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Sonic Lost World

By : Ryu

Demorou... Pra caralho aliás, mas finalmente este dia chegou, eu joguei Sonic Lost World graças ao meu primo que queria comprar um Wii, mas resolveu comprar um Wii U porque além de rodar jogos novos, tem a retrocompatibilidade e tals, além dele ter se interessado em Mario 3D World e nos próximos jogos do console. Um dos jogos que ele comprou foi Sonic Lost World, então a gente jogou, ele não gostou e eu também não.

"AFF RYU LA VAI VOCÊ FALAR MAL DE SONIC DE NOVO SEU NINTENDISTA FILHO DE UMA BISCATE RAMPEIRA VC É HATER DE SONIC E FAZ BULLYING COM ELE"

Sim, eu vou falar mal de um jogo do Sonic outra vez, e nintendista é meu prolato esquerdo, seu fanboy chorão de merda, se ponha em seu lugar! Aliás, qual é a desse papo de falar mal de Sonic e odiá-lo? Eu não faço uma review puramente negativa de Sonic desde Sonic 4: Episode II, que ainda assim essa nem foi uma review tão negativa assim. Eu gostei de Sonic Colors, Sonic Generations, Sonic & All-Stars Racing Transformed e elogiei até Sonic and the Secret Rings aqui num post passado, então encaminhe-se pra auto-fornicação, eu falo mal dos jogos ruins do Sonic assim como todo mundo faz, simples assim.

Então, voltando a Sonic Lost World... Pois é, eu já não estava indo muito com a cara desse jogo pelos trailers e vídeos de gameplay que saiam com o tempo, meus pensamentos sobre isso tudo estavam por toda a parte e eu não sabia o que diabos dizer sobre eles... Só que o jogo me parecia estranho de todas as formas possíveis, em algumas partes ele me agradava, em outras parecia que eu ia chorar só de olhar como pareciam ruins, então eu não sabia direito o que esperar já que não joguei e tinha curiosidade pra jogar.

No fim das contas, eu joguei Sonic Lost World, mais do que o necessário já que terminei a história, o mundo secreto e fui tentar rejogar várias fases pra ver o que diabos esse jogo tinha de me oferecer a mais. O resultado é uma das maiores decepções que eu já tive com um jogo do Sonic, sim, Lost World é um "daqueles" jogos do Sonic... Daqueles que você olha, enxerga um potencial e depois fica horrorizado com o quanto esse potencial foi mal-aproveitado.

Ok...?


Sonic Lost World abre com o Sonic e o Tails a bordo do Tornado perseguindo Eggman, que está com uma cápsula cheia de animais dentro, assim como aquelas que tinham nos jogos clássicos do Sonic, mas aí acaba dando meio errado porque o Tornado é atingido e tá perto de cair. Mas eles acidentalmente descobrem um novo planeta estranho chamado Lost Hex que simplesmente apareceu do nada no meio das nuvens e foi descoberto agora pelo Sonic e o Tails.

Então aterrissando no Lost Hex, eles descobrem que o Eggman já está naquele lugar com seus Badniks e umas criaturas meio encapetadas conhecidas como Zeti. Existem seis Zeti fortões aí que estão do lado do Eggman, esses são Zavok, o líder e grandalhão fortão do grupo, Zazz, o psicopata porradeiro que gosta de se meter em brigas, Zeena, uma personagem feminina que só tá lá porque precisavam adicionar uma mulher no grupo e alegrar o pessoal da Rule34, Master Zik, que é o velhote sábio do grupo e também tem uma semelhança bem estranha com o Mestre Shifu, Zomom, o gordão  que gosta de comer e é burro que nem uma porta, e por último Zor, que é um sujeito tão emo e deprimente que faria o Shadow parecer o Sylvester Stallone.

Então depois de uma introdução, eles vazam, o Sonic dá umas porradas no Zazz, depois se reencontram num deserto onde o Sonic chuta uma concha que o Eggman usava pra assoprar e manter os Deadly Six em seu controle. Só que sem essa concha, os Deadly Six traem o Eggman e tomam controle dos Badniks, o que faz com que eles saiam atirando pra tudo quanto é lado, fazendo o Sonic, o Tails darem no pé assim como Eggman também se escafedeu junto com Orbot e Cubot.

Mais tarde, Sonic e Tails se encontram com Eggman e seus dois robôs, então resolvem juntar suas forças pra lutar contra os Deadly Six e assim livrar o Lost Hex do MAAAAAAL... E mais tarde a Terra também, porque os Deadly Six começam a usar uma máquina que suga a energia vital do planeta e se eles não se apressarem pra ir resolver isso, vai ficar tudo branco e sem vida... Assim como era aquele limbo branco lá do Generations, então é melhor que nossos heróis se apressem.


Olha, eu já vou falar de uma vez, a história desse jogo é uma merda, por vários motivos diferentes, em primeiro lugar, o que exatamente é o Lost Hex? De onde diabos ele surgiu? Que tipo de planeta ele é? Como ele tava voando por aí no céu? Você espera explicações disso vindas desse jogo? Ah, que pena, porque a única coisa que você vai saber é que isso é o Lost Hex, coisa que o Tails sabe por algum motivo, ele fala logo na primeira cutscene "That must be the Lost Hex!" como se soubesse... O que faz sentido já que o Tails costuma ser o nerdão do grupo, ele provavelmente já deve ter lido ou feito alguma pesquisa, só que ele não diz mais nada, e muito menos o Sonic parece curioso sobre esse novo lugar onde eles foram parar, ele simplesmente age como se não fosse nada, e o Eggman também não explica absolutamente nada, já que ele aparentemente estava nesse planeta antes deles.

Mas não para por aí, também tem os Deadly Six, quem são eles? Que raça Zeti é essa que aparentemente habita o Lost Hex? Existem mais desses Zeti por aí? Isso também não é explicado em momento algum, ninguém sabe se esses caras são os únicos Zeti por aí ou se existem mais escondidos nesse planeta por algum motivo. Os Deadly Six surgem do nada, são maus porque talvez o Eggman escravizou eles, ou o clássico "porque sim", daí são derrotados e simplesmente desaparecem perto do final do jogo como se nunca nem tivessem aparecido lá pra início de conversa... É sério!

Os próprios Deadly Six também são estereótipos ambulantes que têm o mesmo carisma de uma pedra, eu posso resumir cada um deles só com uma sentença:

Zavok: "Eu sou do mal!"
Zazz: "Eu sou um maníaco!"
Zeena: "Eu sou feminina!"
Zomom: "Eu sou gordo e gosto de comer!"
Zor: "Eu sou emo!" 
Zik: "Eu sou velho e sábio!"

Eles são exatamente as retratações mais comuns e rasas desse tipo de gente e são tão ridiculamente toscos que eu me recuso a falar mais deles além desses simples resumos de uma sentença só.

E não, nos outros jogos recentes do Sonic tinham histórias minimalistas sim, mas elas faziam sentido. Sonic Colors por exemplo tem os Wisps, são aliens coloridos que viviam em seu planeta natal, mas então o Eggman chegou lá, começou a escravizá-los e usar a energia misteriosa deles com aquelas máquinas pra seus próprios planos malignos e também pra usar nas atrações do parque ou coisa assim. Existem Wisps especiais que seriam aqueles que dão poderes especiais, existe o Yacker e tal, mas você vê zilhões de outros Wisps por aí, são todos da mesma raça que os principais, logo é compreensível, foi uma raça que surgiu no Planet Wisp e começou a se procriar por lá, como aliens em quase todo tipo de ficção... Isso não tem em Sonic Lost World, só mostram essa raça Zeti que surgiu do nada só com esses seis aí e pronto, você tem que aceitar.

Ah, falando em Wisps, eles estão nesse jogo sim, mas por que estão aí? Boa pergunta, porque a história não explica porra nenhuma disso também, os Wisps simplesmente estão lá.

Sabe quando você estava na 1ª série na escola e a professora de Português deixa você fazer uma redação com um tema livre, daí você faz aquela história sem pé e nem cabeça que só faz sentido na sua cabeça? Pois é, a história de Sonic Lost World é exatamente desse jeito, e isso chega a ser tão patético quanto ver o Sonic se transformando num lobisomem elástico ridículo sem explicação alguma... No máximo esse jogo tem umas cenas legaizinhas onde o Sonic e o Tails têm que interagir com o Eggman e tentar se entender com ele, mas fora isso, a narrativa é uma porcaria.

Seriosamente, Sega, já tá na hora de você demitir esses caras e contratarem roteiristas de verdade, eles não acertaram uma desde que entraram aí, Sonic Colors tinha aquelas piadas que só esses caras acharam engraçadas, Sonic Generations parecia um programa da Discovery Kids nas cutscenes e esse jogo é uma mistura dos dois e ainda com problemas próprios de narrativa. Não tem nem por que manter esses roteiristas atuais aí, eles são ainda piores do que o garoto de 12 anos que escreveu os diálogos do primeiro Sonic Adventure.

Claro que nada impede que a Sega lance algum DLC com um tipo de final definitivo que explique toda a história e nos leve a uma conclusão que de fato seja recompensadora e pare de me fazer perguntar o que diabos essa história queria cumprir afinal de contas... Mas até isso seria filha da putagem porque finais assim deviam estar no jogo pra início de conversa e não em um DLC, e é por isso e outros motivos que eu fiquei puto com a Capcom com aquela palha assada lá que foi o final em DLC pra Asura's Wrath.

Tá bom, mudei de ideia sobre a arte...


Bem... Antes eu havia comentado sobre Sonic Lost World parecer ser o jogo mais bonito do Sonic até agora, mas dando uma olhada melhor...  Eu não sei não, passou um tempo desde o último post que eu fiz sobre esse jogo, eu joguei Sonic 2 antes pra fazer uma review aqui e tinha jogado Sonic Generations um pouco pra passar o tempo, e agora que eu vi Sonic Lost World numa tela que não seja vinda de um vídeo do Youtube... Esse jogo parece visualmente meio inferior a Sonic Generations.

Não me entenda errado, Sonic Lost World tecnicamente tem gráficos bons, os modelos são praticamente os mesmos usados nos últimos jogos, os novos personagens são bem feitos também, as cutscenes são bem animadas, o Sonic mesmo tem uns detalhes mais legais que remetem a época do Mega Drive, por exemplo as pernas dele girando como se fosse antigamente, numas partes de queda livre onde você tem que apertar o botão pra ele cair mais rápido, se você demorar e não apertar, ele vai fazer aquela animação de "E aí? Tô esperando você fazer alguma coisa..." igual quando você fica parado com ele nos clássicos... A diferença é que ele faz isso no ar, e foi um toque legal.

Os cenários também são bonitos tecnicamente falando, os efeitos de sombra/luz são ótimos, as texturas são bem detalhadas e existem aquelas pequenas animações também de flores girando ou se mexendo por aí, esse tipo de coisa é legal, mas esse jogo não me convenceu muito que pertence a um console tecnicamente mais avançado. Digo, é um jogo exclusivo do Wii U, que é um console da próxima geração, mas eu sinto como se o PS3 e o Xbox 360 pudessem rodar isso sem problema algum... Talvez seja só impressão, mas não foi esse o jogo que me convenceu que o Wii U é mais potente do que o Xbox 360 ou o PS3, ainda que seja bonito por si só.


Já a parte da direção artística desse jogo... Eu não sei direito o que pensar dele, a princípio Sonic Lost World realmente tava querendo se parecer com um jogo clássico do Sonic, a primeira fase tem aquele estilo parecido com a Green Hill, mas ao mesmo tempo ela não se parece com a Green Hill e é mais similar àquela Jade Hill Zone ou algo assim, fase que originalmente era do falecido Sonic X-Treme, e lá tem esse estilo geométrico característico de Sonic que as vezes te faz sentir jogando um Sonic clássico em 3D. Pelo que você percorre no jogo, outras fases vão se mostrando seguir esse estilo, a Desert Ruins Act 1 parece uma fase no estilo da Sandopolis visualmente, a Frozen Factory Act 3 é uma fase de casino quase exatamente como a Casino Night, e o jogo é cheio de coisas dos clássicos: Badniks, cápsulas com animais dentro, o próprio conceito do Eggman robotizando animais de novo... E eu aprecio esse tipo de coisa, mesmo, só que em outras horas, esse jogo não parece um jogo do Sonic.

Até mesmo na Windy Hill você começa a ver umas coisas um tanto estranhas, apesar da fase ter uma "pegada" dos clássicos, a estrutura dela não se parece com nada vindo deles, não existem aqueles morros que também faziam parte da arte original da série, ao invés disso vemos tubos enormes voando por aí e locais cheios de "blocos" estruturais no chão, daqueles que o Sonic não poderia passar correndo ou rolando porque tem que pular constantemente, além dos pedaços de terra flutuando e planetoides por aí que são obviamente inspirados em Mario Galaxy.

Outras fases do jogo simplesmente não têm nada a ver com Sonic, e eu digo nada mesmo, o exemplo mais claro disso seria a Desert Ruins Act 3 que é uma fase com temática de comida... Ok, né? Sonic Colors tinha uma fase assim e ela era bem bonita até, então o que poderia dar errado aqui? Nada, só o fato de que essa fase é feia pra caralho independente de parecer vinda de um jogo do Sonic ou não. O background dela com comidas aleatoriamente voando no ar tem um tom roxo que fica ocupando quase toda a tela e chega a dar dor nas vistas, e a única coisa que ela tem além disso são caminhos de doces coloridos pelos quais o Sonic corre, ah é, e chocolates que são atirados as vezes... Só, é uma das fases mais visualmente monótonas desse jogo, independente de qualquer coisa.

Eu vou até deixar você olhar as duas fases das quais eu tô falando, qual você acha mais bonita: Essa de Sonic Colors, ou essa desse jogo? É... Foi o que eu pensei.

Já outras fases parecem puramente vindas de um jogo do Mario, principalmente a Tropical Coast, ela é quase que essa fase do Mario, só que em 3D e com estruturas cilíndricas, o que a tornaria essencialmente uma fase de Mario Galaxy e não uma fase de um jogo do Sonic em 3D.

Eu não sei, a arte desse jogo pra mim é um pacote misturado, eu gosto de umas coisas e não gosto de outras, algumas fases são boas e me lembram dos clássicos, outras parecem fases de Mario, ainda que bonitas, e tem aquelas que não são bonitas de jeito algum, meus comentários sobre os visuais desse jogo estão por toda a parte!

Alguém me salve!

Experimental demais e não impressiona em nada particularmente


Ultimamente a Sega andou numa espécie de zona de conforto (Trocadilho não-intencional), primeiro eles fizeram Sonic Unleashed, esse jogo foi uma bosta, nas fases do Sonic e nas do Werehog, cada um ruim da sua própria forma, mas aparentemente as fases do Sonic agradaram umas pessoas aqui e ali e outros viram algum potencial a ser usado nessas fases, eu pessoalmente só achei elas ruins e nada mais, porém a Sega se convenceu que devia usar essa mecânica e tentar melhorá-la nos jogos futuros. No começo eu pensava que isso ia ser uma péssima ideia, mas no fim das contas essa decisão acabou resultando em Sonic Colors, que acabou sendo um jogo bom e até me deixou surpreso, porque eu achei que o jogo ia ser uma boa bosta por causa desse gameplay de Unleashed, só que eles realmente melhoraram, e foi o mesmo com Sonic Generations logo em seguida.

Como Sonic Colors se saiu bem com a crítica e o público, a Sega decidiu repetir a fórmula com suas devidas memórias em Sonic Generations pra ter resultados tão positivos quanto. Ambos não eram os jogos revolucionários que iam trazer o Sonic de volta a sua glória, mas eram jogos genuinamente bons, coisa que o Sonic não tinha há um bom tempo, logo a Sega logicamente poderia continuar nesse caminho até alcançar uma qualidade maior com os próximos jogos.

Mas não, a Sega agora resolveu apostar em uma nova mecânica pro Sonic, assim como foi a transição de Sonic '06 pra Sonic Unleashed... Eu não gostei do som disso quando descobri, não achei que agora ia ser a melhor hora pra isso, mas a Sega é quem faz as decisões afinal de contas, por bem ou por mal. E assim eles decidiram tentar "inovar" de novo com Sonic Lost World, "inovar" no sentido de tentar chupar alguma coisa da Nintendo e adaptar pra Sonic, afinal Sonic Colors tinha uma pequena cara de Mario Galaxy, mas parecia "Sonic" o suficiente pra se salvar de ser acusado de copiar o encanador obeso da Nintendo, inclusive por mim mesmo.

Sonic Lost World no entanto... Não é nem exatamente uma cópia completa de Mario Galaxy, tem influências, mas esse jogo não é uma cópia carbônica de Mario Galaxy, e nem parece muito um jogo do Sonic também. Na verdade o maior problema com Sonic Lost World é justamente isso, esse jogo parece que não sabe o que ele mesmo é, não sabe se quer ser um jogo do Mario, se quer ser um jogo do Sonic, ou se quer ser os dois e no fim das contas isso resulta numa mistureba desajeitada que não dá certo pra nenhum dos lados onde tenta ir.

Mas vamos por partes. Primeiro eu vou falar do Sonic em si e de como ele é controlado nesse jogo, você não mais ganha velocidade gradualmente segurando o analógico em uma determinada direção, ao invés disso, você pode controlar a própria velocidade dele, usando só o analógico, o Sonic apenas vai andar num ritmo mais lento, então se você segurar R, ele começa a correr e fazer a animação de girar as pernas, e a terceira velocidade do jogo seria o Spin Dash. A intenção desse sistema é dar mais controle ao Sonic, já que as vezes era meio difícil controlar o Sonic e fazer algumas seções de platforming que requerem mais precisão nas partes mais lentas, mas esse jogo parece estranho enquanto faz isso.

Em primeiro lugar, o Sonic nesse jogo é lento, ele andando é lento, e quando você faz ele correr segurando R, ele ainda continua lento, só marginalmente mais rápido do que quando você o faz andar. Era pra ele correr mais rápido gradualmente na verdade, acelerando com o tempo até eventualmente ficar rápido, só que isso apenas acontece quando você mantém o Sonic correndo em linha reta, qualquer viradinha que você der com ele e aí pronto, ele perde todo o momentum que tinha conseguido quando corria em linha reta e a velocidade dele diminui dramaticamente, e você tem que desviar de bastante coisa enquanto corre, logo é quase impossível você correr rápido normalmente nesse jogo.

Espera, tem o Spin Dash, não é? Sim, tem o Spin Dash, e ele é basicamente a única maneira de fazer o Sonic ir rápido sem passar por alguma Boost Pad ou coisa do tipo. O Spin Dash desse jogo funciona mais ou menos parecido com o Boost, você segura X e mantém ele segurado pro Sonic continuar indo rápido, e você pode apertar X logo depois de pular assim que o Sonic aterrissar pra continuar com a mesma velocidade, mas sabe... Assim como o boost não me agradava muito antes porque era só segurar ele pra sair atropelando tudo na sua frente, o Spin Dash aqui é basicamente a mesma coisa, a diferença é que ele é a única maneira do Sonic pegar uma velocidade decente, enquanto nos outros jogos ele podia correr rápido sem precisar do Boost. Não era essa a função do Spin Dash antigamente, ele servia pra te dar velocidade instantânea, mas não era overpowered em nenhum sentido porque gradualmente ele ia perdendo momentum e muitas vezes era melhor nem usar ele, aqui é praticamente uma necessidade se você quer ter algum tipo de gameplay com ritmo rápido.

Aliás isso era pra você ter um controle melhor sobre o Sonic... Mas eu não sei qual foi a necessidade, já que eu podia controlar o Sonic perfeitamente bem em Sonic Adventure 2 por exemplo, mas ainda assim, Sonic Lost World consegue ter controles estranhos e "regras" que não fazem muito sentido. Pra início, o pulo do Sonic é bizarro, quando você anda, ele dá um pulo de alcance curto que pode ser incrementado com um pulo duplo, mas quando ele corre e pula, ele dá esse mesmo pulo curto, como se tivesse perdido todo o momentum na hora em que ele foi pular, você espera que ele vá dar aquele salto grande que seria o suficiente pra pular pra plataformas mais distantes, mas aí vê que ele não chega nem na metade e você precisa dar um pulo duplo pra conseguir alcançar o seu objetivo. Saltos longos mesmo ele só dá com o Spin Dash, mas é um saco ter que parar de correr pra usar o Spin Dash e aí pular pra poder fazer o que você quer... Eu tô falando, esse jogo conta inteiramente com o Spin Dash pra você fazer coisas que o Sonic normalmente faria sem ele, eu nunca precisei usar o Boost pra realizar saltos mais longos em Sonic Generations porque o pulo não diminuia a velocidade que eu tinha conseguido lá, então por que isso acontece aqui?

Outro problema é que Sonic Lost World tem o pior Homing Attack que já desgraçou um jogo 3D do Sonic... Puta que me pariu, quem foi o responsável por isso? Você achava que o Homing Attack era automático antes porque mirava em um inimigo e o Sonic ia na direção dele só com o apertar de algum botão? Então prepare-se pra se chocar, porque Sonic Lost World consegue ser mais automático ainda.

Ele mira em vários inimigos na tela e é só você pular e apertar o botão do Homing Attack pro Sonic matar todos os inimigos com a mira colocada neles, todos os que estão na tela são destruídos automaticamente pelo Sonic sem você nem ao menos ter o esforço de ajustar o Sonic no ar pra ele poder mirar em outro inimigo e assim você poder usar o Homing Attack... Por que? Qual era o problema do Homing Attack antes? Era realmente necessário deixar o Homing Attack mais simplificado ainda do que já era?

Existe um outro ataque de chute que serve pra matar outros inimigos que não morrem com um Homing Attack normal ou mandar os inimigos uns nos outros e matar vários em fileira, mas exceto nessas partes onde os inimigos estão posicionados em fileiras, o chute é quase inútil porque o Homing Attack pode ser carregado nesse jogo se você deixar a mira no seu inimigo por um certo tempo, um Homing Attack carregado pode matar qualquer inimigo praticamente sem nenhum problema.

