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Archive for Agosto 2013

DuckTales Remastered

By : Ryu

DuckTales, woo-ooh! 
São os caçadores de aventura! Woo-ooh!
Todos eles são grandes figuras! Woo-ooh!

Quem não se lembra dessa música tema incrivelmente cativante desse clássico desenho da Disney? Uma pessoa que assistia DuckTales e não cantava a música junto quando rolava a intro simplesmente não pode ser considerada como parte da nossa raça humana, se você está lendo isso agora e não cantava essa música na intro, você devia se envergonhar da sua existência! Mas eu te perdoo se você clicar aqui e cantar a música junto, vamos lá, eu espero.

... Pronto? Já terminou? Ótimo, está perdoado.

Relançar jogos clássicos da época da velha guarda hoje em dia é algo bem arriscado de se fazer, a menos que o jogo seja muito bom mesmo, ele provavelmente vai perder o brilho que tinha antes, vai ser um jogo legalzinho ou mediano e na pior das hipóteses envelhecer terrivelmente e ficar horrível, e independente do que ocorra, sempre que você fala que algum "clássico" envelheceu mal, o que mais aparece é retrofag com o cu ardido porque você não deu 10 pro jogo favorito deles, não importa o quanto você prove que tal jogo na verdade é uma merda e só foi elogiado e amado por todo mundo na época porque antes todo mundo ficava feliz com qualquer merda, eu preciso mesmo lembrar que Bubsy foi elogiado quando surgiu? É... Eu achei que não precisaria mesmo, obrigado por entender.

A Capcom não exatamente relançou um clássico antigo, mas fez um remake desse, o famoso DuckTales do NES! ... Eu confesso que nunca havia jogado esse jogo antes porque na época do NES eu nem ao menos havia nascido, eu só tenho meros 19 anos de idade, não sou nenhum cara jovem que fica pagando de retro dizendo "ANOS 80 MELHOR EPOCA PLS DURR TENHO 15 ANOS", não, eu não sou tão velho assim apesar de dizerem que eu ajo igual um, eu comecei minha "carreira" com videogames com meu SNES, nem mesmo vivi a época 8-Bit... Enfim, foda-se, a Capcom lançou um remake de DuckTales, que é um dos jogos mais queridos pelos retrofags e jogadores antigos, e como eu conhecia esse jogo por ouvir falar, inclusive um amigo meu quase que gozou no teclado dele quando viu o trailer desse remake, eu resolvi pegar por curiosidade e também porque eu preciso de algum platformer 2D nessa geração, pelo menos antes de Rayman Legends chegar.

A Capcom já fez um remake muito bom de Megaman X pro PSP, mas não são eles que estão fazendo esse e sim a WayForward, os responsáveis por Double Dragon Neon, então eu pensei "Por que não?" e resolvi jogar DuckTales Remastered, o que poderia dar errado com isso afinal?

É isso aí crianças: Ganância é daora!


Se por acaso você dormiu debaixo de uma pedra durante as últimas décadas e não sabe do que DuckTales se trata... Tanto o desenho quanto esse jogo conta a história do Tio Patinhas, também conhecido como Scrooge McDuck, um pato velho podre de rico que quer ficar mais rico ainda e por isso se mete em altas confusões junto com seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho e mais um monte de coadjuvantes atrás de mais riquezas e lutando contra um monte de vilões aí.

E... Essa história não é muito diferente do que é apresentado nesse jogo, que começa com os Beagle Boys invadindo e roubando o cofre do nosso velho herói rico, capturando seus sobrinhos também no processo, mas claramente ele se importa mais com sua grana, então ele entra no cofre pra salvar sua grana e convenientemente seus sobrinhos, e isso o leva até a sala principal onde ele luta contra o líder dos Beagle Boys que tentava roubar um quadro... E então é descoberto que esse quadro tinha um papel dentro, e nesse papel tem códigos que revelaram um mapa de tesouros, e logicamente o Scrooge vai atrás desses tesouros passando pelos locais onde eles estão escondidos e fazendo algumas amizades enquanto tromba com vilões conhecidos do desenho como os próprios Beagle Boys novamente, a Maga Patalójica, o seu rival Mac Money, e por aí vai.

A história desse jogo na versão de NES era quase que ausente e só era contada pelo manual, aqui a WayForward decidiu dar uma atenção maior colocando cutscenes, diálogos e tudo a que se tem direito pra poder contar uma história, ela é tão simples e bobinha quanto uma história de um platformer ou de um episódio de DuckTales poderia ser, mas eu realmente fico incomodado com algumas coisas quando olho pra ela... Ou talvez até quando olho pro próprio desenho mesmo... Começando pelo protagonista em si, o Scrooge... Eu nunca gostei muito dele, ele é rico, o cara tem todos os prazeres possíveis na vida, esse filho da puta é tão rico que tem até uma bendita piscina de moedas! E com certeza ele é famoso e deve ganhar mais dinheiro, ainda assim ele vai atrás de tesouros e um monte de coisa que aumentaria a riqueza dele... A motivação dele fazer isso é porque ele quer ser o pato mais rico do mundo, e ele sempre está atrás de mais dinheiro, não importa o quanto tenha...

Uhhh... O que esse desenho/jogo quer ensinar pras crianças afinal? Que se por acaso elas ficarem ricas, todas elas devem se transformar em filhos da puta gananciosos que nunca estão satisfeitos com nada e querem continuar ganhando dinheiro mesmo desnecessariamente? Bem que eu imaginava que a Disney não era aquele mar de rosas cheio de pessoas bondosas que eu pensei que era... Mas bem que eles já haviam mostrado isso antes com O Corcuna de Notre Dame que já era um filme animado bem mais sombrio vindo da Disney, então não é algo muito surpreendente a essa altura.

No geral, não tem nada muito bom e nem muito ruim sobre essa história, eu posso dizer que os personagens estão fieis às suas contrapartes do desenho assim como a história e o humor do jogo fazem ele parecer sim com um episódio de DuckTales, mas no máximo isso, até porque uma história em um platformer não merece mais atenção do que isso, a menos que os desenvolvedores assim queiram... Na verdade a WayForward quer que a história seja uma parte importante do jogo, mas eles fazem isso de uma forma bem irritante que eu vou falar daqui a pouco, ainda não.

Estranhamente artificial


Como vários remakes de jogos retro, DuckTales Remastered dá uns upgrades gráficos no original adaptando tudo pra atual geração com todos os recursos possíveis de modo que fique fiel e até mais bonito do que o original em alguns casos, enquanto eu aprecio esse tipo de coisa em remakes, eu não posso dizer que gosto muito do modo como fizeram isso com esse jogo em particular, e antes de você me chamar de fresco boiola que reclama de tudo, eu vou dizer o porquê.

Ao contrário de outros remakes que usam ou gráficos totalmente 3D ou totalmente 2D desenhado, DuckTales Remastered resolve pegar os dois, e o resultado seria a junção de personagens com sprites 2D completamente desenhados à mão e cenários 3D que parecem tentar se adaptar ao estilo cartunesco do jogo, na época do PS1 isso era bastante usado, nós tinhamos jogos como Strider 2 onde os personagens eram sprites pixelizados enquanto o cenário era 3D, Klonoa também era mais ou menos assim e até Grandia seguia esse estilo e todos esses jogos eram bem bonitos... Porém DuckTales Remastered me fez ver o porquê desse estilo ter dado certo antes, porém nunca mais ter sido usado de novo nos tempos de agora, se você olhar pra qualquer um dos jogos mencionados antes, vai parecer que os personagens pertencem ao cenário onde estão, pois mesmo esses cenários sendo 3D, eles tinham uma certa aparência de jogo 2D, talvez porque o PS1 não poderia reproduzir algo detalhado o suficiente pra fazer as texturas deles parecerem menos pixelizadas, mas ainda assim era bem bonito e os personagens pareciam pertencer ao cenário justamente porque o PS1 era deveras limitado.

Em DuckTales Remastered isso chega a parecer até meio inorgânico, os personagens sendo desenhos e os cenários em 3D com texturas HD lá não parecem se encaixar em momento algum porque parecem muito diferentes um do outro, e se remakes ou novos jogos das séries que eu disse antes fossem feitos no mesmo estilo, com certeza ficaria estranho, tanto é que o remake do Klonoa pro Wii tem gráficos totalmente 3D, eles devem ter visto que se tentassem fazer sprites desenhados com cenários 3D ia ficar estranho, pena que o pessoal da WayForward não seguiu a mesma linha.


Olhando pelo lado bom, nem sempre o jogo é tão visualmente artificial, em algumas fases como a Amazônia e o Himalaia ele até parece bonito porque esses locais possuem gráficos 3D ao mesmo tempo que ainda têm um ar de desenho, o mesmo não pode ser dito pra maioria do resto que parece ser 3D de um modo similar ao que vemos naqueles desenhos 3D que passam na Nickelodeon... Claro, dá pra acostumar com isso depois com muito esforço, ou talvez isso nem incomode você igual me incomodou, mas ainda assim fica aqui a reclamação.

Apesar disso, o que mais sobrou? Então... Tem os backgrounds que são desenhados 2D também e até são legais... Aliás, eles também parecem estranhos em comparação com os cenários 3D, não tanto quanto os personagens, mas as vezes eles nem parecem ser partes dos cenários também, mas ok, foda-se isso, já encheu e todo mundo já entendeu que eu não sou fã desse estilo gráfico... Os personagens ao menos ficaram legais, eles têm animações fieis ao jogo original do NES, inclusive os inimigos, no máximo existem algumas animações extras pra mortes, mas nada radicalmente diferente, essa parte é legal, mas como você já deve saber, esse jogo tem dublagem e cutscenes, e nessas cutscenes o negócio já é mais preguiçoso, os personagens nem mesmo abrem a boca pra falar quando rola algum diálogo, e muitas vezes eles repetem animações, coisa que seria aceitável lá na época do SNES, mas em pleno 2013? Nem fodendo, tomem vergonha na cara e façam animações decentes pras cutscenes, seus preguiçosos do caralho!

Caras, eu só quero jogar, sério mesmo


DuckTales NES faz o que todo remake de jogo retrô faz, se manter fiel ao jogo original enquanto adiciona coisas novas, pra início de conversa o gameplay em si se mantém intacto, e ele é aquele gameplay de platformner 2D bem básico, controlando Scrooge, você anda por aí, pula e usa seu Pogo Stick como método de ataque e também um modo de chegar a lugares mais altos quando você pula e segura o botão de pulo, fazendo ele quicar no chão, em algum inimigo ou num objeto do cenário que pode ser destruído, além de você também poder usar o pogo no chão, acertando inimigos com ele ou arremessando alguns objetos, o modo de atacar inimigos com o pogo no chão não é muito confiável porque o alcance disso é mais curto do que o de um pontapé de um anão e na maior parte do tempo você vai acabar levando dano junto com o inimigo que você tentar matar com isso, é mais útil pra mandar objetos mesmo.

Tudo isso parece ok o suficiente pra DuckTales Remastered ser no mínimo decente, porém existe uma coisa estranha pra cada uma dessas ações que você pode fazer nesse jogo, as vezes os comandos nem respondem direito e eu me vi pulando na hora errada porque o botão de pulo teve uma falha na resposta e acabou funcionando só depois, fazendo com que eu caia pra minha morte num abismo várias vezes nas seções de platforming, além da colisão ser um tanto falha, principalmente pra quicar com o pogo, na maior parte do tempo isso funciona bem, mas quando você vai quicar numa seção de platforming e não estiver indo quicar num local bem "no meio" da plataforma, o Scrooge simplesmente não vai quicar porque ele não quica quando está nas beiradas de uma plataforma, quebrando aquela ação legal de ficar quicando por aí até chegar no seu objetivo, mas não acaba aí, usar o pogo pra matar inimigos é outra coisa bem estranha, várias vezes eu estava segurando o botão de manter o pogo pra baixo quando estava no ar e caia em cima do meu inimigo, mas aí sem motivo algum eu levava dano, as vezes ele morria junto também, mas as vezes não, isso não acontece com uma frequência alta o suficiente pra quebrar o jogo, mas ainda é irritante pra caralho quando acontece, e não era pra acontecer de qualquer forma, então não deixa de ser uma merda.

Vale ressaltar que em qualquer nível de dificuldade desse jogo que não seja o Easy, você tem uma quantidade bem limitada de vidas (Apenas 3 inicialmente) e nada é mais frustrante nesse jogo do que perder uma vida por causa de alguma cheap death causada por um comando que não respondeu ou por uma falha na colisão do pogo, e toda vez que você perde todas as suas vidas, naturalmente você tem que jogar a fase toda de novo, e outro problema é que as fases desse jogo são bem longas, passar de uma fase inteira pode demorar até mesmo uma hora, e com certeza ter um Game Over e essa uma hora perdida realmente é um saco, logo é tentador mudar esse jogo pra dificuldade Easy só pra ficar menos frustrante já que ela te dá vidas ilimitadas... Que por sua vez já acaba deixando o jogo quase sem desafio algum, porque esse jogo em si não é difícil pelos seus próprios méritos, assim que você pega o jeito (E com muita sorte), dá pra passar quase tudo nele sem maiores esforços.

Na verdade a maioria desses bugs e erros de colisão já existiam no original, exceto a falha nas respostas dos comandos, e apesar da apresentação estar diferente, isso aqui é meio que o mesmo jogo que o do NES em termos de gameplay, com as mesmas falhas e até os mesmos controles de pulo meio durinhos que haviam na maioria dos jogos 8-bit, isso é bem decepcionante levando em conta que é um remake desse mesmo jogo 8-bit de antes e mostra que o gameplay certamente não envelheceu muito bem, embora o amor que os caras da WayForward têm com o jogo original seja admirável, eles deviam ao menos fazer com que o jogo esteja bom o suficiente pros padrões atuais já que se trata de um remake feito em pleno 2013, seria mais fácil fazerem um relançamento do jogo original do que se importarem em fazer um update nos gráficos enquanto não consertam absolutamente nada que tinha de estranho no gameplay dele.


As fases do jogo são baseadas em locais do nosso mundo como Amazônia, Himalaia, Transilvânia e até mesmo a lua, cada uma com suas próprias gimmicks e características próprias, por exemplo as minas da África possuem uma seção onde você vai num carro de mina e joga num cenário parecido com aquelas fases de carro de mina que tinham em Donkey Kong Country, essas fases podem ser selecionadas no menu e jogadas em qualquer ordem que você quiser, completando todas você abre a última que leva até o final boss, funciona mais ou menos igual Megaman onde você podia escolher e jogar em qualquer fase que quiser, sendo representadas pelos bosses lá nas telas de seleção.

Jogar nas fases é basicamente o seu sidescroller tradicional onde você vai passando pelos desafios da mesma até chegar ao fim dela onde tem um boss ou esse tipo de coisa, o level design é bem... Ok, eu acho, cada fase do jogo se consiste em procurar por diamantes escondidos em vários locais, muitos deles ficam invisíveis até você passar pela área onde eles estão e coletá-los, quanto mais diamantes você pega nas fases, maior é a quantidade de dinheiro que você vai ter no jogo, afinal o nosso herói Tio Patinhas está atrás de dinheiro, então faz sentido... E além de passar pelas fases normalmente, vão haver momentos em que você tem que explorar pra pegar ítens coletáveis e poder progredir pra próxima área da fase apresentados como missões secundárias, as fases do jogo não são a coisa mais robusta do mundo em matéria de level design, mas acho que conseguem ser decentes, com todos os elementos principais de um platformer presentes aqui, desde o próprio platforming até os desafios e a exploração, tudo isso feito decentemente e ficando mais difícil e desafiador na medida que você progride no jogo.

É uma pena que jogar por essas fases com level designs decentes e gimmicks legais não seja tão divertido quanto, mas se você pensa que a culpa é só dos bugs e das falhas de colisão, tem mais uma coisa que não é uma falha que já existia no jogo original e sim um defeito "exclusivo" dessa versão que atrapalha o gameplay bem mais do que era pra ter atrapalhado, esse elemento só coloca o prego final no caixão de DuckTales Remastered: As cutscenes.

"AINNN RYU VC N GOSTA DE HISTORIA E NARRATIVA EM JOGOS SEU IGNORANTE FEIOSO CABEÇA DE OVO COMO SE ATREVE"

Não, antes que você me entenda errado, eu não vejo problema nenhum em tentar adicionar mais história a um jogo onde ela era quase que ausente por completo, eu sou o cara que sempre defende que jogos devem dar um certo valor à história, uns mais do que outros, então como eu poderia estar me contradizendo aqui reclamando que DuckTales Remastered tem cutscenes? Na verdade não é o fato de ter cutscenes e sim o modo como elas são executadas, lembra de Megaman X5 onde a Alia as vezes parava seu jogo pra falar um monte de merda que você provavelmente já sabia e por isso te dava vontade de socar a fuça dela e depois chutar ela pra próxima terça-feira? Bem... É pior aqui.

DuckTales Remastered adora enfiar cutscenes no meio do gameplay, e ele faz isso com uma frequência tão grande que é impossível não ficar irritado com isso, um exemplo é no começo da fase da Amazônia onde você tem que coletar umas moedas especiais com símbolos únicos pra poder progredir na fase, toda vez que o Scrooge pega uma dessas moedas no cenário, o jogo para pra ele comentar sobre a moeda que ele pegou e também falar com o Launchpad pelo comunicador, normalmente pra ter alguma piadinha sem graça, em outras fases as vezes o jogo simplesmente para pra ter uma cutscene sem motivo algum, elas ficam quebrando o ritmo do jogo o tempo todo, toda vez que eu jogava isso eu ficava murmurando "Tá, chega de cutscenes, ME DEIXEM JOGAR, PORRA!", e o modo de pular elas simplesmente não vale a pena, você tem que pausar o jogo e dar skip, além de fazer você ficar meio perdido por não saber o que aconteceu ao pular uma cutscene, é aquele caso de "Pode pular, mas fica pior sem elas", então tanto faz, eu vou ficar jogando com o ritmo sendo quebrado o tempo todo mesmo, até porque a WayForward faz questão de enfiar essa história na minha goela, então foda-se.


Por outro lado, eu gostei dos bosses desse jogo, eles são bem desafiadores e únicos, as que eu mais gostei foram a estátua que você enfrenta na Amazônia tem a sua cabeça vagando pelo cenário e tentando te esmagar quicando por aí no chão, você tem que acertar ela pulando com o pogo na hora certa, e também desviar das estruturas do cenário que começam a se mexer pra tentarem esmagar e transformar Scrooge num monte de carne moída. Também tem a luta contra a Maga Patalójica onde você deve tomar cuidado com os pilares de fogo que ela cria, achar acertar ela no meio de uns espelhos que giram, no geral lidar com os vários modos de ataque dela que requerem um certo reflexo, e então meter sua bengala nela (No sentido que você quiser interpretar) na hora certa, além da luta contra o Dracula que ficou muito melhor do que aquela lutinha sem sal que era no jogo do NES, com vários padrões de ataques novos nessa versão, a verdade é que eu gostei de quase todos eles, mas os que mais se destacam são esses que eu citei.

Uhh... Se você sente falta de algo negativo, a corrida atrás do tesouro no final contra a Patalógica e o Mac Money ficou mais desafiadora, o que seria algo bom, mas ela conta quase totalmente com o uso do pogo pra quicar e... É, leia novamente a parte da colisão do pogo lá em cima... Pois é, esse level design mais desafiador seria bem vindo se a colisão do pogo não tornasse essa parte tão frustrante, mas pelo menos valeu a intenção, eu acho.

Se por acaso você quer mais coisa pra fazer em DuckTales Remastered... Bem... Há mais coisas pra fazer sim, existe bastante conteúdo desbloqueável, o dinheiro que você pega enquanto passa pelas fases serve justamente pra isso, existe uma loja onde você compra uma caralhada de coisas, imagens do desenho, artworks, screenshots, músicas, fichas de personagens, praticamente tudo o que faria um fã do desenho de DuckTales ter um orgasmo múltiplo e sair melando qualquer lugar pelo qual ele passar por aí. Isso seria bom? Na teoria sim, afinal é um incentivo pra rejogar as fases, coletar mais dinheiro e gastar na loja com coisas extras, replay é um dos fatores que aumentam o valor de um jogo consideravelmente... Mas no meu caso, eu realmente não tive muita vontade de jogar as fases desse jogo de novo porque eu lembrei que ia ter que aturar todos aqueles diálogos empacando meu jogo de novo, mas talvez se você não se importa com isso... É... Vá em frente e divirta-se.

Trilha sonora memorável, mas a dublagem nem tanto


Uma das coisas que foram bastante elogiadas no original e também nessa versão é a trilha sonora, eu conheço um amigo que chega até a dizer que é a melhor trilha sonora de platformer de todas, e eu consigo ver o porquê dela ser tão aclamada pelo povo, DuckTales Remastered tem uma trilha sonora bem cativante, são remixes de músicas do original, claro, mas é o mesmo que quando eu ouvi os remixes que tinham em Sonic Generations, ficaram muito bons, as músicas são ótimas, possuem melodias memoráveis e combinam muito bem com as fases do jogo, é um belo passeio de volta àquela época onde você começava a cantarolar o ritmo de uma música junto com ela enquanto jogava, a minha favorita pessoalmente é a The Moon, mas a trilha sonora ao todo ficou muito boa, meus cumprimentos ao pessoal da WayForward por conseguir passar essa sensação de novo.

Porém... Eu não posso dizer o mesmo da dublagem, e eu até pensei que ela poderia ser boa já que até chamaram o Alan Young, dublador original do Tio Patinhas que agora é um velho gagá de 90 anos de idade que de "Young" só tem o nome mesmo, mas eu realmente não consegui achar graça em como isso acabou ficando, a maioria dos dubladores parecem que estão quase dormindo e as falas ficam meio sem sal por isso, só adiciona mais às cutscenes que já são tediosas de assistir por si só.

Veredicto final

DuckTales Remastered é aquele velho caso de jogo que parece competente e preguiçoso ao mesmo tempo, eu sei que a WayForward quis manter isso o mais próximo possível do jogo original e respeitam ele bastante, isso realmente é difícil de questionar, mas chegar ao ponto de deixar o gameplay com as mesmas falhas que existiam no original já é meio demais... Claro, os level designs são decentes e as lutas contra os bosses são boas, mas nada disso salva DuckTales Remastered de ser um jogo bem "meh" ao todo, além das falhas técnicas, também existem os diálogos que interrompem o gameplay o tempo todo e sempre quebram o ritmo da ação do jogo. Eu realmente queria gostar de DuckTales Remastered, é um platformer 2D numa geração onde jogos do tipo praticamente não existem, mas ainda assim é um platformer 2D fraquinho que eu creio que só agradaria mesmo quem sente muita nostalgia pelo jogo original, quem sabe na próxima vez quando forem fazer um remake do segundo jogo eles acertam.

Prós:

+ Sprites bem feitos.
+ Bosses fantásticos.
+ Algumas seções dos level designs são boas.
+ Trilha sonora memorável.

Contras:

- Cutscenes interrompendo o jogo a cada dez passos.
- Falhas na colisão.
- Comandos não respondendo direito ocasionalmente.
- Os cenários não combinam nem um pouco com os sprites

Gráficos: 5/10
Enredo: 6/10
Gameplay: 5/10
Som: 9/10
Conteúdo extra: 7/10
Veredicto:

Dynasty Warriors 8

By : Ryu

Rugem os tambores! Soprem as trombetas! Dynasty Warriors 8 acaba de ser lançado depois de todo esse tempo desde que foi anunciado e meu corpo está mais do que pronto pra entrar em mais uma experiência incrível de história chinesa com button mashing em toda a sua majestosa glória, fode sim!

A essa altura, você já deve saber a história, sempre um novo jogo de Dynasty Warriors é lançado, é bem recebido vende pra caralho lá no Japão, mas é bastante criticado por reviewers ocidentais que dizem que Dynasty Warriors não passa de uma bosta repetitiva que não poderia possivelmente atrair ninguém mesmo... Mas esse não é o meu caso, como quem lê esse blog já está cansado de saber, Dynasty Warriors é uma franquia de jogos muito especial pra mim, e dificilmente isso irá mudar, e depois de algumas decepções con uns jogos passados, teve Dynasty Warriors 7 que fez com que eu voltasse a me interessar nessa série de novo, logo com essa nova direção que Dynasty Warriors pareceu ter tomado no 7, eu estava curioso pra ver o que diabos a Koei iria arrumar com o 8 que inevitavelmente sairia depois.

Pra minha surpresa... Nos dias em que Dynasty Warriors 8 foi lançado, eu fui ler algumas reviews dele pra ver o que eu poderia esperar, primeiramente eu fui ver o do Destructoid porque o Jim Sterling é um fã de Dynasty Warriors assim como eu e entende como eu me sinto, ele deu uma porra duma nota 9.0 pra Dynasty Warriors 8, eu que sou eu fiquei surpreso por isso, aí depois eu fui ver a review da IGN que normalmente é bem crítica quanto a Dynasty Warriors... E a nota deles é um 8.7, e foi aí que eu resolvi que minha obrigação desse ano seria jogar Dynasty Warriors 8 e ver como diabos é isso... Não que eu não fosse fazer isso antes, afinal eu já estava curioso pra ver como seria um Dynasty Warriors depois do 7, mas depois de ver até a IGN elogiando, eu me senti mais motivado ainda a jogar isso.

Como o bom nerd triste sem vida que sou, fui imediatamente até qualquer loja que vendesse Dynasty Warriors 8, peguei o meu e fui pra casa saltitando como se estivesse vendo gnomos fantasiados de personagens de Dynasty Warriors dançando num arco-íris que terminava na minha casa exatamente onde estava localizado meu Xbox 360...

Tá, é melhor eu parar com essa viadagem e começar a review logo.

A mesma história de sempre, agora com leves mudanças


Creio que a história de Dynasty Warriors a essa altura do campeonato dispensa introduções, todo mundo que acompanha essa série já sabe como é, então farei um breve resumo... A dinastia Han está perto de cair, a China está em um estado de caos, um velho gagá chamado Zhang Jiao pensa que é Jesus e resolve começar uma seita de paz com seus seguidores chamados de Yellow Turbans, eles começaram uma rebelião contra a dinastia Han, então o imperador da Han chamou um monte de generais militares fodões como Cao Cao, Sun Jian, e alguns voluntários como o Liu Bei e seus dois irmãos de juramento Zhang Fei e Guan Yu se juntaram a Han pra combater a rebelião, então os Yellow Turbans se foderam e o Zhang Jiao não foi crucificado como seu ídolo da Bíblia, mas mesmo assim morreu.

Depois disso, cada um foi pro seu lado de novo, a China continua toda fodida e todos perceberam que matar um Jesus Xing Ling não trouxe a paz pra lugar algum, foi aí que um gordo tirano chamado Dong Zhuo levantou sua bunda gorda da cadeira e mobilizou seu exército pra capturar o imperador e a capital de Luoyang, assim governando por um curto período de tempo, o imperador então fica com o cu na mão e pede pro Cao Cao assassinar Dong Zhuo, o que não dá certo já que ele é pego, mas escapa por pouco depois e se reune com seu amigo Yuan Shao que é um poderoso general pra fazer um chamado de coalizão pros outros militares da China se unirem e tirarem Dong Zhuo do poder.

Então no meio da batalha pra tirar o Dong Zhuo do poder, eles passam pelo Hu Lao Gate que é guardado pelo Lu Bu, que é o braço direito e o general mais poderoso do Dong Zhuo, ele é tão pica das galáxias que os soldados gritam "It's LU BUUUUU!" quando vêem ele, mas mesmo matando um monte de gente, Lu Bu não conseguiu segurar todo mundo e acabou tendo que sair, o Dong Zhuo queimou Luoyang e correu com o rabo entre as pernas... Pra depois ser morto pelo próprio Lu Bu, que cansou de servir a um gordo que só faz merda o tempo todo.

Então depois disso tudo, um monte de coisa aconteceu, o Cao Cao agora tem o imperador sob custódia e conseguiu montar um exército enorme, o Yuan Shao deu um pé na bunda de um rival chamado Gongsun Zan e dominou quase todo o norte da China, o Sun Jian e a família dele acharam o selo imperial e agora começaram a ficar mais poderosos também... E o Liu Bei continua falando de benevolência e ajudar as pessoas, mas não tem lugar nenhum pra ir porque ele sempre foi um plebeu sem terras próprias antes disso, logo o máximo que ele faz é servir outros comandantes enquanto não consegue nada, quando ele conseguiu, foi enganado pelo Lu Bu que fingiu ser um cara bonzinho e roubou as terras dele, mas foi derrotado e morto na batalha seguinte porque o Liu Bei se juntou com o Cao Cao e os dois cercaram o castelo, inundaram ele com água e a porra toda, depois o Liu Bei continuou sem terra porque a província que o Lu Bu tinha roubado dele agora é do Cao Cao.

O Sun Jian depois morre no meio de uma batalha onde ele e a sua família lutavam contra as forças de um rival chamado Liu Biao, o Sun Ce acaba sendo o sucessor deles, mas esse também morreu por motivos misteriosos depois de um tempo, esse jogo ainda continua considerando que ele foi morto pelo Gan Ji (Ou Yu Ji, como quiser), e aí acontece mil tretas e a China no fim das contas fica dividida entre três facções: Wei, liderada pelo Cao Cao, Wu, liderada pelo Sun Quan que foi o novo líder depois da morte do Sun Ce, e Shu, liderada pelo Liu Bei que finalmente conseguiu um território próprio depois de um conflito contra um parente chamado Liu Zhang que dominava a província de Yi, e aí decididamente começa o Período dos Três Reinos.


Assim como em Dynasty Warriors 7, o Story Mode desse jogo é dividido entre os reinos: Shu, Wei, Wu e Jin, e você continua jogando pelo ponto de vista dos personagens mais importantes das respectivas histórias, mas o modo como a história é contada em Dynasty Warriors 8 se difere do seu antecessor, com alguns acertos e erros também, e levando em conta que o que foi apresentado em Dynasty Warriors 7 me deixou com um padrão bem mais alto pro Story Mode do 8, eu obviamente iria querer algo tão bom quanto de preferência melhor.

Primeiro eu vou falar dos acertos que o Story Mode desse jogo tem, em primeiro lugar, ele adiciona batalhas novas e traz de volta algumas que o 7 deixou de lado, na história dos Shu, batalhas como Jieting, Chen Cang e outras que tinham sumido durante a campanha do Zhuge Liang no norte voltaram, no dos Wei tem o resgate do imperador e Tong Gate, e na dos Wu tem... Bem... A Batalha de Shiting e a do Castelo de Hefei, mas eles pularam coisa pra caralho com eles por algum motivo estranho... No dos Jin são só batalhas novas mesmo, já que a facção foi introduzida no primeiro jogo, e dessa vez mostra o contra-ataque deles na batalha de Wuzhang Plains e algumas batalhas que acontecem entre as principais que mostraram no último jogo... Além disso temos algumas batalhas novas em outras facções, como a campanha do Cao Cao pra acabar com o resto da família do Yuan Shao depois de derrotar ele em Guandu.

Também existem "Story Modes" de outros personagens que não pertencem a nenhuma das facções principais como Lu Bu, Dong Zhuo, Yuan Shao, Zhang Jiao, Diao Chan, etc... Também conhecidos como "Other", não são nem Story Modes propriamente ditos porque você joga só uma única batalha com eles, seria uma espécie de What If com eles ganhando as batalhas nas quais eles historicamente tiveram seus rabos chutados pelos inimigos, por exemplo o Lu Bu conseguir defender o castelo de Xia Pi contra o Cao Cao e o Liu Bei, o Yuan Shao ganhar a Batalha de Guandu contra o Cao Cao, o Zhang Jiao e os seus apóstolos [?] derrotarem o império da Han na rebelião, e por aí vai, isso é mais ou menos como jogar um Story Mode desses personagens separadamente nos jogos passados e ver o final fictício deles se por acaso não tivessem se fodido no meio da treta, exceto que você só está jogando o que provavelmente seria a última batalha deles e não acompanha exatamente a história toda, mas ainda assim gostei.

Além disso, a história do jogo muda também dependendo das suas ações nas batalhas ou até mesmo no hub no acampamento principal, por exemplo dá pra fazer o Dian Wei sobreviver a batalha do Wan Castle onde ele historicamente morre protegendo o Cao Cao de uma armadilha das tropas do Jia Xu, impedir que o Sun Jian morra na batalha contra o Liu Biao, salvar o Pang Tong na Batalha de Chengdu, e isso leva a destravar novos capítulos no jogo, alguns totalmente fictícios e outros históricos com algumas coisas What If, inclusive até certo ponto dá pra mudar completamente os atos finais das histórias de cada facção e levar tudo pra uma rota fictícia com um final hipotético, esse tipo de coisa deixa a história muito menos linear e me fazia falta em Dynasty Warriors 7, eventos hipotéticos nas histórias sempre foi algo que eu gostei tanto em Dynasty Warriors quanto em Samurai Warriors, isso é uma grande motivação pra repetir batalhas e jogar elas de formas diferentes pra ver quais são os resultados das ações, ou o que acontece se você fizer algo diferente aqui ou alí.

Mas bem... Sim, Dynasty Warriors 8 acerta bastante quando traz de volta os eventos fictícios e algumas batalhas que ficaram de fora do 7, mas ele comete erros no modo de se contar a história, além de pular coisa pra caralho no Story Mode dos Wu como eu disse antes, ele faz isso nos outros também, você não joga a Batalha de Xiapi no lado do Liu Bei no Story dos Shu, isso fica exclusivamente pro dos Wei, há quem diga que isso é pra não ter batalhas repetidas demais, porém isso não deixava as batalhas exatamente repetitivas antes já que cada um fazia algo diferente, e ainda assim isso vai por água abaixo quando todo mundo joga na Batalha de Chibi e cada um faz algo diferente nela, então... Pra que diabos isso de pular batalhas serviu? Isso não faz muito sentido... Mas pelo menos eu posso jogar a Batalha de Wuzhang Plains do lado contra o Shu agora no Story Mode, sem precisar ir em outro modo, então... Tá, né?

E ainda assim, o modo como Dynasty Warriors 8 conta a história é muito menos poderoso do que o modo como o 7 contou, algumas cenas ficaram muito inferiores ao que mostraram no 7, o maior exemplo sendo a morte do Guan Yu na batalha do Fan Castle, no 7 você foge da batalha controlando ele enquanto todos os seus aliados vão morrendo um por um, até que o Guan Yu e seu filho Guan Suo são cercados e ele tem que agir drasticamente jogando o Guan Suo pra fora num barranco onde felizmente tem um rio que vai levar ele pra longe, e assim se sacrifica ficando lá pra lutar contra as tropas de Wei e Wu, dependendo do Story Mode que você jogava lá, o Guan Yu podia ser morto pelo Xiahou Dun, que depois dizia que ele era um guerreiro poderoso, mas ainda o odiava, e assim Xiahou Dun cobria o cadáver de Guan Yu mostrando respeito mesmo não gostando dele, ou o Guan Yu podia ser morto pelo Lu Meng, que na sua última luta desesperada deu o seu melhor e derrotou Guan Yu antes de morrer pela sua doença, tudo isso dá uma atmosfera incrível pra essa batalha... Enquanto aqui o Guan Yu se sacrifica mesmo pra salvar seus filhos (É, foram adicionados mais filhos dele.), mas o modo como ele o faz é simplesmente estranho, ele luta contra os caras lá que o cercam enquanto os filhos dele simplesmente passam por eles e vão embora, e aí depois o Guan Yu toma uns golpes de uns peões no estômago e... Morre em pé por algum motivo... Pior ainda é no Story dos Wei onde ele parece que é abduzido por algum alienígena, surge uma luz dele que vai pro céu de repente e aí ele some... WTF?

A morte do Lu Bu também foi bem tosca, no 7 ele era capturado e se oferecia pro Cao Cao, enquanto o Zhang Liao falava pra ele deixar de ser um bundão covarde e morrer com honra, então o Cao Cao viu que não só o Lu Bu é um covarde como também ele podia trair ele assim como fez com o Dong Zhuo e com o Liu Bei antes, logo ele ordenou que o Lu Bu fosse executado e ele ia sendo levado enquanto mandava o Cao Cao se foder... Nesse jogo, o Cao Cao só pergunta o que força significa pra cada um dos dois, resumidamente o Lu Bu diz que é pra meter a porrada em todo mundo e o Zhang Liao diz que é pra proteger o que você valoriza, bla bla bla, e aí... A cena é cortada pro Jia Xu comentando que o Lu Bu foi executado... Sim, desse jeito, sem nenhum impacto. E quando o Dian Wei morre no Wan Castle, é bem... Meh, ele protege o Cao Cao das flechas e tudo, mas ele não fica lá defendendo a retirada dele até eventualmente morrer enquanto o Cao Cao volta pra sua base e reagrupa seu exército todo pra voltar pra lá e vingar o Dian Wei, quando o Cao Cao sai de lá, todo mundo já tá lá fora, como se já soubessem e tudo, e aí o Dian Wei luta junto com eles e morre depois lá dentro do castelo depois da batalha pelos ferimentos dele, sendo que não tinha necessidade dele continuar lutando já que o exército todo do Cao Cao já tava lá fora pronto pra invadir o castelo de novo, o que tira todo o propósito dele ter morrido nessa batalha.

Eu sei que se fizer cenas exatamente iguais o tempo todo acaba ficando repetitivo, mas... Caralho, se for pra mudar, pelo menos mude as cenas pra melhor, não estraguem as partes mais poderosas da história da série desse jeito, seus filhos da puta! Isso pode não parecer um problema enorme, mas pra mim é, boa parte da motivação de eu jogar Dynasty Warriors é a história, e se um jogo fode com cenas como essas, essa parte da história acaba ficando um tanto decepcionante... É tão ruim que impediria qualquer pessoa normal de desfrutar da história? Não, isso não me fez achar a narrativa aqui uma merda, mas ainda foi o suficiente pra me incomodar e preferir até o Story Mode do 7 por isso.

Simples e bonito, pra variar


Dynasty Warriors 8 usa uma engine gráfica nova, mas no geral ele não é radicalmente diferente do seu antecessor em termos de gráficos, como é de se esperar, a Koei não costuma trabalhar excessivamente nessa área pra fazer com que o jogo tenha gráficos perfeitos como um The Last of Us ou Crysis 3 da vida talvez pra evitar slowdowns já que tem tanta coisa e tanta gente junta na tela, além dos ataques, efeitos e tudo, mas eles se esforçam o suficiente pro jogo ficar graficamente simples e bonito ao mesmo tempo, e eles sempre conseguiam isso sem problema assim como conseguiram aqui, ainda que se pareça bastante com o seu antecessor, Dynasty Warriors 8 é um jogo bonito com texturas decentes, modelos de personagens bem detalhados e cutscenes muito bem animadas.

Porém parece que alguém responsável por ports na Koei realmente odeia usuários de Xbox 360, enquanto a versão de PS3 de Dynasty Warriors 8 roda sem problema algum, a versão de Xbox 360 tem tantos slowdowns que o jogo parece até estar constantemente em câmera lenta, se você jogou Dynasty Warriors 6, deve lembrar dos slowdowns altamente frequentes e irritantes que pragueavam aquele jogo, não é? Pois aqui isso ficou pior ainda... Mas nada tema! Pois a Koei é nossa salvadora nessas horas e já lançou um patch que conserta esse problema com os slowdowns da versão de Xbox 360, agora podemos jogar Dynasty Warriors 8 na excelência no Xbox 360 assim como em qualquer console, foi resolvido, claro, mas ainda assim foi um deslize bem feio por parte da Koei.


Então agora que já deixamos isso de lado, sobrou a arte e o design dos personagens, que... Também não estão muito diferentes de Dynasty Warriors 7, o que não é uma coisa ruim ao menos pra mim, na verdade o design de personagens desse jogo é até melhor que o do anterior de certa forma, mesmo a maioria não mudando muito com relação ao jogo passado, alguns personagens ficaram com visuais bem melhores, o Zhao Yun devolveu o cabelo da Ina de Samurai Warriors que ele tinha roubado no jogo anterior e agora tá com cabelo de homem novamente, além da armadura dele não parecer mais tão genérica quanto era no 7, o Zhou Tai tá com uma armadura muito mais badass e com cara de guerreiro da china ao invés daquela armadura de protótipo de Power Ranger que ele tinha no 7, o Zhou Yu parece menos pálido e agora de fato usa uma armadura, e por aí vai, o que tinha que melhorar no design do 7 melhorou aqui, mas o que importa é que isso não chega nem próximo do design de personagens do 6... E que continuem mantendo a maior distância possível daquilo... Por outro lado, eu prefiro o visual do Guan Yu do 7, pronto, falei.

E os cenários... Bem, eles continuam com o mesmo estilo de sempre, aquela arte realística tentando ser o mais fiel possível à época em que o jogo se passa, e inevitavelmente eles capturam isso bem com uma sensação de guerra medieval em cada cenário onde as batalhas se passam, a arquitetura chinesa continua presente até mais visível ainda nos castelos, um dos mais bonitos sendo o castelo do Tao Qian que o Cao Cao invade, com direito a decorações de dragões dourados e tudo, e sim, a variedade também invevitavelmente está aqui, e está tão grande quanto antes, com vários tipos de cenários, desde planícies e desertos até montanhas e guerras navais, isso provavelmente nunca vai mudar em Dynasty Warriors, a menos que a Koei resolva mudar de ambientação, mas pra isso mesmo ela cria séries novas com outras ambientações como Samurai Warriors, enquanto mantém Dynasty Warriors em sua essência.

Uma resposta às críticas do último jogo


Dynasty Warriors 8 mantém várias coisas que o 7 começou no gameplay também, e assim como ele faz com a história, ele acerta e erra, mas ainda assim não erra nada muito importante igual no caso da história, mas vamos com calma, uma coisa de cada vez, sim?

Em primeiro lugar, ainda tem o hub no acampamento principal antes das batalhas, e a função dele permanece a mesma basicamente, você compra armas e interage com  NPCs que são os soldados do seu exército, mas também podem ser oficiais ou até personagens famosos, não mudou muita coisa com relação a Dynasty Warriors 7... Exceto que a dublagem dentro desse campo se foi, eu não sei por que diabos, mas se foi, os personagens não têm mais voz aqui e você tem que ler os textos, o que torna essas partes um tanto mais chatas, as vezes eu não precisava ler porque entendia o que os caras falavam, e aí era só passar pra próxima fala, agora não fica muito diferente do jogo do Naruto lá onde você só fica vendo todo mundo parado enquanto um monte de texto passa, e isso hoje em dia é bem meh.

Aliás as narrações da história também são só textos que aparecem como legendas e ficam por alguns segundos... Eu não entendi por que diabos eles fizeram isso, a narração de Dynasty Warriors 7 era ótima, e inclusive era mais bem feita lá do que aqui onde um tom cinza estranho na tela toda, inclusive no mapa, deixando ele meio feio, e no máximo mostra umas imagens das cabeças dos personagens pelo mapa, não haviam algumas variações nas partes mais "fortes" da história onde a tela mudava pro personagem e tinha uma pequena representação do que ele fazia, por exemplo quando o narrador diz que o Dong Zhuo fugiu de Luoyang, mas foi assassinado pelo Lu Bu, mostra umas imagens maiores do Dong Zhuo e do Lu Bu, aí dava um corte no Dong Zhuo pra indicar que ele foi morto enquanto o narrador fala, é uma coisa meio besta, mas achei que ficou bom e deu um toque legal na narração.

Mas olhando pelo lado bom, se você for paciente e não se importar com isso de ter que ler tudo, e dá pra pausar com o botão select pra ler as legendas da narração-sem-voz antes que desapareçam, e também é no hub que as vezes você pode realizar os eventos alternativos fazendo algumas coisas diferentes, como por exemplo antes da Batalha de Chibi com os Wei, você pode falar com o Cao Pi ou com o Guo Jia antes de começar a batalha, falando com o Cao Pi, você vai pela rota histórica, e com o Guo Jia você vai pela fictícia onde o Cao Cao ganha a batalha e mais tarde vai acabar com Wu e Shu de uma vez por todas, isso foi uma adição legal e até muda um pouco o modo como você consegue os eventos alternativos, não só nas batalhas como nesses hubs também, dando uma utilidade a mais pra eles, pena que isso não acontece com muita frequência no entanto.


