comum com os jogos do Mega Drive, talvez o primeiro Sonic Advance até tenha, mas todo o resto não, era um level design pior do que o outro nesses jogos e a Dimps simplesmente não parecia saber exatamente o que fazer pra um jogo do Sonic ficar bom. Sim, péssima escolha, Sega, se vocês fossem fazer o jogo por si mesmos, talvez o resultado seria melhor... Talvez.

Mas então a bomba foi lançada, e como era de se esperar, Sonic 4: Episode I tinha o padrão Dimps de qualidade, tudo o que a Dimps fez de errado com os outros jogos do Sonic deles está presente aqui: Boost pads e molas em excesso, abismos, posicionamento questionável de inimigos, tudo! Isso mostra que a Dimps não evoluiu e não aprendeu nada, e pra piorar, esse jogo tem o Homing Attack, que em 2D é desnecessário e só serviu pra Dimps vir com outra ideia genial: Agora tem abismos com fileiras de inimigos posicionados convenientemente no ar pra você usar o Homing Attack, esse jogo adora fazer isso, e muitas vezes realmente É por cima de abismos, ou você usa o Homing Attack, ou você morre, isso fica velho tão rápido que não é nem engraçado, e de acordo com o Iizuka, isso foi adicionado pra atrair jogadores novos pra Sonic 4, mesmo que o jogo fosse pra ser no estilo dos clássicos, hurrr durrr... As ideias boas que esse jogo tinha ainda não eram o suficiente pra ofuscarem esses level designs obnóxios da Dimps.

E aí tem a física, o rehash, mas eu nem vou falar disso porque esse assunto já foi criticado até a morte e não há mais nada que eu poderia adicionar a isso, então tá... É isso, Sonic 4: Episode I é uma aberração se você for levar ele como uma sequência de Sonic 3 & Knuckles, mas ainda se não for, se por acaso o jogo tivesse outro nome, continuaria sendo ruim, e além do mais, o nome é "Sonic 4", então eu vou levar como uma sequência sim, e como uma sequência de Sonic 3 & Knuckles, esse jogo fede mais do que um depósito de lixo.


2ª Posição: Final Fantasy XIII

Erm... Sabe quando eu disse há uns anos atrás que Sonic 4 destronou Final Fantasy XIII como pior jogo de 2010? Então... Depois de ter jogado Final Fantasy XIII novamente pra terminar a maratona de Final Fantasy e tal, eu retiro o que eu disse, eu prefiro jogar Sonic 4: Episode I inteiro do que jogar uma hora de Final Fantasy XIII. Isso mesmo, você não leu nada de errado e eu não tô bêbado, Sonic 4: Episode I é um jogo melhor do que esse pedaço de bosta aqui, eu falo sério! Só aconteceu que meu ódio por Sonic 4 naquela época era maior do que o meu ódio por Final Fantasy XIII e acabou me deixando meio cego quanto a qual dos dois é verdadeiramente o menos pior, mas depois de ter jogado ambos mais atentamente, eu digo sem medo de ser feliz que me diverti menos ainda com Final Fantasy XIII, digo, Sonic 4 era ruim, mas era engraçado, Final Fantasy XIII nem isso.

Além de que Final Fantasy XIII era muito mais aguardado, é claro, teve Final Fantasy XII que foi o melhor Final Fantasy da era do PS2, então Final Fantasy XIII foi anunciado logo depois, o jogo ficou cinco anos em produção, a Square ficava constantemente hypando ele junto com aquele projeto Fabula Nova Crystalis ou algo assim, eu já falei disso na maratona, então não vou perder muito tempo, até porque as dificuldades pelas quais a Square passou durante o desenvolvimento desse jogo não me importam, eles lançaram ele do mesmo jeito e eu vou julgar o produto final, não o que iria sair se por acaso eles tivessem feito tudo.

Reclamar da linearidade em Final Fantasy XIII é clichê, reclamar do sistema de batalhas estúpido também é, assim como reclamar da história retardada com personagens retardados e um vilão mais retardado ainda também, reclamar de como ele é decepcionante em todos os aspectos possíveis tanto comparando com outros jogos da série quanto como um jogo separado também é clichê, eu já fiz tudo isso lá na maratona, então por que diabos eu tô aqui falando de Final Fantasy XIII de novo? Porque... Eu precisava colocar ele nessa lista, então é isso, não tem mais nada que eu possa adicionar a uma crítica de Final Fantasy XIII, eu já fui o mais detalhado possível lá na parte 4.2 da maratona, e se você por acaso não leu e quer saber por que eu odeio esse jogo com todas as minhas forças, todos os motivos estão lá. Então só queria dizer que no fim das contas, era esse o verdadeiro merecedor da posição de pior jogo de 2010 e não Sonic 4: Episode I.


1ª Posição: Duke Nukem Forever

Duke Nukem Forever é um jogo trágico, em todos os sentidos possíveis da palavra, esse jogo foi anunciado há mais de uma década atrás após Duke Nukem 3D, e seu lançamento estava previsto pra 1997, mas aí acabou que o jogo foi adiado incontáveis vezes e só tinha uns trailers aí, mas lançado mesmo ele não foi, e ficou assim por anos, como um jogo que parecia incrível, mas foi cancelado por dificuldades no desenvolvimento.

Mas aí em 2011, a Gearbox de repente reviveu Duke Nukem Forever, tirou ele lá do fundo do baú e anunciou com um trailer onde Duke aparecia fumando e perguntando "What? You thought I was gone forever?", e isso encheu o coração de uns de felicidade enquanto outros acharam duvidoso, até que mais coisas do jogo foram reveladas e ele parecia estranho, muito estranho. Muita gente começou a questionar se esse jogo valeria a pena jogar ou não, lembro que um outro cara disse ter jogado a demo e falou que era horrível, o jogo já estava sendo polêmico sem nem ao menos ter lançado.

Então, assim como uma bomba só esperando pra explodir, Duke Nukem Forever foi lançado, e assim como era de se esperar, o jogo era horrível, mas não é só um jogo horrível, Duke Nukem Forever é um jogo ruim, ultrapassado em todos os sentidos possíveis, as piadas e o humor de banheiro "ofensivo"que costumavam ser o charme da série nesse jogo ficaram ofensivos e sem graça, além dos gráficos feios que as vezes parecem coisa de PS2, a dificuldade puramente artificial e injusta causada pelo design horrível do jogo que adora jogar hordas de inimigos pra cima de você em locais onde não existe nem cobertura direito, os loadings de quase dois minutos que acontecem toda vez que você morre, o que acontece com muita frequência em um lixo de jogo desses, a arte horrorosa, aquela infame parte das mulheres engravidadas de alienígenas explodindo, esse jogo é a definição de nojento, eu realmente me senti meio enjoado depois de jogar Duke Nukem Forever, e isso nunca aconteceu comigo antes com jogo algum, no máximo Final Fantasy XIII me fez dormir, mas nenhum jogo realmente fez com que eu me sentisse mal igual Duke Nukem Forever fez, e isso é o símbolo máximo de um jogo horrível.

Pra piorar, o trailer desse jogo lá da década de 90 ainda parecia melhor do que esse produto "terminado" que saiu, não tem nada que justifique a diarréia que Duke Nukem Forever é, e vai se foder quem diz que esse jogo deve ser visto como algo de 1997, não, sério, quem defende esse jogo com esse argumento é pior do que quem defende qualquer outro jogo dessa lista, assim como eu disse antes, Duke Nukem Forever é um jogo de 2011, ele foi lançado em 2011, chegou nas prateleiras em 2011 e com o preço de um jogo de 2011, e isso por si só já é uma ofensa a quase qualquer outro jogo que saiu em 2011.


Então, esse foi o primeiro Top X, agora sem se limitar a apenas cinco itens numa lista, e um negativo já que o último foi elogiando uns viados que apareceram nos jogos, mas é isso aí, acabou o post, quem discorda dessa lista gosta de ceder o peidante, então flw.

- Copyright © Blog do Ryu - Date A Live - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -