Posts Populares:

Archive for Julho 2013

The Last of Us

By : Ryu

Eu na verdade não tinha intenção de postar algo sobre The Last of Us aqui porque... Honestamente, esse jogo nunca despertou muito meu interesse desde que foi anunciado pela Naughty Dog na conferência da Sony na E3 de 2012. Pelos trailers e vídeos que mostravam por lá, me parecia bem genérico e desinteressante, logo deixei passar até porque era exclusivo de PS3 e seria difícil pra eu acabar jogando. E assim o tempo foi se passando desde então, eu só via os sonystas e a mídia hypando esse jogo até a puta que pariu, mas ainda não ligava por motivos que já falei antes.

Mas acabou que The Last of Us foi lançado esse ano e de repente virou o centro de todas as atenções, reviews dando notas 10 por toda a parte, sonystas se masturbando até melarem todas as cuecas dos seus guarda-roupas, gente até afirmando que esse é o melhor jogo de todos os tempos e o caralho a quatro, e isso foi meio que num piscar de olhos! Mas ainda não ligava porque era difícil eu jogar, não tenho um PS3 e a única pessoa que eu conheço que tem um PS3 mora meio longe daqui, então continuei ignorando. Mas aí de repente um monte de gente veio me pedir pra postar uma review de The Last of Us aqui, nos comentários, nos scraps do Orkut, no MSN, no Skype, em quase todos os lugares onde alguém poderia ter algum contato comigo. Foi provavelmente o jogo mais pedido pra ter uma review aqui desde Assassin's Creed III e eu sempre falava que ia ser difícil.

Então acabou que eu tive a oportunidade de jogar esse jogo porque eu meio que peguei o PS3 emprestado, e é claro que o dono tinha esse jogo, qualquer pessoa que tenha um PS3 deve ter comprado depois dessa recepção. Então eu coloquei The Last of Us no PS3, sem saber exatamente o que esperar já que por um lado eu vi um jogo genérico pra caralho e por outro um jogo que tá recebendo elogios até de gente da concorrência... Antes de começar essa review, eu quero deixar uma coisa bem clara: Se você é um desses sonystas que amam esse jogo cegamente e até hoje está tendo orgasmos múltiplos com o mesmo, você possivelmente vai me odiar depois que terminar de ler isso. Agora se você só gosta desse jogo, porém não acha ele a coisa mais perfeita do mundo, você talvez acabe gostando, e se você odeia esse jogo e espera que eu vá destruí-lo completamente e dar uma nota negativa no final da review... Você provavelmente vai me odiar também.

Bem... Avisos dados, agora vamos começar com isso logo.

Um desenvolvimento de personagens difícil de se achar hoje


A história é protagonizada por Joel, um cara normal que vive tranquilamente no Texas com a sua filha Sarah, no dia do seu aniversário. Joel volta de um dia estressante de trabalho e vê a Sarah acordada bem depois da hora em que devia dormir, tudo isso porque ela queria dar um presente de aniversário pra ele, consertando o relógio quebrado do qual ele vivia reclamando o tempo todo, awwwwww... Tá bom que o relógio não funcionava direito mesmo assim, mas o que vale é a intenção. Depois de um tempo ele coloca ela adormecida na cama e o dia acaba por aí...

... Mas de repente tem uma ligação do tio da Sarah, Tommy, que manda ela passar o telefone pro Joel agora mesmo porque alguma coisa está acontecendo, porém a ligação acaba caindo. O Joel sumiu e parece que aconteceu algum tipo de infecção perigosa numa região próxima de lá, com direito até a explosão, tudo fica parecendo estranho e depois de um tempo o Joel volta pra casa todo ofegante, sujo de sangue e perguntando se alguém entrou na casa e dizendo pra Sarah ficar longe das portas. De repente aparece um amigo deles que parece ter virado um zumbi agressivo que parte pra cima dos dois e morre quando Joel dá um tiro nele.

Então Tommy aparece de carro pra levar eles pra longe e informa que parece que metade da  população da cidade ficou lokona das linguiça por causa de algum tipo de parasita, enquanto vão saindo da região, eles passam por algumas pessoas que também tiveram a mesma ideia de ir embora e algumas até já estão sendo atacadas por gente infectada. No meio da confusão toda o carro acaba batendo com outro, e nesse meio tempo o local por onde passavam também acabou virando uma área perigosa cheia de gente infectada querendo matar os sobreviventes, tudo sendo destruído. A Sarah machucou a perna e agora tem que ser carregada, e eles chegam até um soldado filho da puta que recebe ordens de matar eles, ele dá uns tiros, é morto pelo Tommy, mas acabou que um desses tiros acertou a Sarah e ela morreu... Sim, uma criança morrendo num jogo, não é sempre que se vê algo assim.

Então vinte anos se passaram desde então, grande parte da população mundial foi morta por essa infecção repentina, a raça humana está próxima de ser extinta com alguns sobreviventes desesperados vivendo em zonas de quarentena ou em grupos nômades... Mas e quanto ao Joel? Bem... Ele agora vive em uma dessas zonas de quarentena localizada em Boston e atua como um contrabandista de drogas e armas entre os sobreviventes da zona junto com a sua nova companheira, Tess. Porém acaba tendo uma treta com um outro contrabandista chamado Robert porque o cara acabou vendendo pros outros um monte de armas que eram prometidas pros nosso heróis, e antes de morrer, Robert diz que vendeu tudo pros Fireflies, um grupo de milícia anti-governamental que se rebela contra as autoridades que governam essas zonas de quarentena espalhadas por aí.

Joel e Tess encontram a líder dos Fireflies, uma mulher chamada Marlene, que diz que vai devolver o dobro das armas roubadas se eles levarem uma garota de 14 anos chamada Ellie pra um pequeno grupo separado dos Fireflies que vive escondido num local interno da cidade. Mais tarde é revelado que a Ellie já foi mordida por um dos infectados, mas isso foi há semanas atrás e a infecção normalmente ocorre em dois dias, então presume-se que a Ellie é imune a essa infecção por algum motivo misterioso e talvez seja por isso que os Fireflies queiram algo com ela, e assim se inicia uma aventura pra lá de maluca onde nossos heróis aprontam altas confusões em um mundo apocalíptico cheio de zumbis e sobreviventes pirados!


Bem... A essa altura, eu acho que não é tão impressionante fazer uma história com zumbis que foram contaminados por tal infecção e agora vivem rodando um mundo pós-apocalíptico atrás de gente viva pra devorar, o conceito do enredo de The Last of Us realmente não é a coisa mais original já feita... Mas agora que eu estou olhando direito, existem um monte de conceitos que já estão mais do que batidos e ainda assim são usados em games até hoje, o do herói que vai salvar a princesa ou interesse amoroso que foi sequestrada pelo vilão, o do herói que teve sua família ou alguma pessoa próxima assassinada e vai atrás de vingança, o clássico "adolescentes num mundo de fantasia lutando contra forças do mal" que até hoje é usado em JRPGs, o da profecia antiga que vai se realizar porque o herói é o "escolhido" e vai fazer o que diz na profecia... E se eu fosse continuar citando até dar cada conceito que já está batido em jogos, eu provavelmente gastaria um post inteiro só pra isso.

Mas então por que diabos eu ainda me importo com histórias de videogames já que usam tantos conceitos batidos? Porque de conceitos batidos e clichês qualquer indústria é lotada, sejam jogos, cinema, o que for, dificilmente algo escapa disso, o que torna algo usando um determinado conceito bom ou não é o modo como isso é executado, e felizmente The Last of Us acaba sendo deveras diferente da maioria dos jogos com base em apocalipse zumbi que existem por aí. Pra começar, os zumbis, chamados apenas de "infectados" nesse jogo são humanos que foram infectados por um fungo endoparasita chamado Cordyceps, esse fungo se espalha através de esporos no ar e são inalados pelos humanos, então eles começam a sofrer mutações, tomar conta do sistema nervoso e do corpo das pessoas aos poucos, em alguns dias essas pessoas começam a ficar agressivas pra caralho e seus órgãos vitais são enfraquecidos ao ponto de perder as funções, fazendo com que elas morram e o fungo continue controlando o corpo delas por inteiro, assim transformando elas no que poderia ser considerado como zumbis.