E não é como se o jogo não tivesse seus problemas técnicos também. O Homing Attack só pode ser usado se tiver alguma mira, mas as vezes eu fico perto do inimigo e a maldita mira nem sequer aparece, logo eu acabo pulando em cima dele ou usando um pulo duplo... E as vezes ele mira em inimigos que você nem via na tela, fazendo o Sonic voar lá pro outro lado da fase quando você só queria dar um pulo duplo pra outra plataforma, eu já cheguei a morrer por causa disso em algumas partes, principalmente na Sky Road, é irritante pra caralho, o modo como o Homing Attack funciona nesse jogo é completamente imprevisível.


Mas tá, deixando a velocidade e o Homing Attack de lado, Sonic Lost World também traz uma mecânica de Parkour, coisa que também é ativada segurando R enquanto corre pra passar por qualquer estrutura na qual o Sonic pode escalar, é parecido com o Parkour de Assassin's Creed III e IV nesse sentido, mas tem basicamente os mesmos problemas e alguns novos. Pra início de conversa, o Sonic vai escalar coisas que você não queria que ele escalasse... Isso acontece mais nas partes 2D, mas você não pode nem sonhar em segurar R perto de alguma parede, por mais que você apenas esteja correndo pra se livrar de algum perigo ou coisa assim, o Sonic vai automaticamente subir na parede que tá perto porque o jogo faz isso mesmo que você nem esteja rápido o suficiente pra conseguir subir numa parede. Várias vezes isso aconteceu comigo, o Sonic subia onde eu não queria que ele subisse e eu ficava lá "Não, não é pra você ir aí!", e o Parkour em si não é lá muito intuitivo também, você tem que saltar correndo nas paredes pro Sonic manter uma velocidade constante, as vezes tem que mover ele em "curvas" nas paredes, curvas essas que as vezes ele consegue virar e as vezes ele simplesmente passa pela beirada e cai num abismo. Além de algumas vezes ter que mudar de direção enquanto você corre pela parede é quase uma certeza de morte nas primeiras tentativas, e isso requer prática porque os controles são estranhos nesses momentos e o jogo nunca deixa muito claro como esse negócio funciona, nem se você olhar o próprio tutorial dele.

O Parkour pode ser divertido as vezes depois que você entender exatamente como diabos o jogo quer que você o use, depois de experimentar um monte de coisa diferente com ele. Não é tão quebrado quanto o Homing Attack, mas ainda precisava de uma bela polida pra ser aproveitado completamente, e eu realmente gostei da ideia de ter um sistema de Parkour em um jogo do Sonic, afinal ele meio que faz Parkour pelas fases, passa correndo, salta pra lá e pra cá, corre em paredes, e mais um monte de coisa que lembra mesmo Parkour... Só que o jogo não aproveita o potencial dessa ideia e o que você vê é mais um conceito bom mal-executado em um jogo do Sonic... Que novidade, a Sega nunca fez isso antes... Mas ao menos o Parkour em maior parte é opcional nas fases, e as poucas partes em que ele é mandatório são simples e podem ser percorridas até na primeira tentativa.

Sonic Lost World tem um mapa do mundo que na verdade só serve como uma espécie de menu onde você vai pras fases ou pros minigames que têm no jogo, e aí é a hora de dar uma olhada nas próprias fases... Honestamente, eu não fiquei impressionado com quase nenhuma das fases desse jogo, algumas fases usam um gameplay cilíndrico que lembra Mario Galaxy, mas não têm aquele platforming de gravidade e nem são tão abertas quanto. As fases cilíndricas nesse jogo basicamente se resumem a correr por tubos cheios de inimigos e alguns caminhos alternativos que na maioria das vezes dão no mesmo lugar e faz pouca diferença pegar ou não pegar, usualmente é só pra pegar um Red Ring que tá em outro caminho, ou em algum lugar da fase que você devia usar o Parkour ou outro recurso pra explorar... Quando você não corre por tubos, você para em uns planetoides igual Mario Galaxy onde você normalmente tem que matar inimigos ou resolver um puzzle besta.

As fases são consideravelmente lineares, até mesmo as que não são tubulares, como a Desert Ruins Act 1, não é tubular, mas você praticamente só corre em linha reta e passa por obstáculos, a falta de mais formas de relevo que eram presentes em Sonic acaba ficando mais aparente nesse jogo, quase não existem nada além de superfícies planas com umas partes elevadas que você tem que pular pra alcançar ou usar o Parkour.

Especialmente nas partes 2D, elas são mais lineares ainda, a maioria só tem um único caminho a se seguir e elas mal dão espaço pro Sonic correr direito, sem falar que o Sonic bizarramente parece mais lento ainda nelas do que nas partes em 3D, quando eu passei por um loop nessa parte esperando que o Sonic vá ganhar velocidade com isso, ele foi lento no loop e saiu lento, isso é brochante, como se passar por um loop nem fizesse diferença no fim das contas, não serve pra eye candy e nem pra ganhar alguma velocidade. As poucas partes onde o Sonic corre rápido são automáticas e o level design não tem nada único de verdade e muito menos deixa o jogo fluir como deveria, e não ajuda muito que o gameplay também não flui muito bem pra início de conversa, especialmente pra correr e pular, que é o mais básico que o Sonic pode fazer... É como se o Sonic tivesse sido jogado num platformer genérico que foi inspirado no que a série já foi há anos atrás, mas falha miseravelmente em capturar o que fazia Sonic ser bom antes.

Quando as fases não são tediosas, elas são difíceis, não porque são desafiadoras, mas porque o level design as vezes tem um posicionamento de obstáculos horrível. Um exemplo disso é na Lava Mountain Act 2 onde ele escorrega em rails num gameplay 2D e tem que desviar de carros de mina que aparecem por aí, igual Donkey Kong Country, mas pior, essa fase conta puramente com memorização, eu perdi a conta de quantas vezes eu morri nela porque eu desviei de um obstáculo e quando eu mal terminei de desviar desse, um outro já aparecia na frente e nem me dava tempo pra reagir, ou eu simplesmente não podia fazer nada além de ser atingido porque eu já usei o pulo duplo pra passar por exemplo de uns três carros de mina enfileirados sem esperar que um outro ia vir logo em seguida quando eu nem aterrissei na rail direito aí eu morri... Sim, morri, porque pra adicionar insulto ao ferimento, os carros de mina que ficam mal-posicionados são aqueles explosivos que te matam na hora, nem tiram anéis e nem nada, só explodem e fazem o Sonic cair da rail pra sua morte.

Outras partes onde o jogo consegue ser rápido é quando você pega um canhão aleatoriamente numa fase e ele te manda pra um tubo onde o Sonic corre automaticamente e não tem como parar ele, logo você só tem que desviar dos obstáculos e inimigos que as vezes têm posicionamentos ridículos. Várias vezes eu desviei de um inimigo pulando por cima dele pra logo depois eu ser surpreendido por uma bola de espinho que rolava pelos lados ali e eu não tive tempo de desviar dela porque o Sonic só continuava indo pra frente.

O pior é quando tem fases puramente automáticas como a Desert Ruins Act 2 onde você começa correndo, tem que desviar de obstáculos e inimigos, e se o Sonic bater numa parede, ele morre instantaneamente... Interprete isso como as Mach Speed Zones lá de Sonic '06, só que menos quebradas e com controles decentes, mas ainda acho muito retardado que batendo numa parede, o Sonic morre, por que? Ele já bateu na parede várias vezes em outros jogos quando corria rápido e simplesmente parou e depois voltou a correr... Se você não contar Sonic '06 onde ele faz um Breakdance na parede até a morte, claro... Mas então você tá me dizendo que esse jogo tá usando uma escolha de design vinda de Sonic '06? E ainda por cima uma das piores delas? Fala sério...

Basicamente, nessas fases normais do jogo, você passa correndo, as vezes tem que explorar e achar umas cápsulas de animais pra poder progredir no jogo, que só abre mundos/zonas novas quando você resgata um número determinado de animais. Lembra daquela exploração forçada que tinha em Sonic Unleashed? É parecido aqui, mas ao menos você não tem que jogar com o Werehog pra poder explorar as fases, e é amenizado também por umas fases de Carnival que são uns minigames que te dão animais praticamente de graça porque a maioria deles são bem simples... E você também pode usar os escudos elementais passando pelas fasese e ganhando eles como brinde, mas eu honestamente ia preferir achar eles pelas fases mesmo, mas não é como se eles fossem muito úteis também, só o Thunder Shield serve pra atrair anéis que estão próximos.


Além das fases normais, o Sonic praticamente faz de tudo nesse jogo. Em umas partes da Tropical Coast ele tem que ficar guiando frutas que estão vivas e querem matar ele por sei lá qual motivo até um triturador pra então elas serem trituradas e fazerem uma espécie de jato de suco que leva ele pra outra seção da fase onde ele tem que fazer mais ou menos a mesma coisa, só que com terrenos diferentes. Foi tedioso na primeira vez e continuou sendo até eu finalmente terminar essa fase, além de que o jato de suco já chegou a me matar uma vez, eu simplesmente fui nele e ele me levou até outra parte da fase, mas por algum motivo eu fui jogado num abismo ao invés de ir parar onde eu devia no território da fase, e eu nem apertei botão nenhum... Então tem um Act da Frozen Factory que o Sonic rola automaticamente até ficar dentro de uma bola de neve sem nenhum motivo aparente e agora você tem que guiar ele como uma bola de neve até o final da fase lidando com controles escorregadios, qualquer batidinha que você der em qualquer coisa te manda lá pra próxima terça-feira e você perde uma vida... Por que o Sonic tem que percorrer essa fase como uma bola e neve? Por que ele não pode passar por ela normalmente? Essa fase é chata demais, céus!

Mas se você pensa que a pior parte de gameplay alternativo desse jogo é essa, ah menino, você ainda não viu o Act da Sky Road em que o Sonic fica voando... De novo, sem nenhum motivo aparente, e ele é horrível de controlar e manter em uma altitude boa, você tem que apertar um botão pra ele subir e girar ao mesmo tempo pra matar inimigos e evitar que você caia no abismo... Ou desviar dos inimigos com esses controles horríveis, é desajeitado fazer as duas coisas praticamente, e assim como você já deve ter adivinhado, não é nem um pouco divertido. Eu nem sei por que diabos o Sonic pode voar de repente, por acaso ele tomou umas aulas com o Superman? Pra que ele precisa do Tornado do Tails numa das fases do Hidden World mais lá pra frente se ele pode simplesmente voar por si mesmo então?

Aliás, sim, tem o Hidden World nesse jogo, que é acessado depois que você termina o jogo, e o que tem lá são mais minigames e nenhum é realmente interessante o suficiente e eu nem joguei essa parte do jogo profundamente pra poder falar direito aqui. Eu sei que tem um minigame de ficar acertando partes de um cubo mágico que se levantam pra depois ser transportado pro outro lado do cubo onde você faz a mesma coisa, a parte onde você escapa de uma espécie de Pac-Man peludo que fica te perseguindo pela fase toda que é um monte de plataformas com um abismo enorme embaixo, depois tem um minigame com o Tornado, um outro que tem que ficar usando umas plataformas que se mexem sozinhas e desaparecem quando chocam com alguma coisa sólida, aí o segredo é mudar na hora certa... É por aí.

Pra terminar, o jogo tem os Wisps, que inexplicavelmente vivem no Lost Hex e não são tão divertidos de usar porque eles são só uma maneira tosca de fazer você usar o Gamepad do Wii U. Os Wisps de antes como Drill, Laser, etc podem ser usados com o controle normal, mas os outros? Nope, Gamepad, e todos eles são estranhos, o Eagle é controlado pelo sensor de movimento do Gamepad e os controles são horríveis, ele raramente obedece os comandos com precisão e quase sempre que eu o uso, eu bato em alguma coisa, destransformo de volta pro Sonic e caio pra minha morte, ou pra algum caminho embaixo. E os outros são simplesmente inúteis, o Rythm usa o Touchpad pra... Tocar uma direção pro Sonic ir, eu acho... O Bomb eu nem sei pra que diabos serve, você rola e explode... Tá... e o Asteroid é ok ele destrói partes do cenário e é só mexer o Gamepad pro lado sem ligar pra nada, mas... Nada especial também, eu normalmente nem uso os Wisps no geral porque eles nem são tão divertidos de usar igual eram antes.

Ah é, eu já te falei que coletando 100 anéis, você não ganha uma vida? Sim, eu não tô brincando, você não ganha uma vida quando coleta 100 anéis nesse jogo, então não tem nem motivos pra você se importar em pegar anéis na fase de Casino do jogo a menos que seja pra manter sua vida ou pra conseguir pontos altos, as partes de Pinball que normalmente eram usadas por mim pra conseguir várias vidas extras fáceis com a máquina caça-níqueis agora é só um minigame besta obrigatório que eu tenho que passar logo pra progredir nas fases...

A dificuldade pra achar vidas nesse jogo é completamente incoerente com a dificuldade de certas fases onde você morre várias vezes tentando pegar Red Rings que estão em locais onde morrer é extremamente fácil, ou explorando usando um Parkour instável, ou só lidando com falhas do Homing Attack ou level designs ruins. Existem várias coisas que podem te levar a morrer nesse jogo, e ter um Game Over nisso pra repetir as fases de novo é a pior coisa que pode acontecer. Coletando todos os Red Rings, você ganha Chaos Emeralds e libera o Super Sonic pra ser usado, mas eu não liberei porque não tenho saco pra ficar morrendo enquanto tento pegar essas merdas, então não sei como é jogar com o Super Sonic e nem me interesso em saber também.

E eu não quero nem comentar sobre o quanto os bosses desse jogo são ridículos, todos eles sem exceção, as lutas contra o Deadly Six são ofensivamente fáceis, talvez só as do Zavok tinham algum desafio de verdade, mas ainda assim nem tanto também. E o Final Boss é praticamente uma versão mais fácil ainda do Final Boss que tinha em Sonic Colors... Tá certo, Sonic não é conhecido por ter os melhores bosses de todos os tempos, mas levando em conta que Sonic Generations tinha bosses bons, coisa que nem eu mesmo esperava, eu achei que esse ia dar algum jeito de melhorar.

Jogar com o Sonic normalmente é ok apesar dele ser lento e o Parkour nem sempre funcionar direito, mas seria melhor se a Sega focasse em polir esse gameplay dele ao invés de ficar enfiando partes de vôo, controlar bolas de neve e coisas do tipo que não têm nada a ver com Sonic e muito menos foram pedidas por ninguém. Tá vendo só por que eu não quero outros personagens jogáveis em jogos do Sonic? A Sega sempre tenta injetar gameplay alternativo de uma forma ou de outra na série, e se eles deram conta de fazer essa bagunça toda só com o Sonic sendo jogável, imagina se esse jogo tiver toda a trupe de Springfield igual Sonic '06.

Como um extra maior, existe um DLC gratuito baseado em Yoshi's Island e vai ter mais um baseado em Zelda que foi revelado sutilmente numa imagem, quando você pensava que a Sega não poderia se vender mais ainda pra Nintendo, isso acontece... Quem jogava Sonic nos anos 90 nunca, mas NUNCA imaginaria uma merda dessas acontecendo nem em um sonho!

Mas tá bom, então como é a fase? Bem... O visual dela parece mais Yarn Yoshi do que Yoshi's Island, você resgata ovos do Yoshi que podem ser encontrados em blocos por aí, você coleta moedas que substituem os anéis, entra por canos... É, o Sonic entrando pelo cano nesse jogo, a própria animação dele entrando pelo cano poderia ser usada aqui nesse post ao invés de um texto inteiro só pra resumir Sonic Lost World... Só não é mais apropriado do que ele morrendo lá em Sonic '06.

Onde eu estava? Ah sim, no cano, então, você entra por canos, luta contra inimigos do Mario, o level design é a mesma coisa das fases 2D normais desse jogo e o gameplay é o mesmo, só que agora tendo ovos do Yoshi te acompanhando, e assim como as partes 2D normais do jogo, essa fase também é monótona, mas tem um bom motivo pra jogar ela: Os ovos do Yoshi que você resgata valem uma vida cada.

... Pera, então esse DLC de graça te dá vidas de graça praticamente, então aquele pack de 20 vidas que a Sega tava vendendo antes do jogo lançar acabou ficando sem propósito e quem foi imbecil o suficiente pra comprar ele a essa hora já deve ter se enforcado... Boa, Sega!

As músicas pelo menos são consistentemente boas

Mas o que diabos tá acontecendo aqui?
Apesar de tudo, Sonic Lost World ainda mantém a tradição de Sonic ter trilhas sonoras boas independente do quão ruim os seus jogos são... Há exceções, claro, mas a desse é só mais uma pra lista de trilhas sonoras boas de Sonic. As músicas continuam sendo agitadas, dessa vez elas vão pra um lado mais orquestral em comparação com Sonic Colors que era um pouco mais variado, mas no fim das contas tem várias músicas boas aqui, Windy Hill, Frozen Factory Act 1, Tropical Coast Act 3, Desert Ruins Act 1, Lava Mountain... E principalmente o rock orquestrado dos caralho que toca no final boss, cara, como aquela música chuta bundas! Não é tudo uma maravilha, claro, o jogo tem lá suas músicas esquecíveis ou até "nada a ver", por exemplo a música de boss quando você enfrenta um dos Deadly Six, aquilo é ruim a nível da música do Coco Bongo que tocava nas lutas do Werehog.

A dublagem é decente, aqui já percorremos um caminho relativamente longo desde 2010 e eu realmente tô 100% acostumado com a nova dublagem. O Roger Craig Smith já soa bem como Sonic, até melhor do que o Jason Griffith algumas vezes, sempre gostei da nova voz do Tails, o Mike Pollock continua sendo ótimo como Eggman. E os Deadly Six são decentes, eu acho, as vozes deles combinam com cada um, o Zavok tendo uma voz mais grossa como a de um vilão frio, a Zeena tendo aquela voz feminina de mulher chatinha, o Mestre Shifu tem voz de velho resmungão, o Zor soa exatamente igual um emo da atualidade, o Zazz soa igual um maníaco e o Zomom tem a típica voz de gordo burrão... Nada errado por aqui.

Considerações finais

Como eu disse lá em cima, Sonic Lost World não é uma cópia carbônica de Mario Galaxy, mas não parece um jogo do Sonic também. Esse jogo quase não tem uma identidade definida pra início de conversa, é completamente experimental, tenta fazer de tudo, mas sofre exatamente por causa disso, Colors e Generations tinham suas gimmicks, mas tinham só um gameplay principal que foi bem-trabalhado... Dois no caso do Generations porque tem o Classic Sonic, mas ainda assim ele foi montado em cima da mecânica do Modern Sonic e só teve umas alterações pra ficar mais próximo do gameplay clássico. E eu prefiro isso do que o jogo enfiar milhões de gameplays e gimmicks diferentes sem polir nada, e o resultado não podia ser outro, Sonic Lost World é uma experimentação enorme e não é bem-sucedido em quase nada do que tenta fazer, seja por falta de polimento ou simplesmente por conceitos que já eram imbecis pra início de conversa.

Quase como se o Sonic estivesse... Perdido em seu próprio mundo... Heheh, eu sou muito espertão.

É uma pena, porque eu realmente queria gostar de Sonic Lost World, eu provavelmente fiz o jogo parecer a pior coisa do mundo nessa review, mas a verdade é que ele nem é tão horrível assim, é jogável na melhor das hipóteses, não é o pior jogo do Sonic... Mas ainda é ruim pros padrões que Colors e Generations estabeleceram. Sonic Lost World por um mísero período de tempo pareceu estar indo na direção certa, com todas essas referências aos clássicos, ele tem um pequeno charme que infelizmente não dura muito e aí no fim das contas, é mais um jogo do Sonic que deixa aquela velha decepção que eu não sentia desde quando joguei Sonic Unleashed pela primeira vez. E eu espero que a Sega nem insista nessa fórmula, se for pra ter mais jogos desse jeito, eu prefiro que voltem com um jogo com boost moderado igual Sonic Colors, mas o level design indo mais pro lado do Generations que é mais fiel a estrutura original de fases de Sonic.

Então isso foi Sonic Lost World, é brochante, mas eu já não tava com expectativas muito elevadas mesmo, então ok. Agora vou ver se Mario 3D World é bom ou nah enquanto ainda posso e talvez postar uma review do jogo aqui se eu conseguir terminar tudo, se matem aí, e não esperem um monte de reviews de jogos de Wii U porque eu não tenho um, só tá por aqui momentaneamente e no fim do ano já nem vai estar mais.

Prós:

+ Gráficos bonitos.
+ Umas referências e alusões aos jogos do Mega Drive.
+ Ao menos o Parkour é uma boa ideia.
+ Trilha sonora boa como quase sempre.

Contras:

- Pena que a boa ideia do Parkour não é completamente aproveitada.
- Vários experimentos no gameplay e nenhum deles se sai particularmente bem.
- Esse Homing Attack... Sério...
- O level design é geralmente inofensivo, mas quando é ruim, é muito ruim.
- Narrativa horrenda.

Gráficos: 8/10
Enredo: 3/10
Gameplay: 4/10
Som: 8/10
Conteúdo extra: 5/10

Veredicto:

P.S: Me lembra de dar um prêmio pro cara aí que comentou que eu ia postar uma review desse jogo com nota 4 ou menos.

Meme: O que você jogou em 2013?

By : Ryu

Eu ia fazer um post de melhores/piores jogos do ano como faço toda vez que o ano acaba, mas acabou que eu nem consegui animar de jogar todos os jogos ruins desse ano o suficiente pra analisar e nem mesmo os supostamente bons que eu ouvi falar sobre... O motivo? Várias coisas, praticamente no ano inteiro eu fiquei sem tempo nem pra respirar direito, só nesse finzinho de ano eu posso aproveitar alguma coisa.

"Então o que você vai fazer, Ryu? Vai postar uma lista mequetrefe que não tenha Bioshock Infinite ou Wind Waker HD nos melhores do ano? VAI SEU MONTE DE MERDA MALDITA???"

Iria, mas não, ao invés disso, eu resolvi participar do Meme "O que você jogou em ano X?" do blog Marvox Brasil em parceria com o VG&Etc e o fórum Retrogames Brasil, deem uma checada nesses sites, ninguém vai sair arrependido. Eu tinha sido convidado pelo Juninho Funkeiro do Lugar de Nerd pra participar desse meme e como o bom gamer tetudo anti-social que sou, aceitei o convite, junto com outros blogs que estarão linkados no final do post.

