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Postado por: Ryu sábado, 31 de agosto de 2013


DuckTales, woo-ooh! 
São os caçadores de aventura! Woo-ooh!
Todos eles são grandes figuras! Woo-ooh!

Quem não se lembra dessa música tema incrivelmente cativante desse clássico desenho da Disney? Uma pessoa que assistia DuckTales e não cantava a música junto quando rolava a intro simplesmente não pode ser considerada como parte da nossa raça humana, se você está lendo isso agora e não cantava essa música na intro, você devia se envergonhar da sua existência! Mas eu te perdoo se você clicar aqui e cantar a música junto, vamos lá, eu espero.

... Pronto? Já terminou? Ótimo, está perdoado.

Relançar jogos clássicos da época da velha guarda hoje em dia é algo bem arriscado de se fazer, a menos que o jogo seja muito bom mesmo, ele provavelmente vai perder o brilho que tinha antes, vai ser um jogo legalzinho ou mediano e na pior das hipóteses envelhecer terrivelmente e ficar horrível, e independente do que ocorra, sempre que você fala que algum "clássico" envelheceu mal, o que mais aparece é retrofag com o cu ardido porque você não deu 10 pro jogo favorito deles, não importa o quanto você prove que tal jogo na verdade é uma merda e só foi elogiado e amado por todo mundo na época porque antes todo mundo ficava feliz com qualquer merda, eu preciso mesmo lembrar que Bubsy foi elogiado quando surgiu? É... Eu achei que não precisaria mesmo, obrigado por entender.

A Capcom não exatamente relançou um clássico antigo, mas fez um remake desse, o famoso DuckTales do NES! ... Eu confesso que nunca havia jogado esse jogo antes porque na época do NES eu nem ao menos havia nascido, eu só tenho meros 19 anos de idade, não sou nenhum cara jovem que fica pagando de retro dizendo "ANOS 80 MELHOR EPOCA PLS DURR TENHO 15 ANOS", não, eu não sou tão velho assim apesar de dizerem que eu ajo igual um, eu comecei minha "carreira" com videogames com meu SNES, nem mesmo vivi a época 8-Bit... Enfim, foda-se, a Capcom lançou um remake de DuckTales, que é um dos jogos mais queridos pelos retrofags e jogadores antigos, e como eu conhecia esse jogo por ouvir falar, inclusive um amigo meu quase que gozou no teclado dele quando viu o trailer desse remake, eu resolvi pegar por curiosidade e também porque eu preciso de algum platformer 2D nessa geração, pelo menos antes de Rayman Legends chegar.

A Capcom já fez um remake muito bom de Megaman X pro PSP, mas não são eles que estão fazendo esse e sim a WayForward, os responsáveis por Double Dragon Neon, então eu pensei "Por que não?" e resolvi jogar DuckTales Remastered, o que poderia dar errado com isso afinal?

É isso aí crianças: Ganância é daora!


Se por acaso você dormiu debaixo de uma pedra durante as últimas décadas e não sabe do que DuckTales se trata... Tanto o desenho quanto esse jogo conta a história do Tio Patinhas, também conhecido como Scrooge McDuck, um pato velho podre de rico que quer ficar mais rico ainda e por isso se mete em altas confusões junto com seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho e mais um monte de coadjuvantes atrás de mais riquezas e lutando contra um monte de vilões aí.

E... Essa história não é muito diferente do que é apresentado nesse jogo, que começa com os Beagle Boys invadindo e roubando o cofre do nosso velho herói rico, capturando seus sobrinhos também no processo, mas claramente ele se importa mais com sua grana, então ele entra no cofre pra salvar sua grana e convenientemente seus sobrinhos, e isso o leva até a sala principal onde ele luta contra o líder dos Beagle Boys que tentava roubar um quadro... E então é descoberto que esse quadro tinha um papel dentro, e nesse papel tem códigos que revelaram um mapa de tesouros, e logicamente o Scrooge vai atrás desses tesouros passando pelos locais onde eles estão escondidos e fazendo algumas amizades enquanto tromba com vilões conhecidos do desenho como os próprios Beagle Boys novamente, a Maga Patalójica, o seu rival Mac Money, e por aí vai.

A história desse jogo na versão de NES era quase que ausente e só era contada pelo manual, aqui a WayForward decidiu dar uma atenção maior colocando cutscenes, diálogos e tudo a que se tem direito pra poder contar uma história, ela é tão simples e bobinha quanto uma história de um platformer ou de um episódio de DuckTales poderia ser, mas eu realmente fico incomodado com algumas coisas quando olho pra ela... Ou talvez até quando olho pro próprio desenho mesmo... Começando pelo protagonista em si, o Scrooge... Eu nunca gostei muito dele, ele é rico, o cara tem todos os prazeres possíveis na vida, esse filho da puta é tão rico que tem até uma bendita piscina de moedas! E com certeza ele é famoso e deve ganhar mais dinheiro, ainda assim ele vai atrás de tesouros e um monte de coisa que aumentaria a riqueza dele... A motivação dele fazer isso é porque ele quer ser o pato mais rico do mundo, e ele sempre está atrás de mais dinheiro, não importa o quanto tenha...

Uhhh... O que esse desenho/jogo quer ensinar pras crianças afinal? Que se por acaso elas ficarem ricas, todas elas devem se transformar em filhos da puta gananciosos que nunca estão satisfeitos com nada e querem continuar ganhando dinheiro mesmo desnecessariamente? Bem que eu imaginava que a Disney não era aquele mar de rosas cheio de pessoas bondosas que eu pensei que era... Mas bem que eles já haviam mostrado isso antes com O Corcuna de Notre Dame que já era um filme animado bem mais sombrio vindo da Disney, então não é algo muito surpreendente a essa altura.

No geral, não tem nada muito bom e nem muito ruim sobre essa história, eu posso dizer que os personagens estão fieis às suas contrapartes do desenho assim como a história e o humor do jogo fazem ele parecer sim com um episódio de DuckTales, mas no máximo isso, até porque uma história em um platformer não merece mais atenção do que isso, a menos que os desenvolvedores assim queiram... Na verdade a WayForward quer que a história seja uma parte importante do jogo, mas eles fazem isso de uma forma bem irritante que eu vou falar daqui a pouco, ainda não.

Estranhamente artificial


Como vários remakes de jogos retro, DuckTales Remastered dá uns upgrades gráficos no original adaptando tudo pra atual geração com todos os recursos possíveis de modo que fique fiel e até mais bonito do que o original em alguns casos, enquanto eu aprecio esse tipo de coisa em remakes, eu não posso dizer que gosto muito do modo como fizeram isso com esse jogo em particular, e antes de você me chamar de fresco boiola que reclama de tudo, eu vou dizer o porquê.

Ao contrário de outros remakes que usam ou gráficos totalmente 3D ou totalmente 2D desenhado, DuckTales Remastered resolve pegar os dois, e o resultado seria a junção de personagens com sprites 2D completamente desenhados à mão e cenários 3D que parecem tentar se adaptar ao estilo cartunesco do jogo, na época do PS1 isso era bastante usado, nós tinhamos jogos como Strider 2 onde os personagens eram sprites pixelizados enquanto o cenário era 3D, Klonoa também era mais ou menos assim e até Grandia seguia esse estilo e todos esses jogos eram bem bonitos... Porém DuckTales Remastered me fez ver o porquê desse estilo ter dado certo antes, porém nunca mais ter sido usado de novo nos tempos de agora, se você olhar pra qualquer um dos jogos mencionados antes, vai parecer que os personagens pertencem ao cenário onde estão, pois mesmo esses cenários sendo 3D, eles tinham uma certa aparência de jogo 2D, talvez porque o PS1 não poderia reproduzir algo detalhado o suficiente pra fazer as texturas deles parecerem menos pixelizadas, mas ainda assim era bem bonito e os personagens pareciam pertencer ao cenário justamente porque o PS1 era deveras limitado.

Em DuckTales Remastered isso chega a parecer até meio inorgânico, os personagens sendo desenhos e os cenários em 3D com texturas HD lá não parecem se encaixar em momento algum porque parecem muito diferentes um do outro, e se remakes ou novos jogos das séries que eu disse antes fossem feitos no mesmo estilo, com certeza ficaria estranho, tanto é que o remake do Klonoa pro Wii tem gráficos totalmente 3D, eles devem ter visto que se tentassem fazer sprites desenhados com cenários 3D ia ficar estranho, pena que o pessoal da WayForward não seguiu a mesma linha.


Olhando pelo lado bom, nem sempre o jogo é tão visualmente artificial, em algumas fases como a Amazônia e o Himalaia ele até parece bonito porque esses locais possuem gráficos 3D ao mesmo tempo que ainda têm um ar de desenho, o mesmo não pode ser dito pra maioria do resto que parece ser 3D de um modo similar ao que vemos naqueles desenhos 3D que passam na Nickelodeon... Claro, dá pra acostumar com isso depois com muito esforço, ou talvez isso nem incomode você igual me incomodou, mas ainda assim fica aqui a reclamação.

Apesar disso, o que mais sobrou? Então... Tem os backgrounds que são desenhados 2D também e até são legais... Aliás, eles também parecem estranhos em comparação com os cenários 3D, não tanto quanto os personagens, mas as vezes eles nem parecem ser partes dos cenários também, mas ok, foda-se isso, já encheu e todo mundo já entendeu que eu não sou fã desse estilo gráfico... Os personagens ao menos ficaram legais, eles têm animações fieis ao jogo original do NES, inclusive os inimigos, no máximo existem algumas animações extras pra mortes, mas nada radicalmente diferente, essa parte é legal, mas como você já deve saber, esse jogo tem dublagem e cutscenes, e nessas cutscenes o negócio já é mais preguiçoso, os personagens nem mesmo abrem a boca pra falar quando rola algum diálogo, e muitas vezes eles repetem animações, coisa que seria aceitável lá na época do SNES, mas em pleno 2013? Nem fodendo, tomem vergonha na cara e façam animações decentes pras cutscenes, seus preguiçosos do caralho!

Caras, eu só quero jogar, sério mesmo


DuckTales NES faz o que todo remake de jogo retrô faz, se manter fiel ao jogo original enquanto adiciona coisas novas, pra início de conversa o gameplay em si se mantém intacto, e ele é aquele gameplay de platformner 2D bem básico, controlando Scrooge, você anda por aí, pula e usa seu Pogo Stick como método de ataque e também um modo de chegar a lugares mais altos quando você pula e segura o botão de pulo, fazendo ele quicar no chão, em algum inimigo ou num objeto do cenário que pode ser destruído, além de você também poder usar o pogo no chão, acertando inimigos com ele ou arremessando alguns objetos, o modo de atacar inimigos com o pogo no chão não é muito confiável porque o alcance disso é mais curto do que o de um pontapé de um anão e na maior parte do tempo você vai acabar levando dano junto com o inimigo que você tentar matar com isso, é mais útil pra mandar objetos mesmo.

Tudo isso parece ok o suficiente pra DuckTales Remastered ser no mínimo decente, porém existe uma coisa estranha pra cada uma dessas ações que você pode fazer nesse jogo, as vezes os comandos nem respondem direito e eu me vi pulando na hora errada porque o botão de pulo teve uma falha na resposta e acabou funcionando só depois, fazendo com que eu caia pra minha morte num abismo várias vezes nas seções de platforming, além da colisão ser um tanto falha, principalmente pra quicar com o pogo, na maior parte do tempo isso funciona bem, mas quando você vai quicar numa seção de platforming e não estiver indo quicar num local bem "no meio" da plataforma, o Scrooge simplesmente não vai quicar porque ele não quica quando está nas beiradas de uma plataforma, quebrando aquela ação legal de ficar quicando por aí até chegar no seu objetivo, mas não acaba aí, usar o pogo pra matar inimigos é outra coisa bem estranha, várias vezes eu estava segurando o botão de manter o pogo pra baixo quando estava no ar e caia em cima do meu inimigo, mas aí sem motivo algum eu levava dano, as vezes ele morria junto também, mas as vezes não, isso não acontece com uma frequência alta o suficiente pra quebrar o jogo, mas ainda é irritante pra caralho quando acontece, e não era pra acontecer de qualquer forma, então não deixa de ser uma merda.

Vale ressaltar que em qualquer nível de dificuldade desse jogo que não seja o Easy, você tem uma quantidade bem limitada de vidas (Apenas 3 inicialmente) e nada é mais frustrante nesse jogo do que perder uma vida por causa de alguma cheap death causada por um comando que não respondeu ou por uma falha na colisão do pogo, e toda vez que você perde todas as suas vidas, naturalmente você tem que jogar a fase toda de novo, e outro problema é que as fases desse jogo são bem longas, passar de uma fase inteira pode demorar até mesmo uma hora, e com certeza ter um Game Over e essa uma hora perdida realmente é um saco, logo é tentador mudar esse jogo pra dificuldade Easy só pra ficar menos frustrante já que ela te dá vidas ilimitadas... Que por sua vez já acaba deixando o jogo quase sem desafio algum, porque esse jogo em si não é difícil pelos seus próprios méritos, assim que você pega o jeito (E com muita sorte), dá pra passar quase tudo nele sem maiores esforços.

Na verdade a maioria desses bugs e erros de colisão já existiam no original, exceto a falha nas respostas dos comandos, e apesar da apresentação estar diferente, isso aqui é meio que o mesmo jogo que o do NES em termos de gameplay, com as mesmas falhas e até os mesmos controles de pulo meio durinhos que haviam na maioria dos jogos 8-bit, isso é bem decepcionante levando em conta que é um remake desse mesmo jogo 8-bit de antes e mostra que o gameplay certamente não envelheceu muito bem, embora o amor que os caras da WayForward têm com o jogo original seja admirável, eles deviam ao menos fazer com que o jogo esteja bom o suficiente pros padrões atuais já que se trata de um remake feito em pleno 2013, seria mais fácil fazerem um relançamento do jogo original do que se importarem em fazer um update nos gráficos enquanto não consertam absolutamente nada que tinha de estranho no gameplay dele.


As fases do jogo são baseadas em locais do nosso mundo como Amazônia, Himalaia, Transilvânia e até mesmo a lua, cada uma com suas próprias gimmicks e características próprias, por exemplo as minas da África possuem uma seção onde você vai num carro de mina e joga num cenário parecido com aquelas fases de carro de mina que tinham em Donkey Kong Country, essas fases podem ser selecionadas no menu e jogadas em qualquer ordem que você quiser, completando todas você abre a última que leva até o final boss, funciona mais ou menos igual Megaman onde você podia escolher e jogar em qualquer fase que quiser, sendo representadas pelos bosses lá nas telas de seleção.

Jogar nas fases é basicamente o seu sidescroller tradicional onde você vai passando pelos desafios da mesma até chegar ao fim dela onde tem um boss ou esse tipo de coisa, o level design é bem... Ok, eu acho, cada fase do jogo se consiste em procurar por diamantes escondidos em vários locais, muitos deles ficam invisíveis até você passar pela área onde eles estão e coletá-los, quanto mais diamantes você pega nas fases, maior é a quantidade de dinheiro que você vai ter no jogo, afinal o nosso herói Tio Patinhas está atrás de dinheiro, então faz sentido... E além de passar pelas fases normalmente, vão haver momentos em que você tem que explorar pra pegar ítens coletáveis e poder progredir pra próxima área da fase apresentados como missões secundárias, as fases do jogo não são a coisa mais robusta do mundo em matéria de level design, mas acho que conseguem ser decentes, com todos os elementos principais de um platformer presentes aqui, desde o próprio platforming até os desafios e a exploração, tudo isso feito decentemente e ficando mais difícil e desafiador na medida que você progride no jogo.

É uma pena que jogar por essas fases com level designs decentes e gimmicks legais não seja tão divertido quanto, mas se você pensa que a culpa é só dos bugs e das falhas de colisão, tem mais uma coisa que não é uma falha que já existia no jogo original e sim um defeito "exclusivo" dessa versão que atrapalha o gameplay bem mais do que era pra ter atrapalhado, esse elemento só coloca o prego final no caixão de DuckTales Remastered: As cutscenes.

"AINNN RYU VC N GOSTA DE HISTORIA E NARRATIVA EM JOGOS SEU IGNORANTE FEIOSO CABEÇA DE OVO COMO SE ATREVE"

Não, antes que você me entenda errado, eu não vejo problema nenhum em tentar adicionar mais história a um jogo onde ela era quase que ausente por completo, eu sou o cara que sempre defende que jogos devem dar um certo valor à história, uns mais do que outros, então como eu poderia estar me contradizendo aqui reclamando que DuckTales Remastered tem cutscenes? Na verdade não é o fato de ter cutscenes e sim o modo como elas são executadas, lembra de Megaman X5 onde a Alia as vezes parava seu jogo pra falar um monte de merda que você provavelmente já sabia e por isso te dava vontade de socar a fuça dela e depois chutar ela pra próxima terça-feira? Bem... É pior aqui.