Tá aí, é um modo muito mais acreditável de se ter um "apocalipse zumbi" de verdade do que um vírus sobrenatural que quase nunca é explicado como surgiu ou foi criado surgir e matar todo mundo, ao invés disso nós temos o Cordyceps que é um fungo real e realmente infecta dessa forma... Porém ele só faz isso com insetos na vida real, a explicação pro que ocorre em The Last of Us é que os do jogo são uma forma mais evoluída desse fungo que acaba tendo a capacidade de infectar humanos assim como fazia antes com insetos, e isso é um pouco medonho de certa forma porque uma "infecção" assim meio que poderia acontecer na vida real mesmo, afinal esses seres da natureza sempre estão em evolução ou mutação, vai que isso seja uma possível evolução desse mesmo fungo. De qualquer forma... Pois é, The Last of Us faz provavelmente o melhor uso desse conceito de apocalipse zumbi que eu vi nos últimos tempos, é uma maneira muito mais simples já que não envolve nenhum vírus bizarro criado em laboratório e nem alguma backstory complicada por trás desse vírus e a criação dele, mas ao mesmo tempo é muito mais fácil de acreditar que aconteceria de verdade.


Fora o conceito de apocalipse zumbi sendo surpreendentemente bem executado... O que mais tem na história de The Last of Us? Bem, têm os personagens, é claro, mas o jogo se foca mais no desenvolvimento dos dois protagonistas: Joel e Ellie, assim como se foca na relação entre os dois, e eu basicamente vou falar mais deles do que de qualquer outro personagem daqui.

Como é mostrado no começo do jogo, o Joel era uma pessoa como quase qualquer outra, um cara solteiro que trabalhava duro pra se sustentar e cuidava sozinho da Sarah, apesar das dificuldades, Joel fazia o melhor pra conseguir cuidar dela e sempre a protegeu excessivamente, e ela também gostava bastante dele, mesmo com alguns desentendimentos, ela ainda o considera como "o melhor pai do mundo" e dá pra ver isso explorando o quarto dela no começo e achando um cartão de aniversário que ela esqueceu de entregar pro Joel... E então acontece essa infecção, a filha dele leva um tiro no estômago de um soldado que devia salvá-los, ele tenta desesperadamente manter a Sarah viva em vão enquanto ela fica lá chorando de dor e agonizando... Então a Sarah não resiste e morre bem na frente do Joel, nos seus braços, quando você olha melhor os detalhes no começo do jogo, essa cena acaba sendo uma das mais fortes do jogo, ela pode ser vista clicando aqui se você quiser.

Então nesses vinte anos, muita coisa mudou pro nosso amigo Joel, ele agora atua no mercado negro sendo um contrabandista de itens de interesse de sobreviventes do apocalipse zumbi que vivem nas zonas de quarentena, ele acabou ganhando conhecimento sobre como sobreviver a esses tempos e acima de tudo, ele mudou bastante, virou um cara violento, impiedoso e frio que não liga pra nada e mata seus inimigos das maneiras mais brutais possíveis, chegando até a torturar alguns deles, ele ganhou uma certa reputação na região onde vive por isso e é até temido pelas pessoas... Pois é, o Joel decididamente virou um cara nem um pouco amigável e você com certeza não iria querer ficar junto de um maluco desses no meio de um apocalipse zumbi.

Mas ele tem motivos bem concretos pra ser assim e não é exatamente um cara mau, ele ainda tem sentimentos, o que é demonstrado primeiramente pela relação dele com a Tess, ele confia bastante nela e os dois sempre trabalham juntos, é deixado meio ambíguo que ele tinha sentimentos amorosos por ela, mas acaba que quando eles têm que escoltar a Ellie pro grupo separado dos Fireflies, eles são atacados pelo exército americano que está lá pra impedir que saiam das zonas de quarentena e a infecção seja aumentada, a Tess revela que foi infectada e resolve ficar lá pra distrair os policiais e se sacrificar pra dar tempo pro Joel e a Ellie darem no pé, naturalmente ela morre e o Joel perde mais uma pessoa importante, ele hesita bastante antes de deixar ela lá pra ser morta pelo exército.

É aí que entra a Ellie, uma garota misteriosa de 14 anos que já nasceu no meio do apocalipse zumbi e viveu com sua mãe Anna numa zona de quarentena militar opressiva, ela nunca soube como era o mundo antes da infecção e é bem madura pra sua idade possivelmente graças a isso de ter nascido já no meio da merda toda... Eventualmente, Anna acabou morrendo e então quem ficou pra cuidar da Ellie foi ninguém menos do que a Marlene, que prometeu que cuidaria bem dela. Nesse meio tempo em que ela ficou junto com a Marlene e os Fireflies, Ellie foi mordida e infectada por um dos zumbis, mas se passou um tempo considerável e ela continuou normal, levando a Marlene a ver que ela é imune a infecção e fazendo com que Joel e Tess a escoltem até um grupo dos Fireflies e tal.

Então inicialmente, o Joel não gostava da Ellie e via ela apenas como um incômodo do qual ele queria se livrar levando logo pros Fireflies, e ficou pior ainda depois que a Tess morreu, ele não confia nela, pensa que isso dela ser imune é mentira e os dois viviam discutindo e se desentendendo, até que eles vão trabalhando juntos apesar de tudo e encontram o Tommy que agora é um ex-membro dos Fireflies que conhece melhor o território e o Joel decide deixar a Ellie lá pro Tommy levar ela pros Fireflies... Mas ela acaba não gostando da ideia, rouba um cavalo e tenta fugir, depois discute mais um pouco com o Joel quando é encontrada, dizendo que todo mundo que era importante pra ela morreu ou largou ela de lado e a única pessoa que sobrou pra ela é ele, ela não queria ser abandonada de novo, inclusive também ficou sabendo da Sarah porque a esposa do Tommy fofocou pra ela.

Então Joel acaba vendo o quanto a Ellie lembra a sua filha morta, sabe que ela também já perdeu gente importante, e conhecendo ela melhor, ele começa uma relação de pai/filha com ela, sendo cuidadoso com ela, criando um laço mais forte do que qualquer outro que ele teve, e dessa vez ele está disposto a não deixar ela morrer assim como a Tess e a Sarah morreram, essa relação entre o Joel e a Ellie é o ponto mais forte da história, ela nunca parece forçada, vai crescendo naturalmente e o desenvolvimento dos dois personagens acontece de uma forma bem única, eu realmente passei a me importar com os dois, eu fiquei interessado na história e em como ela iria acabar. Isso me lembrou do Lee e da Clementine do The Walking Dead da Telltale do qual eu falarei mais tarde aqui, mas nesse caso é até melhor executado.

Na verdade a história de The Last of Us é basicamente a carne do jogo, já digo de uma vez que é o ponto mais forte daqui, é uma trama interessante, possui personagens carismáticos e bem desenvolvidos, e não são só o Joel e a Ellie, basicamente todos eles têm histórias boas e até mesmo os inimigos nem são exatamente vilões, são só humanos tentando sobreviver a qualquer custo, mesmo que tenham que recorrer a ações ruins, coisa que o próprio Joel fazia antes quando era um contrabandista. Enfim... É uma história com um conceito bem batido sim, apocalipse zumbi já foi feito até a morte, mas a execução é uma das melhores que já aconteceram, e isso mais do que compensa o clichê.

Jogos realísticos dificilmente ficam mais bonitos que isso


Eu creio que The Last of Us seja o máximo que um jogo dessa geração conseguiria usarar do poder gráfico de um console, tudo possui um nível de detalhes incrível chegando até a parecer real ou bem próximo da realidade, é o mesmo estilo cinematográfico que esteve presente em alguns jogos passados, mas aqui está melhor do que nunca, os cenários são deslumbrantes com texturas em altíssima resolução, os efeitos de sombra/luz e de água são excelentes, muita coisa acontece na tela, coisas explodem, pegam fogo, são destruídas e o caralho a quatro, no entanto o jogo nunca teve uma única queda de frame rate notável, tudo rodou perfeitamente bem mesmo com tanta coisa acontecendo na tela e os gráficos sendo tão pesados.