No que se consiste o meme? É uma lista de melhores e piores jogos do ano maquiada com outro nome? Não, é como o nome literalmente diz... Eu falo sobre tudo de interessante que joguei nesse belo ano de 2013 pós-apocalíptico, tanto jogos bons quanto ruins, de qualquer época, podem ser desse ano, do ano passado, o que for... Se for um jogo, você o jogou esse ano e acha que valha a pena mencionar, vá em frente.

Tá em dúvidas sobre como isso funciona ainda? Mas você é burro pra baralho, hein, meua migo... Ok, ok, veja só esse post do Marvox do ano passado como exemplo, é algo desse tipo.

Eu vou fazer um pouco diferente e dividir os jogos em "títulos" pra cada um, mas vai sair meio parecido de qualquer forma, então beleza, bora lá.

Os jogos mais marcantes, positiva ou negativamente, que joguei esse ano foram...


Reboot não muito convincente: DmC: Devil May Cry

DmC foi provavelmente o jogo mais "mamilos" desse ano, e também do ano em que foi anunciado com aquele trailer bizarro que mostrava Dante com um visual extremamente bizarro e fumando. O negócio todo tinha cara de ser qualquer coisa, menos Devil May Cry, e depois que foi revelado que isso seria um reboot da série pra apelar ao lado ocidental do nosso planeta, aí fodeu, foram suicídios de fãs extremos, ameaças de morte enviadas pra Ninja Theory, a Capcom também foi xingada por todos os lados, foi uma merdatempestade enorme pra tudo quanto é lado. O Tameem Antoniades também não ajudava muito a amenizar isso falando em umas entrevistas sobre como a sua versão de Devil May Cry vai ser a definitiva e os da série original são velharias ultrapassadas pro seu avô caduco com reumatismo jogar, além dele dizer que a história desse jogo ia ser "shakespeareana" e mais um monte de merda aí.

Eventualmente DmC foi lançado no começo desse ano, foi bem elogiado pela crítica profissional, mas muitos fãs de Devil May Cry odiaram o jogo como se fosse uma reencarnação do Hitler e outros o defendiam, foi só mais uma controvérsia enorme e no fim das contas. DmC não vendeu bem porque normalmente é isso que deve ser feito quando tal público não aceita um jogo, fãs de Call of Duty deviam aprender com esse pessoal ao invés de reclamarem de tudo e comprarem os jogos do mesmo jeito.

Quando eu fui jogar DmC, eu estava com meus pensamentos por toda a parte, quando eu pensei que ia odiar o Donte, a verdade foi que eu nem liguei muito pra ele, ou pro Vergin. Eles não se pareciam muito com suas contrapartes da série original tanto visualmente quanto em personalidade, mas achei os dois decentes como personagens, e a história do jogo no geral foi inofensiva pra mim, ela tinha seus momentos de desenvolvimento bons... Assim como também mostrava uns diálogos hilariamente ruins como a mulher do Mundus dizendo "The world is at last your bitch, just like me." ou algo assim. A história ao todo é ok, só não tem nada a ver com Devil May Cry e muito menos poderia ser considerada como shakespeareana, mas eu realmente não esperava que fosse, então tá.

O jogo em si foi basicamente uma versão casualizada do gameplay usual da série, e o meu maior problema é justamente isso. O combate de DmC tem bem menos combos e variedade do que Devil May Cry 3 ou 4, a remoção do Lock-On tirou boa parte dos combos que eram possíveis fazer segurando o Lock-On e usando o analógico + ataque pra dar golpes diferentes, assim como deixou o uso das pistolas do Donte estranho. Os inimigos telegrafavam tanto os ataques que você podia matar uma boa parte deles antes mesmo deles chegarem a realizar alguma ofensiva, e o jogo provava ser meio desbalanceado quando você libera umas habilidades mais pra frente que tornam o Dante praticamente um deus que mata qualquer coisa com 3 ou 4 hits enquanto os inimigos continuam sendo patéticos perto dele mesmo em dificuldades mais elevadas.

Ao menos DmC faz um bom uso do Angel/Demon Grapple, eu diria que melhor do que o que Devil May Cry 4 fazia com o braço do Nero e tem um level design bom com umas seções de platforming surpreendentemente boas. Levando em conta que eu não esperava isso de um Hack 'N Slash, e eu gostei dos bosses, cada um deles foi divertido de enfrentar da sua própria forma... Menos o filho do Mundus, aquilo lá foi uma merda de boss por causa do fundo que tornava tudo confuso e poluído.

Na verdade, o maior problema com DmC é justamente o fato do jogo ter Devil May Cry no nome. Eu não fiquei convencido de que isso devia substituir a série original, ele é fraco em comparação com o 3 em vários aspectos, mas é decente como um jogo sozinho. Provavelmente seria melhor aceito se fosse algum tipo de série nova da Ninja Theory, não precisaria de muito pra transformar isso em algo separado, só mudar os nomes dos personagens e do jogo.... Voila.

Aliás falando de nome, só agora eu andei reparando que "DmC: Devil May Cry" é de fato um nome meio estranho, "DmC" já não seria uma sigla pra "Devil May Cry"? Então o nome do jogo seria... "Devil May Cry: Devil May Cry"?

Eu hein...



Reboot bom e altamente necessário: Tomb Raider (2013)

Bem, eu nunca fui o maior fã de Tomb Raider que você poderia achar por aí, basicamente eu só achava a Lara Croft gostosa mesmo com aquela bunda quadrada e peitos triangulares dos jogos de PS1.

... O que é? Até parece que você também não achava quando jogava na época e o PS1 era o console com os gráficos mais avançados até então, e não minta pra mim!

Mas sim, Tomb Raider teve mais uma caralhada de jogos depois desses antigos, eu até joguei Tomb Raider Legend na casa de um amigo meu. Mas a única coisa que eu realmente sentia com esses jogos era que a Lara Croft ficava mais sensual e com peitos/bunda maiores e que eles tinham uns elementos de exploração bons, mas não me sentia muito atraído pela apresentação das histórias dos jogos. Eu vou basicamente dizer aqui o que o Amer disse no post dele de melhores/piores do ano porque eu tenho quase a mesma opinião que ele sobre Tomb Raider, ter uma protagonista feminina é bom, só que a Lara Croft sempre me passou a impressão de que ela era uma mulher perfeita, sem falhas e nem nada. Ela não parecia evoluir em momento algum porque não tinha no que evoluir, ela era fodona, dava conta de tudo e metia bala em qualquer um que discordasse do seu poder feminino.

Só que esse reboot de Tomb Raider desse ano adicionou justamente esse desenvolvimento da personagem que a série precisava. Nessa versão a gente vê uma Lara Croft com menos peito e menos bunda, sim, mas ela é bem bonita ainda, 9/10 would bang. Mas o mais importante, a Lara Croft nesse jogo é mais jovem, mais inexperiente, entra nessa aventura totalmente por acidente e com pouca ou nenhuma noção de como se virar sozinha numa ilha, esse jogo podia ser renomeado pra Lara Croft Se Fodendo: O Jogo, porque é o que vai acontecer em boa parte da jogatina. Chegaram certas horas em que eu realmente senti pena da Lara e queria entrar no jogo só pra dar um abraço nela e dizer que ela não está sozinha, que eu estou controlando ela. que eu a amo e nunca deixarei que ela morra!

Tá, talvez com menos drama, mas eu realmente senti pena dela.

Enfim, a história gira totalmente em torno de como a Lara começa como uma arqueóloga feliz que está indo explorar uma ilha atrás de coisas históricas, mas aí descobre da pior maneira que o mundo é um ambiente hostil e cruel. E enquanto ela antes chorava até por matar um animal pra sobreviver, ou matar um homem que ia matá-la se ela não fizesse nada, ela vai se desenvolvendo até se tornar algo mais próximo da Lara Croft que conhecíamos, só que ainda com peitos e bunda menores. Isso pra mim foi muito mais interessante do que jogar qualquer outro Tomb Raider que veio antes, ainda que a Lara seja a única personagem realmente interessante do jogo e a maioria dos outros tenham tanta personalidade quanto um coqueiro. Eu não me sentia muito diferente sobre os outros personagens dos jogos passados, então não é algo errado com esse reboot em particular e o que importa é que a Lara de fato se tornou uma boa personagem que não serve só pra nerds baterem uma gloriosa.

O jogo em si também era bom, a exploração dos jogos antigos estava lá, agora mais do que nunca já que você precisa de um monte de merda pra sobreviver e criar itens, tem várias tumbas pra "raidar" como missões secundárias, ação, adrenalina, QTEs bem implementadas... Ok, nem todas... Mas praticamente tem tudo lá. O meu único grande problema era que o jogo em si não te fazia sentir como se você estivesse jogando com a Lara Croft "em evolução", eu já podia matar um monte de gente na raça numa parte da história onde ela ainda nem era muito experiente com armas. Mas com o tempo eu não liguei muito e continuei jogando normalmente até o fim, o que foi bem satisfatório no fim das contas, sem dúvidas espero mais desse novo Tomb Raider, ainda que a Square não tenha gostado das vendas.



Jogo do ano passado que eu devia ter jogado antes: The Walking Dead

Sabe, eu tenho um certo preconceito com The Walking Dead. Não é nem por causa da série em si, mas sim por causa da maioria dos fãs, os que eu via por aí no Basingabook então eram os mais retardados possíveis e só sabiam ficar falando sobre como eles querem que aconteça um apocalipse zumbi no mundo real sendo que é claro que nenhum deles duraria nem ao menos duas horas num mundo cheio de zumbis devoradores de carne humana.

Então... Sim, muita gente que acompanha o blog já notou, mas eu deixei o jogo de The Walking Dead da Telltale passar batido mesmo com todos os elogios que ele recebeu da crítica e do público e as pessoas, além dos inúmeros prêmios de GOTY que o jogo ganhou. Mas eu realmente não sentia vontade de jogar esse jogo, tudo isso por causa do meu preconceito com a série, e eu continuei não ligando pra esse jogo mesmo com todo o barulho. Porém acontece que todo mundo comentava sobre The Walking Dead e como o jogo era emocionante, que era um jogo muito profundo, que mudou a vida de milhares de pessoas do mundo e ouvi boatos que ele até fez com que Jesus ressuscitasse novamente e jogasse.. Pra depois morrer de novo porque esse jogo é tão foda que ele não aguentou.

Então há uns meses atrás eu tava sem absolutamente nada pra fazer, estava em depressão por um monte de coisas diferentes... Aí fui ver algum jogo legal na loja pra distrair um pouco, vi uma cópia daquele The Walking Dead que foi o GOTY do ano passado com todos os episódios e como não tinha outros jogos interessantes no estoque, pensei "Ah, foda-se, vou pegar esse mesmo." e comprei ele, depois voltei e fui colocá-lo no Xbox sem saber exatamente o que esperar e rezando pro jogo pelo menos ser bom. Afinal TEM que ser, não?