As batalhas nesse jogo ainda seguem as mesmas regras de sempre, você vai cumprindo os objetivos nos mapas enquanto luta ao lado do seu exército contra mais inimigos do que você poderia contar, a batalha tem uma balança com dois lados, o seu é o lado azul, o do seu inimigo é o vermelho, aí os objetivos viram a balança toda pro seu lado e fazem o seu exército lutar melhor, não completar os objetivos faz você se foder, a batalha ficar quase impossível de ser terminada e seu exército morrer porque tá com a moral baixa, mas agora existem mais objetivos que você faz nas batalhas, a maioria dos outros sendo inteiramente opcionais, mas se você os fizer, te ajuda bastante na batalha e tem consequências até mesmo na história do jogo, por exemplo numa das lutas finais hipotéticas dos Wei, se você derrotar uns generais e fazer com que eles se rendam, na próxima batalha não haverão reforços por parte deles, isso é uma das adições mais interessantes que eles fizeram nesse jogo, proporciona uma interação melhor com a história e você sente que as suas ações realmente têm consequências no futuro, boas ou ruins.

Outra coisa legal é que nesse jogo você não controla um personagem determinado na história, você pode escolher entre três dos personagens principais que participam de tal batalha, pra quem reclamava de jogar com gente que não gosta no 7, dificilmente vai ter algum problema aqui, até eu consegui achar outras alternativas pros personagens que eu não gostava no jogo.

Além das batalhas estarem um tanto diferentes, agora vem o combate, que é onde a Koei mostra que ouviu as críticas ao gameplay de Dynasty Warriors 7, suas armas variadas, porém com animações e movesets repetitivos foram alvos de críticas até mesmo por parte de fãs, inclusive eu mesmo tinha criticado isso na minha review do jogo, então aqui a Koei faz alguma coisa pra melhorar o que tinha de errado lá, mas será que eles conseguem fazer isso com perfeição? É o que veremos agora mesmo.

Todos os personagens ainda podem usar duas armas, porém ao contrário de Dynasty Warriors 7, cada um tem seu moveset único novamente, porém é com o tipo de arma que o favorece e normalmente é o que ele sempre usou no decorrer da série, aqui chamadas de EX Weapons, por exemplo o Zhao Yun tem um moveset único com a Dragon Spear que é um dos tipos de lanças presentes aqui, mas com qualquer outra arma secundária ele tem um moveset que todos os outros teriam com ela como secundária, isso vale pra todos os personagens, os movesets clonados só existem nas armas secundárias, nas primárias todos eles têm seus ataques e combos únicos, além dos três tipos de Musou Attacks e dos ataques carregados especiais que podem ser usados no meio dos combos das EX Weapons no jogo passado, isso é o suficiente pra deixar cada personagem consideravelmente diferente um do outro.

E existem mais armas ainda do que Dynasty Warriors 7, mais tipos das armas apresentadas antes, e tudo separado em categorias diferentes, cada uma com seu próprio estilo de ataque e atributos únicos... Mas então já que os personagens possuem seus movesets únicos de volta, significa que todas as armas secundárias agora são completamente inúteis e descartáveis? Não, não significa porque Dynasty Warriors 8 introduz um novo sistema de afinidade de armas que deixa isso mais balanceado e te força a usar outros tipos de armas, cada arma do jogo vem com um tipo de afinidade: Earth, Man ou Heaven, e cada uma é superior a outra de um modo que pareça um jogo de Pedra, Papel e Tesoura, Earth é superior a Man que é superior a Heaven que por sua vez é superior a Earth, é bem simples.

Nas batalhas esse sistema de afinidade é colocado em prática de uma forma deveras interessante, se você tem uma arma com uma afinidade que te dá vantagem contra o inimigo, ele praticamente não tem chance alguma contra você, tem um novo movimento chamado Storm Rush que só pode ser usado quando você tem uma arma com afinidade superior, depois que você consegue acertar vários ataques consecutivos, seu personagem solta uma sessão de golpes rápidos que tem um alcance enorme e é ótimo não só pra matar seu inimigo principal como vários outros que estão ao seu redor, se por acaso sua arma tem uma afinidade inferior à do inimigo, seus ataques vão arrancar quase nada da vida dele, ele não vai sentir nada com seus ataques e vai te causar muito mais dano, logo você vai ter que trocar de arma, e dá pra trocar de arma normalmente ou trocar assim que seu inimigo vai atacar pra executar um contra-ataque ao mesmo tempo que troca de arma, causando um dano considerável.

E também há o Rage Mode onde você aperta RS quando a barra de Rage estiver cheia e seu personagem fica mais rápido e mais forte por um certo tempo, além de que as três barras de Musou dele viram uma só grande, assim quando você aperta o botão pra dar um Musou Attack, é só segurar pra ele ir repetindo o ataque até a barra acabar, assim como se fazia nos jogos antigos da série. Além dessas pequenas adições bem vindas no combate a A.I dos inimigos está consideravelmente mais agressiva, isso se você estiver jogando na dificuldade normal, obviamente, eles te atacam mais e se você estiver no meio de vários deles, provavelmente você vai apanhar, eles vão ficar constantemente interrompendo seus combos te atacando de várias direções e assim dando oportunidade pra algum general inimigo te meter um combo no rabo, logo pra jogar esse jogo em qualquer dificuldade acima do Easy, é bom você usar as Skills que são destravadas, pra aumentar a vida, a barra de Musou, ataque, defesa, alcance dos ataques e esse tipo de coisa... E outra coisa legal é que agora você pode apertar LT pra assoviar pro cavalo vir e manter segurado pra ele ir até você e o personagem montar automaticamente nele enquanto ele ainda está em movimento, é ótimo pra quem odiava ter que montar manualmente no cavalo só com ele todo parado.


Mas agora vem o que eu não gostei tanto assim no gameplay de Dynasty Warriors 8, porque eu sou um cara chato que reclama de tudo, apenas lide com isso. Na verdade eu nem tenho uma reclamação enorme, é só se tratando daquelas armas de guerra que você usava em Dynasty Warriors 7, elas estão de volta aqui, mas não são tantas e são usadas com muito menos frequência aqui do que eram lá, aqui você só usa Ballistas e catapultas de vez em nunca, elas funcionam de uma maneira parecida com as dos jogos anteriores e ainda são divertidas de usar, mas depois de um tempo não tem como, só os inimigos usam Ballistas aos montes e você apenas destrói ou captura elas, só usa nas poucas vezes onde o jogo te manda usar, e ainda assim são só essas duas armas, enquanto Dynasty Warriors 7 te deixava usar até aqueles Juggernauts lá, não que isso seja algo muito significante, mas ainda podia ter sido melhorado pra dar mais variedade ainda ao jogo.

E acho que as reclamações só ficam por aí mesmo, porque de resto o Free Mode felizmente voltou com toda a força e você pode escolher quase qualquer batalha pra jogar de qualquer lado com qualquer personagem e fazer qualquer coisa que quiser na batalha sem ter medo de ser feliz, palavras não podem expressar o quanto eu estou feliz pelo Free Mode ter voltado, finalmente posso pegar os personagens Other pra usar nas batalhas principais ao invés de tudo ficar limitado só ao Conquest Mode igual no último jogo, MEU DEUS, QUE FODA ESSA PORRA DE FREE MODE, COMO EU ADORO O FREE MODE, CARALHO, FREE MODE É MUITO LEGAL!

... Ok, ok, eu me equivoquei um pouco, perdão.

O fato do Free Mode estar aqui não significa que esse jogo tenha tirado qualquer outro modo, aqui existe o Ambition Mode que é um pouco parecido com o Conquest Mode, nele você tem um palácio onde você cuida da construção dele e até mesmo da população, o objetivo é fazê-lo crescer e ficar bom o suficiente pra impressionar o imperador quando ele for fazer uma visita, a sua pequena vila/palácio evolui de uma maneira até legal, você começa só com lojas de armas, mas na medida que você vai expandindo tudo, lutando em batalhas, conseguindo aliados e tudo, você tem lojas de vários tipos de coisas como comidas, materiais pra construção, etc, além de ter um sistema de "laços" entre personagens, onde você vai fazendo eles ficarem amigos um do outro e esse tipo de coisa, é um modo bem divertido de jogar e assim como o Conquest Mode no último jogo, uma boa distração pra quando o Story Mode cansa.

O estilo musical não mudou, e nem ficou muito mais memorável também


Dynasty Warriors 8 continua com o mesmo estilo de músicas de rock que todo mundo conhece desde que a Koei inventou essa série, enquanto eu nunca fui muito fã desse estilo na franquia porque sempre achei que músicas orquestradas cairiam muito melhor com essa temática, as músicas de rock eram memoráveis pelo menos, eu conhecia quase todas as músicas dos Dynasty Warriors de PS2, especialmente as do 5, e o 7 também não era muito diferente, ele até tentava misturar isso com orquestras e corais, o que soava melhor do que eu achei que seria... Mas por algum motivo, eu não consegui gostar muito da trilha sonora desse jogo, as músicas parecem meio fracas com a exceção de umas duas ou três e a música tema do Lu Bu, mas a maior parte do resto são só músicas de guitarra aleatórias que eu não consigo me lembrar como soam por mais que eu tente.

A dublagem se manteve no mesmo padrão que tinha em Dynasty Warriors 7, ou seja, ela é um grande passo a frente em comparação com os jogos de antes, os personagens continuam com as mesmas vozes e tudo, então não tenho muito o que falar por aqui, só que as vezes eu sinto falta da dublagem ruim [?] de Dynasty Warriors 3 porque ela deixava o jogo hilário, mas é claro que em termos de qualidade essa é melhor... Exceto que alguns soldados normais quando falam nas batalhas têm vozes ridiculamente finas, eu até ri disso, mas era bizarro mesmo assim.

Veredicto final

Eu sinto que Dynasty Warriors 8 é a metade que estava faltando no gameplay do 7, possivelmente esse é o melhor gameplay que um jogo de Dynasty Warriors teve até então, as adições que são pequenas, porém muito bem vindas no combate e na progressão da história sozinhos já fazem com que esse jogo valha a pena ser jogado principalmente pra um fã dessa série, porém como uma pessoa que joga Dynasty Warriors tendo a história como praticamente o motivo principal, eu fiquei decepcionado com o modo como eles contaram ela que é deveras inferior ao que foi apresentado no 7, tanto que eu ainda prefiro o Story Mode do 7 que é mais linear, porém é uma experiência muito mais interessante do que o do 8, que tem eventos hipotéticos e tudo, mas de resto a narrativa é mais fraca... Isso torna Dynasty Warriors 8 ruim? De maneira alguma, eu só queria um jogo da série com esse gameplay e progressão da história, mas com a narrativa do 7, ou até melhor, não foi dessa vez, mas quem sabe num próximo eles façam tudo perfeitamente.

Prós:

+ Story Mode com eventos hipotéticos e sistema de consequências.
+ Finalmente movesets únicos pra cada personagem de novo.
+ Mais personagens do que nunca.
+ O sistema de afinidade de armas ajuda o combate a ficar mais variado.
+ Ambition Mode é tão legal quanto o Conquest Mode do 7.
+ FREE MODE, PORRA!
+ Dublagem boa... Na maior parte do tempo.

Contras:

- Narrativa mais fraca em comparação com o último jogo.
- Trilha sonora meh.