Os personagens também ficaram impressionantes, cada pequeno detalhe que dava pra ver já me outros tipos de jogos como rugas no rosto, cabelos, danos e dobras nas roupas parecem realçados e mais reais ainda, as expressões faciais são muito bem feitas e diversificadas, as animações são perfeitamente naturais tanto nas cutscenes quanto no in-game, enquanto você anda controlando algum personagem, ele/ela fica olhando pros lados, reagindo ao que ocorre no ambiente do mesmo modo que qualquer pessoa normal reagiria se estivesse no lugar, isso adicionado à cinematografia do jogo fica bem imersivo.

Ah sim, vale ressaltar que, obviamente, The Last of Us é um jogo beeem violento com várias partes bem brutais, especialmente algumas animações de morte que quase chegam no nível do que se vê em Dead Space que não tem pena de botar seu herói pra ser morto das formas mais horríveis possíveis, o melhor exemplo é quando você é morto por um Bloater, ele pega o Joel, coloca suas mãos dentro da boca dele e começa a puxar a mandíbula dele pra baixo, enquanto começa a sair sangue da boca dele, rola uns sons de estralo no fundo e a tela fica preta... Eu disse que é quase no nível de Dead Space porque apesar disso eles cortam algumas dessas cenas igual fazem com essa, mas ainda assim é bem perturbador assistir.


Por incrível que pareça, outra coisa que chama um pouco a atenção em The Last of Us é justamente a sua direção artística... Sim, são cenários apocalípticos, tudo tá destruído, bla bla bla, eu sei... Mas normalmente jogos envolvendo isso de zumbis e sobrevivência se passam em locais em maior parte escuros, não dá pra ver quase nada direito e as vezes os locais até são meio lineares ou fechados pra passar uma sensação maior de insegurança, isso era bastante usado em Resident Evil e ainda é usado com certa frequência em Dead Space e outros Survival Horror da atualidade também... Mas The Last of Us realmente te joga num cenário vasto pra você apreciar a estranha beleza do mundo destruído, e parece um tanto diferente do usual, talvez seja pela junção desse verde com ambientes urbanos, aliás esse é um ponto bem interessante, as ruinas das cidades e tudo parecem estar lentamente se transformando em florestas, como se esse fungo responsável pela infecção fosse fazer com que nosso mundo urbano voltasse a ser um lugar natural, de resto tempos florestas, vilas e esse tipo de coisa, quando neva lá pra depois no jogo onde entra o inverno, fica mais bonito ainda.

O design dos monstros do jogo também é bastante diferente do usual, enquanto na maioria dos casos você vê zumbis arrebentados, cheios de sangue, até com partes do corpo faltando, os zumbis de The Last of Us são fodidos de outra forma, eles são humanos que passaram por mutações bizarras por causa do Cordyceps, o rosto delas fica totalmente deformado e começam a crescer fungos pela pele da pessoa, sendo até mais nojentos do que zumbis normais, na primeira fase isso se limita só ao rosto e algumas partes do corpo, mas na medida que você avança, vai encontrar gente em estados cada vez piores dessa infecção, é algo diferente, mas não deixa de ser medonho.

Defeituoso, mas ainda bem sólido


Jogos exclusivos de PS3 têm uma estranha reputação por parecerem mais filmes interativos do que jogos propriamente ditos... Eu joguei poucos deles, pra falar a verdade o único que realmente seja um filme interativo que eu joguei antes disso foi Heavy Rain, o outro exclusivo do PS3 que eu joguei era God of War III e decididamente aquilo não parecia um filme interativo nem de longe... Mas e quanto a The Last of Us? Ele parece um filme interativo? É um jogo? Você pode jogar sem medo de ser assaltado por milhares de cutscenes e cinematics? Bem... Mais ou menos, o jogo tem sim uns certos aspectos de filme interativo, muitas partes são bem lineares e você só vai andando pra frente, assistindo alguma cutscene que aparece, depois continua até que encontra algum inimigo e mata ele através de um combate por QTEs... E realmente não são poucas essas partes, acontece com uma frequência grande o suficiente pra uma pessoa realmente questionar se isso é um filme ou um jogo.

Agora não que isso seja muito errado, digo, um monte de jogos memoráveis dessa geração usaram a história pra trazer uma imersão maior pra eles e isso dava certo na maioria das vezes, mas eu não nego que The Last of Us acaba usando isso demais pra um jogo que não tem a proposta de ser um filme interativo, não me incomodou muito porque eu não me importo em assistir cutscenes, mas tudo em excesso acaba fazendo mal e pode ser que The Last of Us acabe deixando algumas pessoas entediadas por causa disso, já tem gente reclamando por aí justamente usando isso como um dos pontos contra o jogo até. Mas de qualquer forma, os QTEs ao menos são bem feitos e já que as animações são boas, eu consigo aceitar isso, mesmo que até eles também aconteçam com uma frequência consideravelmente alta... Talvez isso tenha sido intencional pra deixar o jogo mais próximo de um filme mesmo, mas tanto faz.

E quanto a parte de "jogo" que existe em The Last of Us? Basicamente o gameplay de The Last of Us usa o mesmo conceito de sobrevivência num mundo hostil que já vimos antes em jogos mais recentes como o último Tomb Raider e Far Cry 3, mas a diferença é que The Last of Us tenta ser mais realístico do que os dois jogos mencionados e tem uma A.I aliada que te acompanha durante todo o jogo e foi marketada pela Naughty Dog como uma A.I aliada que realmente ajuda ao invés de te frustrar até ficar puto e quebrar seu console no meio... Na verdade eles prometeram coisa pra caralho até mesmo com a A.I dos inimigos, basicamente disseram que esse jogo seria um "exclusivo inacreditável" do PS3 e que a A.I seria a melhor de todos os tempos.

Mas acho que vou deixar pra falar dessa A.I depois, é basicamente a parte mais "importante" do jogo e estranhamente é a mais defeituosa também, então vamos pular para no que exatamente The Last of Us se consiste se tratando do gameplay todo.


Quando você não está andando, vendo cutscenes e executando QTEs, você está explorando os mapas relativamente grandes do jogo por itens e coisas que vão te ajudar a sobreviver, ou você está entrando em tiroteios contra bandidos, caçadores, o exército militar que aparece outras vezes e outros tipos de sobreviventes, ou talvez você possa estar numa seção de stealth, lutando contra os infectados ou resolvendo puzzles que são meio bestas até, mas não é bem o foco do jogo, então não merecem mais do que uma mera menção só pra dizer que existem puzzles.

O gameplay na teoria é bem variado e não tem nada que fuja demais da "raiz" dele, e isso é até bom... Eu acho. O gameplay em si é bastante polido, a mecânica funciona perfeitamente e os controles são bastante precisos, não existe nenhuma dificuldade em movimentar o Joel pelos cenários, muito menos em usar as suas armas, a mira é ótima e dá pra dar tiros sem problema algum, assim como ele usa basicamente o mesmo sistema de cobertura de Tomb Raider onde não existe exatamente um ponto específico onde o jogo quer que você tome cobertura chegando perto e apertando algum botão, quase qualquer local pode ser usado como cobertura apenas chegando perto dele e o Joel vai naturalmente entrar na cobertura, é um sistema meio automático igual era em Tomb Raider, mas depois de um tempo acaba sendo tragável sem maiores problemas.

Além dos tiroteios com armas de fogo, existem os combates corpo-a-corpo com algumas armas brancas que você encontra por aí, e a quantidade delas é até grande, são facas, machados, canivetes, machetes, bastões, pés-de-cabra, canos e por aí vai, essa parte ficou bem feita porque realmente tem diferença entre as armas, os danos são diferentes e as circunstâncias nas quais elas devem ser usadas mudam, um bastão ou um cano é mais eficiente pra matar um inimigo instantaneamente com um ou dois golpes quando ele te vê e vai pra cima de você, uma faca no entanto é melhor nas partes de stealth, também é possível usar um arco e flecha. Além dessas armas de fogo e armas brancas, existem também os explosivos como molotovs, bombas de fumaça e esse tipo de coisa que ajuda a matar um monte de inimigos juntos ou confundir eles.

Quase todas as armas do jogo podem receber upgrades explorando os cenários e achando partes de armas espalhadas pelos mapas do jogo, os upgrades são coisas como velocidade de disparo, precisão da mira, quantidade de balas que pode sustentar, duração das armas brancas porque eventualmente elas quebram... Você com certeza já sabe mais ou menos como esse tipo de sistema é, então não tem muito sentido em ficar elaborando demais sobre isso aqui.

O jogo te encoraja a explorar não só pra achar essas partes de armas, mas também substâncias como álcool, lâminas, trapos, explosivos e por aí vai, essas coisas são usadas pra criar os itens do jogo assim como era possível em Far Cry 3 e Tomb Raider... Só que aqui isso é mais "apertado", digamos assim... Porque cada simples item é útil e muitos deles dividem os mesmos componentes, então decidir entre um e o outro chega a ser difícil algumas vezes. Você cria um Medkit porque a sua vida não tá muito boa e esse jogo, ao contrário da maioria dos shooters atuais, não a regenera automaticamente? Ou então é melhor criar um Molotov pra usar contra infectados mais fortes? Ou uma faca pra ajudar no Stealth? Ou bombas de fumaça? É difícil decidir dependendo da situação em que você está, e eu aplaudo The Last of Us por isso, seguindo a regra de recursos escassos de Survival Horror até mesmo se tratando de criar os itens necessários pra passar pelas ameaças por aí.

Mas mesmo com esse certo foco na exploração, The Last of Us parece meio perdido quanto ao seu próprio objetivo, alguns locais são bem lineares e só servem pra lutar contra hordas de inimigos. Os que são mais abertos têm bastante coisa, mas ainda assim é impossível voltar pra pegar mais coisa e explorar direito o mapa, se você por acaso deixou algum local passar, já era, você não pode voltar pra lá depois no jogo e tem que ir avançando obrigatoriamente, o que acaba sendo um pouco contraditório pra algo que a Naughty Dog dizia ser focado em exploração.


Pra falar a verdade, The Last of Us parece um pouco com um Survival Horror nas primeiras horas onde você não tem quase nada, é difícil achar armas e munição e você realmente se sente ameaçado quando enfrenta os inimigos que são um pouco variados, existem os sobreviventes e malucos que você vai encontrar por aí e querem te matar, mas também existem os próprios zumbis que são divididos em quatro fases: Runner, que é o mais simples e fácil de matar, o Stalker, que é o infectado mais discreto e pode te pegar de surpresa, o Clicker que é mais evoluído e possui uma força maior, sendo basicamente inútil tentar lutar contra ele num combate corpo-a-corpo, e o Bloater que é um bicho grande e difícil pra caralho de matar, também podendo praticamente te matar assim que encosta em você. Depois de um tempo, tirando o Bloater que apesar de ser meio raro, ainda é difícil de matar, todos os inimigos podem ser mortos facilmente nos tiroteios ou nas seções de stealth, depois que você mata um monte deles e pega munição dos seus cadáveres dando upgrades na capacidade da arma, esse jogo acaba parecendo mais um jogo de ação/shooter em terceira pessoa do que algo focado em sobrevivência.

Ainda assim, The Last of Us é um tanto convencional, ele é parecido demais com os últimos jogos de sobrevivência, exceto que mais linear e sem tanta estratégia envolvida, o modo como você luta contra os inimigos é quase sempre o mesmo e não tem muita utilidade pro ambiente do jogo igual tinha em Far Cry 3 por exemplo, e isso é bem estranho considerando que The Last of Us até usa o lance de você jogar uma pedra pra distrair o inimigo, mas é basicamente isso, de resto você ou precisa só ficar na cobertura e atirando ou só precisa... Atirar e tomar cuidado com o infectado com o qual você está lutando, e pra um jogo que parecia se agarrar tanto a esse conceito de sobrevivência, isso acaba sendo um pouco decepcionante, o jogo fica meio repetitivo depois de um tempo, exceto que há algumas partes diferentes como quando você usa o cavalo do Tommy, mas até isso não dura tanto assim.

E sobre a A.I... Ela é um dos pontos mais estranhos do jogo, isso é mais notável nas partes de stealth, a Ellie te segue pra qualquer lugar que você for e as vezes acaba ficando pra trás quando você muda de lugar pra se esconder, o fato dela ficar atrás de você e demorar um pouco mais pra te acompanhar facilita ela de ser vista pelos inimigos... Mas isso simplesmente não acontece, ela pode sair da cobertura e ficar rebolando na frente do inimigo que ele não vai nem notar a presença dela, isso é bizarro e quebra consideravelmente a imersão que o jogo propõe, é mais engraçado ainda levando em conta que The Last of Us é um jogo supostamente mais realístico do que os outros e a A.I foi marketada como a mais realista possível... A justificativa disso é que a Naughty Dog fez com que a Ellie não pudesse ser detectada pra evitar que o jogo fique frustrante por causa dela, enquanto isso é admirável, existem maneiras melhores de impedir frustrações por causa da A.I aliada do que simplesmente fazer a A.I inimiga parecer mais retardada por não detectar ela, que tal melhorar a A.I da Ellie ou te deixar controlar as ações dela igual dá pra fazer na maioria dos jogos com A.I aliada? Não tem como você dar ordens pra Ellie como mandar ela ficar parada, falar pra ela te seguir, esse tipo de coisa, ela só te segue e te ajuda com as distrações as vezes, mas fora isso ela não tem nem muita significância no fim das contas.

Isso faz The Last of Us ser um jogo ruim? Não exatamente, na verdade até o impede de ser um jogo objetivamente ruim porque se a Ellie fosse detectável, eu realmente estaria xingando pra caralho, porque ela é um pouco ruim pra te seguir nessas partes de stealth, as vezes ela simplesmente dá uma volta inteira por uma estrutura só pra chegar até você sendo que nem precisava, a A.I dela claramente tem falhas, mas nos combates ela ao menos consegue se defender sozinha na maior parte do tempo, a maioria não serve pra quase nada, ela no entanto acerta os tiros nos inimigos, joga coisas pra distrair eles nas seções de stealth e... Bem... Se você quer que eu seja mais chato ainda, ela as vezes bloqueia seu caminho nas partes mais apertadas do jogo, já aconteceu dela ter entrado numa área grande que caberia eu e ela nos dois lados pra tomar cobertura, no entanto ela ficou lá parada e não me deixou entrar na mesma cobertura, me fazendo tomar uns tiros até eu achar outro lugar, não aconteceu muito, mas foi irritante nas poucas vezes em que aconteceu, então acho que devia mencionar.

Músicas tristes e dublagem pica grossa


The Last of Us é mais ou menos um jogo de Survival Horror, mas ele não tem aquele tipo de trilha sonora sutil que costuma deixar a pessoa tensa na medida em que vai aumentando a intensidade das músicas, as músicas em maior parte são bem melancólicas, tem sempre aquela atmosfera de depressão, focando mais no lado emocional disso tudo, e acaba até combinando melhor do que se tivessem optado por fazer algo focado em horror, até dá pra sentir a tristeza de se estar naquele mundo todo fodido pela infecção sem quase esperança alguma de voltar a ser normal, sabendo que você e mais alguns são o que sobrou da humanidade e ainda assim até mesmo alguns desses sobreviventes acabam matando uns aos outros. É só dar uma ouvida no tema principal e você já percebe qual é a dessa OST.

Eu também queria dizer que a dublagem é excelente, todos os personagens são perfeitamente interpretados pelos dubladores, o Joel é o cara velho e bruto, logo o dublador dele faz uma voz mais agressiva sem parecer forçada, a Ellie é a "garota astuta" e a dubladora também passa essa impressão, tudo isso com esforço de verdade sendo colocado, nas partes mais tristes é até melhor, especialmente na morte da Sarah onde você ouve ela chorando ali e o Joel sussurrando pra ela não morrer.