E sim, acabei ficando impressionado porque eu não tinha muita expectativa pra esse jogo, mas eu comecei a ficar mais interessado na história desde o começo. O jogo passou uma tensão que eu não sentia desde que joguei Dead Space, você está num carro conversando com um policial, é um prisioneiro por algum motivo, mas aí acaba rolando um acidente porque tinha um zumbi no meio da estrada. O carro acabou capotando pra fora da estrada, então você está lá, com a perna machucada, as mãos algemadas e sem saber o que diabos aconteceu... O policial que estava com você? Acabou de virar um zumbi e está indo na sua direção porque ele tá afim de ter comer vivo.

Você precisa pegar uma espingarda que está por perto enquanto o zumbi vai se aproximando cada vez mais, mas aí percebe que tá sem munição e precisa procurar alguma no chão, tudo isso enquanto o zumbi continua chegando perto de você. Até que finalmente você acha a munição e consegue estourar os miolos do filho da puta e aproveitar um breve momento de paz na sua vida... Esse começo realmente me deixou tenso, e o jogo é cheio, cheio de momentos assim com situações mais parecidas, mais tarde até tendo que decidir entre salvar um de dois personagens que estão em perigo.

A história do jogo praticamente gira em torno de Lee Everett, um ex-presidiário que fez alguma coisa errada no passado, e sua relação com outros sobreviventes que ele encontra por aí, em especial uma garotinha chamada Clementine, que ele encontrou em uma casa na árvore perto da casa real dela. Mas os pais dela estão supostamente mortos/desaparecidos e a babá dela virou um zumbi que quase matou Lee, desde então ele resolve ficar com Clementine e proteger ela de qualquer coisa nesse mundo hostil repentinamente infestado de zumbis.

As relações entre todos os personagens é bem explorada no jogo, e ele não é puramente sobre matar zumbis e sim justamente sobre esses conflitos internos de cada personagem, com escolhas de falas que mudam as perspectivas dos personagens com relação a Lee. Apesar de muitas não mudarem radicalmente a história, é bom ver os eventos pequenos que mudam dependendo das suas escolhas em cada situação, a quem você apoiou nas discussões e coisas do tipo. Eu gosto de como cada personagem foi apresentado como o mais humano possível, com suas falhas e suas qualidades aparentes, alguns que eu odeio como o Larry e a filha chata dele, Lilly, e outros que eu gostava como a Carley e o Kenny. Mas é meio subjetivo gostar ou não gostar, e muitas vezes eu até tive pena da Lilly pelo que ela teve que passar, mas um evento mais tardio no jogo me fez odiar ela definitivamente... Vadia de merda!

Mas sim, a história é o ponto forte e o jogo é um Point 'N Click onde você deve explorar cada canto e resolver uns pequenos "puzzles" as vezes, falar com as pessoas e coisas assim. É funcional, mas o gameplay dessas partes de exploração é meio lento, o Lee praticamente só pode andar, ele não corre, muitos cenários são enormes e ter que andar por eles lentamente não é exatamente algo legal. Pelo menos as outras partes do jogo e a história compensam muito bem essa lerdeza das de exploração.

Fora isso... Eu fico feliz que tenha jogado The Walking Dead, até queria tê-lo jogado antes pra poder falar mais sobre o jogo aqui na época, talvez até colocá-lo na minha própria lista de melhores jogos de 2012. Mas não o fiz por puro preconceito besta mesmo... Só que o jogo não me fez ficar interessado na série, eu até tentei ver uns episódios ou ler umas HQs, mas não me senti muito envolvido com isso igual com o jogo. Eu digo que jogos são mais especiais do que qualquer outro tipo de mídia e alguém há de provar que eu estou errado!

É uma pena que o Survival Instinct seja um pedaço de bosta mal cagada, mas acho que esse todo mundo já esperava que fosse ruim.



Melhor Hack 'N Slash em anos: Metal Gear Rising: Revengeance

Eu não costumo ficar muito impressionado com jogos de Hack 'N Slash hoje em dia porque a maioria tenta ser igual God of War, o que por si só pra mim já é uma merda porque eu odeio God of War, ou então é simplesmente chato... Mas quando um jogo desse estilo é bom, meua migo, ele é bom pra caralho, e Metal Gear Rising é um desses novos Hack 'N Slash bons pra caralho, e como! Afinal é um jogo produzido pela Platinum Games, claro que ia ser bom, oras.

Além do clássico sistema de combos com ataques normais/pesados e o caralho a quatro que você vê por aí, Metal Gear Rising tem uma mecânica mais inovaora do que a de um Hack 'N Slash normal, tem o Ninja Run onde você pode sair correndo por aí passando por qualquer obstáculo ao mesmo tempo que pode usar sua espada pra cortar qualquer coisa no caminho, fazendo você se sentir um daqueles samurais/ninjas badass que passam correndo entre seus inimigos e matando um monte deles tão rápido que eles nem ao menos têm chance de pensar no que vai chegar a atingí-los, esse negócio nunca fica sem graça de usar, mas nem sempre sair correndo por aí cortando tudo é a melhor opção, porque Metal Gear Rising é um jogo consideravelmente difícil.

Os inimigos são agressivos e vêm com vários equipamentos diferentes, além dos vários robôs e inimigos maiores que aparecem e precisam de mais raciocínio por parte do jogador pra ser derrotados, e é necessário que você domine a mecânica de defesa Parry do jogo que consiste em usar o botão de ataque como defesa quando um inimigo vem na sua direção, é necessário um timing muito bom pra poder executar um Parry, e o jogo várias vezes testa suas habilidades com ele, principalmente na luta contra o Monsoon onde quase todos os ataques dele devem ser parados com o Parry pra que ele fique mais aberto e assim você possa descer a porrada nele, e cada boss do jogo te testa de uma maneira ou de outra, te faz usar uma ou mais habilidades que Raiden tem em seu arsenal, e você pode usar as armas deles após derrotá-los, separadamente elas são legais de usar, mas o problema é que você tem que mudar de arma por um menu ao invés de alternar rapidamente igual em um Devil May Cry por exemplo, o que é uma pena.

Você tem também uma mecânica de Stealth opcional que seria uma homenagem a jogos passados da série Metal Gear, e é bom pra dar uma variada no modo como você passa das fases do jogo, o gameplay no geral pode não ser exatamente o melhor pra Stealth, mas foi um toque bem legal e eu realmente tentei passar missões na calada várias vezes.

Porém, o que faz com que Metal Gear Rising realmente seja bom pra caralho além dessas mecânicas, é o Blade Mode (ou Katana Mode), onde você pode cortar quase qualquer inimigo normal ou inimigo gigante enfraquecido da maneira que quiser em qualquer direção pelo analógico ou pelo botão de ataque forte ou fraco que cortam pros lados ou pra cima/baixo, mas com o analógico é mais legal porque é livre, e o negócio é uma maravilha, os inimigos respondem aos seus cortes como se você realmente estivesse manuseando uma espada, na direção que você corta, o corpo do cara é cortado, daí você pode cortar ele no meio, cortar pela cintura, a cabeça, os braços, as pernas, vários pedaços, depois pedaços de pedaços e por aí vai, depois você pode pegar as "espinhas" deles pra recuperar sua vida, isso é de longe uma das ideias mais fodas que alguém já teve pra um Hack 'N Slash, eu quero mais disso, MOAR!

Então tem a história, que é legal, mas as vezes tem uns diálogos bem estranhos... Se for algo positivo, eu gostei do Raiden como personagem, ainda que sei pouco sobre a história dele, e eu fiquei interessado em Metal Gear com esse jogo, mesmo não tendo tido muito tempo pra pegar os jogos da série e jogar de verdade, um dia farei isso, eu prometo...



GOTY OF THE YEAR: Grand Theft Auto V

Imagine GTA: San Andreas, agora imagine uma versão melhorada em quase todos os aspectos... Sim, você acabou de imaginar GTA V! Depois de jogos como GTA IV, Red Dead Redemption e Max Payne 3, a Rockstar volta com mais um GTA nos últimos momentos da sétima geração e mostra que esse é o jogo definitivo que todos os amantes de Open World deviam jogar.

O enredo dessa vez é protagonizado por três protagonistas: Michael, Trevor e Franklin, personagens com conflitos internos tentando apenas resolverem seus problemas pessoais numa história que consegue balancear entre humor e "SÉRIAS BUZINAS", coisa que GTA IV não conseguia muito bem e acabava se levando a sério demais, cheias de referências a jogos passados, assim como recriações de cenas clássicas de filmes e um script muito bem escrito, essa ainda é uma das melhores histórias que eu vi em um jogo dessa geração, praticamente todo mundo já jogou e eu não preciso falar muito dela.

O gameplay é obviamente a melhor parte, e a Rockstar dessa vez não limitou absolutamente nada no jogo pra tentar deixar realístico, além das missões da história que são ainda mais intensas do que o normal, com as transições entre os três protagonistas sendo mais efetiva já que cada um tem uma função determinada pela história em tal missão, você também pode fazer side missions, participar de corridas, caçar animais, praticamente qualquer coisa, o mapa é enorme, detalhado e cheio de coisas, dá pra pilotar praticamente qualquer veículo, até mesmo submarinos, você pode alternar entre os protagonistas no Free Roam também, e é claro, com os cheats você podia brincar de qualquer jeito por aí assim como em San Andreas.

Eu nem tenho muito o que falar sobre GTA V, só que mesmo depois desse tempo todo, eu ainda continuo jogando esse jogo, nem que seja só pra brincar na cidade ou pra fazer o resto das side missions e completar em 100%, é aquele tipo de jogo que talvez só daqui a uns dois anos eu realmente vou cansar de jogar e não querer mais saber dele por um bom tempo... Sim, é o melhor jogo de 2013 pra mim, doa a quem doer.



Platformer 2D em toda a sua glória: Rayman Legends

Claro que Rayman Legends ia estar aqui, como um sucessor de Rayman Origins, esse jogo é uma melhora em quase todos os aspectos, a arte é mais bonita e detalhada ainda com uma iluminação incrível e uso de 3D dando uma sensação de profundidade ainda maior pra tudo, e as animações continuam ótimas como eram antes.

Pra quem reclama da carência de jogos retrô, Rayman Legends tá aí pra alegrar até o pessoal mais exigente, é um jogo rápido, desafiador e cheio de conteúdo, as fases tendo level designs mais elaborados, fazendo uso desses efeitos 3D e, ainda que um pouco mais fáceis que as fases de Rayman Origins, as desse jogo ainda têm desafios o suficiente e são até mais agradável em comparação com certas fases de Origins que contavam demais com memorização, além das fases musicais que são incríveis.

O ÚNICO problema de Rayman Legends é que a campanha principal desse jogo é bem mais curta do que a do Origins e ainda por cima o jogo não tem um mundo final bom como a Land of the Livid Dead destravável pra te incentivar a rejogar as fases e conseguir mais Teensies, ao invés dsso, tem a Living Dead Party que é uma fase musical original boa como as outras e versões "8-bit" de fases musicais passadas que são difíceis porque a tela fica chiando e dando defeito intencionalmente... Meh.

E as paquitas da Nintendo que ainda choram pelo fato desse jogo ter deixado de ser um exclusivo do Wii U deviam deixar de frescura e superar isso logo, até hoje eu vejo gente enchendo e falando que tá feliz por Rayman Legends não ter vendido bem só por ter largado a exclusividade.



Jogo que pode bater de frente com filmes: The Last of Us

Sabe, um dos motivos de eu dizer que jogos são superiores a filmes, ou qualquer outra mídia pra esse caso, é a capacidade deles fazerem tudo o que as outras fazem, e muitas vezes ainda melhor, muita gente diz que filmes contam histórias envolventes com personagens carismáticos e whatnot, eu já vi muitos jogos fazerem melhor do que filmes antes, mas The Last of Us é só mais um jogo que reforça o que eu digo, pois esse jogo também conta uma história com uma narrativa envolvente, uma atmosfera incrível e tem personagens mais do que carismáticos.

A história de The Last of Us tem um conceito sensacional de apocalipse zumbi usando um modo mais realístico de como esses zumbis viriam a surgir, com as pessoas sendo infectadas por uma versão evoluída do fungo Cordyceps que eventualmente foi matando um monte de gente e tomando conta do planeta, nisso temos Joel, um cara que perdeu sua filha no passado e passou a agir como contrabandista no mundo agora já infestado de zumbis, e Ellie, uma garota que é imune ao vírus do Cordyceps por algum motivo, também tem seus próprios problemas pessoais e conflitos internos do passado, os dois se conhecem e não têm um começo lá muito amigável, mas a maneira como a relação e o afeto entre esses dois personagens vai crescendo enquanto a história se desenvolve é um dos pontos mais fortes da história do jogo, que é cheia de momentos emocionantes e abrange temas filosóficos como determinação x liberdade, redenção e por último, mas não menos importante, individualismo x coletivismo, que é o que acontece no final da história do jogo, que gerou vários debates na época sobre ter sido a coisa certa ou não.

Tá certo que eu não fiquei impressionado com o gameplay de The Last of Us e essa parte do jogo ironicamente foi a mais fraca, tendo um gameplay meramente polido, típico com elementos de sobrevivência bem-implementados, uma progressão bem linear e com uma inteligência artificial estranha, mas o gameplay era bom, só não era ótimo como a história que o jogo contava, eu confesso que só continuei jogando The Last of Us porque a história tava boa pra caralho e eu estava realmente apreensivo pra ver onde isso tudo ia parar, pois se ela não fosse tão boa assim, eu provavelmente ia jogar o jogo com menos entusiasmo.

Na sexta geração, Shadow of the Colossus elevou o status de videogames a arte mostrando uma história poderosa com temas bem maduros e personagens bons, além do jogo ter uma beleza visual incomparável (Praquela época, é claro), na sétima geração, The Last of Us faz isso novamente, é mais um daqueles jogos que gamers podem usar como prova curta e grossa de que jogos também são arte e podem fazer até melhor do que as outras formas de arte existentes por aí, do que filmes eu tenho certeza que fazem, tanto é que eu nem tenho muita paciência pra assistir filmes ou seriados direito mais, a menos que seja muito bom, o que foi o caso de Breaking Bad, que eu realmente acompanhei até o final... Mas isso não acontece com muita frequência, enquanto jogo quase todo dia e fico sempre animado pra jogar algum jogo novo.

Sério, se você não pode jogar The Last of Us, ao menos vá pro Youtube e assista um walkthrough completo ou uma daquelas montagens que juntam cutscenes com partes in-game formando algo parecido com um filme, vale a pena.



Fórmula que nunca perde a graça: Dynasty Warriors 8

Muita gente pode me acusar de hipocrisia porque eu odeio God of War e seu festival de button mashing e "metralhe quadrado pra vencer", mas você me vê aqui elogiando Dynasty Warriors que é um jogo que também bota você pra metralhar o botão de ataque pra vencer... E por um lado, quem faz isso não estaria exatamente errado, Dynasty Warriors é tão button masher quanto God of War ou talvez até mais algumas vezes.

Só que Dynasty Warriors tem muita coisa que God of War não tem, uma boa história que inclusive é mais fiel ao próprio material em que é baseado, personagens carismáticos, muita variedade no gameplay, seja por ter vários personagens ou por ter um monte de batalhas diferentes que podem ser enfrentadas de várias maneiras com várias reviravoltas diferentes dependendo das missões que você cumpre ou deixa de cumprir, o sistema de moral que pode fazer a A.I aliada ou inimiga ficar mais agressiva e ser mais útil nas batalhas, tem muito mais coisa em Dynasty Warriors do que God of War sonhou em ter, e é por isso e vários outros motivos que no momento eu estou com preguiça de citar que eu digo que Dynasty Warriors é superior a God of War em quase tudo... Talvez só a trilha sonora e os gráficos não sejam.

A propósito, eu já falei que Dynasty Warriors não é puramente um jogo de metralhar um botão pra ganhar? Se você já colocar um jogo desses na dificuldade Normal, não precisa nem ser no Hard, apensar Normal, você provavelmente vai ter problemas pra entrar no meio de um monte de inimigos e sair metralhando o botão de ataque, pois eles ficam consideravelmente mais agressivos e vão te atacar de vários lados que é bem possível que você não vá ver porque já tá ocupado matando aqueles inimigos ali, a menos que depois você consiga itens e equipamentos adicionais que tornam os combates mais fáceis como elementais que paralisam ou stunam inimigos e coisas assim, mas ainda assim você precisa trabalhar bastante pra conseguir uma coisa dessas. Claro, isso não é nenhum jogo Hardcore, mas também não é uma caminhada no parque.

Dynasty Warriors 8 continua com essa mesma fórmula e melhora o sistema de armas que tinha no seu antecessor, agora com cada personagem tendo seu moveset único de novo e agora um sistema de afinidade entre as armas pra incentivar o uso das armas secundárias no jogo, mais conteúdos e modos extras, o Free Mode de volta, tudo o que poderia me agradar no gameplay de um jogo dessa série está presente aqui, ainda que a história tenha uma narrativa mais fraca, mas é bom saber que a Koei está gradualmente deixando o gameplay de Dynasty Warriors mais desafiador e variado, e não importa quantas vezes eu tenha jogado um Dynasty Warriors, eu posso parar de jogar por um tempo, mas sempre quando eu volto a jogar, é aquela mesma sensação de sempre, eu nunca consigo me cansar completamente, não sei se é só comigo, mas eu sempre abro um sorriso no meu rosto quando jogo Dynasty Warriors... Qualquer um que não seja o 6 ou Strike Force, claro.



Jogo que foi pior do que eu pensei que seria: Batman: Arkham Origins

Sabe aquele jogo que você não tinha muitas expectativas, mas ia pegar de qualquer forma por curiosidade de ver como ficou, e no fim das contas o jogo te surpreende sendo horrível abaixo as suas expectativas já baixas? Então, ano passado foi Resident Evil 6, esse ano é Batman: Arkham Origins, o jogo do Batman que não estava sendo feito pela Rocksteady, portanto não me atraiu tanto assim, só que quando eu peguei esse jogo pra jogar, eu esperava ao menos tirar algum proveito, mas que ingênuo fui eu...

Arkham Origins conta uma história de "origem" de como o universo da série Arkham ficou daquele jeito, apresentando um Batman mais "inexperiente" que a única diferença pro normal é que as vezes esse é mais agressivo, e aí tem aquela competição de "Uma noite pra matar o Batman" onde vários mercenários poderosos estão por aí atrás do nosso herói por uma recompensa grande em Gotham City, que está completamente vazia porque as pessoas estão dentro de casa assistindo os pornôs do Multi Show por conselho das autoridades já que vários criminosos estão à solta por aí, isso e várias inconsistências de prequel mal-planejada.

... Na verdade essa história toda é tão ruim que um amigo meu notou que ela já tinha sido resolvida pelo Alfred, que aconselhou que o Bruce ficasse na sua mansão já que ninguém sabe que ele é o Batman, só que ele quis se vestir de Batman e sair por aí porque eles podiam colocar alguém em perigo... E quem diabos seria esse "alguém"? Não tem ninguém nas ruas, Gotham tá mais vazia nesse jogo do que uma cidade fantasma, não tem uma alma viva na rua que não seja um criminoso fedido procurando o Batman pra encher o cu de dinheiro, se o Bruce tivesse seguido o conselho do Alfred, ele ia ficar lá, os caras não iam achar ele, o contrato de uma noite ia passar e pronto, treta resolvida, mas nãããããão, vamos tentar do modo mais difícil.

E o gameplay é basicamente uma versão piorada dos jogos da Rocksteady, com um combate com comandos completamente atrasados e controles que farão o Batman socar o ar mais vezes do que você poderia contar, e eu já falei que esse jogo não adiciona absolutamente nada na fórmula da série Arkham? Qualquer qualidade que esse lixo teria é por mérito do que a Rocksteady fez e não pelo que eles fizeram nesse jogo.

Eu poderia falar dos bugs, das quedas de frame rate irritantemente constantes e das vezes em que o jogo simplesmente congelava sem mais e nem menos, mas dizem que a WB lançou um patch que consertou isso e agora o jogo tá... Bem, não-quebrado, mas ainda continua ruim.



Um forte candidato a pior jogo de todos os tempos: Ride to Hell: Retribution

Como todo ano tem que ter aquele jogo ofensivamente ruim, Ride to Hell veio pra superar barreiras de ruindade estabelecidas por Mindjack, AMY, Duke Nukem Forever e vários outros dos piores jogos dos últimos anos, pois esse consegue surpreender e ser pior do que todos os mencionados... Sim, e olha que pra ser pior do que só Duke Nukem Forever já requer bastante esforço, mas o pessoal da Deep Silver conseguiu o que parecia impossível.

Ride to Hell é uma bagunça dos diabos, visualmente ele parece um jogo de PS2 com resolução meio-HD, é horrível de se olhar e as animações são piores ainda, com uma história de vingança manjada que tem a dublagem mais bizarra que eu já ouvi na minha vida, cenas de sexo entre personagens completamente vestidos (?), doses tão grandes de machismo que o pessoal do FEMEN ia morrer de desgosto, e motos.

Mas o pior de tudo em Ride to Hell é o gameplay, puta que me pariu, o gameplay desse jogo é insuportável, esse jogo não faz nada direito, as partes de moto têm controles horríveis e um detector de colisões tão bizarro com motos explodindo do nada que deixariam o Michael Bay orgulhoso, o combate é tão quebrado que fazem o de Batman: Arkham Origins parecer algo digno de GOTY, as partes de tiro têm um sistema de coberturas horrível e alguns dos piores controles de mira que eu já vi na minha vida.

Ride to Hell pode ser engraçado nas primeiras horas que você for jogar, pode parecer um daqueles jogos que são "tão ruins que são bons", mas não, na medida em que você avança nesse jogo, você vai começar a dar gritos de horror, vai ficar maluco, arranhar sua cara, vai tentar fugir da sua casa primeiro batendo nas paredes esperando que se rompam, depois vai começar a bater na própria cabeça com um pedaço de madeira, até que vai sofrer um traumatismo craniano e morrer, enquanto Ride to Hell é a única coisa que sobrou na cena do crime, e os produtores da Deep Silver dão risadas malignas lá na sua sede.

Esse jogo é TÃO ruim assim, mesmo..



Jogo com selo "Nerde Bisnaga" de qualidade: Deadpool

Deadpool é um daqueles jogos que são "engraçados", que as pessoas adoram porque é "lel so wacky and random XDDD" e cheio de piadas baseadas puramente no personagem sendo vulgar, falando do tamanho do pinto dele e de tetas.

Adivinha só qual outro jogo tem um humor assim e foi criticado por isso? Duke Nukem Forever, tem exatamente o mesmo tipo de humor que Deadpool tem, só que como é o Deadpool nesse jogo, aí o pessoal pensa que é algum tipo de ironia genial... A única diferença entre os dois jogos é que o Deadpool faz paródias de jogos "AAA" que não funcionam porque no fim das contas ele faz o mesmo que esses jogos, e referências a menes da internet que só os nerdes fortes entendem, esse jogo é EPIC FOR THE WIN LIKE A BOSS HEY DAWG I HERD U LIKE DEADPOOL GAME SO I PUT DEADPOOL ON UR ASS SO U CAN TAKE A SHIT WHILE TAKING A DEADPOOL GAME XDDDDD

Se esse jogo me fez rir pelo menos três vezes, eu diria que foi muita coisa, porque a maioria das piadas eram tão sem graça, manjadas e óbvias que eu só consigo imaginar algum fã de Zorra Total rindo disso, e eu nem quero falar sobre o Deadpool quebrando a quarta parede o tempo todo, você nunca mais vai querer ver algum personagem quebrando a quarta parede de novo depois de jogar essa merda.

O gameplay é o negócio mais raso e tedioso que você pode imaginar, com uma mecânica de Hack 'N Slash que tem um comando de tele-transporte mapeado no mesmo botão que você usa pra dar contra-ataques, o jogo é ridiculamente fácil e repetitivo, as partes de shooter são um saco e difíceis pelos motivos errados e os gráficos parecem algo de 2006 ou 2007, esse jogo não tem quase nenhuma qualidade que se salve.



Maior perda de tempo que tive esse ano: Final Fantasy XIII

Não é nenhum segredo que eu odeio Final Fantasy XIII mais do que qualquer outro RPG que eu joguei até agora, mas isso é desde o dia em que eu o joguei pela primeira vez em 2010 quando esse jogo foi lançado no ocidente, depois de eu ter sido hypado pelas milhares de promessas da Square com esse jogo e o fato dele ter ficado cinco anos em produção, eu comprei esse jogo todo animadão, coloquei  no meu Xbox 360, joguei umas duas ou três horas e tava achando o jogo uma bosta, logo no começo eu já queria parar de jogar porque não só eu estava entediado com o gameplay como eu simplesmente não estava entendendo bulhufas do que acontecia naquela história, meu desânimo pra jogar Final Fantasy XIII foi tanto que eu joguei só mais umas horas, ainda continuei não gostando e depois simplesmente larguei o jogo de lado, e nunca mais joguei de novo até um ano depois quando eu tava sem nada pra jogar, liguei o Xbox, botei Final Fantasy XIII e novamente, só joguei mais umas horas e larguei o jogo de lado outra vez.

Então eis que esse ano eu resolvo dar mais uma chance a esse jogo porque eu estava fazendo uma maratona de Final Fantasy onde eu ia jogar desde o primeiro jogo da série até esse, e eu joguei a maioria deles de boa, exceto o II porque tinha o sistema de evolução mais bizarro que eu já vi num JRPG e o VIII porque a história dele é uma enciclopédia sem pé e nem cabeça, mas era legal abusar das mecânicas quebradas desse jogo... Eu até passei a gostar um pouco mais de Final Fantasy X e XII que antes eu também nem jogava muito entusiasmado, só que aí chegou a vez do XIII e eu já peguei o jogo com aquela cara de "Ahhhhh nããããããããão...", porque eu realmente não tinha vontade alguma de jogar esse jogo, eu achei um lixo na primeira vez, achei um lixo na segunda chance que dei e provavelmente acharia nessa, já discuti com muita gente na internet por causa desse jogo e a maioria das pessoas que o defendiam, faziam isso com uma desculpa pior do que a outra, ainda chegando a dizer que o jogo ficava bom depois de umas 20 ou 30 horas lá perto do final.

Mas ok, então eu fui jogar Final Fantasy XIII de novo, porque tinha que ter alguma coisa boa nisso, até comecei um novo jogo porque nem lembrava direito do que aconteceu no save de antes, e por todo o tempo que eu fiquei jogando, o jogo sempre seguia a estrutura de correr num tubo com vários inimigos, lutar contra eles com aquele sistema de batalhas retardado que conseguia ser menos interativo ainda do que os outros por turnos da série e aquele negócio de Paradigms que nada mais era do que uma versão piorada dos Gambits de Final Fantasy XII, a maioria das batalhas praticamente só requeriam Paradigms concentrados em ofensiva e depois alternar pra um concentrado em curar quando precisasse, raramente eu tive que usar alguma estratégia, e isso foi só lá no capítulo 11 do jogo com uns inimigos específicos que tinham limite de tempo pra serem derrotados.

Nessa terceira chance que dei pra Final Fantasy XIII, eu só fiquei surpreso com o quanto o jogo se mantinha consistentemente ruim a cada minuto que eu jogava, a história com aquele negócio todo dos fal'Cie, l'Cies e Focus só me parecia cada vez mais estúpida, os personagens ou eram irritantes, ou eram sem graça, a narrativa não explicava absolutamente nada direito e, claro, eu não poderia deixar de mencionar que nossos heróis ficam vários capítulos seguidos andando por aí e sendo perseguidos pela PSICOM sem fazer nada de útil além de ter um desenvolvimento de personagens meia-boca enquanto isso, mas a história em si não se desenvolvia nem um pouco, ela tinha o ritmo de uma lesma andando em câmera lenta e em todo esse tempo que nossos heróis não faziam nada, eles só falavam sobre a mesma coisa de não saberem seus Focus e sobre fal'Cies serem malvadões o tempo todo, eram coisas óbvias que eles viviam ressaltando porque os roteiristas provavelmente estavam tão animados pra fazerem o script desse jogo quanto eu estava pra jogar.

Eu só conseguia entender mais ou menos o que acontecia porque as vezes eu lia o que tinha no Datalog sobre os elementos mais importantes da história, mas até ele as vezes era ridiculamente vago.

Então eu larguei Final Fantasy XIII outra vez, porque o jogo tava horrível em quase todos os aspectos, mas então uns meses depois eu resolvi jogar até o final porque faltava pouco e continuavam a insistir pra mim que o jogo ficava bom nos capítulos finais, e não, não ficou... Ficou melhor sim, mas o jogo não ficou bom, só marginalmente mais suportável, a propósito, aquela luta final contra o Orphan é ridícula, é um dos piores Final Bosses que eu já vi em qualquer jogo.

Eu não tenho muito saco pra falar de Final Fantasy XIII e de como esse jogo é um lixo e merece todo o ódio que recebe das pessoas da internet, se quiser, só clicar aqui e depois aqui, é o mais detalhado que eu posso ser sobre essa aberração em forma de jogo.

Bem... Pelo menos o XIII-2 é legal, o que mostra que eu ainda não sou um cara 100% negativo com essa "saga" de Final Fantasy XIII, e eu quero jogar Lightning Returns também, mesmo esse ainda me parecendo meio estranho.



Jogo antigo que eu só fui jogar e ver o quanto é legal hoje em dia: Megaman 7

Outro preconceito que eu tinha era com o Megaman clássico, eu nunca cresci com ele, desde criança eu joguei Megaman X, a primeira vez foi quando eu aluguei esse jogo e resolvi que eu devia ter porque era muito foda, mas depois eu fui descobrir que existia outro Megaman além do X quando joguei Marvel vs Capcom e lá tinha um Megaman que parecia mais uma criança de pijama e me disseram que era o Megaman original, era legal jogar com ele lá, mas aí quando eu fui jogar um jogo desse Megaman pela primeira vez, que no caso foi Megaman 8, também alugado mais tarde quando eu tive um PS1, eu simplesmente não vi aquela mesma graça que tinha em Megaman X, o jogo era inferior em todos os aspectos, logo eu desanimei e demorei um pouco pra dar uma jogada de verdade nesse jogo e nos outros jogos do Megaman clássico.

Então fui conhecendo melhor os jogos do Megaman original, depois de ter jogado todos eles, Megaman 7 é definitivamente o melhor, como eu disse lá na maratona, esse jogo é tão bom que eu boto ele sim no mesmo nível que Megaman X sem nenhum medo, e quem achar isso ruim, vamo resolver isso lá na rua então, leve suas melhores cartas de Yu-Gi-Oh!

Por que Megaman 7 é tão especial? Porque é bem simples, apesar de bons, os jogos do Megaman clássicosempre tinham seus erros grandes que os impediam de ser melhores ainda, Megaman 1 tem um level design que as vezes é muito cheap, Megaman 2 tinha todo o design daquele boss de torreta que você só tinha uma chance pra matar ou então você tava fodido, Megaman 3 tinha aquela retardadice de Doc Robot, Megaman 4 conseguia piorar o level design com relação ao 2 e o 3, Megaman 5 não adicionou nada de relevante a fórmula da série e Megaman 6 era ok, mas nada impressionante... Megaman 7 por outro lado resolvia a maior parte desses problemas, o level design desse jogo era perfeitamente balanceado, oferecia exploração pra quem quisesse, o Megaman tinha controles muito mais precisos e fluídos, tem algumas das melhores armas da franquia e a luta contra o Bass lá usando os adaptadores sozinha também já seria o suficiente pra botar esse jogo pra cima.

Eu podia ficar por mais tempo falando desse jogo, mas já disse tudo na maratona, isso é só um resumo, então vá ler lá se quiser ver algo mais elaborado.



Portátil dos deuses: Dissidia 012 Final Fantasy

Eu posso surrar o Squall, o Tidus e a Lightning.

Sem mais.


Pois é, isso foi o que eu joguei em 2013... Mais ou menos, claro que teve muito mais coisa, zerei Conker's Bad Fur Day pela milionésima vez, joguei vários jogos que eu já tinha jogado antes porque merecem que eu os jogue novamente, isso aí se trata dos jogos mais marcantes, de uma forma positiva ou negativa, que eu joguei esse ano, e sim, esse ano foi meio chatinho pra jogos porque o intervalo entre os jogos bons que saiam era enorme, mas no fim das contas saiu GTA V e Rayman Legends, então valeu a pena ter esperado, eu acho.

Com isso eu não preciso de uma lista de melhores/piores jogos do ano, até porque eu nem joguei todos os piores profundamente e não tenho vontade de jogar também, então apenas contentem-se com esse post, que pra mim é até melhor do que fazer uma lista de melhor/pior do ano.

Talvez ano que vem tenha um de melhores e piores jogos que surgiram na sétima geração ao todo, mas isso ainda é lá no futuro, no futuro tudo pode acontecer, o mundo pode acabar sendo destruído por um monstro parasita, pode acontecer um apocalipse zumbi, a internet pode chegar ao seu fim, o Silvio Santos pode morrer, a Copa do Mundo pode acabar sendo o maior vexame de todos os tempos... Até lá, nada é certo, então vamo ver, né?

Esse não é necessariamente o último post esse ano, eu acho, se eu ainda estiver animado, postarei sobre mais algum jogo, talvez.

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