Gráficos: 6/10
Enredo: 8/10
Gameplay: 7/10
Som: 7/10
Conteúdo extra: 8/10

Veredicto:

Dissidia 012 Final Fantasy

By : Ryu

Olha só que surpresa: Descobri que meu PC roda jogos de PSP pelo emulador! Eu realmente não imaginava que isso aqui rodasse qualquer coisa acima de Nintendo 64 ou PS1, pelo menos foi uma surpresa agradável, ao contrário de quando eu fui tentar rodar o Dolphin pra tentar compensar a falta do meu Wii e meu PC quase tinha explodido, então tá valendo.

Há uns meses atrás eu terminei a minha maratona de Final Fantasy e queria me distanciar um pouco da série porque eu acho que ninguém teria saco pra jogar treze jogos da mesma série e não enjoar... Ainda mais quando o 13º jogo dela é uma aberração que nunca devia ter visto a luz do dia... Mas enfim, pois é, estou de volta com um Final Fantasy que até então era inédito pra mim, aliás uma "série" de Final Fantasy spin-off que era inédita no geral: A série Dissidia: Final Fantasy do PSP, também conhecida como Ultimate Fanservice: The Game, ou Smash Bros. da Square Enix.

Eu não sou contra fanservice feito de forma saudável, até acho ótimo quando isso acontece tanto em jogos quanto em filmes ou desenhos, eu sou contra fanservices ridículos que geralmente aparecem em animes ou em jogos com mulheres que mal usam roupas, são fanservices onde tem um quase-pornô com tal personagem sem motivo algum, isso só agradaria a dementes punheteiros que ficam vegetando em casa vendo anime ou jogando e tendo fantasias sexuais com sua personagem feminina favorita de tal anime ou jogo, esse tipo de fanservice chega até a ser bizarro... E felizmente, Dissidia 012: Final Fantasy não é fanservice desse tipo, pra falar a verdade é um dos melhores fanservices que eu já vi nos últimos tempos, e se tratando da Square, isso realmente é impressionante.

Eu tinha jogado o primeiro Dissidia antes desse e queria falar dele aqui até, mas já que esse aí é a versão atualizada, tem tudo o que o primeiro Dissidia tem e adiciona mais coisas, é melhor falar dele logo ao invés de fazer dois posts sobre quase o mesmo jogo duas vezes, são poucas diferenças entre um e o outro e a própria história do primeiro Dissidia está presente no 012 como desbloqueável, o que torna o primeiro meio inútil também a essa altura.

Sabe... Eu poderia falar de algum jogo mais recente ou algo assim, mas é que eu realmente tô desanimado, não tem quase nenhum jogo novo que realmente me interesse ao ponto de postar uma review dele aqui, tem Dynasty Warriors 8, mas eu ainda não terminei ele, agora o resto... Meh... Então pois é, eu sei que o ritmo por aqui tá bem lento, mas é justamente porque nenhum jogo novo está me interessando de verdade, os que lançaram até agora em maior parte foram lixos como Star Trek, The Walking Dead: Survival Instinct, Ride to Hell, Deadpool e por aí vai, os jogos mais legais só vão sair lá pra Outubro até o fim do ano talvez, e até eu estou entediado mesmo, então... Pois é, enquanto isso eu termino de falar de Final Fantasy logo, tem esse jogo e o Tactics que eu não posso ficar sem falar sobre aqui.

Uma guerra entre o bem e o MAAAAAAAL


Dissidia 012 é na verdade uma prequel do primeiro jogo, a história principal dele se passa antes, mas o Story Mode no geral é dividido em três arcos, cronologicamente eles são: O arco principal chamado Threachery of the Gods, que é sobre os novos personagens, o segundo chamado Light to All que é a história do primeiro Dissidia recontada, e o último chamado Confessions of the Creator que é basicamente o ato final da história toda.

Acho que eu vou falar mais da história principal mesmo, já que o foco maior do jogo vai pra ela, e a premissa resumidamente é que andou tendo uma guerra sem fim entre Cosmos, a deusa da harmonia, e Chaos, o deus da discórdia, que também é o mesmo antagonista do primeiro Final Fantasy... Aliás o mundo em que esse jogo se passa parece ser uma versão corrompida do mundo do primeiro Final Fantasy, mas... Ok... Então, está tendo essa guerra entre esses dois e ela nunca acaba porque nenhum dos lados chegou a vencer antes, e agora está chegando a hora da batalha final e ambos os deuses chamaram seus campeões pra lutarem e vencerem essa guerra, a Cosmos tem um plano pra acabar com isso de uma vez, e pra isso ela chamou o Warrior of Light, o Firion, Onion Knight, Cecil, Bartz, Squall, Zidane, Jecht, Shantoto junto com um outro grupo separado pra irem até ela e assim ela revelar que porra é essa afinal de contas.

... Então vemos o grupo separado: Lightning, Kain, Vaan, Yuna, Laguna e Tifa, parece que eles se atrasaram um pouco porque o Laguna estava liderando o caminho até lá e eles ficaram perdidos ou algo assim, e a lição que aprendemos nessa parte é: Nunca confie num personagem de Final Fantasy VIII pra nada, mesmo se for um dos mais legaizinhos deles. Eventualmente eles chegam até onde estão os outros e o plano da Cosmos era dar a todo esse pessoal a energia dela pra que eventualmente esse poder se torne um cristal e assim dando poderes o suficiente pra que nossa galerinha do bem possa acabar com Chaos, hell yea! Vamos a luta agora!

Mas então é descoberto que o Chaos também tinha um plano esse tempo todo: Ele está usando os Manikins, que basicamente são cópias cristalizadas de todos os personagens desse jogo, eles agem exatamente igual a eles, possuem quase as mesmas habilidades e... Também nunca acabam, são hordas e mais hordas infinitamente indo lutar, e então isso separou quase todo mundo e os impediu de manifestar os cristais que viriam do poder da Cosmos, isso junto com alguns encontros com caras como Garland, Kefka, Kuja, ExDeath e outros acaba virando uma guerra bem complicada de ganhar... E a história vai se desenrolando a partir daí, eu até poderia dizer os eventos que levam à batalha final que ocorre na história do primeiro Dissidia que é recontada aqui, mas acho que seria spoilear, então acho que paro de explicar o que ocorre na história por aqui mesmo.


A história desse jogo é um tanto simples e parece até uma fanfic de certa forma... Mas honestamente, qual história de crossover não parece? É muito difícil pegar coisas de tantos universos diferentes e simplesmente colocarem juntas em uma única história de modo que pareça coerente, e eu devo dizer que a história de Dissidia faz isso muito bem até, se você reparar, ela tem um conceito parecido com o dos primeiros Final Fantasies que têm aquela história de cristais, guerreiros escolhidos, bla bla bla, mas agora é com personagens de praticamente todos os jogos principais da série e uma história de fundo um tanto interessante, eles explicam bastante coisa até, é deixado bem claro o modo como isso tudo começou, como Cosmos e Chaos surgiram, e até mesmo de onde diabos surgiram os Manikins, nada parece muito "Há, tirei isso aqui do meu rabo e coloquei na história, agora aceite!", e isso chega a ser impressionante pra padrões de crossover.

E é claro, qual é a atração principal da história desse jogo? Claro que é ver os seus personagens de Final Fantasy favoritos interagindo um com o outro nas cutscenes, o ponto desse fanservice enorme em forma de jogo é esse, e todos os protagonistas e vilões de Final Fantasy estão aqui, esse é o único jogo onde você vai poder ver Firion, Cecil, Cloud, Terra, Zidane e outros juntos, assim como também você pode ver os vilões como Garland, Golbez, Kefka, Sephiroth, Kuja e quase todo o resto interagindo entre si e fazendo suas maldades maldosas juntos... E basicamente tudo, até os heróis interagindo com os vilões também.

O resultado dessa premissa são cutscenes agradáveis de se assistir, com a exceção de alguns diálogos meio idiotas, mas nada excessivo também, os personagens em maior parte têm seu jeito típico de agir, a Yuna é a garota boazinha que quer o bem de todo mundo, o Kain ainda é o cara estranho e misterioso que sempre foi, a Tifa é a garota durona-mas-simpática... E a maioria dos que mudaram, mudaram pra melhor ao menos, o Vaan que era justamente o personagem que eu questionava estar aí não é tão tedioso quanto ele era em Final Fantasy XII porque ele não é um cara qualquer sem importância na história de outra pessoa, ele tem uma personalidade um pouco mais heroica e até ajuda a Terra a ir pro lado da Cosmos libertando ela do Kefka, o Laguna agora parece ser um cara mais descontraído, ele ainda tem um certo problema com mulheres, mas isso chega a ser até engraçado numa cena onde ele se "distrai" numa luta com a Cloud of Darkness... E é claro, a Lightning, ela ainda é aquela mulher mal-humorada que não confia muito nos outros, mas ohando por um lado, é ela quem questiona a Cosmos e incentiva o pessoal a acabar com os Manikins ao invés de simplesmente ir de acordo com o plano do Warrior of Light e do Kain, e de certa forma ela se importa com os outros, mesmo que não tão diretamente assim, então... É, deixaram a Lightning legal nesse jogo, coisa que eu nem esperava que fosse ocorrer.

É claro que os outros personagens, Firion, Cloud, Cecil, Terra, Zidane, Onion Knight, Tidus e... Squall... Não ficaram de fora, mas eles são mais presentes no próximo cíclo da guerra que seria a história do primeiro Dissidia recontada... E eles também têm suas interações, especialmente o modo como o Cloud tenta se dar bem com caras como Cecil, Firion, Tidus e Zidane que são mais animadões, o Onion Knight fica lá tentando dar uns pegas na Terra enquanto todo mundo fica guerreando, e o Squall... É, o Squall continua sendo um cuzão, algumas coisas não mudam, nem num jogo assim.

Os vilões no entanto são um pouco diferentes dos heróis, eles não se dão muito bem um com o outro, mesmo tendo que trabalhar juntos por ordens do Chaos, pra falar a verdade a maioria deles age bem tipicamente de vilão normal, o que é... Ok, eu acho, os mais diferentes seriam o Golbez que tá mais pra anti-herói do que vilão propriamente dito, e o Kefka que é basicamente uma versão oriental do Coringa, ele vive tirando onda com quase todo mundo, mas as piadas dele são meio acerto-e-erro, algumas vezes é engraçado, outras acabam sendo meio irritantes, mas... Dá pra engolir.

CGs lindas, mas o in-game é meio... Ok


Como era de se esperar de Final Fantasy, as CGs são incríveis, especialmente a intro do jogo que mostra todo mundo caindo na porrada e se matando no meio da guerra, com todos aqueles detalhes, coisas explodindo, animações de luta, magia, ação e o caralho a quatro... Bem, eu poderia dizer que alguns personagens nessas CGs parecem um pouco estranhos e tem uma cara mais afeminada ainda, mas é Final Fantasy, o que você deve esperar são personagens com caras assim, aliás quase todo JRPG segue isso por algum motivo, enfim, pra mim tanto faz.

Fora as CGs... Bem... Eu acho que não fiquei tão impressionado quanto esperava ficar com os gráficos in-game mesmo, eu sei que isso é um jogo de PSP, mas saiu em 2011 se eu não me engano, quando eu vi os gráficos do primeiro Dissidia, eu tinha achado eles bons pro PSP, porém assim que eu vi Crisis Core: Final Fantasy VII que saiu até um pouco antes, eu percebi que aquilo sim tinha gráficos incríveis pro PSP, então... Como são os gráficos de Dissidia 012? É basicamente a mesma coisa do primeiro, os modelos dos personagens que já tinham só são reciclados, enquanto os personagens novos recebem seus modelos.

Se quer uma amostra maior da diferença de modelos, é só olhar essa screenshot de Crisis Core e depois essa de Dissidia 012.

Os modelos aqui parecem um pouco datados por serem basicamente os mesmos tipos de modelos do primeiro, são um pouco mais quadrados e não mudam muito as expressões faciais, no máximo as sobrancelhas em algumas partes, o resto fica bem igual o olhar e a boca na maioria das vezes, porque as vezes os personagens dão uns sorrisos colgate e tal, mas em alguns casos fica até estranho quando um personagem tem uma face normal onde ele sorri, aí ele fala algo sério com uma cara estranhamente feliz... Acho que são só as expressões faciais que parecem estranhas algumas vezes mesmo, de resto, é aceitável, as animações são boas e algumas até são homenagens a animações de jogos passados como comemorações de vitória e alguns ataques, os efeitos dos golpes especiais também são bem bonitos.


Porém a melhor parte desse jogo são as recriações de cenários de jogos passados da série, especialmente as final dungeons dos jogos mais antigos, a torre do Kefka, a Fenda Interdimensional, a Chaos Shrine a Lua de Final Fantasy IV, todos esses receberam suas versões 3D com uma arte um pouco diferente, mas ainda são reconhecíveis e ficaram bem fieis às suas versões originais ao mesmo tempo que são bonitas por si só, além de lugares já conhecidos dos outros também como o núcleo do planeta de Final Fantasy VII, o castelo da Ultimecia, o Crystal World de Final Fantasy IX, a dungeon final do X que eu esqueci o nome, e por aí vai.

Mas agora além de Final Dungeons, há cenários novos como Phantom Train, o último andar da Pandaemonium, Crystal Tower, M.S Prima vista, e algumas Final Dungeons de Final Fantasy XI e XIII como a Sky Fortress Bahamut e o Orphan's Craddle, que também ficaram boas, umas melhores do que as outras, mas ainda assim bem fieis ao material original e bonitas.

No geral... Os modelos dos personagens não são muito impressionantes mesmo, não são ruins, mas não são nada de mais, no entanto a arte desse jogo acaba compensando bem isso, é um prato cheio tanto principalmente gente nostálgica que queria ver como ficariam versões 3D de cenários de Final Fantasy IV-VI, isso provavelmente é o mais próximo que vai chegar.

Parece que finalmente aprenderam a fazer jogos de ação


Da última vez que eu joguei um jogo de ação da Square, foi Dirge of Cerberus: Final Fantasy VII, e esse foi de longe um dos jogos de ação mais chatos e maçantes que eu já joguei na minha vida, aquilo foi tão horrível que me convenceu de que a Square nunca devia tentar fazer jogos de ação porque eles só manjam (Ou manjavam) de RPGs mesmo.

O Story Mode de Dissidia 012 segue uma estrutura similar aos Destiny Odysseys do primeiro jogo, cada capítulo da história é dividido entre um dos heróis do jogo e na medida que você completa e vai progredindo, os próximos capítulos com outros personagens são liberados, mas agora no final de cada Story Mode tem um capítulo de epílogo onde você escolhe cinco personagens na ordem que quiser e joga o ato final desse Story Mode... Simples, não?

Um diferencial na maneira de se jogar o Story Mode aqui é que agora temos um World Map, sim, um World Map assim como nos jogos clássicos da série, esse inclusive tem o mesmo layout do World Map do primeiro Final Fantasy, inclusive são exatamente os mesmos locais, você vai reconhecer nomes como Cornelia Ruins, Mirage Sandsea, Gulg Volcano, Pravoka e vários outros, o que significa que isso é o mundo do primeiro Final Fantasy, mas completamente corrompido por todas essas guerras que estiveram acontecendo, isso é bem interessante, eu acho.

Então pra que serve o World Map? Só pro pessoal da Square dizer "Ei, nós lembramos dos nossos jogos clássicos, olha!" ou tem algo mais? Na verdade tem até um conteúdo considerável, você anda por aí no mapa, forma grupos de personagens quando dá, luta contra inimigos espalhados pelo mapa, conversa com alguns personagens, explora o mundo atrás de baús de tesouros e ganha Kupo Points que servem pra comprar habilidades, summons ou itens nas lojas de Moogles que ficam espalhadas por aí... Mas não, você não pode entrar em vilas ou falar com NPCs além dos personagens da história do jogo, eu não me incomodo porque o ponto do jogo nem é esse mesmo, então tudo bem. O World Map é mais pra você ter algo mais legal do que aquele jogo de tabuleiro que predominava no Story Mode do primeiro Dissidia, e eu acho que ele faz isso bem.

Mas os jogos de tabuleiro ainda continuam nesse jogo, são as dungeons do mapa, e elas funcionam quase da mesma forma que funcionavam no primeiro, elas ainda se consistem em mover a peça do seu personagem, fazer chains de batalhas usando suas skills, prosseguir pelo cenário e completar tudo abaixo do limite de linhas pra conseguir mais KP, não tem nada muito diferente que valha a pena comentar sobre, eu acho, eu nunca fui muito fã desse jogo de tabuleiro mesmo lá no primeiro Dissidia, achava essas partes tão lentas e tediosas perto do resto do jogo que eu sempre queria que acabassem logo pra eu poder progredir na história, mas bem... Ao menos você luta contra Manikins no meio disso, então... Yay?


Então foda-se esses World Maps, jogos de xadrez e essas parafernalhas aí, qualquer pessoa que for jogar esse jogo obviamente vai jogar pelas batalhas, desde os trailers, o meu sonho era jogar esse jogo porque as lutas pareciam ser a coisa mais foda que já surgiu em qualquer brawler, depois de anos sem um PSP, eu finalmente pude jogar isso hoje em dia... Então as batalhas realmente são tão fodonas quanto parecem ou é só a Square fazendo trailers legais que disfarçam um jogo horrível mais uma vez?

Como eu não falei de como funcionam os combates do primeiro Dissidia aqui e isso é o principal do jogo, eu vou explicar o combate todo e as adições que fizeram nesse, você tem dois tipos de ataques, os ataques de Bravery e os ataques de HP, os ataques de Bravery não causam dano diretamente na vida do seu oponente, mas rouba pontos de Bravery dele, cada personagem tem uma quantidade inicial de Bravery e esses pontos são o que determinam o dano que você vai causar com seus ataques de HP, então porrar o oponente pra roubar Bravery dele é algo bem importante, se você reduzir a Bravery dele pra 0, você recebe um boost na sua própria que fica umas duas vezes maior e ele não pode causar dano de HP até a Bravery dele se recuperar de novo pra quantidade padrão, dessa forma você já pode usar algum ataque de HP que cause um dano equivalente a quantos pontos de Bravery você tem... E é claro que você tem que ficar de olho nesse seu cu também se quiser manter sua Bravery alta, pois o seu inimigo também vai tentar fazer a mesma coisa e as mesmas regras de perder/ganhar Bravery também valem pra você.

Além disso, você pode usar ataques que isolam o oponente lá pro rabo do Judas e apertar X pra começar uma taque de perseguição onde você aperta círculo pra atacar ele e tirar Bravery, isolando ele de novo e sendo possível mandar pra cima ou pra baixo, e assim indo atacar ele em sequência, ou dando um ataque de HP que termina de vez as sequências de perseguição, mas se o seu oponente desviar de qualquer um dos dois ataques, aí ele tem a chance de contra-atacar e é a sua vez de desviar dos ataques dele, isso me lembra mais ou menos dos jogos de Dragon Ball Z Budokai Tenkaichi do PS2 com aquilo de mandar o cara pra longe, ir voando atrás dele pra dar mais golpes e tal, só que não tão frenético quanto e um pouco automatizado, ainda assim é bem legal fazer isso.

Os golpes em si são baseados em técnicas usadas pelos personagens nos próprios jogos mesmo, por exemplo o Cloud pode usar limit breaks como Climhazzard e Blade Beam como técnicas de Bravery e Braver, Cross-Slash, Meteor Rain e outras pra causar dano direto no HP do inimigo, isso também vale pro Squall, pro Sephiroth, pro Zidane, pro Jecht, pra Terra, pro Firion, pro Bartz e todo mundo, mas isso não significa que todos eles sejam iguais nos seus movesets, alguns personagens como Zidane, Cecil, Cloud e Squall são melhores com ataques físicos e ágeis também, pra mim é o melhor tipo de personagem porque eu gosto de ação rápida e de meter a porrada nos outros, mas também tem personagens como Terra, Kefka, Golbez, Kuja e Emperor Mateus que são melhores com magias e por isso atacam mais à distância, na primeira vez em que eu joguei com esses, eu pensei "Que bosta", mas depois que eu aprendi a usar, ficou muito melhor agora, eles requerem uma estratégia maior por parte do jogador pra usar as magias direito, principalmente o Golbez... E também tem o Garland que é meio lento, mas os ataques dele são fortes e roubam Bravery pra caralho.

De personagens "especiais", tem o ExDeath que é mais lento ainda e solta magias, mas... Eu achei ele quase inútil, talvez porque não aprendi a jogar com ele, ou porque ele só é uma merda mesmo... E por último tem a Lightning, que é uma personagem bem diferente do resto, você pode mudar de Paradigms nesse jogo também, tem o Commando onde ela usa ataques físicos, o Ravager onde você pode usar magias, e o Medic que nao exatamente recupera o HP, mas pode aumentar a Bravery mais facilmente, por mais irônico que pareça... Ela é uma das personagens mais legais de se jogar nesse jogo, é melhor jogar com a Lightning aqui do que em qualquer jogo dela.

... Também tem a Shantotto e a Prishe ou algo assim, que são personagens de Final Fantasy XI, mas... Eu não ligo pra Final Fantasy XI, então nem joguei direito com elas ao ponto de saber exatamente como são, até porque elas nem são jogáveis no Story Mode normal também... Aliás quem diabos liga pra Final Fantasy XI? Vão se foder, caras, que desperdício de slots de personagem! Tirem isso daí e me coloquem outros personagens legais dos jogos principais, que tal o Locke? A Freya? O Vincent? O Auron? Ou então até o Ramza e o Delita de Final Fantasy Tactics, qualquer coisa que valha mais do que personagens de Final Fantasy XI, por obséquio! Mas bem... Agora sendo honesto, a Prishe é até divertida de jogar pelos combos mais longos dela, e eles colocaram o Gabranth também que pode encher a EX Gauge mais rápido e usar ataques mais fortes assim que entra no EX Mode, então estão perdoados.


Ah sim, esqueci de falar do EX Mode e como ele funciona, pois bem, todos os personagens possuem uma barra do lado chamada EX Gauge que vai enchendo na medida que você coleta EX Force, que são umas pequenas bolinhas de energia que se espalham quando você cai na porrada com seu inimigo, elas enchem aos poucos a barra e até demoram muito pra encher sozinhas, por isso mesmo tem o EX Core que aumenta uma boa quantidade da barra e aparece aleatoriamente no cenário, você pode focar a mira nele e pegar antes do seu oponente, eu não sei se é só comigo, mas esse filho da puta quase sempre aparecia num local que favorecia o meu oponente, uma vez apareceu até bem do lado de onde ele estava, mas deve ser só a minha sorte conspirando contra mim pela milionésima vez de novo.

Enchendo sua EX Gauge, você entra no EX Mode que tem efeitos diferentes dependendo de qual personagem você controla, por exemplo no EX Mode do Zidane ou do Kuja eles entram no modo Trance, no do Squall ele fica com a Lionheart equipada, no do Sephiroth ele fica com aquela asa estranha de um lado só, a Ultimecia se funde com o Griever, o Jecht vira o Final Aeon, e por aí vai... Obviamente os caras ficam mais fortes durante o EX Mode já que mudam de forma ou equipam as armas-fodonas-que-você-pega-no-final dos jogos deles, causam danos críticos com maior frequência e ainda possuem uma espécie de Regen que vai recuperando o HP deles em 100 pontos a cada 5 segundos ou algo assim, vai continuando até a EX Gauge eventualmente voltar pra 0 de novo, e como eu mencionei antes, tem o Gabranth que além desses benefícios todos também pode usar técnicas mais fortes já que normalmente a maioria das coisas que ele faz é ficar carregando a EX Gauge mais rápido. E nesse jogo em especial existe uma coisa filha da putamente irritante chamada EX Revenge que drena completamente a EX Gauge cheia do inimigo e deixa ele mais lento por uns segundos, eu odeio quando usam isso contra mim, até dou um jeito de equipar algo que ameniza isso ou mudar o tempo de duração nas regras.

Mas aí tem o ataque especial chamado EX Boost que você executa acertando um ataque de HP no inimigo e apertando quadrado logo em seguida, esses EX Boost são ataques mais fortes que os personagens usam, com direito a animações fodonas e tudo, a maneira de executar eles também é diferente dependendo de quem você usa, o do Warrior of Light é um combo onde tem que apertar os botões que aparecem na tela, o do Firion tem que apertar em sequência, o do Cecil é dois botões que aparecem na tela em sequência, o da Tifa é fazer aquele lance de caça-níquel que tinha em Final Fantasy VII... E por aí vai.

As lutas no geral são muito fodas, sério, você tem uma mobilidade incrível pelo cenário, pode andar por qualquer lugar desde que esteja dentro dos limites, pode fazer pulos duplos, dashes aéreos na direção do seu inimigo ou de qualquer outra coisa que tu tiver mirando, pode interagir com o cenário correndo nas paredes ou escorregando em algumas rails de energia ou partes do cenário que serviriam pra isso também, além de poder realizar saltos enormes de um local pro outro com essa interação, os objetos são destrutíveis e dá pra quebrar um monte de coisas sólidas só mandando seu inimigo na direção delas, a ação é bem parecida com a que tinha em Final Fantasy VII: Advent Children, você faz rolamentos, esquivas aéreas, bloqueia ataques, luta no ar por um tempo quase infinito como se nem tivesse gravidade, eu demorei muito tempo até pra me cansar das lutas desse jogo, e ainda tem mais uma adição onde você pode chamar um personagem pra dar Assist com um ataque de Bravery ou HP assim que a barra de Assist encher, o ataque de Bravery custa uma barra e dá pra usar duas delas, já o de HP custa as duas.

Enquanto os controles e tudo funcionam bem, ainda tem algumas coisas que atrapalham, a câmera sendo um dos principais problemas, desde o primeiro Dissidia ela se atrapalhava as vezes, principalmente quando você estava num lugar mais apertado com seu inimigo, se ele te cercar na parede e começar a te atacar, comece a contar com a sorte pra conseguir sair sem ele ter te surrado por inteiro, porque não dá pra ver absolutamente nada, os personagens ficam invisíveis e a câmera começa a tremer... Nesse jogo isso não mudou, as mesmas falhas de câmera estão aqui, e continuam incomodando quando acontecem, mesmo não sendo com muita frequência, e... Se for pra ser mais chato ainda, os cenários são legais de interagir, mas são meio pequenos... Porém acho que seja justificado pela limitação do portátil, então tudo bem.

Agora uma coisa que seriamente me frustra é quando tem que lutar contra o Chaos, eu odeio a luta contra o Chaos com todas as minhas forças, mesmo você podendo usar até cinco personagens contra ele no epílogo da história, essa luta ainda é ridícula, o Chaos tem um alcance enorme em todos os ataques dele, alguns como o Divine Punishment ou algo assim onde ele fica te cercando com um monte de fogo e depois te manda pro ar pra dar um golpe fodão lá são impossíveis de desviar, e não ajuda nem um pouco que o cenário onde você luta com ele é extremamente pequeno, quase não tem espaço pra fazer nada lá.


Mas é claro, Dissidia 012 é um jogo de ação, mas tem seus elementos de RPG, todos os personagens evoluem de nível desde o 1 até o 100, e essa evolução aumenta os status deles e destrava novas habilidades que você pode equipar depois customizando eles, as batalhas ficam ainda melhores depois que todo mundo (Ou todo mundo que você usa) está completamente evoluído e com todas as habilidades disponíveis, além dos equipamentos, acessórios e Summons que você compra na loja poderem ser usados também, além dos acessórios que você cria no meio das batalhas e recebe se ganhar elas, destruindo partes do cenário ou acertando ataques específicos no oponente.

Infelizmente as Summons não são exatamente invocadas pra te ajudar diretamente na batalha, elas servem mais pra te ajudar com o lance da Bravery, pode ser por exemplo o Ifrit que multiplica a sua quantidade de Bravery por 1.5, a Shiva que faz com que o seu inimigo não ganhe Bravery por um tempo, o Odin que pode reduzir a Bravery do inimigo pra 0 e dar um Break se você tiver sorte, o Mimic que faz um Ctrl + C e Ctrl + V da bravery do Inimigo na sua, bem... Ajuda, mas seria maneiro se eu pudesse invocar o Bahamut e ele aparecesse no meio do cenário mandando uma Mega Flare bem na fuça do infeliz.

Bem, além do Quick Battle normal ou em grupos de 5 personagens, você pode jogar num modo Arcade onde vai lutando contra personagens em sequência como se fosse... Bem... Um Arcade, e o Labyrinth Mode que é liberado depois que você termina a história principal e se consiste em progredir por um labirinto explorando os andares, achando itens e tudo, tendo até uns itens que são exclusivos desse modo em particular, além de você também poder fazer Quests ou até criar a sua própria, podendo colocar os diálogos e até a música que toca nas lutas, também pode mexer na Mognet... Ainda tem coisa pra caralho pra se fazer nesse jogo além de jogar o Story Mode e lutar.

O responsável por essa OST é um puta manjão


Assim como seu antecessor, Dissidia 012 tem uma trilha sonora que consiste em remixes de várias músicas dos jogos passados da série, algumas músicas no entanto como a música de boss de Final Fantasy IX e a Bombing Mission do VII se mantiveram intocadas, por bem ou por mal, e algumas músicas originais de Dissidia mesmo que são legais, pra falar a verdade eu não gostava muito da música que tocava lá na última luta contra o Chaos, era uma música cantada que não combinava nem um pouco com a atmosfera da luta, mas depois de um tempo eu acabei acostumando.

Você pode colocar qualquer música que quiser tocando no fundo, algumas músicas parecem ser escolhas óbvias pra isso, como as boss themes, as músicas de final boss, as mais agitadas e tal, mas então tem algumas como a Theme of Love de Final Fantasy IV que ficam... Incomuns... Não combinam muito também, pelo menosé engraçado você botar o Kefka pra se matar lutando contra o Sephiroth e colocar isso como música de fundo... Mas ok, os remixes em si são bons? A maioria deles sim, eles deram umas batidas mais agitadas pra música e até misturaram um pouco de techno com as orquestras delas, mesmo que algumas músicas tenham ficado bem inferiores às versões originais, ainda dão pro gasto... Porém algumas ficaram indiscutivelmente superiores, lembra daquela música de elevador que tocava nas batalhas de Final Fantasy XIII? Veja só a maravilha que fizeram com ela nesse jogo:


Pois é, a música agora parece muito mais viva, agitada e com um feeling de batalha ao invés de me dar vontade de dormir igual qualquer outra coisa daquele jogo, meus parabéns pro Takeharu Ishimoto, deve ter sido difícil fazer isso.

A dublagem é decente, é mais um caso de acerto e erro, os personagens que já tinham voz antes continuam com os mesmos dubladores de sempre, mas os de jogos antigos que nunca tiveram um filme e nem nada receberam novas vozes e... Algumas foram legais, o Kain, que inclusive tem a mesma voz do Caius de Final Fantasy XIII-2, ficou ótimo, eu sempre imaginei que a voz dele fosse algo parecido com isso, combinou perfeitamente com o personagem... Enquanto outras como a do Zidane parecem estranhas, a voz é meio grossa pra ele e a dublagem em si não é muito especial também, pelo que eu vi eles usaram o tipo de voz certa pra ele na dublagem japonesa, mas como não dá pra mudar o audio da dublagem nesse jogo... Meh, a dublagem no geral não é ruim apesar de ter uns deslizes, no fim das contas é tragável.

Veredicto final

Possivelmente Dissidia 012 é o meu novo Final Fantasy atual favorito, me desculpe, Final Fantasy XII, mas qualquer jogo que me deixe espancar o Squall, o Tidus e a Lightning automaticamente já é ótimo, então você vai pro segundo lugar dos jogos pós-PS1 da série... Mas falando sério, Dissidia 012 é praticamente uma carta de amor pros fãs de Final Fantasy, e eu ainda acho que esse sistema de batalhas devia ser o predominante na série toda já que querem deixar tudo mais rápido pra poder competir dom RPGs modernos, com os ajustes certos ele pode funcionar perfeitamente pra fazer um jogo da série principal todo em volta disso, além da história que é surpreendentemente boa pra crossover e a quantidade absurda de conteúdo adicional, isso tudo faz Dissidia 012 ser um ótimo jogo que fica bem difícil de enjoar a menos que você tenha literalmente feito tudo nele.

Eu ainda tenho mais jogos de PSP pra jogar e talvez posto reviews deles aqui mais depois, até porque já falaram pra variar um pouco ao invés de só ficar no Xbox 360, então quem sabe isso seja do que eu preciso... Ah, eu preciso de ânimo também, mas com uns empurrõezinhos a gente vai.

Prós:

+ História e narrativa ótimas.
+ Gráficos bonitos.
+ Vários personagens e cada um é único da sua forma.
+ Sistema de batalha incrível e profundo.
+ Elementos de RPG bem aplicados.
+ Posso espancar o Squall, o Tidus e a Lightning e descontar a minha raiva a qualquer hora.
+ Bastante conteúdo.
+ Ótima trilha sonora.

Contras:

- A batalha contra o Chaos é quase tão cheap quanto um boss de Mortal Kombat.
- A câmera pode ficar uma merda nos lugares mais apertados.

Gráficos: 8/10
Enredo: 7/10
Gameplay: 8/10
Som: 9/10
Conteúdo extra: 9/10

Veredicto:

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