Veredicto final

The Last of Us tem uma história excelente com momentos memoráveis e personagens carismáticos, gráficos e arte esplêndidos, trilha sonora que se encaixa como uma luva e uma dublagem de primeira qualidade... Mas o gameplay não é tão bom quanto todos esses outros aspectos, e como The Last of Us é um jogo e não um filme, isso acaba pesando um pouco mais, se o gameplay tivesse sido algo parecido com The Walking Dead onde você de fato está em um filme interativo, eu com certeza teria gostado mais ainda desse jogo, porém não é esse o caso... Sim, o gameplay tem suas falhas, mas como eu disse antes, The Last of Us não chega a ser um jogo ruim, só não me convenceu de que faz jus a esse hype e todas essas notas 10 de vários reviewers por aí, quando eu penso numa nota 10 pra um jogo, eu considero esse jogo não perfeito, mas o mais próximo possível de ser perfeito, e The Last of Us não é isso... Talvez eles tenham avaliado o jogo mais pela história e pela experiência, o que não é muito errado já que é assim que eu avalio a maioria dos jogos, até mesmo os mais rasos como Dynasty Warriors por exemplo acabam me agradando por isso, e The Last of Us não foi tão diferente, eu gostei desse jogo, sério mesmo, mas acho que foi o mesmo caso que eu tive com Ocarina of Time, eu esperava demais e o jogo acabou sendo bem menos do que eu esperava, mesmo ainda sendo um jogo sólido.

Prós:

+ História e desenvolvimento de personagens incríveis.
+ Gameplay polido.
+ Gráficos e arte fantásticos.
+ Variedade de armas.
+ O sistema de craft é bom.

Contras:

- A A.I aliada é estranha e as vezes pode atrapalhar.
- Os inimigos não detectarem a Ellie estraga um pouco da imersão.
- Não tem como fazer backtrack pra pegar mais coisas que ficaram pra trás nos cenários.

Gráficos: 10/10
Enredo: 8/10
Gameplay: 7/10
Som: 8/10
Conteúdo extra: 5/10

Veredicto:

Ride to Hell: Retribution

By : Ryu
Esse "1%"  no título deve ser a quantidade de esforço que colocaram nesse jogo.
Existe uma péssima mania no mundo dos games que parece que é de alguma empresa ter a obrigação de lançar um jogo hilariamente ruim a cada ano. Ano passado foram Dragon Ball Z For Kinect e AMY, em 2011 foi Mindjack, em 2010 foi Sonic 4: Episode I e Final F... Nah, Final Fantasy XIII é só ruim mesmo, nem engraçado é... E daria pra falar bem mais se fosse regredindo cada ano.

Nesse ano no entanto... Acho que conseguiram chegar no mais baixo dessa geração toda, a Deep Silver, responsável pela bagunça bugada que chamam de Dead Island, acaba de cagar Ride to Hell: Retribution, provavelmente o pior jogo de toda essa geração. Não, eu não tô brincando, esse jogo é tão abismal que o fato dele estar por aí nas lojas com o preço de um jogo dessa geração, desse ano, é extremamente ofensivo pra mim como consumidor e provavelmente pra várias pessoas que também compram jogos... Eu já acho Dead Island uma bela bosta que sequer conseguiu ter uma qualidade técnica aceitável, o que dirá atender o hype enorme que causou quando foi anunciado, então a Deep Silver não tem muita credibilidade comigo, mas Ride to Hell simplesmente limpou o chão com a pouca moral que eles tinham comigo, até faz Dead Island parecer legal. Vai se foder, Deep Silver!

Mas antes de começar a falar de Ride to Hell: Retribution, vou falar um pouco de todo o drama do desenvolvimento desse jogo. Tudo começou quando foi anunciado em 2008 pela Deep Silver, originalmente eles planejavam fazer um jogo Sandbox focado no estilo de vida daqueles clubes de motoqueiros dos anos 60... Tendo um mundo aberto pra se explorar, subir no rank do seu clube e tomar o controle da cidade lutando contra outros clubes rivais enquanto você aprende mais sobre essa cultura. Parecia legal, não é? Mas acabou que o jogo foi cancelado depois de um tempo, e aí de repente eles anunciaram o jogo novamente e, obviamente, "terminaram" ele de qualquer jeito. E então isso resultou no jogo horrível que tivemos hoje e Duke Nukem Forever acaba de ganhar seu irmão mais novo.

Wut?


Então... Ride to Hell conta a história de Jake Conway, um veterano da Guerra do Vietnã que... Está atirando em um monte de inimigos com uma torreta, depois de matar um monte deles, a cena corta pra ele andando de moto... E depois mostra ele lutando contra um cara em uns Quick Time Events que você tem que fazer, e aí depois a cena corta pra ele atirando em outro cara aí... E aí de repente ele está de novo na sua moto e realiza um salto sobre um helicóptero que eu juro que daria errado e a cena não cortasse de novo antes do salto terminar.

... Depois dessa bagunça totalmente confusa e sem muito sentido, o jogo volta 10 dias no tempo e vemos Jake aparentemente voltando da guerra e então encontrando seu tio Mack e seu irmão mais novo Mikey, e após conversar e rever seus familiares, Mikey acaba tendo uma pequena briga com seu tio porque ele não quis deixá-lo ir pra um show de uma banda localizado na puta que pariu, então após uma discussão, Mikey acaba indo sozinho e Jake tem que ir até lá encontrar ele antes que acabe sendo morto.

No fim das contas, eles acabam se encontrando com o pessoal da Devil's Hand, uma gangue que andou dominando tudo desde que Jake saiu da cidade, e são os vilões do jogo, os caras malvadões que matam por qualquer coisinha... Jake e Mikey são perseguidos pelo pessoal da Devil's Hand por causa das jaquetas de motoqueiro deles que são de alguma gangue chamada Retribution que esses caras conhecem. E então eles conseguem fugir da Devil's Hand de moto no in-game... Mas por algum motivo a cena corta pra eles sendo pegos, e no fim das contas, Mikey é morto por um cara que tava usando ele como refém, aparece um flashback dessa exata cena que aconteceu há alguns segundos atrás onde Jake leva uns tiros, mas sobrevive e agora parte em busca de vingança atrás desses caras que mataram Mikey.


E basicamente essa é a história de Ride to Hell, um cara que teve seu irmão mais morto indo em busca de vingança atrás dos caras que mataram ele, e ela é tão linear, sem inspiração e previsível quanto você pode imaginar, não tem absolutamente nada de interessante nela, todos os personagens são incrivelmente genéricos e desprovidos de qualquer carisma, tanto o herói, Jake, que é o típico "cara durão que tem um bom coração" até os vilões que são simplesmente maus porque sim, e qualquer tentativa de deixar os personagens mais legais acaba falhando porque os diálogos do jogo são simplesmente péssimos e também tão previsíveis quanto a história em si.

Pra falar a verdade eu não vi nem muita lógica nessa merda toda, a única coisa que foge um pouco disso é quando Jake encontra algumas mulheres que estão sendo ameaçadas por homens, ou estão perto de ser estupradas, daí você tem que matar os caras que ameaçam elas e... Fazer sexo com elas... É, sério. Parece que todas as mulheres desse jogo são putas que querem dar pro Jake e vivem dando em cima dele mesmo sem nunca tê-lo visto antes na vida, e elas basicamente são isso mesmo, elas são vadias que transam com o cara que for mais forte, mesmo nem conhecendo.

Mas o pior de tudo são as cenas de sexo... Elas são tão escrotas que são simplesmente hilárias de assistir, sério mesmo, todas elas mostram os personagens fazendo sexo vestidos, com todas as suas roupas no corpo... Como diabos Jake consegue colocar encaixar seu pênis por trás de uma calça jeans na vagina da outra mulher é um dos maiores mistérios que a humanidade já teve... Deve ser alguma forma inovadora de se fazer sexo, ou algo assim. E não ajuda muito que os gráficos horríveis desse jogo só deixam as cenas de sexo mais hilárias ainda, mas vou explicar melhor o porquê disso depois.

Não é possível que isso seja um jogo de 2013


Lembra de quando eu disse que o jogo do Deadpool era feio pra caralho? Bem... Ele parece lindo perto de Ride to Hell, e o mais triste de tudo é que isso nem é um exagero, Ride to Hell verdadeiramente parece um jogo de PS2 em todos os aspectos possíveis, e ao contrário do jogo do Deadpool que ao menos tinha modelos passáveis e expressões faciais decentes, Ride to Hell não tem nem mesmo isso, tudo nesse jogo parece extremamente datado e feito por um amador.