DuckTales Remastered adora enfiar cutscenes no meio do gameplay, e ele faz isso com uma frequência tão grande que é impossível não ficar irritado com isso, um exemplo é no começo da fase da Amazônia onde você tem que coletar umas moedas especiais com símbolos únicos pra poder progredir na fase, toda vez que o Scrooge pega uma dessas moedas no cenário, o jogo para pra ele comentar sobre a moeda que ele pegou e também falar com o Launchpad pelo comunicador, normalmente pra ter alguma piadinha sem graça, em outras fases as vezes o jogo simplesmente para pra ter uma cutscene sem motivo algum, elas ficam quebrando o ritmo do jogo o tempo todo, toda vez que eu jogava isso eu ficava murmurando "Tá, chega de cutscenes, ME DEIXEM JOGAR, PORRA!", e o modo de pular elas simplesmente não vale a pena, você tem que pausar o jogo e dar skip, além de fazer você ficar meio perdido por não saber o que aconteceu ao pular uma cutscene, é aquele caso de "Pode pular, mas fica pior sem elas", então tanto faz, eu vou ficar jogando com o ritmo sendo quebrado o tempo todo mesmo, até porque a WayForward faz questão de enfiar essa história na minha goela, então foda-se.


Por outro lado, eu gostei dos bosses desse jogo, eles são bem desafiadores e únicos, as que eu mais gostei foram a estátua que você enfrenta na Amazônia tem a sua cabeça vagando pelo cenário e tentando te esmagar quicando por aí no chão, você tem que acertar ela pulando com o pogo na hora certa, e também desviar das estruturas do cenário que começam a se mexer pra tentarem esmagar e transformar Scrooge num monte de carne moída. Também tem a luta contra a Maga Patalójica onde você deve tomar cuidado com os pilares de fogo que ela cria, achar acertar ela no meio de uns espelhos que giram, no geral lidar com os vários modos de ataque dela que requerem um certo reflexo, e então meter sua bengala nela (No sentido que você quiser interpretar) na hora certa, além da luta contra o Dracula que ficou muito melhor do que aquela lutinha sem sal que era no jogo do NES, com vários padrões de ataques novos nessa versão, a verdade é que eu gostei de quase todos eles, mas os que mais se destacam são esses que eu citei.

Uhh... Se você sente falta de algo negativo, a corrida atrás do tesouro no final contra a Patalógica e o Mac Money ficou mais desafiadora, o que seria algo bom, mas ela conta quase totalmente com o uso do pogo pra quicar e... É, leia novamente a parte da colisão do pogo lá em cima... Pois é, esse level design mais desafiador seria bem vindo se a colisão do pogo não tornasse essa parte tão frustrante, mas pelo menos valeu a intenção, eu acho.

Se por acaso você quer mais coisa pra fazer em DuckTales Remastered... Bem... Há mais coisas pra fazer sim, existe bastante conteúdo desbloqueável, o dinheiro que você pega enquanto passa pelas fases serve justamente pra isso, existe uma loja onde você compra uma caralhada de coisas, imagens do desenho, artworks, screenshots, músicas, fichas de personagens, praticamente tudo o que faria um fã do desenho de DuckTales ter um orgasmo múltiplo e sair melando qualquer lugar pelo qual ele passar por aí. Isso seria bom? Na teoria sim, afinal é um incentivo pra rejogar as fases, coletar mais dinheiro e gastar na loja com coisas extras, replay é um dos fatores que aumentam o valor de um jogo consideravelmente... Mas no meu caso, eu realmente não tive muita vontade de jogar as fases desse jogo de novo porque eu lembrei que ia ter que aturar todos aqueles diálogos empacando meu jogo de novo, mas talvez se você não se importa com isso... É... Vá em frente e divirta-se.

Trilha sonora memorável, mas a dublagem nem tanto


Uma das coisas que foram bastante elogiadas no original e também nessa versão é a trilha sonora, eu conheço um amigo que chega até a dizer que é a melhor trilha sonora de platformer de todas, e eu consigo ver o porquê dela ser tão aclamada pelo povo, DuckTales Remastered tem uma trilha sonora bem cativante, são remixes de músicas do original, claro, mas é o mesmo que quando eu ouvi os remixes que tinham em Sonic Generations, ficaram muito bons, as músicas são ótimas, possuem melodias memoráveis e combinam muito bem com as fases do jogo, é um belo passeio de volta àquela época onde você começava a cantarolar o ritmo de uma música junto com ela enquanto jogava, a minha favorita pessoalmente é a The Moon, mas a trilha sonora ao todo ficou muito boa, meus cumprimentos ao pessoal da WayForward por conseguir passar essa sensação de novo.

Porém... Eu não posso dizer o mesmo da dublagem, e eu até pensei que ela poderia ser boa já que até chamaram o Alan Young, dublador original do Tio Patinhas que agora é um velho gagá de 90 anos de idade que de "Young" só tem o nome mesmo, mas eu realmente não consegui achar graça em como isso acabou ficando, a maioria dos dubladores parecem que estão quase dormindo e as falas ficam meio sem sal por isso, só adiciona mais às cutscenes que já são tediosas de assistir por si só.

Veredicto final

DuckTales Remastered é aquele velho caso de jogo que parece competente e preguiçoso ao mesmo tempo, eu sei que a WayForward quis manter isso o mais próximo possível do jogo original e respeitam ele bastante, isso realmente é difícil de questionar, mas chegar ao ponto de deixar o gameplay com as mesmas falhas que existiam no original já é meio demais... Claro, os level designs são decentes e as lutas contra os bosses são boas, mas nada disso salva DuckTales Remastered de ser um jogo bem "meh" ao todo, além das falhas técnicas, também existem os diálogos que interrompem o gameplay o tempo todo e sempre quebram o ritmo da ação do jogo. Eu realmente queria gostar de DuckTales Remastered, é um platformer 2D numa geração onde jogos do tipo praticamente não existem, mas ainda assim é um platformer 2D fraquinho que eu creio que só agradaria mesmo quem sente muita nostalgia pelo jogo original, quem sabe na próxima vez quando forem fazer um remake do segundo jogo eles acertam.

Prós:

+ Sprites bem feitos.
+ Bosses fantásticos.
+ Algumas seções dos level designs são boas.
+ Trilha sonora memorável.

Contras:

- Cutscenes interrompendo o jogo a cada dez passos.
- Falhas na colisão.
- Comandos não respondendo direito ocasionalmente.
- Os cenários não combinam nem um pouco com os sprites

Gráficos: 5/10
Enredo: 6/10
Gameplay: 5/10
Som: 9/10
Conteúdo extra: 7/10
Veredicto:

{ 55 comentários }

  1. Que saudades desse desenho

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  2. Versão americana dessa abertura superior:
    http://www.youtube.com/watch?v=woJrjb91pW4

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  3. O Ryu fez 3 posts no mesmo mês, isso é um milagre, aleluia irmãos!

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  4. Seu chupa rola de gringo.

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  5. Eu nunca fiz menos de dois posts, seu viado.

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  6. Achei que só eu tava tendo problemas com esse negócio de kickar com o Pogo... não lembro disso acontecendo muito no original mas mesmo assim esse remake foi bem meia boca mesmo.

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  7. aheuaheuaheuaheuaheuh to brincando, cara, você sabe que eu te amo.

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  8. Nem, a brasileira é muito mais legal.

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  9. No original aconteceu comigo umas vezes, mas não foi tanto quanto nesse aí de qualquer modo.

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  10. Nunca gostei nem do original, então passarei longe desse.

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  11. Ta bom, gênio, então como você colocaria mais história num jogo que não tem? Reclamar é fácil, quero ver se colocar no lugar dos caras que fizeram o jogo.


    E você pode não ter gostado das cutscenes e dos diálogos, mas quem é fã mesmo desse jogo adorou porque parecia um episódio puramente de Duck Tales, e você estava interagindo com ele.


    Se você não sabe como é essa sensação, nem devia analisar esse jogo em primeiro lugar.

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  12. Posso parecer uma pessoa boa mas nunca gostei de Duck Tales e os cartoons da Disney

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  13. 3 parágrafos resumidos em 3 Palavras:
    MI
    MI
    MI

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  14. Por que eu deveria fazer isso? O pessoal da WayForward é que são os game designers, não eu.


    Porém como eu estou de bom humor, vou te mostrar um jogo que fez isso da maneira certa, lembra de Megaman Maverick Hunter X? É um remake quase no mesmo estilo desse aí, tentam adicionar mais história, a diferença é que as cutscenes e os diálogos desse jogo estão convenientemente posicionados, as cutscenes em anime acontecem entre as fases e os diálogos no começo ou no fim da fase quando o X vai lutar contra algum dos bosses, raramente esse jogo fica te parando o tempo todo pra ouvir os personagens falando.


    A propósito, se eu quisesse assistir a um episódio de DuckTales, eu iria assistir a um e não jogar um jogo baseado na série.

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  15. Você acha certo analisar um jogo antigo pelos padrões atuais?

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  16. Deu vontade de assistir depois de ler esse post, mesmo não falando muito bem do jogo.

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  17. Seu chupa rola de brasileiro!

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  18. Uma coisa que eu nunca entendi nessa abertura... como a menina la beija o tubarão se ela tá com esse vidro em volta da cabeça?

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  19. Pra isso é um remake, pra deixar tal jogo antigo bom o suficiente pros padrões atuais.


    De nada por te ensinar o significado da palavra.

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  20. Nem daqueles desenhos clássicos do Mickey/Pateta/Donald?

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  21. Mas eu nem sou fã do Brasil também, pô.

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  22. Você tá procurando lógica num desenho com patos falantes.

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  23. Desce-lhe o cacete, Ryu!

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  24. "Eu confesso que nunca havia jogado esse jogo antes porque na época do NES eu nem ao menos havia nascido, eu só tenho meros 19 anos de idade, não sou nenhum cara jovem que fica pagando de retro dizendo "ANOS 80 MELHOR EPOCA PLS DURR TENHO 15 ANOS", não, eu não sou tão velho assim apesar de dizerem que eu ajo igual um, eu comecei minha "carreira" com videogames com meu SNES, nem mesmo vivi a época 8-Bit..."



    Essa foi uma das coisas mais honestas que eu já li vinda de qualquer gamer, sério mesmo. Tem muito poser de jogador retrô aí que devia aprender com você.

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  25. Goof Troop >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> Duck Tales


    E tenho dito.

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  26. Eu fiquei foi surpreso ao saber que o Ryu tem 19 anos, ele sempre agia como se tivesse uns 30. kkkkkkkkkkkkk

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  27. Você não é o primeiro a dizer isso, sério.

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  28. Honestamente eu não vejo por que alguém tem que ficar se afirmando que viveu os anos 80 e bla bla bla, não é nem só com jogos, quase tudo, tem muita gente que fala de música antiga como se tivesse ouvido na época sendo que tem no máximo a minha idade e olhe lá.

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  29. TE DARIA MIL LIKES SE PUDESSE, CARALHO


    Goof Troop FTW!

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  30. Goof Troop era foda mesmo.

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  31. O jogo ou o desenho? porque eu achava aquele jogo do Goof Troop chato pra karaleo

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  32. Ryu, voce gosta do Rockman 8/megaman 8?


    voce não chega a falar mau dele como os megaman 2 fags certo?

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  33. Eu acho ele legalzinho, porém nunca liguei tanto assim pro Megaman original de qualquer forma, sempre gostei mais do X e achava o original meio sem graça em comparação... Talvez seja porque eu cresci com o X e só fui conhecer o original depois.

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  34. e voce sabe da existencia dos megaman 2 fags que acham que o megaman não devia passar do 2, isso vale para as series x, zero e outras

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  35. Sempre tem gente assim, se não tiverem algum motivo bom pra fazer isso, o melhor é só ignorar mesmo.

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  36. quando que vai ser a sua review do rockman x8 que voce esta devendo, e voce gosta da serie zero?

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  37. Eu teria que dar um jeito de jogar Megaman X8 em primeiro lugar, mas nunca consegui porque minha cópia já não funcionava mais e agora meu PS2 tá meio estragado.


    Sobre a série Zero, só joguei o primeiro e lembro de ter gostado, acabei parando por falta de tempo mesmo.

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  38. recomendo a serie zero, ela é muito boa, ela junto com a serie x são as melhores series da franquia na minha opinião.

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  39. Cê tá lokão das linguiça, cara? O Goof Troop pra SNES é legal.

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  40. Vladmir III, o punheteiro1 de setembro de 2013 03:18

    RYU... VOCÊ TINHA ME DITO... QUE IRIA FAZER A REVIEW... E FEZ... RYU É UM HOMES DE PALAVRA... EU TE AMO, SÉRIO, SEU LINDO.

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  41. Vladmir III, o punheteiro1 de setembro de 2013 03:33

    Bom, eu sequer vivi na época do SNES, o primeiro video game que eu tive foi um N64, e isso já estava fora de época, depois um game boy advance e por último até agora um PS2, eu nunca paguei pau para retro gamer, até acho nostalgia meio que uma bobagem (não é, só não precisa ficar dizendo 'anos 80 isso, anos 90 aquilo HUHEHEUHEUEHUE, radical'), mas por 2010/2011, eu comecei a gostar de video games, comecei a pesquisar um pouco, e antes disso eu ainda era bem burro, nem sabia o que era Atari, Game Gear, Megaman, Mario Kart, e uns jogos não tão bons mas muito conhecidos, mas quando comecei a estudar o assunto (devia ter uns 15 anos, sei lá) e então ei fiquei meio alegre(lê-se alegre=feliz, não alegre=gay) e comecei a comprar PS3, Xbox, Xbox 360, e o resto tenho em emulador (Nintendo DS, Gameboy/Color, NES, SNES, Mega Drive) e não gosto que uma pessoa dessas que pagam pau/ poser fiquem dizendo "AI QUE FODA ANOS 90" sem nem saber do que se tratou a época. Não nasceu na época? Tudo bem, mas não sai se chamando do que não é, se for pra pagar pau, pesquisa um pouco, PORRA!

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  42. Você duvidou de mim? ;_;

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  43. Vladmir III, o punheteiro1 de setembro de 2013 13:19

    Não, só achei que ia demorar.

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  44. A WayForward pode fazer melhor que isso, aquele Double Dragon deles ficou lindo.

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  45. Sei lá, eu lembro de ter jogado o original a uns 8 anos (emulado no PS1, tenho só 17 anos e, apesar de ser tarado por bons jogos retrô, também não entendo a "retrofaguisse" de alguns por ai) e na época eu já achei que o jogo ficava entre interessante e "meh", mas ate que gostei um bocado. Já esse remake eu também achei bem "MEH..." mesmo. Então eu fiquei completamente indiferente quanto a produção desse jogo, ele não muda em nada a imagem que eu tinha desse jogo de maneira geral. A imagem que esse remake me passa é idêntica a imagem já envelhecida que eu tenho do jogo original, então, na minha opinião, ele falhou miseravelmente em seu objetivo de reviver um jogo.
    PS: Ryu, o que aconteceu o a análise do Skyward Sword??? O link dela esta constando como página inexistente.

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  46. A review do Skyward Sword sumiu do nada mesmo, nem fui eu que tinha feito ela, então não faço ideia do que ocorreu.

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  47. KKKKKKKKKKKKKKK
    AI AI... 10/10 esse seu nickname ai...

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  48. Vladmir III, o punheteiro1 de setembro de 2013 21:19

    Bom, meu nome não é Vladmir, mas a segunda parte...

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  49. Cara, isso é serio???? Você esta dizendo que uma boa análise deve ser baseada unica e exclusivamente em gosto pessoal e senso comum???? Você faz ideia da merda que você acabou de comentar??? Você ao menos sabe o que é uma review???? Se o escritor dessa review tem senso crítico e você não, não e culpa de ninguém, no máximo é culpa sua...

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  50. Então, acabei de zerar esse jogo, baixei ele no piratebay porque sou pobre mesmo, eu estava um pouco ciente de que seria um jogo pelo menos mediano que conta com a nostalgia pra poder ser realmente aproveitado, porque não só o Ryu como vários outros reviewers falaram isso.


    Minha opinião sobre isso é que é um platformer 2D decente, um pouco defeituoso, mas funcional na maior parte do tempo, as interrupções dos diálogos e falhas na colisão realmente estão no jogo e são tão frequentes quanto o Ryu faz parecer e podem irritar, mas honestamente elas não me incomodaram muito, eu simplesmente fui vendo as cutscenes normalmente e acompanhando a história que estava sendo divertida mesmo que simples, já os bugs do pogo realmente são irritantes, não aconteceram muito comigo, mas quando aconteceram, me emputeceram, principalmente em algumas partes de plataformas onde eu queria pasar quicando com o pogo e eu acabava indo parar um pouco na beirada, o Patinhas não quicava, eu esperava que ele fosse quicar e ficava segurando pra frente, mas como ele não quicou, eu só corri pro lado e caí da plataforma.


    A minha nota seria algo na casa dos 6, é bonzinho, mas nada impressionante também, poderia ter sido se tivessem trabalhado melhor.

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  51. Vladmir III, o punheteiro6 de setembro de 2013 13:46

    o verbo "emputecer" é a palavra mais linda da face da terra.

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  52. Depende,alguns eram legais mas nunca fui chegado,sempre fui mais fã dos filmes da Disney do que os desenhos :v

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  53. "Também tem a luta contra a Maga Patalójica onde você deve tomar cuidado com os pilares de fogo que ela cria, achar acertar ela no meio de uns espelhos
    que giram, no geral lidar com os vários modos de ataque dela que
    requerem um certo reflexo, e então meter sua bengala nela (No sentido
    que você quiser interpretar)"


    HUE

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