Os personagens possuem modelos estranhos, cheios de traços "quadrados", as animações mais travadas que um jogo dessa geração poderia ter, você seria perdoado se pensasse que todo mundo nesse jogo na verdade são um monte de robôs enferrujados, é tudo tão artificial e feito de qualquer jeito que chega a ser engraçado, e pior ainda são as expressões faciais, se é que poderia dizer que isso existe nesse jogo, todos os personagens mantém praticamente a mesma cara "séria" de sempre, seja falando, gritando, ficando espantado, rindo... Não muda, eles ficam sempre com a mesma cara, é como se tivessem contratado a Kristen Stewart pra fazer a captura facial de uma das personagens desse jogo, mas como o orçamento já era baixo, gastaram quase todo o dinheiro contratando ela e decidiram fazer com que ela reproduzisse as expressões faciais de todo mundo no elenco.

Mas o pior são as cenas de sexo do jogo, toda vez que você derrota um dos inimigos principais da gangue lá, tem uma cena de sexo com a namorada do cara, e eu não sei nem como eu descrevo isso... Pra início de conversa, os caras fazem sexo com roupa, isso sozinho já seria o suficiente pra acabar com tudo, mas não, ainda por cima os personagens fazem sexo e mantém a mesma expressão facial durante o tempo todo, eles nem sequer piscam, isso acaba tornando as cenas de sexo até mesmo hilárias por todos os motivos errados possíveis.

Veja só esse vídeo que tem a primeira cena de sexo do jogo, apenas veja e tente não rir do quanto isso é mal feito, o pior é que eu ainda apaguei do histórico do meu PC que pesquisei "Ride to Hell sex scene" no Youtube, porque eu ia preferir ser pego bronhando pra um pornô do Xvideos pela minha família inteira do que descobrirem que eu pesquisei isso no Youtube.

A face do prazer.
Outro detalhe hediondo nos modelos desse jogo também são os cabelos... Cara... Olha o cabelo do Jake, faz ele parecer um daqueles mendigos que não tomam banho há anos, ainda por cima várias vezes o cabelo dele ou atravessa os ombros quando ele olha pra cima, ou então parece que fica colado na nuca dele quando ele olha pros lados, é uma das coisas mais bizarras que eu já vi nos últimos tempos... Mas olhando pelo lado bom, você que tem cabelo ruim vai poder se sentir melhor consigo mesmo sabendo que tem coisa muito pior. Os cabelos dos outros personagens não são muito diferentes também, todos eles são "colados" e quando não são duros iguais os do Jake, parecem feitos de cerâmica molhada com vasilina.

Os cenários também não são muito melhores, as texturas são ridiculamente simples, parece até aceitável quando você olha de longe, mas aí assim que você se aproxima mais, tudo parece ter uma baixa resolução de um jogo dos primórdios do PS2, as sombras são cheias de serrilhados por toda a parte, as vezes chegando até a piscar sem mais e nem menos, e enquanto a ambientação de "América dos Anos 60" é interessante, ela simplesmente não mostra nada de interessante com esse jogo, o foco aqui é ficar andando de moto por desertos, as vezes ocorre uma ou duas mudanças de ambiente, mas nada que diferencie muito, é praticamente o mesmo cenário com outros tipos de estrutura.

Literalmente um passeio pro inferno


Quando foi anunciado antigamente, Ride to Hell tinha a proposta de ser um jogo sandbox baseado na época dos anos 60, com clubes de motoqueiros e a porra toda, mas e aí? Como diabos isso ficou agora que o jogo saiu? A resposta é que não só o jogo não tem nada de sandbox como é terrível por si só, e assim como todo o resto, é um jogo extremamente datado e feito de qualquer jeito obviamente pra ganhar dinheiro em cima do que foi anunciado antes e tinha um conceito semi-interessante.

Pra início de conversa, o tal do sandbox nem mesmo existe, e nem o sistema de gangues dominando a cidade, e nem nada do que foi prometido quando o jogo foi anunciado, isso tudo foi removido devido ao curto tempo de desenvolvimento que tiveram quando resolveram trazer o jogo de volta, e o resultado foi um jogo horrendamente linear, tedioso e sem inspiração nenhuma... Não, eu não estou fugindo desse jogo e descrevendo Final Fantasy XIII agora, é que tem as mesmas características mesmo... Toda a progressão do jogo pode ser resumida simplesmente assim:

Jake encontra alguma coisa que pode levá-lo a um dos chefes da Devil's Hand > Vai andando de moto por uma estrada reta cheia de obstáculos > Descobre que o chefe da Devil's Hand na verdade está em outro lugar > Luta contra os capangas dele lá > Anda de moto mais um pouco, as vezes perseguido por uns inimigos > Chega até o local, mais lutas e seções de shooter horríveis > Boss fight contra o tal chefe da Devil's Hand que ele procurava > Repete tudo.

Pra começar, Ride to Hell tem umas seções em que você anda de moto sim, porém não são sandboxes e sim linhas retas cheias de obstáculos pra se desviar até chegar no seu destino, e se você pensa que isso é uma tarefa fácil... Não, não é, na verdade era pra ser, mas não é... Em primeiro lugar, os controles da moto... Puta que pariu! Eu não vejo um veículo com controles tão sensíveis, irresponsivos e escorregadios desde a moto do Shadow em Sonic '06, controlar essa porra de moto é como se você tivesse lutando contra o controle do seu console, ela nunca vira da forma que você quer pra desviar dos obstáculos, sempre vai demais pros lados, e aí você tem que ficar apertando pra um lado e depois pro outro o tempo todo pra tentar manter o controle sobre essa merda, e ainda assim isso costuma falhar bastante porque nem sempre dá pra desviar dos obstáculos, você desvia de um indo pro lado, já tá lá no canto da tela, mas aí tem outro no lado em que você está agora, e não dá pra desviar de primeira porque não só esse obstáculo fica escondido entre os outros como os controles não ajudam, é pior ainda nas partes mais estreitas que requerem mais precisão, essas são praticamente impossíveis de passar, tudo isso só porque seja lá quem for o macaco que programou os controles disso deve ter enfiado o teclado no rabo dele e tirado, o que saiu nos dígitos foi a programação e ficou assim mesmo.

E pra piorar, os comandos dessa moto têm problemas sérios de resposta, você tem que segurar Y pra moto fazer algum tipo de drift que desafia as leias da física onde ela inclina pra passar por baixo de algum obstáculo que naturalmente tenha um espaço embaixo pra isso, como se fosse aquelas rasteiras em jogos de aventura, o comando responde bem depois que você realmente segura o botão pra fazer isso, as partes onde você tem que usar essa merda são incrívelmente frustrantes por isso, você nunca está preparado pra apertar exatamente na hora em que dá pra passar de primeira sem bater, pior ainda é quando o jogo simplesmente não conta como se você tivesse passado e aí você "bate" e volta pro começo da pista, toda vez, isso aconteceu umas três vezes seguidas comigo até que quando eu voltei pro começo da pista pela quarta vez, a moto simplesmente explodiu do nada e eu falhei a missão, uma vez foi porque eu realmente bati porque o botão não respondeu na hora certa, a outra nem eu sei explicar, eu passei, mas o jogo me mandou de volta pro começo da pista sem motivo algum, deve ter sido alguma falha de colisão, o que não seria nenhuma surpresa à essa altura... E a terceira vez em que eu falhei na missão, eu segurei esse botão e o filho da puta nem sequer fez esse drift rasteiro aí, só bateu contra o obstáculo igual um saco de bosta sendo jogado contra a parede e ficando grudado lá. Pode acontecer de você ser perseguido por outros motoqueiros inimigos nessas partes, mas aí fica tudo extremamente repetitivo porque a única forma de acabar com eles é deixando eles se aproximarem do seu lado pra iniciar uma luta de QTE que faz as mesmas animações o tempo todo.

Aliás qual é a desse drift afinal? Digo, a proposta dele de passar por baixo dos obstáculos... Até aí tudo bem, não é? Uma moto poderia fazer isso por um tempo determinado, eu acho... Mas a moto simplesmente continua na mesma velocidade mesmo você segurando Y e ela continuando na mesma posição inclinada quase totalmente deitada e fisicamente ela devia freiar ou derrapar pro lado se ficasse por muito tempo... Mas não, nesse jogo ela simplesmente continua indo pra frente enquanto você estiver segurando Y, os controles ficam piores ainda porque ficam duros, mas  não muda muita coisa na velocidade, e ainda por cima o jogo te dá pontos por manter isso segurado por muito tempo, dando até uma conquista, é hilário de uma forma muito patética. Mas foda-se, essas partes do jogo são simplesmente abismais, no começo não parece tão complicado, mas na medida em que vão ficando mais difíceis, elas chegam a ser injogáveis, eu mesmo desisti desse jogo por causa de uma parte dessas mais pra metade.


Além dessa progressão extremamente linear e das pistas horríveis, o jogo não tem nada muito impressionante se tratando de jogar a pé também, os controles são totalmente desajeitados, nada que você tenta fazer parece nem um pouco natural, a movimentação travada dos personagens só deixa tudo pior ainda, não precisa ser um gênio pra ver logo de cara que esse jogo nem sequer foi "começado", o problema aqui vai muito além de apenas uma reles falta de polimento. E os "hubs" que são cidades por onde você anda parecem um monte de cidades fantasmas, não tem nada nelas, nenhuma alma viva, nenhum carro, nada, não tem nem mesmo um mapa pra você se guiar e saber seu objetivo, ficar perdido nesse jogo é mais comum do que beber água, e ainda assim de repente o jogo mostra que eu cheguei no meu objetivo do nada, eu chegava neles por acidente.

Essas partes a pé basicamente são divididas entre seções de luta contra inimigos e shooter, as partes de luta corpo-a-corpo são uma bagunça quebrada que nenhum ser humano em seu estado mental sano conseguiria achar divertido, é extremamente raso, não requer quase nada além de ficar spammando o botão de soco no inimigo o tempo todo e ocasionalmente apertar Y pra dar um contra-ataque, mas eu juro que mesmo as lutas sendo algo que até mesmo um chimpanzé conseguiria vencer tranquilamente, ainda acabam se tornando difíceis por todos os motivos errados possíveis, os comandos que não respondem direito estão presentes aqui também, e isso resulta no Jake parando seu combo de socos de repente, e isso acontece com uma frequência tão grande que fica ridículo, e parando o combo do nada, você fica vulnerável a qualquer contra-ataque ocasional do seu oponente, e pra contra-atacar é pior ainda, eu apertava Y sempre na hora certa quando indicava que o inimigo estava indo atacar, mas simplesmente não funciona, todas as vezes que eu tentei apertar Y, o botão nem mesmo respondeu, então eu resolvi nem usar isso e só ficar spammando X e ainda me frustrando pelos combos pararem do nada, e pra piorar o detector de colisões também é um lixo e muitas vezes você erra os socos sendo que você não fez nada de errado, o soco simplesmente atravessou o cara e não causou dano algum.

A A.I dos inimigos nos combates corpo-a-corpo é simplesmente uma piada, eles não fazem porra nenhuma por uns 10 segundos até finalmente resolverem te atacar e aí você ou apertar X antes e rezar para que o botão responda e seu ataque acerte antes, ou tentar a sua sorte com um botão de contra-ataque com uma chance enorme de não responder, não tem variedade e nem nada, são os mesmos caras que você luta o tempo todo, e se esses combates não pudessem ficar ainda mais escrotos, você também tem que tomar cuidado com a câmera, pois se você cercar algum inimigo na parede e começar a encher ele de porrada lá, coisa que normalmente é útil em jogos Beat 'Em Up, a câmera simplesmente endoida de vez e fica dando zoom indo e voltando o tempo todo como se algum bêbado desequilibrado estivesse filmando a ação do jogo, isso quando ela não vira pro seu lado e fica presa no canto da tela, não só bloqueando totalmente a sua visão e te impedindo de ver ao menos o seu personagem como te tornando um alvo fácil pros inimigos, até você reajustar a câmera, provavelmente já tomou alguns socos.

Existem algumas armas como facas, bastões, esse tipo de coisa, mas elas não deixam os combates nem um pouco mais variados porque parecem causar o mesmo dano que os milhões de socos que você tem que dar pra derrotar um dos inimigos, todas elas são usadas do mesmo jeito e não muda nada, a única coisa que você continua fazendo é apertar X o tempo todo... Ah é, essas armas tornam isso mais ridículo ainda de certa forma, porque acreditem se quiser: Os inimigos conseguem defender facadas, golpes de bastão, de chaves inglesas e tudo... Com as mãos vazias! Desde que jogos de luta são jogos de luta, você não bloqueia facadas, golpes de espada, ou qualquer tipo de arma branca com suas mãos vazias sem receber algum tipo de dano, porque naturalmente se um cara tentar defender uma facada colocando o seu braço na frente do corpo, ele pode até conseguir, mas vai ter o seu braço cortado e vai se machucar, nesse jogo aqui simplesmente não tem isso, os inimigos não sofrem dano algum bloqueando esses ataques, isso não faz o menor sentido a menos que eles na verdade sejam robôs infiltrados do Exterminador do Futuro.

Existem alguns finishers nessas lutas onde você usa objetos do cenário, mas até nisso esse jogo falha miseravelmente porque todas as animações de finalização usando os cenários são mal feitas pra caralho, as únicas partes onde esse jogo funciona quase decentemente são nas lutas automáticas pelas quais você tem que passar através de QTEs, é só isso, a "melhor" parte de Ride to Hell é aquela onde você nem mesmo joga, só aperta um botão e o jogo faz o resto pra você, e ainda assim essa "melhor" parte não é nem boa porque as animações desse jogo são ridículas, mas ao menos algumas conseguem ser engraçadas.

Anda! Atira logo! Eu não quero continuar nesse jogo!
Então de repente o jogo acaba tendo algumas seções de shooter que são marginalmente melhores que os combates, mas não significa que sejam boas... Pra início de conversa, os controles da mira das armas não são nem um pouco melhores do que os controles de qualquer coisa nesse jogo, são sensíveis, a mira se mexe demais a menos que você vire o analógico lentamente com toda a delicadeza possível pra ter algum tiro disparado precisamente, e os inimigos são umas esponjas de bala ambulantes, eles tem que tomar uns 10 tiros pra finalmente morrerem, a única opção pra matá-los rapidamente é tentando efetuar headshots, mas é um suplício com esses controles horríveis de mira, e adivinha só, os inimigos têm uma mira perfeita e quase te acertam quase sempre que tentam atirar.

Mas bem... Ao menos eles não são muito inteligentes e não entram com frequência em coberturas, então você pode meter pipoco neles com mais facilidade e usar o sistema de cobertura... Aliás, é até melhor não, porque o sistema de coberturas é outra bosta inútil, você entra na cobertura, mas praticamente fica imóvel, não dá pra andar direito pela cobertura porque por algum motivo o jogo fica constantemente parando seu movimento por lá, nem dá pra trocar de cobertura e nada que faça um sistema de coberturas parecer natural, é mais fácil simplesmente se posicionar atrás das estruturas do que usar isso... Praticamente tudo que esse jogo tenta fazer é mal executado e falha, não tem nenhum impacto em atirar nos outros, e quando os únicos inimigos diferentes que são alguns mais brutos vão avançando pra cima de você nas partes de shooter, eles têm que levar cinco, CINCO tiros na cabeça pra morrerem... Que porra é essa?

As lutas de bosses contra os líderes da Devil's Hand também são ridículas, não são nem um pouco diferente de lutas ou tiroteios normais, exceto que tem um inimigo mais forte ou mais difícil de acertar usando uma arma mais poderosa e sendo ajudado por milhões de capangas, são tão tediosas quando o resto do jogo. E se por acaso você conseguir zerar esse jogo, não tem mais nada pra se fazer, só os hubs vazios pra se explorar atrás de absolutamente nada, fator replay é uma coisa inexistente aqui... Mas era de se esperar já que é difícil se manter jogando isso, imagina rejogar.

Imagine as músicas de rock mais irritantes possíveis


Ride to Hell é um jogo que tem essa temática de anos 60 e tudo, mas por incrível que pareça, as músicas sequer relembram qualquer coisa dos anos 60, ao invés disso você tem a música tema que é cantada por Rival Sons, uma banda que surgiu em 2008, nem da porra dos anos 90 isso é... Qual é a conexão afinal de contas? E não é como se as músicas mesmo fossem excepcionais, parecem tocadas por algum tipo de banda que tenta imitar Led Zeppelin, mas acabam saindo as músicas de rock mais genéricas e sem sal possíveis, a OST toda tem algumas poucas músicas que se repetem o tempo todo... Como diabos um jogo com temática dos anos 60 poderia ter músicas genéricas? Será possível que não se lembraram da caralhada de bandas de rock que haviam nessa época e combinariam perfeitamente com a temática do jogo? Porra, Deep Silver!

E não, a dublagem também não é muito melhor, o mais decentemente dublado talvez seja o próprio Jake, mas até ele parece ter sido dublado por um amador, raramente mostra alguma emoção ou muda o tom da fala, e quando muda parece que ele tá imitando alguém gritando ao invés de gritar, por exemplo quando o Mikey morre, ele solta um "Noooo!" que chega a ser hilário de tão mal dublado... Os outros personagens são ainda piores, alguns inimigos com vozes finas que não têm nada a ver com as caras deles, outros grandalhões que falam em um tom baixo tentando parecer maus, mas parecendo que estão com algum problema de garganta e não conseguem falar direito, é óbvio que o pessoal que dublou isso foram funcionários aleatórios da Deep Silver escolhidos por pressa.

Os efeitos sonoros são quase inexistentes, algumas vezes eles aparecem, outras vezes não, mas quando aparecem, também não impressionam nem um pouco, o barulho das armas atirando parece um monte de pipocas estourando numa panela, os sons normais costumam ser abafados e nem combinam muito com as ações que acontecem nas cutscenes.

Veredicto final

Sabe... Eu acho que Ride to Hell é mesmo o pior jogo dessa geração toda, sem brincadeira, ele está no mesmo patamar de ruindade de jogos como Superman 64, Bubsy 3D, E.T, Duke Nukem Forever e Mindjack estão, tudo o que eles tentam fazer nesse jogo acaba falhando ridiculamente, é uma afronta à indústria de videogames e a quem compra jogos terem lançado essa merda, ainda mais com o preço de um jogo de 2013, nem os 10 reais que custam um jogo pirata hoje em dia isso vale, a Deep Silver e seja lá quem mais estiver envolvido com essa aberração diabólica simplesmente não tem mais credibilidade alguma, era melhor que Ride to Hell tivesse continuado como um jogo cancelado que poderia ter sido legal do que ser lançado dessa forma. Eu já digo que esse é o pior jogo desse ano, isso aqui é o mais baixo que um jogo da atual geração poderia chegar, duvido muito que consigam piorar.

Prós:
Nada, a única coisa positiva seria o tempo que você passaria longe desse jogo.

Contras:
- ... Tudo.

Gráficos: 0/10
Enredo: 1/10
Gameplay: 0/10
Som: 3/10
Conteúdo extra: 0/10

Veredicto:

Sonic the Hedgehog (2006) - Review objetiva sem bullying com o Sonic

By : Ryu

Bem... Normalmente as pessoas dizem que eu pego muito pesado com Sonic '06, alguns até tentam defender o jogo dizendo que nem é tão ruim assim, que quem decide se é bom ou não é o jogador, bla bla bla... Pois saibam que agora eu sou um novo homem e que farei uma review objetiva de Sonic '06 sem nenhuma conspiração da mídia especializada que faz bullying com o Sonic porque não aceita os excelentes jogos realísticos com histórias épicas dele desde 1998, e que o post comece!

Sonic the Hedgehog, também conhecido como Sonic 2006 é um jogo do Sonic feito pela Sega produzido para as plataformas Playstation 3 e Xbox 360 com o intuito de comemorar o 15º aniversário da série, o jogo é uma tentativa de dar uma nova cara para o Sonic e a sua turma com uma ambientação totalmente nova no mundo real, uma história dramática, mecânicas de gameplay novas e gráficos da geração atual.


O jogo possui uma história com um tom mais sério e nessa história tem personagens, ela conta a história de Sonic the Hedgehog, um ouriço azul que corre rápido e vai até a cidade de Soleanna que é a cidade principal do jogo salvar a princesa Elise que é a princesa da cidade das garras do Dr. Eggman, que é o vilão do jogo que é inimigo do Sonic, para isso ele conta com a ajuda de Tails e Knuckles que são seus amigos de longa data.

Também tem o episódio do Shadow que conta a história do Shadow, o ouriço preto que surgiu em Sonic Adventure 2, ele vai salvar a Rouge que é sua amiga da base do Dr. Eggman que é o vilão inimigo do Sonic e inimigo do Shadow também pra roubar um cetro que se quebra e depois é revelado outro personagem chamado Mephiles, que é um Shadow com cores mudadas que é o vilão da história do Shadow que é inimigo do Shadow, então com a ajuda de Rouge e Omega, que é um robô amigo do Shadow, Shadow deve lutar contra Mephiles e salvar o mundo.

Depois ainda tem o episódio do Silver, que é um ouriço branco que veio do futuro que foi destruido pelo Iblis e deve voltar para o passado pra matar o Sonic porque o Mephiles disse que o Sonic é o culpado disso, e também tem a Blaze que é uma personagem e é amiga dele, e a Amy que confunde ele com o Sonic e por isso acaba entrando na história.

A história de Sonic '06 é uma história estrelada por personagens e é contada através de cutscenes e CGs que mostram os personagens fazendo coisas que afetam a história.


Os gráficos de Sonic '06 são gráficos que mostram os visuais do jogo, podemos reparar que o Sonic é azul, o Knuckles é vermelho, o Tails é amarelo, o Shadow é preto, a Rouge tem peitões, o Omega é um robô, o Silver é branco, a Blaze é rosa, o Mephiles é o Shadow com tribais azuis, a Elise tem pernas laranjas, o Eggman emagreceu, os cenários são realistas, os robôs do Eggman são realistas, o jogo é realista, a cidade é realista, as fases são realistas, o Sonic é realista.

As cutscenes também são realistas e mostram os personagens fazendo animações.


Sonic '06 é um jogo que você pode jogar, existem vários personagens jogáveis: Sonic, Tails, Knuckles, Shadow, Rouge, Omega, Silver, Blaze e Amy.

Jogando com o Sonic, você pode correr, pular, dar Homing Attack, chutar e dar spindash, com o Tails você voa e joga bombas de aneis, com o Knuckles você plana e dá socos. As fases do Sonic são fases montadas para o Sonic.

Jogando com o Shadow, você pode fazer o mesmo que o Sonic, mas pode dar combos com o Homing Attack, jogar Chaos Spears e usar o Kaioken, com a Rouge você plana e joga bombas, com o Omega você pode atirar nos inimigos. As fases do Shadow foram feitas para ser jogadas com o Shadow.

Jogando com o Silver você é mais lento, mas tem poderes psíquicos, a Blaze é rápida e pode atacar igual o Sonic, a Amy pode usar seu martelo. As fases do Silver são fases feitas para ser jogadas com o Silver.

A cidade do jogo é um mapa que pode ser explorado e interliga as fases, as town missions são missões que você faz na cidade, as telas de loading carregam o jogo e os bosses são lutas que você enfrenta no decorrer do jogo para progredir.


A trilha sonora de Sonic '06 é uma trilha sonora que tem músicas, e essas músicas tocam durante o jogo que você está jogando para você ouvir enquanto joga, são músicas feitas por músicos que fazem músicas pra jogos e foram contratados pela Sega para fazer as músicas para o jogo deles.

Considerações finais

No fim do dia, Sonic the Hedgehog '06 é um jogo que você pode comprar em uma loja que vende jogos e jogar no seu videogame feito para rodar jogos. Se você comprar Sonic '06 e gostar, você gosta de Sonic '06, se você comprar Sonic '06 e odiar, você odeia Sonic '06.

Sonic '06 é um jogo eletrônico.

Não tem nota porque quem decide se o jogo é bom ou não é quem vai jogar.

- Copyright © Blog do Ryu - Date A Live - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -